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História The game of destiny. - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Oi gente!!!!
Hoje resolvi postar cedo. Isso mesmo.
Boa leitura pessoinhas!

Capítulo 4 - Por pouco.


20 de janeiro de 2020.

A corrida contra o tempo estava grande e a ansiedade também estava enorme. Não tinha certeza sobre minha adaptação na cidade dos sonhos, mas queria tentar a experiência.

Jim havia prometido que eu poderia prestar serviço nas locações de Seattle e de Los Angeles, mas que na maioria do tempo eu teria que ficar na grande Los Angeles para expandir os serviços, e graças a Deus arrumou vaga para que Noah fosse comigo.

Estava com uma expectativa maior do que toda a minha existência nessa terra. Não tinha como conter todos os meus sentidos que gritavam que seria uma experiência absurdamente grande. Estava esperando por algo grande na minha vida a muito tempo e cada célula do meu corpo dizia que eu iria viver isso em breve.

Os preparativos para a mudança estavam a todo vapor. Noah tinha conseguido uma boa casa para morarmos, do nosso gosto e próximo a praticamente tudo, mas era um condomínio fechado e a empresa iria custear metade dos nossos gastos de locação e transporte por um ano. Tendo em mente que eu e Noah tínhamos carro, até economizariamos.

Estacionei o carro na entrada da farmácia, desliguei o som e entrei para comprar algumas coisas e deixar guardadas para caso de emergência na viagem ou na nossa próxima parada, cidade dos sonhos.

Andando pelos corredores da grande farmácia senti um grande arrepio atravessar meu corpo, fazendo todo meu braço ficar nitidamente arrepiado e não era de frio. 

Eu conhecia bem a sensação.

De tempos em tempos, parecia que o cara dos meus sonhos estava próximo de alguma forma e isso fazia todo meu corpo ficar tenso, não só de imaginar que ele realmente poderia estar por perto, mas me fazendo questionar também se eu o conheceria se o visse.

Com toda a tensão atravessando meu corpo, peguei tudo que precisava o mais rápido possível e apressei o passo em direção ao caixa, só para ver se aquela sensação de proximidade acabava logo e eu conseguisse voltar a ter paz. 

Ao menos morar em Los Angeles iria fazer essas sensações diminuírem.

Assim que andei em direção ao caixa, uma mulher um pouco mais baixa que eu parou em frente ao caixa, gentilmente. 

Ela tinha longos cabelos, com uma mistura de branco e cinza. A mulher revirou os olhos e cruzou os braços em quanto falava algo para o atendente. Ela parecia um pouco irritada gesticulando com o homem no caixa, e fui me aproximando para aguardar o pagamento.

ー Só estou pedindo para o senhor guardar a sacola. ー Ela falava tentando amenizar sua raiva. ー Preciso apenas pegar minha carteira que está no carro com meu filho.

ー Senhora, já lhe disse. Não posso guardar a sacola, desculpe. ー O caixa falava em tom de aviso. ー Só sigo regras.

ー Não vou demorar dois minutos para pegar o dinheiro. Você só pode estar brincando comigo. ー Ela parecia com pressa e respirava fundo.

Ela tinha poucas coisas dentro da sacola pequena e transparente. Não me parecia um problema ele guardar as pequenas coisas em quanto ela pegava a carteira. Com certeza sua compra não passaria dos seis ou sete dólares.

Aproximei-me um pouco mais do caixa entregando minhas coisas ao homem e ela olhou-me de forma indignada, com suas enormes bilhas rendondas e azuis.

ー Passa as compras dela com as minhas, eu pago daqui. ー Eu disse ao homem e ele assentiu, vendo meu gesto para amenizar a situação.

ー Não precisa fazer isso, minha querida. Agradeço, de coração. ー Ela disse de forma doce e sorrindo, colocando as mãos em meu braço. ー O carro do meu filho está quase aqui na porta.

ー Ele não vai guardar a sacola para a senhora e sua compra não está cara. Vou pagar aqui, tá tudo bem. ー Sorri de volta para ela, que me olhava agradecida.

O homem do caixa passou minhas coisas junto as compras dela e eu o entreguei a quantia em dinheiro, entregando a sacola a ela.

Sorri para ela e sai andando dali para me livrar daquela situação logo e do sentimento de tensão que ainda rodeava a minha atmosfera.

ー Ei. ー Ouvi a voz da senhora novamente, em quanto me aproximava do meu carro e meu coração parecia estar pronto para explodir. ー Obrigado pela sua gentileza. Aguarda só um minuto que vou pegar o dinheiro para lhe devolver.

ー Não precisa. Está tudo bem, sério. ー Falei agitada destravando o carro com a chave.

ー Meu filho está no carro, rápido eu pego, só um momento. ー Ela abriu a porta do passageiro e pegou a carteira na bolsa.

O cara, que ela dizia ser o filho, estava com a cabeça caída no volante, olhando para baixo e parecia até estar dormindo de tão concentrado que ele estava. Se quer levantou a cabeça quando ela abriu a porta e veio na minha direção com o dinheiro.

ー Não precisa, de verdade. Considere uma benção do dia. ー Ela riu como se eu tivesse feito uma piada.

ー Tudo bem. Vou deixar a cargo do universo retribuir a gentileza. ー Seus olhos claros eram hipnotizantes e sua fala me fez voltar ao fato de eu querer correr dali.

ー Eu preciso ir. Estou com pouco de pressa, mas foi um prazer...

ー Constance. ー Ela se apresentou.

ー Foi um prazer, dona Constance. ー Sorri.

Entrei no carro com pressa para que não desse tempo dela falar mais alguma coisa que fosse e arranquei com o carro em direção a minha casa. 

Não queria ser mal educada com aquela mulher tão gentil, só queria que a sensação de desespero passasse.

Eu já havia ficado tensa, mas não dessa forma.

...

No mesmo dia.

ー Você está quieto. ー Minha mãe falava em quanto eu olhava a rua, prestando atenção na estrada, dirigindo até a farmácia. ー Ainda aquelas sensações?

ー Vir para Seattle não tem me dado muita paz, como de costume. ー Falei de forma pensativa. ー Tudo parece aumentar quando estou aqui, parece que ela está sempre em volta da minha atmosfera. Não sei explicar.

ー Ela? ー Virou seu olhar na minha direção, com um sorriso divertido. Fazendo-me rir.

ー A sensação, dona Constance. ー Ela fez uma careta, parecendo se divertir.

A medida que chegavamos perto da farmácia, mais minhas mãos soavam e todo meu corpo ficava rígido. Meu coração batia descompensado e a respiração estava saindo com dificuldade. Meu braço estava nitidamente arrepiado.

Chegando na farmácia, estacionei o carro perto da entrada, ao lado de um Jeep preto.

ー Você não vem? ー Minha mãe perguntou pelo lado de fora do carro ao lado da porta.

ー Não mãe e não demora, por favor. ー Pedi quase implorando e ela assentiu, se divertindo com a minha agonia.

A observei entrar na farmácia.

Cada minuto que passava, estava sentindo a sensação se espalhar por todo meu corpo e a respiração realmente pesar. Todas as vezes que a sentia, era de forma boa e intrigante, mas agora estava diferente. Eu estava impaciente, assim como os sentimentos dela. 

Será que ela estava perto? Será que estava em Seattle?

Alguns minutos se passaram até que avistei minha mãe falando com uma mulher, ela parecia agradecer alguma coisa. A mulher estava de costas. 

Revirei os olhos pela demora dela.

Apoiei a cabeça no volante e coloquei os fones de ouvido conectados ao som do carro e me concentrei em olhar o chão do mesmo, na intenção de fazer sumir a pressão que estava no meu peito. Parecia que a qualquer momento eu teria uma crise de pânico ou ansiedade.

Se eu pudesse e minha mãe não estivesse comigo, fumaria um maço de cigarro inteiro em menos de uma hora de tão agoniado. Não conseguia parar de batucar a perna com as mãos e a música com a batida aleatória que tocava no fone.

Mantive a cabeça no volante e senti quando a porta do carro abriu e o vento passou pelos meus braços. Não quis olhar o que estava acontecendo, mesmo que a voz lá do fundo da minha alma estivesse implorando para olhar.

Eu só queria sair dali e fazer com que aquela intensidade toda fosse embora.

Minutos depois minha mãe entrou no carro e arrancou o fone de ouvido da minha orelha, me fazendo levantar a cabeça.

ー O que você tem? ー Ela olhou-me preocupada.

ー Podemos ir pra casa? ー Perguntei atordoado.

ー Vamos.

Durante o caminho ela ficou rindo sozinha, e mesmo que eu estivesse agoniado ainda, aquilo despertou minha curiosidade.

ー Do que você está rindo, mãe? ー Olhei-a rápido e voltei para estrada.

ー Em como as coisas são esquisitas. ー Ela mantinha um sorriso bobo na cara e parecia como sempre, uma lunática. ー Esqueci a carteira no carro, né? E acredite se quiser, uma moça pagou minha compra.

ー Sério?

ー Sim. ー Minha mãe ficou séria de repente e parecia pensativa. ー Ela nem me disse o nome dela. Saiu com pressa... Estava parecendo você quando fica nervoso e foge.

ー Nossa mãe, inimigos para que, não é mesmo? ー Bufei irritado com a comparação.

ー Ela era bonita. ー Me deu um tapa leve no braço, me fazendo revirar os olhos. ー Uma dessa você não acha, né? Francamente, Shannon. ー Fechou a cara e fez um bico.

ー Não sei se vale a informação, mas apesar de eu viajar pelo mundo todo, não conheço todo mundo.

ー Você é um banana. ー Ela disse irritada e bufando alto.

ー Valeu, dona Constance. Muito obrigado, viu? Seu amor por mim é uma coisa avassaladora.

ー Não testa minha paciência, garoto. ー Minha mãe cruzou os braços e ficou emburrada até chegarmos em casa.

Ao menos ter minha mãe em casa para ficar comigo uns dias me trazia alívio, e uma cultura de lendas intermináveis que ela carregava consigo, para todos os lugares. Quem sabe alguma delas poderia explicar alguma coisa, não é?


Notas Finais


Esse capítulo acelerou um pouco meu coração. TENSO!
Espero que vocês estejam gostando do desenrolar da história. Me contem como estão os sentidos de vocês ao terminarem esse capítulo.
Até o próximo! ❤️


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