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História The Heart's Sound - Capítulo 36


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Capítulo 36 - O som do coração


"Você é o motivo de eu ainda não ter me afogado e se eu pudesse dar-te a lua, eu a daria para você." 

🌹

Jungkook conferia as pétalas com cores vívidas de um arranjo de tulipas vermelhas que Taehyung comprou para si em um dos eventos de primavera de maio. Havia sido um dia em que saíram para passear juntos pelo local enfeitado com cerejeiras, tremoceiros, digitalis e outras espécies típicas daquela estação do ano para admirá-las como diversos outros habitantes de Daegu que apreciavam aquele tipo de lazer. Um sorriso divertido surgiu em seus lábios ao lembrar-se de Yeontan tentando comer um lírio próximo a uma barraca de vendas e, assim que repreendido por Taehyung, o animal de estimação deitou-se no chão para cobrir o rosto com as patas dianteiras fofas, atraindo atenção de algumas crianças. Mas, especialmente, de uma que segurava a guia de uma buldogue de pelagem branca e manchas marrom claro com um grande laço rosa enfeitando uma de suas orelhas. O spitz pareceu extremamente atraído pela fêmea de outra espécie e tentou segui-la quando a pequena garota que foi chamada pelos pais precisou se despedir, após afagar os pelos sedosos de Yeontan diversas vezes com um olhar empolgado pela interação com o cachorro dócil que, latiu na direção qual a buldogue — que a menina comunicativa chamava de Peggy — partia sem olhar para trás. Taehyung e Jungkook riram com respeito da situação de seu cachorro, o consolando com petiscos quando chegarem em casa ao final do evento que terminou tarde da noite e com uma chuva de pétalas de cerejeira. 

Jungkook olhou para Yeontan que estava preguiçosamente acomodado em sua cama retangular de espuma no exato momento que o mesmo bocejou, tremendo a estrutura pequena ao se espreguiçar e soltar um latido como quem diz "bom dia" enquanto se aproximava de si. Gostava de poder ouvi-lo. Pegou-o no colo para fazer carinho atrás de sua orelha algumas vezes, antes de colocar a ração na vasilha e encher seu pote com água limpa. Preparou o café da manhã para si e para Taehyung enquanto lembrava-se da despedida com a senhora Park há dois dias atrás. A bibliotecária decidiu viajar pelo mundo com o novo namorado e deixou a biblioteca na responsabilidade de Jimin que, recém-formado, dava aulas de dança em um estúdio não muito longe de onde moravam no período da tarde e de noite e recepcionava o lugar de intelecto, sendo direcionado para a noite anterior em que o mesmo exagerou na bebida e terminou roncando no sofá de Seokjin e Namjoon. O grupo buscava se reunir no mínimo a cada duas semanas — com exceção de Jimin que visitavam frequentemente por morarem próximos e por vê-lo na Park's Library — para conversar e se divertirem juntos. Todos estavam extremamente felizes pela nova condição de Jungkook e o assunto sobre sua doença não era uma pauta como havia pedido para que assim fosse. Não gostava de conversar sobre aquele tópico. Não precisava ser lembrado sobre aquele infortúnio e Taehyung e seus hyungs respeitavam sua escolha. 

Bebericou o café adocicado e morno, divagando enquanto o som de Yeontan mastigando seu alimento crocante preenchia seus ouvidos. Logo em seguida, um bocejo sonolento chamou sua atenção para a aparência desleixada de seu namorado. Sorriu involuntariamente ao fitá-lo somente com a calça do pijama, os cabelos completamente bagunçados que atribuíam-lhe um ar charmoso na visão de Jungkook, o peitoral nu onde os olhos astutos repousaram para apreciar as tatuagens retocadas na semana passada, mirando com atenção e devoção sua mais nova preferida: os tigres branco de face amena e preto com as presas a mostra formando o símbolo de yin e yang na parte direita do tórax e, na lateral da costela, havia a frase em japonês "mantenha o equilíbrio mesmo sobre o fio da navalha" que seguia uma linha reta de kanjis que pareciam terem sido pintados com um pincel. A arte feita por Lalisa, bem como todas que marcavam a pele dourada de Taehyung, eram simplesmente impressionantes. Ambos conversaram um pouco sobre os acontecimentos desde o incidente na construção abandonada e, de alguma forma que não compreendia, a loira conseguiu que o clima não ficasse desagradável em momento algum em seu estúdio pequeno. Enquanto olhava um dos cadernos onde a mesma desenhava novos modelos de tatuagens, Lalisa indagou-lhe se não gostaria de fazer alguma e Jungkook recusou, tendo outra ideia que foi acatada pela mais velha que apoiou-o naquela escolha. Fez alguns furos na orelha e alguns piercings, região qual Taehyung adorava brincar com suas argolas pequenas de prata. 

O acastanhado depositou um selar em seus lábios, posterior a um cumprimento rouco que o fez suspirar pelo tom de sua voz ao acordar. Taehyung sentou-se na banqueta, começando a comer a refeição preparada, acariciando a cintura de Jungkook por baixo da roupa quando o mesmo acomodou-se em seu colo, selando seu maxilar forte algumas vezes para, então, dedilhar os dígitos nas curvas dos dois tigres. Sabia que o mesmo havia adorado, era possível ver o sentimento expressado no brilho de seus olhos devido o significado por trás de seu traço, sua representação, seus sentimentos e sua inspiração para ter ilustrado e gravado aqueles animais naquela posição específica rodeando-se em uma espécie de circunferência, em vista de sua simbologia, na própria tez. Deixou a xícara de café de lado para poder levantar-se segurando o menor nos braços em direção ao sofá para um dia improdutivo de domingo. Tentou beijá-lo da forma aprofundada que tanto gostava, sendo impedido com a justificativa de que precisavam escovar os dentes. Revirou os olhos, bufando consternado e insatisfeito com o pedido negado ao ir em direção ao banheiro e aparecer com a boca cheia de espuma e uma careta emburrada que arrancou gargalhadas do mais novo que o acompanhou na higienização enquanto provocavam-se com feições engraçadas pelo reflexo do espelho. Todavia, a infantilidade terminou em desastre quando Taehyung cuspiu a pasta no vidro em uma das vezes de Jungkook, fazendo com que o dito quase engasgar-se com a súbita crise de risos pela cena cômica do mais alto babado de creme dental. 

O céu poente estava colorido de cores quentes quando Jungkook sentou-se na frente do piano e ao lado de seu namorado que contou ter algo para lhe mostrar. Naquelas duas semanas em que estavam morando na nova casa, o instrumento foi intocado. 

— Quando você estava no hospital, — Taehyung começou — eu cantei uma música que fiz para você naquele momento e pouco depois, você acordou — Jungkook ergueu as sobrancelhas, surpreso. Não havia sido informado sobre aquilo. — E agora eu quero fazer isso de novo — explicou. 

Jungkook balançou a cabeça para cima e para baixo ao que tentava associar a fonética com os sinais gesticulados, colando sua coxa na alheia para ficar mais próximo. 

— Mas, como o momento é outro, será uma canção diferente e que não é de minha autoria — entregou-lhe o celular com a aba aberta na letra da música intitulada "All Of Me". — Quando eu escutei pela primeira vez, percebi que a mensagem expressa exatamente os meus sentimentos por você.

Um sorriso de lábios cerrados surgiu no rosto do moreno que já sentia as borboletas em seu estômago se agitando antecipadamente. 

Taehyung mirou-o uma última vez, posicionando os dedos alguns centímetros de distância das teclas brancas, antes de começar a tocar uma melodia que Jungkook apreciou logo ao que a primeira nota reproduzida pelo piano alcançou seus ouvidos. Um som completamente novo. Belo e delicado que, contrastava de uma maneira indescritível com a voz forte do acastanhado. Acompanhava a letra da melhor forma que conseguia, captando a emoção verdadeira empregada na voz do Kim em cada frase. Era lindo. Desmesurável e simplesmente perfeito. 

— Porque tudo de mim, ama tudo de você — cantarolou com a voz um pouco mais alta e grave, fechando os olhos ao arrastar algumas palavras do refrão — Amo as suas curvas e todos os seus contornos — lubrificou os lábios. — Todas as suas imperfeições perfeitas. Me dê tudo de você — era notável que havia muito mais sentimento ao dizer aquele trecho. — Eu darei tudo de mim para você. Você é meu começo e meu fim — abriu os olhos para olhar o mais novo de esguelha, sorrindo discretamente ao vê-lo absorto naquele momento íntimo entre os dois. — Mesmo quando estou perdendo, eu estou ganhando.  

Em algum momento quando o Kim continuava a fazer aquela declaração apaixonante, Jungkook deitou a cabeça em seu ombro, apreciando a última parte da canção de olhos fechados para usufruir daquele momento unicamente com a audição, sentindo uma sensação de paz em sua alma. 

Ao encarar o tatuado, percebeu que algumas lágrimas ameaçavam se formar em seus olhos e piscou algumas vezes para apenas sorrir, envolvendo o pescoço do Kim em um abraço necessitado, agradecendo internamente por tê-lo em sua vida, por todo amor que recebia, pelo zelo que o mesmo possuía por si, o respeito, o carinho. Por tudo. Por tê-lo em sua vida, por ter seu coração. Por ele como um todo. O amava. O amava de uma forma que sequer conseguia definir e Taehyung sabia que quando Jungkook partisse, não conseguiria sentir outro toque, outros lábios junto aos seus, outra voz ou outra risada que o agradasse tanto daquela forma emocional. Não iria amar de novo qualquer outro alguém que não fosse o homem único com quem compartilhava sua vida. 

Segurou o rosto alvo, resvalando os polegares em suas maçãs do rosto, selando sua boca com gosto de pêssego algumas vezes. 

— Eu te amo. 

Jungkook sentiu o coração errar uma batida. Era esse o efeito que aquelas três palavras causavam em si. Gesticular era uma coisa, mas ouvir era outra completa diferente. Transmitia uma intensidade exclusiva quando falada diretamente, sem hesitação, sem incertezas. Crua e palpável. 

"Diga mais uma vez, um pouco mais devagar" pediu. 

— Eu — fez uma pausa — te — outra de mesma duração — amo — completou devagar. 

Jungkook assentiu agradecido. 

— E-Eu te-te a-mo — gaguejou, era a primeira vez que tentava dizer uma frase sem ter treinado anteriormente. — Te amo — sorriu, contente de seu êxito. — Te amo — repetiu, estimando como era prazeroso expressar o que sentia desmedida e incondicionalmente com a própria voz. — Eu te… 

Taehyung cortou-o ao fechar os lábios na carne inferior do dito que curvou a boca contra a alheia, retribuindo o que se tornou um beijo terno e lento, carregado de afeto. 

Durante o final da tarde, Taehyung apresentou diversos gêneros musicais para Jungkook ouvir. Era gostoso observar sua animação. Os olhos escuros duplicavam de tamanho, impressionados, e a cabeça balançava positivamente quando uma voz ou batida chamava sua atenção. O dito desenvolveu uma simpatia instantânea por alguns artistas como Ariana Grande, Sam Smith, Troye Sivan e Melanie Martinez e Kim tratou de baixar todas as canções que o mesmo pedia, inclusive algumas de Ed Sheeran e a que havia tocado no piano para si. Aquela cena do mesmo divertindo-se com as combinações harmoniosas e expressivas de sons cujo intuito era entretenimento, fez uma espécie de luz de acender dentro de si e enquanto o mesmo rodopiava ou simplesmente fechava os olhos para sentir instrumentos e vocais mais tranquilos, Taehyung iniciava os primeiros traços de mais um quadro para sua exposição que ocorreria no primeiro dia de maio, no próximo mês. Suas outras obras ficavam devidamente cobertas por tecidos especiais e Jungkook, ainda que estivesse deveras curioso no começo, respeitava a privacidade do namorado — vez ou outra lhe lançando sorrisos calorosos — que se encontrava sentado em frente ao cavalete de madeira virado para si de modo que não sabia em que a mente brilhante estava trabalhando dessa vez. 

Enquanto "A Viagem de Chihiro", a animação favorita de Jungkook qual o acastanhado já havia perdido as contas de quantas vezes fora obrigado a assistir ao ponto de ter decorado as falas de cor e salteado, era reproduzida para que o mais novo esquecesse do filme de terror que pediu para assistirem no cinema como parte de um de seus desejos, o casal estava sentado no chão da sala enquanto comiam seus lamens pedidos por telefone de um restaurante japonês não muito longe. 

— Tae — chamou, colocando os hashis de lado por um momento. 

"Acho que eu quero aprender a tocar piano." 

O Kim sorriu. 

— Eu acho uma ótima ideia, podemos procurar um professor para você mais tarde — o moreno assentiu com entusiasmo e ambos voltaram a prestar atenção no filme. 

Como em todas as outras vezes, Jungkook chorou quando Chihiro voltou para seu mundo sem olhar para trás, obedecendo ao comando de Haku e perdendo-o sem que tivesse consciência disso. Taehyung sempre fazia cafuné em seus cabelos sedosos que estavam praticamente na altura de seu pescoço ao que o outro se engolia em seu colo, consolando-o por alguns minutos. Selou-lhe a bochecha algumas vezes, aproximando os lábios do canto de sua boca lentamente, contornando-lhe o maxilar afiado e se atentando para o ponto atrás de sua orelha, descendo pela linha lateral do pescoço alvo. Segurou os fios de sua nuca de modo sensual e então, Jungkook percebeu as intenções voluptuosas do outro. De um minuto para o outro, os beijos se tornaram molhados, as mãos tocavam-o com desejo e, pela primeira vez, desde que havia feito a cirurgia e recuperado a audição, estava disposto a deixar o momento evoluir para algo adiante. Não que houvesse afastado-o em algum momento, mas transformava circunstâncias que ameaçavam avançar para o lado carnal em apenas mais algumas trocas de beijos castas e Taehyung, atento como era, notava essa relutância de sua parte e não insistia. Não era por uma razão realmente importante que fazia-o, mas Jeon estava esperando a oportunidade certa para mostrar-lhe a surpresa que havia tramado junto a Lalisa há exatamente uma semana. De todo modo, aquela era a primeira semana que não estavam focados em algo importante consumindo praticamente mais da metade de suas atenções e que a correria do dia-a-dia permitia-os a dádiva da calmaria. Virou um pouco mais o rosto em sua direção para ter mais acessos aos lábios carnudos, mordiscando o inferior e sugando delicadamente para procurar o músculo alheio com a ponta da língua, enroscando-as com vontade ao que o aperto dos dedos alheios em sua cintura se intensificou. Iniciou uma sucção lenta um pouco acima da clavícula do Kim, ouvindo e sentindo o suspiro do mesmo em sua orelha, arrepiando-se. Distribuiu alguns selinhos pelo colo do outro, alisando-lhe o peitoral malhado por debaixo da camisa, sentindo a pele quente queimar a sua própria deliciosamente. Estavam envolvidos em um beijo enlouquecedor em ritmo moderado quando Jungkook quebrou o ósculo com um baixo gemido ao sentir a mão de Taehyung deslizar pelo interior de sua coxa para o meio de suas pernas, repousando em cima do membro semi-desperto para começar a massageá-lo sem qualquer resquício de pressa. Era um pouco esquisito ouvir o próprio gemido, mas o moreno decidiu ignorar essa constatação por enquanto. Puxou o ar profundamente, quase sentindo a respiração engatar ao continuar marcando a derme do pescoço amorenado, retirando o amarrador que prendia suas madeixas e enterrando os dedos nos cabelos compridos do mullet charmoso ao sentir o tatuado aumentar a velocidade de seu punho apertando-o. 

— Uhm — resfolegou com os lábios abafados contra a pele alheia. 

Taehyung ajeitou-o em cima de si, fazendo com que o traseiro de Jungkook estivesse exatamente em cima de sua pélvis para guiar seu quadril em movimentos obscenos, tocando-o diretamente e sentindo o mesmo soltar uma lufada de ar contra seu filtro labial. Retomaram o beijo ardente que fazia o calor subir por seus corpos, excitando-os mais a cada segundo que passava. O mais alto levantou-se com seu namorado ainda grudado em si, andando sem desfazer o contato úmido entre suas línguas famintas. Postulou-se entre as pernas do mais novo, apalpando-o com desejo, deleitando-se com o suspiro que o fez emitir. 

A nuvem que nublava a mente embriagada de Jungkook foi dissipada de uma só vez quando ouviu Taehyung gemer para si, por si, ao desabotoar sua calça e massagear o começo de uma ereção por cima da peça íntima. O som grave e rouco de prazer fez com que cada pelo de seu corpo de eriça-se ao mesmo tempo em que um tremor descesse pela linha da coluna e uma fisgada forte despertasse completamente seu pênis que precisava de atenção. Céus, era divino poder apreciar aquela voz. Notando o volume marcando o moletom alheio, a mão ágil do acastanhado passou a subir e descer pela extensão alheia, manuseando seu prepúcio de modo prolongado e firme, resultando no esgango de Jungkook pela repentinalidade daquele ato imprevisto. 

— T-Tae…Hyung — chiou sofrego, arrastando a última parte, concentrado na execução dos próprios toques no outro e nas sensações que o mesmo lhe provocava. Estava em brasas. 

Naquele momento, o mais alto fechou os olhos para assimilar o que acabara de acontecer. 

Jungkook havia gemido seu nome.  

Sentiu pontadas gostosas em seu baixo ventre e pegou-o no colo levando-o em direção ao quarto espaçoso que compartilhavam, posicionando-o com delicadeza no colchão alto e curvando-se para sugar e mordiscar-lhe os lábios inchados. Jungkook puxou-o para ficar em cima de si enquanto ajeitava-se no centro da cama, puxando a blusa escura do outro para ter acesso ao peitoral malhado e o abdômen qual arranhou com as unhas curtas em direção suas entradas em formato V para deslizando os dígitos de encontro seu membro desperto, encontrando o olhar do Kim que apoiava-se em ambos os braços e fitando-o sem hesitação ao voltar a punheta-lo com destreza. Deslizou o polegar pelo meato que expeliu a primeira gota de pré-gozo com o estímulo. Taehyung grunhiu, afundando a cabeça no encontro do pescoço alvo do namorado com o ombro para rosnar em aprovação, fazendo Jungkook erguer o próprio quadril enquanto gemia entregue e louco para o Kim domá-lo da forma que tanto adorava. O mais velho passou a simular estocadas vagarosas contra o outro músculo teso, friccionando-os e resultando em um aperto do moreno em suas nádegas para apressar seus movimentos pélvicos. Riu ofegante com os lábios roçando os de Jungkook, levantando-se para ficar de pé e abaixar suas calças encarando-o firmemente, observando o mesmo engatinhando de forma sexy pela cama e ajoelhar em sua frente, entreabrindo os lábios e colocando a língua para fora para sentir o outro deslizar a glande por seu músculo lúbrico, antes de afundar-se em sua garganta sem cerimônias ao que agarrava com força alguns chumaços de cabelo da nuca alheia para começar a foder sua cavidade até estar satisfeito. Seu próprio pau pulsou em vista do quão excitante era para si quando faziam aquilo. Apesar de não estar com o pescoço apoiado na beirada da cama e completamente a mercê do outro, era igualmente delicioso. O tatuado tremeu sutilmente ao sentir a vibração dos arquejos naquela região sensível, retirando-se de dentro de sua cavidade úmida, atacando sua boca com fervor quando o mesmo se levantou, empurrando-o em direção a porta fechada do quarto e subindo sua camiseta com certa urgência, sendo impedido por Jungkook. 

"Espera, quero te mostrar uma coisa" o acastanhado não contestou apesar de sua expressão confusa que buscava entender o que exatamente o outro faria. 

Primeiro, o mais baixo colocou-se de costas para si, abaixando o tronco ao mesmo tempo que deslizava suas calças em direção aos próprios pés, encostando suas nádegas no membro do outro, fazendo-o emitir um suspiro. Em seguida, segurou a barra da camiseta larga de Taehyung — uma vez que tornou-se um hábito usar algumas de suas peças de roupa — e jogou-a em algum canto que não se importou em olhar, sentindo o olhar alheio queimar em suas costas. Era desejo. Um desejo veemente e insaciável. Virou-se devagar, analisando a primeira impressão embasbacada do Kim ao ver seus adornos inusitados. 

— Ah, Jungkook, você me deixa louco — confessou em meio a um suspiro, vendo o mesmo sorrir minimamente acanhado e abaixar a cabeça brevemente, encontrando seus olhos cor de avelã que brilhavam em lascividade. 

"Você gostou? Lalisa-noona furou naquele dia que você foi retocar e fazer novas tatuagens. Estava esperando ficarem menos doloridos para te fazer uma surpresa" curvou a boca de modo sapeca. 

Taehyung compreendeu no mesmo instante o motivo do afastamento sexual de Jungkook e não pode deixar de achar adorável aquele comportamento. 

— Eu realmente adorei. Ficaram lindos em você — gesticulou mesclado a fala devota, tocando com cuidado a região próxima ao piercing vertical simples em seu umbigo. Subiu selares pela linha central de sua barriga em direção ao peitoral, vidrado nas jóias barbell prateadas em ambos os mamilos eriçados que tratou de envolver com a boca e língua ao mesmo tempo, soprando os pontinhos duros e vendo Jungkook se arrepiar por inteiro. 

— Ahn, Tae — jogou a cabeça para trás, apertando os trapézios acobreados. 

"Vamos fazer de pé, por favor" encaixou seus quadris, esfregando-se pecaminosamente no Kim. 

— Você vai querer ser o ativo de novo? — Retirou as mãos da cintura delgada para indagar. 

"Não, percebi que gosto mais de você dentro de mim" respondeu convicto, segurando os passadores da calça do outro para aproximá-lo de modo que seus peitorais se encostassem com cuidado, uma vez que seus novos piercings não estavam completamente cicatrizados. 

— Engraçado que isso não te impediu de me foder três vezes antes da cirurgia — replicou com falsa indignação no tom de voz, em seguida desferindo um tapa moderado no glúteo esquerdo do mais baixo ao que o mesmo simplesmente deu de ombros para sua implicância — safado — murmurou de modo instigante em seu ouvido. Mais tarde explicaria para o mesmo o que havia dito, pois sabia que Jungkook iria perguntar. Entretanto, por hora, assuntos mais importantes estavam na fila para serem resolvidos. 

Prendeu os pulsos de Jungkook contra a madeira, sustentando um olhar carregado de luxúria e promessas oblíquas implícitas naquela conexão intensa entre suas orbes. Manteve seus braços imóveis com a mãos esquerda, deslizando-lhe lábio inferior para baixo pornograficamente com o polegar livre, encaminhando os dedos para seu pescoço e abrindo um sorriso de canto sádico que fez as pernas de Jungkook ficarem bambas pelo que estava por vir. Céus, amava ser olhado daquela forma depravada e sem pudores. As pontas dos dígitos de Taehyung subiam e desciam pela lateral de sua coxa sem pressa alguma, fazendo a região formigar pelo contato provocativo. Os dentes perfeitamente alinhados mordiscaram a tez de seu ombro, onde o músculo da cavidade bucal deslizou para as clavículas proeminentes e atrativas, sugando-as ao mesmo tempo que era apalpado lá atrás, sentindo o indicador do Kim entre suas nádegas atiçando-o. Empurrou seu pênis contra a virilha de outrem que, levantou uma de suas pernas para rodeá-la em sua cintura, mantendo-a lá enquanto investia lenta e rigorosamente contra o mais novo que arfava notavelmente alto devido a sensibilidade na região íntima. 

Jungkook sentia o gosto metálico do sangue nos lábios visto o ímpeto ao qual prensava a carne inferior com os dentes para tentar fazer menos barulho, uma vez que havia tomado nota dos sons agudos que emitia sem filtro algum. 

Urrou ao ter seu falo sensível apertado com certa força durante o momento em que Taehyung chupou seus mamilos amarronzado como gotas de chocolate sem pressa. Os beijos foram abaixando por sua estrutura até que o mesmo estivesse sentado em cima de suas panturrilhas com o rosto na altura exata de seu cumprimento pulsante. Um gritinho quase lhe escapou da garganta quando uma de suas pernas foi colocada sobre o ombro do outro de modo que o mesmo pudesse ter mais acesso a sua intimidade. Primeiro, o moreno se arrepiou com os beijos castos deixados nas partes internas de suas coxas e virilha. Em seguida, a língua explorou-lhe certeiro, deslizando e lubrificando-o com os rastros de saliva, deixadas ao longo do membro que jorrava pré-gozo. O mais alto chupava-lhe com obscenidade, sempre olhando-o como uma serpente prestes a dar o bote a qualquer instante, dali de baixo. As unhas bem aparadas ainda eram capazes de marcá-lo no abdômen, arrancando suspiros cada vez mais pesados do menor que era chupado com força e destreza. Suas bolas também receberam a devida atenção, uma por vez, acolhidas pela boca experiente que levava-o a outro nível de delírio. 

Jeon sentiu as pernas fraquejarem ao se atentar a textura daquela cavidade bucal e forma como a parte interna de suas bochechas o pressionavam na região quente e úmida. 

Uma de suas mãos puxava o cabelo encaracolado nas pontas enquanto a outra segurava seu ombro cuja perna não estava apoiada, a fim de manter sua estabilidade — física, pois a emocional já havia se dissipado há tempos. 

Os sons molhados do sexo oral eram tão devassos, Jungkook podia sinceramente gozar somente com aquele barulho de seu falo sendo sugado com fome por seu namorado. Estava extremamente excitado, sentindo o ventre tremer em certas vezes que sua glande estalava contra os lábios inchados do Kim que estava completamente absorto em suas expressões faciais ainda mais contorcida em prazer do que em todas as outras vezes. Arfou com falo ainda tocando sua garganta, ouvindo resmungar com manha e sabendo que seu orgasmo estava próximo, comprimindo-o e deixando um beijo vulgar em sua fenda gotejante e impulsionando suas pernas para cima para entrelaça-las em seu corpo ao de erguer, prensando  um Jungkook mole e esbaforido na porta de carvalho branca e pincelando sua entrada pulsante com a glande inchada de seu membro necessitado. Brincou com seu orifício por alguns instantes, passando o gel lubrificante comum em seu falo e um que causava uma sensação quente no interior do mais novo, ouvindo-o gemer contido ao penetrá-lo com os dedos. Devidamente preparado, voltaram para a posição anterior, beijando-se de modo febril. 

— Ahn — o moreno ronronou manhoso ao sentir-se ser invadido de forma torturantemente lenta, apertando as coxas no quadril alheio. 

Taehyung rosnou com as sobrancelhas grossas franzidas com a sensação de esmagamento que as paredes quentes proporcionavam-lhe em grandes escalas, passando a estocá-lo sem demoras, arfando e perdendo-se no êxtase.  

Após alguns minutos naquela posição, desceu Jungkook de se colo, fitando-o de cotas para si e empinando aquelas nádegas brancas e macias em sua direção, guiando seu pau para o meio delas e enterrando-se de uma vez, fazendo o mesmo engasgar e apoiar as mãos na parede para conseguir se equilibrar. Dessa vez, o tatuado não estava sendo gentil e foi em meio a uma penetração um pouco mais forte que gritou, arqueando a coluna ao que sua próstata fora entrada sem dificuldades. Apoiou o rosto contra o carvalho, fincando as pálpebras, apreciando a sensação de ser indavadido daquela forma tão deliciosa. De repente, sentiu a ponta dos dedos do Kim tentarem adentrar sua boca, abrindo-a para acolher o anelar e o médio, revestindo-os com saliva e engolindo-os com gula. Era ciente do quando isso era satisfatório para seu namorado. Não se conteve e virou o pescoço para tentar encontrar os olhos que tanto hipnotizavam-o, sendo agraciado com a visão de sua face suada expressando puro contentamento, inspirando-lhe a chupar com vontade os dois longos dedos lambuzados.  

A repetição dos movimentos fazia Jungkook gemer manhoso, praticamente choramingando tamanho deleite embalando seu corpo a cada segundo, contraindo-se, acarretando em Taehyung rosnando com a voz uma oitava mais grave com o aperto em seu pênis. Jungkook sentia que se não fosse pelo aperto firme e voluptoso do mais alto em seus quadris, estaria se chocando bruscamente conta a porta tamanha intensidade qual o outro metia fundo e forte dentro de seu ânus. Encontrava-se inebriado, sem força alguma para sustentar-se devidamente sozinho. Os sons eróticos do sexo levando sua consciência para longe do chão. Era completamente diferente, vivenciar aquele momento mesclado com as sensações do choque de peles e ouvindo tornava a ocasião no mínimo três vezes mais estimulante. 

— Ahn, hm… T-Tae… Taehyung, uhmf — gemia entrecortado, notando as sensações característica de seu ápice próximo. 

— J-Jungkook — chamou sem motivo aparente — Oh, Kookie — colou seu peito nas costas do mais baixo, apertando ainda mais sua cintura feita para suas mãos  — Tão… Gostoso — arfou, sentindo-o rebolar contra si. 

Um embolado de línguas de formou ao que começaram a se beijar da melhor forma que a posição permitia, conectados por um fio de saliva libidinoso que fez ambos sentirem uma fisgadas fortes em suas virilhas. 

Taehyung passou a sair por completo de dentro do mais novo, penetrando-o com afinco, resultando em gritos altos quais Jungkook já não mais se importava de estar emitindo sem qualquer dignidade. 

 — Ah! — Soltou com as cordas vocais fracas, arregalando os olhos ao sentir o outro ainda mais profundamente em seu canal ao que um dos braços do mesmo levantou sua perna dobrada na altura de sua costela, voltando a arremeter com velocidade em si. Aquela altura, sequer conseguia se importar se estava sendo escandaloso demais e perturbando os vizinhos, provavelmente era ainda mais descontrolado quando não podia ouvir quão alto gritava entorpecido pela adrenalina correndo em suas veias.

Eram sensações demais para seu cérebro processar, pensou que fosse literalmente dar um curto circuito ao ter seu ponto erógeno mais sensível surrado com tanta agilidade, estava em seu limite. 

— Tão apertado… Tão quente — balbuciou em um gemido quebrado. — Tão delicioso, Jungkookie — puxou os cabelos de sua nuca com precisão, estocando com ainda mais rigidez e permanecendo dentro do outro por alguns instantes para prolongar a sensação. 

As mãos espalmadas de Jungkook apertaram-se em punho ao sentir os espasmos iniciais, abrindo a boca por onde som algum saiu, revirando os olhos com os efeitos enlouquecedores daquele orgamos jorrando por sua fenda em longos jatos, gemendo de boca fechada ao sentir a porra quente de Taehyung escorrendo por suas coxas. O Kim segurou-o com gentileza, selando sua boca e carregando-o até o banheiro ao recobrar o próprio fôlego, após alguns minutos com a testa colada no final de seu pescoço. Lavaram-se primeiramente no chuveiro e Taehyung encheu a banheira para poderem relaxar e recuperar as energias exauridas. 

Entre as pernas do namorado, Jungkook deitou a cabeça em seu peito, deixando as pálpebras pesadas fecharem-se momentaneamente para descansar um pouco ao que era acariciado com carinho pelo tatuado.  

Apoiou-se na outra borda da banheira, encarando-o com paixão antes de começaram a conversar aleatoriamente sobre assuntos que eram interessantes para ambos. Jungkook precisou chamar a atenção do acastanhado algumas vezes, visto que vez ou outra seus olhos estagnavam-se em seus novos piercings e isso fazia-o ficar um pouco tímido diante daquele olhar de veneração, como se fosse a peça mais bela de uma coleção rara. 

Começaram a relembrar de alguns momentos do ano passado quando ainda estavam se conhecendo, rindo de certos acontecimentos engraçados e fazendo grandes reflexões acima de outros mais complicados. 

— Meu bem — o mais novo voltou sua atenção para si apenas com o chamado qual já estava habituado. — Eu lembrei de algo do passado que percebi nunca ter esclarecido com você e se conversamos sobre, não estou lembrado. 

"Do que você lembrou?" Incentivou-o a continuar. 

— Estava pensando na vez que nos encontramos pela primeira vez fora na biblioteca naquele beco quando salvei você e te levei para casa — clarificou, recebendo um assentir compreendido do outro mesclado a uma pintada de estranhamento. — O que estava fazendo lá? 

Jungkook franziu o cenho, um pouco pensativo. 

"Tem certeza de que nunca falamos sobre isso? Eu acho que já te contei" tombou a cabeça para o lado, um pouco incerto. 

— Eu realmente não lembro — sorriu torto. 

Jungkook balançou a destra como se dissesse para o Kim não se preocupar com aquilo. 

"Eu fui fazer uma caridade. Fui ajudar uma família com muitas crianças que passava por necessidades e pedia ajuda pela internet. Naquele dia eu fiquei extremamente avoado porque fui convidado para jantar com eles e, mesmo que ninguém lá soubesse linguagem de sinais, eles se esforçaram para se comunicar comigo e eu fui muito bem tratado" sorriu genuinamente gratificado com a lembrança. 

Taehyung suspirou involuntariamente. 

— Você não cansa de ser perfeito? Céus, Jungkook! A cada dia que passa eu sinto que amo mais e mais você. Desse jeito meu coração vai explodir — o mais novo riu do misto de indignação infundada empregada na voz do outro, tornando a frase humorística e romântica ao mesmo tempo. 

Ainda que estivesse gracejando, seus batimentos aceleraram com as palavras do Kim. 

"Acredite" arrasou a mão delicadamente pela superfície da água morna, tentando não afundar seus dedos ao paira-los como se estivesse apoiados em um objeto sólido. "Se o meu não explodiu até hoje por amar você, o seu também aguenta" devolveu, afundando os braços. Desviando o olhar envergonhadamente. 

— Jungkook — voltou a fitá-lo. — Venha aqui — fez um gesto comum com as mãos para chamá-lo, trazendo-o para seu colo. — Você sabe que é mais do tudo para mim, não sabe? 

"Um dia essas suas declarações espontâneas vão me fazer ter um infarto" afagou-lhe as bochechas com as palmas úmidas, olhando-o tão profundamente quanto era desvendado pelas orbes alheias, arrancando um sorriso do Kim com o amor exalado por cada poro seu. 

— Eu acho que nunca te contei isso, mas sabia que você me ensinou a ouvir? 

Jungkook ficou um pouco chocado e sem reação com aquela pergunta. 

"Eu te ensinei a ouvir?" Repetiu incrédulo, ainda sem saber o que pensar daquilo. 

— Sim, amor — abriu um sorriso quadrado, certo de suas palavras. — Você me ensinou a ouvir o som do coração, Jungkook e agora eu quero que você escute quão linda é a melodia que ele compõem cada vez que bate por sua causa. 

Dito isso, Taehyung instruiu para que Jungkook colocasse a orelha precisamente em cima região de seu tórax onde era possível sentir e ouvir suas pulsações fortes chocando-se contra sua caixa toráxica. O mais novo fechou os olhos, apreciando aquela vibração sonora única e confortadora que parecia distante devido o revestimento de tecidos, mas ao mesmo tempo capaz de mandá-lo para uma dimensão tranquila e agradável onde havia luz por saber que era para si que aquele coração que zelava com todo seu amor batia com tanta vivacidade e agitação. A duração e destruição causada por uma tempestade jamais estaria acima do poder que a união de Taehyung e Jungkook era capaz de ultrapassar nas leis físicas da natureza, no espaço-tempo e no próprio âmbito celestial para concretizarem o amor que conectava-os de modo inalterável até mesmo pelo próprio destino. 

↪ Continua...



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