História The Gold Warrior and the Dark Knight - Capítulo 3


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Categorias Drácula, Lucifer, Sense8, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Hodge Starkweather, Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Jocelyn Fairchild, Magnus Bane, Personagens Originais, Raphael Santiago, Simon Lewis, Valentim Morgenstern
Tags A Rainha Vermelha, Alec Lightwood, Caçadores Das Sombras, Caçadores De Vampiros, Catarina Loss, Clã De Vampiros, Clace, Clary Fairchild, Clary Fray, Drácula, Ficção, Izzy Lightwood, Jace Lightwood, Jocelyn Fairchild, Luke Garroway, Magnus Bane, Malec, Malec Vampiro, Mare Barrow, Maryse Lightwood, Maven Calore, Max Lightwood, Os Instrumentos Mortais, Ragnor Fell, Robert Lightwood, Shadowhunters, Simon Lewis, Sizzy, Sobrenatural, Valentine Morgenstern, Vampiro
Visualizações 212
Palavras 4.406
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpa qualquer erro e espero que gostem do capítulo 🌚

Capítulo 3 - O encontro


Fanfic / Fanfiction The Gold Warrior and the Dark Knight - Capítulo 3 - O encontro

     

CAP. 3  Alec

Acordo com a luz do sol no meu rosto, olho para o lado e vejo no relógio digital, 10:05 da manhã. Hoje já é outro dia e o mais estranho de tudo é que eu não acordei, olho para meu corpo e percebo que estou com as mesmas roupas de ontem.

Me levanto da cama devagar, tiro minhas roupas e coloco uma calça moletom cinza e uma camisa branca de mangas curtas. Vou andando devagar até a porta, mesmo que eu tenha dormido até tarde, eu me sinto tão cansado e meus olhos ardem um pouco, deve ser porque eu chorei muito ontem. Quando vou colocar a mão na maçaneta, Izzy abre a porta bruscamente, batendo na minha mão.

— Meu Deus você podia bater na porta em vez de abrir assim — olho para minha mão esquerda, que começa a ganhar um tom vermelho rapidamente por conta da batida.

— Desculpa — ela fala baixinho — Tá se sentindo melhor? — ela coloca sua mão direita no meu ombro mantendo seu olhar de testa franzida em mim.

— Sinceramente...eu não sei — respondo baixinho. Ela olha para mim por um instante e me puxa para um abraço.

Ela me abraça forte, apertando o tecido da minha camisa entre os dedos. Eu também a abraço forte, colocando meu rosto no ombro dela, posso sentir minha camisa ficar molhada, ela está chorando e eu não quero que ela chore por mim. As vezes nem parece que sou o irmão mais velho, as vezes os papéis invertem e eles dois acabam cuidando de mim, Jace e Izzy.

Depois de um tempo desse abraço reconfortante, Izzy se afasta um pouco de mim mas ainda mantém a mão no meu ombro. Ela se parece muito com a mamãe e isso é uma coisa boa.

— Olha eu sei que você tava chateado mas poderia ter falado comigo, com Jace, poderia só ter abrido a porta para a gente — ela tira a mão do meu ombro e enchuga as lágrimas — Nós ficamos preocupados, todos nós e Jace ficou furioso, ele discutiu com a mamãe depois que tentamos falar com você e também discutiu com o papai — ela me conta sobre oque aconteceu com um sorriso no rosto, isso também me faz sorrir.

— E onde ele tá?

— Tá dormindo feito pedra — Izzy me puxa para fora do quarto e me mostra a porta do quarto dele fechada.

— E por que não teve aula hoje?

— A diretora avisou de manhã por mensagem que teve problemas nas salas, por isso não teve aula — ela cruza os braços e um sorriso malicioso se forma em seu rosto — Uma pessoa ligou perguntando por você.

— Uma pessoa? que pessoa? — será que... não, ele não ligaria ou ligaria? e porque eu me importo afinal?

— Aquele asiático moreno e charmoso que tá afim de você, ele pediu para ligar para ele e tenho certeza que você tem o número dele — ela pisca para mim e vai até a escada, descendo-a rápido.

Adentro meu quarto novamente e pego meu iPhone que está em cima do relógio digital do lado direito da minha cama. Destravo o celular e começo a digitar o número para ligar, não acredito que estou fazendo isso e não sei por que estou fazendo isso, realmente não sei.

Quando coloco o telefone no ouvido, um barulho alto vem da janela e aleatoriamente, Magnus abre a janela e entra no meu quarto, como se oque acabou de fazer fosse a coisa mais normal do mundo. Ele olha ao redor, analisa o cômodo bem arrumado com seus olhos castanhos e rapidamente foca em mim, me olha de cima para baixo e enquanto ele me olha, sinto como se estivesse pelado.

— Oi Alexander! — ele esboça um sorriso largo.

— Por que você fez isso? você podia entrar pela porta da frente — coloco meu celular em cima da cama e o puxo para longe da janela, fechando-a.

— Isabelle disse que era melhor vir por aqui — ele se explica e da de ombros.

— Ela é louca — enquanto termino de trancar a janela para que ninguém mais tenha a brilhante ideia de subir, Magnus anda pelo meu quarto.

Ele parece analisar tudo com cautela; posso vê-lo passar a mão pela estante de livros que tenho e depois ele vai para a mesa onde estudo. Ele olha a fotografia que tenho dos meus irmãos comigo e a pega para olhar mais de perto.

— Quem é esse daqui? — ele olha para mim e vira a foto para eu poder ver a quem ele se refere, seu indicador está em cima do rosto de Max.

— Esse é mais novo de nós 4, Max — ele alterna o olhar entre mim e a foto.

— Jace é o único que não se parece com vocês, qual o mistério? — ele coloca a foto de volta na mesa e olha para mim. Me encosto na janela fechada e cruzo os braços.

— Jace perdeu os pais muito novo, ai meus pais o adotaram — conto de forma breve, não gosto de falar disso e muito menos falar para alguém que não conheço direito.

— Ah...pelo menos ele está em uma ótima família — ele anda até minha cama e se senta na ponta.

— Uma pergunta, por que você está aqui afinal? — ele abre um sorriso largo e me analisa de novo, de cima para baixo.

Ele cruza as pernas e coloca os braços para trás, depositando o peso do corpo para trás enquanto os braços apoiam.

— Eu vim por que quero te convidar para sair.

— E Por que você quer me convidar para sair? — tento perguntar da forma mais séria possível mas mesmo assim, sinto minhas bochechas esquentarem. Nunca conheci alguém tão direto e tão lindo, perai...oque eu to pensando?

— Bom......por vários motivos, quer que eu diga? — ele mantém a mesma posição e os olhos em mim.

— Quero! — quase gaguejo ao falar de tão nervoso que estou, mas por que estou nervoso?

— Ok, vou te dizer — agora ele muda de posição, descruzando as pernas e apoiando os cotovelos nos dois joelhos, deixando seu corpo curvado para frente, entrelaçando as mãos — Para começar, você é muito interessante,  inteligente , divertido e lindo, nunca conheci alguém que me deixasse tão curioso — sua expressão está mais séria, ainda não tinha visto ele assim.

Ele respira fundo e se levanta da cama, ainda me olhando com uma expressão séria, então começa a falar novamente.

— Nunca me interessei muito por outras pessoas, na maioria das vezes não queria nada, mas você.......você é novo e completamente diferente do que vejo normalmente — ele suspira novamente, ainda olhando para mim — Eu quero conhecer você melhor e, eu espero que depois de eu me declarar todinho aqui você não me rejeite — ouvir ele falar isso me faz rir e ele ri junto comigo.

— Acho que não tenho escolha, vou ter que sair com você — dou de ombros.

— Então para onde você vai querer ir? — ele cruza os braços, fazendo seus músculos ficarem ainda maiores e uma vontade enorme de tocar seus braços aparece. Por que diabos eu quero fazer isso?

— Não sei, me diz você — desvio o olhar, tentando afastar qualquer pensamento impróprio.

— Podemos ir a uma lanchonete que conheço, comer qualquer coisa que quisermos — ele gesticula com as duas mãos enquanto explica.

— Ótimo! — finalmente consigo olhar para ele de novo e ele está com as duas mãos nos bolsos de sua calça preta me olhando com um sorriso largo, radiante e bonito.

— Venho te buscar 16h em ponto — ele vem andando até a janela, abrindo-a para sair e ainda não sei porque ele não desce pelas escadas para ir pela porta como uma pessoa normal faria.

Antes de sair, ele olha para mim e rapidamente beija minha bochecha, então pula para fora como se fizesse isso sempre. Não olho para a janela para vê-lo, estou paralisado e surpreso com oque acabou de acontecer e posso sentir minhas bochechas ficarem mais quentes. Nenhum garoto já beijou minha bochecha, nenhum mesmo, na verdade ninguém nunca mostrou ter interesse por mim além de amizade, nunca fiz nada de interessante ou obsceno na minha vida.

Finalmente tomo coragem para me mexer e desgrudar da parede, como um jumper Izzy aparece na porta com seu sorriso malicioso e os braços cruzados.

— Então... você vai sair com ele? — ela me pergunta com um entusiasmo enorme, os olhos dela chegam a se arregalar.

Vou para a ponta da cama mais perto da porta e me sento, me inclinando para frente e apoiando os cotovelos nos joelhos. Ela vem até mim e se senta ao meu lado com a coluna ereta e as pernas cruzadas, me olhando com um sorriso agora meigo e sincero, um sorriso lindo como ela mesma.

— Posso te contar uma coisa? — viro meu olhar para ela, ela assente — Eu...eu nunca....nunca sai com alguém e também...e-eu nunca beijei na vida — ela ainda olha para mim, atenta — Nunca fiz....nunca fiz aquela coisa que todo mundo faz um dia — desvio o olhar para o chão, sentindo minhas bochechas queimarem.

— Tá tudo bem irmão — ela coloca sua mão em meu ombro, ainda me olhando com seu sorriso no rosto — Não tem nada de errado nisso.

Nunca tinha falado isso para ninguém, nem meus pais sabem disso e muito menos sabem que eu sou gay mas agora, quando finalmente falo isso em voz alta, me sinto aliviado, como se um certo peso fosse tirado de mim e de certa forma, fico contente por ter dito isso a Izzy.

— Certo, enfim e respondendo sua pergunta — levanto da cama e ela também — Sim, eu vou sair com ele — sorrimos um para o outro e como uma criança, ela começa a dar gritinhos e pulos de alegria — Quando terminar com isso por favor, me ajuda a escolher uma roupa.



As horas vão passando devagar e a cada segundo eu fico mais nervoso e mais ansioso, devo admitir que estou impressionado não só pelo fato de estar morrendo, mas também pela minha escolha de roupa.

Enquanto não chega a hora, faço outras coisas para me distrair e não ficar muito nervoso. Izzy fica comigo o tempo inteiro, me dizendo coisas engraçadas e me dando dicas para o encontro.

— Olha só Alec, quando estiver lá não precisa fazer nada que não queira e acima de tudo — ela aponta o dedo indicador para mim, me olhando com os olhos bem abertos. Ela levanta do sofá e faz uma pose muito engraçada, com os braços levantados, as pernas esticadas e um sorriso no rosto — Seja você mesmo!! — ela grita a frase, me fazendo rir.

Depois de um tempo, Jace aparece e se junta a nós na sala, Izzy conta que vou sair com Magnus com uma alegria enorme. Ele sorri para mim e diz “finalmente vai sair de casa e pegar um sol branquelo”, dou uma cotovelada de leve na costela dele e sorrimos muito.

Almoçamos e assistimos TV  no sofá. Fico pensando que vai ser divertido sair com alguém e me divertir, mas outro pensamento vem em mente, me deixando aflito.

— Pessoal — eles dois se viram para me olhar quando chamo, ao mesmo tempo — Oque vou dizer ao papai e a mamãe?

— Existem duas coisinhas que se chamam boa mentira e uma bela atuação que vão nos ajudar — Izzy fala com seu sorriso diabólico — E é melhor você ir se arrumar, já são 15:30.

— Meu Deus porque não me avisou a hora mais cedo!! — literalmente pulo do sofá e vou correndo para a escada, subindo-a rápido.

Entro no meu quarto e vou direto para o banheiro tomar banho. Demoro um pouco mais do que devia lavando o cabelo para deixá-lo cheiroso e macio, me lavo direitinho para ficar bem limpo e finalmente saio do banho. Vou até a porta do meu quarto para tranca-la, assim ninguém vai entrar e me ver pelado, então deixo a toalha em cima da cama e começo a vestir as roupas que Izzy me ajudou a escolher.

Visto minha cueca preta da Calvin Klein e pego minha calça jeans, vestindo-a rapidamente. Antes de vestir a camisa preta de mangas curtas e um casaco de couro preto estiloso de mangas longas que Izzy achou em algum lugar, pego minha toalha em cima da cama e vou até o banheiro para pendura-la. Quando entro no banheiro, ouço um barulho alto e estranho vindo da janela, um rangido horrível, por um instante penso o pior, mas ouço a voz familiar me chamando. É ele.

— Alec? Alexander?

Penduro a toalha em uma das barras de ferro da parede do banheiro e saio. Ele não me percebe de cara, ainda olhando para cada canto do quarto mas num segundo, seu olhar para em mim enquanto vou andando até a cama para vestir a camisa e o casaco. Posso não estar olhando diretamente para ele, mas posso perceber pela minha visão periférica o jeito que ele está olhando para mim agora.

Ele não fala nada, só fica me olhando com as sobrancelhas um pouco arqueadas e a boca entreaberta. Parece surpreso por me ver sem camisa e o fato de deixá-lo assim me deixa envergonhado e contente, o primeiro pensamento deixa minha bochechas vermelhas, então trato de vestir minha camisa rápido.

— Oi Alexander — ele fala um pouco devagar, ainda me olhando surpreso.

— Oi Magnus! — respondo enquanto coloco o casaco e passo as mãos pelo cabelo para tentar arruma-lo. Pego os sapatos pretos estilosos que estão ao lado dos meus pés e sento na cama para calça-los — E da próxima vez pelo amor de Deus, entra pela porta como uma pessoa normal.

— Tudo bem, se você insiste — ele me analisa de cima para baixo enquanto visto o casaco, com um leve sorriso de lado — A propósito, você fica ótimo assim.

Fico um pouco vermelho mas não digo nada, a sensação estranha que venho sentindo as vezes vem de novo, me fazendo ficar um pouco tenso mas eu apenas ignoro. Deve ser o nervosismo que venho sentindo a tarde inteira.

— Vamos lá! — vou até a porta e a destranco, saindo com Magnus logo atrás de mim.

Vamos até a escada, descendo sem pressa e ele olha tudo ao redor com os olhos bem abertos, curioso. Isso deixa ele fofo.

Jace e Izzy estão na porta nos esperando, vamos até eles sem demora e eu rezo para que não digam nada constrangedor como "usem camisinha". Eles abrem a porta e nós quatro vamos para fora, antes de continuarmos o caminho até o carro de Magnus, Izzy segura meu braço, me fazendo virar para ela.

— Espero que se divirtam muito! — ela fala com seu sorriso radiante — E voltem cedo, assim papai e mamãe não vão suspeitar de nada.

— Oque você vai dizer a eles? — pergunto, nervoso sobre esse plano.

— Na verdade, sou eu quem vai atuar — Jace fala em seu tom sarcástico, apontando para si mesmo — Vou fingir que estou zangado por causa de ontem e vou falar de forma rude que você saiu para pensar um pouco, ficar sozinho por tempo, afinal você ainda está chateado.

— Ai se eles perguntarem aonde exatamente você foi, vou dizer que foi a livraria ler um pouco e vou falar de forma rude também — os dois trocam olhares e sorriem um para o outro.

— Vocês são dois diabos — Magnus fala atrás de mim sorrindo, com as mãos nos bolsos da calça.

— Com certeza — Izzy sorri para ele — Agora vão e se divirtam — os dois começam a andar de volta para a porta de casa, entrando.

Eu e Magnus vamos até seu carro, entrando sem pressa e ele pega a chave de seu bolso para ligar o carro. Quando ele gira a chave e o ronco do carro vem, sinto meu coração começar a bater mais rápido, não sei porque fico nervoso logo agora, mas penso na Izzy me dando dicas mais cedo. É só um encontro afinal, oque poderia dar errado?



Depois de um longo caminho pela cidade, conversando e rindo, chegamos no lugar onde Magnus havia mencionado. Ele estaciona o carro numa vaga entre dois outros carros que deixaram um espaço enorme entre eles. Saio do carro e vejo a tal lanchonete.

Há duas janelas largas dos dois lados e uma porta de madeira no meio com uma janelinha de vidro onde está escrito “Hunter's Moon”, também tem isso no muro mais acima só que as letras brilham, deixando o lugar de certa forma mais chamativo.

Vamos até a porta da lanchonete e antes de eu abri-la, Magnus a puxa antes de mim, fazendo uma leve reverência.

— Deixe-me abri-la para você meu anjo — ele fala irônico, tentando não rir.

— Obrigado meu nobre cavalheiro — também falo irônico e ele ri.

Dentro é bem diferente, tendo um ar, uma atmosfera calma. Há mesas com bancos de couro vermelho coladas dos dois lados nas paredes e no meio também, formando dois corredores não tão largos de cada lado que se estendem até o fundo, onde o balcão e duas portas com janelinhas redondas se encontram.

— Gostou? — Magnus pergunta ao meu lado, me olhando com um sorriso sem mostrar os dentes.

— Aqui é bem relaxante, gostei — respiro fundo o ar limpo e cheiroso.

Ele sorri para mim e abre caminho para que eu passe e escolha um lugar para nós. Vou para a esquerda, seguindo pelo corredor até chegar na mesa da parede que não está muito longe do balcão. Sentamos de frente um para o outro e para eu não ficar morrendo de vergonha, pego o cardápio para olhar as opções enquanto Magnus chama alguém para nos atender.

— Oque vão pedir? — uma moça aparece para nos atender, ela tem o cabelo ruivo e a pele muito branca, tem as unhas pintadas de preto e uma roupa normal.

— Eu vou pedir um hambúrguer X com batata frita e refrigerante — ela mantém os olhos no bloquinho de anotações em suas mãos.

— E você senhor? — ela olha para Magnus.

— Vou querer o mesmo que ele — ela anota rapidamente e vai para o balcão — Ei Alexander, me fala sobre você — ele apoia o queixo na mão que é sustentada pelo cotovelo na mesa.

— Não tem muita coisa de interessante para falar, mas tudo bem — coloco meus dois braços em cima da mesa, conecto minhas mãos e olho para ele — Bom você já sabe meu nome, sou um adolescente, tenho de 18 anos e vou fazer 19 em 12 de setembro, gosto de comida menos de uva-paça e odeio mais ainda se tiver no arroz — Magnus dá uma leve risada e continua me olhando de forma adorável, queria dizer a ele o quanto é lindo — Gosto de vestir roupas trevosas mas na verdade sou bem colorido — agora Magnus dá uma gargalhada alta e eu acabo rindo junto com ele — Agora você — aponto para ele com meu indicador e ele tira o queixo da mão, surpreso.

— Sério?! ah então tá bom — ele se mexe um pouco no banco para tomar uma postura confortável e coloca os braços em cima da mesa, assim como eu — Bom você já sabe meu nome também, sou um esfomeado, gosto de me exercitar e como pode ver, não uso roupas trevosas pois sou o próprio arco íris — ele coloca a mão debaixo do queixo e faz uma cara muito engraçada.

Começo a rir da cara dele e ele também ri. Ficamos rindo e dizendo coisas engraçadas para rirmos mais ainda enquanto nossa comida não chega.

— Ei Alec, você sabe a diferença entre o poste de luz, a mulher grávida e o bambu? — ele conta cada um nos dedos, me olhando com um sorriso de lado.

— Não sei, qual é?

— O poste da luz por cima e a mulher da luz por baixo — ele aponta para cima e para baixo com o indicador e eu mordo o lábio para não rir enquanto olho para ele, ai eu penso no bambu.

— Tá mas e o bambu? — o sorriso dele se alarga ainda mais.

— O bambú é para enfiar no teu cu.

Arregalo os olhos quando ele fala isso e no mesmo instante, caímos na gargalhada juntos. Continuamos rindo por um tempo, parece até que eu vou morrer de tanto rir e as minhas bochechas começam a doer.

Finalmente paramos de rir e na mesma hora, a moça que tinha anotado nossos pedidos chega. Ela coloca as bandejas em cima da mesa e nós apenas pegamos os hambúrgueres e começamos a comer.

Magnus dá uma mordida enorme em seu hamburguer, mastiga-o rapidamente e o engole. Fico impressionado com a rapidez dele para devorar a comida. Ele me olha e franze as sobrancelhas, coloca outro pedaço na boca e me olha novamente, deixando o hambúrguer em cima de sua bandeja.

— Oque foi? — ele pergunta de boca cheia, me dando uma leve vontade de rir.

— Nada não — falo isso de propósito para deixá-lo curioso. Pego meu hambúrguer e dou uma mordida enquanto ele continua me olhando.

— É sério? você não vai dizer oque foi? — ele se inclina um pouco para frente, tentando chamar minha atenção.

Quando vou respondê-lo, meu celular começa a vibrar bastante, eu o tiro do bolso da calça para olhar. 40 mensagens da mamãe e mais 20 do papai e agora ela tá me ligando, mas oque pode estar acontecendo para eles mandarem tantas mensagens assim? . Olho para meu celular por um segundo antes de atender.

Mãe ? ”

“Meu filho, graças a deus” — ela fala ofegante, como se estivesse correndo.

Mãe oque foi? aconteceu alguma coisa?” — Magnus me observa falar com a testa franzida, ele parece preocupado assim como eu.

Alec, escuta bem por favor, aconteça oque acontecer não volte para casa” — posso ouvir algo quebrar, talvez vidro. Ela continua ofegante — “Va ao instituto dos vampiros angelicais, lamia angelica, diga a eles que todos correm perigo!!” — algo quebra novamente, mas não é vidro, parece ser mandeira. Mas oque está acontecendo?

Mãe, do que você tá falando por favor, me diz oque ta acontecendo!!” — ouço alguém no fundo gritar e ela também. Me levanto do banco para tentar manter a calma e Magnus também se levanta.

Alec, meu filho, meu menino, eu te amo demais” — ela sibila estas palavras de forma suave, como sempre fazia quando me colocava para dormir ou quando tinha que ir para longe de nós.

Tenho que ir para casa, tenho que ver minha família, não ligo para oque ela me disse, só que tenho que ir, tenho que ir agora.

A ligação acaba num bipe e meu celular se apaga, coloco ele no bolso da minha calça e corro para fora do restaurante com Magnus logo atrás. Entramos bem rápido no carro, dando partida para minha casa o mais depressa possível.

Minha cabeça parece girar, meu corpo inteiro treme por conta do nervosismo e do medo que toma conta de mim a cada segundo. Para meu alívio, chegamos bem rápido e paramos em frente a minha casa, saímos do carro e posso ver que a frente dela parece tão.....sombria. A grama, as flores, a pintura da parede estão cinzas, como se tivessem perdido a cor, perdido a vida completamente e posso notar enquanto olho ao redor que está tudo escuro, as janelas das casas, os postes. Aqui está a completa escuridão.

Eu e Magnus vamos até a porta da entrada para vermos oque aconteceu. Ela está completamente quebrada, a maçaneta está pendurada a um pedaço de madeira solta e a porta está cheia de marcas, como se garras enormes tivessem a rasgado, como se fosse um simples pedaço de papel e não madeira.

Não consigo pensar em nada além da minha família, meu coração bate rápido e forte no meu peito e assim como eu, Magnus parece estar em choque, com as sobrancelhas franzidas e os olhos arregalados. Respiro fundo e com cautela, vou empurrando a porta para abri-la e ver oque aconteceu, torço para que estejam bem, torço para que estejam vivos.

Vamos entrando devagar e fico mais horrorizado ainda, dentro está bem pior do que lá fora. As paredes estão todas cheias de marcas de garra iguais as da porta, só que maiores e outras marcas escuras, como queimaduras. A cozinha e a sala de estar estão uma zona, os móveis estão completamente destruídos, as paredes estão com buracos enormes e o chão está todo sujo de sangue.

Olho para o chão, vejo o sangue escuro e grudento onde estou pisando, sentindo o pânico me paralisar, como se eu fosse cair neste mar vermelho e nunca mais sair.

— Não, isso não tá acontecendo, isso não pode tá acontecendo — me ajoelho no chão e começo a ficar ofegante, todo o ar dos meus pulmões parece ir embora.

Magnus se abaixa na minha frente, ficando bem perto de mim, se eu não estivesse em pânico ficaria surpreso e com vergonha. Ele segura meu rosto com as duas mãos, mantendo seus olhos castanhos nos meus, eles parece tenso, nunca vi ele assim, com o rosto sério e rígido.

— Alexander, presta atenção, vai ficar tudo bem eu prometo — ele fecha os olhos e encosta sua testa na minha, segurando firme meu rosto.

Não sei o porque mas eu também fecho os olhos, deixo que ele me segure, que diga que vai ficar tudo bem. O momento não é o melhor mas, enquanto ele está assim comigo me sinto melhor, como se o pânico e o medo fossem embora.

Ficamos assim até que um barulho alto vem do segundo andar. Viramos ao mesmo tempo para olhar, alarmados e ele se levanta, me puxando para levantar também.

— Eu vou lá em cima verificar — a ideia de ficar sozinho aqui embaixo me deixa assustado, fazendo minhas mãos tremerem mais ainda — Eu volto rápido, prometo que volto rápido — ele solta minhas mãos gentilmente e vai até a escada, subindo-a devagar.

Olho para os lados, tentando encontrar alguém em meio a escuridão que está agora, mesmo sabendo que não há ninguém aqui. Finalmente Magnus desce das escadas, vindo até mim, eles tá intacto e com a mesma expressão séria mas ai ele grita:

— Alec se abaixa!!! 

Algo bem forte bate contra minha cabeça, me fazendo cair no chão. Minha visão começa a ficar bem embaçada, não consigo ouvir nada além de um zumbido agudo, tudo começa a ficar escuro. Agora não vejo nada, não sinto nada, apenas escuridão.




Notas Finais


A merda já começou mas não tá nem perto de acabar, só esperem🌚
Se gostaram ou tem alguma crítica construtiva,comentem ai e até o próximo capítulo ❤️


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