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História The Heroine or Not - Sakura Haruno - Capítulo 12


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Notas do Autor


Olá galerinha do mau!

Nem sei o que eu falo pq eu tô com sono, então, boa leitura!

Capítulo 12 - Diferentemente igual.


Autora-

Hoje o dia vai ser diferente! Essa frase lhe soava tão igual. Era o que repetia a si mesma todos os dias, nos últimos tempos pelos menos.

Ela realmente queria que um dia, ao acordar, tudo fosse diferente. Que sua realidade cansativa fosse mentira, um pesadelo. Era uma pena, pois tinha a completa noção de que sua monótona e triste vida era aquela depois daquele dia. Quando de repente, tudo perdeu a cor, e o mundo que era rosa, tornou-se cinza.

         Até mesmo o som irritante do despertador, que ela mudava todas as noites, parecia sempre o mesmo. Já não havia ninguém para lhe dar bom dia, se despedir sua do saia de manhãzinha, quando o sol surgia no horizonte. Já não tinha mais ninguém para dizer que a amava.

Suspirou tristemente, olhando seu próprio reflexo. Por que eu tenho que estar sozinha? Seus olhos vazios, sem brilho, fechavam-se dolorosamente ao notar que, ela também se fazia essa pergunta todos os dias. Forçou-se a engolir o choro. O mundo já estava cheio de fracos, no momento, tudo que ela precisava era continuar fingindo que era forte.

           Hoje o dia será diferente!

      Mais uma vez, ela trabalhou naquela semana, como um animal doméstico engolindo palavrões. Trabalhar como garçonete não era fácil mesmo. As pessoas dificilmente a respeitavam. Sua vontade as vezes era acertar um cliente com sua bandeja de pedidos gordurosos. Pelo menos, tudo aquilo tinha um bom motivo. Estava disposta a aguentar cada desrespeito, cada assédio, no fim, todo seu sofrimento diário valia a pena. Porque tudo tinha um motivo.

    Quando Nina era mais nova, gostava de pensar que sua vida era um filme de super heróis. Onde a parte difícil sempre vinha primeiro, pra depois ela ser salva.

       Também quando seus pais morreram, ela era tão novinha que mal lembrava. Tinha somente alguns flashes vagos de sua vida no passado. Um dia ela morava com uma família feliz, e uma irmã legal e muito inteligente. E no outro ela era órfã e estava correndo pelas ruas da cidade que nunca dorme de mãos dadás com sua irmã. Foi uma infância conturbada. Hoje, ela via o quão assustador era o fato de ter sido criada por outra criança.

            A Haruno mais jovem podia se considerar a irmã mais jovem da protagonista do filme de ficção científica. Sakura Haruno sempre foi, definitivamente, a heroína de sua vida. Ela podia não ver, as pessoas até poderiam julga-la como vilã, mas, Nina sabia mais que qualquer um, que Sakura era uma heroína.

         Infelizmente, filmes de super heróis tem reviravoltas das quais não se dá pra prever.

            Um dia, Nina, que pela primeira vez tinha uma vida normal, sorria e brincava com sua irmã-Sakura-super-incrível-e-detetive em uma casa que pertencia delas. E no outro, ela estava sentada na calçada da rua em que elas moravam, com vários policias ao seu redor, um homem sendo preso, e o corpo de Sakura caído na grama. Morta. Sem batimentos. Sem respiração.

            Hoje vai ser diferente.

Quando o relógio finalmente marcou 19:30 da noite. Seu expediente acabou. Cansada e solitária, ela caminhou pelas ruas traçando o mesmo caminho de todas as terças feiras. Talvez, essa fosse realmente a única mudança que tinha em sua semana. Uma dolorosa mudança, que ao passar dos anos, parecia tão igual.

       — Boa noite Nina! — Ouviu a senhora da floricultura dizer quando a viu se aproximar. Uma pessoa gentil, que ela fazia questão de ignorar. Mas, era tudo por um bem maior. Nina odiava se apegar as pessoas, no fim, todas iam embora. — As mesmas de sempre?

Se dignou a assentir de maneira breve, para apenas continuar seu caminho. A mais velha saiu e voltou tão rápido que mal pode contar. Pegou o pequeno buquê que ela lhe ofereceu, pagou e agradeceu. Ouvindo também a mulher falar o quão complicado era cultivar aquelas flores. Soltou um suspiro baixo, e continuou sua caminhada. No trajeto esbarrou em um jovem homem de olhos baixos, parecidos com os seus. Reconheceu-o como seu vizinho, um rapaz que morava no apartamento ao lado do seu. Pediu lhe desculpas, e percebeu que aquela era a primeira vez que dirigia a palavra à ele. Decidiu não querer saber se ele ouvirá ou pedisse desculpas também.

          Hoje será diferente.

    Apertou o punhado de flores nas mãos. Respirou fundo, pensando se já não havia de fato enjoado daquela frase. Quando tinha começado a repeti-la mesmo? Ah, ela lembrava sim. Foi uma ou duas semanas de iniciar sua nova vida. Uma vida em que ela estava decidida a ter esperança.

Era tão jovem e iludida quando se apegou à palavra. Sakura daria um soco nela se ouvisse isso. Sua irmã sempre foi direta, sincera e forte. Era o espelho que ela tinha.

         Ela nunca acreditou no sobrenatural, como a antiga Nina acreditava fielmente que vampiros existiam.

  Sakura também nunca acreditou em coincidências, ou milagres. Se bem conhecia sua irmã, ela riria e soltaria uma risada é comentário sarcástico se ouvisse tudo que Nina ouviu.

        Mas Nina era diferente de Sakura. Nina Era jovem, e tinha esperanças. E acreditava em milagres.

       E foi por um milhagre, que 16 minutos depois de ser morta, e ter seu coração parado, Sakura Haruno voltou a respirar.

Ninguém acreditou, todos se assustaram mas reagiram. E quinze horas depois, sua irmã já estava saindo de uma sala cirúrgica, segundo os médicos totalmente fora de perigo.

       Esse era o motivo final. Era o que dava forças para Nina se levantar todos os dias. Porque quando ela entrava naquele quarto totalmente branco, carregando os buquês de cerejeiras, ela ainda voltava a ter esperança. Como uma tola, ao observar fielmente os aparelhos que mantinham Sakura respirando e seu coração batendo tão fortemente.

         — Olá, irmã.

Ela odiava ter esperanças de algo que podia não acontecer. Mas não podia fazer nada, era Sakura ali, deitada na cama de hospital.

         E por mais um dia, Nina contou para Sakura toda sua semana. Todos os seus dias iguais, torcendo no fundo para que Sakura estivesse ouvindo, e pensando em como ela deveria estar irritada por ter que ouvir sempre a mesma coisa.

Olhou para as flores ao lado da cama, é lembrou de quando eram jovens, quando a Haruno mais velha dizia que um dia queria visitar o Japão para ver as árvores de Sakura floridas na primavera.

       — Quando você acordar, nós duas vamos cultivar nosso próprio jardim de Sakura's. — Murmurou baixo, se levantando. Aproximando-se daquela que parecia dormir serenamente — Eu vou continuar esperando por você, porque não importa o quanto tempo passe, eu sempre vou ter você em mente.

       Era a parte mais dolorosa de visitar Sakura, ela tinha que se despedir. Ir embora mais uma vez, sem ver os olhos esmeraldas da irmã. E apesar de ter feito isso todas as terças, dos últimos seis anos, ela nunca se acostumaria.

Deixou uma única lágrima cair, se inclinou e acariciou os cabelos róseos da irmã, beijou-lhe a testa carinhosamente, e a olhou uma última vez. Quando saiu do hospital, a escuridão da noite a fez sorrir.

          — Nada é diferente, tudo está exatamente igual.


Notas Finais


Ligaram os paranauê?

Aí que sono, nem sabia que ia postar hoje mas sla. Enfim, favoritem aí se vão continuar acompanhando. Sua opinião é bem vinda. Obrigada❤❤❤

*Fumaça do desaparecimento*


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