História The Heir - Capítulo 14


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Categorias A Seleção, Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags A Herdeira, A Seleção, Emma Swan, Once Upon A Time, Regina Mills, Swanqueen
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Palavras 3.771
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Depois de dois anos EU VOLTEI! Eu gosto tanto dessa história, que sim, resolvi tentar finalizá-la. Espero que gostem desse capítulo que fiz com muito carinho.

Capítulo 14 - The Lightning Strike


Após o ataque e a desistência dos 5 rapazes, havia sobrado então 25. Até o final do mês eu teria que reduzi-los a 20, e apesar das circunstâncias, as desistências haviam agilizado o meu trabalho. No início eu estava odiando essa história toda, mas depois de um tempo, acabei me afeiçoando pela maioria dos jovens e não queria ter que desapontá-los. Depois do baile que Daniel sugeriu, eu teria que eliminar 5 e desde já minha cabeça estava fervilhando. 

Passei a manhã inteira entretida com os selecionados, conversando, sabendo mais sobre suas vidas e seus gostos. Fazia quase uma semana desde meu último encontro com Regina, não tivemos nada além de conversas rápidas nos corredores, troca de olhares durante as refeições, e nas atividades com os selecionados ela só era a interprete de Antoni.  

Depois de descansar um pouco, logo Ruby voltou para me arrumar para o Jornal Oficial que aconteceria antes do baile. Escolhemos um vestido azul celeste de alças com decote v, me deixando com ar mais de mulher e menos de mocinha. Resolvemos deixar meu cabelo solto com seus cachos na ponta e todo jogado para um lado só. Me olhei várias vezes no espelho animada com uma versão um pouco mais ousada da Emma de sempre. 

— Você vai arrancar vários suspiros de Regina — Ruby brincou, batendo palminhas atrás de mim e eu revirei os olhos. 

Bom, não seria nada mal. 

Desde o nosso último beijo, tive o gostinho do que é desejar e me sentir desejada sexualmente. Regina havia me desarmado totalmente e agora eu tinha que controlar minha imaginação ao pensar o que seria de mim se ela tivesse continuado... 

Quando cheguei, meus pais e meus irmãos já estavam em seus lugares. Não pude deixar de corar com a cara de surpresa de todos. 

— Está linda, querida — meu pai disse quando sentei ao seu lado. 

— Quem está querendo impressionar? — minha mãe provocou, sentada do outro lado. 

— Acho que eu tenho um palpite — Daniel se intrometeu com um sorriso travesso e eu cerrei os dentes pra ele — Mas eu não posso contar — finalizou com um dar de ombros. 

— Só uma dica — minha mãe pediu, curiosa. 

— Parem com isso — resmunguei. 

E para a minha alegria, ou não, fomos avisados que o Jornal entraria ao ar e Archie já estava posicionado para dar início aos interrogatórios. Como era fim de semana, o programa era totalmente voltado para A Seleção, deixando um pouco de lado as notícias do país e os pronunciamentos do meu pai. Primeiro Archie cumprimentou eu e minha família, depois os Selecionados e por último a plateia. No telão passou o resumo da semana com imagens da minha rotina com os rapazes. Logo percebi que Antoni estava entre um dos mais queridos junto com George. Realmente eles eram os mais adoráveis. Mas nenhum deles superava Regina e o carinho que o público derramava sobre ela toda vez que era citada. 

— Regina é tão querida que parece até ser um dos candidatos — minha mãe comentou animada. 

Mas não é... Murchei. 

Todo esse carinho por ela me deixava feliz e muita das vezes me fazia criar esperanças de quem sabe tanto meus pais quanto o povo aceitassem um casamento homoafetivo. Mas deveria esquecer isso, para que a queda não fosse tão grande. 

E falando em Regina, eu estava em cólicas para vê-la melhor. Assim como todos os meninos, ela estava de costas pra mim e a única coisa que eu podia ver era a sua nuca exposta. Seu cabelo estava preso em um lindo coque e seu vestido era um tomara que caia vermelho, já que seus ombros estavam totalmente expostos. Desde que cheguei ela não lançou um olhar sequer na minha direção e isso estava me deixando ansiosa. Respirei fundo e resolvi focar no apresentador ruivo. 

Como o programa seria longo, Archie primeiro interagiu com a plateia e os convidados do baile, perguntando-lhes sobre quem era os seus favoritos e se eles tinham o palpite de quem era o famoso rapaz que havia conseguido conquistar o coração da princesa. Eu tinha que me segurar para não revirar os olhos e rir.  

Até que Archie se direcionou ao homem alto, negro e forte, que logo reconheci ser, Caesar Samos, o príncipe herdeiro de Archeon, um país vizinho e aliado ao nosso.  

— Bom, Archie, não acho que nenhum desses rapazes fazem o perfil da princesa — ele disse, charmoso. 

As câmeras focaram em meu rosto, tentando captar qualquer expressão minha, e nos Selecionados que se entreolhavam decepcionados. Tive que me controlar para não dar uma risadinha. O príncipe Caesar estava correto. 

Ouvi meu pai gargalhar ao meu lado e vi minha mãe tampando a boca com uma risadinha.  

— Eu sei que a princesa pode ser exigente, mas nenhum deles? — Archie insistiu. 

— Nenhum — ele balançou com a cabeça, mantendo um sorriso galante. 

Confesso que a opinião do príncipe me intrigou, ainda mais a ponto de expô-la para o país inteiro. 

Depois de algumas tentativas, Archie desistiu de dissecar sobre a ideia de Caesar e resolveu focar sua atenção nos Selecionados. Como sendo um dos queridos, Antoni foi o primeiro a ser chamado para falar, que com a ajuda de Regina, teceu elogios sobre mim e a família real.  

— E durante esse mês, qual momento com a princesa você mais gostou?  

— Quando dançamos — respondeu perfeitamente, mas com o sotaque carregado — Princesa Emma dança muito bem e divertida. 

No telão, vi uma Regina orgulhosa ao seu lado. 

— Então além da princesa dançar bem, ela é divertida? — Archie perguntou e Antoni acenou que sim com a cabeça, com um grande e belo sorriso. 

Ele virou e olhou pra mim, dando-me um tchauzinho, fazendo todos rirem em volta, inclusive eu. Lhe devolvi um aceno com um joinha, tentando lhe mostrar que ele se saiu muito bem. 

Logo depois, a câmera focou em Regina, que estava com um belo sorriso estampado no rosto. Archie foi até ela, lhe estendeu a mão e a fez levantar. Só assim então pude ver o quão estonteante ela estava. 

— Não dá para negar que vermelho é a sua cor — disse o ruivo fazendo-a dar uma voltinha enquanto todos aplaudiam, inclusive eu e meus pais. 

Me sentia sua fã número 1. 

— É a minha cor favorita — respondeu. 

Regina era tão bonita, sua postura era tão poderosa, que ela poderia ser facilmente confundida como uma rainha. Sua voz era grave e ela dizia tudo lentamente, como uma tortura. Não era atoa que Regina significava rainha. 

Archie fez algumas perguntas sobre o dia a dia, como quem ajudava a escolher os vestidos, o que fazia no palácio quando não estava acompanhando Antoni e sua relação comigo. 

— Dentre tantos rapazes, às vezes eu e a princesa nos juntamos para tricotar um pouco, coisa de mulher — brincou.  

Depois de dar atenção aos Selecionados, Archie conversou com os meus pais e meus irmãos, me deixando por último, como imaginei. 

— Você vai nos deixar curiosos até o fim da competição para sabermos quem foi o rapaz que conseguiu roubar o seu coração, Alteza? 

— Se eu falasse agora, que graça teria? — perguntei. 

— De fato. Mas não pode nos dar nenhuma pista? 

— Vocês conversaram hoje. Só isso que posso dizer — dei de ombros e ele semicerrou os olhos. 

 

 

Quando acabou o programa, nos dirigimos para o salão de festas, onde os garçons já estavam servindo os comes e bebes. Acompanhei meus pais para cumprimentar figuras importantes e que eu deveria conhecer, já que logo teria que lidar com todas essas pessoas. Por último, falamos com o príncipe Caesar. Após os devidos cumprimentos, ele nos apresentou o homem loiro de cabelos cumpridose barbudo que estava ao seu lado.  

— Esse é Julian, meu noivo. 

— É um prazer conhecê-los, Majestade e Alteza. 

— O prazer é todo nosso — meu pai respondeu por mim, já que no momento eu era incapaz. 

Eu queria ter disfarçado o meu sorriso surpreso, mas era impossível diante do que eu havia acabado de ouvir. O príncipe herdeiro de Archeon estava noivo de um homem!  

— Vi que vossa Alteza ficou um tanto surpresa — Caesar comentou com um sorriso tranquilo. 

— Me desculpe por isso, eu só não esperava — sorri nervosa. 

— Ninguém espera, querida. Eu te entendo. 

— Ultimamente nós temos surpreendido muitas pessoas — Julian riu — Mas nos amamos e nada mais justo. É amor e nada mais que isso. 

— Nada mais justo — meu pai repetiu com um sorriso — Parabéns pela união, tenho certeza que serão muito felizes. 

Eu nunca havia conversado com meus pais sobre isso, mas fiquei extremamente feliz e tranquila ao ver como meu pai realmente pareceu feliz pelo casal. Então aquela esperança em mim se remexeu, mas eu não queria pensar nisso. 

Após dar várias voltas no salão, conversar e dançar com alguns Selecionados, fui atrás de Regina e não demorei muito para encontrá-la. Ela estava sozinha num canto com uma taça de champagne em mãos, apenas observando o movimento. Parei ao seu lado e a vi dando um sorrisinho. 

— Onde está Antoni? 

— Está com Killian. De uns tempos pra cá os dois tem se tornando grandes amigos — ela disse com os olhos semicerrados, como se soubesse de algo. 

— Eu nasci e cresci com Killian e me surpreende ele estar sendo gentil com alguém. 

— Bom, eles parecem se dar bem, muito bem na verdade — e riu. 

Franzi o cenho com sua frase, tentando entender as conotações e também o motivo do riso. 

— Não entendi. 

— Oh, querida — ela fez um biquinho — Se você pretende escolher um dos dois como marido, sinto muito em lhe decepcionar, mas nenhum dos dois curte a sua fruta. Achei que estivesse na cara. 

— O que? — engasguei. 

Ok. Hoje o dia estava repleto de surpresas. De repente todo mundo era gay? Quando me recompus, respondi: 

— Bom, não seria um problema tão grande, já que eu também não tenho interesse pela fruta deles. 

Agora foi a vez de Regina engasgar e me olhar com os olhos arregalados. 

— O que? — perguntei segurando a risada — Acha que eu te beijo só porque gosto de brincar de bonecas? — sussurrei 

— Uau, Alteza. Você me surpreende cada dia mais — ele soltou um longo suspiro e bebeu um gole do seu champagne — Você já...? 

Enquanto conversamos, tentávamos a todo momento manter uma postura impassível diante de tantas pessoas a nossa volta e falar baixo o suficiente para que ninguém além de nós mesmas pudesse escutar. 

— Não... Meu primeiro beijo foi com você — confessei e ela pareceu se derreter ao meu lado, olhando-me com carinho — E você? 

— Sim, algumas vezes. Antes de Robin — esclareceu. 

— E você gostou? — corei. 

— Sim. É uma sensação diferente. 

— Diferente como?  

Regina mordeu os lábios para não sorrir e me olhou. 

— Não dá pra explicar, é algo que só dá pra saber sentindo. 

Senti meu rosto queimar e engoli seco. 

— E você pode me... — meu pai apareceu, cortando o momento e qualquer resquício de coragem que eu havia conseguido juntar. 

— Se aproximem para eu tirar uma foto — meu pai disse, levantando sua câmera fotográfica — E sorria, Emma! 

Regina se aproximou de mim a pousou sua mão na minha cintura e como eu era um pouco mais alta, botei minhas mãos em suas costas nua. 

— Sorria, Alteza — ela olhou para mim rindo e meu pai capturou o exato momento em que ela me fazia rir com timidez. 

— A foto ficou ótima — meu pai disse e saiu com sua câmera abordando os outros convidados. 

Quando o garçom passou por nós, Regina devolveu sua taça vazia e pegou outra cheia. Fiz a mesma coisa e tomei um longo gole do líquido rosa e cheio de bolhas, a fim de acalmar. 

Ficamos em silêncio por longos minutos, enquanto muitos dançavam na pista de dança, talvez um pouco alterados. 

— Esses saltos estão acabando com o meu pé — Regina resmungou. 

— Quer subir? — ofereci rapidamente e me arrependi em seguida, com medo de parecer afobada demais. 

Regina soltou uma gargalhada divertida e passou por mim, indo em direção a saída. Fiquei parada. 

— Você não vem? — perguntou. 

Sorri por dentro e a segui. 

Regina subia as escadas na minha frente e não pude deixar de reparar no rebolado da morena, tentando de toda forma recriminar qualquer pensamento que passasse pela minha mente. 

Sugeri a Regina para que fossemos para o seu quarto, já que McIver deveria estar fazendo guarda no meu pelas próximas horas e não queria ter que dar explicações. Ela só balançou a cabeça concordando e logo estávamos dentro de seu aposento.  

Quando tirou os saltos, deu um longo suspiro aliviado e sentou na cama.  

— Sente-se, Alteza — ela disse e eu o fiz. 

— Desconfio de que você gosta de me chamar de Alteza. 

— Eu gosto mesmo — ela riu. 

— Eu não sei... Por mais que você me dê essa liberdade para tratá-la como Emma, também gosto de te tratar como a princesa que é, me sinto respeitando-a mais que o normal dessa forma. 

— Oh, isso é fofo, Srta. Mills — fiz um biquinho e ela riu. 

— Agora só falta você me dizer que gosta de me chamar de Srta. Mills — rimos juntas. 

Ficamos um tempo conversando sobre o Jornal Oficial e as perguntas curiosas de Archie, depois contei sobre Caesar e como fiquei surpresa com a naturalidade da situação. Regina disse que as coisas mudaram muito com o reinado de meus pais, que coisas que antes eram abomináveis, agora estão se tornando naturais, como o exemplo do príncipe.  

Eu poderia contar nos dedos quantas vezes eu havia saído do palácio e imagino que por isso, não tinha muito ideia dessas coisas. Ou talvez passei tanto tempo em meu próprio mundo, engajada em meus afazeres que esse assunto sequer chamou a minha atenção, até conhecer Regina. 

— Eu vou tomar um banho, você quer me acompanhar?  

Apenas balancei que sim com a cabeça e nos dirigimos para o banheiro. 

Parei em frente ao enorme espelho do banheiro e Regina apareceu logo atrás de mim. 

— Você está perfeita hoje — sussurrou e afundou o rosto no vão do meu pescoço, dando um beijo leve e molhado. 

— São seus olhos... 

— Não, não são. Hoje você está tão... Poderosa — ela me olhou através do espelho e sorriu. 

Me virei para ela e iniciei um carinho em seu rosto com a ponta dos dedos.  

— Obrigada, querida. 

Regina passou o braço em volta da minha cintura, fazendo meu corpo se aproximar alguns centímetros do seu. Era impossível não me perder em seus olhos enquanto ela me observava de forma tão genuína. Fui me aproximando aos poucos, até meus lábios encostarem no seu. Devagar, afundei minha mão em seus cabelos e iniciei um beijo lento e intenso. Era tudo tão delicado e gostoso, que me sentia amolecer aos poucos em seus braços. 

Nos afastamos e Regina deixou um beijo carinhoso em minha bochecha. 

— Vou preparar o nosso banho. 

Quando terminou, ela andou até mim, que estava tirando as presilhas que mantinham meu cabelo jogado para um lado só. Ela perguntou se eu precisava de ajuda para tirar o vestido e eu disse que sim.  

— Se não estiver à vontade, pode me falar, não farei nada que você não queira. 

— Não se preocupe, Regina. Não é como se nunca tivéssemos tomado banho juntos — brinquei e ela riu. 

Regina desceu o zíper do vestido, depois deslizou as alças para fora do meu ombro. O vestido caiu como uma cascata no chão, pegando-a de surpresa por eu estar sem sutiã. Ela observava cada detalhe do meu corpo através do espelho. Nunca havia me sentindo tão exposta, mas nesse caso não era de uma forma ruim. Me sentia apreciada por Regina. 

— Você quer me tocar, Regina? — perguntei e seus olhos encontraram o meu — Você pode. 

Após alguns segundos, seus braços abraçaram a minha cintura e uma de suas mãos acariciou minha barriga. Eu sentia sinais de desejo desde a nossa conversa no baile, mas agora meu corpo parecia estar em chamas e meu coração parecia socar o meu peito. Ela distribuiu alguns beijos pelo meu ombro, enquanto a mão que estava na minha barriga, subia em direção aos meus seios. Quando chegou perto o suficiente para tocá-lo, ela me olhou como se me pedisse permissão e eu apenas suspirei ansiosa, e então seus dedos começaram um delicioso carinho em meu mamilo esquerdo. Fechei os olhos apreciando a sensação, que era totalmente nova para mim.  

A forma como Regina mostrava respeitar meu corpo e minhas vontades, deixava tudo ainda melhor. Eu não me sentia invadida, eu me sentia adorada. 

— Vamos para banheira? — ela perguntou, agora massageando meu seio. 

— Vamos — minha voz saiu rouca. 

Prendi meu cabelo para não molhar e entrei primeiro. Regina que ainda estava vestida começou a se despir na minha frente. Se caso saísse fumaça da banheira, a culpa seria do meu corpo. Eu não conseguia fazer nada além de observá-la descaradamente. Como da última vez que estivemos aqui, ela sentou atrás de mim, deixando uma perna de cada lado do meu corpo. Suas mãos começaram uma massagem deliciosa em meus ombros e depois ela desceu até meu abdome, fazendo um carinho delicado.  

— Está gostando? — ela perguntou com o queixo apoiado em meu ombro. 

— Sim, mesmo você me torturando lentamente... 

— Você sente algo quando te toco?  

— Sinto — suspirei. 

— E o que você sente? 

— Um frio gostoso na barriga, arrepios, calor e... — parei de falar quando percebi o que sairia da minha boca em seguida. 

— E? — ela perguntou — Pode dizer, Emma, quero que se conheça e saiba o que você realmente deseja antes de mais nada. 

— Eu sinto lá... quente e molhado — disse baixinho — Eu já senti outras vezes, mas depois que você me pegou daquela forma em meu quarto, ficou muito mais intenso. 

— Eu também me sinto assim, querida — passou a ponta da língua na minha orelha e me arrepiei por inteira — Meu corpo pede por você, é algo que está além do meu controle.  

— É exatamente assim que me sinto, meu corpo anseia pelo seu toque, Regina.   

Virei minha cabeça para beijá-la e logo a mesma capturou meus lábios. Sua respiração estava pesada enquanto sua língua serpentava por toda minha boca. Sentir o corpo de Regina colado ao meus era algo extremamente excitante e não pude segurar a vontade de rebolar no meio da sua perna. E foi o que eu fiz, sem nem mesmo pensar, só segui o meu instinto. 

— Ahh — Regina gemeu contra a minha boca, me encorajando a continuar o que eu estava fazendo. 

Sua mão esquerda foi parar no meu seio, enquanto a outra colava ainda mais o meu corpo no seu. Seus suspiros se tornaram mais altos e o seu aperto mais forte. 

— Para, Emma! — ela pediu, ofegante. 

— Fiz algo de errado?  

— Não, na verdade estava uma delícia, mas eu não quero gozar ainda, não aqui e não antes de te dar todo o prazer que merece. 

Meu inconsciente deu dois tapinhas nas costas, me parabenizando por quase fazer Regina gozar. 

Saímos da banheira e nos secamos sem tirar os olhos uma da outra. Regina pegou minha mão e me levou até a cama, onde eu me sentei na ponta e ela começou a me beijar carinhosamente e com devoção em seus toques. Fomos para o meio e ela deitou seu corpo sobre o meu, fazendo com que eu me deliciasse com a sensação. Seus beijos molhados desceram para o meu pescoço e do meu pescoço para os meus seios. Gemi quando Regina começou a lamber meu mamilo e logo em seguida o chupou. Ela dedicou minutos deliciosos naquela área e meu corpo ansiava por saber até onde ela me levaria. Seus lábios voltaram para o meu, mas meu corpo estava atento a sua mão que descia em direção ao meu ventre. Quando Regina alcançou a minha intimidade e começou a massageá-la, não consegui conter o som que saiu do fundo da minha garganta. 

— Geme, Emma — pediu — Eu quero te ouvir. 

Então Regina começou a me masturbar mais rápido e eu gemi de forma manhosa em seu ouvido. A sensação era indescritível, me deixando na beira, querendo buscar por mais. Comecei a rebolar no ritmo de sua mão e ela gemeu em meu ouvido. 

— Está gostando? — perguntou rouca. 

— Muito — suspirei — Por favor, não pare! 

Praticamente ordenei e ela fez totalmente o contrário do que eu havia pedido. 

— Regina — protestei e ela sorriu de lado. 

Ela desceu seu corpo até a altura da minha intimidade e abriu minhas pernas. Passou a mão por toda a minha fenda, abrindo os meus lábios. Seu rosto foi se aproximando aos poucos até que senti sua língua rodear toda a região do meu clitóris. 

— Ahhh! Regina isso é muito bom, continua. 

Pedindo cada vez por mais, segurei em seus cabelos e comecei a rebolar no ritmo de sua língua. Eu me sentia cada vez mais molhada e quanto mais na beira eu estava, mais rápido ela me chupava. 

Uma sensação maravilhosa assolou meu corpo e um gemido alto e inesperado fugiu de meus lábios enquanto minhas pernas tremiam. Regina lambia todo o líquido que escorria de mim e eu tentava controlar minha respiração. Eu nunca havia sentido nada parecido, essa era uma das melhores sensações do mundo. 

— Você gostou? — Regina deitou ao meu lado e começou um carinho na minha barriga. 

— Se eu gostei? Eu amei... Você é uma delícia, Srta. Mills. 

— Eu nunca pensei que ouviria essas palavras saindo da sua boca, Vossa Alteza. 

Nós rimos juntas. 

— Eu quero ver você gozar, Regina — falei olhando em seus olhos e ela pareceu surpresa com a minha declaração. 

Eu nunca havia transado com uma mulher, na verdade, eu nunca havia transado com ninguém na vida. Não tinha a mínima experiência, mas queria proporcionar a Regina um orgasmo tão gostoso que ela proporcionou a mim.  

A morena então levantou, abriu minhas pernas e sentou em cima de da esquerda, posicionando as suas uma de cada lado do meu corpo e colando meu sexo no seu. Ela começou a rebolar e logo parou. 

— Gostoso? — perguntou. 

— Sim, continua, por favor. 

Eu havia acabado de ter um orgasmo, mas me sentia pronta para mais. 

Regina continuou a rebolar enquanto nossos gemidos se misturavam. Ouvi o barulho das nossas intimidades molhadas se chocando e então a morena aumentou a velocidade. Sua mão agarrou a minha bunda e ela gemeu alto, jogando a cabeça para trás e diminuindo a velocidade. Agarrei sua cintura e continuei esfregando meu sexo contra o seu, eu estava quase lá mais uma vez. E eu gemi, gemi tão alto que por um momento fiquei com medo que alguém que estivesse passando no corredor pudesse ouvir.  

Regina caiu cansada ao meu lado e com um sorriso satisfeito, que espelhava o meu. Eu nunca tinha sentido sensações tão boas em apenas um só dia.  

Ela havia conseguido fazer com que eu me sentisse, amada, respeitada, desejada e mulher. Regina era fantástica


Notas Finais


Comentem e me digam o que achou. Estou super curiosa!


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