História The HellMouth - Capítulo 20


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Palavras 2.202
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Fluffy, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


É isso aí mesmo.

Capítulo 20 - Bon Appétit


Fanfic / Fanfiction The HellMouth - Capítulo 20 - Bon Appétit

 

Percebendo que não tenho mais tempo algum para preocupar-me com o paradeiro dos vampiros em questão, corro até Hoseok, encolhido no chão, liberando sua boca e desamarrando seus pulsos e pernas. Ele me lança um olhar desesperado, enquanto pula em cima de mim, abraçando-me com os braços envoltos em meu pescoço. Perco o equilíbrio e vou ao chão, com Hoseok por cima de mim. Nos entreolhamos por um milésimo de segundo, antes de nossos lábios se chocarem com força, num misto de alívio e paixão, até a voz de Jungkook interromper-nos.

— Hyung! Se vocês não pararem de se agarrar agora, você vai acabar beijando um montinho de cinzas! — O garoto exclama. 

Como se tomando um choque, Hoseok se levanta num pulo, e eu o sigo. Jungkook, de pé em nossa frente, amparava um Park Jimin bastante debilitado, com aparentemente nenhuma força para manter-se de pé, e com uma das mãos segurando o pescoço, que escorria sangue. Obviamente havia tomado uma belíssima mordida. E então Park levanta o olhar para mim e Hoseok, e seu rosto dolorido transfigura-se em fúria, o que chega à ser cômico para alguém daquele tamanho. Não que eu possa falar muita coisa, mas um centímetro faz muita diferença, ok?

— Você... Não aprende! — O ruivo exclama, tentando desvencilhar-se de Jeon e avançar sobre Hoseok, que apenas responde com uma careta triste e incomodada.

— Park! Você é quem precisa aprender! Depois que você melhorar a gente conversa... Ainda tô te devendo uma surra! — Falo, sorrindo irônico, enquanto o menor bufa.

E quando os primeiros raios de sol invadem a cena, Hoseok corre mais rápido que uma bala, em direção à porta de ferro que dava para dentro do edifício, chutando-a repetidas vezes, enquanto ela se amassava, mas não saia do lugar. E então sua pele passa a chamuscar, com feridas se abrindo, como se pelo fogo em brasa, saindo fumaça, enquanto entro em desespero e me jogo sobre seu corpo, tentando cobri-lo com o meu. Desamarro o casaco da cintura e jogo por cima da cabeça e braços desnudos de Hoseok, que encontrava-se vestido apenas de calça e com uma camisa de mangas curtas, o que lhe deixava com pele demais exposta. Procuro desesperado o olhar de Jungkook, encontrando-o com Park Jimin se debatendo jogado por cima de seus ombros, como uma criança — Ou uma mulher das cavernas, sendo levada à força pelo marido.

— Quieto! — Jungkook grunhe, dando um tapa estalado no traseiro avantajado de Park, que automaticamente pára de se mover. Jeon estende uma das mãos em direção à porta, fazendo uma fumaça ir surgindo em volta dela, até que o sólido ferro vai ao chão e rapidamente Hoseok corre para dentro, fugindo do sol, que naquele momento exato ardia em nossas peles.

Já caminhando por dentro dos corredores escuros de vitrines apagadas do shopping, sento-me no chão, enquanto Jungkook deita Jimin num banco do corredor, observando seus ferimentos. Aproveito para checar Hoseok, que possui as queimaduras de sol já cicatrizadas, porém ainda um pouco marcadas na pele, portando uma leve expressão de desconforto.

— Você precisa de sangue, não é? — Pergunto, direto.

Vejo o vampiro se encolher e desviar o olhar para o chão, envergonhado.

— Depois eu resolvo isso, Suga. — Hoseok responde — Não se preocupe. Por agora, precisamos pensar em como vamos sair daqui. Quero dizer, pra vocês é tranquilo, mas estando sol lá fora, fico com poucas opções.

— Oh, eu não tinha pensado nisso ainda. Talvez você possa ficar dentro do shopping até o sol de pôr, daqui há umas... Err... Doze horas.

— Eu poderia, mas... — Ele fala, coçando a nuca — Eu realmente estou com SEDE. Gastei muita energia para me recuperar, então preciso de sangue. Ficar preso por doze horas num local fechado, cheio de humanos, é um pouco perigoso demais.

— Oh. Então... Aqui. — Digo, estendendo meu pulso para ele, que me encara franzindo o cenho.

— Yoongi, você não precisa fazer isso. Aliás, eu não posso fazer isso.

— Hoseok, enfia os dentes logo aí, antes que eu me corte com uma faquinha de plástico que vou pegar no lixo da praça de alimentação pra enfiar meu sangue goela abaixo em você. Meu sangue deve ser mais forte, por eu ser um Caçador, certo? — Observo ele assentir — então você não vai precisar de tanto. Vamos. — Digo empurrando mais o braço pra perto de seu rosto. — Apenas... Se controle, tá legal? Porque se você passar dos limites, eu enfio você dentro do vaso.

— Suga, tem certeza? — Ele me encara, temeroso.

— Sim. Bon Appétit.

Então ele respira fundo e delicadamente crava suas presas na carne de meu pulso, fazendo-me dar um leve pulinho pela dor. Ele retira os lábios, sujos com o líquido vermelho, e se volta para mim.

— Me desculpe... —  Ele diz, me olhando tristemente. E então volta à sugar de minha pele, não mais cravando os dentes ali. 

Era como fazer uma tatuagem. Aquela dorzinha incômoda está ali, mas se você se concentrar em outra coisa, dá pra ignorar. Então passo meus olhos pelas vitrines, observando os produtos, até lembrar-me de Jungkook e Jimin e procurá-los por cima dos ombros. Jungkook movia aquela fumacinha roxa por cima dos ferimentos de Jimin, que apenas encarava-o com os olhos apertados, de forma intensa, enquanto o garoto, vermelho como uma pimenta, apenas tentava continuar seu trabalho, sem olhá-lo nos olhos. Então, com um estalo, Hoseok abandona sua boca de minha pele e encosta a cabeça na vitrine atrás de si, deixando um pequeno filete de sangue escorrer pela lateral de seus lábios. Automaticamente, levo minhas mãos para ali e limpo o sangue com o dedo. 

Hoseok então, abaixa o olhar e me encara, fixamente nos olhos, de forma carregada. E assim ficamos por alguns minutos, nos observando, pesadamente.

— Yoongi... Muito obrigado. —  Ele começa à falar.

— Não foi nada, é sério. Foi só um pouquinho de sangue, é menos do que tiravam de mim, quando eu ia ao hospital doar... 

—  Não, não é só por isso, Suga. —  Ele interrompe, e então segura meu rosto com uma das mãos, me fazendo carinho — Muito obrigado por ter vindo me resgastar, por ter lutado por mim e ter aturado o imbecil do Taehyung. Eu... Deveria ter te contado sobre ele antes. Eu só não consegui.

— Ah, eu entendo. É perfeitamente normal não contar pro seu atual namorado, que seu ex parece um galã de cinema. Não seria muito reconfortante. —  Digo, sorrindo debochado.

— Aigoo, não foi por isso. Taehyung é lindo, mas é um demônio. Literalmente falando. Mas quando era humano, aquele menino era um doce. Ele era puro e bondoso. Você acredita que ele até mesmo escrevia poesias românticas e as lia na Corte? — Fala com uma careta — Eram poesias horríveis, que faziam meus ouvidos sangrarem, mas... Poesias. Eu adorava implicar com o garoto, ele parecia tão inocente, tão bobo. E estar com Taeyoon já não era algo excitante, eu precisava de algo ou alguém novo, e Drusilla não me atraia desse jeito.

— Drusilla? A vampira de vestido vermelho? — Pergunto, tentando assimilar.

— Sim, ela mesmo. Suga, eu era ruim. Eu era realmente ruim. Eu enlouqueci Drusilla, literalmente. Matei toda a sua família, um à um, e capturei ela por último. E então eu a transformei no demônio que é hoje. —  Ele fala, com os olhos marejados — E ela notou que toda a implicância que eu tinha por Taehyung, era um interesse genuíno. Taehyung lembrava-me de algo que eu jamais teria outra vez. Amor. Um vampiro não é capaz de amar, pelo menos não de forma pura. O amor de um demônio é egoísta, é obssessivo, ciumento, avassalador. E apenas quando ela o transformou, nos realmente nos envolvemos. Eu... Sinto muito que tenha destruído a vida deles, transformando-os nos monstros que são hoje.

— Hoseok...

—  Sabe porque me chamam de Angel? — Ele pergunta, sem me dar tempo de responder — Porque eu era como um anjo da morte. Não havia um vilarejo que sobrevivesse aos meus ataques. Eu até mesmo já matei Caçadores. E foi por isso que fui amaldiçoado à ter minha alma humana de volta e sentir toda a angústia, dor e arrependimento pelas coisas que causei. A maldição me impede de ter um momento singelo de felicidade, caso contrário, eu perco minha alma outra vez.

— O quê? — Pergunto-lhe chocado —  Então existe mesmo a possibilidade de você voltar à ser... Um demônio, como os outros?

— Sim, Suga. —  Ele responde, suspirando.

— E até agora você nunca mais teve nenhum momento feliz? Tipo, nenhum, nenhumzinho?

— Claro que tive. Depois que te conheci. — Ele fala, suspirando, apaixonadamente, me encarando com um olhar tão doce que me fez tremer na base, mas pra minha sorte eu não estava em pé — Todo o momento que passo com você é um momento de felicidade, Min Yoongi. Eu esperava que eu fosse me transformar no momento em que ficássemos juntos, porque juro por Deus que nunca me senti tão feliz assim, nem como humano, como vampiro, nem antes e nem depois da maldição. Você é a minha felicidade genuína. Eu amo você.

Era como se o planeta apenas tivesse parado de girar. Tudo à meu redor congelara. Hoseok estava tão perdidamente apaixonado por mim, quanto eu por ele. Melhor, ele me amava, da mesma forma que eu amava-o. E era como se todos os planetas se alinhassem, porque eu simplesmente não poderia me sentir tão feliz quanto naquele momento. Então me levantei, extendi as mãos para ajudá-lo a levantar-se também e o puxei para perto dos outros meninos.

— Hey, vocês. Vão lá fora e roubem um carro com vidro fumê. — Digo para Jungkook e Jimin, que pareciam estar presos numa bolha particular. 

— Uh? — Jungkook emite o pequeno som em confusão.

— Como você sugere que roubemos um carro, Min? — Park pergunta, ainda afrontoso, cruzando os braços na frente do corpo e olhando feio para Hoseok.

— Seu namorado é um bruxo, caso você seja retardado o suficiente para não ter reparado. —  Respondo — Ele dá um jeito. Hoseok não pode sair daqui andando, por conta do sol.

— Eu não vou ajudar esse demônio, e você não pode me obrigar! — Jimin declara.

— Park... Se eu te contar um segredo, você fica me devendo, certo? — Pergunto-lhe.

— Tem que ser um segredo muito bom pra que você me faça ROUBAR um carro, pra ajudar esse daí à não pegar fogo. — Ele responde emburrado, enquanto Jungkook cerra os olhos pra mim, sem nenhuma dica do que eu faria à seguir. Ótimo, Park Jimin era alguém altamente corrompível.

— Jungkook é apaixonado por você. — Declaro. Jimin e o feiticeiro arregalam os olhos pra mim — Ele sempre foi, e você é um imbecil. Ele não quis aceitar seus sentimentos, porque seu pai é um crápula, que ameaçou destruir a vida dele, a sua e a da sua prima. E mais uma vez, você é um imbecil. Então, agora cumpra com a sua parte e vá lá fora buscar o carro. E não demorem, conversem em casa.
Jungkook me encarava como se realmente não acreditasse que eu o havia dedurado. De certa forma era uma traição, contar o segredo do seu amigo assim. Mas eu sabia que Jimin gostava tanto dele, quanto ele de Jimin, então eu estava ajudando e não fazendo-o passar vergonha na frente do crush, certo? Ou, whatever.

E durante o percurso no carro escuro, onde Hoseok dirigia, eu podia ver pelo retrovisor, Jimin encarando o mais alto, que até mesmo pelo espelho parecia muito corado.

— Chegamos na sua casa, Jungkook.  — Digo, observando-os por cima do banco — E você, aonde é a sua casa, pra gente te deixar lá, Jimin?

— Não importa, eu vou dormir na casa do Jungkook. — Ele responde, sem me olhar, pois seus olhinhos pequenos pareciam querer arrancar as roupas de Jungkook à qualquer momento. A tensão era palpável no ar.

— Vai? — Jungkook fala, arregalando os olhos e mirando o ruivo.

— Dá pra descer logo, Jungkook? — Ele fala.

Então Jungkook se despede — Enquanto Park dá um mochicho emburrado, seguindo-o porta afora. Antes de Hoseok dar partida no carro, vejo Jungkook titubear em frente a porta de casa, com o molho de chaves em mãos, e Jimin impaciente, arranca-las de sua mão e ele mesmo abrir a porta, entrando na frente. Jungkook então se vira para o carro, dá uma risadinha para nós e segue Jimin para dentro da casa. A cena me faz sorrir também, me levando à lembrar que havia algo faltando. Então me viro para Hoseok, respiro fundo e olhando em seus olhos, declaro:

— Eu também te amo, Jung Hoseok.

Ele apenas me encara, estático.

— Você... Me ama?

— Sim. E muito. — Então ele abre um sorriso mais brilhante que o sol ao lado de fora do automóvel, e me agarra num beijo de tirar o fôlego. Sua língua chocando-se rápido com a minha, de forma urgente, enquanto suas mãos puxam meus cabelos  e as minhas apertam possessivamente sua cintura. O calor dentro do carro começa à ser incômodo, juntamente com uma coisa que inflava dentro de minhas calças. Eu estava prestes à subir em seu colo, quando Hoseok se afastou bruscamente, girou a chave na ignição, ligando o motor, deu uma leve arrumadinha com os dedos no cabelo, dá partida no carro e se vira para mim.

— Vamos pra minha casa. Você vai saber o quanto eu estou feliz agora. — Ele fala, com a voz maliciosa.
 



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