História The Golden Throne - Capítulo 26


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Poesias, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Antes de começarem a leitura eu queria agradecer ao carinho imenso que vocês tem pela fanfic, isso me motivo demais, pois eu nunca imaginei que gostariam tanto, Eu achei que muito gente acharia o tema um pouco chato, mas fiquei muito muito muito feliz ao notar que estavam gostando. Muitas aventuras vão acontecer e eu estou sedenta para compartilhar com vocês.
Só tenho a agradecer pelo imenso carinho e dizer que vocês moram no meu coração!!
Atualizei rapidinho, milagre né?

Capítulo 26 - Livro I Capítulo XXVI


Fanfic / Fanfiction The Golden Throne - Capítulo 26 - Livro I Capítulo XXVI

Thomas Lencastre

Encostei-me a parede tendo uma visão privilegiada de pessoas que poderiam ser minha família. Era um alivio ter fugido daquele emboscada do destino, mesmo assim meu coração estranhamente doía com o pensamento de não poder mais tê-la. Olhos azuis repletos de raiva encararam os meus, Charlie suspirou pesadamente. A melhor decisão que eu tive foi botar minha quase família bem pertinho de mim.

Charlie usava uma roupa com tons claros de azuis, mesmo que andasse como um Wright por esses corredores não se parecia com um.

— Bom dia Wright, como se sente? Parece perturbado! – ele colocou as mãos para trás mantendo a coluna ereta para demonstrar superioridade. Mais um inimigo para os Lencastre.

— Bom dia Thomas, sinto-me muito bem, obrigado – assenti um pouco desapontado por ele estar mantendo toda a sua integridade ao falar comigo. Eu gostava tanto de expor o pior das pessoas.

— Espero que possa ficar mais tempo conosco, sei que Bluemine esta repleta de problemas. Ainda não sei como conseguiu destruir a economia de um dos reinos mais ricos de Lesirih.

— Meu pai não deixou tudo nos conformes – sorri com a reposta descarada de Charlie. Como ele conseguia manter a calma diante de mim? Interessante.

— Talvez você não tenha tido tanta sorte como imaginou, poucos homens nasceram pra serem chamados de reis.

— Você é sempre importuno com as pessoas Thomas? – perguntou em um tom irônico – Seu pai deveria ter passado menos tempo lambendo a bunda de um rei assassino e mais tempo educando seu primogênito. É vergonhoso.

— Não mais que você, assassino – sussurrei com um pequeno sorriso, Charlie não esboçou nenhuma reação, era notável o sangue Tudor naquele delinquente – Nem todos sabem dos encontros escondidos de sua mãe, mas meu pai já presenciou alguns de seus momentos íntimos. É notável o sangue que passa por suas veias, não pertence em nada aos Wright.

— Não me venha com suas ameaças sem fundamentos.

— Da próxima vez que encostar nela, farei de tudo para que morra sendo mastigado pelos dragões que rodeiam esse castelo – vi um pequeno sorriso em seus lábios finos.

— O grande rei sabe das suas preferencias Thomas? Admira-me ainda estar vivo!

— Mesmo que eu tenha minhas diferenças com o Grande Rei, não me dou o luxo de ficar contra ele. Sei escolher um bom lado quando o vejo, diferente de você que quer se aliar com Twilight. Um reino aos porcos.

— Bluemine mudará assim como Lesirih.

— O tempo de se aliar com Daargen acabou, o rei esta morto.

— Não quero me aliar com Daargen, Bluemine se aliará com o próximo Grande Rei – eu o encarei confuso sem entender o verdadeiro ponto daquela conversa, Charlie riu da minha descrença – Arthur Normandia não nasceu para governa, é por isso que decidimos tira-lo do poder.

— Assim tão facilmente?

— Não seja tolo Thomas, achou mesmo que aceitaríamos um selvagem entre nós? O primogênito de Wessex se sentará no trono de ouro.

Eram palavras perigosas para serem ditas por um rei, Charlie parecia muito confiante nas suas palavras. Eu não me arriscaria ir contra o Grande Rei, não vou ficar ao lado dos porcos que sempre sonharam demais. Tenho meus motivos para duvidar da família Wessex, principalmente dos Butterwell. Duas famílias que já tiveram muitos problemas com os Normandias. Bluemine era um grande aliado, eles tinham um porto e algumas bases militares escondidas, semelhantes à mansão Tudor.

Bem, Lorde Saito está morto, acho que preciso matar mais alguém? Esta na hora de colocar algumas pessoas no seu devido lugar.

Katherine Wright

Philip me acompanhava pacientemente pelo jardim, era bom respirar ar puro. Sinto-me um pouco presa quando estou no castelo, é difícil de explicar. Ainda mais agora que todos estão falando da morte de Lorde Saito, não é como se ele não merecesse, não sei muito sobre o antigo aliado de Twilight, mas tudo que vem de lá tem uma fama muito ruim.

Avistei Carlota e Celina conversando alegremente enquanto tomavam um chá com bolo e biscoitos. Não seria uma má ideia comer algo. Irei providenciar um lanche em meus aposentos o mais breve possível, esse cheiro esta fazendo meu estomago embrulhar de tanta fome, não é possível.

Eu sentia-me muito bem com a roupa que Sebastian disponibilizou pra mim, Gregory quase enfartou quando me viu, ficou enchendo a minha cabeça com as suas piadas inoportunas.

Uma coisa estava correta, meu vestido era digno de uma rainha, e eu queria muito ver a cara da Carlota quando me visse. Parece bobo vindo de mim, mas eu nunca me vestir assim antes. Tão repleta de ouro, podendo sentir a maciez desse tecido tão delicado. Era como se essa Katherine não fosse realmente eu.

Aproximei com um pequeno sorriso, Celina levantou educadamente para me cumprimentar, logo depois foi Carlota sem muita empolgação. Ninguém poderia falar comigo sem a minha permissão, caso contrário línguas seriam arrancadas.

— Ainda estão aqui? – perguntei sem fazer muita cerimonia.

— É casa do meu filho – Carlota respondeu mantendo sua postura, assenti.

— Ah, agora ele é seu filho? Seria interessante, se não fosse trágico – toquei na sua ferida falando exatamente o que Thomas falaria. Passei muito tempo ao seu lado.

— Ele sempre foi meu filho e sempre será. Não será você nem ninguém que mudará isso. Já estou familiarizada com Ariana, então não tente me intimidar.

— Não estou te intimidando, apenas pedindo educadamente que saia da minha casa. Estou cansada de passar pelos corredores ouvindo fofocas que saem da sua boca – ela arregalou os olhos.

— Como ousa proferir a minha imagem? A culpa não é minha se meus filhos escolheram mulheres frigidas como suas companheiras.

— Como?

— Uma mulher que não se deita com seu marido não é uma mulher, não demorará muito para essa união ser anulada e você voltar para Tudor.

— Posso corta-la em pedaços – Philip sussurrou assustando-a.

— Outra rainha que anda por ai com um carniceiro ao seu lado, parece que a história vem se repetindo horrorosamente.

— Deve ser difícil pra você perder de tal maneira, mas não se preocupe, dias melhores virão.

— Sim, muitos melhores – abriu um sorriso doce.

— Olha se não são as mulheres mais belas de Lesirih – Thomas se curvou para mim e encarou Carlota com uma careta – Sinto muito, é a mulher mais esplêndida de Lesirih – disse se referindo a mim, a rainha de longos cabelos loiros abriu um grande sorriso.

— Meu filho se decepcionará quando descobri que sua esposa não é tão santa como aparenta. No final das contas sua frigidez só se aplica ao seu marido.

— São acusações perigosas, que pode leva-la a forca – Thomas fez um biquinho triste, ele se aproximou de Carlota – Eu amaria vê-la pendurada, com os olhos esbugalhados, e completamente roxa – afastou deslumbrado com o olhar horrorizado dela.

— Lencastre – cuspiu com nojo passando por nós, Celina curvou-se brevemente.

— Diga ao seu irmão que falarei para todos sobre as brincadeiras que ele tem feito – murmurou sem esconder o sorriso, Celina o encarou sem demonstrar nenhuma expressão – Precisa ser mais pulso firme – mandou assim que se afastaram, revirei meus olhos.

— Estou tentando.

— Diga que cortará suas cabeças Katherine, ninguém liga. Isso não é Daargen, mas seu marido tem dragões.

— Tem razão, expulsarei todas daqui o mais rápido possível – balançou a cabeça positivamente.

— Antes que eu me esqueça, cuidado com os Thules. Principalmente William, aquele garoto é maluco. Se não fosse uma mulher, eu te daria detalhes sódicos.

— Poupe-me das suas nojeiras Thomas – riu.

— Apenas fuja daquele garoto, não consigo nem comer ao seu lado sem imagina-lo de diversas formas com aqueles homens que entram e saem do seu quarto. Ele poderia ter um mínimo de respeito, pois a regra é para todos. Lorde Saito tá morto.

— Eu sei, todos estão comentando.

— As regras dos bordeis são claras demais pra ele esta se fazendo de sonso. Há anos homens como Lorde Saito e o antigo rei Normandia vem patrocinando atrocidade com pessoas para satisfazer seus prazeres. É asqueroso.

— Tenho certeza que não tem nada demais acontecendo no quarto do William e se eu fosse você ficaria longe disso.

— Gosto muito de segredos Katherine, e se eu tiver algo para usar contra os Thules usarei com prazer. Aquela família me enoja, você nem imagina.

Voltei para o quarto ouvindo algumas dicas de Philip sobre como lidar com a pressão que eu estava sofrendo. Para a minha surpresa, ele sabia muito mais do que eu imaginava, parecia até que ele já tinha passado por isso em algum momento.

Comi um delicioso bolo de morango e outro de limão. Fiquei papeando com as minhas damas de companhia enquanto Isabelle fazia penteados em mim. Não foi tão ruim ficar nos aposentos de Lilian, era agradável. A brisa fria das montanhas, o cheiro da floresta e o barulho do bater das asas de Winter eram músicas para os meus ouvidos.

Valiant ficava em meu colo aproveitando o carinho que eu lhe oferecia de bom grado. Sua pele em contato com a minha fazia cocegas, às vezes eu o via tentar voar escondendo um pequeno sorriso para não faze-lo achar que era péssimo. Com certeza ele será o dragão mais belo e forte de todos.

Arthur Normandia

Assinei mais alguns papeis para começarem as últimas obras em Wolf White, reuni também alguns magos de fora para fazerem uma vistoria completa, não quero mais nenhuma surpresa vinda de aliados de Twilight. Pretendo resolver em breve nossas desavenças.

— Terminei por hoje Gregory – ele assentiu pegando os pergaminhos sobre a mesa – Devo confessar que estou aliviado pelos documentos em perfeita ordem, fez um bom trabalho.

— Sempre faço – deu de ombros.

— Seu ego é invejável, porem a virilidade é pouca – sorrir.

— Essas piadas não são engraçadas quando veem do rei, mas finjo para não desmerecer meu cargo.

— Ah claro, é ai que entra a tal nobreza?

— Correto!

Sai do escritório ainda rindo, era incrível como ele não aceitava ser motivo de piadas, enquanto isso eu era obrigado a ouvir suas besteiras todos os dias.

Agora que não havia mais nada pendente, posso descansar o mais longe possível. Não aguento meus pais andando por esses corredores como se fossem os donos desse lugar, eles acham mesmo que não estou vendo nada? Sou ainda pior que George, ele não tinha o poder de ver e ouvir o mesmo que os lobos.

Katherine precisará aprender sobre Daargen para poder governar Wolf White, e nem tudo esta em livros. Essa é a parte mais complicada, depois viajaremos até Starshine, ela amará o reino das fadas com toda certeza, farei o possível que seja tudo muito agradável. Será bom estar finalmente com alguém. Na maioria das vezes minha única companhia é Gregory, e ele é péssimo em me ajudar nos problemas e desagradável na maior parte do dia.

Entrei no meu quarto sentindo cheiro de sangue, fui até a varanda tendo a visão de uma cena até um pouco engraçada. Thunder dividia um cervo com os dois dragões, Snowy olhava de longe os três aproveitarem o lanche. Como esse lobo consegue entrar com animais mortos sem ser visto? Esta se tornando uma rotina um pouco incomoda.

— O que eu disse sobre animais mortos no meu quarto? Como terei uma esposa se você traz bicho morto?

Thunder me encarou todo sujo de sangue, passei a mão pelo rosto. Cruzei os braços esperando algum de seus olhares em reposta, mas ele só voltou a comer. O dragão amarelado veio na minha direção tentando soltar ruídos parecidos com o de Winter, abaixei para que ele pudesse subir pelo meu braço, e assim fez, enrolando seu rabo em meu pescoço e encostando sua boca molhada de sangue na minha bochecha.

— Acho que você é o mais carinhoso dos três – sorri.

Sentei-me na varanda com minhas companhias incomuns, quem diria que um dia tal coisa aconteceria no castelo de Daargen, mas precisamente, no quarto de George Nicolai, espero que ele esteja muito bravo vendo essa cena, já posso imaginar seu olhar desacreditado. É isso que acontece com pessoas que não acreditam na existência de deuses.

Mandei um bilhete para Katherine avisando-lhe que arrumasse suas malas, pois partiríamos amanha o mais cedo possível. Teríamos finalmente um tempo a sós e eu estava animado com a ideia.

 

Um ano antes de Arthur Normandia se tornar desertor...

O príncipe de cabelos castanhos riu em descrença ao ouvir tudo aquilo do seu pai, porque foi tão difícil pra ele acreditar? Estava bem a sua frente! Ele seria um inútil pesqueiro enquanto seu irmão usaria uma coroa. Era isso que ganhava por ser muito melhor com uma espada que Pietro.

Um rei que não luta é imprestável.

— Não é tão ruim quando imagina, gostará de Bluemine. É um dos reinos mais belos de Lesirih.

Para o mais novo dos Normandia, quem carregava a mais pura beleza eram os dragões, sua vontade de matar o Grande Rei era imensa, a cada batida do seu coração selvagem o desejo sufocava mais e mais. Não podia contar ao seu pai, eram aliados, e o mesmo nunca ajudaria.

— Não me importo pai, posso voltar para a festa agora? – o homem de cabelos castanhos escuros assentiu vendo seu filho correr de volta para o salão principal onde ocorria a festividade em homenagem ao seu filho mais velho.

Arthur não entendia porque seu pai se incomodava quando ele dizia que se tornaria rei. Ainda podia conquistar reinos ou casar-se com uma princesa. O pensamento de vê-lo coroado era tão repugnante assim? Não entendia os motivos do seu pai, e algo lhe dizia que se aprofundasse em seus desejos, ficaria decepcionado.

O príncipe correu para o jardim sentindo-se mais livre.

O castelo de Dawn Fire possuía um dos mais belos jardins dos reinos de fogo, era uma imensa construção que guardava alguns segredos de Daargen em sete chaves, junto com metade de seu glorioso exercito. Arthur amava sua casa, e odiaria partir para viver em outro lugar. Bluemine não enchia seus olhos, viver no meio de lordes metidos não lhe agradava, sempre gostou de conviver entre guerreiros poderosos.

— Ei nanico, foi pra onde? – Thomas perguntou se aproximando, o príncipe de olhos dourado não lhe respondeu, odiava aquele apelido – Não seja intolerante com os nomes carinhosos.

— Carinhosos? Você é repugnante.

— Não me confunda com você nanico.

Arthur ignorou a pessoa mais imprestável da festa para dar uma volta. Havia tantas pessoas que ele ainda não conhecia, era frustrante saber que muitas o conheciam apenas por ser o futuro pesqueiro.

— O que seu pai queria? – Ariana perguntou, ele deu de ombros indiferente.

Não contaria seus problemas a ela, tentava ao máximo manter da distancia da menina que vivia lhe rodeando com a intenção de ser útil. Não havia nada nela que o interessa, mas o sentimento não era reciproco, Ariana guardava dentro de si um amor que só crescia, seu irmão sabia e sempre ria da mais nova quando a via suspirar.

— Não foi nada, bobeira de velho – ela sorriu.

— Ei Ariana, venha cá – seu pai a chamou, não precisou gritar ou implorar como normalmente Guilherme fazia para chamar atenção do seu filho mais novo. Curioso Arthur foi até eles em passos lentos observando aquela movimentação, ele os conhecia brevemente – Cumprimente Charlie Wright, sua esposa Margaret Tudor e seus filhos, Katherine Wright e Charlie Wright.

— Prazer em conhecê-los – a pequena princesa curvou-se brevemente, a linda rainha de Bluemine sorriu encantada.

— Sua filha é lindíssima, e tão educada – Henrique assentiu apreciando o elogio da rainha.

— Ariana será uma futura líder, assim como meu primogênito.

A menina de cabelos castanhos e olhos safira pegou o livro que estava sobre sua mesa, aquele assunto parecia entedia-la assim como fazia com Arthur, para a surpresa do príncipe ela lia sobre Dawn Fire.

Por qual motivo estudar sobre algo que esta bem a sua frente? Pensou incrédulo.

— E essa menina é muito estudiosa – Henrique observou a menina parecendo curioso.

— Ela ama a história de Lesirih, a leitura será seu amante para sempre – seu pai a encarou com olhos brilhando de orgulho.

— Você se garante tanto assim Katherine? – Henrique perguntou recebendo um olhar desafiador da pequena menina de oito anos.

— Não há nada mais fatal que o conhecimento majestade – um sorriso satisfatório nasceu em seus lábios, ele assentiu parecendo perdido em seus pensamentos.

Sua filha não chegaria aos pés daquela menina de olhos safira, Charlie havia feito um bom trabalho, muito melhor que o dele. Tinha que admitir que ninguém venceria os Wright em quesito educação.

— Sua filha é incrível Charlie, será uma honra tê-la governando Bluemine um dia.

Sua declaração fez a bela rainha de cabelos castanho entortar o nariz. Ariana cansada de estar ali fez um sinal para que Katherine a acompanhasse, a menina pareceu um pouco confusa, mas foi assim que seu pai a permitiu deixar seus estudos de lado. As duas pareciam possuir a mesma idade, Katherine era alta e vestia-se como uma líder, seu pai queria que todos a vissem da maneira que ela será daqui uns anos.

— Ei Arthur, essa é a Katherine de Bluemine – apresentou para o príncipe de olhos dourados, ele não conseguiu segurar o suspiro de frustração, aquela pirralha tinha a sua altura, era frustrante saber que foi fiel ao sangue antigo da família do seu pai.

— Quantos anos têm? – perguntou o menino ainda incrédulo.

— Oito – a princesa de olhos safira respondeu, o príncipe bufou decepcionado.

— Ei vamos brincar de pique esconde no castelo, está vazio – Ariana abriu um sorriso sapeca, sendo acompanhado por Arthur, Katherine ainda não estava familiarizada com aquilo, mas aceitou a propsta.

Um grupo de crianças juntou-se em uma parte importante do castelo, enquanto todos discutiam os olhos safiras curiosos permaneciam nas belas pinturas expostas nas paredes, Arthur não entendia o problema dela, estava além da sua compreensão. Thomas tentava ao máximo chamar a atenção da princesa de Bluemine, mas a mesma o ignorava sem muito esforço, meninos não lhe interessava tanto assim.

— Eu irei procura-los – Pietro gritou chamando para si a atenção de todos – Acharei todos como sempre.

— Mas você nunca me achou – seu irmão mais novo disse fazendo Thomas sorrir.

— Se dará bem na hora de se esconder do exercito dourado do rei.

— Não seja estúpido, eu liderarei aquele exercito – Arthur revirou os olhos, todos o encararam um pouco assustados, mas Katherine não.

A brincadeira começou, Pietro contava escondendo um sorriso enquanto mantinha os olhos fechados. Katherine perdida viu todos se esconderam em ótimos lugares, ela continuou andando sem fazer um barulho sequer. Seus passos cessaram ao notar um longo corredor, tinha se perdido. Seu pai aconselhou a ficar parada esperando ser achada caso acontecesse e foi como fez. Desejou ter em mãos um livro para passar o tempo.

Encostou se na parede como se pudesse realmente se esconder ao ouvir passos correndo, o príncipe deu uma gargalhada alta e um pouco escandalosa, parou na sua frente.

— Ele nunca vem aqui, tem medo dos fantasmas.

— Não existem fantasmas – disse convicta, os olhos dourados se tornaram escuros por meros segundos como de um felino.

— Vou mostrar – fez um sinal para que o acompanhasse, então ela fez, sua curiosidade era imensa.

Correram pelo corredor mal iluminando parando na frente de uma porta no final dele, Arthur estava eufórico para fazer isso com alguma menina, já imaginava os gritos histéricos. Não fazia com Ariana porque ela era muito chorona e tudo era motivo para abraça-lhe. Entrou no salão abandonado, tinha muitos moveis cobertos por panos brancos, Katherine espirrou odiando sua alergia cruel.

— Sem fantasma, só um lugar velho – sussurrou desapontada, voltou a encarar Arthur, mas o príncipe tinha sumido.

Revirou os olhos esperando a hora que ele iria tentar assusta-la, era muita tolice para alguém tão pequeno. Cocou o nariz desinteressada quando um mesa começou a se mexer sozinha e por debaixo dela apareceu uma cobra amarelada, aproximou sem demonstrar nenhum medo, levantou o pano vendo o príncipe de olhos arregalados com o réptil em mãos.

— Não é certo fazer isso com os animais, vai fazer as pessoas odiá-lo.

— Nada disso, ela é muito amorosa – saiu debaixo da mesa, deixou que a cobra se enrolasse em seu braço – Por que não está com medo?

— Não tenho medo de animais e sim das pessoas que o matam.

O príncipe de olhos dourados ficou imóvel olhando para aqueles olhos safira, com certeza era o mais lindo que já tinha visto. Porem, ela era difícil de assustar, não lhe agradava ficar com pessoas assim. Uma hora ou outra o assustado seria ele.

— Você é muito estranha sabia? Deveria gritar.

— Pra que gritar? De longe vejo que a cobra é domestica!

Arthur balançou a cabeça em negação, uma menina de oito anos estava o desafiando.

— Qual o nome dela? – perguntou curiosa, o príncipe esboçou um pequeno sorriso ao ver alguém interessada na sua cobra de estimação, seus pais odiavam, principalmente sua mãe.

— Dracne – a menina sorriu passando a mão pela cobra – Também tenho um enorme lagarto e um camaleão – os olhos safira brilharam.

— Legal, onde estão?

— No meu quarto, vamos lá.

Como sempre acontecia , Pietro não achou o irmão mais novo, nem mesmo a princesa de Bluemine. Thomas estava frustrado, era mais velho que ela, mas não ligava, precisava mesmo de uma esposa mais jovem, poderiam se casar assim que ela chegasse a maior idade. Passou a festa inteira rindo da sua irmã que havia ficado triste por causa de Arthur, não era isso que ela imaginava para essa noite. Ele sabia o que ela queria, mas o príncipe de olhos dourados presava muito mais seus animais que princesas choronas.

Enquanto isso Arthur e Katherine conversavam sobre répteis, ela lhe contava tudo que aprendeu com seu pai e dos livros que lia. O menino nem piscava, fazia muito tempo que ninguém lhe contava histórias, tinha ficado um pouco nervoso, pois nunca havia trago uma menina em seu quarto, somente seu irmão.

A menina de olhos safira o intrigava como jamais alguém fez antes, por um instante achou tudo aquilo mais interessante que dragões e feras que se escondiam nas altas montanhas. Desejou que o tempo passasse mais lentamente, mas ao mesmo tempo queria que tudo fosse de imediato, para morar em Bluemine e ouvi-la para sempre.

Ele achava bobo pensar em família e nobreza, sempre quis viver sozinho em um palácio com sua coroa, mas agora ele pensava que até poderia passar a eternidade sozinho, mas seria muito mais agradável se ela estivesse ao seu lado, contando-lhe tudo que aprendeu lendo seus diversos livros.

Ele não cansava de ouvir e ela de falar todo o seu conhecimento, não havia ninguém para conversar em Bluemine, ele era o primeiro que sentou para realmente ouvir. Isso a agradava, e por um instante esqueceu que aquele era um Normandia, pensou o quão agradável era sua companhia.


Notas Finais


Esse flashback será explica mais pra frente, na verdade o motivo do otp não se lembrar com clareza.
Vestido de Katherine: http://saintstormi.tumblr.com/post/176899333049


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