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História The Heartbreak Prince (Imagine Jaemin) - Capítulo 23


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Capítulo 23 - 23


 

Disparei rapidamente em direção a Jaemin, várias pessoas corriam pelo local o que dificultou a minha chegada, guardas também atiravam-se em minha direção, mas desviava por pouco, obtendo sorte das pessoas que também trombavam nesses homens assim dificultando sua chegada até mim. Jaemin também corria em minha direção e após ele também se livrar de alguns empecilhos, finalmente nos encontramos.

O abracei, forte e rapidamente, lágrimas ainda escorriam pelo o meu rosto.

- Achei que não viria.

- Nunca a deixaria. – Os olhos de Jaemin transpareciam tristeza, mesmo que sua boca estivesse curvada em um pequeno sorriso. – Temos de ir.

Jaemin entrelaçou a sua mão na minha e começamos a correr para longe da confusão. Dei uma curta olhada para o céu, as gárgulas sobrevoavam circularmente e aos poucos, sombras começaram a sair de dentro do símbolo que ainda estava formado.

 Não consegui enxergar com precisão os formatos de seja lá o que eram aquelas criaturas demoníacas, mas as mesmas  eram um amontoado que, se uniam e se separavam, pareciam ter um aspecto grudento e bolhas de aspecto repulsivo saíam de “seus corpos” e estouravam, soltando aparentemente, algum ácido.

Jaemin me puxou, despertando-me de meu transe e prosseguimos a corrida. Keenegar rapidamente abriu o portal, Naomi e Astrid logo nos alcançaram.

- Eles não voltaram ainda! – Gritou Naomi enquanto atirava flechas em guardas que ousavam se aproximar do portal.

Olhei para Peter, já distante de mim, o mesmo sorrira para mim. Um breve tremor passou pelo o meu corpo. Ele e Candigar não tentariam mesmo nos impedir de fugir? Mas se eles tentassem... estaríamos perdidos.

- Eles já estão vindo! – Gritou Astrid apontando para algo. Olhei em direção, e era Muffie e Marrie.

A fada corria aparentando exaustão, suas vestes estavam extremamente sujas e os olhos tomados por olheiras roxas enormes. Muffie enquanto corria, pulava nos rostos de alguns guardas que tentavam os pegar, o gnomo atacava ferozmente os seus rostos e logo depois retornava pulando no ombro de Marrie. Os mesmos já estavam próximos de nós quando notei que Willian ia os impedir, antes que eu pudesse sequer dizer algo, Jaemin correu em disparada.

- Eu não vou aguentar manter o portal aberto por muito tempo! – Gritou Keenegar com esforço, suor escorria pelo o seu rosto enquanto o mesmo segurava fortemente o seu cajado. Naomi e Astrid mantinham-se lutando contra aqueles que se aproximavam de nós.

Olhei para Jaemin que lançou o seu corpo contra o de Willian, o impedindo de fazer algo contra Marrie que, pôde correr livremente até nós. A abracei assim que nos alcançou e Muffie logo pulou em meu ombro. Voltei a atenção no príncipe, que duelava com Willian. Jaemin conforme ia se defendendo dos golpes de Willian, ia caminhando em nossa direção, era notório que Willian não tinha a menor chance contra, o mesmo transferia golpes completamente ruins e mal desenvolvidos, mas por quê Jaemin então estava apenas se defendendo e o trazendo para nós?!

- O portal irá se fechar! – Disparou Keenegar. A grande esfera branca começou a diminuir rapidamente. O mago não estava suportando mais.

- Não vai dar tempo! – Astrid gritou desesperada.

- Me dê! – Praticamente tomei de Naomi o seu arco, que ficou sem entender o que tinha acontecido.

Senti meus ombros doerem ao esticar a corda do arco, ainda estava muito debilitada, mas não me importei, engolindo qualquer resquício de dor. Os gritos, barulhos e todo o caos do ambiente estavam me impedindo de conseguir me concentrar, o que levou alguns preciosos segundos, fechei os olhos concentrando-me apenas em minha respirando e então, disparei.

 A flecha pegou com precisão a coxa de Willian, que ao se curvar pela dor, Jaemin o nocauteou. Mais três guardas aproximaram-se do príncipe e novamente ele tornou a duelar. Naomi me entregou mais duas flechas e as disparei, uma atrás da outra com rapidez. As flechas atingiram as costas dos guardas, que caíram no chão enquanto Jaemin terminava com o último homem em pé ainda.

O portal estava ainda mais pequeno, Jaemin rapidamente pegou Willian e quando o portal estava em seus últimos segundos abertos, o príncipe correu, se jogando contra nós e o portal então se fechou completamente.

Estávamos na base rebelde. Havíamos caído próximos as tendas onde ficavam os estoques de comida que eram meio distantes da aglomeração, assim, quase não havia ninguém aqui. Rapidamente corri até Jaemin que estava caído no chão. Naomi e Astrid começaram a checar Marrie, perguntando se estava tudo bem com a mesma enquanto Keenegar espreitava cada um de nós observando se estava tudo “nos conformes”.

- Nunca mais faça uma bobeira daquelas! E se não desse tempo, o portal fechasse e você ficasse lá?! – Esbravejei dando leves tapas em Jaemin, que apenas riu.

- Você teria feito o mesmo, sejamos honestos! – Tentou se defender enquanto se levantava.

- Isso não vem ao caso! – A possibilidade de perder novamente Jaemin me assustava, fazendo com que não conseguisse controlar a raiva por ele ter se posto ao perigo daquela forma.

- O que faremos com esse aqui? – Perguntou Astrid. Olhei em direção e a princesa estava com sua espada na garganta de Willian, que choramingava de dor por ainda ter uma flecha depositada em sua coxa.

- Jogue-o em alguma cela. Depois resolvemos isso. Temos que fazer uma reunião imediatamente! Naomi, convoque os líderes! – Disse Keenegar e saiu caminhando rapidamente para sua casa. A princesa assentiu, se despedindo de nós e saiu apressadamente.

Astrid agarrou Willian pelo braço e começou a arrastá-lo, dois centauros que estavam próximos, foram até ela e começaram a escoltar.

- Ele está ferido! Precisa de cuidados!

- Ele se vira! E caso morra, para mim não faz diferença. – Disse Astrid sem me dar ouvidos e continuou a arrasta-lo. A observei incrédula.

- Como consegue se preocupar com ele ainda?! – Vi um relance de irritação na face de Jaemin.

- Você que o trouxe, primeiro de tudo. E não acho certo deixa-lo naquela situação.

Jaemin revirou os olhos.

- Se fosse qualquer outro lacaio de Candigar, duvido que pensaria desse modo. – Respondeu o príncipe e o olhei incrédula. Assim que abri a boca para protestar, Marrie se colocou entre nós, dizendo:

- Andem! Para que discussões?! Vamos descansar um pouco.

Suspirei derrotada.

- Ela tem razão. – Concordou Jaemin e começamos a caminhar para a casa de Keenegar.

 

Marrie após tomar banho, estava na cozinha preparando algo para comermos. Jaemin havia ido ajuda-la enquanto eu tirava aquele vestido horrendo de casamento e caminhava em direção ao banho. Tempos depois, retornei para o quarto e vesti a roupa da aliança rebelde. Me sentei na cama e comecei a enfaixar novamente os meus dedos. Muffie estava dormindo, acho que o gnomo tinha dois humores: ou estava mordendo o rosto de alguém ou dormindo.

Notei a porta sendo aberta e Jaemin adentrando com os cabelos molhados.

- Tomou banho onde? – Perguntei retornando os olhos para a faixa.

- Usei o banheiro do quarto da Astrid. – Respondeu enquanto se aproximava. O mesmo sentou ao meu lado e quando o olhei, seus olhos estavam incrédulos em minhas mãos. – Quem fez isso com você? – Sua voz estava séria e irritada.

- Candigar... – Abaixei o olhar.

Jaemin então, tomou minhas mãos com delicadeza e começou as enfaixar. Sorri.

- Desculpe por ter demorado.

- Acredito que deve ter tido algum motivo.

Jaemin suspirou.

- Nem saberia por onde começar a história.

- Para ser sincera, prefiro nem saber. Minha mente está uma bagunça demais já.

- Entendo perfeitamente.

Muffie nos chamou a atenção, o gnomo tinha acordado e estava se espreguiçando. Assim que nos viu, sorriu e veio até nós dando um abraço em nosso braço, o que nos fez rir. Jaemin terminou então de enfaixar os meus dedos e me abraçou de lado.

- Estava com saudades, Muffie! – Falei pegando o gnomo e apertando levemente suas bochechas.

- Assim que você foi presa, Muffie andou por dois dias seguidos até aqui para falar o que estava acontecendo no castelo. Eu estava ainda desacordado, não sei dizer com precisão como foi a jornada do pequenino. – Comentou Jaemin.

- Por que ficou tantas horas desacordado? Partindo do pressuposto de que Keenegar possuía medicações suficientes para que você conseguisse recuperar a consciência com mais rapidez do que outros... – Espreitei os olhos confusa.

- É aí que retornamos para o assunto de que muitas coisas aconteceram. – Jaemin riu sem humor.

- Ah... – Senti uma leve tensão no clima, mas preferi não perguntar.

Muffie começou a gesticular algo, olhei para Jaemin a procura de uma tradução.

- Ele está dizendo que está com fome.

- Marrie já deve ter terminado de cozinhar algo, vamos lá. – Falei me levantando.

Comíamos em silêncio e, por mais que relativamente tivéssemos vencido em me tirar do castelo, o clima era de derrota. Eu nem havia sequer parado para pensar em tudo o que aconteceu e para ser sincera, estava aliviada, imaginar os sentimentos negativos que me invadiriam à essa “altura do campeonato”, era para lá de negligência.

Naomi então repentinamente surgiu na cozinha, desde que retornamos, não a tinha visto ainda e ao reparar em suas vestes, estavam mais sujas do que quando chegamos.

- A reunião irá começar. Keenegar solicita a presença de vocês. – Disse ela.

Assentimos e após trocar olhares curiosos com Jaemin, nos levantamos. Marrie suspirou cansada, mas nada disse sobre.

- Muffie, fique aqui, está bem? – Olhei para o gnomo que continuava comendo. O mesmo expressou uma face de emburrado, mas assentiu e voltou a comer.

Começamos então a seguir Naomi.

- Como você está? Não tivemos a oportunidade de conversar ainda... – Enquanto caminhávamos, a princesa puxou assunto comigo.

- Me sinto bem melhor agora. – Sorri um tanto quanto falsamente, mas não foi por mal, eu realmente não queria conversar sobre o que havia acontecido.

- Entendo. – Naomi sorriu sem mostrar os dentes e nada disse mais, provavelmente compreendeu o que eu estava sentindo.

Estávamos nos aproximando de uma pequena tenda, na mesma, diversas criaturas mágicas adentravam também.

- Qual o propósito da reunião exatamente? – Perguntou Marrie.

- Nem eu sei. – Respondeu Naomi.

- Keenegar havia lhe mandado ir atrás de “líderes”, como assim? – Questionou Jaemin.

- Nossos aliados. Pelas extensões dos reinos existem mais bases rebeldes... tive que os procurar. Usei um feitiço de rastreamento que Keenegar em ensinou há algum tempo e depois os contatei enviando corujas. – Justificou Naomi.

Chegamos então em frente a tenda e assim que adentramos, a mesma por dentro, era totalmente diferente do que aparentava por fora. Ela era gigante, repleta de armas como objetos decorativos em suas paredes vermelho com dourado, em seu centro, uma enorme mesa redonda estava depositada com um mapa de toda Dryadalis estendido. Nele, pequenos pontos azuis estavam marcados em determinadas regiões. Arqueei as sobrancelhas curiosa sobre o que significava.

O ambiente estava bem cheio também tanto de humanos, como de criaturas mágicas, de cada espécie, havia ao menos quatro delas. Keenegar assim que nos viu, caminhou em direção a enorme mesa.

- Por favor, todos ao centro. – Ordenou o mago e assim fizemos, ficando ao redor da mesa. – Creio que todos já sabem o que aconteceu, não?

- A profecia se cumpriu. – Respondeu de forma irritada um elfo, fiquei o encarando por algum tempo, suas características físicas me lembraram Galadriel. Os olhos... a cor da pele... a estrutura óssea... recebi um leve cutucão de Jaemin e só então notei que o elfo me encarava com as sobrancelhas arqueadas. Murmurei um “me desculpa” e retornei a atenção ao mago.

- Exatamente. Nesse exato momento, Candigar está aumentando ainda mais o seu exército, que agora será complementado com seres das trevas. Consegui informações com os centauros próximos ao Penhasco do Sussurro e toda aquela região, Candigar já reuniu o máximo de homens possíveis.

- Soube que há homens da Prisão Infector também. O rei Edward os libertou sob a condição de lutarem. – Indagou um centauro.

- Sem contar que haverá o exército em si de Edward e, sabemos muito bem como é poderoso o exército daquelas terras. – Indagou um elfo.

- Provavelmente os matadores de aluguel das Terras Neminem e os mercenários de Collumae também uniram-se ao exército dele. Estamos perdidos! – Disse outro elfo.

- Há também as bruxas... – Disse Marrie. – Agnes nesses últimos anos esteve criando mais delas.

Keenegar suspirou. O clima não estava nem um pouco favorável.

- Qual a estimativa? – Perguntou Jaemin quebrantando o silêncio.

- Até agora? Creio que 100mil homens, em relação ao exército de criaturas, é difícil dizer. – Respondeu Keenegar.

- Tragam Willian aqui. Ele com certeza saberá nos responder. - Falou Jaemin e homens saíram na mesma hora para buscá-lo.

- Sabe que ele relutará em falar, não sabe? – Astrid indagou mas Jaemin a ignorou. Minutos depois, Willian retornou com os braças algemados e a flecha ainda depositada em sua coxa. O mesmo fora arrastado e jogado aos pés de Jaemin.

- O que querem comigo? – Perguntou Willian com uma expressão de ódio. A perca de sangue estava fazendo com que o jovem estivesse em um estado deplorável e até mesmo, preocupante.

- Fale sobre o exército de Candigar. – Disse Jaemin e Willian no mesmo segundo, começou a rir com escárnio.

Notei um breve sorriso sacana surgir nos lábios de Jaemin e antes que eu pudesse compreender, o príncipe começou a girar a flecha cravada em Willian, fazendo-o gritar. A cena de mais sangue escorrendo do ferimento juntamente com a carne do rapaz se abrindo, me embrulhou o estômago. Notei alguns murmúrios surgirem daqueles que assistiam a cena.

- Pare! Pare! Por favor! – Gritou Willian então Jaemin o socou.

- Se pensa que sou muito diferente do meu pai na época em que ele bombardeou sua terra natal, Willian, está muito enganado. – Jaemin se agachou, ficando na altura de Wiilian e então aproximou-se de seu ouvido, dizendo mais baixo, quase em um sussurro. – Eu sou pior... Você apenas não viu ainda.

Jaemin levantou-se, dando um chute violento na face do oponente. Espreitei meus olhos... terra natal? Por que e como Jaemin sabia sobre a vida de Willian?

- Conte. Agora. – O príncipe ordenou novamente.

- Não... contarei... – Respondeu com dificuldade, recebendo como resposta de Jaemin, mais chutes no rosto. Willian agora cuspia sangue.

Astrid então se aproximou, entregando uma adaga para Jaemin, que a pegou.

- A cada negação, um corte. – Disse Jaemin.

- Willian... – dei um passo à frente, chamando sua atenção. – Por favor, conte...

Meu coração estava apertado ao pensar no ex amigo sendo torturado em minha frente. Infelizmente ou felizmente, não conseguia sentir grande ódio por ele. Jaemin mantinha o semblante sério mas estava impaciente, balançando freneticamente a adaga em sua mão. Willian ficou por alguns segundos calado e então, finalmente, começou a contar:

- Além dos homens, há um grande exército de goblins e orcs, obtidos através de Baltazar, e como já viram, também há as gárgulas. – Willian cuspiu mais sangue - Candigar ainda com a ajuda de Baltazar, conseguiu também ao menos 100 ovos de dragões e agora que o mago finalmente obteve poder total, ele criará criaturas sombrias... não sei ao certo, mas o número provavelmente ultrapasse o de humanos. – Suspirou derrotado.

- Dragões? – Murmurei para mim mesma.

- Ok, estamos fodidos. – Astrid passou as mãos nos cabelos irritada.

- Vocês não tem a mínima chance. – Willian sorriu fracamente.

Um pequeno caos se instaurou na tenda, todos começaram a falar ao mesmo tempo. Keenegar nada dizia, estava olhando fixamente para o chão pensando em algo e Jaemin retornou a olhar para o mapa na mesa.

- Irei ao meu reino e trarei o meu exército. – Jaemin por mais que tenha dito baixo, fez com que todos o olhasse e se calassem.

- Seu pai está unido à Peter, Jaemin. Provavelmente seu reino já está tomado e sob o comando das trevas. – Explicou Keenegar.

- Eu conheço os meus homens! Provavelmente estão sendo obrigados, se eu os trazer, estarão do nosso lado. – Defendeu o príncipe.

- Você não pode sair e bancar o herói, Jaemin! Não pode salvar a todos! – Falei irritada. Estava sendo egoísta por não querer que ele saísse e corresse perigo. O mesmo me olhou com a sobrancelha arqueada, não entendendo o meu posicionamento.

- Não... Jaemin talvez tenha razão. Mas seria arriscado demais isso. Como retornaria? – Naomi questionou.

- Bom, nas Terras Desertas eu consegui nos tirar do Mundo Astral, não foi? – Jaemin direcionou o olhar à Keenegar. – Então...

- Está querendo dizer que acha que pode abrir um portal? – O mago questionou.

- Exato, basta você me ensinar. Há resquício de sangue élfico em mim, provável que eu consiga. – Respondeu com firmeza.

O mago ficou alguns segundos em silêncio, mas logo o quebrantou:

- Está bem.

Jaemin sorriu.

- Mas só o exército de seu reino não adiantará muita coisa... – Disse um centauro.

- Há outra coisa também... – Willian novamente se pronunciou.

- O que? – Jaemin questionou.

- Candigar não torturou S/n à toa. Ele fez experimentos utilizando de seu sangue e suas reações as torturas. Ele criará criaturas complementando com o seu sangue. – Willian direcionou o olhar a mim.

Entreabri a minha boca perplexa pelo o que tinha escutado.

- Você... não pode estar falando sério. – Keenegar disse mais para si, do que para nós.

- Por que o meu sangue? – Perguntei.

- Ele acredita que por você ser o epicentro de tudo isso, seu sangue contém partículas élficas poderosas para a criação de criaturas.

- Isso será pior do que eu pensava... – Marrie sussurrou.

Olhei para o mapa na mesa, ignorando a informação anterior, não poderia deixar aquilo me abalar. Comecei a rever novamente todos aqueles pontos azuis marcados.

- O que eles significam? – Questionei apontando para os pontos.

- Localidades das bases rebeldes. – Respondeu Keenegar.

Nada respondi, mas minha mente estava à mil... era agora. Tinha que ser agora. Todas esses marcações... quantas pessoas não estavam arriscando suas vidas? Quantas pessoas estavam dispostas a morrer para conquistar a liberdade e acabar com todo esse mau? Por que eu tinha que ser a única egoísta e covarde? Isso não era justo.

Minha mente trabalhava em busca de ideias, meus olhos percorriam todas as extensões dos mapas.

- Quem mais estará do nosso lado na batalha? – Perguntei ainda com os olhos no mapa.

- Além do restante da população das criaturas e seus clãs que há aqui, os anões. – Respondeu uma ninfa, era a primeira vez que a mesma se pronunciava.

- Os anões? – Um dos humanos questionou.

- Eles estão escondidos próximo as Tribos. Creio que estão também convencendo os tribais a nos ajudar. – Justificou a ninfa.

- Provavelmente conseguirei aliança com outros magos. – Respondeu Keenegar.

- O trolls após a primeira guerra élfica, se refugiaram nas Terras Vulcânicas, que é de onde eu vim. Estarei partindo esta noite para solicitar mais deles e também trarei o meu exército. – Disse Naomi.

- Mas eles se tornaram praticamente selvagens... – Astrid disse se referindo aos trolls.

- Toda ajuda será bem-vinda! – Rebateu Naomi.

- Há algum tempo... – Chamei a atenção de todos. – Galadriel contou-me sobre as Terras Desconhecidas e sua lenda sobre a existência de dragões ou gigantes. Podíamos-

- Sem cabimento! Os gigantes antes mesmo da formação do Reino Élfico já haviam sido extintos! Ir para lá será viajem perdida! – Se pronunciou me interrompendo o mesmo elfo que havia me olhado com as sobrancelhas arqueadas.

- Eu acredito que vale a pena tentar! Li vários e fortes indícios de que possa ser verdade, de que ainda existe muitos deles! – Rebati firme. – Sem contar que há a possibilidade de também termo dragões ao nosso lado!

- Eu discordo totalmente disso! – Novamente o elfo se pronunciou. – Acho maluquice!

- Não preciso de sua aprovação. Eu mesma posso ir sozinha, não estarei colocando ninguém em perigo. – Olhei para Keenegar esperando que se pronunciasse.

- Por mim tudo bem. – O mago respondeu.

Olhei contente para Jaemin, mas suas sobrancelhas estavam arqueadas. Ele havia desconfiado da minha outra parte do plano.

- Acho que nossas chances aumentarão. – Disse Marrie. – Naomi, faça uma estimativa depois sobre quantos guerreiros teremos, mas separe por espécie.

A princesa assentiu. As pessoas então começaram a sair da tenda, retornando aos seus serviços e, inclusive, novamente Willian fora escoltado de volta a sua cela.

- Eu irei retornar ao meu reino também. Trarei soldados. – Disse Astrid.

- Temos de ser cuidadosos, Candigar está sempre um passo a nossa frente. – Keenegar falou com os olhos apreensivos. – Precisam ir o mais rápido possível. Naomi, Astrid e Jaemin, vocês irão esta madrugada. S/n, amanhã de manhã.

- Estarei partindo esta madrugada também. Irei reunir fadas que há em outros reinos. – Disse Marrie e Keenegar assentiu, logo dizendo:

- Eu ficarei aqui, gostaria de ir com algum de vocês mas tenho receio de recebermos algum ataque surpresa.

- Há uma alta probabilidade, visto que o pouco que vi através das corujas, praticamente todas as vilas já foram massacradas. – A voz de Naomi saiu amargurada.

- O quê?! – Arregalei os olhos. - São o meu povo! Preciso ajudar! – Meu coração disparou.

- Não me leve a mal, S/n, mas o reinado Lancaster, acabou. – Astrid falou meio receosa. - Eles não tem um rei mais... e muito menos um exército.

- Mas terão uma rainha. Eu assumirei a coroa, o trono e a liderança. O oráculo disse que eu terei de liderar e eu estou aceitando isso.

Direcionaram um olhar perplexo para mim.

- Aceitou o seu destino? – Keenegar continha certo brilho em seus olhos.

- E todas as consequências. – Sorri maliciosa. – E quanto ao exército, Candigar já está fazendo um favor para mim.

- O que quer dizer com isso? – Naomi questionou confusa.

- Se Candigar está usando o meu sangue para criar as criaturas, possivelmente eu possuo controle sobre elas. Basta eu entender como.

Keenegar sorriu. Lembrei-me das aulas com Galadriel e sobre quando ele me contou sobre criação de seres das trevas... não saberia nem 50% do que sei hoje.

- Um exército de criaturas das trevas, então? – Marrie indagou. – Quando a imaginei liderando, achei que estaria à frente de... pessoas e não... criaturas. Mas não que eu esteja criticando! – Marrie sorriu.

- Se o seu plano der certo, teremos uma grande vantagem. Candigar ficará por um breve momento, desamparado. – Disse Keenegar.

- Exato.

- Sobre as pessoas que estão desamparadas após os ataques às vilas, qual dessas bases há um número menor de pessoas habitando? Os levarei para lá. – Retornei os meus olhos para o mapa.

- Você partirá amanhã! Pretende salvá-los esta noite ainda?! – Jaemin disse confuso.

- Sim.

O príncipe suspirou.

- Eu não aprovo, mas irei com você então. Qual o plano? – Questionou Jaemin.

- Vocês são insanos! – Astrid revirou os olhos.

- S/n, deixei que outras pessoas cuidem disso, pelo menos por hoje. Você pode ajudar em mais regastes quando retornar. – Keenegar sugeriu. – Jaemin precisa de descanso também e sabemos muito bem que ele nunca a deixaria ir sozinha.

- Keenegar está certo. Sair hoje e se arriscar, sendo em que menos de 24horas terá outra jornada, é negligência. Enviaremos homens ao resgate hoje aos lugares mais afetados. Tem a minha palavra. – Tranquilizou Naomi.

Suspirei derrotada assentindo. Mesmo sabendo que eles estavam corretos, só não faria isso do mesmo modo, porque estaria colocando Jaemin também em risco.

- S/n? Onde você vai?! Marrie está a sua procura, dizendo que você precisa descansar! – Naomi gritou para mim enquanto me olhava confusa com as mãos na cintura.

- Eu já volto, preciso resolver algo em uma tenda! – Gritei de volta, retornando a caminhar em passos acelerados. Naomi deu de ombros e adentrou na casa de Keenegar.

Continuei caminhando por mais alguns minutos e finalmente cheguei até a tenda, assim que adentrei, a mesma por dentro, era idêntica a uma prisão subterrânea. Keenegar e sua magia incrível! Um dos centauros que estava de guarda me olhou com as sobrancelhas arqueadas.

- Tem permissão para estar aqui? – O mesmo perguntou.

- O prisioneiro está ferido. Vim ajuda-lo. – Retirei dos meus bolsos os pequenos frascos de curativos e remédios.

- Não acho que Keenegar ou Jaemin estejam a favor disso. – Respondeu desconfiado.

- Será rápido, juro! Assim que você me mandar sair, eu saio sem pestanejar! – Supliquei e o guarda revirou os olhos, permitindo a minha passagem.

Sorri agradecendo e comecei a ser guiada por outro centauro até a cela de Willian, na qual era a última daquele corredor mal iluminado.

- Estarei em frente a cela ao lado, caso ele decida fazer algo. – Disse o centauro assim que abriu a cela. Willian me olhava confuso, o mesmo estava sentado na pequena cama feita de pedra.

- Não se preocupe, se ele tentar fazer algo, eu mesma cuidarei disso. – Sorri e assim, a cela fora trancada e o guarda saiu da minha zona de visão. Fui até Willian.

- O que está fazendo aqui? – O mesmo perguntou ríspido.

- Vim ajudá-lo. Não se mexa.

Antes que Willian pudesse contestar, pressionei rapidamente uma mão em sua coxa próxima a flecha e com a outra, a puxei totalmente, fazendo-o gritar. Peguei um dos frascos e após limpar ao redor do ferimento, comecei a passar delicadamente o conteúdo pastosos do frasco.

- Isso fará com que se cicatrize bem rápido. O pouco que observei, não fora muito grave o ferimento, pegou até que superficialmente. – Falei enquanto enfaixava sua coxa. – Amanhã cedo, provável que graças a esse remédio, já esteja muito melhor.

- Se você não tivesse atirado, eu não estaria assim!

Revirei os olhos, respondendo:

- Se você não tivesse lutando contra Jaemin, eu não teria atirado!

- Só diz essas coisas, porque não foi você que teve a perna perfurada!

- Tem razão! Ao invés disso, tive três dias de tortura intensa feita pelo seu “chefe”. Do que entendo sobre sentir dor então, não é mesmo, Willian? – O olhei irritada, o mesmo nada respondeu, abaixando assim o olhar.

- Eu realmente sinto muito por aquilo...

- Se sentisse, teria feito algo para me ajudar. – Retirei a delicadeza anterior da qual cuidava de Willian e passei a agir de forma rude.

- E você acha que não fiz? – Willian me olhou irritado. - Acha que está viva apenas porque simplesmente aguentou sozinha? Acha que quando Candigar saía, quem adentrava lá escondido para te dar soros que continham vitaminas suficientes para repor sua vitalidade quase escassa? Eu até mesmo fazia com que imprevistos surgissem para que Candigar atrasasse ao ir te torturar!

- Grandes coisas! Poderia ter poupado esse “esforço” que faz questão de jogar na minha cara e ter simplesmente me ajudado a fugir! E convenhamos, só fez isso, para aliviar o seu peso na consciência, do que realmente me ajudar! E quer saber, cuide-se sozinho! Nem sei o que tinha em mente mesmo ao vir aqui! – Joguei os frascos em Willian e, ao me dirigir para a saída, Willian adentrou em minha frente, me abraçando fortemente e dizendo:

- Não! Não fiz aquilo simplesmente para me redimir comigo mesmo! Eu realmente queria a ajudar!

Fiquei alguns segundos estática sem saber o que fazer.

- Desculpa... me perdoa, por favor... – Willian disse com a voz abafada por seu rosto estar enterrado em meu ombro.

- Eu o perdoo, Willian. Mas não espere que eu tenha mais sentimentos de amizade a igual antes. Eu vim aqui, para lhe dizer isso. – Afastei Willian de mim, seu rosto estava coberto de tristeza.

- Eu... compreendo. – Sorriu fracamente.

- Preciso ir.

- Espere! Há algo que eu preciso te dizer.

Espreitei os olhos.

- E o que é?

- Desculpa por nunca ter demonstrado que eu correspondia aos seus sentimentos naquela época. Eu já fazia parte de tudo isso que está acontecendo... sabia que não podia me envolver e então a deixei naquela esperança e sufocamento de seus sentimentos.

Encarei Willian incrédula, sentindo meu rosto formigar.

- Esqueça isso! Foi há muito tempo! – Falei rapidamente. Um pequeno sorriso sacana surgiu nos lábios do rapaz.

- Por que está vermelha?

- Até mais, Willian! – Tornei a caminhar até a saída, mas fui impedida novamente por ele adentrando em minha frente.

- Gostaria que pudesse haver um jeito de termos outra chance... – Willian disse me encarando profundamente nos olhos. O olhei confusa e nervosa pela a aproximação do corpo do rapaz ao meu.

- Deveria se colocar no seu lugar, Willian. Acha mesmo que um traidor covarde como você, seria digno de amar alguém? – A voz de Jaemin invadiu o ambiente. Empurrei rapidamente Willian e encarei Jaemin perplexa. O príncipe estava no corredor, nos encarando com uma expressão nem um pouco amigável.

O guarda então retornou, abrindo a cela e assim que saí, logo a trancou novamente.

- Tem sorte de Keenegar ter recusado a sugestão de você ser morto, pois por mim, sua carne podre já estaria jogada aos lobos. – Jaemin então saiu andando apressadamente, comecei a correr, tentando alcança-lo.

- Ei! Espere por favor!

Saímos da tenda da prisão. Jaemin caminhava em direção a casa de Keenegar.

- Você não vai me deixar explicar? – O alcancei, andando ao seu lado tentando fazê-lo me olhar, mas o príncipe apenas mantinha seu rosto ereto para frente. – Vai mesmo me ignorar?

Adentramos na casa de Keenegar, passamos pela sala onde Naomi, Astrid e Marrie organizavam algumas armaduras. Muffie também estava as ajudando.

- Para de agir assim! – Gritei puxando o braço de Jaemin, fazendo-o me olhar. As mulheres e o gnomo olhavam confusos para a cena.

- Assim como? – Jaemin falou com o tom de voz bravo.

- Infantil! Você está sendo infantil! – Gritei.

- Ótimo! Então se agir com razão é ser infantil, então eu realmente seja! – Jaemin não gritava de volta comigo, o mesmo mantinha seu tom de voz equilibrado, mesmo que revelasse a irritabilidade.

- Qual é, Jaemin! Para com isso!

- Parar com isso?! Você foi visitar o cara que te traiu! A deixou correr perigo, a deixou ser torturada e sabe-se lá o que mais! – Jaemin começou a caminhar pisando duro para o quarto, fui atrás do mesmo.

- Ele estava ferido! E nós fomos amigos, eu não tenho culpa se quis uma última vez, ajuda-lo!

Jaemin adentrou no quarto, assim que passei pela a porta, a fechei batendo com força.

- Eu nem entendo porque você está irritada! Eu que estou nesse direito!

- Estou irritada porque você não está brigando também! Fica se segurando, não diz o que o incomoda! – Bati o pé irritada.

- Eu já disse o que penso sobre você ter ido visita-lo!

- Não acho que esteja bravo apenas por isso!

Jaemin então passou as mãos furiosamente pelos cabelos, os bagunçando.

- Eu estou com ciúmes, porra! – Aumentou o tom de voz. – Não acho justo ele ter feito o que fez a você e ainda ir ajuda-lo com sentimento de carinho! Principalmente porque você gostava dele! É óbvio que irei me sentir inseguro! Chego lá e ainda tenho que presenciar cena dele a abraçando e questionando se vocês podem ter um recomeço!

Fiquei completamente sem reação.

- O que o faz pensar que o deixaria por Willian? – Meu tom de voz suavizou.

- Não sei, talvez sua ausência de demonstrações. Parece que eu desde o início fui o que se doou mais. – Jaemin espreitou os olhos pensativo.

- O problema, é que ambos são lerdos e demonstram minuciosamente. – Falei com humor, me aproximando de Jaemin. – Ai dificulta as coisas um pouquinho, não acha?

Jaemin riu.

- Justo. – Respondeu.

Entrelacei meus braços em torno do pescoço de Jaemin.

- Mas não quero que pense que sinto menos que você, muito pelo o contrário, Jaemin. Me sinto incompleta quando não está presente e eu não estaria com você caso não gostasse o suficiente.

Beijei então Jaemin que, no mesmo momento, em envolveu em seus braços. Meus dedos deslizavam entre os seus cabelos e uma das mãos do príncipe deslizavam pelas as minhas costas. Jaemin começou a me conduzir até a cama, onde, jogou-me na mesma ficando por cima de mim e assim tornando a me beijar. O beijo que anteriormente era lento e o atrito entre nossos corpos era passivo e ameno, começou gradativamente a acelerar e tornar-se mais quente e envolvente.

Meu corpo antes que eu percebesse, estava retirando a capa de Jaemin e sua camisa. Minhas mãos percorreram seu corpo exposto e o puxei para mais próximo de mim, distribuindo beijos e pequenos chupões em sua pele desnuda. Jaemin soltava pequenos suspiros que despertavam ainda mais a sensação de querer o seu corpo junto ao meu. O príncipe então interrompeu os beijos, seus olhos percorreram o meu corpo brevemente.

- Quer mesmo fazer isso? – Perguntou ele com as sobrancelhas arqueadas.

- Sim. - Respondi sorrindo e fui novamente envolvida pelos beijos de Jaemin, suas mãos deslizaram com precisão até os botões de meu vestido, abrindo-os um por um.

 

A madrugada havia chegado, estávamos reunidos próximos a entrada da base. Jaemin, Naomi e Astrid estavam acompanhados de aproximadamente cinco guerreiros que os ajudariam em suas breve jornadas, apenas Marrie que decidiu ir sozinha e assim respeitamos sua decisão.

Estava com a mão entrelaçada na de Jaemin, meu coração palpitava freneticamente e uma angústia percorria pelo o meu corpo.

- Está na hora. – Disse Keenegar ajeitando o seu cajado, ele abriria um só portal, mas que levaria cada um ao seu destino. – Não esqueçam, precisam estar com o destino em mente, caso contrário, se vocês se distraírem ou imaginarem outra coisa, irão parar em outro lugar.

Jaemin, Naomi e Astrid assentiram. Marrie abriria o seu próprio portal.

Jaemin olhou para mim sorrindo e selou nossos lábios.

- Preciso ir. – Disse o príncipe assim que encerramos o beijo. O mesmo olhou para o portal, no qual já estava aberto.

- Por favor, se cuida. – Falei com a voz embargada.

- Você também amanhã. Retorne em segurança, nos veremos em breve. – Ele sorriu.

Assenti e então, Jaemin soltou nossas mãos, caminhando para o portal juntamente com os seus homens. Assim que adentraram, ele olhou para mim ainda sorrindo. Antes que eu conseguisse compreender, Jaemin sussurrou algo para mim, mas o portal se fechou no mesmo instante, deixando-me na dúvida se ele realmente tinha dito, o que eu imaginava que tinha sido. 


Notas Finais


qq será q ele sussurrou emmmm, hmmm


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