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História The God in my heart - fengqing - Capítulo 9


Escrita por: qi_ronguinho

Capítulo 9 - Efeito do veneno?


Fanfic / Fanfiction The God in my heart - fengqing - Capítulo 9 - Efeito do veneno?

A Lua ainda estava apenas no meio do céu quando eles retornaram a Capital Celestial. Feng Xin sugeriu que eles resolvessem o restante do problema no dia seguinte e levou os jarros contendo os fantasmas consigo. Mu Qing anormalmente não se opôs a nenhuma de suas sugestões, como se ele estivesse com pressa para ir embora. Feng Xin estranhou aquele comportamento, mas depois da ilusão que aquele fantasma lhe mostrara, ele mesmo estava apenas querendo ir embora o mais rápido possível.

Ele adentrou seu palácio e guardou os fantasmas em uma sala lateral. Em seguida sentou-se junto a sua escrivaninha pensando em escrever um pergaminho sobre a missão, mas com a sua letra era mais provável que em vez de ajudar ele acabasse fazendo Ling Wen ter um ataque e espumasse até a morte. 

Então ele apenas se reclinou na cadeira e fechou seu olhos e em um instante a imagem de Mu Qing o beijando lampejou em sua mente. Seu peito repentinamente esquentou. No momento em que aconteceu ele não havia percebido, mas Mu Qing realmente se parecia daquele jeito? Seus ombros eram tão estreitos e sua cintura tão fina? Sua pele era tão branca e tão macia? Seu rosto era tão exageradamente bonito? Agora que ele pensava, toda aquela fisionomia era surreal demais. Como podia ter confundido aquilo com Mu Qing? 

Ele estava apenas tentando dissociar o que ele vira, mas quanto mais ele se lembrava mais quente seu corpo se tornava, mas entorpecido e anestesiado. O ar começou a se tornar rarefeito, um estranho desejo queimando dentro de si e uma frase arrependida girou em sua mente. 'eu devia ter aproveitado um pouco mais.' Ele rapidamente abriu seus olhos e em seguida acertou um tapa forte no próprio rosto.  

No que diabos ele estava pensando?! Ele se condenou e tentou levantar, disposto a ir tomar um ar lá fora, mas suas pernas estavam fracas e tremendo incessantemente. Ele se apoiou na mesa e repentinamente lembrou-se de que Mu Qing dissera sobre aquele aroma venenoso. Ele fez um esforço para se manter de pé e saiu a procura de Mu Qing, se ele conhecia aquele veneno ele também saberia o que fazer.

Ele correu até o palácio de Mu Qing e pulou o muro. Ele podia sentir ondas e mais ondas do calor febril se espalhando por seu corpo, sua mente estava embaralhada e confusa. Qualquer pessoa comum em seu estado já teria sucumbido, mas graças ao seu forte corpo de deus marcial ele ainda podia correr e saltar por aí.

"MU QING" ele chamou. "ONDE VOCÊ ESTÁ?" Não houve respostas, mas seus sentidos alertas capturaram sons de movimentos atrás de uma das portas e em um impulso ele a abriu. Assim que sua visão focou no interior do cômodo, seus olhos se arregalaram. Mu Qing estava amarando seu robe interno e apenas essa peça de seda branca cobria seu corpo molhado, o tecido grudado aqui a ali em sua pele. Seus longos cabelos soltos lhe alcançavam a cintura, balançando suavemente. Suas curvas tão estonteantes quanto as de uma jovem beldade.

Era a mesmíssima visão que a ilusão lhe mostrara algumas horas antes.

Seu rosto estava lívido como se ele estivesse vendo um fantasma e ele só não parecia mais branco por causa da rosácea que o vapor do banho causara em suas bochechas. Ele parecia de alguma forma sensual, ainda mais do que quando o fantasma tomara sua forma. Feng Xin sentiu aquela chama em seu interior dobrar de tamanho e sua boca salivou. Ele deu um passo adiante e Mu Qing deu um passo atrás.

Feng Xin continuou avançado enquanto Mu Qing recuava, medo e pavor atravessavam sua expressão como se estivesse diante da pior das feras. E enfim suas costas bateram contra a parede. Com apenas um deles se movendo, em um instante Feng Xin o alcançaria. Mu Qing cerrou os olhos com força e se encolheu, seu corpo tremendo incontrolavelmente. 

Feng Xin estagnou por um momento. Vê-lo daquela forma, assustado e indefeso como um filhote abandonado diante de um predador, fez um misto de emoções o atravessarem. Ele estendeu suas mãos trêmulas e lhe segurou os ombros. "E-eu não sei o que está acontecendo comigo." Confessou, sua voz fraca e falha. Mu Qing abriu lentamente os olhos, seus rostos estavam muito próximos, suas respirações quentes se misturando.

Eles se demoraram alguns segundos observando o rosto um do outro. Iluminado fracamente pela luz do ambiente, aquela era a primeira vez em 800 anos que ele olhara Mu Qing daquela forma, tão de perto, tão detalhadamente. Ele sempre fora tão absurdamente bonito daquele jeito? E num impulso que não partiu apenas de si, suas bocas se uniram desajeitadamente. 

Uma sensação entorpecente lhe desceu a garganta como um raio quente e feroz. Feng Xin extinguiu a distância entre seus corpos e moveu os lábios de forma intensa e descuidada como um naufrago se agarrando a sua taboa de salvação. E de certa forma a ânsia do veneno parecia estar sendo dissolvida naquele calor, a sensação de alívio crescendo a medida que seus corpos se esfregavam um no outro. Feng Xin deslizou a língua entre os lábios macios de Mu Qing e ele não ofereceu resistência. O beijo se tornou mais profundo e o sentimento de embriaguez também. Ele abraçou seus ombros e ergueu uma perna, se abrindo para encaixar Feng Xin em seu corpo.

Fing Xin alcançou a coxa erguida e nua, deslizando sua mão para dentro da única peça que cobria Mu Qing. Encheu sua palma com a nádega macia e puxou-lhe os quadris, para se apertarem um contra o outro. Feng Xin pode perceber que Mu Qing estava tão duro quanto ele. Seu pensamento não estava retilíneo, mas um questionamento ainda lampejou em algum lugar em sua cabeça 'o que eu estou fazendo? É um homem!' Entretanto, seu corpo não se moveu para se afastar. 

Mu Qing virou o rosto e deixou um suspiro escapar. Feng Xin correu seus dentes pela pele alva, mordendo e lambendo, como se estivesse saboreando uma fruta deliciosa e irresistivelmente madura. Ele alcançou o meio daquelas fartas nádegas e acariciou aquela entrada pulsante. Mais e mais suspiros abandonaram os lábios de Mu Qing enquanto seus dedos pouco a pouco penetravam o interior quente dele. 

Eles não puderam ir muito longe pela falta de lubrificação, então Feng Xin o virou. Suas vestes há muito haviam deixado o corpo, revelando sua bela forma que, de costas, era quase indistinguível da de uma bela dama de pele extremamente pálida. Ele o admirou por alguns instantes antes de afastar aquela longa cortina de cabelos de suas costas, deslizou os dedos suavemente pele a vendo arrepiar-se e então curvou-se para sentí-la com a boca. Feng Xin cobriu cada centímetro de mordidas e chupões até estar ajoelhado, espalmou e apertou as nádegas fartas e macias e as mordeu, se satisfazendo com o contraste que das marcas recém feitas em carmesim na pele alva e imaculada. 

Ele salivou os próprios dedos, abriu aquela bunda redonda e pressionou-os contra a entrada rósea, que se abriu engolindo-os com volúpia. Mu Qing soltou um arquejo e um gemido dolorido. Feng Xin beijou-lhe as coxas e a bunda para consolá-lo, e continuou a meter, girando seus dedos no interior apertado. Mas não se demorou naquilo, levantando outra vez ele abraçou Mu Qing e voltou a beijá-lo, sentindo o corpo tão similar ao seu próprio sob suas palmas. Aquela sensação que era inicialmente estranha agora se tornara instigante. Se no início o desejo de descobrir e provar do corpo alheio era uma chama, agora era um incêndio.

Ele segurou queixo de Mu Qing e o beijou novamente na boca e enfim tocou o seu membro. Feng Xin sentiu-o abafar alguns gemidos em sua boca enquanto ele deslizava-lhe a mão pelo falo, quente e molhado, arrastando a pele macia em sua palma. Ele aproveitou aquela posição e encaixou seu próprio membro contra a entrada alheia e com apenas um impluso, afundou-se em Mu Qing.

Ele arqueou as costas e soltou um grunhido de dor. Feng Xin segurou-lhe pela cintura e continuou a se empurrar mais e mais fundo dentro daquele aperto. Mu Qing cravou as unhas em seu braço, a cabeça e um dos braços apoiados na parede gelada. Depois de alguns árduos minutos Feng Xin deixou de ir adiante e voltou. Depois de sair quase completamente, ele retornou lentemente e repetiu outra vez. Ele fez aquilo uma dezena de vezes antes do ritmo de seus quadris aumentar. 

A cada investida mais funda Mu Qing revirava os olhos e gemia. A voz rouca era instigante e fazia Feng Xin querer ir mais rápido e mais fundo. Depois de um tempo indeterminado e de várias posições, Feng Xin finalmente deu sua última estocada e alcançou seu último orgasmo dentro do corpo de Mu Qing que jazia esparramado no chão, como se nenhum resquício de vida lhe sobrasse. Ele não fez menção de se mover, mesmo quando Feng Xin saiu de dentro dele e deitou-se ao seu lado. 

Feng Xin fechou os olhos por alguns instantes enquanto controlava a respiração e ele sequer notou quando adormeceu. Quando ele abriu os olhos novamente, o sol já enfeitava o céu, ele sentou-se sentindo sua cabeça latejando. Ele piscou algumas vezes para focar a visão e se situar. Mas tamanho foi seu choque ao perceber a cena ao seu redor.

Ele estava sentado no chão de um quarto de banho que obviamente não o pertencia, suas roupas espalhadas por todo lugar, mas o pior não era isso e sim quem estava deitado ao seu lado. Feng Xin prendeu a respiração um súbito desespero lhe subindo a espinha. Voltou-se lentamente e enfim encarou a aterrorizante verdade.

Mu Qing estava completamente nú, encolhido enquanto ressonava baixo e tranquilo. Seu corpo estava coberto de manchas e marcas roxas e vermelhas grandes e pequenas, como se ele tivesse acometido de uma grave doença ou tivesse sido atacado por algum tipo de monstro horrendo. Mas a pior situação estava entre suas pernas. 

Feng Xin olhou os próprios braços cobertos de arranhões e fleches de lembranças confusas lampejaram em sua mente. Ele passou as mãos pelo rosto e lamentou internamente, incapaz até mesmo de xingar. Ele levantou, se vestiu e em seguida pegou Mu Qing no colo e o levou para onde ele julgou ser seu quarto.

Feng Xin sentou na beira da cama, sua cabeça estava cheia de pensamentos divergentes. Como se ele estivesse embriagado na noite anterior, ele não lembrava direito de como as coisas haviam evoluído até aquele ponto, mas a possibilidade que mais o amedrontava era de ele tivesse feito tudo a força. 

Ele nunca de gostara de Mu Qing e tantas vezes quanto fosse preciso, eles não hesitavam em levantar armas um para o outro. Era mais que óbvio que em sã consciência ou não Mu Qing jamais concordaria em 'deitar-se consigo' principalmente sendo ele a sair prejudicado, então que explicação poderia haver para aquela situação? E um sentimento de culpa e vergonha estava instalado em seu peito. Como um homem justo, ele nunca planejaria algo perverso e ardiloso pra prejudicar nem mesmo seu pior inimigo como possivelmente ele poderia não se sentir mal? 

Enquanto ele pensava, Mu Qing se remexeu na cama, Feng Xin rapidamente voltou sua atenção a ele. Ao vê-lo abrir os olhos ele imediatamente se prostrou ao lado da cama. Mu Qing assustou-se, arregalando os olhos surpreso com sua atitude exagerada. “o que diabos você está fazendo?” ele indagou, sentando-se com dificuldade.

“ESTE PECADOR COMETEU UM CRIME IMPERDOÁVEL E MERECE A MORTE!!” Feng Xin exclamou com a testa colada no chão e ouviu Mu Qing suspirar. “Tá bom, tá bom! Agora levante-se!” Feng Xin levantou do chão, sentou-se de novo na cama evitando olhá-lo diretamente e suspirou também, soltando um sopro longo e nervoso pela boca. As mãos apertadas sobre as coxas e as costas retas como se tivesse engolido um tronco de madeira, ele não conseguia disfarçar a própria tensão.

“Eu sei que nós alimentamos antipatia um pelo outro ao longo dos anos, mas eu jamais agiria de forma tão vil de propósito. Eu não sei direito o que aconteceu, mas nunca foi minha intenção desonrá-lo.” ele se explicou polidamente e Mu Qing revirou o olhos, passando as mãos pelo rosto. “Eu sei, eu sei! Você estava sob o efeito do veneno e eu também. Foi um acidente para nós dois, então não vamos mais falar sobre isso!” ele declarou e o silêncio demorou-se entre eles até Feng Xin se lembrar de algo. “Como estão os seus poderes? Você não os perdeu porque quebrou os votos, perdeu?” ele perguntou incerto e Mu Qing empalideceu ao ouvi-lo, seu rosto se tornando lívido, branco como papel. Ele parecia não ter ponderado aquilo ainda e abriu a palma tentando conjurar uma bola de fogo, mas nada aconteceu.

Feng Xin contraiu sua expressão. As coisas eram ainda piores do que ele tinha imaginado.

“N-não é grande coisa! Eu vou pensar num jeito de resolver isso!” Mu Qing respondeu, escondendo as mãos atrás do corpo. Feng Xin pensou por um momento e então disse. “Vamos ver a Sua Alteza, vocês tinham o mesmo método de cultivo, não era? Então ele deve saber o que fazer!”

“N-não! Eu não posso!” Ele se negou, seu rosto ficando vermelho. Feng Xin juntou as sobrancelhas, mas em seguida lhe segurou os ombros e os balançou. "Do que você está com medo?! Você sabe Sua Alteza nunca ousaria lhe julgar e além do mais ele mesmo também quebrou os próprios votos por aquele fantasma. Ele é o que sabe melhor como lhe ajudar, hum? É pra isso que os amigos servem, não é?” Encorajou-o e o viu abaixar a cabeça e apoiá-la nas palmas, mas não discordou outra vez.

Na mesma manhã eles partiram pra encontrar Xie Lian. Mu Qing ainda insistiu em ir sozinho, mas Feng Xin não o permitiu.

“Então, qual era o assunto urgente?” Xie Lian perguntou.

“........”

Depois de um constrangedor silêncio eles explicaram a situação ocultando maior parte das informações. Xie Lian ficou intrigado e curioso e contou suas próprias experiências para os dois.

“Bem...” Xie Lian coçou a cabeça. “Depois de algum tempo eles simplesmente começaram a retornar gradualmente. E pra falar a verdade toda vez que nós... que nós d-dormimos juntos eles amanhecem mais fortes...” ele comentou envergonhado.

“Então isso quer dizer que a solução foi fazer aquilo?” Feng Xin concluiu e Xie Lian tossiu constrangido. “Bem provavelmente... Eu ouvi dizer que quando um casal cultiva junto é realmente eficaz. Eu não sabia exatamente o que isso significava antes, mas agora eu posso dizer que não é totalmente mentira...” ele respondeu. 

“E quanto tempo levou até seus poderes voltarem?” Mu Qing perguntou. 

“Um mês ou dois.” Xie Lian coçou a cabeça novamente tentando lembrar e ouviu os outros dois suspirarem. “Mas falando sério! O que realmente aconteceu? Por que vocês estão fazendo tantas perguntas?" Ele indagou confuso e preocupado. Mu Qing permaneceu de lábios selados e Feng Xin soltou um suspiro longo.

“Ocorreu um acidente.” ele disse e olhou de soslaio para  Mu Qing e Xie Lian arregalou os olhos. “u-um acidente? Mu Qing??!” ele exclamou vendo-o corar fortemente. “Não se preocupe Sua Alteza, o mal entendido já foi resolvido! Ele só precisa recuperar os poderes, só isso!” Feng Xin respondeu por ele. 

“Vamos embora!” Mu Qing anunciou levantando e Feng Xin o seguiu agradecendo a ajuda de Xie Lian enquanto saiam.

Mu Qing desabou na própria cama, parecendo desolado e Feng Xin olhou para ele por um tempo. Ele não sabia bem porquê, mas sua vontade de ajudá-lo era maior que a velha antipatia que ele alimentara ao longo dos anos e pigarrou. Ele estava indeciso sobre fazer aquela sugestão, mas aquilo estava espinhando seu coração desde que ele saíra do templo PuQi. “Eu estive pensado, talvez nós devêssemos seguir o método de Sua Alteza. O que você acha? Não demorou tanto tempo pra ele voltar ao normal.” ele propôs.

Um silêncio pairou por um longo instante antes que Mu Qing finalmente respondesse. “Esqueça, eu não vou dormir o resto da minha vida com você.” ele respondeu friamente e um pequeno e  frustrante sentimento encheu o peito de Feng Xin. “E você vai fazer o quê? Vai ficar deitado aí esperando uma lebre esbarrar numa árvore?” ele reclamou. “E o que tem de errado em dormir comigo? Se eu me lembro bem, você pareceu estar se divertindo bastante ontem!” completou viu as bochechas de Mu Qing inflarem e se tornarem rosadas. “Cale a boca! Eu não quero ouvir!” ele cobriu as orelhas e se virou para a parede. 

A raiva de um segundo atrás se dissipou e Feng Xin não conseguiu frear seus lábios que se curvaram para cima. Ele suspirou, se inclinou sobre Mu Qing e puxou de volta, fazendo ele encarar seus olhos. "Por que você é assim, hein? Eu só estou tentando te ajudar!" Mu Qing mordeu os lábios hesitante ao ouvi-lo, mas no fim cruzou os braços ao redor de seu pescoço. "faça o que quiser então." ele permitiu com um tom derrotado. 

Feng Xin engoliu um pequeno e satisfeito sentimento e por fim colou seus lábios nos dele.



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