História The Gunsling - Capítulo 12


Escrita por:

Postado
Categorias Black Veil Brides (BVB), Juliet Simms
Personagens Andrew "Andy" Biersack, Ashley Purdy, Christian "CC" Coma, Jacob "Jake" Pitts, Jeremy "Jinxx" Ferguson, Personagens Originais
Tags Drama, Romance, Romance Adolescente
Visualizações 69
Palavras 2.550
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oiee!! Alguns minutos atrasada, mas quase cumpri o prazo huahaua

Obrigada pelos comentários, favoritos, mensagens! Não existem leitores melhores que vocês <3

Capítulo 12 - O passado sempre retorna.


Ainda sem acreditar mantenho meus olhos junto aos seus. Não teria mesmo como ele saber dos M&M’s se não estivesse lá. Sinto as lágrimas percorrendo o meu rosto, estou tremendo, Chirstian jamais me perdoaria por isso e com certeza Andrew iria piorar as coisas por puro ciúme.

-Fez isso com seu melhor amigo por ciúmes? –Pergunto baixo suficiente para que apenas ele ouvisse. 

Ele continua tão próximo que tenho medo de me mover e acabar encostando nele. –Eu faria coisa pior com qualquer um que tentasse te roubar de mim. –Seu tom é calmo, ele parece realmente convencido de que nós estávamos tendo algo. -Você precisa entender que eu não vou me permitir te perder!

-Seu idiota, nós não temos nada. N A D A. Está ferrando a vida do CC por nada! –Estou indignada. Isso é ridículo!

-Não vai me convencer. Aquele traidor sempre falou o quanto te achava bonita e interessante. –Seu olhar desvia constantemente do meu. Percebo a raiva em sua fala. –Não tente me convencer daquilo que nem você acredita. Eu sei que vocês têm algo.

-Nós não temos absolutamente nada. Mas se tivéssemos isso não seria problema seu porque você querendo ou não, nós não temos nada e eu não te devo mais satisfações, Biersack.

-Não te dou uma semana pra voltar correndo pra mim, Lua!

-Pode começar a contar os dias, otário.

Antes que ele pudesse me responder passo por entre seus braços acelerando os passos e deixando o corredor. Eu não sei como eu poderia perdoá-lo por fazer tal coisa, mas ao mesmo tempo pode ser bom, pra que eu abra meus olhos para o tipo de pessoa que eu deixei entrar na minha vida. Acostumei-me a ceder aos desejos todas as vezes que eles aparecem e esqueci do quanto eu deixava pra trás pra viver essa loucura.

Sento-me na primeira fileira determinada a prestar atenção, afinal era tudo que me restava naquele dia. Será que eu conseguiria ter ao menos um dia decente? O professor de espanhol, Alejandro, entra na sala. Junto dele pode-se ouvir o sinal. Ótimo, primeiro de cinco períodos, foco na aula, Lua. Como eu vou fazer para que Christian me escute? Nossa eles têm me dado tanto apoio nesses últimos meses, é tão injusto que ele ache que eu fiz algo assim...

-Atenção, classe! –O moreno de olhos castanhos encara a agitada turma. –Hoje iremos receber de volta um dos melhores alunos que nossa escola já teve. –Opa! Aluno novo é? Pode ser uma boa gente nova, quem sabe assim esqueçam-se do CC. –Talvez muitos de vocês o conheçam, pois ele deixou a escola há apenas dois anos. Campeão regional de luta juvenil, o senhor Alexander Filler. –Eu quero morrer. Minha respiração está estranha e eu sinto que vou desmaiar. Olho para a porta sem acreditar nos meus olhos. Alex! A pele pálida, os olhos verdes e o cabelo raspado do musculoso garoto de um metro e oitenta ainda eram os mesmos. A turma se agita, alguns falam, outros aplaudem.

-É bom voltar. –Alex rapidamente encontra os meus olhos. –Senti muita saudade desse lugar. –Ainda me encarando. Ele veste uma regata dos Misfits, deixando seus enormes braços expostos. Sua calça jeans com estampa militar e o coturno preto completam o estilo que o garoto tem desde que me lembro.

-Senhor Filler, pode sentar-se onde achar melhor. –Alejandro sinaliza.

Por favor, tem vários lugares vagos, não senta aqui. Não do meu lado, por favor, não...

-Olá, Lua. –DROGA!

-Alex. –Digo retirando minha mochila da cadeira vazia ao meu lado. Não sei definir a emoção que estou sentindo. Meses. MESES SEM ME DAR NOTÍCIAS.

-Obrigado. –Ele diz, lançando os livros sobre a mesa branca. –Tudo bem por você se eu sentar aqui? –Ele me encara sorridente.

-Tanto faz. –Falo voltando minha atenção ao quadro, onde Alejandro está passando o gabarito dos exercícios da aula anterior. Talvez não tenha sido culpa dele. Ele deve ter assessores e essas coisas, deve ser orientado sobre com quem falar e o que fazer.

-Olha, pode me dizer se que eu saia. –Seu sorriso desaparece.

-Não me incomodo de você ficar. –Forço um sorriso. –Como estão as coisas? –Tento socializar.

-As competições vão parar por um tempo, estão todos focados no nacional, mas resolvi competir só ano que vêm. Preciso terminar os estudos.

-Acho um bom plano. –Nossa ele ainda era um sonho. Está muito mais musculoso do que eu me lembro e parece bem mais confiante. Nem precisei terminar minha frase ao notar Andrew entrando na sala acompanhado de Ashley, Christian vinha logo atrás, mas não parecia estar com os dois. Andy parece que viu um fantasma.

-Puta que pariu. –Ashley deixa escapar.

-Tá fazendo o quê aqui? –Andrew diz entre dentes a Alex. Seus olhos queimam.

-Estou na minha turma de espanhol, Biersack. E gostaria muito de prestar atenção na aula, afinal só troféus e medalhas não vão me garantir um futuro. –O tom de Alex era de arrogância.

-Por favor, senhores, sentem-se. Não quero ninguém importunando o Alexander, ouviram? Agora chega.  –Alejandro indica as cadeiras do fundo aos rapazes. O olhar de Christian está baixo e vejo os olhos inchados devido às lágrimas.

-Ele continua um covarde. –Alex indica Andy.

-Você não faz idéia. –Digo copiando. Alexander Filler foi meu primeiro amor. Daqueles que a gente fica boba só de falar, que têm as primeiras grandes experiências, os romances que acreditamos que vão durar para sempre. Alex tirou minha virgindade um dia antes de ir embora. Estávamos próximos suficientes para ter um lindo namoro, mas ele estava focado em competir, era apaixonado por luta desde pequeno e seria egoísmo impedir um sonho desse tamanho por um romance de verão. No final das contas ele me prometeu que um dia voltaria, mas nós sempre soubemos que as coisas jamais voltariam a ser tão boas e intensas quanto eram. Eu acompanhava as notícias e via-o ganhando quase todas as competições que participava, dava entrevistas, tinha virado uma grande inspiração para os garotos da nossa cidade. –Posso perguntar...

-O motivo de eu ter voltado pra essa escola? –Ele me interrompe. Faço que sim com a cabeça. –Sempre gostei daqui. Além do mais é uma ótima escola, as faculdades vão dar valor pra minha formação, Luana.

-Eu achei que você já teria uma bolsa ou algo assim só pelos títulos. Sempre falamos de cursar algo na Flórida... Mudou de planos?

-Na verdade eu queria Los Angeles. Eles têm um ótimo curso. Porém, com certeza me aceitariam em Harvard.

-Nossa. –Claro que sim, ele era incrível. Em todos os sentidos. Sorrio com o pensamento malicioso.

-Claro que eu teria que ter notas perfeitas.

-Claro.

-Têm algo que eu deveria saber acontecendo aqui?

-O que quer dizer com isso? –Sua mão toca as minhas, fazendo-me encontrar seus brilhantes olhos verdes. Ele sinaliza Biersack nos encarando. –Ah. Isso. Não, nada de importante.

-Temos nossas diferenças, mas tenho certeza que ele não me trataria assim por uma briga idiota. –Andy e Alex brigaram no último ano dele, quando Andrew ainda era um garoto excluído e sentimental, alguns meses antes de namorar a Juliet. O motivo? Alex ganhou uma bolsa que Andy queria, ela dava direito a seis meses de aulas de música na melhor escola daqui.

-Não duvide de nada que venha dele. –Falo observando as cicatrizes de Alex. Não eram poucas. –Nossa você apanha muito! –Ele soltou uma risada. Como eu senti falta desse sorriso.

-Você não viu nada. –Seu sorriso tinha tom de malicia

Nós trocamos algumas frases e tentamos prestar o máximo de atenção, mas não foi fácil passar a manhã inteira ao lado dele. Na verdade eu nem sabia como ainda estava ali, conversando como se nada tivesse acontecido entre nós. Era óbvio que ele estava sentindo isso, mas não falaria. Ao sinal do término na classe nós permanecemos ali, sentados. Biersack foi o último a deixar a sala e eu simplesmente não conseguia me mover.

-Sabe, fiquei feliz que ainda estuda aqui. –Ele guarda o caderno. –Tive receio de que não iria querer me ver.

-Não sei o que te levou a pensar assim. –coloco o estojo na mochila.

-Durante todos esses meses, eu não te procurei uma única vez.

-Você estava ocupado, eu entendo. Não dever ser fácil fazer tudo que você faz. Nós Sabíamos que seria só um caso de verão. -Não! Eu queria tanto dizer como ele me fez sofrer. O quanto eu senti a falta dele. Tive que reprogramar meus sentimentos... Tentar esquecê-lo de todas as formas e agora ele volta do nada? Injusto é pouco.

-Sabíamos? –Suas mãos tocam as minhas coxas e eu não me atrevo a olhar. –Tem certeza de que foi só isso? –Ele se aproxima o suficiente para que eu sinta sua respiração no meu pescoço. –Só um caso de verão? –Merda, eu não aguento mais! Envolvo meus braços em seu pescoço, sentindo ele me segurar pela cintura, unindo nossos lábios. Em tom de desespero ele me puxa, fazendo com que eu sente em seu colo, passando as mãos pelas minhas costas. Seus lábios eram macios, seu cheiro ela deliciosamente familiar, ainda usava o mesmo perfume. Separo nossos lábios buscando ar. –Eu senti tanto a sua falta. –Ele me abraça, apoiando a cabeça sobre meus seios. –Tanto mesmo! Ah eu tive tantas aos meus pés e nenhuma se comparou em segundo algum a você.

-Duvido muitíssimo disso. –Digo sorrindo sem coragem de largá-lo. Ódio e desejo, isso não é uma boa combinação.

-Não duvide, nem por um segundo. –Ele me segunda forte. –Não mesmo. Preciso ir treinar, não posso me atrasar, embora eu tenha permissão para reduzir a carga, ainda é minha prioridade.

-Tudo bem. –Digo me levantando. –Espero que tenha um bom treino. –Sorrio.

-O mais inspirador dos treinos. –Ele me puxa para um último beijo antes de deixar a sala com um sorriso bobo no rosto.

Eu não poderia imaginar essa situação nem em um milhão de anos. Jamais achei que ele realmente voltaria, ou que voltaria ainda querendo algo comigo. Mas ainda somos intensos, nós nunca apagamos de verdade aquele sentimento que tínhamos. Caminho em direção à saída quando sem nem ter algum tempo de me defender sou jogada dentro do auditório.

-Mas que merda é essa? –Levanto-me meio tonta. Andrew.

-Meu amigo não foi o suficiente? Agora vai andar por aí com o maldito do Alexander?

-EU NÃO TENHO NADA COM O CC, INFERNO! –Grito o mais alto que consigo. Ele me empurra contra a parede. Andy sabe do que eu tive com Alex, em detalhes.

-E com o Filler? –Silencio.

-Com quem eu tenho algo não é da sua conta!

-Jura? Vai voltar correndo com os rabinhos entre as pernas pro idiota? O quê ele te dá que eu não dou, Luana? –A raiva dele é evidente, sinto sua mão apertando meu pulso com força. –RESPONDE!

-Ele me respeita! Nunca precisei me esconder aos cantos para ter algo com ele!

-Nós cominamos que as coisas seriam assim! Não faz sentido você ficar me cobrando toda hora! –Seu rosto está colado no meu e antes que eu tenha tempo de pensar ele me beija. Quero tanto mas não posso. Faço força e acabo conseguindo nos separar. –Ele me olha confuso.

-NÓS TERMINAMOS, ANDREW! –Grito tentando me soltar. Antes que eu pense em algo a voz assustadoramente conhecida toma conta de nossos ouvidos fazendo Andy me soltar.

-Terminaram o quê? –Juliet está parada na porta do auditório, nos encarando incrédula na cena que vê. Será que ela está ali tem muito tempo? Sinto um arrepio percorrer meu corpo.

-Juliet! Amor! –Andy se afasta suficientemente – O quê você está fazendo aqui? –Ele a envolve em seus braços.

-Vim ver se você quer almoçar. –Ela está muito zangada, eu conheço aquela cara. –Vão me responder ou vou ter que perguntar novamente? –Ele empurra Andy.

-Terminamos... –Eu começo e Andy me corta.

-O trabalho de espanhol. –Ele me encara como se implorasse para que eu entrasse na mentira.

-Sim. –Digo juntando minha mochila que caiu quando fui empurrada. –Já que você não  veio tive que fazer com o Andy. –Continuo rezando para que ele tenha inventado mais alguma coisa.

-Ashley e CC fizeram juntos e eu meio que sobrei –Andy encara a loira.

-Sei... –Nossa ela está tão desconfiada. Seus olhos não desviam de mim.

-Andy, pode sair? Por favor? –Digo indicando a saída.

-Ele não vai a lugar algum! –Juliet intervém. –Quero os dois terminando as explicações.

-Confia em mim, amiga. –Digo me aproximando dela o suficiente para sussurrar. –Você vai querer saber.

Pensativa por alguns segundos ela encara o dono dos olhos azuis. –Sai. Quero falar com ela em particular. -Andrew não hesita, lançando-me um olhar de esperança. Eu não deveria defendê-lo depois de tudo. Mas isso não é ruim só pra ele, seria o fim pra mim também.

-Fala. –Ela senta no palco.

-Ju, eu sei que ela é sua amiga mas eu vi a Suzana se insinuando pro Andy.

-O quê? Não, isso é ridículo. –Os cabelos de Juliet estão presos em um alto rabo de cavalo. Ela usa um casaco de pele estampado por oncinhas. Sua calça preta e justa marca suas curvas. Suzana e Juliet eram amigas desde o primeiro ano, porém as duas andavam brigando muito.

-Amiga, eu vi ela praticamente se jogando nele! Juro que ouvi até ela falando que eles poderiam fazer o trabalho na casa dela se ele quisesse!

-Mas que vadia!

-Eu não tive escolha. Tive que fazer o trabalho com ele! Imagina se eu iria a deixar fazer algo assim...

-Ai amiga! –Ela me abraça forte. –O quê eu seria sem você? –Seu sorriso cobre o rosto cheio de blush. –Tive um dia horrível, tudo parece ter dado errado! Ainda bem que tenho você.

-O quê aconteceu? –Ela está realmente triste.

-Eles me recusaram Luana. Disseram que eu não sou o que procuram. –Seus olhos estão tomados por lágrimas. –Eu sei que só me aceitaram na primeira vez por causa do meu pai.

-Não diz isso! Ah Ju, alguns idiotas não sabem reconhecer talento quando vêem. –Tento animá-la. Em momentos assim que a minha culpa bate, ela não tem culpa se eu gosto do namorado dela, não é? –Você não acredita em quem voltou! –Digo tentando mudar de assunto e diminuir a culpa.

-Quem?

-Alex.

-O QUÊ? O ALEX? TIPO O SEU ALEX? –Ela ri.

-SIMM!

-Não acredito! –Ele se escora na parede. –Ele é um Deus! –Sua risada ecoa pelo ambiente.

-Eu sei. –Digo maliciosa.

-Humm alguém já matou a saudade. –Ela me lança um sorriso malicioso. –Ai amiga têm que me contar tudo depois, ok? Preciso ir, meu pai quer ver o Andy.

-Claro. Pode me ligar mais tarde.

-Eu vou com certeza! E obrigada mais uma vez, sei que posso contar contigo sempre! –Seu abraço me enche de remorso e eu fico ali, observando-a deixar o enorme salão.

Têm dias que eu queria poder voltar no tempo, naquele maldito dia e ter dito pra ele parar, esquecido o que eu sinto e seguido a vida. Mas eu sou covarde demais pra isso. Será que agora que Alex voltou as coisas mudariam? Seria ele capaz de ainda querer algo comigo, nem que seja pelo pequeno período de tempo que vai passar aqui? Mas e se fosse... Eu sou capaz de esquecer Andy?

 

 

 

 


Notas Finais


É isso gente ^^

Acho que volto no final de semana ><

Obrigada por lerem!!

Bjinxx^^


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...