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História The Guardian - Capítulo 13


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Notas do Autor


Me desculpem se eu demorei

Aqui está mais um capítulo prontinho

Capítulo 13 - Conectados


Fanfic / Fanfiction The Guardian - Capítulo 13 - Conectados

25 de maio de 2019

― Amy, vamos.

― Se me apressar mais uma vez eu não respondo por mim ― Amy ameaçou bufando enquanto amarrava os cabelos.

― Mas o papai está esperando ― Jack tentou argumentar entrando no quarto.

― Quem tá carregando um bebê? Ele que espere, aquele idiota irritante.

Jack balançou a cabeça em negativa, sorrindo, e se aproximou para selar seus lábios rapidamente.

― Está muito cansada?

― Oh, sim não entendo como uma criança pode ser tão agitada, nem os gêmeos eram assim ― Amy resmungou acariciando a barriga de seis meses ― Sinto falta de não ter meus órgãos sendo chutados.

― Com certeza herdou essa animação de você ― Jack brincou juntando suas mãos às dela.

― Nisso preciso concordar.

― Vamos, amor... é apenas um jantar.

Amy rosnou entre dentes e desistiu de arrumar os cabelos, deixando-os soltos e um pouco bagunçados.

― Se Crowley me irritar mais uma vez...

― Eu mesmo o transformo em cinzas, prometo.

― Você é um ótimo noivo, sabia? ― Amy finalmente cedeu colocando as mãos sobre os ombros dele.

Repentinamente ela apertou seu ombro e se curvou, gemendo de dor.

― Amy? O que foi? Amy! ― Jack a segurou antes que caísse e a carregou para a cama.

Amy ofegou e sentou na cama com um sobressalto. Não conseguiu processar o que estava acontecendo antes de sentir seu estomago queimar e enrolar, então só teve tempo de se virar e vomitar o pouco que tinha comido e aparentemente não era nada além de liquido.

Pesadelo? Sim, era só um pesadelo!

 De repente havia mãos afagando suas costas, confortando-a.

― Tudo bem... você vai ficar bem, prometo.

Jack. Ela fez uma careta de nojo e estremeceu com a queimação em sua garganta.

― É impressão minha ou gosta de fazer promessas? ― comentou apoiando suas costas no encosto da cama.

E para a sua surpresa sua companhia não se resumia a Jack.

― Garanto que isso é uma surpresa pra gente também ― Dean implicou com um sorriso maroto ― Principalmente a parte de cumprir o que promete.

― Com certeza não é de família ― Castiel complementou sarcástico fazendo o sorriso dele sumir.

Amy lançou um olhar encabulado para eles. Jack estava sentado ao seu lado, encarando-a com um olhar apreensivo e um copo de água em mãos, Castiel e Sam estavam sentados nas cadeiras que foram colocadas perto da cama e Dean estava apoiado na parede com os braços cruzados.

Nenhum deles parecia um recém-chegado e isso a assustava um pouco.

― Vocês... ficaram me observando dormir?

― Não por muito tempo, eu juro ― Jack se apressou em responder, claramente com medo de receber a irritação dela.

Ela pigarrou, sentindo-se um pouco sem graça com a situação, e aceitou o copo que Jack oferecia. Esforçou-se para lembrar do que tinha acontecido. Começou no café-da-manhã quando sentiu dores, depois tudo ficou confuso com cenas e vozes em sua cabeça, havia roubado a lamina de Castiel, feito ameaças, vomitado seu próprio sangue... lembrava-se bem disso... Provavelmente havia ficado inconsciente e de repente estava no meio de uma floresta no Canadá, com Jack. Essa parte ainda estava fresca em sua cabeça. Bunker. Escondera-se no quarto, mas minutos depois Dean apareceu e começou a falar coisas que ela nunca esperaria ouvir dele, depois... tinha dormido? Estava realmente cansada. Mas tinha certeza de que havia tomado um banho rápido e trocado de pijamas.

― Então... por que estou com essas roupas? Não lembro de estar usando elas quando... tudo aconteceu ― questionou reparando que usava roupas diferentes e não um dos seus pijamas.

― Suas roupas estavam sujas, então mamãe as trocou. Depois que ficou sabendo que queríamos conversar com você assim que acordasse, disse que você se sentiria mais confortável com algo que não fosse um pijama ― Sam respondeu gentilmente.

Certo. Então não tinha tomado banho ou trocado de roupa.

― Eu agradeço, ela estava certa. Mas não enrolem, falem o que vieram falar.

Sam apertou os lábios, receoso em começar a falar e Amy podia ver as mãos inquietas de Castiel, entrelaçando-se em sinal de nervosismo, mas surpreendentemente foi ele o primeiro a falar.

― Temos certeza de que o Nefilim já está na Terra.

Amy arquejou e quase derrubou o copo. O anjo claramente não conseguia iniciar aquela conversa com calma.

― Como é que é? Ele já nasceu? Como podem ter certeza disso?

― Não, calma ― Sam interviu ― Ele não nasceu, mas já foi... concebido. Castiel sentiu pela rádio dos anjos, como aconteceu no momento em que Jack surgiu.

Sentindo como se tivesse ganhado uma nova carga de energia, Amy colocou o copo sobre o criado mudo e se ajeitou na cama, cruzando as pernas.

― Alguma ideia de quem é a mãe? Ou o pai? Nossa, claramente não sabíamos de nada.

― E ainda não sabemos ― Dean declarou.

Amy cerrou os olhos na direção deles, incrédula. Porém, Castiel apenas deu de ombros e adicionou:

― Não tivemos muito tempo, mas pesquisamos e fizemos perguntas por dois dias sem pausa. Nem o Céu sabe o que está acontecendo. Seja qual for o anjo que deu origem a essa criança, está fazendo um ótimo trabalho ao escondê-la.

― Espera, dois dias? Por quanto tempo eu dormir?

― Três dias, apenas ― Jack deu de ombros.

Três dias? Oh Inferno...

― Tem mais uma coisa ― Castiel revelou.

― Nós somos conectados ― Jack revelou sem esperar.

Um vinco se formou entre as sobrancelhas de Amy. Não tinha certeza se tinha entendido o que acabara de ouvir.

― Mas do que inferno você tá falando?

― Ok, certo ― Sam balbuciou nervoso ― Vamos com calma.

― Eu não quero ter calma, quero respostas ― Amy se irritou jogando os cobertores para o lado e se levantando da cama. Suspirou passando as mãos no cabelo, perdendo um pouco do controle que tentava manter nos últimos dias ― Cansei de ter calma, ok? Fui atacada, engoli sangue humano por nenhum motivo conhecido, passei mal, virei demônio por cinco minutos, vi coisas sem sentido, vomitei, adivinha o quê? Isso mesmo, sangue, por quê? Não sei e provavelmente jamais saberemos! E acabou? Não! Claro que não! Acordei no Canadá, Jack estava lá, salvamos um bebê demônio, aparentemente ainda sou demônio o suficiente pra ficar presa em armadilhas estupidas e queimar em água benta então não, não me peçam calma. Apenas sejam diretos e falem de uma vez!

― Tudo bem! ― Dean exclamou erguendo as mãos como se pedisse calma, o que a fez revirar os olhos ― Só... tente não... você sabe, perder o controle e... você sabe.

― Dean ― Castiel o repreendeu.

― Jack, não me entenda mal, não tenho nada contra você ― Amy salientou começando a se arrepender pela explosão.

Jack balançou a cabeça em negativa, sorrindo.

― Não se preocupe com isso, eu entendo. Eu estava lá, lembra? Senti sua dor e sua confusão, o seu esforço em focar na criança e não nos seus questionamentos.

― Sentiu? Como assim? ― ela estreitou os olhos e em seguida os arregalou, compreendendo ― Oh... Oh! Então isso de conectados é... literalmente conectados?

― Começaram a desconfiar quando voltamos do Canadá, perguntaram como fomos aparecer lá. Afirmei que não conversamos sobre como você chegou lá, mas que eu somente a segui.

― Me seguiu?

― Sim, eu senti que você precisava de ajuda. De repente tudo o que eu queria era estar ao seu lado, literalmente.

Amy se encolheu, sentindo suas bochechas esquentarem violentamente, porém Jack não entendeu aquilo como um recado para se calar.

― Era forte e... incontrolável, sinto muito, quando notei já estava lá.

― Aparentemente Jack sente o que você sente e, por algum motivo, criou esse instinto protetor ― Dean esclareceu.

― Não ficamos esperando o dia todo, foi Jack quem informou que você acordaria em breve e disse que precisaria de um copo de água ― Castiel revelou.

― Não entendo... isso tem algum motivo? Nós fizemos alguma coisa que criou isso?

Sam deu de ombros, dando a entender que ainda não sabiam o motivo. Amy deixou os ombros caírem, como se houvesse um novo peso sobre eles, e cruzou os braços, começando a andar de um lado para o outro naquele canto do quarto. Em algum momento entre o instante que acordou e o presente gostaria de ter tido pensamentos bobos e insensatos, como todo o trabalho em vão que teve para fazer a comemoração coletiva de aniversário e a possibilidade da comida ter estragado, ou até mesmo dar alguma atenção à culpa que sentia por ter estragado o dia, mesmo que não tivesse sido intencional.

Porém só conseguia pensar na confusão desenfreada que estava se formando ao seu redor. Não era o que tinha em mente quando aceitou o acordo de Chuck. Tudo bem que não lembra exatamente dos detalhes do acordo ou do momento em si, mas tinha certeza de que jamais concordaria com algo que criasse tantos problemas para pessoas além dela própria.

Onde inferno eu me menti?

― Você precisa descansar ― Jack advertiu.

E pela primeira vez Amy lhe lançou um olhar colérico, pouco tentada a ouvi-lo.

― Precisamos encontrar os pais dessa criança ― determinou, ignorando-o.

― Já fizemos tudo o que está ao nosso alcance, Amy ― Castiel assegurou com cautela ― Não podemos fazer mais nada além de esperar e-

Esperar? Tá brincando, né? E o que vai acontecer até lá? Eu vou explodir alguém sem querer? Acordar na Ásia?

― Isso não é possível para demônios comuns.

― E também não é possível um ser humano se tornar um demônio do nada e olha só pra mim.

Castiel suspirou, desistindo de argumentar. Amy não se importou, qualquer um podia notar a gravidade da situação. Uma tonelada de questionamentos e nenhuma única resposta, era absurdo.

― Me deixem falar com ela ― Jack pediu sem encarar ninguém, focando os olhos no criado mudo ― Sozinho.

Amy o olhou atônita, como se o garoto tivesse acabado de ganhar um par de cabeças. Nunca o tinha ouvido falar naquele tom, sendo consistente e sério, e pela expressão do restante não era a única a ter o mesmo pensamento.

Dean ainda abriu a boca, com certeza pronto para dar voz aos seus questionamentos, mas Sam apenas o olhou e balançou a cabeça, impedindo-o. Também foi ele o primeiro a tomar a iniciativa de atender o pedido, levantando e puxando os outros dois para fora.

Subitamente Amy se sentiu pequena e vulnerável, sentindo-se presa entre o olhar analítico de Jack e a parede.

― O quê? ― apressou, nervosa.

Foi a vez de Jack se levantar e cruzar os braços, ficando diante dela. Amy quase deu um passo para trás devido à proximidade.

― Precisamos ser sinceros um com o outro ― ele disse de forma sugestiva.

― Mas eu sou sincera.

― Mesmo? Então por que sinto que está escondendo algo?

Amy desviou os olhos e ficou em silencio, emburrada. Jack não tinha o direito de exigir nada.

― Eu sei disso.

Precisou de alguns segundos para associar o que tinha acabado de ouvir e arfou, estreitando os olhos com irritação.

― Você... está lendo meus pensamentos?!

― Eu disse que estamos conectados ― Jack reiterou com temor, afastando-se minimante com a acusação ― Não consigo controlar, apenas acontece.

― Mas ouviu tudo o que pensei, não ouviu? Desde que acordei?

― Não, garanto. Não sei como acontece, quando percebo sua voz já está na minha cabeça.

― Não me importo ― Amy grunhiu entre dentes ― Só... tente não fazer isso. Eu não sou obrigada a compartilhar nada com você e não tenho que falar nada.

― Discordo ― Jack se manifestou. Ela prendeu o ar, preparando-se para explodir novamente, mas ele se apressou para continuar antes disso ― É verdade, não é obrigada a falar nada, mas eu acho que devia pelo menos tentar confiar em mim. Assim como tudo o que está acontecendo, essa conexão surgiu por algum motivo, só não sabemos ainda. Eu acho, sinto, que estou aqui para ajudar... no que for necessário. Eu sei que está preocupada, com medo e o motivo não tem nada a ver com o que aconteceu no Canadá, tudo isso está claro na minha mente como se fossem os meus próprios sentimentos, Amy, então não importa o que é, deixe-me ajudar.

Amy engoliu em seco e se afastou, apoiando as costas na parede, ainda ficando diante dele. Aquilo envolvia exatamente o que não queria: afetar os outros com seus problemas e com consequências das suas decisões. Jack era um bom garoto e era claro que confiava nele, sem nenhuma dúvida, mas nada do que carregava estava ao alcance das mãos inocentes dele.

É, não importava se o nefilim já tinha machucado ou matado alguém, ainda o via como um inocente que tinha se perdido no caminho e se machucado com a falta de escolhas. Ele teve que aprender sobre o mundo desde o início, em pouco tempo, e poucos se importaram em ter o trabalho de ajudar.

― Nada disso é por mim, eu juro ― Jack insistiu ― Não estou pedindo porque não gosto do que estou sentindo, eu só... não gosto de saber que você se sente assim. Não sei explicar, é uma sensação dolorosa, você é minha amiga e fez tanto por mim e eu gosto de você... por favor, apenas me deixe ajudar. Me deixe fazer algo por você também, prometo que não vai se arrepender.

Ele e as malditas promessas. Maldito olhar de anjo! Como se fosse um cachorro sem dono... Amy resmungou com desconforto. Crispou os lábios, tentando pensar em uma saída que a impedisse de falar, mas desistindo logo em seguida. Jack estava certo e, okay, mal não ia fazer. Não lembrava de ter sido proibida de revelar tudo para ele.

Certo?

― Tudo bem ― cedeu deixando os braços caírem ao lado do corpo e ganhando um largo sorriso como resposta ― Mas senta lá, isso pode demorar.

Jack praticamente correu até a cama e se sentou, cruzando as pernas, exatamente como ela fazia quando começava a narrar histórias ou falar longas respostas para suas perguntas. No entanto, tinha quase certeza que a expressão ansiosa dele não duraria muito.

Ela respirou fundo e se sentou na frente dele.

― Okay, o problema começou quando Chuck e Amara apareceram na sala da minha casa. E eu realmente não esperava ouvir nada do que ouvi.



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