História The Hell By Two Devils - Capítulo 10


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Categorias Bleach
Personagens Byakuya Kuchiki, Grimmjow Jaegerjaquez, Ichigo Kurosaki, Nelliel Tu Odelschwanck, Nnoitra Gilga, Rukia Kuchiki, Ulquiorra Schiffer
Tags Grimmnel, Grimmnell, Hitsukarin, Ichiruki
Visualizações 62
Palavras 2.603
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yo ♡

Capítulo 10 - Encrenca


Rukia tinha planejado tudo minuciosamente, queria que o encontro deles falhasse, apenas por satisfação própria. Como combinado, ela pediu que desligassem a chave de força da luz e que somente retornasse às onze horas da noite.

Ela olhava para a cidade, toda colorida por causa da luz. O céu estava cintilante e até o achava bonito.

— E agora, o que vamos fazer? — o ruivo perguntou temendo o pior.

Mas aquilo era muito estranho, ele não tinha esquecido o celular e nem o pegou no horário de trabalho. Deveria estar na sua bolsa. Crendo nisso, ele deu meia volta e foi novamente olhar se achava o aparelho.

Era em vão, não estava em lugar nenhum. Além de perder a prova, não iria ao encontro. Digamos que ele não queria ir mesmo, não estava animado para passar a noite fora de casa. Por um lado aquela situação ajudou. Entretanto, o que era pior: Sair para um show de bar ou ficar com Rukia na mesma sala?

Eram duas coisas que ele tentava evitar, por mais que a segunda fosse quase impossível e ele mesmo se levava até a morte. Conversar com a Kuchiki lhe rendia muitos vácuos, tinha até anotado, durante esse tempo que estava trabalhando para ela, foram pelo menos oitenta.

— Senta e chora — respondeu com cara de tédio.

— Ótima ideia, se sentir fome, comeremos a Neliel por ter carne. — Grimmjow bocejou.

Ele não negava, tinha ficado indignado com aquilo, logo no dia em que ele pretendia tirar o atraso. E pior que nem conseguiria conversar com a garota do aplicativo, ela era uma pessoa legal e estavam marcando de se conhecer, mas em outro sentido.

— Vamos comer seu cérebro, idiota — ela resmungou. — Esqueci, se eu tentar algo, posso pegar sua burrice, é melhor passar longe.

— E se tentarem algo com você, essas tetas vão fazer o rapaz morrer sem ar — resmungou com um bico.

— Sei que sou gostosa, não precisa falar isso toda hora. — Ela se sentou na poltrona e olhou para o teto, como se tivesse algo interessante.

— Gostosa é comida — o ruivo respondeu.

— Quem chamou o vira lata na conversa? — Grimm olhou torto.

— Que eu saiba, o vira lata é você, Totó. Meu nome ainda é bonito. — Foi se sentar no sofá, não ia perder tempo discutindo.

— Ah, óbvio. Você não lembra quem é Buggy?

Ichigo ficou alguns bons segundos tentando lembrar quem diabos se chamava desse jeito, além dele. Arregalou os olhos ao lembrar de certa pessoa, corpo que se separava, nariz vermelho e uma vingança que não deu certo. Era Buggy, o palhaço.

— Não acredito. Você curte one piece?! — perguntou eufórico.

— O que é isso? — Rukia perguntou sem entender.

— Deixa quieto — resmungou.

— Devem estar fazendo manutenção na fiação da empresa, vai demorar — a morena informou.

— Hum — foi a única coisa que ele respondeu.

Fechou os olhos e resolveu dormir um pouco. Não tinha o que fazer mesmo. A cabeça ficou levemente inclinada até que pegou no sono.

Rukia pegou um canetão e caminhou até ele, ao chamá-lo e não obter resposta, começou a desenhar vários coelhos no rosto dele. Estava ficando a coisa mais horrível do mundo.

— Eu não queria estar por perto quando ele acordar. — Grimmjow olhou enquanto dava risada.

Ele não iria falar nada para o ruivo, como um bom amigo, deixaria ele andar pelos lugares com a cara rabiscada. E depois fingiria que não tinha visto nada, afinal ele era meio desligado de detalhes.

— Se você contar algo, eu te mando para o olho da rua — ela ameaçou.

— Quando ele me perguntar sobre isso, vou responder igual aquele filósofo italiano, só sei o que sei — respondeu convicto.

Neliel piscou algumas vezes, tentando entender aquela obra de arte que foi dita com tanta convicção.

— Não sabia que Sócrates era italiano, acreditava que era ateniense. — Colocou a mão no queixo. — E a frase é, só sei que nada sei.

— Dá no mesmo, no fim a palavra sei apareceu as duas vezes — retrucou.

Quem era Neliel para retrucar tal burrice? Ela ainda iria comprar um livro com tais mensagens e dar de presente, mas descontaria do salário dele, óbvio.

Ele desistindo de ficar em pé, sentou na cadeira ao lado da chefe. Observou Rukia se deitar no sofá e cobrir as pernas. Ela estava tão tranquila com aquela situação, que chegava a ser estranho, assim como Nell mantinha-se.

Esperou Rukia pegar no sono, para assim tirar sua dúvida. Apostava que tinha dedo das duas ali, magicamente seus celulares iriam sumir, a luz acabar, logo hoje? Estava na cara.

— Pode devolver a chave — ele falou sério.

Não ia deixar se levar por algo tão fútil, jamais iria perder aquele encontro. Para convencer o amigo demorou décadas, agora que o pão já estava fatiado e o queijo dentro, não iria desistir.

— Que chave? — perguntou debochada.

Só aí se lembrou, eram portas automáticas. Balançou a cabeça e pensou em como era burro.

— Digo, mande acenderem as luzes logo e devolvam nossos celulares. Acha que sou burro? — perguntou. Mesmo que a poucos segundos tivesse se auto apelidado disso. — Vocês escutaram algo e planejaram isso, só digo, não tem graça. Nós temos prova, ficar de bobeira por causa de criancice.

— Hum — ela comentou sem o mínimo de empolgação. — Está todo mundo dormindo, acho que vou fazer a mesma coisa.

— Nem pense, você vai nos liberar agora — esbravejou.

— Como você mesmo disse, eu sou criança, então não farei nada. — Cruzou as pernas e olhou como se fosse superior.

— Ora sua… — Segurou o xingamento.

Neliel sorriu debochada e voltou sua atenção para a amiga, logo uma ideia surgiu em sua cabeça.

— Está afim de apontar algo? — perguntou com um sorriso maldoso.

— Eu não sou função de primeiro grau, mas estou afim. — Arrumou os cabelos, jogando para o lado.

— Ora ora, não saiu tão ruim — debochou. — Vamos pintar o rosto da Rukia.

— Cara, ela vai te matar — afirmou.

— Errado, ela vai matar você. — Se levantou. — Afinal eu não colocarei a culpa em mim.

Ela caminhou até a mesa e pegou algumas canetas. Grimmjow foi logo em seguida, ele já estava na linha de morte, terminar de cavar o túmulo não era uma ideia tão ruim.

— Agora você vem? — perguntou ironicamente.

— Se eu vou morrer, que seja por realmente ter feito algo. Não aceito perder minha vida sendo inocente.

— Achei que você fosse mais burro a ponto de ficar olhando e ainda levar a culpa. — Amarrou os cabelos em um coque.

— Nunca se sabe, eu aposto que o Ichigo ficaria sentado sem fazer nada.

— Ele eu não duvido, é medroso. — Caminhou até a amiga e começou rabiscar delicadamente o rosto. Enquanto Grimmjow fazia no amigo e tirava a blusa.

— Ele vai pirar. — Pegou a mão do ruivo e deixou entre as pernas de Rukia.

— E te matar. — Nell completou.

— Veremos.

Após fazer a grande obra, eles ficaram jogando xadrez na mesa, em todas as vezes, Neliel ganhava e ele não desistia, ia sair dali apenas quando tivesse uma vitória.

— Você está roubando — falou com um bico. Odiava perder em qualquer jogo.

— Se você é ruim, eu não posso fazer nada. Quem diria um futuro advogado não sabe jogar xadrez.

— O que tem a ver xadrez com direito? — Franziu o cenho.

— Descubra sozinho. Em uma audiência, ganha aquele que manipula melhor as peças.

— Está me dizendo que esse tabuleiro é como juízes, provas, advogados, etc?

— Estou? Não sei. — Sorriu. — Ninguém te dá a resposta, você a encontra sozinho.

— O que custa dizer a resposta?

— Custa sabedoria, você precisa ter a sua, não ir pelo meu raciocínio, Rukia mesmo prefere usar o exemplo de um dado, eu prefiro xadrez, mesmo que ela me vença todas as vezes.

— Você nunca ganhou dela?

— Nunca. — Balançou a cabeça. — E a história se repete com você.

— Um dia eu irei te ganhar.

A luz voltou, fazendo Grimmjow se alegrar, ela aproximou a mão da dele e entregou o celular, com um sorriso sádico.

— Filha da mãe — resmungou.

Ichigo acordou com a luz forte, mas sentia um perfume tão doce que não queria abrir os olhos. Apertou o sofá, mas estranhou ao ouvir um gemido. Desde quando fazia aquele barulho?

Ao abrir os olhos, se deparou com Rukia parcialmente deitada sobre si, com uma feição nada amigável. Ele tinha acordado a fera do pior jeito possível.

— Ah não — falou assustado.

— O que você está fazendo com a mão na minha coxa, Kurosaki?

— A luz já voltou, vamos embora. — Sentiu um pouco de frio e viu que estava sem blusa. Ao olhar para a morena, os braços estavam cobertos.

— Minha b-blusa?! — sentiu as bochechas queimarem de vergonha.

Após estarem devidamentes arrumados e Rukia devolver seu celular, ele ainda sem acreditar foi embora de trem ao lado de Grimmjow. Aquele dia tinha sido cheio até demais.

(...)

O fim de semana passou mais rápido que o comum para a dupla de amigos. Provavelmente porque não queriam ir trabalhar.

Já tinham se cansado daquela rotina, encarar Rukia e Nell todo dia era cansativo. Mas, infelizmente aquilo ainda duraria um tempo. Como em mais um dia comum, eles foram ao inferno.

Chegava a ser dolorido saber que tinham que estar todo dia ali. Por mais que os insultos já tivessem diminuído, a pressão não. Ambas cobravam o dobro de antes, porém não negavam, aprendiam bem mais com as duas, do que com os professores.

Claro que existia um abismo de diferença entre professor e chefe, enquanto um era gentil, outro praticamente o comia vivo. Com esses incidentes, teve que aprender muitas defesas emocionais para não xingar o mundo todo.

Afinal a culpa era deles, por aceitarem ficar em uma empresa com duas mulheres possessivas, más, bravas e herdeiras legítimas do capiroto supremo. Por muitos colegas eram chamados de sádicos, pois aguentar aquilo não era para qualquer um.

(...)

Harribel e Orihime chegaram em frente ao edifício da empresa e encararam com uma cara péssima. Não aceitavam que elas tinham deixado eles fazer hora extra até as onze.

Sabiam que os dois estavam mentindo, e tinha dedo da presidente no meio. Então iam tirar tudo a limpo e esclarecer que elas não tinham direito sobre os garotos.

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Já na sala da presidência, Rukia estava morrendo de dor na cabeça, tudo isso por seu ciclo menstrual ter chegado. Ela virava uma fera nesses dias e Ichigo se mantinha o mais longe possível. Para que sua vida fosse poupada.

Ouviu alguns gritos escandalosos e franziu o cenho. Não estava de bom humor para aturar nada. Tentou relevar, afinal Matsumoto poderia dar um jeito.

Enquanto isso Ichigo estava praticamente congelado de medo, ele reconhecia bem aquelas vozes. Tinha pior dia que aquele? Rukia estava praticamente bufando só dele olhar para ela. Imagina se fosse até o centro do escândalo e descobrisse que uma delas veio por causa do encontro com ele?

— Eu quero falar com a tal da Rukia. — Ouviu Harribel gritar.

Puta merda, foi isso que Ichigo pensou. Estava praticamente morto se a Kuchiki fosse ver.

— Odeio barulho. — Ela se levantou. — Vou ver o que está acontecendo. — Caminhou até a porta.

— Eu vou junto — o ruivo falou antes que a desgraça fosse maior.

Ela nada disse, apenas colocou a senha e saiu acompanhada do jovem, que tentava fazer suas pernas pararem de tremer. Nessa hora ele se sentia como Usopp e desejaria sair correndo.

— Rukia-sama, me desculpe, mas essas vulgares entraram aqui sem permissão — Rangiku falou olhando feio para elas.

Não era novidade que a ruiva tinha o nariz em pé por ser funcionária de confiança da empresa. E ao ver duas garotas, ela precisou pará-las, mas o julgamento mental continuou quando viu as roupas.

— O que desejam? Fazer barulho na minha empresa é imperdoável. Não sabem ler? — respondeu ignorante.

Rukia nem precisou ouvir uma palavra para ficar estressada. Já estava só de olhar para o rosto delas.

— Você é a Rukia? — a loira indagou. A morena apenas concordou com a cabeça. — Quem você acha que é para não permitir que o Ichigo e Grimmjow fossem em um encontro?

— Eu? — perguntou com deboche. — Não preciso te respondem quem sou, mas já falando do Kurosaki, a resposta é óbvia, ele não gosta mais de galinha, agora ele conheceu uma mulher de verdade.

— Ora sua… — Cerrou o punho.

— Vai partir para a agressão? Digno da ralé. — Se virou para o ruivo. — Irei mostrar que estou certa.

Ela se aproximou calmamente dele e enlaçou os braços no pescoço, selou os lábios aos dele. Ichigo não sabia como reagir, abriu a boca para resmungar, mas sentiu a língua dela entrar.

Se deixou levar por aquilo, mesmo sabendo que não valia nada, agarrou a cintura dela e a pressionou contra seu corpo. Estava viciado nos beijos e queria sentir sempre mais, porém ela só fazia para demonstrar seu poder.

Ela se separou e apenas virou o rosto encarando as duas, que olhavam indignadas.

— Acho que eu não preciso mais falar nada. — Sorriu.

— Por que não me chamou para o show, Rukia? — Neliel perguntou no corredor. O secretário estava logo atrás com cara de taxo. — Aproveita que é somente hoje, e não desminta nada, lembre-se, eu sei de tudo — murmurou apenas para ele ouvir.

Ela segurou na mão dele e levou até o bumbum. Grimm não teve reação contrária, ele apenas apertou aquela carne entre os dedos. Pegar em sua chefe gostosa era bom, mas ele com certeza queria mais.

— Acho que tem ratos incomodando na presidência, é melhor chamar o detetizador. — ela falou com deboche.

— Ora sua… — Harribel se virou para a encarar, franzindo o cenho ao ver como Grimmjow segurava o corpo dela.

— Rukia já não disse? Carne de segunda não faz mais sucesso quando se tem uma de primeira. Podem se retirar, ah e cuidado para não roubarem esse Iphone parcelado em trinta e seis vezes. — Sorriu.

(...)

Neliel entrou em sua sala após os seguranças colocarem as duas para fora usando a força. Grimmjow permanecia sentado no sofá, com sono.

— Poderia ter pegado mais leve, são apenas garotas — comentou.

— Quem mandou elas entrarem em uma empresa privada e quererem fazer escândalo? Deveriam ter sido chutadas.

— Olha, sei que eu sou um deus grego e ninguém resiste aos meus encantos, mas não gosto de ter mulher ciumenta ao meu lado, eu sou de todas. — Encarou a esverdeada.

— Resistir a quais encantos? Você parece um sapo azul — ironizou. — Homens comem na minha mão e com você não é diferente.

— É claro que eu como na sua mão, trabalho para você e posso ser demitido a qualquer momento. Mesmo assim, não acho que você seja alguém muito boa, comparadas a elas, é quase nada.

— Quase nada? — Se aproximou dele. — Está mesmo dizendo isso? — Ficou de joelhos no sofá.

Abriu dois botões de sua blusa, revelando um pouco dos fartos seios. Se encostou na barriga dele e pressionou.

— Não sente nada? — Mordeu o lóbulo. — Por que já está ficando excitado? Homens. — Se levantou e fechou os botões. — Não passa de um galinha que pretende fazer sexo com a maioria das mulheres.

— Não vejo mal nisso, eu sempre aviso para que não se apaixonem por mim. — Riu.

— Então, senhor pica das galáxias, em alguns dias você irá cuidar da minha filha, levarei ela na sua casa.

— O que?


Notas Finais


Desculpem a demora, estava lendo as fanfics sanami desse site <3
O próximo capítulo é full focado em GrimmNell e o outro em Ichiruki
Jaa nee ♡


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