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História The Ghost of Darkness - Capítulo 18


Escrita por: LadyDestler

Notas do Autor


Olá pessoas
Sim, eu sei que estou sumida, ocorreram alguns probleminhas familiares e eu estava enrolando pra fazer o capítulo. Enfim, foquei em outras fanfics e acabei esquecendo dessa... Mas espero que gostem do capítulo. A propósito, a fic está chegando ao fim ;(

O lado bom é que teremos muito mais, já que enquanto eu viver, eu vou escrever! Agradecida desde já e boa leitura ❤️

Capítulo 18 - O Fantasma na mira dos homens


Fanfic / Fanfiction The Ghost of Darkness - Capítulo 18 - O Fantasma na mira dos homens

A conversa com Raoul de Chagny no telhado foi um tanto duvidosa para a jovem Daaé, mas ela não se incomodou com o detalhe, afinal todos podem mudar de opiniões e se arrepender de seus atos. Ela mesma já fez isso, Erik com certeza já fez isso, e não seria impossível o amadurecimento do jovem e irresponsável visconde. Mas mal sabia a pura e boa garota que havia caído em uma armadilha... ser bom demais, às vezes, pode causar problemas para os honestos, até porque não é todo mundo que se pode confiar. Nem todo mundo quer e pode mudar. Christine, no entanto, não pensava em problemas enquanto voltava à Casa do Lago para encontrar seu doce Maestro. O ar estava perfumado, aquele subterrâneo não parecia mais as mesmas trevas de antes, era raro vê-lo daquele jeito, romântico e alegre. Ela sorriu e chamou pelo nome do seu amado, e foi respondida com um forte abraço por trás.

- Ah, Erik! Você me assustou!

- Peço perdão, mas não pude resistir. - ele respondeu, com o rosto enfiado nos cabelos da jovem - Você estava tão distraída.

- Sim, eu sei... é o Raoul, ele mudou bastante. Ao menos é o que parece - ela suspirou e se rendeu ao abraço, recebendo um beijo apaixonado do parceiro - Ele não é mais o mesmo.

- O que quer dizer com isso? Ele gosta de mim, agora?

- Ele... não aparenta te odiar, apesar de ainda ter ciúmes de mim. - ela se virou e retribuiu o beijo, envolvendo seus braços pelo pescoço de Erik - Mas não vamos falar sobre o Raoul agora. Eu imagino que tenha preparado algo... "diferente" para nós dois. Estou errada?O

fantasma beijou e mordiscou maxilar da jovem, arrancando-a alguns gemidos de prazer.

- Está certíssima. É realmente algo diferente... - acariciou-a com seu próprio rosto - Você anda muito saudável esses dias, que tal balancear com um pouco de doce, uma besteirinha?

- Hm... isso explica o cheiro de chocolate. É bolo?

- Eu fiz junto com Nadir. Ele sabe cozinhar, eu não... então ele me ajudou. Gostou da ideia?

- É... só vou me contentar quando ver o bolo, pode ser?

- Ah, espertinha! - ele a conduziu para a mesa, removendo uma tampa de metal que cobria um bolo simples, porém bonito e apetitoso, com o sabor inteiramente derivado do cacau - Satisfeita?

- Oh, ainda não! Falta comer com o meu amor! - ela ajeitou a cadeira para se sentar e chamou pelo Maestro - Se sirva, chefe cozinheiro!

Erik puxa a cadeira e se senta, virado para frente de Christine. Não satisfeito, empurrou vagarosamente a cadeira para o lado, ficando de ombro a ombro com sua amada.

- Não mereço tal elogio. Mas agradeço - ele passou a cortar o doce e servir a amada e, em seguida, a si mesmo. - Eu espero que goste da surpresa da noite.

Christine pegou um garfo e prendeu no bolo, direcionando-o aos lábios. Ao provar o gosto, ela saboreou o doce do chocolate como uma criança faminta, já que a meses não comia gorduras ou besteiras para se manter no "corpo ideal" que o teatro exigia para as moças, principalmente as mais jovens. Era por isso que Carlotta era tão magra e sensual, ela tinha uma dieta pesadíssima e mal provava do gosto da vida, mas a jovem Daaé aprendeu com seu querido pai que os padrões poderiam, de fato, tirar muitos prazeres da vida de uma pessoa, mas eles nunca poderiam mudar quem realmente somos, e o que esperamos das pessoas. O carinho de seu Erik, as lembranças da infância e tal difícil reflexão levaram Christine a se emocionar um pouco; não a ponto de chorar, mas o suficiente para ser notado que, de alguma forma, ela de distanciou da realidade presente.

- Meu anjo? Está tudo bem com você? - perguntou o Fantasma, preocupado.

- Ah... sim. Estou bem, sim. Só lembrei de algumas coisas lindas que eu e meu pai vivemos. - ela suspirou, triste e feliz ao mesmo tempo, uma sensação que não podia explicar

- Não é nada demais, não se preocupe.

- Lógico que eu me preocupo, sou seu amante! É notável que está emocionada - ele passou as mãos nos cabelos da jovem - Se tem alguma coisa que eu possa ajudar, pode contar comigo.

- São só boas memórias, Erik. - quando sentiu que iria chorar, ela botou suas mãos entre o rosto, tentando disfarçar as lágrimas - Eu só sinto falta dele, às vezes. Sei que, um dia, vamos nos reencontrar.

- ...eu sinto muito. Não sei como é perder alguém amado, já que meus pais nunca me amaram, então eu só posso respeitar. - deu uma pausa - Não precisa esconder o choro... eu não escondi de você. Se quiser desabafar, pode...

Ela levantou a cabeça, livre de qualquer resquício de lágrimas.

- Estou melhor, Erik. Minha vida é feliz, graças a vocês.

- "Vocês"? - Erik ficou confuso.

- Você, a Meg, madame Giry, todos os meus amigos e amigas. Eu amo a todos vocês, e como eu disse antes, eu sei que vou reencontrar meu pai um dia.

- Gustave Daaé deve estar se orgulhando da filha que tem!

- E do genro também, que faz sua filha feliz. - Christine abraçou seu Maestro e o beijou nos lábios, misturando o gosto natural de sua boca com o doce do bolo, dando um aspecto único e saboroso ao ósculo - Eu estou te devendo um bolo também, já que você fez esse trabalho por mim.

- Não me deve nada, minha Anja. Faço tudo de graça, se for para você.

Ambos comeram um pouco do bolo, uma sobremesa para fechar bem o dia. Já satisfeitos, depois de alguns minutos, eles se banharam e deitaram, livres de qualquer vestimenta que usavam. Virados um para o outro, Christine engatinhou na cama até os braços do Maestro, encaixando-se no abraço dele. Erik se esticou, beijando a bochecha da garota.

- Um bom relaxamento para um longo dia de trabalho.

- Haha - Daaé se encolheu mais no peito do Maestro - Falando em trabalho, eu não vejo a hora de ouvir o seu Don Juan.

- Ah, um dia eu te mostrarei. Não vai demorar muito, eu garanto - deu uma pausa - Na verdade, eu queria uma oportunidade de tocá-la em público... com a platéia, os músicos, o espetáculo completo, assim como toda ópera.

- Você pode! Não é por ter o rosto deformado que todos vão te rejeitar, já disse isso. - a garota insistiu - Você é cavalheiro, talentoso e educado. Um dia você achará a oportunidade certa e brilhará como o gênio da música que é. Você merece isso!

- ...obrigado, Christine. - a beijou nos lábios com paixão - Eu sou grato a Deus por ter te colocado na minha vida. Sem você, eu não seria nada... - ele se entristeceu de novo - Mas você sabe que ainda sou inseguro.

- Eu entendo, sim. Você vai superar isso, com ou sem a minha ajuda - ela retribuiu os beijos apaixonados, logo adormecendo junto a ele.
  

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Manhã seguinte, 8:00 da manhã. Policiais andavam em marcha a frente do teatro, atraindo os olhares das pessoas que passavam pelas ruas, principalmente dos curiosos. O capitão, Sebastian Delyon, se mantinha sério e oponente, a demando dos donos da Ópera e de seus patrocinadores. Um pedido vindo de uma das famílias mais importantes e ricas de Paris era uma peça de ouro para Delyon e todos os envolvidos. À entrada de toda a tropa, as portas foram fechadas, e foi conferido se nenhum dos atores ou funcionários estariam espiando a conversa.

- Boa manhã, capitão. - saudou Firmin Richard - Vejo que seus homens são muito bem administrados e treinadores, e eu acredito que possam dar conta do recado.

- Acredite nisso, Sr. Richard. - Delyon confirmou. - Meus homens já prenderam os mais secretos dos criminosos, além de sigilosos, são espertos e ágeis. O suficiente para pegar alguém do nível desse "Fantasma da Ópera".

- Pff, ele é um charlatão sensível, qualquer um poderia pegá-lo. Será fácil como roubar doces de uma criança para os senhores. - zombou o jovem De Chagny.

Philippe o olhou com reprovação, considerando o comentário inapropriado diante as autoridades. Já era de natureza a imaturidade de seu irmão mais novo.

- Raoul, por favor... - o Chagny mais velho pediu - Respeito. Eles são profissionais, e além disso não sabemos tudo sobre esse tal Erik.

- "Erik". Nome um tanto comum, para um fantasma tão temido. - Sebastian debochou - Mas agradeço todas as informações. A que tempo será essa emboscada?

- Possivelmente daqui a um mês. Desde que Raoul consiga a ópera hoje, através da senhorita Daaé. Os ensaios serão superficiais, só basta o fantasma aparecer. - Andre deu sua hipótese - O camarote cinco será todo dele, assim ele facilmente será pego.

- E o que vocês querem que aconteça, exatamente? Matamos ou não? - o capitão pontuou.

- Não, sem mortes - Raoul de Chagny - Um canalha desses, precisa apodrecer na cadeia, e ao lado de homens piores, para que ele possa sentir todos os tipos de abusos e humilhações. Morte seria muito fácil para ele.

- Tente humilha-lo na frente do público e, principalmente, da antiga Prima Donna, a senhorita Giudicelli. - disse Andre - Ele deu bastante trabalho para as pessoas e principalmente à ela.

- Entendido. - o capitão se virou levemente à tropa - Agora, que conhecemos os cantos dessa Ópera! - ele ordenou.


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Já no fim do dia, Christine se arrumava no vestiário. Seu amante a observava na cama, encantado com o cuidado que ela tinha com o próprio cabelo, quando são interrompidos por batidas na porta. Ela o fitou, claramente pedindo para que se escondesse, então ele corre ao espelho e se esconde na passagem secreta.

- Quem é? - a garota perguntou.

- Seu querido Raoul, Christine! - a voz soou, divertida. Apesar da cantora não ter entendido o motivo da visita, abriu a porta do camarim - Olá, Pequena Lo... digo, Sra. Daaé!

- Boa noite, Raoul. O que quer?

- Ah, você vai amar essa notícia! - enfatizou - Sabe, eu comentei com os diretores sobre o seu "gênio da música", e eles sugeriram que toquemos um dos trabalhos do seu Maestro. O que acha?

- Oh... - ela se surpreendeu, ligeiramente fitando o espelho, sem causar desconfiança em Raoul - Bem, eu preciso perguntar pra ele. Ele é tímido e recluso, sabe? Não sei se...

- Ah, besteira! Ele nem vai precisar aparecer, é só darmos os créditos ao final da peça - "É só ele aparecer no camarote cinco que o pegamos", comentou mentalmente.
Ela pensou por alguns segundos, ainda com uma pulga atrás da orelha.

- Vou ver com ele. E obrigada pela oferta, desde já.

- Sem problemas, doce Chris - ele acariciou o queixo da amiga - Ah, e a propósito, se caso se magoar com ele, estarei de braços abertos. - se retirou após uma piscada à cantora.

Depois de observar De Chagny sumindo de vista, Christine fechou a porta e esperou que o homem por trás do espelho quebrasse o silêncio. Erik, alisando os longos cabelos com a mão e sem expressar muita coisa, adentrou o quarto novamente.

- Anjo, acho que você ouviu, e...

- Finalmente alguém se importa com a minha arte... - ele murmurou.

- O que?

- Finalmente! Ah, alguém se importa com o meu talento e minha música! - enfatizou, animado - Por mais que seja aquele viscondezinho patético, eu vou poder apresentar o meu trabalho! A obra da minha vida!

Ela sorriu.

- Fico feliz que esteja tão lisonjeado. Mas você não acha que deveria esperar um pouco mais?

- E por que? Eu já vou dar uma reforçada no meu trabalho, tudo estará perfeito e o mundo vai conhecer a minha arte, minha dor, minha paixão, tudo em uma só peça! - Erik se joga na cama, suspirando de alegria - Parece que, finalmente, aqueles diretores néscios fizeram algo direito. - ele se vira à Christine - Você será a estrela principal, minha musa. E se fizermos sucesso, teremos dinheiro o suficiente para conhecer o mundo! E, quem sabe, até mudar para um lugar melhor!

Ela se aproximou e deitou ao lado do Maestro, observando o quão inocente e radiante era o sorriso dele. O beija suavemente e o acaricia o peitoral, dando todo o carinho e amor que ele ansiava ter em sua vida. Nada mais de dor, treva e sofrimento, já que ambos completavam aquilo que faltava em suas vidas, o doce que precisavam para não se afundar em amargura.

- Eu te amo, meu Anjo da Música - ele sussurra, enquanto beijava o rosto da mulher.

- Eu também, meu Fantasma da Ópera.


Notas Finais


Peço perdão se os textos estiverem bugados. A configuração do site não é familiar pra mim ;/

Achei essa fanart no PNGitem, é do jogo "Mystery Legends: The Phantom of the Opera".


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