História The heart wants what it wants - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens D.O, Kai
Tags Boyxboy, Dokyungsoo, Exo, Fanfic, Gay, Kai, Kaisoo, Kimjongin, Oneshot, Romancegay, Yaoi
Visualizações 31
Palavras 1.365
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem :)

Capítulo 1 - Capítulo Único


Na ciência, o amor é explicado como um fenômeno neurobiológico onde o resultado são diversas reações químicas, os neurotransmissores mais afetados são: adrenalina, dopamina, norepinefrina e a serotonina. Todos estão ligados diretamente com a massa cinzenta e nos dão a sensação de satisfação, recompensa e prazer.

Em outras palavras o amor nos deixa cegos, surdos, mudos e burros.

Kim Jongin, ou Kai (para os íntimos), era o típico clichê de filmes adolescentes americanos. Bonito, rico, gostoso e como costumamos dizer, “bad boy”. Sua determinação era invejável, fazia o que queria na hora que queria, ninguém conseguia pará-lo. Talvez ele tivesse seus motivos, ou simplesmente porquê podia.

Eu, Do Kyungsoo, não era o típico clichê nerd adolescente que tira os óculos do rosto e colocar umas roupas mais coladas e se transforma na pessoa mais bonita e desejada da escola. Minhas notas eram medianas (péssimo em exatas porem conseguia manter uma média) e se eu tirasse os óculos o máximo que iria acontecer seria eu esbarrar em tudo e todos.

Por mais improvável que poderia ser, nós acabamos juntos.

Nossa história começou em um dia qualquer de outono no ultimo ano acadêmico. Estava na fila da cantina para poder comprar meu almoço, e por ironia do destino ele estava atrás de mim. O clima estava bem desconfortável, eu estava inseguro, com borboletas no estomago e mãos suando, eu me sentia pequeno demais, incapaz. Me virei para ter certeza que meus amigos ainda estavam no mesmo lugar e nossos olhos acabaram se encontrando, eu me senti a pessoa mais horrorosa do universo porque, caramba, ele era lindo demais. Me virei rapidamente pra frente e minhas mãos suaram ainda mais.

- Oi – ouvi ele dizer próximo a mim – Tá tudo bem?

E o primeiro sintoma do amor apareceu.

- Que?

Surdez (com uma pitadinha de burrice).

- Eu perguntei se tá tudo bem com você. – Ele estava realmente falando comigo. Minha mente repetia “não surtar, não surtar, não surtar” como um mantra.

Eu lhe respondi.

E mais um sintoma apareceu.

- Uhum.

Mudez (com um toque especial de burrice).

Ele riu fraco – Sabe, eu nunca te visto aqui antes.

Felizmente a cegueira veio por parte dele.

- Que estranho – dei um passo a frente assim que a fila andou – Eu estudo aqui desde sempre.

- Tem certeza? – franziu o cenho e me encarou.

A burrice completa veio dele também.

- Tenho certeza absoluta – ri fraco – Me perdoe por ser tão invisível – completei irônico.

- Desculpa – coçou a nuca desconcertado – Não quis ofender.

- Tá tudo bem, não ofendeu.

- Como será que o leite em pó é feito? – mudou de assunto e eu fiquei confuso – Tipo, ninguém dá água pra vaca pra ela secar e sair leite em pó?

Não resisti e dei uma gargalhada escandalosa e ele me seguiu, ficamos rindo por alguns minutos.

- Tenho certeza que não é assim – disse limpando as lagrimas que escorriam pelo meu rosto com as costas de minha mão.

- Ah é? – me desafiou e eu assenti – Então como é?

- Não sei, mas-

- Mas nada, pelo menos eu tenho uma teoria – ergueu as sobrancelhas – Melhor que nada.

- Justo – ri um pouco mais – Qual a sua teoria de como é feito suco em pó? Coloca a fruta no sol até ela virar pó?

Começamos a rir novamente.

Passamos o intervalo inteiro rindo e falando coisas idiotas. Com o passar do tempo, ficamos cada vez mais próximos. Eu me apaixonei perdidamente por ele, e ele por mim. Nossa história parecia um conto de fadas.

E por detrás de todos contos de fadas tem uma história bizarra.

Após terminarmos o colégio, acabamos nos separando fisicamente e indo para faculdades diferentes, nosso relacionamento continuou mesmo à distância. O primeiro ano longe foi tranquilo, trocávamos mensagens durante a semana e nos finais de semana marcávamos de nos ver. No segundo ano as coisas começaram a ficar complicadas, as matérias aumentaram assim como os trabalhos e mal conseguíamos trocar mensagens, fomos nos afastando aos poucos. Nos dois anos seguintes, as coisas só pioravam, nos falávamos uma vez por mês ou menos ainda, mas nenhum dos dois colocava um ponto final na nossa história.

Eu o amava e ele me amava, era amor verdadeiro, nada e nem ninguém conseguiria nos separar de vez.

Quando finalmente nos formamos, decidimos morar juntos. Parecia ser o melhor naquele momento.

Só parecia.

Quatro anos podiam mudar muitas coisas. Éramos completos estranhos um para o outro. Nossa forma de pensar, nosso comportamento e até mesmo nosso gosto musical era outro. Era estranho, a pessoa que eu jurava amar não existia mais, era outra pessoa ali, mas eu tinha certeza que ainda o amava.

Eu realmente o amava.

Se você pesquisar no Google, as definições de amor são: 1. Forte afeição por outra pessoa, nascida de laços de consanguinidade ou de relações sociais. 2. Atração baseada no desejo sexual. 3. relação amorosa; caso, namoro.

Me recuso a diminuir tamanho sentimento apenas a forte afeição ou atração baseada no desejo sexual. Amor envolve duas pessoas, dois seres. Amor envolve carinho, respeito, reciprocidade, é muito mais que afeição ou atração.

O amor pode ser comparado ao fogo. Ele nos aquece e nos dá uma sensação de aconchego e segurança. O amor, assim como o fogo, precisa de um combustível para mantê-lo aceso, precisa de conversa, compreensão, amizade. Quando se joga combustível demais, as chamas aumentam e o fogo nos queima e faz nossa pele arder, deixa cicatrizes e nos prende. Quando se joga combustível de menos a chama vai se apagando, é frio e dolorido, nos mata aos poucos.

Minha relação com Kai sempre foi aos extremos.

Eu o amo, e nunca vou deixar esse sentimento morrer. Foi o meu primeiro amor, eu tive novas e únicas experiencias ao seu lado. Eu tive esperança. Mesmo parecendo loucura eu nunca desistiria. Todos passam por momentos difíceis e nos sobreviveríamos. Mesmo em pedaços eu iria lutar. Mesmo com milhões de motivos para acabar com tudo, eu iria continuar. Mesmo com as pessoas ao meu redor me dizendo que deveríamos terminar, eu não terminaria. Mesmo sumindo e me deixando no frio, eu não desistiria. Rezava todos os dias para dar certo.

Eu lutei, eu continuei, eu não terminei, eu não desisti.

Uma noite eu pedi pra conversarmos. Colocamos as cartas na mesa, falamos sobre tudo que estava nos incomodando, e nos resolvemos no final de tudo.

Passei muito frio, mas valeu a pena, porque hoje eu tenho o calor novamente, hoje eu sou feliz.

Nesse momento estamos sentados no sofá assistindo qualquer filme que está passando na televisão.

- Amor? – Ele me chama.

- Oi. – Respondo sem tirar os olhos da TV.

- Lembra quando a gente se conheceu? – Me pergunta se aconchegando em mim.

- Quando eu era invisível? Lembro sim. – Brinquei e pude ouvir ele bufar.

- Eu tô falando sério. – Me puxou para perto.

- A nossa primeira conversa foi sobre leite em pó e vacas com sede. – Ri um pouco e ele me acompanhou.

- Por que eu? – Perguntou quando finalmente terminamos de rir.

- Como assim? – Franzi o cenho.

- Você acredita em destino? – Me perguntou.

- Não sei, talvez. – Dei de ombros. – E você?

- Eu acredito. Eu acredito que tudo tem um porquê para acontecer, que tudo já estava destinado a acontecer. Acredito que foi o destino eu estar atrás de você na fila da cantina, que foi o nosso destino nos aproximarmos e nos apaixonarmos um pelo outro, acredito que foi o destino que nos afastou durante a faculdade para aprendermos a nos amar mais e mais, eu acredito que é nosso destino ficarmos juntos por toda a eternidade. – Como eu amo esse homem.

- Eu te amo tanto.

- Eu te amo mais. – Ri e dei um tapa fraco em seu braço.

O amor pode ser apenas uma reação química, pode ser cego, surdo, mudo e burro, pode ser uma chama, um incêndio, ou uma fogueira, mas o amor nunca erra.

- Eu acredito que meu coração que te escolheu, mesmo tendo milhões de motivos para nos acabar com tudo, ele escolheu você. Fazer o que? – dei de ombros – O coração quer o que ele quer.



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