História The Heart's Sound - Capítulo 23


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Deathfic, Deficiencia, Drama, Longfic, Sadfic, Taekook, Vkook
Visualizações 84
Palavras 7.069
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 23 - Capaz de alcançar as estrelas


"Eu quero ver o sol nascer sobre seus pecados, só eu e você. Eu estarei com você do crepúsculo ao amanhecer, eu vou te apoiar quando as coisas derem errado. Amor, eu estou bem aqui".

🌹

O apito ocasionado devido o vapor da água quente da chaleira impediu Taehyung de digerir instantaneamente a situação.

Direcionou-se para a cozinha um pouco letárgico, assimilando o problema que lhe foi apresentado enquanto servia um chá de ervas tradicional, sem notar que era observado por um Jungkook apreensivo. Entregou-lhe uma das xícaras e sentou-se outra vez, bebericando um pouco do líquido quente que desceu por sua garganta entalada. Ambos terminaram de ingerir a bebida adocicada com mel devagar, antes do Kim fazer sua primeira manifestação a respeito do ponto levantado.

Me diz como você está se sentindo.

Incentivou, os olhos transparecendo sua preocupação em como Jungkook estava lidando com tudo aquilo sozinho.

Eu não sei... Não estou conseguindo pensar direito sobre muitas coisas ultimamente. É como se houvesse uma pressão colossal nos meus ombros porque eu preciso encontrar uma solução em uma corrida contra o tempo e isso me assusta. Estou apavorado com a ideia de morar na rua e não conseguir concluir meus estudos. Eu não faço ideia do que fazer. É como se eu estivesse perdido, como se meus sonhos estivessem mais distantes do que nunca.

Jungkook não percebeu, mas as lágrimas escorriam por sua face melancólica. Era possível ver o medo cintilando em seus olhos enquanto o corpo tremia perceptivelmente. Taehyung imediatamente o puxou para um abraço, envolvendo-o com seus braços na tentativa de amparar aquela figura fragilizada e aquele gesto foi o gatilho final para que Jungkook manifestasse toda a preocupação que vinha sentindo. A angústia que martelava sua cabeça, o pânico que o assolava, as preocupações que o atormentavam. Encaixou o rosto na curvatura do pescoço do Kim enquanto deixava seus sentimentos transbordarem.

Taehyung direcionou a destra aos cabelos macios de Jeon em um afagar compreensivo ao que os frenéticos batimentos alheios reverberassem em cima do próprio tórax, em cima de seu coração. Jungkook estava aos prantos, fungando e soluçando, garantindo-o que não se acalmaria tão cedo. A fim de deixá-lo confortavél para expressar suas inseguranças em relação ao futuro, o tatuado apoiou as costas no braço do sofá, esticando as pernas no estofado e puxando o mais novo para o meio delas. Usou a canhota para deslizá-la pela cintura alheia por baixo da peça de roupa em toque desprovido de quaisquer segundas intenções. Era simplesmente um contato mais íntimo, para assegurar o outro de que estava consigo naquele momento de afligimento.

Demorou cerca de meia hora para os batimentos cardíacos de Jungkook se normalizarem e Taehyung concluir que o dito estava se recuperando. Suspirou profundamente, mais aliviado, ainda compartilhando do calor de seu corpo. Jeon desvencilhou o contato lentamente, secando as lágrimas e fungando forte para impedir que a mucosidade formada nas narinas avermelhadas escorresse. Inspirou e expirou algumas vezes, voltando a deitar no peito do Kim, o corpo ainda encolhido apesar do arrebatamento de estar em seus braços. Instantaneamente, mais algumas lágrimas molharam suas bochechas com a súbita felicidade de saber que o tinha ali, que não estava passando por aquilo sozinho, que havia alguém para quem correr. Jungkook se permitiu sentir. Era só o que precisava. Sentir amparo e Taehyung conseguiu transmitir-lhe exatamente essa sensação e esse conforto até então desconhecido nunca se fez tão necessário.

Durante todo aquele período sem trocar uma palavra, o Kim ponderou sobre uma solução para o problema do outro e repentina e involuntariamente, quase como um instinto, uma ideia atravessou sua mente.

Taehyung engoliu em seco, se encontrando em um estado de surpresa em função daquela elucidação. Refletiu prudentemente sobre e, certo de seus desejos, beijou o topo da cabeça do mais novo, cruzando seus dedos e apertando-o ainda mais contra si mesmo. De fato, não estava receoso sobre as consequências de suas próximas palavras.

Eu peço desculpas, meu bem. Deveria ter prestado mais atenção em você.

Jungkook fungou outra vez.

Não foi culpa sua. Nós dois estávamos focados no problema do Yoongi-hyung e a distância foi inevitável.

Balançou a canhota no ar, indicando que não havia motivos para se desculpar.

Ainda que seja verdade, eu deveria ter sido mais atencioso.

Jungkook beijou-o, mantendo suas testas coladas, mesclando suas respirações.

Nós vamos dar um jeito nisso, juntos.

Beijou as mãos sutilmente trêmulas do mais baixo, ajoelhando-se em sua frente e mirando o fundo de suas orbes ônix. O mais novo sorriu grato pela tentativa de animá-lo, porém era possível ler o ceticismo em sua alma quanto a luz no final daquele túnel obscuro e vazio.

Eu... Quero te propor uma coisa.

O mais novo assentiu, atento as suas palavras.

Venha morar comigo.

Os olhos de Jungkook praticamente saltaram para fora de seu rosto no momento em que seu cérebro converteu a informação daquela frase objetiva. Desviou a atenção da tela do celular para a face serena de Taehyung ainda pasmo, incrédulo e completamente leigo quanto ao que responder. Realmente acreditou que seu coração fosse atravessar sua caixa torácica em vista da maneira apressurada qual pulsava. No primeiro momento, quase deixou-se levar pelas emoções eufóricas causadas pelas mariposas em seu estômago. Porém, ponderou mais a fundo sobre o peso daquela proposta e soltou as mãos do Kim com delicadeza.

Tae, isso... Isso é algo muito sério. Viver juntos é uma decisão íntima demais.

Taehyung franziu o cenho.

Você não quer?

Não é esse o ponto, mas é uma decisão maluca e que vai trazer consequências a curto e longo prazo.

Riu sozinho, incrédulo.

O que realmente te preocupa?

Taehyung passou a língua pelo lábio inferior, tombando a cabeça para o lado de uma forma incômoda. Jungkook cruzou os dedos em cima das coxas, pensando em uma maneira de esclarecer suas inseguranças sem magoá-lo.

E se você enjoar de mim?

Foi a primeira possibilidade despejada.

E se, de repente, parar de sentir o que sente por mim?

Continuou.

E se perceber que não sou a pessoa que quer para sua vida?

Taehyung nada respondia, estava atônito demais com aquelas questionamentos absurdos.

Ou então, mesmo sentindo o que sente por mim agora, após alguns meses, talvez anos, perceber que eu sou apenas um estorvo atrasando a sua vida? O que vai ser de mim depois?

O primeiro golpe foi desferido em sua alma, machucando o próprio Jungkook com aquelas palavras quando a única coisa que almejava era se entregar àquela proposta como vinha fazendo com o laço que vinham fortalecendo. Respirou com dificuldade. Uma epifânia. Não era um relacionamento, não era concreto. Jungkook era apenas um caso. Seus dedos digitaram sem que tivesse controle sobre seu corpo ao revelar.

E... Nós sequer temos algo definido para fazermos algo evoluído como viver juntos.

Dessa vez, Taehyung respondeu:

Um rótulo é realmente tão importante para você?

Jungkook suspirou.

A questão não é o rótulo, mas o comprometimento. A certeza de que queremos um futuro juntos, de que desejamos que não sejamos passageiros na vida um do outro.

Sem resposta outra vez.

Nós nos conhecemos há apenas três meses e, ainda assim, convivemos muito pouco para afirmarmos algo mais concreto sobre o que queremos juntos, eu entendo isso.

Mesmo que tenham sido só três meses ou menos que isso, desde que você apareceu na minha vida tudo o que eu quero é que você permaneça nela enquanto quiser, Jungkook.

Segurou suas mãos fitando seus olhos daquela maneira profunda, intensa.

Eu não quero discutir por isso.

Taehyung deslizou as costas dos dedos por sua face.

Não estamos discutindo, meu bem.

Não, não era um discussão apenas porque Taehyung sempre perdia minutos de ponderação na escolha de palavras, minuciosamente controlando suas expressões afetadas por cada incerteza do outro. Jungkook possuía plena consciência sobre e aquilo doeu demais, pois enquanto despejava todas aquelas lâminas em Taehyung, ele pacientemente estocava o sangue que ameaçava escorrer, escondendo o quanto havia machucado-o. O mais novo prendeu o choro na garganta. Estava sendo egoísta. Ao invés de confiar e acreditar nele, estava colocando suas barreiras relacionadas ao medo de em algum momento ficar desamparado. Como podia estar sendo tão individualista? Não conseguua mais prosseguir com aquilo.

Eu acho melhor ir.

O que?

Taehyung estava em choque, os olhos acompanhando Jungkook arrumar suas coisas e fazer um breve afagar em Yeontan com um sorriso forçado.

Eu já vou. Não quero atrapalhar mais do que atrapalhei.

O outro estava perplexo demais para tomar alguma atitude ou responder aquelas tolices.

Obrigado por cuidar de mim, hyung. Cuide bem da sua saúde e da saúde de Yeontan. Adeus.

Guardou o aparelho na mochila, ajustando a alça no ombro e lhe dirigindo um curvar de lábios sutil, antes de virar as costas e fechar a porta com delicadeza atrás de si. Jungkook apoiou a nuca embaixo do número 32, as primeiras lágrimas quentes rolaram por suas bochechas e ao tomar nota da umidade em seu rosto, saiu o mais rápido possível de lá. Sabia em seu interior que não voltaria a ver Taehyung nunca mais, como era antes de se encontrarem por acaso na biblioteca, como era antes de saber da existência daquele ser, como era antes de conhecer sentimentos não fraternais, como era antes quando estava sozinho, como era antes quando era triste.

Aquela constatação finalmente fez sentido em sua mente e foi por essa razão que precisou se apoiar na parede para evitar desabar ali mesmo. Não podia continuar prendendo-o como estava fazendo, machucando-o como havia feito, mas doía tanto deixá-lo que já não tinha mais certeza se havia feito o certo. Entretanto, já não estava mais no prédio onde o Kim morava para se arrepender. No ônibus, na volta para sua "casa", percebeu estar longe demais para voltar atrás.

Pior do que saber que as férias haviam terminado, indicando a chegada de mais uma segunda-feira pacata e monótona de aula, era precisar fazê-lo com a constatação de que mais uma vez seu aniversário esquecido se vinculava com aquele dia.

Não foi a biblioteca naquela manhã, indisposto demais para fazer qualquer coisa depois do último serviço daquela madrugada. Desde o dia em que deixou o apartamento de Taehyung, há exatas duas semanas atrás, estava trabalhando em qualquer trabalho que encontrava. Passeava com cães, engraxava sapatos, era balconista, se oferecia para fazer caricaturas, qualquer coisa que lhe desse alguns trocados para não morrer de fome com o final daquele dia. O dia em que ficaria desamparado.

Jogou os materiais com certa fúria na mochila lembrando da escola. A mesma instituição que o deixou na mão com a carta de recomendação para poder morar em um abrigo para deficientes ao completar maioridade por ser órfão. A fundação criada pelo governo era como uma espécie de abrigo cuja mensalidade Jeon sequer podia sonhar em pagar, entretanto, para jovens ou adultos promissores que necessitassem de amparo, seja devido aos estudos ou questões de ofício, o estado cobria os gastos de alimentação, higiene e moradia com uma bolsa que era possível conseguir caso alguma organização da qual o indivíduo deficiente estivesse associado o recomendasse. Estava contando com aquilo, se esforçou para ter as melhores notas e conseguiu, mas a escola se negou a recomendá-lo devido a burocratização do processo, uma vez que não era obrigada a fazê-lo. A decisão só foi informada a Jungkook pouco antes de completar maioridade que, sentia o peso de cada segundo, atormentato com o pensamento de precisar dormir na rua.

Sentiu as lágrimas embarçarem sua visão, tratando de passar a manga da blusa nos olhos para secá-las. Não entendia como seu corpo ainda conseguia produzir os fluídos e secreções em função da tristeza que se abatia sobre sua alma mesmo estando chorando descontroladamente em todos aqueles dias. Detestou agosto como jamais pegou apatia por outro mês e condenou aquele primeiro de setembro.

Bufou, retirando-se do orfanato sem se alimentar, apenas desejando um breve e cortês bom dia para sua cuidadora.

Sozinho, caminhando de cabeça baixa pelas ruas em direção a escola, o trajeto foi feito como se fosse um fantasma esquecido, vagando simplesmente por não saber exatamente para onde ir. Imaginou que se sentiria dessa forma quando deixasse o orfanato aquela noite e começasse a procura por algum beco coberto onde se abrigaria.

Avistou o prédio onde passaria as diversas e intermináveis horas de seu dia mundano. Diminui os passos, sem a mínima vontade de entrar naquele lugar nocivo, adiando o quanto podia o inevitável. Entretanto, ao mirar a entrada outra vez, há mais ou menos duas ruas de distância, estancou os pés com força no chão, paralisado ao vê-lo recostado no concreto da parede, olhando em sua direção com uma expressão indecifrável, mas ainda serena. Quando um curvar de lábios gentil foi direcionado unicamente para si, Jungkook sentiu a amargura na garganta, as lágrimas perdendo-se no ar a medida que corria o mais rápido que conseguia para os braços estendidos de Taehyung, afundando o rosto em seu peito e apertando-o contra seu corpo com toda força que podia, sendo correspondido com a mesma, talvez ainda mais, intensidade. A saudade mesclada ao cheiro de aveia das madeixas escuras do mais novo faziam cócegas na pontinha de seu nariz. Naquele momento, Jungkook desejou poder berrar o quanto estava arrependido, o quanto foi estúpido, o quanto foi insano em tomar aquela maldita decisão de deixá-lo e como estava se sentindo terrível. O pior? Tinha consciência de que o Kim compreendia o que se passava, o quanto havia sofrido com sua própria escolha e que não o culpava por isso. Se comunicaram amplamente com um simples contato, ainda que nenhuma mensagem houvesse sido trocada, a frieza do aparelho dispensada por ambos.

Só foi notar que chorava de uma forma histérica quando suas cordas vocais doeram, levando-o a tossir e praticamente engasgar. Fungou, impedindo o líquido denso formado nas narinas de escorrer pelo filtro labial.

Taehyung limpou os rastros úmidos em seu rosto com os polegares, acariciando suas bochechas com destreza, quase um receio. E vê-lo hesitante fez Jungkook tomar a iniciativa de agarrar seus pescoço com uma necessidade urgente de sentí-lo de uma forma mais profunda. Temeu como nunca ser rejeitado, sendo inundado por um alívio gigantesco ao sentir o Kim abraçar sua cintura.

Me perdoa, Taehyung. Por favor, me perdoa por ter te deixado daquele jeito, por ter pensado somente em mim e no meu problema. Eu sou um imbecil, um idiota, um egoísta babaca.

Não, meu bem. Não precisa continuar se culpando. Eu perdôo você. Perdoei no momento em que te ouvi chorando do outro lado da porta.

Ele havia escutado afinal. Ainda que tentasse, jamais poderia esconder algo de Taehyung, não quando o mesmo era tão atento em relação a si.

Desculpe não ter vindo te procurar antes, eu estava esperando o momento certo.

O mais baixo franziu o cenho, a imprecisão denunciando que não estava acompanhando o raciocínio do outro. Taehyung sorriu pequeno.

Seu aniversário.

Esclareceu, fazendo o agora adulto levantar as sobrancelhas com a surpresa. Ele havia lembrado.

Parabéns, meu bem.

Jungkook balançou a cabeça para os lados. Ainda desacreditado com aquela situação ilógica.

Tem certeza de que eu não estou dormindo na aula de história e isso não é somente um sonho e quando eu acordar vou perceber que tudo isso não passou de uma ilusão da minha mente desgraçada?

Me diga se isso parece ilusório para você.

E então Taehyung grudou seus lábios.

Suspirou pela primeiramente vez de tranquilidade em duas semanas, quatorze dias, trezentas e trinta e seis horas e vinte mil sento e sessenta minutos. As preocupações atenuadas, as dores anestesiadas, pois de todas as suas angústias, a pior foi ficar sem o Kim com a conformidade de que não o veria outra vez.

O selinho não evoluiu para um beijo, mas era suficiente por hora.

Você não faz ideia do quanto eu estou leve.

Eu também, meu anjo. Cada segundo longe de você foi... Eu sequer consigo achar uma palavra que defina o quão horrível me senti, mas ainda precisava me conformar e respeitar sua escolha.

Jeon assentiu.

Confesso que eu estava morto de medo de chegar aqui e você prosseguir com a decisão de não me ver mais, mas eu quando eu te vi correr para mim, eu soube que você estava tão péssimo quanto eu. E no momento em que percebi que aquele "adeus" foi equivocado, me senti mais aliviado em saber que você não vai me deixar.

Não, hyung. Nunca mais.

Confirmou, chacoalhou a cabeça como se para dar ênfase na veracidade de suas palavras.

Ótimo, pois eu também não vou te deixar partir. Jamais.

O coração de Jungkook disparou de uma maneira humanamente impossível.

Ambos sustentaram um olhar cúmplice, descomedidamente íntimo, trocando palavras e sentimentos que não poderiam ser ditos ou expressos se não houvesse a conexão quase palpável entre suas almas.

Então, pronto para comemorar?

Foi tirado daquele transe que as orbes cor de avelã o envolviam cada vez que se perdia no brilho profundo daquele acarar, refém de um simples gesto.

Comemorar o que?

Taehyung riu, pela primeira vez no dia exibindo seus dentes perfeitamente alinhados e brancos. Jungkook desejou poder ouvir o som de sua risada.

Seu aniversário, meu bem. Tenho algo para te mostrar.

Mas eu preciso ir para a escola...

Lamentou-se.

Você realmente não notou quando o portão fechou? Fazem mais de vinte minutos.

Os globos oculares de Jungkook se encontravam esbugalhados. Virou a cabeça na direção do metal cinzento trancado, conferindo as horas em seu relógio. Ficava absorto unidericionadamente em Taehyung e em sua própria bolha de sentimentos recíprocos, alheio ao mundo exterior quando estavam juntos.

Suspirou contente.

Bem, acho que não tenho escolha, não é?

Taehyung sorriu, pegando sua mão e puxando-o por uma direção desconhecida para si. Apenas se permitiu ser guiado pelo outro, reconfortado pelo toque quente de seu palmo grande conduzindo-o pelas ruas.

Um parque de diversões?

O tatuado fez um sinal de concordância com a cabeça.

Eu nunca fui a um antes.

Vai ser uma boa oportunidade para experimentarmos, então.

Jungkook concordou e, após o Kim comprar os ingressos na bilheteria, ambos adentraram o lugar praticamente vazio por ser dia de semana. Não precisaram passar por intermináveis filas ou lidar com lotação dos brinquedos, podendo aproveitar ao máximo o parque. Foram em praticamente todas as atrações, repetindo a montanha-russa cerca de oito vezes porque Jungkook havia adorado. Comeram lanches e outras besteiras e guloseimas que eram vendidas em carrinhos coloridos, levaram sustos na casa do terror com as aparições de múmias, vampiros e outros monstros surgindo sem aviso prévio, se divertiram abobados no carrossel como duas crianças de sete anos enquanto Jungkook se entupia de algodão doce colorido, competiram nos carrinhos de batidas e em simuladores - Taehyung perdeu em todas as partidas - e daquela forma leve, despreocupada, exploraram cada canto de área acessível do lugar.

Já no final da tarde, pouco antes do entardecer, Taehyung sugeriu que fossem na roda gigante. O último brinquedo que ainda não haviam dado atenção. Jeon terminou de limpar os lábios e bochechas melados de açúcar, se condenando por ser tão desajeitado ao se alimentar, continuando a se martirizar desde o encontro com o Kim por sequer ter tido algum cuidado com sua aparência decadente. Fitou o imenso brinquedo há alguns metros, concordando com a sugestão.

A monitora sorriu amistosa para os dois, curvando o corpo em uma reverência rápida, sendo imitada pelo casal. Jungkook foi o primeiro a entrar na cabine de vidro moderna e espaçosa, se acomodando no assento e esperando Taehyung sentar-se ao seu lado ao que terminou de trocar algumas palavras com a coreana simpática que fitou Jeon pelo canto dos olhos, assentindo e fazendo um sinal de positivo para o outro.

O mais velho relaxou, atentando-se a empolgação do moreno enquanto o brinquedo tomava altura em uma subida sem fim. Seu peito aquecia por vê-lo despreocupado, sorrindo genuinamente como deveria ser.

Ao que chegaram ao topo, a altura limite da atração, o brinquedo congelou em um solavanco sutil. Jungkook não sabia se aquilo era parte da atração, mas ao vislumbrar a visão panorâmica de toda a cidade que nunca lhe pareceu tão minúscula com as nuances alaranjadas daquele Sol poente no horizonte, o céu colorido com variados tons quentes e as nuvens cor de rosa como o último algodão doce que comerá há poucos minuto, adorou sendo a parada proposital ou não. Apontou vibrante para a paisagem que se estendia para que Taehyung viesse admirá-la consigo, suspirando com a infinidade de sentimentos bons que lhe invadiram ao que sua cintura foi delicadamente envolvida e o Kim fizesse daquele momento ainda mais especial.

Voltou a se sentar adequadamente no banco de plástico, trazendo o mais novo consigo para fazer o que realmente era sua intenção ao propor que fossem no brinquedo naquele momento específico, após perderem diversos minutos contemplando a vista e seus próprios sentimentos. Seus olhares se encontraram e o curvar de lábios contente foi inevitável, mútuo, o ensejo que o Kim esperava para começar:

"Jungkook" gesticulou, notando a feição boquiaberta do outro ao vê-lo se comunicar em linguagem de sinais. "Esses últimos três meses ao seu lado foram os melhores que eu já tive em anos. Você foi uma luz divina que me encontrou nas sombras, me guiando, me mostrando sensações abstratas e complexas que eu jamais pensei em conhecer, sequer sabia que gostaria de viver tanto para aprendê-las. Com você, eu sou alguém melhor e gosto de cada mínima coisa que sua presença é capaz de despertar em mim." Jungkook compreendia cada sinal que o Kim fazia calmamente banhado em ternura, em um cativar sincero. "Hoje é o dia de seu nascimento e eu não podia permitir que essa data simplesmente passasse como um dia qualquer, pois hoje de longe é uma segunda-feira comum. Hoje, o anjo mais bonito que existe nesse universo nasceu e eu sou mais do que grato ao criador que te fez por você ser parte da minha vida e eu sinto dentro de mim como a certeza de meus sentimentos por você, que isso é para perdurar até o final de nossas vidas." Sorriu, percebendo a emoção cintilando na pupila focada do outro em cada palavra sendo expressada. "Eu te amo, Jeon Jungkook e quero te fazer ciente de que meu coração e todo meu ser estão em suas mãos." Perplexidade era uma definição vaga se comparada ao estado de letargia que aquela sentença deixou-o. Taehyung havia dito que o amava. Não era apenas paixão, atração física ou um envolvimento emocional supérfluo. Ele o amava e estava naquele momento lhe confessando a amplitude daquele afeto.

Percebeu-o retirar do bolso da calça, uma caixinha aveludada de cor azul cobalto. Não notou que soltou o ar com mais força naquele instante em que o Kim a abriu e apoiou o objeto em sua calça sarja bege. Identificou dois pingentes em seu interior, não podendo analisar seus detalhes com prudência, uma vez que seus olhos foram atraídos como dois imãs para o rosto belo do mais velho. "Por todos esses e mais diversos milhões de motivos, eu quero oficializar o que nós construímos até agora e vamos dar continuidade enquanto caminhamos lado a lado, unidos, sempre."

Ajoelhou-se em sua frente e Jungkook resfolegou.

"Jeon Jungkook, aceita ser meu namorado?" Naquele instante, o coração do mais baixo errou uma batida e incapaz de gesticular um mísero sim, se atirou contra o corpo de Taehyung, o agarrando enquanto sentia a famigerada sensação de nublação da vista. Nenhum se importou com o fato de estarem ajoelhados no chão da cabine pública da roda-gigante que permanecia em inércia.

Quando foi solto, provocou:

"Isso foi um sim?" Ergueu a ponta de uma das sobrancelhas em incerteza.

"É claro que foi, seu bobo!" Confirmou, o sorriso triangular, de orelha a orelha, pintando seus lábios.

O Kim sorriu ainda maior, retirando o colar com o pingente de yang para Jeon e prendendo o fecho em seu pescoço, fazendo o mesmo com yin em si mesmo. Eram lindos, extremamente bem trabalhados e simétricos e quando próximos, se encaixavam facilmente formando o Sol e a Lua. Jungkook percebeu que aquela fora a primeira ocasião em que o dito não estava com seu cordão na qual a pedra ametista pendia.

"Conhece a história de yin-yang?" Indagou ao moreno que negou com um movimento de cabeça, atento a explicação que viria. Taehyung havia pensado em absolutamente tudo e isso fez o suspirar. "Existem duas forças antagônicas no mundo, a energia positiva e a energia negativa. Na filosofia chinesa, essas forças dualistas são representadas por yin, a parte boa ou o Sol e yang, a parte sombria ou a Lua. O que eu mais gosto nesse conceito é o fato de que ambos estão em harmonia e precisam desse equilíbrio, ou seja, sem um, o outro é o próprio caos. Isso te remete alguma coisa?"

"Nós." Respondeu automaticamente, sem precisar pensar.

"Isso, meu bem, nós." confirmou. "Ainda que sejamos diferentes e de mundos totalmente opostos, é isso o que nos faz tão compatíveis."

Jungkook sorriu em meios as lágrimas quentes de alegria, fitando Taehyung com tanta adoração que era impossível justificar o brilho em sua íris com qualquer fator biólogo.

"Essa é a única condição em que eu suporto te ver chorar. Nenhuma outra é aceitável."

Sua face foi acariciada e ao baixar o olhar, envergonhado, percebeu que na parte posterior do pingente, metalizada, havia a data 01 de setembro com o nome completo de Taehyung e uma mensagem que o desestruturou completamente: você é tudo para mim neste mundo e nada disso é uma coincidência.

"Eu te amo, Kim Taehyung" expressou o que tanto queria. Enfim, encontrando uma palavra que definia o que sentia pelo outro: amor. Puro e desmesurável.

"Eu te amo, Jeon Jungkook" afirmou, a primeira vez em que colocaram em palavras aquele afeto com todas as letras, mas não a precedente em que o demonstravam. Sequer notaram que a roda-gigante voltou a girar, lentamente, conectando-se em um beijo ainda mais solene. Todo seu carinho depositado na forma como seus lábios se moldavam daquela maneira única, insubstituível.

Ao que despediram-se educadamente da monitora alegre, caminharam com seus dedos entrelaçados em direção a saída do parque. Já era noite. Ali, embaixo das lâmpadas amarelas e vermelhas ao redor da marquise em arco cujo nome do lugar piscava em um intervalo mediano de tempo, Jungkook fitou o mais velho com um pouco de acanhamento.

"Então, esse é o momento em que a gente se despede?" Sorriu pequeno, de forma alguma a ideia de deixar o Kim lhe agradava.

"Isso depende de você." Jeon franziu o cenho, confuso. "Nós podemos cada um ir para o seu canto e terminar o dia separados ou você pode aceitar ir para casa comigo e ficar por lá por tempo indeterminado." Deu de ombros, amenizando o peso daquela decisão, ainda que no fundo soubesse que o quão significativa era.

"Eu aceito" respondeu quase de imediato, sendo erguido e rodopiando no ar por um Taehyung eufórico.

Grudou seus lábios com Jungkook ainda alguns centímetros mais alto que si, antes de colocá-lo no chão e se abraçarem com o rumo que suas vidas seguiriam dali em diante em uma nova fase, ainda mais unidos. Por mais que as dúvidas, incertezas e uma pontada de receio de fizessem presentes, não permitiria se privar da oportunidade de viver com Taehyung. Era algo que desejava verdadeiramente, bastava deixar as coisas fluírem e não se precipitar com o futuro. O presente era seu atual momento e faria cada segundo ao lado do Kim valer a pena, independe das dificuldades e desafios que o esperavam. Estariam juntos e apenas isso importava.

Durante a caminhada, Taehyung lhe explicou havia saído da gangue dois dias depois que foi deixado por Jeon que torceu o nariz ao se lembrar do que fez, utilizando de seu tempo livre para estudar e se aperfeiçoar no idioma como nunca para que pudesse fazer a surpresa e o pedido. Contou que estava há mais de dois meses estudando linguagem de sinais coreana, além de fazer parte da fundação da senhora Park e praticar principalmente lá ou quando estava sozinho com a bibliotecária. Jungkook não podia desejar alguém mais perfeito, as mariposas em seu estômago agitadas pela quadragésima vez naquele mesmo dia.

Ao que chegaram em frente a loja de pelúcias, Taehyung pediu para o mais novo esperá-lo, voltando com um coelho de aproximadamente quinze centímetros marrom extremamente macio segurando uma barra de chocolate. O Kim lhe entregou o presente e Jeon sorriu tímido com o gesto.

"Hyung, você não cansa de me agradar?"

"Você cansa de ser agradado?" Devolveu.

O mais baixo balançou a cabeça para o lados com os dentinhos prensando a carne do lábio interior na tentativa de conter o sorriso.

"Eu adoro te mimar, meu bem." Beijou-lhe a bochecha, conduzindo-o até a esquina onde Suzi estava estacionada desde a manhã.

Ao chegar no apartamento, Taehyung lhe surpreendeu mais uma vez ao que retirou as palmas da frente de seus olhos para ver a adaptação do quarto. A cama de casal espaçosa em frente a uma escrivaninha organizada com computador e prateleiras para livros com algumas edições de quadrinhos da Marvel, pois o mesmo era fã. Jungkook agarrou o outro, envolto por uma felicidade gigantesca, sendo retribuído com um selar demorado na testa.

Na sala, após um banho demorado e minucioso, vestido com as roupas do Kim, compensou todos os dias distante de Yeontan, alegre com o raciocínio de que o veria todos os dias à partir daquele momento.

"Vamos ver as estrelas?" Sugeriu, de repente e Taehyung o seguiu para a varanda. Içaram as cabeças, observando as estrelas cintilando milhares de milhas de distância, ambos perdidos em seus intrínsecos devaneios enquanto eram circundados por uma estado indistinto de nirvana.

Seus olhares se encontraram e havia um quê promitente no ar.

Jungkook encurtou a pequena distância existente entre seus corpos de forma encalistrada, como um aviso indireto para que o outro a anulasse. O Kim repousou as mãos grandes em seu quadril, fazendo-o suspirar antecipadamente.

"Hyung," puxou o ar pelos lábios, tomando coragem para gesticular com certa instabilidade nos dedos, esperando que Taehyung entendesse aquela frase simples, abrangente e oblíqua na intencionalidade sugestiva: "eu quero você."

Não foi preciso ponderar para compreender a profundura daquela afirmação. Omitiu o estado eufórico em que se encontrava, pois aquele não era mais um dos momentos em que podia se deixar guiar por instinto.

"Eu também te desejo, meu bem" sorriu terno, resvalando os dedos na face pálida de Jeon com delicadeza e atento a forma como as pálpebras alheias se fecharam para apreciar o toque com mais solicitude. "E é por te querer da maneira que eu quero que acho melhor não tentarmos isso hoje." Jungkook piscou, processando a informação com lentidão e o Kim pôs-se a explicar: "Você sabe que as chances de primeiras vezes serem prazerosas são praticamente nulas e podem machucar, ainda que não seja uma regra." O mais baixo desviou o olhar rapidamente, voltando a encarar o rosto banhado em desvelo. "Eu sei que, assim como eu, você estava aguardando por sua maioridade para não termos preocupações quanto a isso, mas ainda temos que considerar outros fatores."

Jungkook fez um bico contrariado.

"Não faça birra, gracinha" levantou seu queixo para que continuasse a fitá-lo. "Eu percebi que você está cansado, tenho certeza de que está exausto com as preocupações que as últimas semanas te trouxeram, então vamos pensar em relaxar hoje, sim?"

Inferno, sequer conseguia se irritar com o pedido negado.

"E como você pretende me fazer relaxar, hyung?" Indagou, ainda que não estivesse verdadeiramente animado com a sugestão. Compreendia o cuidado que o Kim estava tendo consigo, mas ainda era um homem e como qualquer um, tinha suas necessidades biológicas.

"Vou te mostrar" e naquele instante, enlaçou a cintura de Jungkook com os braços. Empurrou os lábios contra os alheios com vontade, deixando-o sem fôlego, separando-os com o polegar ao puxar o inferior para baixo para beijá-lo desavisado, domando sua língua de uma maneira inédita, contornando e chupando o músculo lúbrico enquanto manuseava seu queixo como queria.

Jungkook pressionou seus quadris, percebendo o efeito que causou no Kim ao sentir sua respiração engatar contra sua bochecha. Apertou seus ombros, deslizando as mãos timidamente para apalpar os bíceps firmes. Suspirou quando um chumaço de cabelo de sua nuca foi segurado com afinco, permitindo que Taehyung coordenasse o ritmo do ósculo, aprofundado ainda mais aquele contato íntimo e arrancando arquejos alheios.

A falta de ar se fez presente e o mais baixo virou o rosto para poder inspirar com força. Estava sem fôlego algum. Estremeceu de êxtase quando a língua do mais velho deslizou por seu pescoço até o começo de sua mandíbula, mordiscando o ângulo e se atentando ao lóbulo logo acima. Jungkook gemeu em aprovação ao que os dígitos passaram a explorá-lo sem pudor por baixo da camiseta larga, o palmo espalmado em sua lombar e a canhota resvalando a lateral das coxas para em seguida ambas reterem-se nas nádegas que foram agarradas com deleite. As pálpebras de Jeon mantinham-se pressionadas, usufruindo prudentemente de cada mínima sensação captada pela derme através da percepção, apreciando os toques certeiros, calculados com uma maestria invejável e despertando terminações nervosas por cada pormenor de seu ser por onde os dígitos deslizavam.

Sentiu os palmos do tatuado impulsionarem seu quadril para cima ao encaixar as mãos embaixo dos glúteos fartos para então, ser apoiado no pináculo de madeira do balaústre de ferro. Taehyung se encaixou no meio de suas pernas e, com receio em relação a altura, entrelaçou as pernas ao redor de sua cintura enquanto recomeçavam o beijo afoito de antes.

As mãos grandes e ossudas apertavam suas pernas com força moderada, subindo em direção ao final do quadril e começo daquele par de coxas definidas. Jungkook gemeu necessitado com a proximidade dos dígitos com sua virilha, sentindo uma fisgada gostosa no ventre enviar sinais ao membro já desperto. Empurrou a pélvis contra a do Kim, arfando com a fricção, desejando cada vez mais poder se livrar do moletom que cobria a ereção visivelmente marcada. Foi sua vez de segurar os fios da nuca alheia ao sentir uma trilha de beijos descer por seu maxilar, queixo, fauce e garganta. Quando os lábios - mais inchados do que o habitual - do Kim afastaram-se de seu pescoço, após terminar a sucção que estaria marcada em tons de roxo no dia seguinte, Jungkook pensou que parariam por ali. Percebeu estar enganado quando Taehyung conduziu-o em seu colo para o novo leito, acomodando-o no centro e se posicionando por cima, sustentado pelos braços um de cada lado de seu rosto suado e iluminado pela luz do ar, fazendo parecer que a face igualmente corada brilhava com uma nuance prateada.

Dessa vez, o de pele acobreada começou um beijo lento e hipnótico com o mais novo, tendo sua nuca acariciada em uma espécie de cafuné enquanto as línguas se acariciavam em ritmo harmônico. Impulsionou o quadril na pélvis de Jungkook, fazendo-o gemer rendido com o contato de músculo conta músculo, simulando uma estocada prolongada. Repetiu o movimento diversas vezes, deleitando-se com os sons eróticos do mais baixo em resposta ao estímulo. Completamente esbaforido, Jeon gesticula, tonto com todo o tesão acumulado em seu corpo:

"Hyung, não me torture." Implorou com o olhar para que o Kim lhe desse mais do que aquele contato insuficiente, jamais chegaria ao orgasmo naquele ritmo.

Taehyung curvou o canto dos lábios com malícia, afastando-se para se posicionar entre as pernas abertas de Jungkook. Encaixou os dedos na barra de sua calça, deslizando a peça úmida na região da intimidade para longe de seu quadril, ouvindo-o suspirar em alívio ao ter o membro liberto. O tatuado analisou o falo róseo com luxúria, apreciando a glande inchada expelindo grandes quantidades do pré-gozo que escorria pela extensão mediana, a veia dorsal em destaque em meio aos outros vasos sanguíneos mais discretos. Jeon sentiu o rosto pegar fogo pela forma qual seu órgão era encarado, arfando e sentindo o êxtase concentrado na base onde Taehyung segurou, o palmo grande cobrindo mais da metade do corpo de seu pênis, antes de começar a manusear o prepúcio para cima e para baixo. Rodeou o meatrô com o indicador com uma sutileza quase agonizante, mas tão prazerosa quanto, espalhando o líquido esbranquiçado pelo falo rijo para poder deslizar a mão com mais facilidade. Jungkook fincou as pálpebras, apertando os lençóis com força entre os dedos envolto por um prazer intenso, diferente do que estava acostumado a sentir sozinho. Era como na vez em que Taehyung o masturbou no banheiro, mas ainda mais acentuado. Abriu os olhos no momento em exato em que o Kim abaixou a cabeça na direção de sua virilha, estremecendo quando os lábios deslizaram por aquele local sensível — o metal do piercing causando uma sensação em constrate alucinante — sem cessar a masturbação, o músculo lubrificado da boca umedecendo seus testículos e subindo com selares em direção a extremidade, rodeando a glande rosada com a ponta da língua antes de acomodá-la em sua cavidade bucal. Jungkook sentiu-se esquentar de uma só vez, incapaz de fitar outra direção senão o ato obsceno em sua frente. Céus, aquilo era indescritível. Um prazer imensurável, especialmente devido a expressão de Taehyung, como se ele estivesse degustando de seu doce favorito, substituindo o fluído corporal com a própria saliva. Deslizou a língua vagarosamente por seu membro, deixando uma lambida na coroa e rastros de saliva. O moreno prendeu a respiração.

No momento em que pressionou a pontinha do músculo na fenda, Jungkook acreditou que fosse explodir de êxtase, a barriga se contraiu e outra fisgada pélvica arrancou uma lufada de ar violenta de suas narinas. O de fios lilases, atento a cada reação, decidiu parar com a provocações maldosas. Prometeu que o faria relaxar e esse objetivo se mantinha vivido em sua mente. Firmou-o em seus dedos, depositando uma sucção devota e audível na região mais sensível do órgão, captando o gemido agudo de Jungkook e se lamento internamente pelo mesmo não poder ouvir o estalo venéreo ao afastar os lábios uma última vez, antes de acomodar lentamente todo o falo quente do outro em sua cavidade bucal. O mais novo praticamente engasgou com a sensação de ser acolhido naquele lugar úmido e cálido enquanto era observado por um olhar mordaz e repleto de luxúria. O Kim Sentiu-o pulsar. Sem aviso, passou a mover o pescoço para cima e para baixo consecutivas vezes, sentindo as madeixas da nuca serem apertadas com força ao mesmo tempo em que sustentava um olhar concupiscente com Jungkook. A língua serpenteava a parte inferior do falo enquanto as paredes internas das bochechas exerciam uma compreensão deliciosa ao descer e subir com toda a intimidade alheia na boca, fazendo-o atingir sua garganta experiente no ato.

Jungkook pensou que fosse colapsar a qualquer instante, o sexo oral superando qualquer expectativa que havia criado sobre, provando-se um milhão de vezes melhor. O tatuado passou a sugar suas bolas uma de cada vez e Jeon sentiu um arrepio percorrer-lhe do dedo do pé até a espinha como uma corrente elétrica. Aumentou a velocidade da masturbação gradualmente, abocanhando-o de súbito, percebendo-o enroscar mais o dedos em seus fios. Passou a sugá-lo com mais intensidade, fazendo com que os barulhos molhados dos movimentos escapassem e se misturassem aos gemidos abafados do mais baixo que mordia o lábio para descontar o prazer que estava sentindo. Ofegou ao ser outra vez fitado com o olhar perigoso e escuro do Kim, estremecendo em antecipação, agradecendo por respirar ser um processo natural do corpo, pois não havia dúvidas de que não se lembraria de fazê-lo devido a embriaguez pelo acúmulo de tesão. Estava tomado pelo desespero das novas sensações. Taehyung chupou-o com destreza de modo a criar vincos em suas bochechas, afundando-o o máximo que conseguia em sua garganta sem sentir incômodo por ter a glande comprimindo aquele ponto sensível.

Estava certo de que a maior das motivações para se superar no que fazia com tanta devoção era em função da vontade de fazer o aniversariante se alienar de qualquer outro estado de negatividade, após todo aquele período de angústia e ansiedade em relação ao futuro.

Apertou as coxas de Jungkook como vinha fazendo desde o começo do processo, arrastando as mãos em uma carícia em sua barriga para descer com as unhas curtas delicadamente pela linha central do abdômen, ouvindo-o suspirar arrastado. Continuou a movimentar-se rápido, comprimindo-o em sua cavidade quente, levando Jeon ao delírio. Taehyung sabia que ele estava próximo de gozar e começou a massagear suas bolas simultaneamente aos movimentos de sua língua acariciando o falo. Foi então que as pernas de Jeon tencionaram, o lençol foi amassado em sua mão e a destra afundou ainda mais a cabeça do Kim em um solavanco que gerou uma reação em cadeia em seu próprio corpo. Apertou as pálpebras, mantendo-as rigidamente juntas quando uma quantidade absurda de excitação se acumulou em um ponto específico de sua virilha e base do ventre que formigava. Primeiro, um espasmo inicial e em seguida o êxtase se expandiu por cada extremidade de seu corpo como um processo semelhante ao de uma bomba atômica, cada célula sua explodindo com aquela sensação inebriante da mais pura satisfação expressa em um gemido agudo, arrastado e completamente prazeroso. Suas costas se arquearam e o moreno empurrou a cabeça contra o travesseiro enquanto o Kim engolia cada gota de seu líquido agridoce expedido naquele orgamo enlouquecedor.

Jungkook estremeceu em espasmos, respirando com dificuldade, as forças exauridas, os músculos dormentes e as pálpebras pesadas enquanto os lábios finos estavam entreabertos para soltar um último gemido mudo. Os olhos do Kim apreviavam sua figura pós-orgasmo com lábio inferior preso entre os dentes, controlando-se para não evoluir aquele momento carnal. Inspirou devagar, ignorando a própria ereção necessitada e a bagunça de hormônios em seu corpo. Subiu as calças do mais novo outra vez, beijando sua testa. O coração de Jungkook continuava disparado e frenético em contrapartida ao estado de torpor de cada pormenor de sua estrutura. Era como se houvesse tocado as estrelas e seu corpo estivesse flutuando pelo espaço.

A sonolência o impediu de permanecer acordado, sua última visão sendo de Taehyung ao lado da cama com um sorriso de lábios cerrados, acariciando suas madeixas úmidas de suor em uma carícia afável.

↪ Continua...


Notas Finais


não esqueçam de me seguir no meu novo twitter pra podermos conversar sobre a fic e tals...
user: @singularityray (link no meu perfil)

até o próximo capítulo ♡


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...