História The Guardian - Capítulo 2


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Park Jimin (Jimin)
Tags Amizade, Amor, Aventura, Bangtan Boys (BTS), Comedia, Drama, Fluffy, Históricos, Jimin, Jungkook, Magia, Mistério, Revelaçoes, Romance
Visualizações 12
Palavras 1.707
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Fluffy, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - A Beleza por trás da Máscara


Fanfic / Fanfiction The Guardian - Capítulo 2 - A Beleza por trás da Máscara

A cabeça pede compaixão. Os braços doem. O corpo pesa. Sentindo uma leve brisa contra o rosto, Nyang começa a despertar aos poucos de seu sono relaxante. Bocejando e se espreguiçando, um resmungo é solto após retirar o pano dos olhos e ser recebida com a claridade do sol em suas vistas. Bufando, a garota volta a colocar o pano.

— Jungkook... Fecha a janela - Nyang pede, se virando para o outro lado.

Ninguém responde. Os pássaros cantam.

— Jungkook?

De repente, algo estranho é tocado por seus dedos, algo... Molhado? Retirando o pano que cobre os olhos no mesmo instante, uma vasta lagoa preenche seu campo de visão. Seus olhos se arregalam. Imediatamente ela se senta no chão, esfregando seus olhos três vezes seguidas até determinar que não se tratava de um sonho. Parada e estática no lugar, completamente confusa. Nyang não reconhece o ambiente ao qual acordara.

— Dia? - Ela murmura, se perguntando quantas horas havia ficado desacordada. Coçando a nuca de forma lenta e sonolenta, seus olhos piscam algumas vezes até se acostumar com a claridade do local.

Pedras, água cristalina, arvores e uma vegetação formidável. Uma vista digna de pintura. Uma paisagem que Nyang nunca havia visto antes. O despertar da memória a acorda para a realidade. A frustração é clara quando tateia o seu corpo e percebe que não está mais com o frasco do curandeiro. Batendo a mão num punho fechado contra o solo, ela se amaldiçoa ao ser tão descuidada. Já podia ouvir Hoseok a repreendendo por tal atitude. No entanto, Hoseok não estava ali. Sem carruagem ou soldados. Ela está sozinha. Sozinha naquele lugar desconhecido.

A garota boceja.

— Pegue a pedra do lado esquerdo e caminhe em frente - Uma voz feminina ordena em seus ouvidos.

Soltando um grito pelo susto repentino, Nyang olha para todos os lados antes de conseguir se levantar do chão e correr para a arvore mais próxima. Se escondendo, a adaga é puxada de sua cintura para se proteger da presença que se aproximou de modo silencioso. A adrenalina volta. Ela se agacha perto do tronco e olha ao redor. Não há ninguém. Nada. Nenhum inimigo. Somente o som próprio da manhã. Por um momento, Nyang leva em consideração se pode estar enlouquecendo. Ela ri. Isso seria impossível, não passava tanto tempo debaixo do sol quente durante o verão para começar a ter alucinações. A teoria é descartada, enquanto balança sua cabeça de forma negativa.

— Rápido, eles estão te esperando - A voz diz subitamente, fazendo com que o sorriso saia de seus lábios no segundo seguinte.

Seus pés perdem a compostura no primeiro passo adiante, desequilibrando. A mão é posta contra o peito com a respiração totalmente descompensada. Novamente, não há ninguém. A garota se irrita. Seu pé bate com força contra a terra em censura.

— Quer parar com isso! - Nyang grita para a voz feminina, tomada por outro susto - Se está tentando me matar, diga de uma vez! - Grita aos ventos.

Sem obter uma resposta, a garota bufa saindo detrás da arvore. Se fosse algum espirito que a trouxe até ali, agora já passava dos limites com suas brincadeiras. O medo dá lugar a irritação. Prendendo os seus cabelos, a terra é tirada de sua roupa e o rosto é lavado com a água fria do lago. Nyang solta um suspiro, sabendo que se encontra completamente perdida, e talvez, maluca.

— Caminhar em frente... - Repetindo as palavras que o espirito havia dito, Nyang anda aos passos lentos e hesitantes para onde estava deitada minutos antes - Tudo bem, eu estou aqui! E não estou vendo pedra nenhuma! - Informa mais alto, temendo que o espirito possa não ouvi-la - Ei! Você está aí? - Indaga, olhando a sua volta.

Colocando as mãos na cintura, sua busca pela pedra termina no momento em que ela percebe algo brilhar debaixo de uma folha. Uma pedra azul e reluzente, que se torna fácil de ser encontrado assim que o fino raio de sol bate contra sua estrutura. Dando um passo a frente, Nyang sorri ao analisar melhor o que o espirito estregara a ela. Mesmo que não tenha a mínima ideia do que era feito seu material, sabia que valia um bom dinheiro. A irritação dá lugar a alegria.

— Se quiser me assustar mais vezes, eu não me importo! - Nyang expressa animada para o espirito, começando a caminhar em frente.

Seguindo o caminho sem se desviar nenhuma vez nas outras trilhas que surgem pela estrada. Sua intuição obedece fielmente ao espirito que depois de sua ultima ordem, deixa de falar com a garota. Um detalhe que para Nyang pouco importava, sua atenção se concentra somente na pedra azul. A mente vagueia numa desculpa para dar a seu irmão por ter quebrado sua promessa. Apesar de sempre acabar a perdoando, o processo para isso acontecer é muito extenso. Na ultima vez que isso aconteceu, Jungkook ficou três dias sem falar com ela.

Uma memória que Nyang detesta relembrar, já que teve que lavar a louça e limpar a casa durante este tempo em pedido de desculpas.

A cada passo dado, no horizonte, uma estrutura se torna mais nítida. Dois pilares enormes de cor branca enfeitam o que parecia ser a entrada para um templo. A pedra é guardada. Após uma hora de caminhada, finalmente estava chegando em algum lugar. Nyang sorri. Informações e um pouco de água são tudo do que precisa neste momento. Por mais que seja os primeiros dias da chegada do inverno, o sol ainda castiga seu corpo durante o dia.

Sua garganta seca implora por algum liquido.

— Wow! - É a primeira coisa que expressa assim que chega na entrada.

Observando a trilha de pedras brancas ao chão, seus olhos se encantam com o detalhe que transforma a pequena estrada composta por arvores. Nunca havia visto tal coisa, em nenhum templo. O caminho segue no branco das pedras, como um tapete estendido para seus visitantes se sentirem bem-vindos. Como uma criança, Nyang se sente como a própria imperatriz ao atravessar a trilha enfeitada. Hoseok e Jungkook surgem em sua mente enquanto cantarola uma música de ninar. Ambos, assim como ela, também iriam se encantar pela estrada. Ao final do gracioso caminho, uma grande pedra com algumas marcas puxa sua curiosidade por poucos segundos. Sua atenção se fixa no jardim a frente. Aquilo não se tratava de um templo. A avaliação que Nyang captura, a faz morder os lábios. Talvez tenha cometido um erro. Invadido sem querer a propriedade privada de algum rico da cidade.

Tinha que sair dali.

Dando um passo para trás, um estranho movimento é ouvido atrás de seu corpo. Uma corda com um objeto de aço na ponta voa pelas sombras das arvores do lado esquerdo. Por instinto, num rápido movimento, Nyang se abaixa. Sua adaga é puxada da cintura. Está alerta, sabe que teve sorte. Sem ter tempo para analisar ou pensar em fugir, outra corda a ataca, desta vez, em direção ao seu estomago. Bloqueando com sua adaga, a corda cai frouxa ao chão, antes de desaparecer feito fumaça bem na frente de seus olhos. Ela se espanta.

— Impossível - Sussurra, abismada.

Com o galho se quebrando do seu lado direito, ela consegue enxergar uma roupa branca em detalhes escuros saindo em disparada entre as arvores. A impressão que teve de ter visto cabelos brancos voarem, a deixam atordoada com o tipo de criatura seria aquela. O arrastar de pé a incentiva levantar sua adaga. O bloqueio da espada faz um barulho irritante aos seus ouvidos quando as laminas se tocam num confronto. Seus olhos se arregalam.

— Quem é você? - A presença em sua frente questiona, com as armas de ambas as partes levantadas. Os bloqueando de um ataque fatal.

Sem reação e com força apenas o suficiente para impedir que aquela espada não a consuma para a morte, Nyang não consegue desviar a atenção do olhar ameaçador por trás da mascara de aço. Seus olhos são ferozes, assim como o tigre que é desenhado no objeto que cobre seu rosto. Sua visão periférica não a enganara. Os cabelos brancos, grandes e lisos do homem voam como pétalas no outono com a ajuda do vento. Seus batimentos batem tão forte contra seu peito que chega a doer. Nyang se encanta e é hipnotizada por aquele ser tão distinto.

— Ninguém, entrei aqui por engano - Ela responde de modo quase monótono.

— Como alguém entra por engano na propriedade do clã Gwishin? - Ele questiona, não deixando de encara-la.

— Gwishin? - Nyang repete, com o soar familiar que aquele nome trás.

Dando um passo para frente, forçando a espada para alcançar seu pescoço. Nyang se afasta com um passo para trás, firmando sua adaga que começa a latejar em sua mão com tamanha força para impedir sua ação. Por algum motivo, mesmo que aquele homem não a conheça, não a hesitaria em mata-la. A garota dá outro passo para se afastar de sua presença. O tilintar no chão chama sua atenção. Ele se afasta.

— A esfera? - O homem murmura, abaixando sua espada.

Sem entender, Nyang observa o homem se agachar a sua frente. A pedra azul é recolhida do chão com cuidado. O homem volta sua atenção a garota. Seus olhos a avaliam por longos segundos. Sem entender, Nyang olha se não tem ninguém atrás dela. Se perguntando por qual motivo sua ira se cessou tão rápido a partir do momento em que viu a pedra misteriosa.

— O que foi? Por acaso tem alguma coisa na minha cara? - Ela zomba na defensiva, estranhando seu comportamento.

Sem responder a sua provocação, o homem guarda sua espada na bainha, que assim como seus cabelos e sua roupa, se concentra no tom extremamente branco de inverno. De repente, a mascara é retirada de sua face, revelando o belo rosto de um guerreiro que foi abençoado pelos deuses. Por um instante, Nyang deixa de respirar. Nem os homens mais belos que tinha visto em suas viagens se comparava a sua beleza. Seu rosto é como porcelana. Branco como a neve, seus lábios carnudos se destacam com seu tom meio rosado. 

Nyang paralisa em seu lugar.

— Preciso que venha comigo - Ele ordena, começando a caminhar em frente.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...