História The Harsh Reality - Capítulo 1


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Categorias Diabolik Lovers
Personagens Ayato Sakamaki, Azusa Mukami, Beatrix, Carla Tsukinami, Christa, Cordelia, Kanato Sakamaki, Kou Mukami, Laito Sakamaki, Personagens Originais, Reiji Sakamaki, Richter, Ruki Mukami, Shin Tsukinami, Shu Sakamaki, Subaru Sakamaki, Tougo Sakamaki "Karlheinz", Yui Komori, Yuma Mukami
Tags Diabolik Lovers, Diabolik Lovers X Heroína, Katherine Ameé Hale, The Harsh Reality, Thr
Visualizações 11
Palavras 2.186
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, LGBT, Literatura Feminina, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Atualizei a fanfic "The Boss"? Não JEJEIENEDJ, eu sou um merda cara.
Eu sei que vocês não lêem essa desgraça, tenha uma boa leitura.

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction The Harsh Reality - Capítulo 1 - Prólogo

Já tinham se passado horas caminhando com a carcaça do lobo nos ombros, tanto que o Sol já tinha se posto.

Sua vida tinha virado de cabeça para baixo depois depois de sua família falir e ter o atentado contra a mesma. Caçar nunca tinha passado na cabeça dela, para início de conversa, mas virou um grande passatempo e forma de dinheiro — querendo ou não, gostava do inverno rigoroso por conta disso.

Katherine ou Kath, como seus amigos costumavam lhe chamar, era conhecida por ser a mais sangue frio da aldeia, mesmo que no fundo — bem fundo mesmo — fosse um amor de pessoa, quando quisesse; até porquê virar caçadora — e, até mesmo uma mercenária mirim — requisitava uma casca grossa em volta de seus sentimentos e um estômago forte para aguentar a quantidade de sangue que via. Mas aqueles não eram os motivos de aguentar tudo isso, porém uma única palavra: sobrevivência.

— Cheguei... — disse enquanto batia as botas contra o chão com intuíto de retirar os vestígios da neve.

— Cala a boca, anã. — Grunhiu a voz masculina; Thomas.

— Silêncio, girafa. — Agora a voz feminina foi ouvida; May.

A discussão — que deveria ter um motivo idiota e fútil — foi parada assim que o barulho do baque do corpo do animal foi ouvido contra a madeira velha e mofada, que rangeu — tanto que parecia que ia desabar.

— Thomas, cortar lenha. May, tirar a pele. Temos carne fresca para uma semana e duas para carne salgada. — Falou séria enquanto limpava suas adagas. — Vou voltar a caçar. Fechem todas as janelas e porta. — Continuou, colocando novamente as adagas na bainha e o arco no ombro, além das flechas que ficavam guardadas na aljava, mas parou novamente na porta — já com sua capa colocada — e virou para soltar um "Eu amo vocês", antes de sair totalmente na calada da noite e em meio daquele frio lindo e, sobretudo, mortal.

Sabia que aquela poderia ser a última vez que via seus irmãos; sua única família.


A grande quantidade de neve que caía fortemente ofuscava e apagava qualquer vestígio de que ela já tinha passado por ali, além de seu cheiro; cheiro de sangue.

A ponta da flecha já estava mirada na cabeça daquele robusto veado. As pernas de Katherine já estavam dormentes, além de que suas articulações estavam doendo. Porém, não era para menos; ficar agachada sobre um tronco de árvore — por mais de uma hora, vale ressaltar — exigia equilíbrio e muita concentração.

Aquela seria seu próximo casaco e a carne para a próxima armadilha. 

Aquilo sim era sorte, pensava a jovem antes de ver o animal ser reduzido à pedaços e manchar a neve em sua volta. A neve reduziu, ao ponto de virar pequenas bolinhas que pesavam cada vez mais em seus ombros, as árvores pareciam se curvar para a sombra que passava, a névoa negra se alastrou ao ponto de chegar nas narinas da garota.

Tudo parecia parar para a morena de olhos lilases quando viu aquele monstro olhar para ela e sorrir; seu sorriso só mostrava uma pequena parte de sua gengiva escura e seus dentes pontiagudos, sua costa estava encurvada e o manto escondia boa parte do rosto, tirando o fato dos olhos amarelados brilharem em toda aquela escuridão.

Gelou e a única coisa que fazia era suar frio, nem respirar conseguia.

Corra, dizia uma voz interior. Sua mente não conseguia raciocinar direito, porém seu corpo reagiu; pulou e correu feito uma maluca.

Aquilo era um Boog.

Os avisos dos caçadores estavam certos quando diziam que a barreira mágica de mais de cem anos estava se rompendo e algumas "bestinhas" estavam conseguindo passar para atormentar e torturar e matar os humanos. Estavam certos quando diziam que não deveria entrar tão fundo naquela floresta, principalmente a noite, mas a culpa não era dela, seu estômago estava se contraindo desde que saiu pela primeira vez no dia para caçar; já tinha até ficado esquálida e podia contar várias costelas.

Sentia os calos e cortes nos pés cada vez mais, talvez deveria sentir pena de si mesma ao ouvir os galhos quebrando atrás de si e o barulho da risada esganiçada cada vez mais perto, entretanto, aquilo era a lei do mais forte, sentia que aquele era seu fim, porém seu orgulho recusava a aceitar até que estivesse em seus últimos momentos.

Se sentia bem em ter deixado comida para seus irmãos e ter pelo ou menos um "adeus", aquilo melhorou seu coração, mas não era motivo de desistir. Ainda tinha uma vida inteira pela frente — talvez morresse no próximo inverno — e era muito ambiciosa para não morrer pelas mãos de um dos seres mais repugnantes da terra. Ou ela não era chamada de Mercenária .

Ela correu, correu, como se sua vida dependesse disso — e dependia —, mesmo que seu segundo plano era conversar com o Boog e tentar lhe persuadir de algum modo e fez uma curva num lugar mais escuro e caiu num buraco que sabia exatamente onde era: uma toca velha de coelho. Katherine sabia o ponto fraco dele — ou pelo ou menos os outros caçadores disseram — e ia usar isso contra ele; Boogs não exerçam no escuro e não farejam, eles ouvem, apenas, as vezes falam, mas não era tão relevante. Ele era fraco em comparação com os seres que habitavam o outro lado da muralha e visão era uma das melhores coisas que ela tinha, tanto quanto olfato. 


Não sabia quanto tempo tinha passado, mas não saiu de lá tão cedo, principalmente pelo fato do Boog ter ficado parado por horas, o que era bem estranho, e só saiu assim que o Sol nasceu novamente.

Sua barriga se contraia a cada passo que dava, parecia que ia desmaiar. A neve já tinha parado um pouco de cair e aquilo era maravilhoso; menos alguma coisa para se preocupar.

Foi mais rápido do que pensará, na realidade pensar em comida fez com que sua caminhada fosse mais rápida. 

Entrou rapidamente em casa e viu todos os móveis revirados, além da falta dos gritos dos irmãos ou até a presença dos mesmo. Algo de errado não está certo. 

Pegou a capa vermelha e colocou o capuz na cabeça e saiu em disparada para o centro da cidade e, claro, em todo caminho recebia olhares negativos e até palavras de baixo calão.

A culpa não é dela se não se "encaixava" no padrão que eles queriam exercer; na realidade, não ia morrer de fome por causa de pessoas aleatórias e sem relevância em sua vida, nem comentários supérfluos. 

— Cadê eles? — Falou já entrando na sala do "chefe" da aldeia, a pessoa que a maioria pensava que era o mais adequado para liderar, olhando em volta. 

— Olá, senhorita Ameé, como vão as coisas? — Se levantou e foi em direção à garota morena, lhe olhando com malícia.

— Cadê. Meus. Irmãos. — Pausadamente falou, ignorando a pergunta do mais velho.

— Oh, não se apresse, mas antes... — pegou uma mecha de seu cabelo e levou ao nariz fungando — nós vamos nos divertir?

— Palhaçada. — Virou as costas e foi para outro lugar. Até porquê, não ia se misturar com estrume de porco.

Olho por várias e várias ruas diferentes até chegar no palanque no alto da cidade onde viu seus dois irmãos presos.

— Foi tão difícil assim encontrar esse lugar, senhorita? — Indagou o cara que tinha acabado de falar, o Sr. Freire.

— Solte-os. 

— Não, eles também são uma cria dos Yarmirs! — Gritou para as pessoas que começaram a se aglomerar. — Você, mulher lasciva que se deitou com vários homens e não preservou sua pureza, que saí caçando todas as noites e volta com quilos de alimento e não divide com o povo, que usa vermelho! — Apontou e continuou: — Você vai sair da nossa cidade, está poluindo ela!

— Isso mesmo! — Gritou alguém no meio da multidão.

— Mate-a! — Uma mulher mais a frente gritou.

— Primeiramente, não vejo nada de errado em fazer o que eu bem entender, segundo eu não sou obrigada a dividir o alimento que eu cacei, se querem tanto procure o de vocês! — Exclamou para a multidão que olhava inconformado para ela. — Vermelho é uma cor maravilhosa e você só me chama de lasciva porque não quis me deitar com você, porco.

— Viu? É assim que querem que suas crianças fiquem? Uma mulher respondona que não se preserva e mente? 

A morena soltou um "Ninguém merece " bem baixo e logo puxou uma adaga do corpo e quebrou os cadeados que prendiam seus irmãos. As pessoas começaram a olhar assustados para tamanha força que ela tinha, diferente da maioria das mulheres.

— Não acredito que vocês foram pegos por esses trastes. — Argumentou para os irmãos e recebeu uma chuva de vaias que foi respondida com o dedo do meio da jovem, algo que ela aprendeu em um livro antigo, mostrando o que os jovens que viviam antes da Guerra de Owari faziam.

— Isso é um símbolo do pacto com os Yarmirs! Prendam-a! — O ancião gritou para a garota que agora já corria.

— Vamos em partes, tem dinheiro na gaveta, peguem e fujam, quero vocês em outro país, longe da Barreia Mística, pode ser até no Antigo Sul*, eu vou despistar eles. — Parou para procurar um lugar onde eles poderiam se esconder. — Eu amo vocês dois, vivam. — E correu para a floresta que já tinha entrado duas vezes nesse mesmo dia. 

Não teria mais volta.


Tinha conseguido pegar seu cavalo em sua casa antes que tudo tenha sido queimado, além de algumas peças de roupa. Sabia que seus irmãos já tinham fugido para longe dessa aldeia e isso lhe acalmava muito.

Já era o terceiro dia que estava naquela floresta e, por sorte, o inverno estava acabando aos poucos, tanto que agradeceria a todos os deuses, bom, se eles não estivessem sido esquecidos conforme o tempo passou e a humanidade "avançou". Caçar nunca tinha sido tão fácil; sem preocupações e sem ninguém para sustentar — não que estivesse reclamando de seus irmãos —, tirando o fato do ruivo que acabou achando no meio da floresta com duas flechas pregada na costa e, mesmo sem refletir sobre isso, acabou colocando o dever de lhe proteger e esperar que ele se virasse totalmente.

Já fazia um dia desde que tinha achado o ruivo e ele não tinha acordado ou resmungando algo, nem se mexer ele se mexeu. Primeiramente, tinha achado que ele estava morto, daí refletiu consigo mesma que ele era um Yarmir — bem bonito por sinal —, burra por estar ao lado de um Yarmir e fica lhe dando proteção e remédio — roubados —? Talvez. Mas seu orgulho falou mais alto.

— Onde estou? — Disse o ruivo tentando se levantar e logo desistindo por ver o estado que se encontrava.

— Já estava na hora, Ruivinho. — Parou de afiar a flecha e virou na direção do mesmo encontrando com duas orbes verdes e indecifráveis a lhe encarar. — Se sente melhor?

— Como assim uma humana está cuidado de mim? 

— Do mesmo jeito, que uma pessoa cuida da outra, eu acho. E de nada. — Falou sarcástica a virar novamente da posição que estava. 

— Eu, o grande Ore-sama, não preciso de cuidados de uma mortal. — Se sentou e inspirou o ar a sua volta e logo começou a tossir.

— É tão maravilhoso que quase morreu, se não fosse por mim, Ore-sama. — Debochou, deixando a flecha de lado e cruzando as pernas passando a lhe encarar. — Nome?

— O que?

— Você é idiota? Qual seu nome, anta?

— Mais respeito comigo, humana. Eu posso fazer você evaporar. 

— Vai me fazer ficar tão quente que eu vou virar fumaça? — Indagou a morena enquanto sorria maliciosamente. — Brincadeira. — Voltou a lhe olhar com seu rosto "normal", ou seja, sério. — Me responda.

— Respeito!

— Quanto será que vale uma carne e a pele de um Yarmir num mercado negro? — Brincou com a adaga que estava em suas mãos.

— Ayato, Ayato Sakamaki.

— Melhorou, sou Katherine Ameé Hale, mas pode me chamar de Kath, Ruivinho. — Brincou colocando a adaga no bolso novamente. — O que lhe trás à essas terras humanas e mortais, Grande Senhor Ayato?

— Não lhe interessa humana.

— Obrigada pela parte que me toca. — Fingiu um drama. — Quer ajuda? — Sorriu travessa ao ver que o mesmo não conseguia levantar sozinho.

— Não preciso de sua ajuda. 

— Certo, tem um Boog pelas redondezas procurando por algo e pelo o que já percebi vários lobos e ursos, boa sorte. — Falou depois de recolher tudo seu e apagar seus vestígios. — Tchau.

— Oe! — Chamou sua atenção. — Poderia me levantar? — Disse para a garota que já estava se camuflando pelas árvores e arbustos; parecia que ela era a própria natureza.

— O que? Não estou te ouvindo! 

— Me ajuda aqui! — Gritou novamente, vendo que a morena soltava um sorriso debochado.

— Ahn?

— Vai me ajudar ou não?

— Ah, era isso? Eu ajudo.

"As pessoas podem lhe surpreender..."

Notas Finais


Capítulo super inspirado em: Corte de Espinho e Rosas, da linda Sarah J. Mass, vulgo moça que escreveu Trono de Vidro ♡♡
Ain, muito amor, vão ler.
Antigo Sul: Mais conhecido por América do Sul.
Ownts, não prometo que vou postar, mas depende.


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