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História The (good) tragedy - Nosh - Capítulo 16


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Notas do Autor


Estamos bem próximos do fim...

Capítulo 16 - Try Me


-Noah's Pov-

Quando já estávamos numa altura boa, Marie resolveu começar a falar.

- Estamos planejando isso a anos. Antes mesmo de você nascer. Queríamos uma pessoa, de preferência adolescente, com o poder de distorcer a realidade e controlar a mente de pessoas. Quando lançamos o Tsunami sobre vocês, colocamos uma substância química capaz de gerar poderes, mas somente em crianças. Por isso esperamos que tivesse o mais número possível de crianças até 13 anos na área da praia, para que a substância possa afetá-las. Quando descobrimos que vocês acordaram do coma, imediatamente iniciamos buscas para saber o lugar aonde vocês estavam, tudo para achar você. Como aquele garoto dos olhos azuis te chamou mesmo? No?

Sinto uma pontada quando ela menciona Josh. Acabei de o deixar. Mas foi para salvar a vida dele e dos seus amigos.

- Noah. E por que isso tudo?

- A alguns anos, cientistas descobriram que será possível nós nos habitarmos em uma das luas de Júpiter. Desde que descobri isso quis ser voluntária para testar se era realmente habitável. Mas as autoridades não deixaram. Disseram que a Terra era um lugar perfeito e que não precisaríamos de outro habitat para vivermos. Eu não acredito nisso. O ser humano tem destruído a Terra cada vez mais. Queimando plantações, jogando lixo na rua, matando cada vez mais animais. Vai chegar a hora em que teremos que usar máscaras de oxigênio para sobreviver se continuarmos nesse ritmo.

Ela tem um ponto.

- Mas por que matar meus amigos?

Ela sorri maliciosa e Louis a acompanha, ainda receoso do que eu posso fazer.

- Isso é só por diversão mesmo.

Sinto meu punho cerrar e mordo a parte interior de meu lábio para não gritar com ela ali mesmo. Respiro fundo e a olho.

- E aonde eu entro nisso tudo?

- Você controla a mente das pessoas querido. Vamos te usar para controlar a mente da maior quantidade de pessoas úteis possíveis e vamos para a tal Lua.

- Sem o querido, já falei. Como assim pessoas úteis?

- Médicos, policiais, soldados, cientistas, historiadores, geógrafos, cartógrafos, juízes, advogados, professores, contadores, matemáticos, físicos, todas as profissões envolvidas nesse meio e mais algumas ainda.

Abro minha boca.

- Quantas pessoas você pretende levar?

- De início só algumas. Cobaias para ver se vai realmente funcionar.

- E se não funcionar?

- Se não funcionar... Todo o experimento terá sido em vão. Aí mataremos você e seus amigos.

Sorrio de canto.

- Tentem.

Me levanto e procuro um banheiro no avião. Vou andando até o fundo e entro no banheiro que encontrei, trancando a porta. Quero ter uma daquelas visões, com Josh. Mantenho meu pensamento nele, nas características dele. Me vejo no espaço preto de novo e escuto vozes, dessa vez, familiares.

Vou até a porta visível e entro, vendo Josh e todos os meus amigos, incluindo Kyle, Yonta e Simon.

- O que que ele tem na cabeça?

Diarra perguntou, visivelmente nervosa. Todos estavam nervosos ou tristes. Josh estava em um canto, chorando, com os olhos totalmente inchados e vermelhos.

- Ele tentou salvar a nossa vida...

Disse Shivani.

- Não tentou, ele salvou a vida de vocês.

Disse Yonta forçando um sorriso, o que não deu muito certo.

- Agora nós temos que salvar a dele!

Savannah exclamou fazendo todos concordarem.

- Como vamos descobrir aonde ele está?

Fui tirado da visão com o barulho de uma batida na porta do banheiro.

- Quem é?

- Sou um dos seguranças que você fez a arma virar pó. Só queria saber se tá tudo bem, tem alguns minutos que você tá aí dentro.

- Tá... tá tudo bem sim. Já estou saindo.

Dou descarga no vazo e limpo meu nariz. Saio do banheiro e vejo o segurança, agora sem capacete esquisito ou armadura gigante, somente ele. Era um pouco mais alto que eu e não parecia ter mais de 23 anos. Tinha a pele clara e os cabelos negros e curtos.

- Qual seu nome?

Ele me pergunta.

- Noah. Pensei que você tinha ouvido minha conversa com a loira e o velho.

Digo e ele solta uma risada. Ele, apesar de trabalhar para a equipe de ratos, parecia uma pessoa boa.

- Sou Newt. Sei que trabalho para pessoas que você odeia mas... não queria - ele sussurra - só preciso fazer meu dinheiro.

Sorrio de canto e me sento em um banco bem longe de Marie e Louis. Faço sinal para Newt se sentar do meu lado e ele o faz.

- A quanto tempo você trabalha com a equipe de ratos?

Ele ri e eu reparo que usei o codinome que dei para eles.

- Equipe de ratos?

- Sim. Você não entenderia se eu te explicasse.

Ele sorri e assente.

- Quase 2 anos.

- Você parece muito novo para sair por aí carregando uma arma daquelas.

- E você parece muito novo para pressionar Louis na parede e ameaçar de matar ele. - Rimos - Além de transformar as coisas em pó, o que mais você consegue fazer?

- Isso.

Deixo um pouco de minha magia brincar entre meus dedos, como fiz com o segurança do avião naquela vez.

- Uau.

- Tem mais. Posso ler sua mente.

Ele levanta as sobrancelhas.

- Não.

Ele fala sarcástico.

- Duvida? Pensa em alguma coisa.

Foco nele e consigo ler sua mente.

"Eles provavelmente vão me colocar na nave que vai testar cobaias para ir pra tal Lua"

Nem parece que acabei de conhecer esse garoto. Me sinto tão mal por ele.

- Eu não vou deixar isso acontecer. Acredite em mim, eles não vão te colocar naquela nave, eu não vou permitir.

Ele abre a boca mostrando sua surpresa e sorri.

- Isso é incrível! Você conseguiu ler minha mente! E obrigado.

Sorrio de volta.

Depois de alguns minutos o avião pousa e eu me levanto - ainda estava sentado perto de Newt - andando em direção à porta.

Saio do avião e vejo um conjunto de prédios, muito maiores do que a CEPS. Com certeza esse lugar também tinha um nome, provavelmente aterrorizador.

- Lindo não é? Tudo que construimos, simplesmente para uma razão. - ela sorri - Chamamos de OIDI.

Nomezinho mais esquisito, pensei que seria algo como "CRUEL" (referências).

- Sigla para?...

Perguntei a olhando.

- Organização Internacional de Descobertas Inovadoras.

- Falando assim até parece que não gosta de matar pessoas por diversão.

Murmurei baixo e escutei Newt rindo do meu lado. Ele já estava com uma arma na mão de novo, embora eu não soubesse o por que. Marie se precipitou e começou a andar em direção ao prédio. Louis, o cara que eu ameacei matar, foi andando ao lado dela, parecendo estar tão satisfeito quanto. Newt fez uma referência para que eu fosse atrás e eu fui.

Eu gostava de Newt, tinha algo nele que me fazia sentir que ele era um cara legal, talvez um amigo para eu não ter que conversar com as paredes quando estiver nesse inferno.

Adentramos o prédio principal e Marie pegou um caminho pela direita, me fazendo segui-la.

- Vamos nos encontrar com os primeiros cobaias agora. Eles estão em uma sala, perto de meu escritório. Você vai fazê-los querer ir para o espaço. Vai controlar a mente deles.

Aquilo me doía no coração. Muito. Se a tal Lua não fosse habitável eles iriam morrer.

- Quantas pessoas você vai mandar primeiro?

Perguntei a fazendo sorrir e parar no corredor, abrindo uma das portas. Pude ver 3 pessoas presas em caixas transparentes e gigantes com alguns buracos para entrada de ar e um para a de comida e água.

- Não se preocupe, nós os alimentamos bem. Um deles é piloto, um é cientista e o outro professor. Vamos dar 3 dias para você descansar e renovar a fonte de seus poderes, até lá, você pode ficar em um quarto perto do dos seguranças - sorri, iria ficar em algum quarto perto de Newt - Temos alguns individuais, mas se você quiser dividir o quarto com algum deles.

Penso em Newt, será que iria ser menos tedioso dividir o quarto com ele?

- Quais os nomes dos seguranças com que eu posso dividir quarto?

- Temos James, Thiago, William, Newt, Theo e Chris.

Olhei para Newt e ele fez um movimento positivo com a cabeça. Sorri e a olhei.

- Pode ser com o Newt mesmo. Agora eu quero dormir.

- Você não está na posição de fazer exigências Sr. Urrea.

Louis disse atrás de mim e eu o encarei.

- Pra quem tá me chamando de Senhor eu acho que tô sim né? Não esquece que, seu eu quiser, derrubo essa organização inteira.

Sorrio e saio do quarto acompanhado de Newt, que iria me levar até nosso quarto.

- Eu já falei que adoro quando você ameaça o Louis não é? Ele é um desgraçado.

Rio (de Janeiro).

- Concordo. Só espero que eu não tenha que derrubar essa associação.

Mordo o interior de meus lábios por que, de algum modo, Josh me veio a cabeça. Newt reparou e parou em frente a porta do quarto.

- O que foi?

Ele abre e nós entramos. Me sento em uma das camas o olho.

- Perdi o garoto que eu amo.

Ele fez uma expressão triste e colocou uma de suas mãos em meu ombro.

- Só espero que essa Lua não seja habitável. Aí todos nós nos livramos do peso.

Sorrio fraco e o olho.

- Vou dormir um pouco. Se alguém te encher o saco você me acorda.

Ele sorri e assente com a cabeça. Me deito na cama e deixo o sono tomar conta de mim.

(Tá pequeno , eu sei, tô com ideias vagas no momento. Próximo capítulo vai mostrar como ficou lá na CEPS, vai mostrar a situação deles e tudo mais.)



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