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História The ghost - Capítulo 15


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Notas do Autor


Desculpa a demora gente. Eu andei passando um pouco mal e não consegui postar mas ja to me sentindo um pouquinho melhor. Espero que gostem!

Capítulo 15 - Número um


-Will

Uma semana se passou e estou esperando ansiosamente pelas notícias do meu pai. Infelizmente, ele não conseguiu parar em casa e eu ainda tenho que perder tempo na escola, mas isso muda hoje.

Se a informação não vem ate Will Solace, Will Solace vai até a informação.

Coloco meus fones de ouvido e vou caminhando até o hospital onde meu pai trabalha, tento não pensar na aula de hoje e a catastrófica pergunta "qual faculdade vai fazer?" tão repetida pela professora de história. Mesmo tendo uma quantidade considerável de pessoas na dúvida, eu ainda me sinto meio burro de não saber.

Sou filho de um médico importante afinal.

--Onde está indo?--pergunta Nico surgindo do meu lado.

Ele faz tanto isso que nem me assusta.

--Vou pro hospital--respondo no microfone do fone pra não ficar esquisito.

--É uma boa tática--aponta ele.

--Eu sei--digo sorrindo.

Talvez eu seja um pouco egocêntrico...mas só um pouquinho.

--Você ta bem? Ta doente ou algo do tipo?--pergunta e noto um pouco de preocupação na sua voz.

--Não, gasparzinho. Eu to legal, só vou verificar se seus exames ja sairam e quem sabe te fazer uma visita.

--Não!--grita ele e sinto uma ventania forte o suficiente pra derrubar a tampa das lixeiras públicas.

--Calma, Nico!--peço suavemente ignorando o fone.

Me viro em sua direção e seguro seus pulsos mesmo sabendo que as pessoas podem me achar estranho.

--Ei, olha pra mim--peço e ele me olha assustado--Não precisa ter medo.

--Eu só não quero que me veja--diz bem baixinho--Por favor, Will.

Olho em volta e resolvo leva-lo pro banco mais escondido do parque no fim da rua.

--Por que não?--pergunto suavemente sem soltar seus pulsos.

Ele faz que não e abaixa a cabeça.

Odeio ve-lo assim. Me da um negócio no peito que me da vontade de abraça-lo e nunca mais deixa-lo sair dos meus braços.

--Pode confiar em mim--sussurro e seguro seu queixo na mão--É sério, Nico.

--Fiquei com algumas cicatrizes...--diz quase inaudível.

--Tudo bem--digo--Eu imaginei que isso fosse acontecer.

--E perdi uma perna--diz rápido.

Paro e fico sem saber o que dizer.

Por essa eu não esperava.

--Meus pais providenciaram uma prótese com a esperança que eu acordasse e...bem, você sabe.

Deixa de ser ridículo, Will! 

Fala alguma coisa!

--Tudo bem isso te incomodar...

--Não começa, Nico--digo com calma--Não é uma perna de metal que vai mudar você pra mim.

--Tem certeza? É bem feio--avisa e reviro os olhos.

--Você é tipo um ciborgue--brinco e ele ri fraquinho--Um gasparzinho ciborgue completamente sem pudor comigo.

--Nem quando eu digo que fiquei aleijado você leva a sério?--pergunta sorrindo.

--O termo correto é pessoa com deficiência--rebato com um sorriso e faço carinho na sua mão--Posso continuar indo pro hospital ou você vai me assombrar ate em casa?

--Você precisa mesmo ir?--pergunta meio incerto.

--Eu gostaria.

Nico morde o interior da bochecha e concorda a contra gosto.

--Eu vou com você então--diz ele e fico surpreso.

--É sério?

--Sim, se eu te conheço bem, você vai fazer um zilhão de perguntas.

--Tudo bem então, vamos lá.

 

-Nico

Assim que entro no hospital eu passo a sentir tudo o que fazem com o meu corpo, sinto o gelado dos líquidos nas veias e a sensação dos aparelhos me mantendo "respirando". Não é bem uma sensação agradável.

--Você esta bem?--pergunta Will me olhando preocupado.

Eu explico que consigo sentir pela proximidade com meu corpo e ele faz uma careta engraçada.

--Isso quer dizer que se eu tocar você, vai sentir?

--Sim.

--Interessante...

Reviro os olhos e vejo o pai do Will com uma pilha de prontuários nas mãos.

Solace vai até ele e sigo meu caminho até meu quarto no hospital.

Sinto uma tontura ao ver meus pais ao lado do leito e de mãos dadas. Minha mãe parece exausta mas nunca a vi fora daqui, sua mão agarra fortemente a do meu pai que cochila no seu ombro e sua outra mão segura um terço como se sua vida dependesse disso.

E depende.

Ela me chamava de vida quando eu era criança.

--Com licença, senhora Di Ângelo--diz o pai do Will na porta--Eu gostaria de falar sobre a bateria.

--Ah sim, claro--responde minha mãe com nervosismo--Devo acordar meu marido?

--Acredito que sim.

Minha mãe suspira e fala baixinho no ouvido do meu pai, eles sempre foram carinhosos um com o outro. Mesmo depois de anos de casados.

Meu pai acorda e consigo ver que as olheiras abaixo dos seus olhos estão mais evidentes do que da ultima vez que vim.

--Aconteceu alguma coisa com o meu filho?--pergunta assustado pro médico.

--Amori, saiu o resultado da bateria--responde minha mãe segurando seus ombros pra tentar acalma-lo.

Por que diabos eu pulei daquela merda?

--E então doutor?--pergunta meu pai.

--Morte cerebral, esse foi o resultado--diz o pai de Will e parece que o homem deu um soco nos meus pais--Eu sinto muito.

Minha mãe começa a chorar e entro em desespero, não...tem que ter um jeito!

--Por favor--digo apesar de ninguém me ouvir--Faz ela parar de chorar...

--Entretanto, eu tenho uma proposta pra fazer pra vocês--diz o médico e meu pai o olha feio.

--Eu não quero que desligue nada!

--Não é essa a proposta.

Do quê ele esta falando?

--É o seguinte senhores, eu fiz algumas teses de doutorado e nelas eu frizei bem a questão do desgaste do encéfalo causada por...

--Fala nossa língua--pede minha mãe.

--Eu tenho um projeto em teste pra ver se consigo realizar uma cirurgia e tentar fazer o cérebro voltar a funcionar.

Eita...

--Consegue trazer ele de volta?--pergunta meu pai.

--Eu não sei, senhor--responde o pai do Will--Eu ja realizei esse procedimento doze vezes e infelizmente falhei em todas.

--Mas então...?--pergunta minha mãe.

--Eu gostaria de tentar novamente--diz o médico--Eu tenho a teoria provando que não é impossivel mas eu to tentando a prática, eu preciso aprimorar e acho que o Nico pode me ajudar com isso. Com a autorização de vocês, claro.

Meus pais se olham e se eu pudesse respirar, diria que estava prendendo o ar agora.

--Se não der certo...?--começa meu pai.

--Não tem outro jeito--responde o médico--E eu não vou iludir vocês, é uma chance mínima de dar certo.

--Mas ainda é uma chance--diz minha mãe.

--Sim senhora.

Meus pais suspiram e meu pai olha sério pra pai do Will.

--Ele pode ser o paciente número treze, certo? Caso não funcione--diz meu pai.

--Sim.

--Então o faça ser o número um.



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