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História The Heirs - Capítulo 12


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Notas do Autor


boa noite galera, aqui está o capítulo, espero que gostem! bjss e boa leitura

Capítulo 12 - Hereditary


Fanfic / Fanfiction The Heirs - Capítulo 12 - Hereditary

Clã Uzumaki, 19:10

Hinata: DUAS SEMANAS!? – Hinata esbravejou para o filho, perplexa, Boruto deu ombros com cara de divertimento – você quer me fazer surtar, garoto?!

Boruto: eu não vejo motivo para todo esse estardalhaço, vocês queriam uma data... ficavam enchendo meu saco por causa da data... temos uma data agora. – Himawari lhe deu um tapa na nuca – ai! – reclamou de dor

Himawari: para de rir, ela vai te fuzilar! – avisou cruzando os braços, Hinata estava tentando preparar o jantar quando seu filho cabeça de vento chegou dando a grande notícia, Himawari veio junto apenas para ver o estrago.

Boruto: mãe, não precisa caprichar na organização, é até melhor se for algo pequeno... – tentou argumentar, mas Hinata enfiou uma faca de cozinha na tábua de madeira furiosa, Boruto engoliu seco

Hinata: você tem ideia do tamanho dessa família, Boruto?! – Boruto abriu a boca e fechou, ele não havia pensado nessa parte – Se algum parente esquecido ficar de fora da lista? Ah advinha para quem eles vão ligar torrando a paciência?! – Himawari crispou os lábios evitando abrir um sorriso diabólico, a situação do irmão era mais divertida do que esperava

Boruto: b-bom... – Boruto gaguejou afrouxando a gravada idiota que sua mãe o obrigou a usar essa noite

Hinata: bom, bom, bom! – ela repetiu ainda brava – você e a Sarada vão conversar e vão adiar esse casamento! Ah meu deus e os convites?! Não temos tempo de mandar fazer os convites e temos que reservar um lugar... como você acha que se faz um casamento, eu tenho uma varinha mágica aqui comigo?! – indagou vendo Boruto sem resposta

Boruto: não dá mais, já decidimos por essa data, queremos essa, mãe.

Hinata: Boruto. – começou se controlando para não amassar o rostinho bonito do seu filho – saia da minha frente agora, eu estou tentando fazer um jantar para recebermos meu irmão, eu quero estar plena e em paz essa noite. Amanhã eu vou lidar com você.

Boruto: a mãe da Sarada aceitou muito bem.... – era mentira, Sakura gritou a plenos pulmões dizendo que em duas semanas não daria para acertar os detalhes de um maldito casamento perfeito.

Hinata: sai da minha cozinha agora, Boruto Uzumaki! – esbravejou novamente, Boruto saiu da cadeira aos tropeços e correu para fora – e você Himawari, pare de rir ou vai sobrar para você! – Himawari fugiu da cozinha em segundos.

Enquanto Hinata finalizava o jantar, a família estava reunida na sala de estar, Neji e Naruto conversavam até que amigavelmente, Boruto viu que seu tio mafioso tinha muito em comum com o seu pai mafioso. Neji gostou de conhecer os sobrinhos, Himawari apertou a mão do tio com certo desdém, assim como o próprio tio.

Neji pediu licença e foi até a cozinha ver a recém descoberta irmã. Pela primeira vez em anos Hinata estava fazendo o jantar para convidados, nunca havia sido muito talentosa em culinária, mas queria fazer algo especial pelo meio-irmão.

Hinata: eu já estou terminando – ela disse quando o viu entrando

Neji: você não parece muito acostumada a cozinhar – ele comentou risonho

Hinata: eu cozinhava quando era recém casada, mas com os filhos e a faculdade, acabei me rendendo ao uso de empregados – os dois riram

Neji: fez faculdade de quê?

Hinata: economia, eu sou a contadora-chefe do clã.

Neji: parece importante.

Hinata: é muito importante – piscou convencida, eles riram. Neji sentou-se no banco próximo a ilha da cozinha – e Tenten? Está se divertindo?

Neji: conversando com a sua filha, elas têm personalidades parecidas.

Hinata: fico feliz por isso, Tenten parece ser muito gentil, quando se casaram?

Neji: já faz alguns anos, ela é minha segunda esposa. Eu já fui casado antes dela.

Hinata: oh, que escândalo. – Hinata brincou, Neji sorriu

Neji: minha primeira esposa era um demônio encarnado na Terra – os dois riram novamente – Tenten é muito normal, na verdade ela tem um conceito de normal diferente, é claro. Mas é suportável.

Hinata: que pena os filhos de vocês não estão no Japão, adoraria conhecê-los, pelas fotos eles parecem muito fofinhos...

Neji: pode nos visitar na China sempre que quiser, você e sua família, serão bem vindos em nossa casa.

Hinata: iremos sim, obrigada. – Hinata desligou o forno e procurou luvas térmicas

Neji: seus filhos são parecidos com você

Hinata: acha? Eu sempre achei que eles puxaram muito do pai deles, olhos, personalidade e tudo.

Neji: dá para enxergar você nos olhos deles – Hinata sorriu largamente – Boruto me contou que está noivo, quando vai ser?

Hinata: depois de um longo noivado turbulento, eles decidem que a data vai ser em menos de duas semanas, é difícil ser mãe, Neji. – ele riu alto – espero que dê tempo de vir ao casamento, adoraríamos que ficasse na mesa da família

Neji; vai ser uma honra. Aliás, Boruto tem um gêmeo? Eu vi algumas fotos na sala de estar. – Hinata sorriu se graça.

Hinata: o nome dele é Raiden, ele faleceu há dez anos atrás – Neji arqueou as sobrancelhas sentindo-se culpado por tocar no assunto – ele era muito novo quando morreu, por isso só deixamos as fotos dos meninos quando eram crianças.

Neji; me desculpe, eu não sabia – negou apressado

Hinata: tudo bem, você gostaria de conhecer ele, Raiden era muito gentil e amoroso. – ela depositou as lutas sobre o balcão – ele me dava flores todos os dias... – sorriu nostálgica – ele colhia-as o jardim e me dava. Toda manhã sem falta.

Neji: eu lamento pela sua perda. De verdade.

Hinata: obrigada. – suspirou

Neji: perdi um filho também, não como você, ele morreu pouco depois de nascer, apenas alguns dias de vida. – Hinata juntou as sobrancelhas formando uma expressão de tristeza – foi no meu primeiro casamento, eu era muito jovem, não soube como lidar com a perda e nem soube como minha esposa se sentia, ela se afastou e mim e eu deixei. – suspirou com olhar vago – tudo desandou depois disso.

Hinata: compartilhamos de má sorte, Neji. – murmurou  

Neji: é difícil viver mais do que os filhos, não é?

Hinata: muito. – segurou a mão do irmão que sorriu – obrigada.

Neji: e como você se envolveu com o seu marido? – mudou e assunto – vocês dois são um casal bastante inesperado.

Hinata: namoramos na juventude e aqui estou eu – explicou resumidamente

Neji: seu primeiro namorado?

Hinata: sim. – sorriu – estamos juntos há tantos anos que eu nem me lembro mais como era estar longe dele... – ela retirou a bandeja com carne assada – que pena que não crescemos juntos Neji, seria bom ter um irmão comigo.

Neji: compartilho da mesma decepção. – Hinata sorriu – meu pai nunca havia me dito que tinha uma filha, ele era um cretino, sabe... talvez tenhamos mais irmãos por aí. – brincou

Hinata: ah céus, provavelmente – riu zombeira, Neji deu ombros – não devia ficar xingando nosso pai de “cretino”

Neji: é algo necessário, gosto de insultar meu pai para que ele se revire no túmulo – Hinata chamou duas empregas e as orientou que fizessem os pratos e colocassem tudo na mesa na sala de jantar

(...)

O jantar foi divertido, Hinata não poderia estar mais orgulhosa da comida que preparou, seus filhos se comportaram e seu marido foi educado, Menma não contou nenhuma piada erótica, tudo foi perfeito.

Tenten é muito diferente do marido, ela é bastante faladeira e risonha. Ela, Himawari e Menma se deram super bem no jantar e as conversas foram muito interessantes, Hinata praticamente não prestou atenção pois falava com o irmão, sobre os quarenta anos que tinham para pôr em dia.

Naruto se sentia feliz por ver Hinata tão feliz, ele foi o mais que ficou calado no jantar, era bom assistir Hinata conversando descontraída, e feliz por ter alguém de sua família.

Boruto saiu da mesa após a sobremesa pedindo licença

Hinata: onde vão?

Boruto: sair. – disse vagamente, tentando escapar de um possível interrogatório, Naruto virou para si esperando uma resposta correta – vamos sair para uma festa, eu e a Himawari, voltamos antes que percebam, foi ótimo de conhecerem vocês, tio e tia, nos vemos no meu casamento – cumprimentou Neji e Tenten que nem tiveram tempo de dizer o mesmo já que os irmãos Uzumaki escapuliram da sala de jantar como dois ratinhos fujões

Hinata: ah, meus filhos se comportaram por apenas duas horas, isso foi um recorde.

Tenten: eu não vejo a hora dos meus meninos se tornarem adultos, adolescentes são terríveis!

Naruto: não poderia concordar mais – eles riram

Hinata: você se lembra de quando Boruto entrou naquela fase de gótico? – indagou para Naruto que riu alto

Naruto: “pai, eu sofro e tenho sentimentos, eu sou emo” – zombou de uma das falas do filho quando era adolescente

(...)

Inojin Yamanaka vai dar uma festa no seu clã, os pais dele sumiram em uma terceira lua de mel eterna na Tailândia, e ele como um bom rebelde tardio está aproveitando.

Kawaki: você tem que ficar na minha vista... – repetiu ainda preocupado andando atrás de Himawari que caminhava ansiosíssima, Kawaki olhou corpo delineado pelo vestido prateado brilhante da namorada, que tentação – você não ta sentindo frio não? Estamos no inverno...

Himawari: pra isso estou usando um casaco – indicou para o casaco de pele azul cintilante – hehe. – deu uma risadinha trapaceira

Kawaki: certo, mas você tem que ser cuidado lá, terão muitas pessoas...

Himawari: entendi! – virou para si, trombando com Kawaki – você vai me proteger e eu vou dançar para você – Kawaki balançou a cabeça negativamente – tente ficar concentrado no trabalho se conseguir – ela segurou gola do blazer o puxou para perto unindo seus lábios num beijo romântico.

Boruto: ah parem com isso, cruzes... – disse enjoado passado pelo casal e indo direto para o carro preto onde Sarada estava o esperando, Konohamaru trocou um olhar zombeiro com Kawaki e foi direto para outro carro que seguiria os irmãos Uzumaki.

Kawaki: eu preciso ir com o Konohamaru, ainda estou trabalhando... sabe do acordo, só podemos ficar juntos se eu fazer meu trabalho direito.

Himawari: não é justo que não possamos nos divertir juntos...

Kawaki: podemos nos divertir outro momento quando você não estiver na mira Ootsutsuki. – ele tentou brincar, mas Himawari não achou graça – e-eu não estava falando do seu ex e sim do clã em geral... – se tratou de desculpar, mas Himawari continuou séria, ela soltou seu blazer

Himawari: agradeceria se não zombasse disso.

Kawaki: eu não estava zombando – negou apressado

Himawari: sabe que não gosto de tocar nesse assunto. – ela disse magoada

Kawaki: e-eu... não quis te magoar, Himawari... – ela foi direto para o carro, chateada, Kawaki se amaldiçoou por ser tão imbecil

Konohamaru: ei Romeu, anda logo, não podemos perder os pestinhas de vista! – chamou o outro guarda costas

(...)

Inojin Yamanaka é um dos amigos mais antigos que Boruto se lembra de ter, estudaram juntos na mesma escola e desde então não se separaram, apesar de terem personalidades bastante diferentes.

Inojin tinha apenas três anos de idade quando seus pais se separaram, ele nunca conheceu seu pai biológico uma vez que ele havia desaparecido pouco depois do divórcio. Seu padrasto, Gaara Sabaku, entrou em cena logo em seguida, e depois ganhou dois irmãos. Inojin tem um bom relacionamento com os pais, isso é, quando eles não estão há três ou cinco meses em eterna lua de mel pela Ásia.

Como filho mais velho ele precisa cuidar dos seus irmãos endiabrados, Hide e Finn Sabaku, dois rapazes que acabaram de completar vinte e um anos, mas ainda parecem ter mentalidade de dez

Nem foi ideia de Inojin dar uma festa, sequer foi avisado da festa, quando o loiro percebeu os carros já estavam estacionando lá fora e pessoas entrando com bebidas alcóolicas, caixas de som e drogas.

Cortesia dos irmãos caçulas.

Inojin: porra, esse vaso é da Dinastia Ming! – ele tomou o vaso das mãos de um bêbado no meio da sala de estar, o som da música rap estridente não permitia que Inojin ouvisse a própria voz.

Boruto: Inojin, finalmente a puberdade te alcançou e tá dando uma festa! – Boruto surgiu entre as pessoas e cumprimentou o amigo

Inojin: haha – riu sem humor agarrando o vaso caríssimo contra o corpo – isso ta saindo de controle, não conheço metade dessas pessoas...

Boruto: é sinal de que a festa é boa – riu – seus irmãos sabem se divertir, aprende com eles um pouquinho o que acha?

Inojin: por que você veio? Eles te convidaram? Você não deu um soco no Finn ano passado? Ele te odeia.

Boruto: convidaram Himawari, mas vim de penetra – riu zombeiro – também queria te contar que marcamos uma data.

Inojin: o quê? Como assim?

Boruto: meu casamento – disse como se fosse óbvio

Inojin: achei que nunca acontecer de verdade, parabéns, para quando é?

Boruto: dezessete de janeiro

Inojin: nossa, é daqui a um ano, bom até que é mais cedo do que eu esperava...

Boruto: janeiro desse ano – Inojin arregalou os olhos

Inojin: você ta bêbado?

Boruto: quero você lá como padrinho, cancele seus compromissos – Bolt passou por ele indo para a mesa onde estavam as bebidas. Inojin ainda permaneceu estático pensativo, sua surpresa só aumentou quando Sarada apareceu abraçando Boruto e se beijando intensamente. Eles parecem apaixonados?

Inojin: acho eu é que estou sóbrio demais. – Inojin pegou um copo de cerveja das mãos de um desconhecido e bebeu tudo

(...)

Himawari se esgueirou entre as pessoas buscando um banheiro que pudesse usar, uma mulher bêbada havia derramado cerveja em seu vestido, e estava começando a grudar. Havia discutido com Kawaki, ela sabia que ele não teve intenção de tocar no assunto delicado de forma leviana, mas ainda se sentia mal por isso, se sentia pior ainda em ter dado um perdido em Kawaki para se afastar um pouco.

Himawari: eu me perdi? – murmurou perplexa olhando os corredores parcialmente vazios, depois de algumas portas e alguns flagras em certos casais, ela encontrou a porta meio aberta do que parecia ser o banheiro pelo eu havia enxergado ter azulejos, então sem cerimônias abriu a porta e viu um rapaz de costas lavando as mãos na pia – ah eu sinto mui... – ela perdeu a voz quando os olhos fitaram ela, aqueles olhos opacos e frios.

O rapaz abriu um sorriso sarcástico, Himawari sentiu os joelhos tremerem de medo ao ver ele ali em pessoa, Taoru.

Taoru: o banheiro está ocupado, coisinha. – disse ironicamente

Ele não havia mudado nada nos últimos meses, estava exatamente o mesmo, o mesmo corte de cabelo, as roupas refinadas, pose altiva e amedrontadora

Taoru: sem palavras coisinha? – com o estômago revirado de puro nojo Himawari gritou, não um grito de socorro, mas um grito de raiva e fúria ascendendo em seus pulmões.

Taoru não teve tempo de reagir, sentiu um soco potente no rosto pegando-o desprevenido, ele cambaleou para trás cobrindo a face, seu olho latejou de dor pelo soco da garota.

Himawari: seu desgraçado! – ela balançou a mão sentindo os dedos doloridos como se houvessem quebrado, na verdade havia os quebrado sim. – ah – ela gemeu de dor da mão lesionada.

Taoru avançou sobre ela, segurando o pescoço fino com ambas as mãos, e a jogou contra a parede com força, ela salvou um gemido fraco, sem voz.

Taoru: você é tão estúpida em me enfrentar sozinha. – Himawari balançou os pés tentando chutar o ex, mas ele pisou sobre seu pé com força – foi tão fácil ficar com você, dizer que não tenho nada a ver com os problemas do meu clã, tão fácil traçar você, coisinha. – Himawari não se permitiu chorar, não daria esse gosto a ele, estava mais preocupada em tentar respirar, mas com o aperto de ambas as mãos dele em seu pescoço não pôde, tentou usar as mãos dar outro soco com a esquerda, entretanto sem oxigênio não conseguia pensar em uma estratégia. – eu vi você beijando aquele cara. Eu tenho visto vocês juntos, os dois pombinhos, que lindos. Sabe de uma coisa Himawari – ele tirou uma mão do pescoço dela, mas o aperto não afrouxou por isso – ele não serve pra você, eu vou te mostrar um homem de verdade

A mão livre dele se dirigiu até a saia do vestido dela, pretendo subi-la, mas Taoru não contava com o fato da porta do banheiro estar aberta, e ambos estarem visíveis a qualquer um que passasse pelo corredor, foi questão e tempo até alguém chamar por ajuda e Boruto Uzumaki surgir na porta

Boruto: solta ela, seu merda! – Boruto desferiu um soco no rosto do Ootsutsuki que caiu no chão novamente graças a mais um soco Uzumaki, Himawari caiu no chão de joelhos tentando puxar o ar de volta aos pulmões, respirando com desespero – você ta bem? – segurou os ombros dela – Himawari, respira fundo...

Himawari: ele ia... – ela soluçou chorando – B-bolt... – Boruto viu as mãos trêmulas dela abaixarem a saia

Boruto: seu merda! – Boruto voltou a encarar Taoru que ria despreocupado, o Uzumaki agarrou a camisa de Taoru e lhe socou mais uma vez no rosto, repetidas vezes até não sobrasse uma única parte de seu rosto que não estivesse ensanguentada ou cortada

Himawari: Bolt... – disse rouca – vai matar ele, para com isso... – Boruto não escutou continuou socando o rosto de Taoru que jazia desacordado no chão

Kawaki: Hima?! – Kawaki apareceu na porta ofegante por ter corrido por toda a casa a procura dela, uma multidão e pessoas assistia a cena no banheiro

Himawari: e-e-eu tô bem, mas impeça o Boruto, ele vai matá-lo! – apontou para o irmão, Kawaki imediatamente foi até Boruto e segurou seus braços com dificuldade

Boruto: me solta, esse desgraçado ia estuprar minha irmã! – berrou com o rosto vermelho de ira

Kawaki: Boruto! Pare com isso, vai matar ele! – Kawaki encarou o rapaz no chão quase desacordado com um sorrisinho debochado – não pode matar uma pessoa na frente de tantas testemunhas!  – disse baixo, Boruto parou de se debater do aperto – chamei o Konohamaru, vamos tirar esse merda daqui, e resolver isso.

Sarada: Himawari! – Sarada passou pelas pessoas – ah meu Deus, o que aconteceu? – ela se agachou no chão para amparar a Uzumaki, Himawari sentiu o sangue escorrer pela nuca que havia colidido contra a parede quando Taoru a empurrou, e aos poucos sentiu sono chegar

(...)

Himawari POV

Eu acordei em casa, no meu quarto, em algum momento da madrugada. Me sentia cansada com um peso no pescoço e na minha mão direita, me sentia exausta.

- você está bem? – olhei para o lado e vi Kawaki sentado juma cadeira próximo da minha cama

Himawari: hm... – senti dor em tentar falar

Kawaki: é melhor não falar, tem que descansar, quase sofreu uma concussão, ele apertou demais... sua garganta. – ele tirou uma mecha de cabelo que estava no meu rosto – eu sinto muito. Eu a perdi de vista. Eu sinto muito, Himawari. Nada disso teria acontecido se eu tivesse feito meu trabalho direito. – ela desviou os olhos frustrado

Himawari: não... – murmurei fraco – e-eu que...  me afastei por uma discussão boba, era só uma ida até o banheiro – neguei – não foi culpa sua, nunca permitiria que me machucassem de propósito. – minha mão também está engessada, eu quebrei minha mão? Ah eu dei um soco bastante furioso mesmo.

Kawaki: eu vou apresentar minha carta de demissão de manhã. – neguei rápido sentindo os olhos arderem – eu falhei, Himawari, falhei como seu guarda costas, falhei como seu namorado. Eu devia ter feito alguma coisa... – sentei na cama com dificuldade, meu corpo doía todo.

Himawari: não faça isso... se não estivesse lá Boruto teria matado Taoru na frente de dezenas de pessoas... não ouse se afastar de mim, eu não sou feita de cristal, eu posso cair algumas vezes.

Kawaki: ele ia te matar. – engoli seco

Himawari: nada disso aconteceu, eu estou bem, por favor não vá embora, não faça isso... não me afaste de você. – pedi prestes a chorar, mas me contive, não queria parecer mais infantil do que geralmente aparento. – ou você quer ir embora?

Kawaki: claro que não – negou com expressão sofrida, ele se aproximou e mim – mas nunca me perdoaria se algo assim te acontecesse novamente, olhe só para você, quase teve uma concussão e ele a estrangulou.

Himawari: e eu dei um super soco nele... – Kawaki segurou meu rosto

Kawaki: eu não estava lá. Precisou de mim e eu não estava lá. – mordi o lábio inferior, tentando interromper a tremedeira

Himawari: eu confio em você, sei que jamais vai me perder de vista. Por favor, não vá embora, não desista de nós dois...

Kawaki: se isso acontecer de novo? E se for mais grave da próxima vez?

Himawari: não haverá uma próxima vez, porque eu nunca mais vou fugir de você no meio de uma festa muito cheia, eu prometo. – uni nossas testas – meu coração vai ficar em frangalhos se você ir embora, essa tarde você disse que estava apaixonado por mim, então demostre, não desista de nós dois. – ele ofegou, ficou mudo por um tempinho – também sou apaixonada por você, Kawaki... – confessei – queria ter dito essa tarde, mas você fez gozar e eu fiquei distraída – brinquei

Kawaki: só você mesma para brincar numa hora dessas... – ele negou com a cabeça – nunca mais vou te perder de vista – sorri largamente – qualquer um que te olhar torto vai se ver... – interrompi a fala dele o beijando rapidamente, um selinho

Himawari: nunca mais vai me perder de vista? Jura?

Kawaki: nunca mesmo, eu vou te seguir até depois da porta do banheiro feminino, entendeu? – ele disse fungando

Himawari: eu sei. – sorri – não vai ir embora, não é?

Kawaki: só quando se cansar de mim – ele beijou minha mão – precisa alguma coisa?

Himawari: estou bem. O que houve com o Taoru? Depois que eu apaguei? – Kawaki ficou tenso de repente, ele sabe que vou insistir até que me conte então não perdeu tempo me enrolando e disse a verdade.

Kawaki: trouxemos para cá, está no porão agora

Himawari: de casa? Aqui?

Kawaki: seu pai quis discrição.

Himawari: vão matar ele?

Kawaki: não sei.

Himawari: me ajuda a ir lá – tentei levantar, Kawaki me impediu segurando meus ombros

Kawaki: precisa descansar, não pode ir até aquele desgraçado. Deixe isso para seu pai resolver

Himawari: eu estou bem! – senti dor na garganta por dizer isso alto – me ajuda a me levantar. – ele a contragosto me auxiliou a siar da cama, eu desci até o térreo e fui direto para o porão, não permiti que Kawaki entrasse comigo, pois isso é assunto de família. No porão encontrei Taoru com os pulsos amarrados numa corrente que está pendurada no teto, a cara ele está horrível, completamente ensanguentada e desfigurada por tantos socos que levou

Se não soubesse que é ele ali amarrado, nem o reconheceria.

Naruto: Himawari, o que faz aqui? – perguntou irritado ao notar minha presença

Himawari: eu quero ver ele. – disse firme

Naruto: não irá se envolver nisso, saia daqui. Volte para a cama!

Himawari: o Bolt está aqui também! – olhei Boruto que está ao lado do meu pai – então eu também posso!

Naruto: não quero que vejam isso. É melhor os dois saírem daqui.

Boruto: pai, nós vamos ficar. – ele disse olhando fixamente Taoru que ri debochado – isso é assunto de família, não é?

Naruto: vocês não devem se envolver nisso, devem sair agora!

Himawari: nós somos seus filhos, somos mais parecidos com você do que pensa. – meu pai olhou para nós dois, um tanto chocado.

Taoru: oi, coisinha – ele disse a mim – gostei do colar cervical, fica bem em você... – Boruto deu um soco no estômago dele

Boruto: pare de olhar a minha irmã, responda a pergunta seu desgraçado.

Taoru: que lindo, a família unida fazendo interrogatório de tortura juntos – gargalhou – e eu pensei que nunca fossem me encontrar... tive que ir até você primeiro, Himawari...

Naruto: onde está seu pai?

Taoru: ah... por que eu contaria, sogrão? – Naruto cerrou as pálpebras

Himawari: ele te abandonou, não é? – Taoru me encarou – depois que você não me matou naquela noite.

Taoru: eu queria brincar com você um pouco mais, não achei que correria de mim... sempre ficou por perto como um cachorrinho, me surpreendeu quando fugiu para o hospital.

Himawari: ele ordenou que me matasse, de uma forma humilhante... e você não teve coragem, certo? – ele parou de rir – porque Toneri só usou você, ele não te enxerga como filho

Taoru: está mentindo – cuspiu sangue no chão – meu pai ainda vai me chamar de volta pra nossa casa, ele está me esperando e quando souber que me sequestraram, ele vai matar todo mundo desse clã imundo

Naruto: seu pai não se importa com um inútil. – meu pai segurou o rosto do Taoru com força, ele gritou de dor por causa dos ferimentos no rosto – se dizer onde ele está, deixo você ir.

Taoru: eu duvido muito que me deixaria ir, Sr. Uzumaki, afinal se me deixar ir, eu vou voltar e vou terminar o que comecei com a sua filha, mas dessa vez vou fazer bem devagar para apreciar. – sorriu mostrando os dentes cheios de sangue – e depois dela, vou atrás do resto da sua família.

Naruto: bom, já vi que quer morrer por um homem que se deu o trabalho de matar sua mãe para pegar sua guarda, e logo em seguida te jogou fora como se fosse nada

Taoru: ele não matou minha mãe, ela me abandonou – ele tossiu – ela está viajando com o namorado

Naruto: foi o que ele te contou? Lamento dizer que sua mãe tentou te proteger e ele deu um fim nela. Ela nunca quis que vocês se tornasse um membro de um clã como so Ootsutsukis.

Taoru: está mentindo! – enquanto eles discutiam meu olhar se desviou para as facas na caixa preta onde meu pai as guarda, essas facas são uma herança de família, desde a fundadora da empresa Uzumaki Ltda. até hoje, elas estão no clã há gerações.

Ela era uma chef de cozinha, antes de iniciar os negócios da família, mas com o passar dos anos, essas facas se tornaram símbolo de brutalidade, elas assassinaram muitas pessoas, e feriram infinitas.

Discretamente peguei a menor, uma faca brilhante e afiada. Meu pai e Boruto estavam ocupados demais torturando psicologicamente Taoru então nem me viram furtando uma faca.

Meu peito ardia em ódio, ele ia me matar, ele quer me matar ainda. E se tem algo que aprendi com Taoru é matar ou ser morto.

Taoru finalmente disse uma resposta

Hotel Lancaster.

Toneri, o pai dele, estava escondido em bunker embaixo de um hotel chique no centro de Tóquio, um hotel famoso que jamais fica vazio. Um lugar bastante público para onde Toneri Ootsutsuki se refugiou.

Meu pai e afastou com o telefone celular para dar essa informação ao tio Jiraya que seria quem localizaria Toneri e confirmaria essa história, também provavelmente discutiria como proceder nessa situação.

Eu me aproximei discretamente de Taoru, mas Bolt me viu, ele viu a faca na minha mãe esquerda.

Boruto: Himawari o que você...

Eu enfiei a faca com força na lateral do tronco de Taoru, com minha mão esquerda.  Taoru soltou um grito sufocado então me encarou com os olhos arregalados, surpreso.

Himawari: eu sou um cachorrinho, Taoru? – indaguei em tirar os olhos dele – não achava que eu sou capaz de nada? você ameaça a minha família e acha que vou abaixar a cabeça para você novo? – sussurrei

Taoru: ah... – ele abriu um sorriso maroto enquanto o sangue inundava seus pulmões, onde perfurei – s-sim, achei... – confirmou ora ofegando hora se engasgando no próprio sangue, eu girei a faca dentro dele, Taoru gemeu de dor, o sangue começou a sair pela boca dele enquanto tossia e se engasgava.

Naruto: Himawari! – meu pai exclamou chocado me impedindo de continuar

Himawari: eu sou mesmo sua filha. – me afastei do Taoru e, por mais que estivesse nervosa e assustada por dentro, eu parecia calma por fora.

Bolt e papai me olhavam surpresos como se eu fosse uma completa estranha, e sinceramente eu me sentia mais parte dessa família do que nunca.

Himawari: ele mereceu. Não mereceu?

Naruto: Himawari... – meu pai pegou a faca minha mão e a atirou para longe, então e tentou limpar o sangue com um pano, mas não saia, ele continuou esfregando repetidamente com desespero – ah não, Himawari. – ele ofegou apertando minha mão com pesar

Himawari: eu estou bem, pai, eu juro. Eu protegi nossa família. Eu me protegi.

Naruto: Boruto, leve a sua irmã para cima e ajude ela se limpar.

Me sentia entorpecida, talvez fossem os analgésicos que tomei no hospital, ou outro remédio, Boruto me acompanhou até meu quarto e lavou minha mão, ele me ajudou a trocar de roupa, pois as minhas estavam repletas de respingos de sangue.

Himawari: eu matei uma pessoa... – disse em voz alta, finalmente havia percebido o que eu fiz. Boruto me olhou – eu matei uma pessoa... – comecei a chorar de repente

Boruto: ei, ei, ei – ele segurou meu rosto – ele já ia morrer de qualquer jeito, ele ameaçou nossa família, nosso pai nunca deixaria Taoru sair daqui vivo.

Himawari: você me odeia?

Boruto: não, não – negou – você é a minha irmã, ele machucou você, ele mereceu!

Himawari: agora eu sou como o papai... você odeia isso, odeia o que ele já fez

Boruto: isso não importa mais. Eu quase matei Taoru de tanto socar ele, e eu gostei. – o fitei surpresa – eu gostei de socar quem machucou minha irmã. Não é só você, Nós dois somos como o papai, Himawari. – disse sério – somos filhos dele. É o que somos. É... hereditário. – assenti trêmula – Kawaki está querendo te ver, quer que eu deixo ele entrar?

Himawari: não consigo falar com ele agora... ele... vai deixar de gostar de mim – neguei – eu não quero que ele saiba que eu sou um monstro...

Boruto: eu duvido que ele não goste mais de você só porque enfiou a faca num agressor filho da puta. Deixa o Kawaki ficar com você, vai ser mais fácil. Ele gosta mesmo de você.  – Boruto limpou minha mão molhada com um pano – tudo bem, Himawari. Você é uma boa pessoa. Não se culpe por querer ferir alguém que te machucou, já acabou, entendeu? Não pense mais nisso.

Ele saiu do meu banheiro, ouvi o ranger da minha porta e em poucos segundos Kawaki entrou, eu não consegui levantar os olhos do chão banheiro, com medo e vergonha.

 

Kawaki: eu posso ficar aqui com você? – assenti com meus olhos transbordando lágrimas, ele sentou no chão do banheiro comigo e me abraçou pelos ombros – vai passar, vai ficar menos difícil com o tempo. Eu não vou sair do seu lado.


Notas Finais


então gente, eu estou trabalhando no ultimo capítulo, se ele ficar grande demais eu divido em dois, caso esteja de bom tamanho o ultimo cap será sexta que vem, preparem os corações hahaha espero que tenham curtido o capítulo, comentem pf


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