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História The heart wants what it wants - Capítulo 36



Notas do Autor


olá pessoas
soy yo @montegomeryfitzg
que saudade, eu estava de postar!

bom, a @tinita_blanco, já explicou como vai funcionar agora.
e agradeço muitas as meninas, pela a ajuda.
e claramente, a vocês pela a paciência.

bom, como eu já havia dito, essa vai ser minha última fic.
vou terminar com muito amor.

é isso!

o próximo, é com as meninas!

Capítulo 36 - Eu tento ser forte...mas


Fanfic / Fanfiction The heart wants what it wants - Capítulo 36 - Eu tento ser forte...mas

 

Por Tini

 E duas semanas passaram, desde que eu descobrir que estava grávida. Havia uma parte de mim, feliz. Porém, uma outra parte, morria de medo. Eu tinha apenas 17 anos, nem terminei a escola e como cuidaria de uma criança? Isso seria pior sem o Jorge. Ele era capaz de me tirar de toda essa escuridão.

Xx  — Cheguei! —  olhei para a porta e vi o Blake cheio de sacolas na mão.

T —  Você não tinha treino hoje? 

B — Tinha. Mas, eu não posso deixar você sozinha — ele sorriu. Droga, o mesmo sorriso, simples e puro que o Jorge tinha — E agora, eu tenho que cuidar do meu irmãozinho também —  Ele olhou para minha barriga — Ou irmãzinha.

T   — Blake....

B   — Tini, você não está sozinha. Ao contrário da Karol, eu não te culpo  — Ele me olhou com os olho cheio d'água — Meu pai estava tão feliz. E tenho certeza, que ele tá vivo. E eu te prometo, que enquanto ele não volta, eu vou te ajudar.

T — Eu não quero ser um peso pra ninguém. Já basta, vocês terem me deixando ficar.

B  — Esse apartamento, é mais seu do que nosso. Mas, enfim. Eu vou compensar meu treino amanhã, então depois vamos almoçar fora.

T  — Desculpa, Blake. Eu não sei se estou muito afim!

B  — Entendo! Mas, sua vida tem que continuar. Você tem que lutar, Tini. Diego, vai achar o meu pai. Ele vai voltar pra você... Ele vai voltar para nós!

T  — Eu perdi tudo, Blake! Tenho apenas que aceitar.

B  — Não, eu disse que não vou deixar!   — Eu não sabia o que responder — Se for menina, só espero que não seja igual a purpurina rose gold.

T   — Que?   — perguntei confusa.

B   — A Karol   — Ele riu —   Ela é chata para um... Mas, mesmo assim, eu a amo. E o que me doí mais, é o afastamento dela.

T   — Como você consegue? Você está a duas semanas tentando me animar!

B   — Eu só não quero pensar que estou sozinho. Eu não quero ter aquelas sensações de novo. Não quero, deixar as aquelas vozes me consumirem. Eu quero olhar, e pensar que tudo aconteceu por um motivo. E quero acordar todos os dias, com esperança de encontrar meu pai, para não me sentir como eu me sinto. Eu posso não demonstrar, Tini, mas a dor que eu sinto, eu nunca sentir nada vida.

T   — Desculpa... Eu...

B   — Não peça por isso. Vamos ajudar um ao outro. Eu tenho muito medo, Tini   — ele me olhava preocupado.

T   — Do que você tem medo?   — Me aproximei dele.

B   — Tenho medo de você.... De você ficar como eu fiquei. E por isso, eu não vou te deixar sozinha. Porque, é nessa hora, que ela te pega. Quando você está sozinha e fraca   — eu sabia perfeitamente do que ele dizia.  

[...]

Depois daquela conversa com o Blake, eu fui tomar um banho. Ele continuo aqui. Fisicamente, ele não parecia nada com o Jorge. Mas, ele tinha as mesmas manias do Jorge. Até o jeito de sentar, de falar e principalmente a calmaria do olhar.Me aproximei dele e sentei ao seu lado.

B — Eu estava pensando no meu pai — ele sorriu — Ele sempre foi um pai presente. Mesmo com a rotina doida que ele tinha. Ele nunca faltou a uma reunião, uma apresentação do colégio, nem ao menos nos meus treinos de basquete.

T — Ele sempre se preocupava com você e a Karol.

B — Até mesmo a felicidade dele. Ele sacrificou por anos, tudo para ver minha irmã e eu feliz.

T —  Blake.... Como ele era... Tipo quando você era pequeno?

B — Eu me lembro de pouca coisa. Só que ele me ensinou a andar de bicicleta, meu ensino a jogar basquete, me ensinou a ler... Caramba... Meu pai, ele fez tudo por mim.

T — É... — percebi que não foi uma boa ideia perguntar sobre isso — E… você não tem namorada?

B —  É.. Bom, ela não bem minha namorada, mas é alguém que nutro sentimento.

T —  Mesmo assim, ela não vai se incomodar. Hoje é sexta feira, você deveria está com seus amigos e com ela.

B — De verdade, Tini. Tudo que eu não queria agora, era está com eles. Um fato, amigos de ensino médio, nem sempre vão ser aqueles que você pode confiar.

[...]

Três meses depois

Durante esse três meses, eu tentei ser forte. Blake me ajudava, fazendo suas palhaçadas.Mesmo com a Olivia. A namorada dele. Ele sempre ficava aqui.  O Diego, também, tentava. Mas, quando eles iam embora, aquele vazio voltava. Só tinha o Jorge na minha cabeça. E todos os dias eu tentava entender...tentava achar um motivo por isso ter acontecido. Viver aqui era como lembrar de tudo, lembro de cada momento incrível ao lado dele. Eu estava enlouquecendo. Eu tentei ser forte, tentei dar um sorriso verdadeiro.... Mas, eu não consigo. Eu não consigo esquece-lo.

O pior, ou melhor era que minha barriga começou aparecer. Ela está pequena, mas era visível que tinha um ser crescendo aqui dentro.

Diego, continua acreditando. Ele acredita que o Jorge está vivo. Isso, me machuca muito. Eu não quero ter mais decepções. Não quero mais sofrer, mais do que já sofro. Eu estou em uma prisão sem fim. E minha sentença é viver sozinha e sem ninguém que me ame.  

XX — Tini  — Ouço a voz de Blake atrás da porta. Eu estava trancada no meu quarto desde de ontem  — Você não pode ficar ai. Você tem que sair.

 T — Eu não quero sair!  — minha voz estava fina  — Você não entende que eu não tenho motivos para viver?!

 B  — Tini, não faz isso com você! Eu te fiz uma promessa eu vou cumpri. Diego está na sala. Vamos te levar para o médico.

 T  — Blake vai embora  — sussurrei — Me deixa sozinha — Eu apenas escutei sua mão bater com força na porta. Acho que tinha desistido. E indo embora.

 [...]

Por Blake

  Eu já não sabia o que fazer para vê-la feliz.

Meu coração apertava, só de olhar. Elta não estava viva e completamente morta. Seu olhar não brilhava e seu sorriso era falso. Era evidente o sofrimento nela.

Karol, cortou relações comigo. Desdo do enterro da nossa mãe. Ela simplesmente sumiu. E eu me preocupo. Eu me sinto um péssimo irmão. Karol, nunca ia aceitar ajuda, ela é orgulhosa. Eu não deveria te a deixando. 

Nesse exato momento, eu estava com o Diego e a Oliva no apartamento do meu pai. Eu tentei falar com a Tini, mas ela não me escutava. Ela praticamente me expulsou. E pra falar a verdade, eu me sentia inútil,  por não conseguir ajudá-la.

D  — E ai?  — ele perguntou esperançoso.

B  — Nada. Ela não quer sair.

Olivia  — Não é melhor, deixar ela lá?

B   — Claro que não. Eu não posso deixá -la e principalmente, deixá-la sozinha.

D  — Blake, ela tem que ir no médico. Já se passaram três meses, e ela não foi em nenhuma consulta. Isso é preocupante.

B   — Eu sei   — olhei para o chão  — Eu preciso cuidar do meu irmãozinho ou minha irmãzinha. Devo isso para o meu pai.

O   — Ela precisa ficar sozinha. Ela perdeu o namorado.

B   — Não durante três meses. Ela tem que viver. Ela tem que acreditar que ele possa estar vivo.

O   — Para de sufocar a garota. Dá um tempo — ela revirou os olhos  — Vamos pegar um cinema aí você relaxa.

B   — Se você não vai ajudar, pode ir embora.

O   — Serio mesmo?   — eu apenas fiquei em silêncio  — Ok, fica atrás da namorado do seu pai, que eu vou atrás de outro   — ela saiu com raiva batendo a porta. O que me fez ficar com mais raiva ainda.

D   — Suas semelhanças com o seu pai é incrível.

B   — Minha mãe o tirava do sério, como Olivia me tira. A única diferença, é que eu realmente gosto dela.

D   — Se ela gosta mesmo de você, vai ver a merda que fez e vai voltar. Mas, agora, precisamos ajudar a Tini.

B   — Eu já nem sei o que fazer.

D   — Chave extra!  — ele olhava para um pote em cima da mesinha   — Bingo! — ele abriu e pegou chave.

Segui ele ate o quarto. E rapidamente ele abriu a porta, o que foi uma surpresa, quando vimos a Tini, jogada no chão.

B   — TINI…

[...]

Por Tini

E parece que acordar do nada, em um quarto branco estava se tornando rotina.

Mais, uma vez eu estava no hospital. E dessa vez, eu podia sentir o motivo. Blake estava sentando em uma poltrona branca.

B — Tini....  — ele me olhou.

T — Me desculpa por isso... De novo...

B — Tini....  — ele se aproximou  — Deixa eu te ajudar? Por favor.

T  — Eu não consigo... Eu tento. Mas, ontem quando levantei da cama, eu tive medo. Medo de viver. Eu só não queria estar viva... Eu queria que fosse eu no lugar do Jorge...

B  — Não fala isso. Você merece ser feliz. Eu já disse isso. E, bom o Diego está cuidando disso, ele vai encontrar o meu pai.

T  — Blake... E se ele...

B  — Eu tenho uma ligação muito forte com ele. Eu sinto que ele está vivo. Apenas sinto  — ele ficou me encarando — Ah, enquanto você recebia medicação, o médico te examinou e meu irmãozinho está ótimo. Porém, você vai ter que vir em todas as consultas — Eu estava confusa  — Pensa que seu filho, é seu motivo para viver.

T  — Eu vou tentar... Mas...

B — Sem "mas". Só descansa.

T  — Sai um pouco. Vai ver sua namorada. Vive sua vida, também Blake.

B  — Eu prefiro ficar aqui com você  — ele me olhou triste — E eu, já nem sei se tenho namorada ainda.

T  — Vocês terminaram?  — ele assistiu —Tudo por minha culpa, né?

B  — Claro que não. Ela só não me entende... E outra  — ele me olhou — Como Diego mesmo disse. Se ela gostar mesmo de mim, ela vai voltar.

T  — Mesmo assim... Bom, vai descansar um pouco então.

B  — Mocinha teimosa  — ele apertou meu nariz  — Eu vou ficar com você. Qualquer coisa, o Diego reveza comigo.

T  — Ele está aí também?

B  — Sim. Lá fora, falando com o médico.  Amanhã você recebe alta. E se você for uma boa menina, eu posso pedir para o médico fazer um ultrassom. E aí, você vai poder ouvir o coraçãozinho.

T — Você escutou?  — meus olhos encheram de lágrimas.

B  — Sim... É o mesmo som dele... 



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