História The Hunt - Capítulo 6


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adoslecente, Aventura, Romance, Teen
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Palavras 1.987
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - CAPÍTULO 5


Fanfic / Fanfiction The Hunt - Capítulo 6 - CAPÍTULO 5

JUNE

            — Espera, então quer dizer que, provavelmente, a primeira pista tem a ver com um relógio? — pergunto, ainda com dúvida.

            Depois que recebi aquela enigmática mensagem de um número desconhecido sobre a primeira pista minha cabeça virou um redemoinho. Eu não tinha muita facilidade pra esse tipo de coisa. Sebastian fez alguma magica pra me explicar e mesmo assim minha mente estava se quebrando toda.

            — Exatamente. Isso é bem fácil, na verdade — Sebastian fala com tranquilidade — A segunda parte que me deixa intrigado, eu sinto que já vi isso em algum lugar.

            — Como você deve imaginar, eu realmente não faço ideia — respondo, cabisbaixa. 

A inteligência dele me deixa constrangida.

            — Mas eu posso me preocupar com isso depois — Sebastian diz e joga o celular dentro da bolsa — Você ainda tem aula do quê hoje?

            — Da melhor matéria... — digo, procurando a lancheira dentro da minha bolsa.

            — Matemática?

            — NÃO, CREDO! É biologia — faço uma careta.

            — Ah... faz sentido — ele olha pra flor no meu cabelo.

            Eu amo quando as pessoas ficam reparando nas minhas flores, elas já são quase parte de mim. As flores podem transformar as pessoas e é por isso que eu as uso. 

             — O que você tanto procura nessa bolsa? — ele continua e tenta olhar por cima da mesa.

            — Meu lanche, parece que ele se enfiou nos confins do universo da minha bolsa — procuro no bolso menor e está lá, levanto o pote com cara de derrota. — Caramba, eu sou muito jegue, na minha cara esse tempo todo.

            — É exatamente o que eu tô achando sobre o enigma — ele diz, com os olhos já brilhando — Desculpa... eu falei que ia deixar pra depois, mas não resisti.

            O rosto envergonhado dele me faz derreter por dentro. Eu acho Sebastian muito fofo, eu sempre tive vontade de conhecer ele melhor, mas nunca consegui a coragem de ir até ele. Nunca pensei que ele fosse se interessar em conversar comigo.

            — Não, pode continuar — tranquilizo ele. — Aliás, foi isso que nos juntou, certo?

            — Claro, essa parte da jornada... Eu já ouvi isso em algum lugar — ele levanta e vai em direção a uma enorme estante com livros azuis. Ele pega o primeiro que vê na frente e sorri — SABIA!!

            — SHHHHHH! — alguém o manda ficar quieto.

            — DESCULPA! — ele grita de volta. — É obvio, isso tá muito na nossa cara e eu não percebi de princípio — ele se aproxima novamente. — É a frase da escola "O começo da minha jornada, vai abrir caminho para outros", foi falada pelo primeiro diretor e fundador da instituição o senhor Robert Supernova.

            — E isso tá presente em toda escola — coloco o cabelo atrás das minhas orelhas. — Você é um gênio!!

            — Obrigado — ele sorri, sem mostrar os dentes, ficando um pouco vermelho.

            — O que isso tem a ver com relógios? — me questiono. — Os relógios embaixo das frases que estão espalhadas pela escola. 

            — Faz sentido. Tem que ser isso — ele diz e levanta a mão. — Bate ai. Quem disse que essa dupla é ruim? 

            — Ninguém na verdade, todo mundo acredita em você — bato de volta na mão dele e damos risada junto.

            O barulho da porta batendo nos tira daquele momento, fazendo com que viramos pra ver quem era o responsável. 

            — Me diz que vocês já desvendaram o mistério — Úrsula diz, junto de Noah.

            — E você ainda pergunta? — levanto as sobrancelhas.

 

×××

 

— Caralho, Seb, não é à toa que você é chamado de "O Grande" — Martin diz, empolgado.

— Não fiz tudo sozinho —  Sebastian olha para mim — Aliás, duas cabeças pensam melhor que uma, certo?

— Certo — respondo, esboçando um sozinho minhas bochechas ameaçam a ficarem vermelhas.

— Agora precisamos executar um plano — Úrsula olha o celular. — E logo, faltam poucos minutos pro sinal bater. 

— E precisamos fazer isso sem que ninguém perceba e saiba o que estamos fazendo — Noah diz.

— Podemos fazer o seguinte: na próxima aula que vamos ter, todos pedem pra ir ao banheiro às onze horas, a gente se encontra na frente do banheiros do corredor C — Úrsula propõe.

— De lá, vamos em direção ao laboratório de química que fica no mesmo corredor, é aonde tem o símbolo mais escondido possível. E de lá, vamos pegar o relógio e fazer Deus-sabe-lá-o-que — Sebastian conclui.

— O único problema disso tudo é que temos aula juntos, Noah. Os dois não vão poder sair no mesmo tempo — digo.

— Exatamente, você pode pedir pra ir pra enfermagem fingindo uma dor de cabeça, mas vai em direção ao banheiro, depois de um tempo eu peço pra ir no banheiro e vamos torcer para que eu consiga — Noah explica.

— Também tenho aula junto com o Sebastian hoje, mas pode ir lá — Martin aponta em direção a Sebastian. — E de qualquer jeito eu não posso me meter em confusões, então sem Martin nesse plano por enquanto. 

 Todos fazem uma cara de que não entendeu nada, mas dei de ombros. Martin provavelmente não estava no clima de ficar com os "mancha-reputação". Que é como eu apelidei aqueles que não são parte dos times principais da escola, nem do time dos mais conhecidos.

 O sinal toca fazendo com que levantamos depressa.

— ONZE HORAS! — Úrsula sai andando na frente e gritando: — NÃO ESQUEÇAM!

— Isso é uma boa maneira de esconder um plano — Martin diz e se retira.

 Noah me acompanha até a sala calado e chutando as pedrinhas que encontrava no meio do caminho. Chegando lá, ele logo vai para seu lugar rotineiro, no fundo e na janela. Faço o mesmo e sento perto do professor, que é meu lugar favorito pra essa aula. O senhor Brightside estava tentando se concentrar em um papel que segurava, sem muito sucesso, parecia que ele não havia dormido direito, suas olheiras o entregavam.

 Quando a sala finalmente enche e o pessoal fica quieto, ele se levanta e começa a falar sobre botânica e da importância que os nutrientes no solo tem. Nada que eu já não saiba.

 Mas mesmo assim, as horas se passam logo e quando me dou conta e olho no relógio vejo que já são 10:48. Preciso dar a desculpa pra sair daqui. Levanto a mão tentando chamar a atenção.

— Senhorita Michaels... — ele diz, com uma falta de entusiasmo. — Gostaria de acrescentar algo?

— Não... eu não estou me sentindo muito bem — finjo uma cara de dor. — Posso ir à enfermaria?

— Claro — ele anda em direção a porta e abre pra mim. — Melhoras para você.

— Obrigada — me forço a sorrir e repito a cara de dor.

Respiro aliviada. Tudo ocorreu bem e ele acreditou.

Vou em direção ao corredor A e entro no banheiro feminino pra enrolar e esperar o horário. Está vazio pelo menos.

Os próximos dez minutos passam lentamente e, quando não estava mais aguentando, escuto passos no corredor. Saio pra ver quem é e esbarro em Noah, que estava ali.

     — Mil desculpas — eu digo e não consigo olhar pro rosto dele.

     — Ah, sem problemas, eu faço isso direto — ele diz com sua voz preguiçosa. — Boa atuação lá na sala. Já pode entrar pro próximo filme do Tim Burton.

     — Ei, você quis dizer que preciso ir pro mundo de fantasia só porque eu sou estranha, é? — digo, fingindo estar chateada.

     — Não, é porque você é fantástica — ele diz e abre um sorriso.

     — Corri o mais rápido que pude pra fugir da aula de artes — Sebastian chega ofegante, e atrapalhando o não-sei-o-quê-era-aquilo que tinha acabado de acontecer.

     — Pelo menos, todos chegaram antes de mim — Úrsula chega pelo outro lado também.

     — Você é sempre a última a chegar — digo

     — Não estamos aqui pra isso — ela fecha a cara. — Vamos logo para a sala de química.

Ela sai em disparada na frente, sem olhar pra trás e todos a seguimos sem querer chamar muita a atenção. Úrsula parece estar realmente disposta a participar dessa competição. Eu acho um pouco estranho, pois ela nunca está disposta, mas dessa vez parece que sim.

Úrsula foi ganhando a minha confiança no segundo ano, o jeito animado e extrovertido dela de ser me deixava interessada em ser sua amiga, porém eu nunca tive a coragem de falar nada. Até que um dia ela sentou pra conversar comigo e parecia que éramos amigas há séculos e continuamos assim pelo resto do ano. Só que nem tudo dura para sempre, ela se afastou de mim para ficar com as novas conhecidas dela.

Chegamos ao símbolo da escola, ele era um pouco estranho, mas bonito ao mesmo tempo. Era um desenho de um átomo e no centro dele era todo pintado com um céu estrelado e abaixo dele estava a famosa frase: "O começo da minha jornada, vai abrir caminho para outros". A diretora Universo costuma dizer que, graças ao senhor Supernova, podemos estudar em um lugar em que a educação e compreensão de coisas novas andavam lado a lado e que a nossa "jornada" estava demarcada por isso.

     — Aqui estamos, mas o grande problema é que alguém precisa alcançar o relógio — Sebastian aponta para o relógio redondo que se encontrava um pouco mais mais alto do que os armários dos alunos daquele corredor. Ele parecia diferente.

     — Alguém vai precisar fazer pézinho pro outro subir — sugiro.

     — Ou você pode subir nos meus ombros pra conseguir pegar — Noah aponta pra mim e logo em seguida para seus ombros.

     — Quer me derrubar, Hashimoto? — o provoco, todo mundo sabe que Noah não suporta ser chamado por seu sobrenome.

     — Se me chamar assim de novo, vou sim — ele responde.

     — Gente, foco e pressa por favor — Sebastian fala, ele parecia estar afobado.

     Noah se abaixa para mim subir em seus ombros, respiro fundo e subo. Ele se levanta e eu quase grito de medo, mas não podemos mais fazer barulho, senão adeus plano. Quase sem nenhum esforço, consigo e pego o relógio da parede, ele parecia pesado.

    Assim que estou no chão, viro para a parte de trás do relógio e lá se encontra um painel com números, como uma maquina de passar cartão.

     — E agora? — pergunto. — O que devemos fazer?

     — Tem que ser algo a ver com a jornada... — Úrsula diz, todos olhamos para Sebastian, ele parecia pensativo.

     — Só pode ser o ano que a escola foi fundada — ele finalmente sai daquele transe e fala.

     — Que foi... ? — Noah pergunta.

     — 1617, se não me engano, ano passado teve aquela comemoração de 400 anos de existência — Sebastian diz.

    Digito o respectivo ano naquele aparelho e ele carrega, até finalmente aparecer uma luz verde, sinalizando que tudo aquilo que Sebastian disse estava certo. Não sei como ainda me surpreendo com a grande mente que ele tem.

    — ISSO! Seb, você é maravilhoso — Noah brada de alegria, vai até Sebastian e o beija nas duas bochechas, deixando elas avermelhadas.

— Gente atenção, no visor tá pedindo o número do nosso grupo, era 5 né?— eu digo, segurando o painel, e todos afirmam. 

    Insiro o número e quase no mesmo instante nossos celulares vibram. Era mais uma mensagem do número escolar.

    — O momento está bom, mas eu preciso ir pra sala, até mais tarde gente. — Sebastian ainda envergonhado diz e sai andando em direção ao corredor A.

     — Eu preciso ir à enfermaria de qualquer jeito — digo, resolvo não ver a mensagem no momento.

     — Mas essa é a segunda pista!!! — Úrsula parecia desesperada.

     — Deixa isso pra depois, a gente já fez um ótimo trabalho hoje e eu aposto que ninguém tenha feito ainda — Noah diz

     — Exatamente, a gente se vê depois — digo, olhando para os dois e resolvo brincar — E vão direto pra sala, hein.

     Logo após ser liberada da enfermagem, entro na minha SUV e vou direto para casa, e fico pensando em tudo o que aconteceu hoje. Foi um dia, de certa forma, ótimo. Pude conhecer o Seb e conseguimos completar a primeira parte daquele desafio proposto pela diretora.

    Porém, eu não consigo parar de pensar no que o Noah disse pra mim, o que será que ele queria dizer com aquilo? Não é possível que ele ache aquilo de mim, eu não posso acreditar nisso.

     Aquilo fica martelando na minha cabeça durante o resto da tarde.

 


Notas Finais


A June é a última personagem que vai narrar, então a partir dos próximos capítulos vou mostrar a arte dos outros personagens e as narrações do que já foram apresentados voltam, valeu falou.


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