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História The heart wants what it wants - Capítulo 31



Notas do Autor


Olá meninas, tudo bem com vocês?
Quando tempo não é?
Aqui é a @tinita_blanco

Algumas de vocês nem devem ter percebido, mas eu e a @montgomeryfitzg decidimos apagar a segunda temporada dessa história, perdoem a gente por não ter comunicado vocês antes.

Por isso eu e minha parceira maravilhosa decidimos fazer esse capítulo bônus. Espero que gostem.

Dedicamos esse capítulo para a @princesa_lana ♥️

Capítulo 31 - Capítulo Bônus


Por Martina

T – Ai meu Deus, de novo não – o bendito enjôo resolve aparecer mais uma vez, há duas semanas que estou sentindo esses enjôos. Tento andar o mais rápido o possível até o condomínio, o que é meio difícil já que estava carregando várias sacolas.

Um homem passa ao meu lado, o cheiro de seu perfume repugnante atinge rapidamente minhas narinas, o que faz o enjôo ficar mais forte.

T – Merda – corro mais rápido assim que avisto a portaria do condomínio mais perto. Assim que chego lá largo as sacolas no chão.

T – Seu Marcelo, o senhor poderia levar as sacolas para mim até meu apartamento? Eu não estou me sentindo muito bem – as palavras saem apressadamente de minha boca. Seu Marcelo que é o porteiro me lança um olhar preocupado.

S.M – Posso sim menina, daqui a pouco levo lá.

T – Obrigada – corro até meu apartamento, assim que entro nele vou direto para o banheiro.

E lá se foi todo o meu almoço.

T – Por que tá acontecendo isso comigo em? – levanto rapidamente da frente do vaso, o que não foi uma ideia muito boa.

Ótimo, agora é tontura. Já não bastava o enjôo.

Tento caminhar até a cama, mas a tentativa é falha, sinto meu corpo ser puxado rapidamente contra o chão.

Por Blake

B – O que houve seu Marcelo? Se acalme por favor, eu não estou conseguindo entender nada. – estava saindo do banho e na mesma hora o seu Marcelo. O Porteiro do condomínio onde meu pai morava me liga desesperado.

S.M – A menina Martina, a menina Martina está desacordada no chão.

B – O que? Mas Porquê? Como aconteceu isso? – começo a me trocar o mais rápido possível enquanto ele me explica. – Já estou chegando aí, fique com ela, por favor. Desligo o celular e corro até a garagem.

[...]

B – Seu Marcelo? – grito pelo senhor assim que passo pela porta do apartamento.

S.M – Aqui em cima – escuto um grito de volta.

Subo os degraus rapidamente e logo estou no quarto.

Assim que entro vejo ela, caída no chão.

B – Vou levá-la ao hospital. – pego a mesma do chão.

S.M – É melhor mesmo, qualquer coisa me avise, estou muito preocupado com ela. – o senhor de meia idade diz.

B – Tudo bem, eu ligo para o senhor.

[...]

Por Martina

B – O senhor tem certeza disso? – escuto a voz de Blake bem distante.

Espera, Blake?

Xx – Tenho sim, os exames não mentem – agora, a voz do homem é desconhecida por mim.

Abro os olhos lentamente na tentativa de me acostumar com a claridade do quarto.

Xx – Olhe, ela está acordando – olho para o lado e vejo Blake e um homem de jaleco se aproximando de onde estou.

Eu vim para o hospital? Mas quando?

B – Tini, que bom que você acordou. Estava preocupado com você. – Blake pega minha mão e começa um leve carinho na mesma.

T – Como eu vim parar aqui? – olho ao redor, vendo as paredes branca.

B – Você desmaiou, o seu Marcelo foi deixar suas sacolas para você quando chegou lá te chamou, como você não respondia ele ficou preocupado e resolveu entrar já que você tinha deixado a porta meio aberta. Quando ele chegou no seu quarto você estava caída no chão. – Blake dispara tudo de uma vez só.

T – Por que eu desmaiei? Você sabe o motivo? – olhei para o doutor na esperança de uma resposta.

Dr. – Sei sim, mamãe. – ele abre um sorriso para mim.

Eu ouvi direito? Ele disse mamãe?

T – Mamãe? Como assim mamãe? – sento na cama rapidamente.

Dr.– Você está grávida, Martina.

Ah não. Grávida não.

A palavra grávida ecoa várias vezes na minha cabeça.

E eu lembro daquele dia...

Flashback on...

Naquele momento minha vida parou. Eu que tinha ganho tudo, em segundos perdi tudo.

Vê aquela cena não era o bastante para acreditar que aquilo realmente estava acontecendo. Eu me negava a aceitar que tudo isso era real.

Corro até a beira do penhasco, olho para o fundo e lá vejo um carro começando a pegar fogo, um pouco distante do carro estava a moto toda destruída, e ao lado, ele.

T – Nãooooooo – caio desolada no chão, não dava para acreditar, por que ele? Por que, Deus? Tínhamos tantos planos, nosso futuro juntos, já era, tudo já era. – Sinto as lágrimas caindo pelo meu rosto, não limpo elas, deixo elas caírem, eu já não podia fazer mais nada além de chorar. Sinto uma presença do meu lado, olho para cima e vejo o homem que me acompanhou até aqui, parado olhando para o fundo, logo ele se senta ao meu lado e assim como eu, abraça as próprias pernas e escuto um choro vindo dele, o tempo hoje estava fechado, isso parece até coisa de filme, quando as coisas ruins acontecem e o tempo se muda, mas não, era a vida real, e eu infelizmente não sabia como enfrentar isso.

E a chuva cai. Agora cá estávamos eu e ele, ambos abraçados com suas próprias pernas, chorando. Depois de um tempo a chuva foi engrossando mais, o homem se levanta todo ensopado.

Xx – Precisamos ir – estica uma mão para mim, suponho que seja para me ajudar a levantar, nego com a cabeça.

T – Eu não quero ir, eu quero ficar aqui. – um soluço saí da minha boca.

Xx – Você não pode ficar aqui, você vai acabar ficando doente de tanta chuva que já pegamos.

T – Eu não ligo se ficar doente, eu não vou sair daqui, entendeu? – falo grossa.

Xx – Eu preciso ligar para a ambulância e para a polícia – ele fala calmo, olho para cima e vejo que seus olhos estavam vermelhos.

T – Pode ir, vai lá e ligue, eu não vou sair daqui, já falei.

Xx – Por favor, vem comigo, eu não faço a mínima quem você seja, mas se você era amiga do Jorge ou algo do tipo, eu me sinto na obrigação de não deixar nada acontecer com você. Por favor, vem comigo? – ele se ajoelha ao meu lado

T – Você tem noção do que acabou de acontecer? O quanto isso está me fazendo mal? Eu nunca senti felicidade na vida a primeira vez, foi com Jorge. E de repente tudo isso, acabou. Jorge foi primeira pessoa que eu amei, ele foi muito mais além disso. Ele cuidou de mim, como ninguém cuidou antes. Ele foi a pessoa que não me julgou quando me achou naquele lugar ao me ver daquele jeito, ele não me julgou! E eu que achava que ele era apenas uma pessoa vazia.

Na verdade ele era a pessoa mais doce, a pessoa que estava a todo tempo em uma guerra, mas ao mesmo tempo sorria.

Eu descobri o que é amar.

Jorge me fez ver o mundo diferente.

Ele prometeu que ia ficar comigo.

Toda vez que ele saía pela aquela porta, eu tinha medo dele não voltar, porque eu tinha medo de ficar sozinha, e agora eu estou sozinha. Eu não tenho mais ninguém. O Jorge era minha felicidade, meu motivo para viver. A pessoa que eu amava e que me amava.

E agora, eu o perdi. – as lágrimas em meu rosto se misturam com a chuva. Um soluço escapa da minha boca. A dor que estava dentro de mim estava me consumindo por completo.

Xx – Você acha que eu também não estou sofrendo? Acha mesmo que aqui dentro... – aponta para seu peito – não está doendo? Além de advogado dele eu era amigo dele.

T – Você é o Diego?

D – Sim, eu sou o Diego. – suspira, passa as mãos pelos olhos coçando-os e logo em seguida passa a mão em seu cabelo molhado. – E você, quem é? – senta novamente ao meu lado.

T – Martina. – suspiro.

D – Você estava com ele né? Por tudo o que você disse.

T – Sim, eu estava. – um grande aperto se formou em meu peito ao dizer aquilo.

D – Você era o motivo dele estar mais feliz – diz calmo.

Olho para o céu, vendo a chuva que estava grossa se diminuindo aos poucos.

D – Precisamos ir, por favor, eu ainda preciso comunicar a polícia.

Eu não posso deixar você aqui sozinha. – olho para ele, o mesmo me olhava triste. Ele também estava sentindo essa maldita dor.

T – Tudo bem! – Por fim, decido ir com ele. O mesmo levanta devagar e me ajuda a levantar também. A roupa pesava em meu corpo, óbvio. Estava completamente molhada.

Diego caminha até o carro e eu continuo parada no mesmo lugar.

D – Vamos? – para em frente ao carro e olha em minha direção.

T – Só um minuto – digo baixo.

Vou até a beira do penhasco e dou uma olhada para o fundo.

E estranho o que vejo.

Ou melhor, o que não vejo.

T – Cadê o Jorge?

Flashback off...


Notas Finais


Até mais.


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