História The Game of Life - Capítulo 22


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Categorias Naruto
Personagens Asuma Sarutobi, Deidara, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Ino Yamanaka, Inochi Yamanaka, Itachi Uchiha, Kakashi Hatake, Kankuro, Matsuri, Minato "Yondaime" Namikaze, Muta Aburame, Nagato, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shizune, Shukaku, Temari, TenTen Mitsashi
Tags Luta, Naruto, The Game
Visualizações 11
Palavras 1.872
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi amores. Não vou fingir que essa demora nunca aconteceu, pois ela foi real e foi levada por uma série de acontecimentos. Eu nunca tinha atrasado The Game, mas pra tudo tem uma primeira vez, certo? Peço milhões de desculpas a quem ainda acompanha, por essa falta de respeito. Espero que compreendam e, sem mais delongas, vamos ao capítulo. Curtinho, bem menor que os outros, mas extremamente importante pro desenrolar. Boa leitura!

Capítulo 22 - Capítulo 21 - A descoberta óbvia e uma nova pista


Sei que se eu ficar no chão, fingindo que estou muito ferida, exatamente como tento me parecer(e me sinto) agora, eles vão me levar à enfermaria. Vão me levar até Shizune. Meu plano era gritar tanto com ela até que eu estivesse sem voz. Ela sabia de tudo desde o início, mas não quis me contar. Ela escondeu isso de mim, mas, pior do que isso, é saber o quão burra fui por demorar tanto tempo para perceber algo que estava, literalmente, na minha frente.

Eu não me culpava tanto, pois sabia que, se tivesse um tempo para parar e pensar, teria ligado os pontos facilmente. Mas tudo estava tão confuso e as coisas estavam acontecendo tão rápido que não enxerguei o óbvio. Não adiantava culpar ninguém, eu era a única que merecia o castigo. Mas precisava extravasar minha raiva. E, sim, Shizune era a única pessoa com quem eu poderia fazer isso.

Senti-me sendo levantada e colocada numa maca. Nenhum dos ninjas médicos disse uma palavra, mas eles avaliaram meus batimentos cardíacos e verificaram se eu tinha algum ferimento grave pelo corpo. Não sei se sabiam que eu não estava totalmente consciente, mas, se sim, não comentaram nada sobre o assunto. Fui levada para algum lugar desconhecido, que eu torcia ser a sala da minha médica. Se não fosse, eu não saberia o que fazer.

Por sorte, e talvez um pouco de influência dela, fui levada à sala da Haruno. Ela fez os mesmos procedimentos que os outros já tinham feito, tão concentrada que ela tomou um grande susto quando, de repente, abri meus olhos.

- I-Ino. Você está bem? Como se sente? Não, fique deitada. - Ela advertiu, quando fiz menção de sentar-me. Ignorei seu aviso e coloquei-me em uma posição melhor para olhar diretamente para ela.

- Estou bem. Não estou ferida de verdade, não há com o que se preocupar. Tudo dói, mas, no momento, é algo suportável. Existe algo mais importante do que isso que eu gostaria de falar sobre. - Ela me olhou como um gavião, seus olhos negros checando-me de cima a baixo.

- Vá em frente. Sobre o que quer conversar? - Eu podia ter hesitado e deixado-a na espera, mas eu mesma não poderia conter-me sobre o assunto.

- Sabaku no Kankuro. Acredito que temos muito a falar sobre ele. - Sua boca se abriu em um pequeno “o”, seu rosto totalmente sem cor. Aparentemente, eu a havia pegado de surpresa. Provavelmente ela nunca esperou que eu pudesse ser capaz de descobrir os fatos por mim mesma. - Falei algo errado?

- Como? - Ela perguntou, sua expressão dura. Sua voz baixa, como se ela estivesse tendo dificuldades em se comunicar. - Como você soube? Ele te contou?

- O que te faz pensar que ele me contaria alguma coisa? Não tivemos a oportunidade de nos encontrarmos lá fora. E quando ele estava aqui dentro, estava tão focado no romance antigo que nem sequer pensou em me informar sobre outras coisas. - Defendi-me, preparando-me para começar a atacá-la. Ela era uma das culpadas e estava na hora de começar a assumir sua parcela de culpa no acontecido. - Você devia ter me contado. Você era quem estava do meu lado. Eu não tenho nenhuma relação com ele no momento, mas você… eu confiava em você. Achei que era para sermos claras uma com a outra. Por que me escondeu algo tão importante? Eu contei a você tudo.

- Ino… eu sinto muito. Há um motivo pelo qual eu fiquei em silêncio sobre isso. - Ela pareceu triste. Seu rosto estava contorcido em dor e ela até mesmo passou as mãos sobre ele, como se estivesse cansada.

- O motivo também é mais um segredo?

Ficamos caladas, nossos olhares um no outro, como se travando algum tipo de cabo de guerra. Aquilo não durou muito tempo e, por incrível que pareça, acabei ganhando. Ela deu um longo e alto suspiro, como se pronta para me contar tudo. E não gostasse nada daquilo.

- Eu não queria que você se envolvesse com o Kankuro novamente. Sim, somos amigos e, sim, gosto muito dele, mas não te faz bem. Eu não sou apenas sua médica, sou uma companheira. Você foi a primeira pessoa que falou comigo e eu aprecio muito isso. Quero apenas o seu bem.

- Shizune… - Falei, lentamente, meu rosto se contraindo enquanto eu tentava, inutilmente, me acalmar. A situação era pior do que eu esperava. Eu não sabia quando, mas, de repente, todo mundo pareceu se esquecer de quem eu era. E, para sobreviver em paz, eu precisava lembrá-los.

Ela pareceu atenta e toda a sua concentração estava em mim e no que eu iria falar a seguir.

- De todas as pessoas desse mundo todo… quem é a pessoa que você acha que mais quer o meu bem? - Shizune pareceu confusa com a minha pergunta. Ela olhou-me em dúvida, como se não soubesse se eu estava brincando ou falando sério. Pareceu querer responder, mas fechava seus lábios antes que qualquer som saísse. Como se estivesse com medo de responder errado. - Eu mesma. Eu sou a pessoa que mais quer o meu próprio bem. Aonde eu quero chegar com isso? Bem, é simples. Eu não quero que ninguém se meta na minha vida com a desculpa de que quer o meu bem. Porque eu também quero o meu bem e, acredite, se tratando da minha vida, eu sou a principal pessoa que sabe o que é melhor para mim. Eu quero que pare de me esconder as coisas. Conte-me tudo. Eu decidirei se é melhor para mim ou não. Eu é quem decidirei se aceito ou não. Afinal, a pessoa mais afetada sou eu. O que eu quero dizer é que você não tem o direito de decidir as coisas por mim. Você não sofre as consequências. Você pode cuidar da sua própria vida. Eu não tenho medo de tentar e falhar. Então não se comporte desse jeito.

Silêncio reinou no recinto. Ela virou-se, seus olhos não mais em mim. Pareceu passar-se uma eternidade antes que ela se voltasse novamente em minha direção. Seu rosto estava firme, como se ela tivesse acabado de fechar um contrato consigo mesma. Pareceu decidida.

- Tudo bem. Você tem razão, peço desculpas por ter sido intrometida quando não se tratava de algo da minha vida. Queria apenas te livrar das preocupações.

- Você não entende? Quanto mais você me empurra para longe, mais ele tenta se aproximar. Eu preciso encará-lo de frente. Só assim isso vai ter um fim.

- Eu já vi esse final antes. Não foi o mais bonito.

- Ninguém se banha no mesmo rio duas vezes. Sou uma pessoa diferente agora. Tenha um pouco de confiança em mim.

- Ino. - Ela se aproximou um pouco mais, quase invadindo meu espaço pessoal, e segurou minhas mãos entre as suas. - Você simplesmente não entende. Conheço você. Quero dizer, conheço a antiga Ino. Kankuro não foi um influenciador. Ele não levou você por aquele caminho à força. Você foi porque quis. Porque concordava com o que ele dizia. Faz parte de você. Eu sei que, mais cedo ou mais tarde, isso acontecerá de novo. É disso que tenho medo. Porque eu sei que você vai cometer os mesmos erros. As circunstâncias não mudaram de lá para cá. Eu sei que você é uma pessoa nova, uma pessoa totalmente diferente daquela garotinha inocente que esteve aqui pela primeira vez anos atrás. Mas você tem uma essência, todo mundo tem. Eu também tenho. E eu sei. Sua essência é a liberdade. Isso não mudou de lá para cá. Outra coisa que não mudou é que você age primeiro e pensa nas consequências depois. É por isso que eu digo que já sei onde isso vai acabar.

- Sim, você está certa. É assim que eu funciono. Eu não funciono pelo medo de fazer as coisas. Eu faço o que tenho que fazer, sabendo que posso lidar com as consequências depois. Essa sou eu. - Falo, de forma firme, e a vejo suspirar, como se não pudesse fazer nada a respeito disso. E ela realmente não pode. E não deve. Eu não saio por aí tentando mudar a personalidade das pessoas, então elas também não têm o direito de querer fazer isso comigo.

Repentinamente, não temos mais nada para falar. Na verdade, não falamos mais nada. Porque um mundo se estende em minha mente, todos os momentos parecem claros em minha cabeça agora. E há mais um assunto pendente.

- Ele sabe? - Questiono e, perante sua careta de confusão, explico o que quero dizer. - As lembranças, o jutsu… ele sabe?

Sua expressão de derrota me mostra tudo, ela não precisa verbalizar. Ele provavelmente sabia de tudo aquilo antes de mim, provavelmente desde o primeiro dia em que estive aqui. Desde o momento que Shizune descobriu. Não sinto raiva, porque não há mais o que sentir. Meus sentimentos parecem impotentes dentro de mim, um cansaço vindo num rompante.

- E a Aliança? - Sua desconfiança volta, como se nunca tivesse desaparecido. Até mesmo ela tinha seus momentos de vulnerabilidade.

- O que você quer saber? Também não sei muito.

- Não sabe ou não quer falar?

- Como foi a sua luta? - Ela rebate, incisiva. Cruzo os braços sobre o peito, não acreditando que vamos entrar neste território novamente.

- Não muito bem, se estou aqui. Mas isso você já sabe.

- Não pude assistir a luta.

- Você não precisava estar lá para saber que perdi. Se está me protegendo, fica claro para mim que sou a mais fraca. Ou seja, perderia para qualquer um. - Ela volta a ficar chocada em um instante, como se não acreditasse no que tivesse saído de minha boca.

- Acha que penso que é a mais fraca? Ok, respire. Eu preciso respirar. - Ela puxa o ar três vezes, aparentando estar cansada. - Ouça, Ino, vamos encerrar este assunto por aqui. Sim, estou te defendendo. Mas não dos participantes e, sim, de si mesma. Porque tenho medo. Reforço, já vi isso se repetir e tudo está indo pelo mesmo caminha de antes. É a minha forma de ficar tranquila e com a consciência limpa. Em nenhum momento pense que estou aqui para lhe prejudicar. Porque estou ao seu lado para o que você precisar. Inclusive, para compensar o meu erro, darei a você uma nova pista.

Uma nova pista? Ela também pode…

- Uma lembrança? - Solto, afobada por mais informações.

- Não quero que entre em contato com algumas coisas do passado, mas não suporto que não se lembre de seu antigo eu. Irei ajudá-la a recolher os fragmentos da sua vida porque sou sua amiga.

- Isso é incrível…

- A fachada de entrada do The Game. Basta observar a logo por algum tempo. Não deve demorar.

- Shizune, como você e ele sabem… como ativam as lembranças? - Ela suspira, novamente, e dá um sorriso mínimo.

- Com nossa próprias lembranças. - É tudo o que diz. Não entendo muito bem, mas foco na informação mais recente. Estou seguindo minha jornada e, pela primeira vez, pareço estar dando passos para frente.


Notas Finais


É isso pessoal. Não sei se já imaginavam quem era o cara de todos os recados, mas foi revelado. Até que enfim, depois de vinte capítulos kkk. E, apenas para explicar, sim, a luta de Ino não está detalhada neste capítulo. Massss, isso não quer dizer que eu não vá falar sobre. Apenas decidi mostrar de outra forma, vocês vão ver no próximo capítulo *-* Obrigada a todos, um grande beijo e até o próximo capítulo.


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