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História The game of Masks - Min Yoongi - Capítulo 13


Escrita por:


Notas do Autor


❤️Olaa, tudo bom?!

💜Pela insistência de um ser humano muito irritante, mas que eu amo muito, eu voltei aqui o mais rápido que eu pude, e pq vocês merecem saber o motivo de a S/n ter fraquejado, o que não é nada normal.

💙Curtam muito, chorem muito, sofram muito e preparem o psicológico, pq esse capítulo me fez chorar.

⚠️Esse capítulo aborda um tema MUITO pesado, muito pesado mesmo e mesmo que não mostre nada explicitamente, por favor, se você já tem algum trauma relacionado ao assunto, eu recomendo mesmo que não leia.

💕Escutem uma playlistzinha triste, peguem uma garrafa de água para se hidratar e tenham uma boa leitura.

Capítulo 13 - XII - Memories


Fanfic / Fanfiction The game of Masks - Min Yoongi - Capítulo 13 - XII - Memories

"Ouvi dizer que você teve uns dois namorados

Ouvi dizer que eles não te trataram bem"

Rumours - NEFFEX


Seul, Coréia do Sul

Domingo, 12:46PM


S/n tentou, tentou muito, mas percebera que era inútil tentar se livrar do aperto de Jong-in no estado em que se encontrava. Com os olhos cheios de lágrimas, ela apenas começou a se debater, ainda sem pedir para ele parar —mas não sabia se era por falta de forças, ou por conta do orgulho.

Respirou fundo, tentando se livrar daquilo enquanto sentia Jong-in descer os beijos pelo pescoço dela, fazendo lágrimas de desespero escorrerem pela bochecha da menor. Ela fechou os olhos, desejando com muita força que aquilo fosse apenas um pesadelo ruim, no qual ela iria ser acordada logo.

Porém, a realidade veio com tudo quando ela sentiu ele arrancar a jaqueta de seu corpo, praticamente partindo a peça. Segundos depois, a parte de cima de seu conjunto teve o mesmo destino, só que sendo rasgada sem piedade alguma. Com um pouco de dificuldade, a menor tentou acertar as pernas dele com as botas que usava, mas estava fraca demais para isso.

Sua mente vagou, se esquecendo de onde estava; enquanto flashbacks invadiam sua cabeça, fazendo mais lágrimas descerem, quase acompanhadas de soluços.

O lugar onde estavam era frio, diferentemente da maioria das partes dos Estados Unidos naquela época do ano. Além disso, parecia que eles estavam em um lixão, por conta da quantidade de lixo e pelo fedor insuportável. Mas a companhia era boa, na cabeça de S/n era; não importava mais nada.

— Você tem um belo corpo... Já te disseram isso? —Ela arquejou, deixando um soluço escapar da garganta enquanto sua cabeça ainda insistia em se lembrar daquele dia.

Já te disseram o quão lindo seu corpo é, meu amor? Porque... Porra! Você é perfeita!

Tudo estava claro em sua memória, a sensação horrível que ela sentia, os chutes que tentava acertar naquele garoto enquanto ele continuava com os beijos e carícias indesejadas, as lágrimas que escorriam insistentemente, os pedidos de socorro, os barulhos finíssimos e irritantes no fundo, a sujeira daquele lugar; tudo estava vivo em sua cabeça, como se a cena estivesse sendo reproduzida na sua frente, como um filme.

Não havia sensação pior do que aquela e, uma garota como ela, que havia sofrido das piores maneiras possíveis; podia afirmar aquilo. Os toques indesejados, os arrepios ruins —causados pelo medo; o pressentimento de que algo horrível vai acontecer, o desconforto com o próprio corpo, com a situação. Era um combo de sensações ruins, misturadas com a raiva e vontade de enforcar quem estava fazendo.

S/n jamais perdoaria Jong-in por aquilo.

Se debateu novamente, usando todas as forças que ainda tinha para o fazer. Porém, o coreano segurou seus pulsos e travou ambas as pernas dela, utilizando as suas para tal feito. A expressão se tornou raivosa, como se ele estivesse perdendo a paciência.

— Porra! Você é teimosa para caralho! Se não fosse tão gostosa, eu já tinha desistido. —S/a tentou controlar a respiração desesperada, tentando manter a calma para poder revidar, mas seu cérebro não pensava em nada além das lembranças.

Vamos lá gatinha... Eu sei que você quer. Você não me provocou para me deixar na vontade, não é?!

As mãos daquele garoto percorrendo todo o seu corpo, igualzinho Jong-in estava fazendo. As palavras sussurradas, que lhe causavam ânsia, o desconforto crescente, com o próprio corpo, com a situação, com aquela presença, o ódio por quem estava a tocando, por quem estava desrespeitando seus limites.

Cada mínima sensação, cada pequeno sentimento —principalmdnte o de repulsa; ligados a dor mais absurda existente —tanto exterior quanto interior; ela estava sentindo tudo novamente, o que fazia o desespero aumentar.

S/n abriu os olhos assustada, a visão completamente embaçada devido as lágrimas, além disso, os olhos ardiam, como se ela quisesse chorar ainda mais. Com dificuldade, ela desceu o olhar pelo corpo em cima dela, incrédula demais para consegui mover algum músculo; acabando por encontrar o peitoral de Jong-in exposto, e uma pequena faixa da cueca que ele utilizava também. O sorriso do maior cresceu em seus lábios. Ofegou apavorada, não sabendo como sair daquela situação.

— Ainda quer negar o quanto você quer, S/n?! —Perguntou debochado, levando os dedos até a máscara que ela usava, traçando o desenho bem feito da peca.— Por que você usa essa porcaria, meu bem? —Procurou o laço que prendia o objeto no rosto da menor, causando calafrios apavorantes por onde seus dedos passavam.

Vamos lá, meu bem... Já faz tanto tempo que eu espero por isso, eu sei que você também me quer...

Aquele garoto, a anos atrás, havia roubado S/n de si. Ele tomou o corpo dela para ele mesmo, ultrapassando limites absurdos, cometendo crimes contra a humanidade imperdoáveis. E como se fosse parte dela, aquela lembrança iria atormentá-la pelo resto da vida.

Abriu a boca, pronta pedir que Jong-in parasse com aquilo, não se importando nenhum um pouco com o orgulho ferido, ela só queria que aquilo acabasse logo, que aquela sensação de ser arranca de si mesma fosse embora. Porém, sua própria fala fora interrompida por outro som de rasgo, percebendo que sua saia havia tido o mesmo destino que a parte de cima do conjunto.

Se remexeu, chutando as parte que alcançava do corpo do maior, tentando inutilmente afastá-lo. Estava completamente sem forças, não conseguia acertar pontos que realmente machucassem, que pudessem fazer aquele garoto sair de cima dela, que pudessem fazer aquilo parar.

— Você parece aquelas patricinhas de filmes americanos, S/n. —Ele comentou, com um tom de voz irritantemente debochado.— Finge ser dona de si, com um empoderamento feminino absurdo, mas quando as coisas ficam feias, você perde as forças, não é?! —Passou os dedos pela barriga dela, chegando próximo ao cós do short que a menor sempre usava por baixo de saias, ou vestidos.

Patricinhas...

Por favor Bolinho... Eu não sou de pedir ajuda, mas por favor, apareça aqui. Qualquer um, apenas apareça alguém.

A mente viajava, pedindo ajuda em pensamentos, já que a boca não conseguia gritar por ajuda. Sua cabeça girava, como se fosse desmaiar, a visão estava completamente embaçada e o rosto molhado devido as lágrimas.

Você vive fingindo que é forte S/n, mas eu sei que você é mais frágil do que um vidro. Não aguenta nada sozinha...

— Não... —Fechou os olhos com mais força, espalmando as mãos no corpo alheio, tentando empurrá-lo, fazendo um esforço enorme até mesmo para murmurar. Jong-in deu uma risada, se divertindo com aquela situação.

Os dedos do maior subiram pela pele dela, buscando o fecho do sutiã, enquanto um volume nojento roçava nela. Porém, barulhos altos no corredor onde a sala ficava chamaram a atenção. Assustada, S/n olhou na direção da porta, fazendo, juntando forças de todas as células de seu corpo para tirar a mão que tentou cobrir sua boca.

— NO ESCRITÓRIO! —Jong-in praguejou quando escutou o barulho da maçaneta, cobrindo a boca dela quando a garota perdeu as forças novamente, obrigando S/a a ficar calada. Quando o barulho parou, ele suspirou aliviado, se virando para ela.

— Você é uma vadiazinha muito mal criada, S/n. —Puxou o short dela para baixo, enquanto a garota se desesperava novamente, controlando os soluços devido ao choro. Não podia ser verdade, a pessoa na porta não podia ter ido embora.

Soltou um grunhido, misturado com um soluço não contido, pressionando suas pálpebras cada vez com mais força, se lembrando do lugar horrível em que havia estado à alguns anos atrás, com um cheiro horrível e sons horripilantes no fundo.

A mente vagou, se deixando lembrar das dores, do sofrimento, das lágrimas e noites sem dormir. Do nojo com o próprio corpo, a vontade de mudar completamente tudo em si mesma.

S/n praticamente tremeu quando conseguiu ouvir direitinho —como se estivesse revivendo aquele dia; todos os sons a sua volta naquela noite.

Haviam ratos no fundo...

Ele estava prestes a começar a distribuir beijos pela pele dela, forçando um contato que daria enjôos, quando a porta fora aberta com tudo; aparentemente, levada por um chute. Um corpo rolou para o lado de dentro, com alguns fios esverdeados balançando, além disso; S/n reconheceu o rosto de Hoseok, que olhava enfurecido para o sofá.

Tão rápido que o movimento nem fora percebido pela garota —ou talvez fosse apenas a sua lerdeza em processar as coisas; Yoongi se levantou do chão, puxando Jong-in de cima dela, jogando o maior contra o piso branco e acertando um soco em seu rosto.

— Quem você pensa que é para tocar na minha garota, seu desgraçado?! —Agradecida demais para poder reclamar da forma como havia sido tratada, S/a apenas se encolheu no sofá, abraçando as próprias pernas.— Tome cuidado para não me encontrar na rua e nunca mais ver a luz do dia, filho da puta! —Se levantou de cima dele, dando um último chute antes de disparar até a garota, que estava encolhida no sofá, ainda chorando.

— Por favor... Não...! —Yoongi estava um pouco assustado por vê-la assim, tão vulnerável. Não era comum S/n agir de forma calma, usar palavras educadas ou coisas do tipo e, pior ainda, chorar e praticamente implorar para não fazerem nada com ela.

Patricinha, sou eu... —Engoliu em seco, se amaldiçoando por falar aquilo apenas para ajudá-la.— Bolinho, se lembra? —Arrancou o próprio moletom, desvirando ele e se aproximando gradativamente.— Eu não vou fazer nada contigo S/a, eu juro. —Entendeu a peça para ela, que pegou praticamente com os dedos tremendo.— Se vista, de...

— Yoongi, cuidado! —Ele se virou, desviando de um golpe de Jong-in. Hoseok avançou no moreno, puxando ele pelo braço e jogando o mafioso no chão, desferindo alguns socos.

Aliviado, Yoon se sentou ao lado da menor, esperando pacientemente ela terminar de se vestir, ainda tremendo da cabeça aos pés e chorando constantemente. Quando conseguir passar o moletom pela cabeça, S/a o puxou para baixo, cobrindo todo o seu corpo, antes de se lançar no colo do esverdeado, agarrando o corpo dele com força, chorando enquanto agradecia baixinho.

— Está tudo bem... Eu estou aqui... —Abraçou a cintura dela com uma das mãos, fazendo um carinho suave em seus cabelos, sentindo seu pescoço ser molhado devido as lágrimas.— Hoseok, já está bom... —Avisou o amigo, que estava dando chutes descontrolados no coreano.

— Se tem uma coisa que eu não perdôo é isso! Você merecia morrer, seu filho da puta! Mas eu não vou te dar esse prazer! —Esbravejou, desviando o olhar para os dois.— Vamos sair daqui antes que as coisas piorem. Eu levo as coisas dela, você consegue carregá-la? —O menor assentiu, ainda abraçado a garota.

— Espere... —S/n murmurou, se afastando um pouco de Min.— Meu chicote, pode deixá-lo comigo. —Mesmo um pouco confuso, Hoseok estendeu o objeto prateado para ela, que não tardou em enrolá-lo no próprio pulso, praticamente tremendo enquanto o fazia.

— Eu vou indo na frente, demorem o tempo que precisarem. —Passou pela porta, não sem antes dar uma olhada em Jong-in, para se certificar de que ele estava mesmo desacordado; deixando os dois sozinhos.

— Você está bem? Ele te machucou? —S/n apenas negou, voltando a abraçá-lo. Não gostava de ser sensível desta forma, mas precisava de segurança naquele momento, nem que fosse nos braços do garoto que estava em primeiro lugar na sua lista negra.— Quer que eu te carregue? —Concordando, S/a saiu de cima dele, para o garoto poder se levantar e se ajeitar. Assim que ficou de pé, Yoongi pegou a menor no colo, passando um dos braços por suas costas e o outro pelas dobras do joelhos.

Fazendo um pequeno esforço para ajeitá-la em seus braços, Yoon deixou ela de forma confortável ali, sentindo um dos braços da garota passarem pelo seu pescoço, dando um sustento maior.

— A propósito... —Ela murmurou, parecendo cansada; ainda com algumas lágrimas escorrendo por suas bochechas.— Eu não costumo dizer isso, principalmente a você, mas... Muito obrigada, de verdade... —E então, como se fosse um feitiço, o aperto que ela fazia nele ficou mais fraco e os olhos da garota se fecharam, enquanto seu corpo se entregava completamente ao desmaio.

Suspirando e admitindo que estava preocupado com a garota, Yoongi começou a caminhar em direção a porta, dando um último chute em Jong-in —por mais que não fosse tão forte; e passando para o corredor. Olhou para a menor desmaiada em seus braços, pensando no que havia acontecido antes para ela estar tão desesperada. Mesmo que fosse uma tentativa de estupro, e fosse uma das piores coisas do mundo —inclusive, imperdoável para aquele esverdeado; ele conhecia S/n, mesmo que fosse pouco, e sabia que ela não era iria estar tão indefesa daquele jeito, não sem alguma cicatriz do passado.

Tomando cuidado para não cair e fazendo de tudo para ela também ficar confortável, Min começou a descer os degraus, se certificando de que ninguém estava por perto. Porém, ao ver Hoseok no final da escada, percebeu que estavam seguros.

— Onde estão todos? —Perguntou, ajeitando a menor em seus braços.

— Jace e Alec prenderam todos os integrantes restantes na área da piscina, estamos segurou por alguns minutos. —Jung respondeu, olhando para o rosto sereno da garota, naquele momento ela pareceu tão frágil, como se qualquer coisa fosse capaz de machucá-la, diferentemente de quando estava acordada.— Você acha que isso já aconteceu com ela? —Yoon ergueu uma sobrancelha, não entendendo exatamente a pergunta.— Sabe... Estupro...? —Engoliu em seco ao perguntar novamente, Yoongi apenas suspirou, voltando a olhá-la.

— S/n é a garota mais forte e destemida que já conheci. —Min olhou para o amigo, tentando escolher as palavras certas. Não podia afirmar nada, já que não tinha certeza.— Eu não acho que apenas a tentativa de Jong-in iria deixá-la desse jeito.

Hoseok abriu a boca, pronto para argumentar também, quando a garota começou a se remexer, grunhindo e murmurando algumas coisas inaudíveis. O esverdeado teve que fazer um esforço muito grande para não deixá-la cair, enquanto ela ainda se mexia, praticamente se contorcendo e pedindo para alguém parar.

— Não... —Agarrou um dos braços de Yoongi, se alinhando no seu peitoral.— Por favor... Me tirem daqui... —Apertou o braço alheio, fazendo o maior grunhir de dor, mas não deixando de segurá-la, nem impedindo quando aconteceu novamente.

Alguns segundos depois, Jace e Alec apareceram, caminhando para fora da cozinha; os outros mafiosos estavam logo atrás, alguns complemente suados devido as lutas minutos atrás. Assim que o moreno colocou os olhos na gêmea, disparou para o lado da irmã, sendo seguido pelo loiro, que estava com os olhos arregalados.

— O que aconteceu com a minha irmã? —Se colocou ao lado dela, tirando alguns fios de seu rosto.

— Jong-in. —Hoseok respondeu, observando enquanto o restante dos garotos e as meninas terminavam de se aproximar. Jennie agarrou o braço do namorado, mantendo um expressão surpresa no rosto. Lisa e Rosé estavam abraçadas, enquanto Jisoo caminhava até o irmão gêmeo de sua líder.

— O que ele fez? —Jace trincou o maxilar, ainda com os olhos vidrados em sua irmã.

— Você não vai gostar de saber... —Yoongi respondeu desta vez, permitindo quando S/n o abraçou, ainda desmaiada.— Mas nós o impedimos antes que pudesse ficar pior.

— Ela vai ficar bem? —Lisa perguntou, olhando para a mais velha com um semblante preocupado.

— Eu espero que sim... —Yoon respondeu baixinho, suspirando logo em seguida.— O que vocês descobriram?

— Descobrimos onde o Richard está. —Taehyung fora quem respondeu, abrindo espaço com cotoveladas para ficar ao lado do mais velho. Mostrou um notebook, no qual algumas letras praticamente brilhavam devido o contraste com o tom escuro; "KAI" estava escrito em coreano.— Jong-in pode usar o apelido que for, nós ainda sabemos que é dele.

— Temos que ir embora. —Jisoo alertou.— Yoongi, você aguenta carregar S/n no caminho de volta? —Perguntou, vendo o esverdeado assentir. Os garotos foram na frente, com as quatro garotas logo atrás, fazendo algumas perguntas e comentários enquanto iam até a saída.

— Eu não acredito que vou ficar com os braços dormentes por conta disso... —Murmurou olhando para baixo, encarando a expressão, agora calma; de S/a, que mesmo estando desmaiada, parecia estar apenas em um sono profundo.— O que você está fazendo comigo, patricinha?












— Você tem certeza que está bem? —Yoongi perguntou, abaixando a máscara que usava para cobrir seus lábios. S/n ergueu o olhar dos alimentos a sua frente, encarando o maior.

— Você é insistente, Bolinho. —Pegou alguns pacotes de biscoito, sem nem mesmo verificar a data de vencimento e jogando dentro do cesto.— Se continuar assim, vou começar a acreditar que você se preocupa comigo. —Pegou alguns kimchi's prontos, avaliando se era uma boa opção.

— Tem dinheiro para pagar por tudo isso? —Ela ergueu uma sobrancelha para ele, enfiando duas garrafas de energético na cesta que o garoto carregava. Olhando de perto, S/n percebeu que Min era realmente muito bonito.

— Eu sou uma mafiosa Yoongi, meu grupo faz tráfico de pelo menos quatro produtos diferentes. —Sussurrou, desejando mentalmente que ninguém ouvisse.— Acha mesmo que eu não tenho dinheiro para pagar por Lámen e Soju? —Ergueu uma sobrancelha, inclinando a cabeça para o lado.

— Preferia você quando estava desmaiada. —S/a deu de ombros, terminando de pegar os alimentos necessários para a viagem.

— Pessoas como você não gostam de mim... —Comentou, caminhando até o caixa com duas cestas em mãos, bufando ao perceber a lerdeza em atender.

— Pessoas como eu? —Perguntou com o cenho franzido, também deixando uma cesta com alimentos sobre o balcão do caixa.

— Se acham donas do mundo, as melhores em tudo. —Respondeu, estralando os dedos para o adolescente que devia estar atendendo. O garoto girou a cadeira, desviando o olhar do celular para a mulher a sua frente, que mantinha a outra mão na cintura e uma expressão debochada no rosto. Atordoado com a beleza diferenciada, jamais vista em toda a Coréia, ele piscou os olhos, sem saber o que fazer; só despertando de seu transe quando a garota começou a tirar os alimentos e colocá-los na esteira.— Pessoas como você não gostam de perder, e quando me conhecem e descobrem que eu sou invencível; ficam putas comigo.

Desviou o olhar para ele, esperando o adolescente desajeitado terminar de passar as compras. Porém, quando seus olhos encontraram o rosto de Yoon, percebera o maxilar trincado, enquanto ele se obrigava a olhar para outro canto da loja. Franziu o cenho, achando aquela atitude esquisita, mas deu de ombros, voltando a encarar o mais novo a sua frente.

— Mais alguma coisa? —Ele perguntou, mantendo o olhar preso a mulher a sua frente. Ela mordeu o lábio inferior, finalmente entendendo o que estava acontecendo ali. No auge da adolescência, descobrindo as novas reações do corpo, o estudando havia descoberto o que é se sentir atraído por uma mulher mais velha. S/a deu uma risadinha, gostando do momento de atenção.

— Não sei, garotinho... Você me recomenda algum chocolate? —Ergueu o olhar, olhando para as variedades de barras atrás dele. O garoto, levemente desajeitado, se levantou e pegou alguns exemplos, estendendo para ela.— Certo, um de cada! —O maior assentiu, colocando as embalagens na sacola, tentando não olhar para as curvas no corpo dela.

Hey! —Yoongi exclamou, chamando a atenção dos dois. S/n sorriu sapeca, se divertindo cada vez mais com aquela situação.— Seu pirralho, ela não é mulher para você não! —Bufou irritado, pegando algumas sacolas.

— E eu sou mulher para quem? Para você? —Ergueu uma sobrancelha em um tom desafiador, antes de fazer uma expressão debochada e se voltar para o atendente.— Não ligue para ele, é só um idiota que vive correndo atrás de mim. —Balançou as mãos, demonstrando para não se importar.— Quanto deu a compra?

— 27.500 Won's —Ele abriu o caixa, levemente atrapalhado. S/a estendeu algumas notas, pegando o restante das sacolas e caminhando até parar ao lado de Yoongi. Procurou por alguns instantes, até encontrar a embalagem de pirulitos dentro dos plástico que carregava, retirando um de lá e colocando o doce na boca, apoiando a máscara que cobria seus lábios abaixo do queixo.

— Você estava flertando com um adolescente, está falando sério? —S/n disparou na frente, não querendo ouvir reclamações irritantes. Porém, assim que seus pés começaram a se mexer, ela encontrou algo que lhes traria problemas.

— Puta merda...! —Os homens olharam na direção dos dois, franzindo o cenho ao ver a máscara conhecida da garota e o rosto conhecido do esverdeado.— Corre Yoongi! Corre para caralho!

— O quê...? —Perguntou atordoado, parando com as reclamações para poder olhar para o final da rua. Subiu a máscara no mesmo instante, cobrindo sua boca antes de correr atrás da garota.

Os policiais gritaram, mandando eles pararem no mesmo instante, enquanto S/n tentava correr mais rápido, amaldiçoando os pequenos saltos e o peso que segurava. Seguiu por um beco, olhando em volta ao chegar ao final do mesmo. Sem saída, ambas as ruas eram muito extensas, sem esquinas próximas o suficiente para enganar. Os olhos continuaram correndo pelo local, até que finalmente encontrasse sua escapatória.

— Você sabe andar de cavalo? —Perguntou para Yoongi, que estava tentando alcançá-la.— Eu recomendo que aprenda então. —Disparou na direção dos dois animais, guardando as compras nas mochilas que haviam nas laterais do corpo do cavalo. Apoiou seu pé em um parte da sela e jogou o próprio corpo para cima, caindo exatamente no couro. Olhou para os lados, apenas para se certificar de que seu parceiro estava fazendo o mesmo.— Pronto? —Min assentiu, levando seu cavalo até o lado do dela. S/n desviou o olhar, procurando pelos policiais; assim que eles apareceram na outra ponta do beco, ela gritou;— Agora!

Os policiais pararam no final do beco, olhando para os dois fugitivos com raiva extrema, bufando de frustração. S/a olhou para Min, sorrindo abertamente enquanto fazia o cavalo ir mais rápido. Ele sorriu de volta, lhe mostrando um sorriso gengival espontâneo pela primeira vez.


Notas Finais


❤️Sinceramente, até eu me impressiono com a força de vontade da minha própria personagem.

🖤Isso é apenas uma casquinha do passado dela, um dos motivos de ela ser como é. O passado de S/n é mais profundo, bem mais complicado do que isso. Então preparem o coração, porque daqui pra frente, as revelações começam e as coisas ficam complicadas.

💙Muito obrigada a você que teve a força de ler até aqui, e pelo apoio que está me dando.

Xoxo, Juh💜


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