História The House Of The Rising Sun (Yaoi) - Capítulo 7


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Lgbt, Terror, Violencia, Yaoi
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Palavras 1.982
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura...

Capítulo 7 - Akytosh


- Não aguento mais! Se passou uma semana! E nada de ele dar sinal de que vai sair! Eu e ele discutimos toda hora... Meu pai acha que eu falo sozinho! - Falei exaltado.

Estou na casa de John, e sim se passou uma semana desde que o demônio entrou dentro de mim.

- Mas já deve estar chegando a hora de ele sair.... Pera George, você disse que conversa com o... Demônio? - John perguntou arqueando uma sobrancelha.

- Sim, ele fala comigo bastante...na maioria das vezes nós brigamos e xingamos um ao outro. - expliquei.

- Isso sim é estranho, em todos os casos de possessão que já estudei ou presenciei... O demônio se nega a falar com o dono do corpo que possui. - ele comentou, pensativo.

- É né... Vai entender... - falei cruzando os braços.

- Você tem passado mal desde a última vez que veio aqui? -

- Não, eu me sinto "normal". - respondi.

- Hum.... Me fale se houver mudanças.... E me ligue se o demônio sair de você.- ele pediu.

- Tá bom, agora preciso voltar pra casa... Te vejo depois. - falei me levantando do sofá e colocando minha mochila nas costas, já é tarde.

Andei até a saída da casa de John, e acenei para ele antes de sair.

Logo depois comecei minha caminhada de volta pra casa.

Claro sempre com os fones de ouvido a seus postos.

Depois da escola eu resolvi passar na casa de John, por isso ficamos falando sobre a possessão e de como eu vou saber que o demônio vai sair de mim quando isso for acontecer.

E dai chegou naquele assunto sobre eu conseguir dialogar com aquele ser inconveniente.

Agora estou na frente de casa, abrindo a porta.... A casa de John é realmente pertinho.

- Cheguei pai! - gritei ao entrar.

- To na cozinha fazendo o jantar! - ele respondeu.

Então fui para o meu quarto, deixar a mochila lá, pra ir ajudar a fazer o jantar.

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Depois do jantar eu tomei um banho e deitei na cama, e acabei dormindo sem nem perceber.

Só que agora, acordei no meio da madrugada... Sentindo minha garganta queimar de um jeito estranho.

Me levantei da cama sentindo a queimação aumentar e aumentar...

Até que senti que ia vomitar... Só que ao invés de vomito, o que saiu quando minha boca abriu foi uma coisa flutuante, e escura.

Essa coisa flutuante  foi parar no chão e então algo muito bizarro aconteceu, dessa fumaça surgiu uma silhueta... No escuro do meu quarto.

Como se fosse mágica, simplesmente tomou forma de um corpo.

Eu observei no escuro a silhueta andar e puxar o meu cobertor, e se enrolar nele! E logo despois a silhueta andar até o interruptor e a luz ser ligada.

- Oi - a "silhueta" disse, com a luz eu pude ver os detalhes do novo corpo do demônio que estava dentro de mim.

Ele tá enrolado no cobertor, por que o novo corpo não vem com roupas adicionais.

- O-oi... - respondi parando pra analisar...

É branco igual eu, mais alto que eu, cabelo preto e mais escuro que o meu, olhos azuis claro e bem diferentes dos meus olhos escuros, o nariz não é grande assim como a boca.

O cabelo dele é liso e chega no ombro, ele tem porte físico de quem faz academia.

Isso tudo eu notei em menos de 2 minutos.

- Então você agora tem um corpo...- Comentei o olhando nos olhos, e recebendo o mesmo em troca.

- Sim, obrigado por me hospedar por um tempo dentro de você. - ele disse olhando ao redor e parecendo analisar tudo.

- Então agora você é um humano...- comentei, meio hipnotizado pelas reações dele.

- Mais ou menos, eu só tenho o corpo de um... Não quer dizer que perdi meus poderes. - ele falou voltando a atenção a mim.

Por que não estou com medo dele então?

- Meu pai não pode te ver aqui, vou te levar pra ficar em outro lugar. - Falei levantando da cama e indo até o meu guarda roupa, pegando uma camisa, uma calça e uma cueca pra ele.

Eu entreguei as roupas e me virei para por os meus sapatos.

- E onde vai me levar? Não esqueça que me deixando irritado eu posso te machucar, igual fiz quando taquei a almofada na sua cara. - ele disse.

Acabei rindo disso.

- Relaxa... Eu já volto, termina de se vestir. - falei saindo do quarto com o meu celular em mãos.

Liguei para John.

- Ele saiu de mim, eu vou leva-lo pra ai... Se prepara. - falei.

- Certo... Estarei pronto pra prende-lo no porão. - John respondeu.

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- Pular a janela do seu quarto foi bem complicado, ela é muito estreita. - o demônio comentou, estamos indo para a casa de John, que é bem perto pra minha sorte.

Tivemos de pular pro meu pai não desconfiar que eu sai de casa a essa hora da madrugada.

- É... Realmente. - respondi, o olhando.

O demônio não está me deixando com medo, isso é ruim..? Por que eu esperava um corpo feio e deformado, ou algo que assustasse pelo menos um pouco....

Mas o olhando agora não sinto medo.

- Você não para de me olhar, quer perguntar algo? - o demônio falou isso do nada.

Tenho que tentar disfarçar mais quando estiver olhando alguém.

- Você tem um nome? - perguntei.

- Sim, mas faz tempo que ninguém me chama por ele... Talvez por ser antigo.- ele respondeu.

- E qual é?? - insisti.

- Akytosh. - ele disse, encarando a rua.

-Hum... Pelo menos agora não preciso te chamar de demônio a toda hora. - falei dando fim ao diálogo.

Estamos chegando na casa do exorcista, tenho de me preparar.

Paramos em frente a casa de John.

- Pode entrar, estou logo atrás de você.- falei para Akytosh, afinal John e eu não combinamos o que iamos fazer para prende-lo no porão.

- Certo... - Ele disse, seu rosto pareceu muito desconfiado.

Ai merda...

Ele abriu a porta da casa e entrou, então quando entrei a fechei.

- Você está estranho... e eu sei que essa é a casa do exorcista, vocês pretendem algo. - ele comentou indo se sentar no sofá de John.

Ok... To sem reação.

- E você não parece ter planos aqui na terra, já que veio até aqui comigo sem nem me questionar. - fiz uma observação.

- Realmente estou sem planos, afinal é a primeira vez que consigo juntar forças pra ter um corpo.... Mas posso decidir os objetivos depois, por enquanto só quero viver livremente os primeiros dias sendo "humano".- Akytosh disse olhando para mim.

- O olha só, ele realmente veio com você... - John comentou, aparecendo na sala.

- Então é você que tentou me exorcisar da última vez....- Akytosh fechou a expressão.

- John ele se chama Akytosh, e só veio comigo por estar sem planos no momento. - Falei cruzando os braços.

John o encarou e pareceu pensar por breves momentos.

- Você não pretende... Sei lá... Sair matando todo mundo ou algo assim? - perguntou a Akytosh.

- Não parei pra pensar nisso ainda, no momento eu tenho uma vontade enorme de viver entre os humanos para saber como é ser um. - Akytosh respondeu John, com um sorriso no rosto.

Esse cara realmente é um demônio???

- Você matou o Benjamin. - comentei.

- Ah sim... Por que achei que ele merecia. - Akytosh me respondeu.

- Você sabe... Nós não podemos deixar o senhor solto por ai. - John chegou a uma conclusão finalmente.

- Não estou pedindo permissão, vocês não tem nada pra usar contra mim. - Akytosh falou, fazendo uma expressão que parece desafiar a mim e a John.

Em um movimento rápido, alguém que surgiu da cozinha de John, atirou um dardo no pescoço de Akytosh.

Akytosh tirou o dardo do pescoço, e olhou pra mim antes de desmaiar.

- O demônio não conhece tranquilizantes? - uma voz feminina disse.

A pessoa que atirou é uma mulher, ruiva e baixa.

- Quem é ela? - perguntei arqueando uma de minhas sobrancelhas.

- É uma amiga, eu a chamei para nos ajudar... Ela é uma exorcista assim como eu. - John explicou.

- E se o dardo não funcionasse nele? - perguntei olhando para o demônio desacordado.

- Ele tem um corpo humano agora, e nós temos isso como vantagem... Se o dardo não funcionasse achariamos outro jeito. - Ela disse

- Ele disse pra mim que mesmo no corpo humano ainda tem poderes.- afirmei para deixa-los cientes.

- Sim, mas só quando acordado pelo visto.... - Ela falou.

Não sei por que mas não gosto do jeito dela.

- Qual seu nome? - perguntei.

- Amanda. - ela respondeu começando a puxar o corpo de Akytosh pelo pé.

- Vamos levar o demônio para o porão.- John disse começando a ajuda-la.

E mesmo me sentindo desconfortável com a tal Amanda aqui, eu comecei a ajudar também.

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No porão de John agora tem uma cama e um banheiro improvisado, o banheiro é uma privada e uma pia, sendo separados por uma cortina de box do resto do quarto.

E há uma mesa e uma cadeira, e notei uma corrente bem grande.

- Vamos prende-lo na corrente, ele não vai conseguir sair se não tiver a chave.... - John me disse dando uma cópia de uma chave pequena.

- Entendi. - falei observando Amanda colocar o braço de Akytosh na corrente.

- Eu e Amanda vamos subir pra buscar umas coisas pra trazer pra cá, fique de olho no demônio em caso de ele acordar. - John disse, subindo a escada que leva á saída do porão, Amanda o seguiu em silêncio.

Olhei para o Akytosh, desacordado em cima da cama. E me aproximei para dar uma olhada na corrente que colocaram nele.

- George, me solte dessa corrente. - Ele falou do nada, me assustando.

Eu não tinha percebido que ele havia acordado.

- Eu não posso... - falei me sentindo mal por ver sua expressão de dor ao passar a mão onde Amanda atirou o dardo tranquilizante.

- Como fizeram pra me desmaiar? O que usaram? - ele perguntou se sentando na cama.

- Só a mulher exorcista sabe, ela não me contou nada. - menti.

- É... Deve ser algum feitiço ou reza especial. - ele disse.

- Você sente dor?...- perguntei.

- Agora sinto, por ter um corpo humano... E não gostei da sensação.- ele respondeu me olhando.

- Você não parece ser um demônio, sério...não parece nem um pouco...- comentei devolvendo o olhar.

- Por que acha isso? - Akytosh virou o rosto para o lado.

- Você não parece ser ruim, nem cruel, nem um psicopata... Não consigo explicar... Mas simplesmente não parece ser um demônio. - tentei mostrar meu ponto de vista.

Ele riu baixo e voltou a me encarar.

Seus olhos claros, tomaram um tom de preto e vermelho... Ficaram completamente pretos, tanto a íris dos olhos quanto a parte branca dos mesmos.

- Agora fiquei mais parecido com como um demônio deve parecer? - ele perguntou sorrindo.

- Não, por que não me deixou com medo... Os demônios devem dar medo, não é? - respondi, observando os olhos negros a minha frente.

- Eu não te dou medo então? -

- Não. - falei o vendo se aproximar.

- E agora? - ele perguntou me segurando pelo pescoço, mas sem aperta-lo... E abriu a boca de forma a mostrar os dentes que antes estavam normais e agora estão pontudos, e sua língua ficou comprida e bifurcada.

Me deixou desconfortável, mas não com medo.

Desconfortável por ele estar tão perto...

- Eu continuo sem medo. - falei sincero, o vendo se afastar, sua boca voltou ao normal e ele tirou as mãos do meu pescoço.

- Você tinha mais medo de mim quando eu estava na minha forma de parasita? - ele disse se referindo a forma de fumaça.

- Por incrível que pareça, só senti medo quando descobri o que você era... Mas depois de começar a falar com você e discutir todo dia, eu parei de ter medo. - comentei, lembrando de quando ele ainda estava dentro de mim.

- Oh... Entendi, a convivência afetou seu modo de me enxergar. - ele concluiu.

- É... Deve ser isso.- concordei.

- Só não esqueça o que sou. -

Quando Akytosh disse isso, fiquei em silêncio.

Eu devo começar a ter medo então?


Notas Finais


Obrigado por ler! ❤

Respondo os comentários assim que puder.

Até o próximo capitulo.


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