História The Gunsling - Capítulo 22


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Categorias Black Veil Brides (BVB), Juliet Simms
Personagens Andrew "Andy" Biersack, Ashley Purdy, Christian "CC" Coma, Jacob "Jake" Pitts, Jeremy "Jinxx" Ferguson, Personagens Originais
Tags Drama, Romance, Romance Adolescente
Visualizações 28
Palavras 2.924
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente!

Mil perdões por não conseguir aparecer antes. Estou com pouco tempo e um bloqueio criativo :(

Enfim, sejam bem-vindos leitores novos! Espero que todos gostem desse capítulo <3

Capítulo 22 - Dias desnecessários


Fico sem reação ao encarar aquele bilhete. Não sei nem o que pensar quem dirá o que fazer. Não faço ideia de quem poderia ter deixado aquilo e não tenho certeza se devo confrontar Andy sobre isso, afinal seja lá quem for com certeza tem problemas com ele. Guardo o bilhete no bolso e sigo para a sala esperando no mínimo que o dia não piore. Ao cruzar a porta de entrada deparo-me com o dilema: Onde sentar? Nenhum lugar vazio para que eu sente sozinha. Porém Andy está sozinho, assim como Alex. Juliet não veio hoje e obviamente sabemos que é pelo velório de Tommy, que eu ainda estou pensando se devo ir. Relutante, sento ao lado de Andrew, passando por um Alex esperançoso.

-Não prefere sentar com o seu amiguinho? –Ele indica o garoto a nossa frente.

-Não, pelo que sei eu prefiro europeus. –Provoco. Ele suspira irritado.

-Péssimo gosto o seu por sinal.

-Tão horrível que gosto de você. –Ele não consegue conter um sorriso bobo.

-Gosto quando diz isso. Mas não ameniza as coisas, Hills. –Que garoto difícil!

-Porque é tão difícil termos alguns dias de paz? –Pego sua mão que está gelada feito pedra. Sinto alguns arranhões entre seus dedos. Sempre machucado!

-Podemos tentar. Mas eu duvido muito que as coisas fiquem bem entre nós por muito tempo. E acho que estamos com problemas de confiança aqui, garota. –Desapontado, encara  a janela ao seu lado.

-Temos que conversar sobre essa sua insegurança, Andy.

-Minha insegurança? O que foi que entregou pro Alex hoje?

-Algumas coisas que ele me pediu. Nada importante. –Minto. –Nós éramos amigos, Andy! Podemos por favor parar de falar dos outros e falar de nós? Por um minuto apenas!

-Está bem. Talvez você tenha razão sobre meus problemas com ciúmes... Vou tentar melhorar isso.

-Jura?

-Juro. –Seu sorriso forçado é interrompido.

-Atenção! –A magrela professora substituta pede. Seus curtos cabelos castanhos combinam perfeitamente com os enormes óculos vermelho em seu rosto. –Gostaria de lembrá-los que na próxima semana teremos nossa saída de campo para as fotos da formatura de vocês. A presença conta pontos extras então aqueles que precisam evitem faltar! Além disso, será uma bela saída cultural... –Enquanto ela fala Biersack emite um gemido em tom de desaprovação.

-Temos que ir. –Tento ter sua atenção.

-Não vou nisso. Nem fodendo. –Ele me encara malicioso. –Nem fodendo mesmo!

-Idiota! –Sorrio. –Não vai me deixar sozinha nisso.

-Por que você quer ir nessa coisa? Você odeia esses passeios ridículos.

-Preciso dos pontos, Andy. Por favor, vamos!

-Vou pensar no caso. –Isso já é um sim, Biersack!

Foi uma manhã sem muitas emoções, embora eu ainda estivesse esperando alguma briga ou descontentamento, pela primeira vez em semanas nós apenas convivemos como pessoas devem fazer, sem uma discussão desnecessária de cinco em cinco minutos. O relógio indicou o final daquele dia exaustivo de aulas e o alívio foi evidente.

-Vamos almoçar na minha casa. –Andy propõe.

-Ficou louco? –Sorrio curiosa.

-Minha mãe cozinha muito bem.

-Eu sei. –Como se eu nunca tivesse ido escondida na casa dele.

-Então qual o problema?

-Seus pais... –Indico a coisa mais óbvia do mundo.

-Se estamos namorando, Luana, agora sério, eles precisam te conhecer.

-Achei que nós tínhamos terminado. –Coloco os livros dentro da mochila que está com bem mais espaço após eu me livrar das coisas de Alex. –Eu não era sua ex-namorada? –Faço cara de choro.

-Você é sempre a minha ex. E a minha atual. E a próxima. Você é tudo, garota. –Ele rouba um beijo, estampando um sorriso. –Vamos? –Aceito seu convite, pegando sua mão e calculando que horas eu deveria chegar em casa para que Michael não faça uma cena.

Novamente usando o carro do pai, ele me leva até sua espaçosa casa. Os Biersack não passavam dificuldades financeiras, mas também não viviam em luxo. Andy me contou que a casa em que vivem na verdade era uma antiga residência de uma família de sete filhos, todos morreram em um acidente e a casa foi a leilão, fazendo Chris Biersack conseguir um ótimo preço por uma casa grande. Não, ela não tem sete quartos, apenas quatro, mas têm três banheiros e isso era bem mais do que o normal em uma casa para três pessoas. Com o passar dos anos a casa foi tomando o estilo pessoal da bem humorada Amy, essa que eu estava muito nervosa para conhecer oficialmente. Ao abrir a porta e revelar que a parede da sala estava com um novo papel de parede, o meu ex porém atual e futuro namorado (como ele disse) não fez cerimônias ao entrar.

-Cheguei! Com fome, sede e companhia! –Grita, tirando a jaqueta e colocando no closet ao lado da entrada. Posiciono-me timidamente ao seu lado, o acompanhando pela casa.

-Ah já estava preocupada! Você demorou mais que o normal! –Amy estava lavando algumas colheres, virada de costas para nós. –E você trouxe a Ju... –Ao virar-se e notar que eu não era exatamente o que ela estava esperando seu rosto fica vermelho e ela parece muito constrangida. –Você trouxe companhia. –Corrige-se, perdendo o sorriso.

-Mãe, essa é a Lua. –Ele me empurra para que eu a cumprimente.

-Olá, Amy. –Sorrio.

-Olá. –Aperta minha mão, sem maiores reações. –A comida está pronta. –Ela indica a mesa da sala de jantar, ainda sem expressão. Encaro Andy que parece estar tão confuso quanto eu.

-Ela é meio excêntrica. –Ele sussurra, tentando amenizar as coisas.

-Percebi.

Sento-me ao lado dele na mesa extensa de oito lugares que ocupava quase toda a pequena sala. Envergonhada, abaixo o olhar ao notar que a mãe do garoto estava no mesmo ambiente, servindo uma travessa de macarrão com almôndegas.

-Parece ótimo. –Andy elogia, servindo-se de suco.

-Que bom que te agrada. –Uma Amy sem expressões senta-se à mesa.

-Cadê o pai? –Servindo o meu prato antes do seu ele encara curioso sua mãe.

-Seu pai teve que ficar trabalhando em casa hoje devido a problemas na empresa dele. Servi o almoço antes para que ele pudesse continuar o que precisa fazer. –Andy me entrega o prato com cuidado, enquanto me sinto inexplicavelmente desconfortável com o olhar de Amy sobre minhas roupas. Não estou usando nada além de uma calça jeans e um moletom e então começo a me questionar se isso seria suficiente. Juliet veste-se como se todos os dias fossem eventos importantíssimos e a mãe dele com certeza está acostumada com esse fato. Provo a comida, tentando ser o mais educada que consigo.

-Está muito boa, Amy. –Sorrio, acompanhada por um Biersack com a boca cheia de macarrão.

-Está mesmo mãe! Sabia que macarrão é a comida favorita da Lua?

-Hum. Então não tive maiores problemas em agradá-la. –Seca e sem maiores emoções ela completa o comentário do filho.

O almoço seguiu silencioso, com um clima mais que perturbador. Não conseguia entender o que estava acontecendo ali, pois todas as vezes que eu ouvi falar de Amy ou que a vi com Andy ela mostrou-se a mulher mais simpática e receptiva do universo e então, quando chego em sua casa, me trata com tanta indiferença. Meu prato está vazio, assim como o de Andy.

-Deixa eu te ajudar com a louça, Amy. –Levanto-me recolhendo nossos pratos.

-Não. Eu mesma faço. Obrigada. –Ela retira-os das minhas mãos.

-Querida! Preciso de mais... –Chris entra na sala de jantar usando uma camiseta larga e calças de moletom. Obviamente por estar o dia inteiro trabalhando em casa. –Quem é essa? –Curioso, encara o filho.

-Essa é a Luana. –Andy sorri e eu o acompanho.

-Olá, Chris. Prazer em conhecê-lo. –Aperto sua mão, recebendo um sorriso.

-O prazer é meu. –Muito diferente da mulher.

-Amor. –Andy passa a mão pelos meus ombros. –Pode levar nossas coisas –Ele indica as mochilas na sala –Para o meu quarto? É o primeiro à direita subindo as escadas. –Obviamente eu sabia onde ficava, mas ele precisava fazer parecer que era a primeira vez que eu estava ali.

-C-claro. Com licença. –Forço um sorriso.

Obviamente aquilo era um sinal de que ele queria falar em particular com os pais mas eu tenho total direito de saber o que ele vai dizer. Pego nossas mochilas e retorno até parte do corredor perto da escada, onde poderia ouvir facilmente o que era dito na sala de jantar.

-O que você tem? –Andy questiona a loira.

-O que eu tenho? O que você tem, garoto?! Ficou louco?

-Amy! Esse não é o melhor momento. –Chris acrescenta.

-Ah não. Esse é o momento perfeito! Abandonou uma garota incrível como a Juliet no período mais difícil da vida dela por alguém como ela? –O tom da mulher era de desprezo.

-Não ouse falar mal da Luana, você nem a conhece!

-E nem faço questão. Posso ver pela aparência dela que não seve pra você.

-Pelo amor de deus, mãe!

-Amy, querida, talvez você esteja se precipitando. –O homem acrescenta, tentando ser imparcial.

-Eu não quero ouvir mais nada. Andrew Dennis Biersack eu não quero essa garota na minha casa! Não quero mais vê-la com você, estou dizendo que ela não serve. Não vou admitir que você substitua alguém da classe de Juliet Simms por ela!

-Isso é ridículo. –Andy bufa. –Você não vai fazer nada?

-Desculpe filho. Mas se sua mãe diz, está dito.

-Vocês são uns idiotas.

-Andrew! –Chris adverte.

-Ela é uma garota incrível e eu sinto pena do pensamento pequeno de vocês. Se conhecesse a verdadeira Juliet Simms não estaria falando tanta merda!

-Chega! –Amy grita.

Entendo que aquela discussão está no fim e subo rapidamente as escadas em direção ao quarto do garoto. Consigo sentir as lágrimas e o coração apertado. Sento-me na cama de Andy, esperando que ele venha até aqui. Não consigo entender o que eu fiz para que ela tenha esse pensamento a meu respeito. Sequer me deu uma oportunidade para que eu mostrasse quem eu sou verdadeiramente, como pode me julgar indigna do filho dela tão rapidamente? Andy entra, com cara de piedade ao me ver chorando.

-Eu sabia que você não ia subir. –Tranca a porta, vindo até o meu encontro e ajoelhando-se na minha frente.

-O que eu fiz de errado? –Questiono entre soluços.

-Nada meu amor. Nada. Minha mãe é uma mulher difícil de agradar. Muito difícil. –Revira os olhos. –Mas essa birra vai passar, eu juro pra você. Ela também não gostava da Juliet. –Limpo as lágrimas tentando manter a dignidade. –Não fique assim... Eu odeio ver você chorar... –Abaixo-me na sua frente, deixando que ele me envolva em seus braços. Beijo-o desesperadamente sentindo necessidade de carinho. Enquanto estou em seus braços sinto que todas as coisas ruins irão sumir e tudo ficará bem.

-Eu quero ir embora. –Anuncio em um sussurro.

-Não vá. –Colando seu corpo contra o meu, sinto-me pressionada contra a cama. –Fica comigo mais um pouquinho. –Suas mão sobem por baixo do moletom, encontrando meus seios e os apertando com certa força.

-Não faça isso. –Choramingo. –Aqui não.

-Já fizemos muito mais que isso aqui. –Ele sorri malicioso. –Muito mais. –Descendo suas mãos pelas minhas costas até a calça, apertando minha bunda com força enquanto me gruda em um beijo desesperado. Envolvo seu pescoço com as mãos enquanto sinto seus cabelos entre meus dedos. –Não existe nada melhor que você nesse mundo, sabia? Nada...

Sinto-me desesperada para tê-lo dentro de mim. Por mais errado que pareça isso acontecer agora, eu quero. Ele sabe como me provocar e por mais que eu tente resistir, raramente eu consigo. Nosso momento é interrompido por duas batidas na porta que me fazem soltá-lo na mesma hora.

-O quê? –Andy grita visivelmente irritado ainda com suas mãos em mim.

-Scout está aqui, Andrew. –Seu pai anuncia. –Posso deixá-la subir?

-Não! –Biersack rapidamente me larga, levantando-se. –Diga a ela que eu vou descer. –Ordena, indo em direção ao espelho e passando as mãos no cabelo para tentar arrumar.  

-Certo.

-Quem é Scout? –Levanto arrumando minhas roupas que estão um pouco levantadas.

-Ela... Ela é uma amiga.

-Uma amiga? –Curiosa me aproximo.

-Ela faz algumas coisas para a banda. Eu te disse que tinha que resolver algumas coisas né? –Ele sorri notando que não me convenceu. Juntando a minha mochila ele destranca a porta. –Vamos? Eu preciso mesmo falar com ela. -Ele realmente comentou que faria algo relacionado à banda hoje.

-Claro. –Concordo sem muitas opções.

Descendo as escadas me preparando psicologicamente para encarar Amy Biersack, percebo ela sorrindo com a ruiva perto da porta. A garota possuía uma pele invejável, longos cabelos ruivos e um sorriso lindo. Vestida com calças de couro apertadas e uma jaqueta aberta o suficiente para revelar um avantajado decote ela sorri ao ver Andrew. A bota preta de salto agulha finaliza o visual que era muito bonito na verdade. Aquilo faz meus olhos saltarem de raiva.

-Achei que tinha se esquecido de mim, Six. –Six?

-Nunca. –Sorri tímido. –Essa é a Lua. Lembra que falei dela?

-Como eu esqueceria? –A ruiva vem em minha direção me abraçando de forma inesperada. –É um prazer te conhecer finalmente. –E eu percebi que a garota já estava familiarizada com tudo, inclusive comigo. Aparentemente eu era a única que não tinha conhecimento da existência dela. –Bom Six, nós temos que ir ou vamos perder muito tempo.

-Claro.

-Adeus Amy. –Forço um sorriso. –Obrigada pelo almoço. –Ela apenas sorri, dando-me as costas.

-Volte sempre, Scout. -Ela finaliza e um soco doeria menos.

Quando eu percebo, estou sentada no banco de trás do carro, vendo Andy e Scout sorrirem com conversas aleatórias. Ela fala sobre um jogo dos Bengals de Cincinnati e ele acompanha, sendo esse seu time de futebol americano. Aquilo nem de longe pareciam negócios ou assuntos da banda, eles pareciam estranhamente confortáveis um com o outro. O rádio ligado toca a música que nós cantávamos um para o outro quando estávamos nos sentindo mal, Beast Of Burden dos Rolling Stones. Andy disse que eles iriam resolver questões financeiras da banda e a ruiva concordou com a história. Não tive vontade de questionar, apenas me senti muito desconfortável. Em uma mistura de raiva, confusão e tristeza, sigo quieta até Andrew encostar o chevy do pai em frente à minha casa.

-Entregue madame. –Ele brinca.

-Foi muito bom te conhecer! –Scout sorri. Forço um sorriso deixando o carro.

-Até amanhã. –Fecho a porta, sem ousar olhar para trás novamente. Ele arranca o carro antes mesmo que eu consiga entrar em casa. Talvez isso tudo não passe de ciúmes, não posso julgá-lo mesmo, afinal eu tenho reclamado das vezes que ele tem interpretado mal minhas ações com outros caras, seria hipócrita dizer que ele não pode ter amigas. Mas também seria impossível não sentir ciúmes de uma mulher daquelas andando por ai no carro dele, com tanta intimidade e ouvindo a nossa música. Abatida, abro a porta de casa com certo desconforto sabendo que terei uma tarde de faxina para que Michael não brigue comigo. Mas a cena que encontro foi bizarra nos mais impensáveis sentidos. Sobre o sofá da sala está Louise, a inglesa grávida. E colado em seus lábios está Michael, que nem deveria estar em casa para início de conversa. Ao notar minha presença ele a solta rapidamente, ficando mais branco que papel.

-Filha! –Envergonhado, está agora do lado oposto do sofá. –Você não tinha ensaio do teatro hoje?

-É amanhã. –Respondo sem emoção, colocando a mochila em um canto. –Vão em explicar isso? –Aproximo-me deles.

-Lua, querida... –Louise tenta, mas não encontra as palavras certas.

-Nós não planejamos isso. –Michael ajuda.

-Aconteceu.

-Exatamente. Aconteceu. –A inglesa acrescenta. –Eu e John tivemos uma briga e eu procurei o seu pai para me ajudar.

-E uma coisa levou à outra. –Ele segura a mão dela e eu sinto certo nojo.

-Não nos leve à mal. –Afinal como eu poderia? Fui a outra por meses. Mas uma mulher grávida que já tem um marido abusivo se envolver com outro cara problemático...?

-Não deveria estar trabalhando? Ainda temos contas pra pagar! –Falo irritada.

-Estou na minha hora de intervalo e vim pegar minha carteira que esqueci em casa.

-Não sei o que pensar. De verdade. –Suspiro tentando processar essa cena. –Só sei Michael, que aparentemente agora estamos empatados. Ninguém tem o direito de exigir nada de ninguém. –Dou as costas a eles.

-Lua! –Louise chama.

-Filha! –Michael corre até o meu encontro. –Não conte sobre isso pra ninguém, entendeu? Foi apenas um momento de deslize que não deveria ter acontecido. 

-Exatamente! -A mulher concorda. 

-Não se preocupem. Seu segredinho está seguro comigo.

Sigo para o meu quarto paranoica o suficiente para não saber nem o que pensar daquilo. Será que o idiota do meu pai não percebe que está fazendo com outra família o que minha mãe fez com a nossa? Com a diferença de que essa está GRAVÍDA! Agora além de me preocupar com meu namorado andando por ai com uma ruiva eu tenho que ver meu pai sendo o amante da vizinha. QUE DIA DE MERDA! Abro a janela para deixar a claridade entrar e ao retornar para pegar um livro dou de cara com um envelope branco, idêntico ao do meu armário.

Abro.

“Botas sujas de lama, banhos rápidos, dividir a cama e beijos na porta dos fundos. O que o romântico vocalista acharia disso?”

 

Estremeço retirando o papel do meu bolso e juntando os dois. Medo. É tudo que sinto.

Seja lá quem entrou aqui naquela noite havia retornado na anterior. E como vou saber quantas antes dessa? Afinal de contas quem estaria me observando? 

 


Notas Finais


É isso por hoje. Farei o possível pra voltar logo.

Vocês escrevem Fic's? Estou procurando alguma para ler e gostaria muito de ler alguma de vocês. Me conta nos comentários :)

Desculpem qualquer erro,

Bjinxx ^^


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