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História The Half Dragon - Capítulo 1


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Capítulo 1 - A Pequena Shyvana


Desde muito cedo, Shyvana ansiava poder sair sozinha pela vasta floresta, caçar e brincar com os animais silvestres. Contudo, seu pai era muito rígido quanto as saídas da caverna em que moravam e a menina só podia desfrutar desses momentos em sua presença.

Quando a garota completou oito anos, depois de meses observando os hábitos de seu pai, conseguiu finalmente sair sozinha e nunca ficou tão maravilhada com o que viu. Lembrou-se que nas vezes em que seu velho a levou para fora, estava muito escuro e praguejou não ter tido a oportunidade de ver aquela luz forte e laranja que emergia da montanha mais alta ao fundo da floresta. Shyvana, ligeiramente, subiu no teto da caverna e ficou incontáveis minutos observando o nascer do sol, até escutar alguém atrás de si cutucar seu ombro esquerdo.

- É lindo, não é? - Seu pai disse-lhe sentando ao seu lado

- Papai, desculpa, eu...

- Shyvana, você é o maior tesouro que a vida já me deu, te perder significaria perder tudo de mais importante no mundo. - Seu pai a olhava com os olhos tranquilos e passava a mão em sua cabeça, emanando um sentimento de carinho e cuidado que estavam presentes desde que a pequena meio-dragão não conseguia nem andar. - Você sabe por que devemos ter cuidado quando saímos de nossa casa? Aqui fora, moram pessoas boas e ruins, mesmo as boas, se assustariam com a aparência de indivíduos como nós. A nossa tribo diminuiu muito e é impensável para eles que ainda existam vastayas dragões vivendo nesse mundo. Teríamos que enfrentar caçadores malvados e já imaginou o que aconteceria se você, uma nanica, estivesse sozinha? Bem, eu não poderia...

- Ei, não sou nanica e sou muito forte! - A garota fez um biquinho e seu pai riu de sua cômica reação.

- Prometo que hoje te levo comigo para pescar e depois faremos uma boa refeição, mas nada de se afastar de mim hein! - O pai disse, guiando a garota para dentro da caverna.

Rhaegal era um meio-dragão relativamente jovem. Sua esposa Alaska morreu no parto de sua filha, depois de serem atacados por um grupo de caçadores que sabiam da existência dos poucos de sua raça e da vulnerabilidade da sua esposa naquela época. Diferente do que muitos humanos pensavam, os filhos dos meio-dragões não nasciam de ovos, eles eram gerados semelhantemente aos indivíduos da espécie humana ou dos restantes das raças vastayas.

Depois da morte de sua mulher, Rhaegal jurou que protegeria Shyvana de qualquer mal que pudesse lhe afligir e evitaria ao máximo o contato da menina com o mundo exterior, porém, já notava que a curiosidade da garota, com o passar dos anos, ultrapassaria os controles da paternidade. Por isso, explicava repetitivamente sempre a mesma coisa, contando a história trágica da extinção da antiga grande tribo dos meio-dragões de Ionia, do refúgio nas florestas próximas ao reino demaciano e da trágica morte da mãe.

Todavia, o efeito que esperava ver refletido nos olhos da garota era diferente do que almejava. As histórias despertavam ainda mais curiosidade na menina e ela o enchia de perguntas sobre os grandes guerreiros, sobre os maiores dragões e as expedições no ar que um dia escapara de sua boca em um de seus devaneios sobre o próprio passado.

Naquela noite, Shyvana adormeceu e prometeu a si própria que sairia cedo todos os dias para ver o nascer do sol. Não se afastaria da caverna e voltaria antes que seu pai acordasse.

Depois de dias e dias fazendo a mesma coisa, estava confiante que os avisos de Rhaegal eram exagerados, então, em um dia um pouco mais fresco que os demais, Shyvana realizou seu ato sorrateiro e subiu no alto da caverna. Entretanto, um grito alto a tirou de seu transe e a curiosidade foi grande, a fazendo descer da caverna e adentrar poucos metros na floresta. Avistou um menino de cabelos negros, sentado de costas e soprando o joelho ferido. Shyvana nunca tinha visto um ser como aquele, de primeira, achou feio, mas instantes depois se lembrou da descrição de Rhaegal sobre a aparência de um humano e entendeu que aquele à sua frente era provavelmente um filhote de humano. Se escondeu atrás de uma árvore e ficou observando, até que viu um humano maior, vestido com uma roupa de metal, segurar o menino no colo e levar para longe. Shyvana então se deu conta que seu pai estava prestes a despertar e correu para dentro de casa.

Naquele dia, a meio-dragão ficou deslumbrada com as novidades que descobriu em suas pequenas fugas para fora da caverna e estava disposta a tentar mais vezes.


Notas Finais


Galera, minha primeira fanfic. Quaisquer erros de português que vocês notarem e ideias que possam me ajudar a construir o enredo dessa história serão super bem vindos! Aproveitem esse primeiro e curto capítulo. Vejo vocês dia 24/05.

Link do artista responsável pela comic que irei me basear para escrever essa fanfic: https://www.ptcrow.com/


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