História The Heart's Sound - Capítulo 22


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Deathfic, Deficiencia, Drama, Longfic, Sadfic, Taekook, Vkook
Visualizações 83
Palavras 3.406
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 22 - Gratidão


"Me ajude. É como se as paredes estivessem desmoronando. Às vezes, sinto vontade de desistir, mas eu não posso. Estou rastejando dentro da minha pele." 

🌹

Jungkook e Taehyung esperavam do lado de fora da delegacia. Contribuíram com seus depoimentos assim que Yoongi prestou a queixa. Agora, estavam encostados na parede de concreto, lado a lado, observando os poucos carros na rua praticamente deserta naquele horário. Ainda era bem cedo e o ar soprava gélido com a ventania em vista das oscilações de temperatura. 

Percebendo o moreno tentar inutilmente aquecer suas mãos esfregando um palmo no outro, Taehyung se aproximou, cobrindo-as com as suas quentes enquanto soprava o hálito morno nos cubos de gelos que o mais novo chamava de dedos. Jungkook esboçou um sorriso tímido com o cuidado que o tatuado tinha consigo, observando-o inflar as bochechas e soprar o ar acolhido por seus pulmões em sua pele. Sentia-se extremamente bobo por encarar a cena como a coisa mais adorável do mundo, apaixonando-se ainda mais por aquele homem. 

Mesmo quando a temperatura de seus membros superiores se estabilizou, Taehyung manteve o contato, sustentando um olhar profundo com Jungkook, contemplando incansavelmente os traços desenhados de seu rosto delicado, perdendo-se, rendido, ao brilho de sua íris escura, capaz de deixá-lo completamente vulnerável, à mercê de seus efeitos irrefreáveis que o Kim não possuía qualquer tipo de controle sobre. Estar com Jungkook despertava sensações demais em si e Taehyung adorava entender e senti-las na maior intensidade possível, especialmente quando seu coração surrava o tórax daquela maneira descompassada. 

Levou os dedos ao topo da cabeça alheia, afagando os fios pretos como ébano, traçando um caminho pela têmpora com a ponta dos dedos até chegar na bochecha macia, onde o polegar se movimentava com carinho na derme. A pontinha do nariz estava vermelha em consequência do álgido, dos lábios repartidos, o ar condensado visível se direcionava a atmosfera. 

A porta da delegacia foi aberta antes que Taehyung pudesse concretizar a ação mentalizada de depositar um selar no órgão de olfato alheio. Faria-o em outro momento. Jungkook olhou por cima do ombro para a direção onde o mais alto encarava, atentando-se aos hyungs vindo ao seu encontro e do mais velho. 

— Conseguimos. A viatura já está sendo encaminhada — o esverdeado informou, desacreditado, soltando um suspiro longo, o primeiro de alívio. — Aquele maldito vai finalmente ter o que merece, graças a vocês. 

— Graças ao Jungkook — Taehyung corrigiu leve. 

Yoongi perdeu alguns bons segundos analisando o mais novo de todos ali. Reconhecia que, de fato, sem a prova crucial que o dito conseguiu, aquilo jamais estaria acontecendo. Sua vida, enfim, entraria no caminho que sempre desejou desde os vinte anos, quando sua mãe levou aquele homem para casa pela primeira vez, três anos após a morte de seu pai em um acidente de trabalho. Desde o princípio, detestou-o, mas era maduro o suficiente para aceitar a decisão da mãe com a condição de que a escolha trouxesse sua felicidade. Yongsun, sua irmã mais velha, teve a mesma atitude, acolhendo o homem na família. Mal sabiam que aquela seria a pior atitude que os Min poderiam ter tomado.

Dois anos já instalado em suas vidas, o padrasto começou a beber e discutir com a senhora Min com cada vez mais frequência e, gradativamente, a casa de Yoongi se tornou o inferno na Terra. Quando se deu conta, sua mãe já não podia mais sair sem a autorização ou ciência do outro e o mesmo passou a acontecer com sua irmã quando enfrentou-o. Yoongi, imediatamente saiu do emprego para poder ficar mais tempo em casa para evitar que qualquer tipo de violência acontecesse a alguma das duas. Por algum tempo, funcionou, mas não muito tempo depois sua presença se tornou insignificante para o padrasto que não se importava se o esverdeado estava ou não presenciando quando levantava a mão para a mãe. Já havia tentado denunciá-lo de diversas formas, mas seus argumentos desesperados nunca eram suficiente e o homem vigiava sua família vinte e quatro horas por dia. O único dinheiro que entrava para si, era o que conseguia com o rap improvisado em alguns becos quando saía no meio da madrugada, posteriormente a certificação de que todos estavam realmente dormindo. Se negava a comer qualquer alimento provindo do salário do infeliz que havia dominado e destruído o que chamava de lar. 

Por mais que tentasse a todo custo convencer sua mãe ou irmã a irem para uma delegacia durante todos aqueles anos, as mesmas se negavam por medo do que viria a seguir, do julgamento, o receio de serem culpabilizadas pela situação e o que aconteceria depois que aquele homem saísse da cadeia. E se quisesse vingança? E se a justiça sequer o condenasse e se expossem em vão? De qualquer forma, a pena por violência doméstica não era tão cumprida, logo o tempo de "paz" seria contato como a ansiedade de uma criança que mede o tempo através de uma ampulheta, esperando cada grão de areia acumulado no compartimento cônico superior atravessar o vestisse que o interliga ao infeior e se acumular no fundo, formando um pequeno monte. 

O ocorrido do dia anterior se deu pelo fato de Yoongi ter finalmente as convencido sair de casa para denunciarem o desgraçado que arruinava suas vidas a cada segundo que passava. Estaria mentindo se dissesse que foi uma tarefa descomplicada. Fazia anos que tentava aquela abordagem e por mais que soubesse que a mente das duas pessoas que mais amava naquele mundo era um completo caos entre medo, insegurança e fragilidade, especialmente a de sua mãe, precisava argumentar com as mesmas para que pudesse ajudá-las a sair daquilo. Não suportava mais aquela situação, estava deteriorando-o por dentro pouco a pouco, como se cada vez que escutasse algum som de golpes, seu coração fosse esmagado ou esfaqueado. Por continuamente, incansável, interferir nos momentos em que o homem estava sob efeito alcoólico e coagir com força bruta e tortura psicológica sua mãe e Yongsun, quando a mesma se intrometia nas discussões, Yoongi consequentemente era vítima do padrasto. Havia horas em que simplesmente se deixava ser um saco de pancadas inanimado — aguentando toda aquela raiva e desprezo de origem desconhecida que habitavam dentro do coreano ser descontado em si —, somente para que nenhuma das duas precisasse de sentir pior do que já estavam. 

Um dos motivos, além do temor da inferência da polícia na situação, era que sua mãe tinha esperança sobre o parceiro abandonar o álcool e voltar a ser a pessoa que havia conhecido, o homem que por um tempo, foi bom para si. A razão se dava por aquele lado violento e monstruoso se fazer presente somente quando o mesmo estava sob efeito da bebida. No dia a dia, era impossível taxá-lo como espancador. Entretanto, para sua infelicidade, a senhora Min aprendeu na prática que não devemos acreditar nas máscaras que as pessoas vestem, pois esse, muitas vezes, pode ser um erro fatal. Usando de sua fé para justificar a espera da melhora que dizia em breve acontecer, se negava a seguir com a ideia do filho de fazer um boletim de ocorrência ou fugir para longe. O quão abusivo as coisas se tornaram cegaram seus olhos, fazendo-a crer que realmente precisava dele para viver, que era inteiramente dependente e que a culpa era do álcool, mas não era e a senhora Min descobriu a veracidade daquilo que Yoongi vinha tentando custosa e desesperadamente colocar em sua mente da pior forma possível. 

Estavam na cozinha, o jantar estava quase servido quando foi se direcionar ao parceiro e o mesmo lhe recebeu com duras palavras sem motivo aparente, lhe pedindo dinheiro e a mesma teve a péssima de ideia de devolver de forma retórica e contestada com uma indicação melancólica. Sua mente estava prestes a colapsar com o inferno em que estava vivendo. Apesar de saber o que se passava, a ideia de como não apenas sair, mas superar aquele momento obscuro de sua vida, caso um dia fosse livre daquele homem, lhe pareciam distantes demais, intocáveis para si. E então, enquanto se perdia em seus próprios devaneios, sentiu o pescoço ser agarrado com brutalidade pelo outro. Encarou de perto os olhos que exibiam um brilho ameaçador e então, o teto pareceu desabar em sua cabeça ao notar as escleróticas vermelhas e as narinas com resquícios do pó branco que identificou como cocaína. As íris transpareciam perversidade. Ele queria matá-la. 

Todos aqueles anos de sofrimento próprio e coletivo que compartilhava com seus descentes que, um dia conseguiu criar com um sorriso no rosto junto de uma pessoa que realmente a amou e fez feliz, passaram como uma fita antiga diante de seus olhos, efêmero na velocidade de um flash de luz. Não suportou finalmente ter consciência de que o que estava fazendo, colocando expectativas em alguém que apenas queria machucá-la e nada além disso, era  vão, e então, sua vista embaçou. Iria desmaiar não pela falta de ar ocasionada da obstrução da circulação em vista da pressão em suas vias respiratórias, mas por toda a dor avassaladora e destrutiva que sentiu ao constatar o que sua realidade se tornou, sua última visão sendo de Yoongi gritando em sua direção com a expressão horrorizada ao presenciar o padrasto enforcando-a. 

Ela sabia o motivo da perda da consciência, mas Yoongi não e foi por esse motivo que quase matou-o com as próprias mãos alguns dias antes de Namjoon e Taehyung aparecerem. 

Ao que sua mãe lhe pediu ajuda, atordoada com a quase morte, Yoongi aconselhou-a outra vez a denunciar os abusos do bêbado drogado e Yongsun imediatamente se pôs a disposição junto do irmão. Uma viatura com o causador de toda dor da família chegou uma hora depois de feito o boletim de ocorrência. O dito cujo chegou algemado e, pouco depois de começar a conversar com os policiais, suas mãos estavam livres e para a surpresa e decepção dos Min, o homem também foi inocentado pela justiça por falta de provas. Os corpos marcados não serviam de nada e os depoimentos não podiam ser confirmados já que a família de vítimas não é valida como testemunha e, para piorar, nenhum dos vizinhos quis se intrometer nos problemas alheios. A revolta se fez presente quando ficaram sabendo que o maldito havia conseguido manipular as autoridades, desmentindo todas as acusações feitas contra si. Como, após tudo o que haviam dito, aquele homem, nitidamente drogado, conseguia passar mais credibilidade do que os três? Não fazia o menor sentido. Yoongi ficou desolado com a ineficácia da "justiça".  

Ambos voltaram para casa em um silêncio que carregava tensão demais, gritos mudos inimagináveis em súplicas de socorro, a desesperança em níveis imensuráveis. O padrasto indagou, cinicamente — com um copo quase vazio de whisky, na antiga poltrona de seu pai — o motivo daquela comoção na delegacia. Yongsun perdeu o controle naquele momento e começou a berrar com o mesmo a plenos pulmões, vomitando toda a amargura que vinha sentindo, acusando-o de ser o culpado pela merda que a vida de sua família havia se tornado pela intromissão do mesmo. Ninguém podia culpá-la, sua última esperança havia sido dolorosamente esmagada diante de seus olhos da forma mais cruel possível. A ruiva estava desiludida, furiosa e inconformada… Atormentada por sensações ruins sem tamanho para poder manter o autocontrole ou pensar em valores éticos naquele momento, sendo a primeira a ir para cima do padrasto sem qualquer receio do que viria a seguir. Yongsun acertou-o algumas vezes, mas ao notar que o mesmo revidaria os goles da mais velha, Yoongi se intrometeu disposto a descontar todo o mal que o mesmo havia feito para si e para as duas pessoas mais importantes de sua vida. 

Claramente, seu esforço não foi suficiente. Estava exausto, emocionalmente quebrado, o corpo fraco e a mente por um fio de dizer adeus a sanidade. Mas então, Namjoon e Taehyung apareceram e devia sua vida a eles, pois não tinha dúvidas de que seria morto se dependesse de seu agressor. Graças a Jungkook, finalmente podia comprovar tudo o que haviam relatado as autoridades há alguns dias atrás. Por mérito do rapaz, finalmente tinha uma real chance de voltar a ser feliz junto de sua família. 

Não raciocinou quando puxou-o para um abraço sincero, verdadeiramente agradecido. Jamais poderia retribuir ou por em palavras o quanto sua ação foi importante para o rumo de sua história.  

O mais novo ficou surpreso, aquilo havia sido repentino, mas tratou de retribuir o aperto do bibliotecário e entendeu quando o mesmo encarou-o com a íris marejada, cintilando um obrigado. Sorriu positivamente para o outro que lhe retribuiu com um sorriso gengival, antes dos lábios se moverem sutilmente. 

— Obrigado, Jungkook. 

Não sabia o que havia sido direcionado a si, mas pressupunha que o esverdeado apenas precisava externar o reconhecimento de sua ação e isso fez seu peito aquecer com um sentimento bom por saber que havia conseguido ajudar significamente o outro.

Yoongi e Namjoon caminhavam por um trajeto diferente, em um silêncio confortável. 

— Então… Você não tentou dar em cima do Tae, finalmente desistiu? 

— Digamos que eu aceito minha derrota — sorriu pequeno, de canto, ainda fitando o caminho a sua frente. — Eu percebi que não posso competir pelo Taehyung. Não quando ele olha para o Jungkook como se seu mundo inteiro estivesse concentrado naquele garoto e ele o olha da mesma forma — soltou o ar de forma anasalada. — Não tem como disputar com esse sentimento — subiu o olhar para o loiro que nada respondeu, seguindo o trajeto para sua residência. 

Uma semana se passou desde que o padrasto de Yoongi foi proibido de se aproximar de sua família e mais sete dias se passaram logo que sua mãe decidiu abrir um processo contra o mesmo e então, passou-se mais uma semana de julgamentos no tribunal e finalmente o desgraçado estava em seu devido lugar, atrás das grades, de onde não sairia tão cedo. Infelizmente a justiça para famílias menos favorecidas era mais lenta, todavia havia funcionado. A família Min estava se recuperando aos poucos do trauma com a ajuda de Taehyung, Namjoon e Jungkook que, com tudo o que acontecera no último mês, se aproximaram relativamente mais uns dos outro e de Yoongi. 

Quando finalmente sua família pode respirar aliviada, perceberam o quão difícil seguir em frente seria dali em diante, mas o apoio e confiança uns nos outros era o suficiente para fazê-los caminhar aos poucos, preenchendo o buraco que habitava ambas almas e superando pouco a pouco aquele período horrível. O primeiro passo já havia sido dado. 

O mês anterior havia passado como um sopro em vista de toda a turbulência e agosto estava seguindo tão rápido quanto. Jungkook estava no período anual de férias de verão, mas ainda frequentava a biblioteca com a mesma religiosidade todos os dias, mantendo os mesmo hábitos. Infelizmente, com todo o ocorrido com Yoongi, não conseguia ter muitos momentos a sós ou íntimos com Taehyung, mas não se arrependia nenhum um pouco em dedicar um pouco de seu tempo a outras pessoas e ao ver os sorrisos ou olhares agradecidos, sentia-a realizado com a certeza de que estava fazendo o coisa certa. 

Jeon não havia notado que suas férias estavam chegando ao fim e setembro estava cada vez mais próximo e isso o assustada eminentemente, então para evitar se desesperar com aquilo, ocupou sua mente lendo com mais assiduidade do que costumava fazer, estudar o conteúdo do próximo semestre e procurar trabalhos de meio-período pelo jornal. Com todo o estresse que o decorrer dos dias lhe trazia, mal teve tempo de pensar em Taehyung e o quanto estavam afastados naquelas últimas semanas que, haviam planejado ficar juntos, em uma noite após deixar a casa dos Min. 

Sua mente estava uma bagunça, a ansiedade o consumindo e o estresse corroendo seus ossos. Circulou um anúncio que lhe pareceu interessante na folha frágil do jornal cinza e sem graça, suspirando pesadamente, estava em seu limite. Jogou a mochila desleixadamente por cima dos ombros doloridos devido a tensão de seu corpo nas últimas semanas. Andou alguns passos de cabeça baixa, sendo surpreendido pelo Kim vindo em sua direção determinado, um pouco alarmado diria. 

Parou no lugar que estava, esperando Taehyung se aproximar após pouco mais de duas semanas inteiras sem vê-lo. Os fios da franja estavam presos para trás com o auxílio de uma bandana preta sem estampa. Estava consciente da beleza descomunal do outro, mas de alguma forma, com aquele adereço, o Kim tornava-se ainda mais irresistível e Jungkook realmente não possuía qualquer impedimento para se deixar entregar pelos sentimentos controlando suas ações naquele exato momento. Levou as mãos ao rosto alheio para que pudesse puxá-lo para um beijo cheio de saudades, mas foi impedido. Taehyung não permitiu-o tocar em si. 

O que está acontecendo, Jungkook? 

Indagou, o olhar firme. 

Não é nada, hyung. Por que está me olhando desse jeito? 

Encolheu um pouco os ombros. O mais alto estava sério, impassível. As intenções indecifráveis como quando se conheceram. 

Por que já faz mais de uma semana que você está me ignorando, é óbvio que algo está errado. O que foi? Não quer mais minha companhia? É isso? 

Jeon arregalou os olhos. Havia realmente feito o outro pensar aquilo? Não podia culpá-lo. Simplesmente tomou uma decisão egoísta ao afastá-lo sem justificativa. 

Eu estou preocupado com você. Está pálido e parece mais magro e cansado. Por que não está se cuidando? 

Eu estou me cuidando. 

Taehyung rolou os olhos. 

Claro que está. 

Jungkook cruzou os braços diante do escárnio empregado. Vacilando a pose séria quando o outro tocou sua testa, bochechas e pescoço rapidamente. 

Jungkook você está com febre! 

Não estou com febre, está calor. 

Taehyung estava pasmo. 

Jungkook, está fazendo um frio de cinco graus lá fora e você só está com essa camiseta! 

Acusou, alarmado a vestimenta inadequada para a temperatura que se fazia do lado de fora do ambiente. Jungkook com certeza pegaria uma pneumonia se saísse daquele jeito na rua. Retirou sua jaqueta de couro forrada e entregou-lhe. 

Vista. Vou cuidar de você. 

Jungkook sentiu uma pontada aguda no coração. 

Hyung, você não está bravo comigo? 

O Kim suspirou, aproximando-se e puxando o rosto de Jungkook ao encontro de seu peito. O moreno fechou os olhos, deixando a fragrância masculina de Taehyung letargia-lo, permitindo-se pela primeira vez relaxar e, só então, notando o quanto estava cansado, o quanto sentiu falta do outro e o quanto precisava de sua presença. 

Sentiu-se sonolento e o tatuado sorriu pequeno para si, tentando disfarçar a preocupação das olheiras fundas e falta de cor na pele já suficientemente alva do mais baixo. 

Vamos para casa. Me deixe cuidar de você. 

Jeon engoliu a vontade de chorar e desabar ali mesmo, assentindo freneticamente com a cabeça para cima e para baixo. Taehyung cruzou seus dedos e juntos se despediram da senhora Park. 

No apartamento do Kim, Jungkook primeiro foi se lavar e colocar roupas quentes, mesmo relutante a princípio, dizendo estar com calor. Em seguida, ao terminar de secar os cabelos, foi em direção a sala brincar com Yeontan que, se acomodou em seu colo, olhando com um brilho triste nos olhos. Sabia que o filhote, um pouco maior do que se lembrava, sentiu sua falta. Correu os dedos pelos fios macios do pelo cheiroso do animal. Taehyung podia reclamar o quanto quisesse da bagunça do animal, mas era inegável que tinha desenvolvido um enorme apreço pelo mesmo. 

Taehyung sentou-se ao seu lado, observando-o brevemente. 

Você deveria usar minhas roupas mais vezes. 

Jungkook se permitiu rir do comentário. Gostava da forma como as roupas do outro ficavam largas em seu corpo diversos números menores. 

Então, vai me contar o que está acontecendo? 

A risada do mais baixo morreu aos poucos, a expressão se metamorfoseando para algo incerto, incômodo. 

Mês que vem é meu aniversário. 

Revelou, fitando o filhote acomodado em suas coxas, atento a conversa dos dois.

O de fios lilases leu e releu a mensagem consecutivas vezes, tentando inutilmente entender o que havia de errado naquela afirmação. 

E isso te incomoda? 

É claro que incomoda, hyung. Eu vou ser um adulto daqui algumas semanas. 

Eu ainda não entendi, gracinha. Você está com medo da vida, é isso? 

Jungkook estava exasperado, era notável a maneira ansiosa qual digitava. 

Hyung, ao completar 19, eu não vou mais poder ficar no orfanato, eu vou não ter mais onde morar! 

↪Continua...



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