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História The Heirs - Capítulo 5


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Notas do Autor


oi gente, eu pretendia postar ontem, mas estava desanimada kkkk enfim, aqui está o capítulo espero que gostem.

Capítulo 5 - Family business


Capítulo 5: Negócio de família

Naruto Uzumaki jamais pensou com antecedência em como seria sua vida ao envelhecer, já reparava nas discretas linhas de expressão pela pele do rosto, uma vez há um ano atrás encontrou um fio de cabelo branco e logo sem seguida também achou um fio branco nos cabelos da esposa. Ele gostava apenas dessa parte, em geral envelhecer é um porre, mas gosta de envelhecer com ela.

Hinata sempre foi um pouco diferente de si. Era muito tímida quando a conheceu, sempre falando baixo e sem coragem de olhar as pessoas nos olhos. Com o tempo isso mudou, ela se tornou mais segura de si, ele amou assistir como Hinata havia se tornado essa mulher que é hoje em dia.

Não saberia dizer se o homem que ele se tornou agradava ou desapontava Hinata.

Já tiveram problemas no casamento, como qualquer casal. Hinata já havia visto seu pior lado, não sabia como explicar o motivo dela ainda amar alguém como ele.

Naruto olhou para trás vendo-a dormindo tranquila de bruços, coma as costas nuas a mostra, buscou em particular uma tatuagem discreta abaixo da nuca dela, um símbolo de redemoinho. Ele sorriu de modo safado retornando o foco para os botões da própria camisa. Tinha um compromisso inesperado que ao arrancou da cama e consequentemente dos braços dessa mulher incrivelmente linda.

Seu sorriso bobo murchou ao ver os frascos de remédios na penteadeira dela.

- já está saindo? – ele olhou para trás novamente, encontrando-a sentada na cama com o edredom enrolado no corpo, e cabelos desgrenhados. Adorável.

Naruto: preciso resolver um problema. – ela suspirou pensativa

Hinata: pensei que esses problemas eram coisa do passado...

Naruto: não tanto quanto gostaria.

Hinata: tome cuidado. – disse preocupada, Naruto lhe sorriu

Naruto: se sente bem?

Hinata: não desvia o assunto para mim – ela riu baixo – eu tomo os remédios sem falta.

Naruto: mesmo?

Hinata: em vinte anos nunca consegui mentir para você. Não vou começar agora – ela abraçou os joelhos risonha – tem mesmo que sair? Está tarde...

Naruto: tenho um ratinho preso na armadilha – Naruto se levantou do recaimer de cor branca e puxou o blazer preto para vesti-lo

Hinata: um rato? – hinata abaixou os olhos, ela sabia o que “rato” significava, era um Ootsutsuki – ele vai sofrer?

Naruto: não muito, estou envelhecendo para esse tipo de atividade, perdi a prática nesses tempos e paz. – ele tentou brincar, mas Hinata não sorriu

Hinata: faça doer. – murmurou

Naruto: eu prometo – o homem contornou a cama chegando perto da mulher, Hinata levantou o rosto e recebeu um beijo casto nos lábios – não me espere acordada.

Há muitos anos atrás a líder da família Uzumaki, Mito Uzumaki, em 1820, contrabandeava armas para outros países, logo ela passou para o comercio de ópio entre outras mercadorias, logo o ramo da família cresceu. Os anos se passaram e a mesma família se tornou membra de toda uma sociedade enraizada em Tóquio, os clãs. Muitos destes clãs têm fortunas relacionadas com outros tipos de trabalhos, armas, tráficos, exportações ilegais.

Naruto não gosta de pensar em si e em sua família como pessoas criminosas, e sim como meros trabalhadores em seus ofícios.

Quando saiu de casa tarde da noite, junto de dois guarda costas armados, não pensou muito no que a cena parecia. Em geral ele não pensa muito em seu ofício, foi criado neste ambiente, e para ele esta vida não é mais tão extraordinária como é para seus filhos que insistem e fingir que não são como ele é.

O carro preto estacionou nas docas no porto Toshiba, uma pequena empresa que pertence ao grupo Uzumaki, e nestes armazéns das docas as armas fabricadas e exportadas pelo clã são distribuídas mundo afora.

Kakuzu, um primo distante de Naruto o recebeu na portaria do armazém numero dez, ele caminhou na frente guiando o loiro até o centro do armazém, onde apenas uma lâmpada fraca ilumina o homem amarrado na cadeira cabisbaixo, seus cabelos brancos estão ensanguentados assim como suas roupas que pareciam caras outrora, agora estão com respingos de sangue que se esvai de seus dentes quebrados.

Naruto suspirou desanimado, detestava essa parte do trabalho. Na verdade, torturar pessoas para falarem ficou no século passado, tudo se resolve com dinheiro nessa era.

Mas algumas coisas nunca mudam.

Um subordinado ruivo colocou uma cadeira em frente ao homem cansado repleto de hematomas externos e internos. O mesmo subordinado ajudou Naruto a tirar o blazer e segurou a peça de roupa para Naruto, que sentou na cadeira e fitou o rosto irreconhecível do homem a sua frente, o loiro dobrou as mangas da camisa branca social até os cotovelos sem tirar os olhos do albino.

Naruto: senhor Ootsutsuki. – o homem de cabelos brancos levantou o olhar cansado ao loiro – o que tem para mim? – Naruto pegou a caixa que um dos seus subordinados lhe trouxeram e colocou sobre o colo - meus homens disseram que você falaria apenas para mim, me tirou da cama no meio da noite, sabia? – sorriu sem humor

- e-eu... e-eu não sei de nada. – Naruto deixou de sorrir, logo juntou as sobrancelhas e dedilhou o emblema de redemoinho gravado na pequena caixa retangular

Naruto: senhor Ootsutsuki – disse com ar cansado e balançou a cabeça negativamente – eu espero que não tenha me atraído até aqui para que seus colegas me matassem. Já cuidamos daqueles ratos escondidos nas docas na escuridão. Eles estão dormindo com os peixes agora. – o homem arregalou o único olho bom surpreso, e logo empalideceu – é melhor você começar a falar, eu sempre fico de mau humor quando empatam minha foda. Minha mulher também para ser franco. – o loiro abriu a caixa e tirou uma navalha de preferencia entre as várias opções

- vocês começaram isso! – gritou fraco – a escória da sua família de merda vem tomando nossa área há anos! Minando nossos contratos com nossos parceiros! – ele cuspiu sangue na camisa do loiro.

Uma mulher ruiva surgiu da escuridão no canto do armazém e deu um forte soco no rosto do albino que quase caiu levando a cadeira se não fosse Kakuzu que o tivesse amparado antes que caísse.

- você quer morrer?! – ela gritou erguendo o braço para desferir outro golpe, mas Naruto ergueu a mão e ela parou

Naruto: tudo bem, prima, não suje as mãos com um rato atoa – Kasheria, assentiu em silêncio e lhe entregou um lenço do bolso para que Naruto limpasse o sangue da camisa

Naruto: era a minha camisa favorita. Sabe, Toshiro – disse o nome do refém que ofegou surpreso – eu sei o seu nome, sei que tem uma bela casa no bairro Nadeshiko. Onde vive com sua linda esposa, Kanade, e com ela tem duas queridas filhas, a Kimi e Megumi. – Naruto levantou da cadeira deixando a caixa sobre ela

Toshiro: elas não têm nada a ver com isso... não as envolva!

Naruto: mesmo? – Naruto andou em círculos em volta do Ootsutsuki e parou atrás dele – e a minha filha, ela tinha alguma coisa a ver com os problemas entre minha família e a sua?

- do-do que...

Naruto: eu soube que enviaram um merdinha do clã de vocês para encantar a minha filha, fazê-la de boba e depois baterem nela, machucaram muito o rosto bonito da minha filha – Naruto depositou as mãos nos ombros de Toshiro que tremeu – o nome do fedelho era Taoru Ootsutsuki, mas não encontrei nenhum “Taoru” nos registros do seu clã, me pergunto qual seria o nome real dele.

Toshiro: no-nós não... não enviamos ninguém

Naruto: mentiras, e mais mentiras... – Toshiro sentiu a lâmina da navalha gelada no pescoço – eu gosto assim, na verdade, se não seria fácil demais. Temos muito em comum Toshiro, nós dois somos pais de belas filhas, e me pergunto como se sentira se algum dos meus homens, - Toshiro olhou os capangas do clã Uzumaki sorrindo diabolicamente – invadisse sua casa, pegasse uma de suas filhas, e fizesse com elas o mesmo que seu parente de merda fez com a minha filha.

Toshiro: e-eu não sei quem é Taoru... AAAAH – gritou de dor quando sentiu a navalha afundar em seu ombro rasgar sua carne alguns centímetros, Naruto deixou a navalha ali pressionando com força, Toshiro vomitou um pouco no próprio colo, parecia querer desfalecer a qualquer momento

Naruto: ei, ei, Toshiro, não durma, eu mal comecei.  – deu tapinhas no rosto do albino – olha para mim, temos muito o que falar agora – sorriu quando ele despertou

Toshiro: e-eu... não sei... – começou a chorar, Naruto respirou fundo, odiava quando homens adultos choravam por suas vidas.

Naruto: tem um assassino do clã Uchiha pronto para entrar na sua casa, e espancar a sua filha até ela perder a consciência, como aconteceu com a minha. – Naruto andou até a caixa onde tirou outra faca – disse para ele escolher uma de suas filhas, de preferência a mais bonita. – voltou-se par ao Toshiro

Toshiro; por favor – choramingou com desespero – elas não têm nada a ver com isso – negou implorando – elas são só crianças!

Naruto: eu entendo a sua preocupação, de verdade – Naruto levou a mão ao peito – sabe, nós pais, nos sentimos tão impotentes diante de ameaças aos nossos filhos, Sentimos todo o peso nos ombros por não conseguirmos proteger nossas crianças, não acha? É assim que eu me senti quando encontrei a minha filha no hospital com um monte de lesões no rosto. É assim que você vai se sentir. – Toshiro o olhou assustado – ei, Hidan – chamou o subordinado – está no telefone com o Shisui?

Hidan: suas ordens, senhor. – o homem disse enquanto segurava um telefone celular

Naruto: eu não sei se você conhece bem os assassinos do clã Uchiha – cochichou zombeiro próximo a face de Toshiro – mas eles têm dificuldades em lidar com um trabalho que não envolva matar, eles se descontrolam sabe. – Toshiro soluçou – eu disse para ele bater com força, mas não posso garantir que a preciosa Megumi, ou a Kimi sobrevivam. Aliás, a Kimi acabou de entrar num concurso de esgrima, não é? – riu levemente - isso me traz memórias, meu filho é ótimo em esgrima, ganhou muitos torneios, talvez pudessem ser amigos em outra época.

Toshiro: “Taoru” é o nome verdadeiro – confessou

Naruto: você me decepciona, Toshiro – suspirou olhando para Hidan

Toshiro: espera! Eu juro, e-eu não sei como não encontrou o nome dele na sua investigação, mas o nome dele é realmente Taoru Ootsutsuki, ele é filho do meu irmão! É o meu sobrinho! – gritou desesperado – por favor não machuque minhas filhas!

Naruto: desde quanto Toneri tem um filho? – franziu a testa – Hidan?

Hidan: não sabemos da existência de um terceiro filho, senhor, nas investigações só apontaram duas filhas

Naruto: interessante. – murmuro – ei Toshiro, O Taoru é filho dele com quem? Com a Kaguya?

Hidan: c-com u-uma prostituta, ela criou o menino e quando Toneri soube dele, pegou o garoto para si. Ele mora no clã há pouco mais de um ano... é tudo que sei...

Naruto: tirar um filho da mãe, esse canalha gosta disso não? – murmurou sem expressão – Hidan, pode mandar o Shisui embora. Eu detesto machucar garotas mesmo. – Toshiro pôde enfim respirar aliviado.

Naruto foi até Toshiro e arrancou a taca devagar, Toshiro gemeu de dor, em seguida o loro limpou a faca com o lenço e a guardou na caixa novamente

Toshiro; vai me deixar ir? – balbuciou

Naruto: ah... que tal fazermos um jogo, Toshiro. – com um aceno de cabeça Hidan desamarrou os nós das cordas que o prendia na cadeira – eu vou deixar você correr. – Naruto tirou uma pistola do coldre em seu ombro e acoplou um silenciador nela – eu vou atirar apenas uma vez, e se eu errar você pode ir. Se eu acertar vamos entregar seu corpo para o seu irmãozinho, Toneri. – piscou um olho com divertimento.

Toshiro: e-eu não vou conseguir – negou assustador

Naruto: não, não, diga isso – Naruto tocou-lhe o rosto – sempre acredite em seu potencial, Toshiro.  – eu vou te dar quinze passos de vantagem. pode tentar correr em zigue zague ou ir pulando, não tem regras. Eu não vou dar um passo sequer e meus homens não irão atrás de você, está bem? – Toshiro assentiu fracamente, ele conhecia isso, já ouviu falar das histórias, o Uzumaki era frio e gostava de testar uma boa arma em seus inimigos, sua pontaria nunca errou.

Toshiro: por favor... – Naruto colocou uma única bala no pente e engatilhou a arma – tenha piedade... por favor.

Naruto: eu gosto de usar silenciador porque detesto o barulho dos tiros, estranhamente eles atraem olhares, e policias. pode ir Toshiro, pedi que não cortassem suas pernas justamente para que pudéssemos jogar limpo. Vá.

Toshiro saiu da cadeira cambaleando, enquanto chorava, ele deu alguns passos e tentou correr, lembrou-se de ter escutado os malditos capangas Uzumakis rindo, alguns apostando quantos passos daria após o decimo quinto, ele correu como nunca havia feito na vida e acreditou que o raposa não poderia acertá-lo daquela distância, seria impossível.

Mas logo ouviu um baque surdo e sentiu uma picada no pescoço, a bala passou pela sua nuca e saiu pela jugular do pescoço, Toshiro caiu no chão, tentou conter o sangramento tapando os buracos, mas o sangue jorrava como água para fora si

Naruto: que pena, você não conseguiu... – ele viu os sapatos caros de marca no chão, sem ter como olhar para cima imaginou que fosse o maldito Uzumaki – disse que eu não tenho piedade, e tem razão. Toneri tirou o meu filho de mim, ele era só uma criança inocente, toda minha piedade morreu junto com ele, eu me vinguei dele na época atirando o único filho dele também. E agora dez anos depois ele resolve comprar briga comigo de novo humilhando a minha filha. Nada mais justo que eu cuidar do único irmão dele. – enquanto Toshiro engasgava no próprio sangue, Naruto o encarava, parecia esperar por algo, mas não era isso. Ele parecia querer ver a sua morte e apreciar isso.

Toshiro sentiu os olhos desfocarem dos sapatos, e sua vista escurecer.

Mas escutou uma última frase

Naruto: joguem ele numa vala de esgoto do território Ootsutsuki, quero que eles vejam.

Toshiro morreu, amaldiçoando com todas as forças Uzumaki Naruto, o maldito raposa.

Enquanto isso do outro lado da cidade, no centro, uma boate estava parcialmente movimentada naquela noite, era o último dia de aula do semestre das universidade de Tóquio, a boate Poisson Love estava infestada de calouros e veteranos, o dono da boate Deidara se encontrava no camarote apreciando seu lucro imenso, já pensando em mais quatro filiais pelo país.

Através das luzes negras intermitentes ele enxergou uma cabeleira loira familiar, reparando melhor reconheceu imediatamente. Dois Uzumakis e dois Uchihas, numa noite? Em sua boate?

Deidara desceu da área VIP indo de encontro ao grupo, os recebeu amigavelmente e ofereceu o melhor que o lugar poderia oferecer

Boruto: eu quero beber, o bar mudou e lugar? – olhou em volta

Deidara: oh sim, passamos por reformas de segurança agora temos saída de emergência e um banheiro feminino – Sarada franziu o cenho incrédula

Sarada: agora?

Deidara: grandes conquistas – sorriu animado

Boruto: pega leve, ele começou do nada – apontou para o loiro mais velho que sorriu agradecido – me diz onde é o bar – falou alto por conta da musica

Deidara: bem ali do lado da pista de dança – Boruto entornou a cabeça pra enxergar e foi direto para lá, Sarada o seguiu trocando o mesmo olhar de incredulidade com o Deidara

Himawari: eu quero dançar

Deidara: senhorita – apontou para a pista de dança onde todos pulavam energizados por muita droga e música, Himawari foi direto para lá e se misturou na multidão

Daisuke: eu quero cheirar, já conheço o caminho – piscou um olho e passou por si

Grande noite. Deidara pensou.

No bar Boruto apenas disse o sobrenome e uma garrafa de uísque foi deixada para si, Sarada entregou o copo e Bolt a serviu

Boruto: então... – começou cauteloso – estava brincando no carro, certo?

Sarada levou o copo a boca e deu um gole, enquanto negava coma cabeça

Boruto: você não vai conseguir ficar sem sexo, isso é ridículo

Sarada: ridículo é você tentar me convencer maquiando as suas vontades idiotas, eu consigo ficar sem transar numa boa, as mulheres não são movidas pela cabeça de baixo

Boruto: eu não sou movido pelo meu pau, ta legal? – a Uchiha gargalhou – tô dizendo que você sempre quer foder quando fica comigo, as suas mãos nunca estiveram tão ocupadas quanto estão comigo

Sarada: não seja idiota

Boruto: você com certeza morre de tesão por mim

Sarada; seu convencido do caralho – empurrou o ombro do noivo que riu cinicamente – vamos apostar então – ela esvaziou o copo bebendo tudo – até o fim da noite, quem ceder perde

Boruto: e quem não ceder?

Sarada: vai cumprir o desejo do outro, se eu ganhar vai ficar sem isso... – Sarada afastou as alas da blusa decotada – por muito tempo

Boruto: e se eu ganhar, e vou. Vai parar com esse showzinho.

Sarada: bom – Sarada debruçou-se em direção ao loiro – até o sol nascer você vai implorar. – Bolt se deixou ser beijado pelos lábios vermelhos dela, quase se arrependeu da aposta

Boruto: veremos.

(...)

Himawari sempre gostou e dançar, principalmente com as amigas da universidade, que agora nem sabem o motivo dela ter se ausentado nas ultimas aulas. Ultimamente tem feito as tarefas do curso e enviado aos professores por e-mail, tudo que tem feito é estar em casa e estudar. Se sentia engaiolada nos últimos dias em casa então essa noite parecia livre como um pássaro.

Ela ama os sons que escuta, desde o cantar dos pássaros pela manhã até o barulhinho dos passos das pessoas, ama as coisas bobas da vida como risadas e monotonia. Ama a música extremamente alta da boate, as luzes negras que evidenciam cores e digitais por todo lado, ergueu os braços para cima como as outras pessoas ao seu redor, a sensação era inebriante, ela bebeu doses infinitas de tequila e trocou um beijo com algum desconhecido que já havia sumido de sua vista.

Enquanto se inebriava com a música e sobretudo a energia das pessoas ao redor, sentia ser observada, mas não sabia de onde, Himawari olhou em volta procurando e procurando, até encontrar uma surpresa

O rapaz de moicano e piercings que a protege, ele está numa mesa com algumas pessoas que parecem ser amigos dele, agora com uma camiseta sem mangas pode ver seus braços repletos de tatuagens. Ele está meio sério como sempre fica perto de si.

Não foi difícil Kawaki ter notado sua presença ali entre as pessoas, ele estava a olhando um pouco surpreso com a boca levemente aberta e olhos fascinados. Himawari não parou de dançar, mas não tirou os olhos dele, ela não sabia dizer o que estava fazendo, preferia pensar que estava agindo como uma libertina apenas por causa da tequila. Kawaki não rompeu o contato visual nem um segundo.

Himawari parou de dançar ofegante ao passar por uma epifania de repente, parecia ter voltado a si por um momento, ela havia perdido a consciência?! Estava dançando para o seu segurança?!

Ela fechou os olhos envergonhada e desapareceu entre a multidão de pessoas, fugindo do olhar penetrante do rapaz.

Ele meio que ele estaria muito encrencado se não estivesse escoltando a herdeira para todo lugar que ela fosse, por isso Himawari se sentia uma menina rebelde e mentirosa agora

Foi direto para os fundos da boate, no corredor entre os banheiros e salas privadas

- Himawari?! – ela quis que um raio caísse naquele momento, ele era rápido e conseguiu acompanhar ela

Himawari: a-ah o-oi, Kawaki – ela girou corpo, sentindo-se quente, não só pela dança.

Kawaki: por que não disse que iria sair? Eu estou desarmado agora se algo acontecer... – o olhar dele não emanava apenas proteção e sim outra coisa, e ela notou isso, ele a desejava, por isso estava inquieto e afastado há uns dois metros de si

Himawari: n-não tem problema, sério, pode fingir que não viu nada. – involuntariamente ela estava ajeitando o longo cabelo volumoso e ondulado para trás dos ombros

Kawaki: recebi ordens para nunca deixar sair sem escolta... e

Himawari: eu estou bem, vim com meu irmão e minha cunhada...

Daisuke: e comigo – a garota fechou os olhos decepcionada, Daisuke passou pela porta do banheiro masculino a sua esquerda, visivelmente chapado – você quer? – ofereceu o cigarro a Uzumaki

Himawari: Daisuke, vaza daqui! – sorriu nervosa

Daisuke: quem é esse? Ele é bonitão... – Himawari revirou os olhos – Daisuke Uchiha, ao seu dispor meu caro – estendeu a mão, Kawaki não o cumprimentou pois não conseguia tirar os olhos de Himawari

Himawari: ele não é gay, Daisuke! – Kawaki piscou confuso, com um misto de surpresa e graça na expressão – digo... eu acho – deu ombros – você é? – Kawaki negou lentamente, ainda confuso

Daisuke: eu também não, não acredito em rótulos, ta legal? – ralhou para ela – somos livres para fazer qualquer coisa com qualquer pessoa...

Kawaki: Himawari – ele interrompeu Daisuke, como se não prestasse muita atenção no Uchiha bêbado – acho que é melhor te levar para casa antes que se meta em problemas com... meu chefe, seu pai. – isso pareceu um banho de água fria em ambos, a palavra “chefe” era um tanto pesada

Himawari: eu acabei de chegar, estamos no território Uchiha, anda vai me acontecer

Daisuke: querem trepar? – Himawari cerrou so olhos, Daisuke ainda estava ali como um intrometido!  – que tal eu e vocês dois na cabine aqui – apontou para o banheiro

Himawari: Daisuke, vaza daqui! – gritou empurrando o uchiha para dentro do banheiro de volta – desculpa por isso ele ta drogado então sabe falar direito. – ela se aproximou do guarda costas perigosamente. – eu sinto muito não ter te avisado que sairia, foi de última hora.

Kawaki: eu entendo. – ele balançou a cabeça concordando – tem direito de se divertir quando quiser – Himawari abriu um sorriso maroto, Kawaki sorriu também minimamente, o sorriso dela era a coisa mais linda que já havia visto

Himawari: já que estou aqui... não tem problema ficar por mais uma horinha? Não acha?

Kawaki: quem veio dirigindo?

Himawari: meu irmão, ele ta no bar agora.

Kawaki: no bar? – é, agora ela percebeu que não tem nenhum motorista para voltar pra casa, ela não sabe dirigir – eu dirijo.

Himawari: eu sinto muito, acho que estraguei a sua noite...

Kawaki: estava ficando boa quando te vi, para ser sincero. – sorriu de canto – eu não sou fã de lugares como este, meus amigos me trouxeram aqui a força.

Himawari: você é antissocial, tem cara de que não curte festas

Kawaki: talvez um pouquinho – ele brincou – aliás, você tem idade para vir aqui? – Himawari fez uma careta divertida sem responder – precisamos sair deste corredor, estamos muito isolados – ele ergueu o braço mostrando o caminho

Himawari: faço vinte e um anos em breve se quer saber – ambos voltaram para o foco da boate

Kawaki: até te apresentaria aos meus amigos, mas... – ele hesitou – eles são policiais

Himawari: oh. – Himawari lhe encarou curiosa.

Kawaki: é, complicado.

Himawari: trabalha para o meu clã, e tem amigos policiais?

Kawaki: seria bom que mantivesse essa informação em segredo

Himawari: ah eu não vou contar, acabei de te conhecer, seria ruim que aparecesse morto numa vala – brinquei

Kawaki: seria mesmo. – a jovem riu alto

Himawari: é sério, Kawaki. –  ele parou de rir – não é seguro que tenha relacionamento com a polícia, meu pai pode levar isso como... ato de espionagem

Kawaki: como sabe que não sou um espião? – Himawari piscou duas vezes sem expressão definida

Himawari: você não parece um

Kawaki: talvez seja por isso que seria um ótimo espião.

Himawari: você não faz perguntas... espiões sempre fazem perguntas. E não é curioso.

Kawaki: talvez estivesse guardando as perguntas para mais tarde – deu ombros

Himawari: se fosse espião diria que seus amigos são qualquer coisa exceto que são policiais. – Kawaki assentiu sem palavras

Kawaki: touché. – ele disse em francês, e Himawari lhe fitou – eu sou francês, a mulher que me criou é francesa na verdade.

Himawari: é fluente em francês?

Kawaki; tive que aprender ela só aceitava essa língua em nossa casa.

Himawari: minha família veio da Alemanha para o Japão, há uns séculos arás, meu pai insiste que saibamos falar fluentemente, eu estudo até hoje, é um porre. Mas não se compara com as línguas latinas...

Kawaki: você parece muito inteligente.

Himawari: eu sou. – Kawaki sorriu – eu quero aprender francês, eu gosto da ideia de ir para Paris e... fazer compras. – os dois riram – é brincadeira, não sou tão fútil assim, um dia quero viajar para ver como é paisagens bonitas, o nascer do sol deve passar uma sensação diferente em cada lugar.

Kawaki: não é difícil aprender francês. Pode continuar a dançar se quiser. Eu vou... – ele hesitou – vou te olhar – Himawari sorriu bobamente – apenas para saber se está segura. – ele mentiu, ela sabia disso.

Himawari: mesmo? - Himawari olhou para as pessoas dançando e se esbarrando, viu também seu irmão e Sarada bêbados se atracando num canto, nojento. – acho melhor levar meu irmão bêbado pra casa, antes que ele engravide a Sarada, de novo...

Himawari POV

Depois de tentar separar Bolt e Sarada que pareciam estar num tipo de competição estranha, eu o arrastei para fora da boate, paguei nossa conta com meu cartão e me certifiquei de deixar Sarada sóbria enfiando a cabeça dela na pia do banheiro. Deixei-a num táxi com o irmão drogado dela e levei Bolt para o carro

Boruto: será que eu não posso dirigir só um pouquinho? – pediu com manha

Himawari: não, a menos que queira nos matar. – Kawaki abriu a porta de trás do carro e coloquei Bolt deitado no banco de uma maneira que ele não se afogue no próprio vômito. Fui para o banco do passageiro e Kawaki serviu como motorista.

Himawari: desculpe atrapalhar sua noite.

Kawaki: não foi um incômodo. Eu me diverti. – sorri – eu que sinto muito ter atrapalhado sua noite... de todos os lugares eu nunca imaginaria encontrar você numa boate.

Himawari: acha que sou nova demais?

Kawaki: em alguns países a maioridade é dezoito. Inclusive na Alemanha é dezoito, e você é meio alemã.

Himawari: sabe bem o que dizer. – Boruto balbuciou algo de bêbado e logo dormiu.

Kawaki: sinto muito que não pode dançar, teve que cuidar do seu irmão mais velho.

Himawari: ele sempre cuida de mim, acho que ele precisava de uma noite divertida para variar.

Kawaki: eu gostaria de ter um irmão.

Himawari: a mulher que te criou não teve filhos?

Kawaki: não, apenas eu.

Himawari: por que não chama ela de “mãe”?

Kawaki: ela diz que é jovem demais para ser chamada de mãe – riu

Himawari: seus amigos sabem que protege a filha de um criminoso? – indaguei direta e incisiva, ele deu meio sorriso

Kawaki: acham que trabalho como segurança de shopping. – arqueei as sobrancelhas – além disso os negócios do clã Uzumaki são na maioria legais, até onde eu saiba, não existem provas de que sua família tenha alguma irregularidade.

Himawari: é, não tem provas. – murmurei

Kawaki: e se não há provas... não há nada errado.

Himawari: semana que vem eu vou a um baile com Daisuke Uchiha – olhei para a janela do carro assistindo a paisagem das lojas e letreiros eletrônicos borrados – vai ser a noite.

Kawaki: ...vou tomar as previdências – ele disse sem aquela descontração de antes – vai ser um evento público?

Himawari: apenas para o clã Uchiha

Kawaki: não devo precisar de ajuda para sua escolta então.

Himawari: vai me seguir a noite toda? – olhei Kawaki

Kawaki: pelo menos até a porta do banheiro feminino. – brincou, mas não sorriu dessa vez

Himawari: não vai me perguntar se estamos saindo? Eu e o Daisuke? – murmurei para não acordar o Bolt

Kawaki: não é da minha conta. – mordi o lábio inferior contendo um riso. Kawaki chegou nos portões do clã, os seguranças nos deixaram passar, em poucos metros regressamos à garagem de casa. Saí carregando Boruto com o braço dele no meu ombro, bolt estava meio acordado e meio sonolento. Kawaki não se despediu de mim antes de ir embora, apenas disse “boa noite”. Ele pareceu chateado por um momento.

Me lembrei do momento que o vi na boate, me olhando enquanto dançava, eu quis dançar mais para ele, gostaria de fazer isso de novo, em um local privado.

Porra.

Isso não pode continuar. Pare de pensar nele, Himawari Uzumaki!

Boruto: por que estamos no meio do jardim ainda? – balbuciou atropelando as palavras

Himawari: vamos para dentro Bolt... – Boruto cheirava a tequila e uísque, não é à toa que está praticamente inconsciente. A parte mais difícil foi subir as escadas, mas consegui assim que um segurança de ronda nos viu e me ajudou, ele colocou Bolt na cama por mim e me desejou boa noite. – boa noite, tio Ibiki... – desejei de volta, quando virei de costas para ir ao meu quarto encontrei um fantasma

Naruto: acordou cedo, não acha? – indagou seriamente para mim

Himawari: ah pai... – olhei pela janela o sol está prestes a nascer

Naruto: vestido bonito para se usar de manhã. – me abracei tentando me cobrir o máximo, me sinto envergonhada de repente. – o que eu disse sobre sair sozinha, Himawari? – vi suas mãos repletas de sangue seco, logo reparei melhor na camisa com uma mancha de sangue, que não pertence a ele

Himawari: o que você fez? – indaguei assustada

Naruto: eu faço as perguntas. Vamos. – deu as costas e relutantemente o segui, até a cozinha onde ele ligou a torneira da pia e começou a lavar as mãos com um sabão

Himawari: pai, eu sinto muito não ter te avisado, e-eu quis sair um pouco, para tomar um ar...

Naruto: sabe o quanto fiquei preocupado quando me contaram da escapada de vocês nessa madrugada? – sentei num banco alto atrás do balcão – depois do que aconteceu com você, ainda apronta essa? Você parece uma adolescente as vezes.

Himawari: foi só uma saideira, não precisa disso tudo...

Naruto: vocês dois já são adultos, e continuam agindo assim. Inconsequentes, preocupando a mãe de vocês – o ouvi respirar fundo – e mentindo para mim. Principalmente você. – arregalei meus olhos – quando ia me contar que o Taoru que te agrediu era um Ootsutsuki?

Himawari: p-pai eu ia te contar...

Naruto: depois de tudo que essa maldita família tirou de nós, você teve a coragem de se envolver com um deles – senti meus olhos arderem – não chore, Himawari. – ele disse quase como uma ordem – só estamos conversando. – meu pai depois de secar as mãos virou para mim – quer mesmo saber o que eu fiz hoje? –  ele jogou o pano na lixeira – eu matei o tio do seu namorado, mandei um recado para o Toneri Ootsutsuki. Taoru é o próximo. – abri a boca sem ter o que dizer – é isso que eu faço com quem mexe com a nossa família.

Himawari: esse homem não fez nada para você...

Naruto: este homem, junto de Toneri, sabia que o Taoru estava brincando com você, eles fizeram todo um plano para conquistar a doce e ingênua caçula da família Uzumaki e você caiu na conversa daquele bosta. – abaixei a cabeça controlando minhas emoções – eu realmente achei que você fosse mais inteligente do que isso.

Himawari: eu sou... eu sou – solucei

Naruto: sabe, eu esperava uma decisão estúpida dessas vindo do seu irmão. – riu sem humor – Novamente estamos em guerra com o clã Ootsutsuki no momento que aquele rapaz feriu você – apontou – por isso Himawari sair sozinha é estupidez, sair desarmada é estupidez, esconder algo assim do seu pai é estupidez. Porque eles estão atrás de nós! você devia ter me avisado!

Himawari: eu só queria que ficássemos em paz, eu não queria que você os retaliasse...

Naruto: QUANDO você e seu irmão vão entender?! – gritou ainda apontando o indicador para mim – que nasceram nessa família, vocês são o que são, e não adianta ir a faculdade fingindo ser uma garota qualquer todos os dias, você não é, Himawari! Precisa ter consciência de cada uma de suas ações!

Himawari: eu não pedi para nascer nessa família! – gritei de volta

Naruto: você nasceu. – ele respirou fundo esfregando o rosto – quer goste ou não eu sou o seu pai.

Himawari: eu odeio você... - murmurei, meu pai arqueou s sobrancelhas surpreso – Boruto tem razão, você não é um bom pai! E Raiden descobriu isso primeiro que nós! – cuspi as palavras depressa, então o Sr. Uzumaki pela primeira vez não teve o que dizer.

Ele abriu a boca para dizer algo, mas desistiu, parecia chocado demais para pensar no que falar.

Meu pai, só deu um suspiro ainda desacreditado com o que ouviu, pensei que ele fosse me deixar de castigo como quando fazia com Boruto se aprontasse, mas ele ficou calado, acabei de falar que a culpa do filho ter morrido foi dele, mas meu pai não reagiu.

Himawari: eu... não quis... – tentei me retratar, mas já era tarde demais para isso, ele deu as costas e saiu da cozinha.


Notas Finais


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