História The Icy Eyes Dragon - Capítulo 71


Escrita por: e Suzu_Hika

Postado
Categorias RWBY
Tags Ice Flower, Lobo Faunus Ruby, Ruby Rose, Slow Burn, Weiss Schnee, White Rose
Visualizações 153
Palavras 4.172
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Comédia, Ecchi, Fantasia, FemmeSlash, Ficção, Fluffy, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite pessoal.

Desculpem pelo atraso, mas eu tive meus motivos de força maior.
Suzu disse que eu estava doente e eu realmente estava, minha agenda ficou mais enrolada que nunca. Para ajudar eu escorreguei e acabei deslocando o ombro direito durante a semana passada, que foi a minha semana do azar. Semana passada aprecia que tinha jogado alguma praga em mim, porque eu sofri cada pequeno acidente que por pouco não se tornaram coisas graves.

Ah é
Alguém me perguntou como se pronuncia o lindo nome da Sati. Eu pensei que já tinha dito nas notas como se pronuncia o nome da Sati, mas pelo visto não. Se pronuncia Sáti Kaffaldídimá. Não muito diferente do que se escreve. Sati Kaffaljidhm, então não acho que você pronunciavam errado, se tentaram pronunciar lol
Na verdade o nome vem da estrela Kaffaljidhm da constelação Cetus ou Baleia, que fica perto de Aries, Peixes, Aquário, Touro. Pelo que li na internet, não sou boa em ver constelações sem um app de celular XD
Assim com o sobrenome de Olivia, Aldebaran, vem da estrela mais brilhante da constelação de Touro.

Acho que era isso

Boa leitura

Capítulo 71 - Capítulo 67: Permissão?


Capítulo 67: Permissão? 

 

Elas caminharam de volta para casa. Estranhamente elas não encontraram Sati no meio do caminho. Azuya ficou apreensiva com isso. Ela não sabia muita coisa de Sati como Azuya. Na verdade ela sabia muito pouco da ex comandante. 

Quando chegaram a casa ela podiam ouvir risos.  

A porta foi aberta de imediato. Ali no meio da sala estava Sati e seus sobrinhos brincando com Aysha que ria do quarteto. A mulher deitada de costas no tapete enquanto jogava a pequena faunus para o alto e pegava novamente. 

- Mamãe, eu também quero. – O menino de oito anos disse emburrado. 

- Venha aqui então. – Sati entregou a criança para Phara e puxou Zayn para seus braços. Weiss podia ver os músculos da mulher trabalhando para poder lançar o menino crescido para o alto. 

- O que vocês estão fazendo aqui? – Cana perguntou sem entender. 

- Bem. As crianças estavam chateadas quando ouviram que íamos vir para Vale novamente e quiseram vir conosco. – Sati respondeu se sentando com Zayn em seu colo. 

- Não foi isso que eu quis dizer. Por que você está nessa casa?! – Cana perguntou. 

- Ah sim! Phara me ligou para dizer que os meninos estavam chorando por estar ausente e eu fui para nossa casa. Eu pensei que Azuya picaria preocupada se não me visse no caminho, então trouxe todos para cá. – A mulher explicou. 

- Se você tinha seu Scroll porque não enviar uma mensagem? – Cana perguntou exasperada. 

- Eu não pensei nisso. – A mulher coçou a nuca. 

- Mamãe. – Jade grudou no braço da mulher. – Muitas pessoas. 

- Não se preocupe querida. Você já conhece todos eles, menos Cana e Jasmin. – Ela sussurrou esfregando a cabeça da criança com carinho. 

- Você tem uma casa perto daqui? – Weiss perguntou curiosa. 

- Sim. Um pouco mais par ao sul. – Sati respondeu. 

- Você lembra que passamos por um mini castelo no caminho? – Cana perguntou se sentando no sofá. – Essa é a “casa” de Sati. – Ela fez aspas com as mãos quando disse casa. 

- O que? Era enorme! – Yang disse espantada. 

- Ele é menor que nossa casa em Mistral. – Azuya ponderou. 

- E eu achando que a família Adel e Schnee eram ricas... – Jaune murmurou olhando para Sati. 

- Levem em conta que muito mais pessoas usam joias que Dust em Remnant. Ainda que com a tecnologia de hoje em dia muitas coisas funcionem a Dust. – Olivia ponderou. 

- Ainda assim. – Jaune disse impressionado. 

- Grande parte da minha fortuna veio do governo de Vácuo. – Sati deu de ombros enquanto esfregava alguns círculos no rosto de Jade. 

- O que? – Yang quase gritou. 

- Quando Primrōs caiu, eu juntei provas para ir atrás dos culpados. O governo de Vacuo me pagou para manter a história como estava. Eles também me deixariam ter minha vingança, mas não queriam sujar o nome do governo por isso. – Ela sorriu maldosamente. 

- Você considera sua vingança completa, Sati? Com a situação atual de Jacques Schnee. – Cana perguntou depois de um longo tempo. 

- Você sabe o que aconteceu com os culpados, Cana? – A bibliotecária morena negou. – Um está morto, e o outro em ruinas. Enquanto Jacques não perder tudo como eu perdi, minha vingança não estará completa. – Ela respondeu seria. 

- Você certamente entra para a lista de mulheres malucas. – Nora comentou fazendo Sati rir soprado. Ninguém podia negar. 

- Seus sobrinhos são muito bonitos Sati. – Jasmin se ajoelhou perto deles. 

- Fique longe da mamãe e de nós! – Samira entrou na frente entre a loira e sua família. Logo entrando em uma posição de luta desleixada  

- O que? 

- Ah! – Azuya se apressou para segurar Samira pelos ombros. – Essa é a Jasmin e não a Lili. Assim como a mama e a tia Hina elas são irmãs gêmeas. – Azuya explicou para a menina. 

- Mesmo? 

- Ela não vai fazer nada para a mamãe, então fique calma, querida. – Azuya beijou o topo da cabeça da jovem. 

- Eu devo assumir que a Lili deve ter causado grandes problemas para ela agir dessa forma. – Jasmin se levantou e foi se sentar com Cana. – Até onde ela pretende ir com essa história? 

- Até ela ganhar em uma luta séria contra a Sati. – Azuya disse se sentando no chão. 

- Eu não vou lutar contra ela. – Sati deu de ombros. - Vamos almoçar. Phara fez algo enquanto vocês estavam fora.  

- Por que você está decidindo as coisas? – Cana perguntou franzindo o cenho. 

- Calma, querida. É só por agora. – Jasmin puxou a morena para seus braços. 

- Você poderia fazer o favor de me soltar, Jasmin? – Cana perguntou com uma carranca. 

- Se me prometer que vai manter o controle. – A loira ofereceu. Cana apenas assentiu. Logo Jasmin soltou a mais velha. 

Sem exceções eles foram almoçar. Phara havia feito algo típico de Primrōs usando os ingredientes da cozinha da casa. Aparentemente Cana não estava nem um pouco feliz. Weiss resolveu ignorar isso e comer. Afinal, a culinária da casa de Sati era incrível. 

Assim que todos terminaram a refeição Weiss decidiu dar um passeio fora da casa. Ruby tinha se empanturrado então preferiu ficar dentro deitada no sofá. Ela não culpava a morena. Estava delicioso afinal. 

Weiss se sentou sob uma das arvores ao redor. Ela não sabia que tipo de árvore era. Provavelmente nem era frutífera já que na aula de Culinária de Sobrevivência eles aprendiam sobre árvores frutíferas e coisas assim. 

Apesar de tudo que aconteceu na manhã seu humor estava bom. O sol da tarde ainda era forte, por isso ela optou por ficar sob uma árvore. O ar quente do verão não a incomodava tanto. Por ser um dragão de gelo ela conseguia controlar bem a temperatura ao seu redor. Então nunca seria muito quente. 

- Posso me sentar com você Weiss? – Jasmin perguntou bem humorada. Ela sempre parecia estar de bom humor. 

- Claro. – Weiss respondeu com um leve sorriso. 

- Dia complicado, mas fico feliz que nossa expedição tenha dado certo. – A loira se espreguiçou se derretendo contra o tronco da arvore. 

- Jasmin, você e Cana são mestre e dragão não é? – Weiss perguntou receosa. – Como isso é possível? Vocês duas são dragões. – Ela estava curiosa. 

- Não sabemos o porquê. Nunca na história algo assim aconteceu. Por todos os híbridos dragões serem fêmeas, isso nunca tinha acontecido. Pode parecer que há um monte de híbrido lésbicas, mas não. É uma minoria. E nunca se apaixonam por um de nós. – Jasmin respondeu. 

- Como isso aconteceu? – Weiss perguntou interessada. 

- Logo depois que eu entrei naquele laboratório. Cana, Hina, Azuya e Sonya já estavam lá. Assim como tantos outros de nós. Minha cela era a da frente da de Cana. Eu via tudo que faziam com ela, e eu me irritava com isso. Na época ela ainda não era um híbrido dragão. Deve ter sido por isso. – A loira deu de ombros. 

- Talvez seja por você ter se apaixonado por ela quando ela ainda era humana. – Weiss murmurou pensativa. 

- O negócio é que quando eu entrei lá, as experiências já estavam acontecendo. Cana esteve lá por mais tempo que todas nós. Dois ou três anos a mais. Seu DNA já estava comprometido. Ela não era híbrido, mas já não era mais humana. – Jasmin deu um sorriso tenso. 

- Deve ter sido horrível... – Weiss franziu o cenho. 

- E foi. Não foi nada amigável. Foi doloroso. Muitas vezes o coração dela parava de bater. Em outras seus pulmões falhavam. Eu vi seus cabelos e olhos mudarem de cor diversas vezes. Eu vi asas e espinhos rasgarem sua pele quase a matando por hemorragia. Eu decidi que se conseguíssemos sair dali eu faria de tudo por ela. – Jasmin sorriu. 

Weiss olhou para a loira que tinha uma feição triste no rosto. 

- Um dia eles descobriram que meu DNA era humano, mas eu tinha forma de um dragão. Eu era um tipo de anomalia então eu seria morta. Ela me salvou. Minutos mais tarde Summer apareceu e nos tirou dali. – A loira suspirou. – Cana já não era mais humana, e seu DNA agora era de um híbrido. 

- E o que você fez? – Weiss perguntou curiosa. 

- Eu me declarei assim que chagamos em Beacon e ela me recusou. E continuou a recusar por um longo tempo. Até que ela me disse que me amava e que fazia isso por medo de me machucar já que não sabia até onde iam seus poderes uma vez que eles eram uma bagunça. Eu a beijei e tudo pareceu estar certo para nós. Uma dragão sem DNA de dragão e uma humana transformado em híbrido dragão. – Jasmin riu. 

- Vocês continuam juntas, inteiras e saudáveis até os dias de hoje. – Weiss suspirou feliz. 

- Nos casamos há quase três anos. – A loira olhou para o anel semi transparente em seu dedo. Ele reluzia como se fosse todo feito em diamante. – Isso aqui é diamante puro. Azuya nos deu de presente como símbolo do amor que Cana e eu compartilhamos. Inquebrável, não importa quais as circunstâncias.  

- Eu fico feliz, mas ás vezes parece que a Cana é distante. – Weiss fez uma careta preocupada. 

- Porque uma vez eu fiquei tão feliz que a eletrocutei. – Jasmin coçou a nuca sem jeito. – Logo depois do nosso primeiro beijo. Eu estava tão feliz e apenas aconteceu. Então toda vez que eu fico muito feliz eu acabo eletrocutando ela. – A loira riu sem graça. 

- Por Dust! – Weiss exclamou surpresa com o fato. – Eu poderia ter congelado a Ruby! 

- Não, essa anomalia é só em mim mesmo. – Ela deu de ombros. – Casar com a Cana, por mais jovens que fossemos na época foi a melhor coisa que eu fiz na minha vida. Podemos brigar na maior parte do tempo, mas não me arrependo de ter desposado ela.  

Weiss olhou para Jasmin que tinha o olhar mais brilhante que já havia visto em alguém. Puro e apaixonado. Como se ela fosse a pessoa mais feliz do mundo por estar casada com Cana.  

- Quando eu me casar, será que vou me sentir desse jeito? – Weiss se perguntou pensativa. 

- Weiss! – Sati se aproximou da dupla correndo com Cana. – Vim falar com você já que a Azuya está ocupada tentando fazer Zayn parar de puxar o cabelo da Yang. 

- Olá Sati. – Jasmin acenou contente. 

- Olá, Jasmin. Que bom que você está aqui. – A mulher sorriu para a dupla. – O que vou dizer tem que ficar em mais absoluto sigilo! – Ela disse seriamente. 

- O que foi dessa vez? Se não quer que ninguém saiba por que vai contar? – A morena cruzou o braço na frente do peito. 

- Na verdade Azuya é quem não pode saber. – Aquilo pareceu surpreender o trio. Weiss estreitou seus olhos. O que diabos Sati tinha aprontado em segredo? – Não me levem a mal! Eu não fiz nada de errado. Na verdade é algo que a Azuya talvez vá gostar muito. 

- Desembucha logo! – Cana rodou os olhos. 

- Aqui. Fui eu que fiz. – Ela abriu uma caixa de cristal. Lá estava um anel inteiramente prata com uma pedra de cor amarela em seu centro. Ela parecia ser bem lapidada, pois tinha um brilho acentuado. 

- É lindo. – Weiss disse boquiaberta com a joia. 

- Para que você fez isso? – Cana perguntou sem entender. 

- É costume em Primrōs, que quem vai propor, faça a joia de noivado de sua futura noiva. Mostrando assim os talentos para a joalheria, um dos ofícios que movia Primrōs na época – A mulher explicou com um leve rubor. 

- Quem vai propor? – Jasmin murmurou pega de surpresa. 

- Você vai propor a Azuya? – Weiss disse com um enorme sorriso. 

- Pelo amor de Orin! Não grita, Weiss! – Sati suplicou. – E sim, eu vou propor á ela no solstício de verão. Eu quero todas vocês lá em Mistral. Será uma grande festa! 

- E porque a Azuya não pode ficar sabendo? – Cana perguntou. 

- Ela quer que seja uma surpresa! – Jasmin exclamou. 

- É tradição de Primrōs que a proposta na família real seja feita sem que a outra parte desconfie. Nosso deus Orin propôs a sua esposa em total segredo. Se fizermos algo assim sem que a pessoa amada desconfie seremos agraciados com a benção de Orin, que vai nos dar saúde, felicidade e harmonia para o resto de nossa vida conjugal. – Sati explicou. 

- E você quer ajuda no que? – Jamsin perguntou confusa. 

- Uma vez a Azuya disse que considerava todas aquelas que estavam presas no laboratório como sua família. Além disso, a Azuya praticamente adotou a Weiss como sua irmã mais nova. Para que as coisas sejam certas, eu preciso da permissão de vocês para desposá-la. – Sati respondeu calmamente. 

 O trio de híbrido dragões se entre olhou descrente. Ela estava realmente falando sério sobre isso? Sati estava pedindo permissão para casar com Azuya? 

- Sua cultura para casamentos é algo bem profundo não? – Weiss comentou divertidamente. 

- Você já dormiu com ela, Sati. Pra que a nossa permissão? – Jasmin perguntou. 

- O que uma coisa tem a ver com a outra? – Sati perguntou sem entender. 

- Olha Sati. Desconsidere o que a Jasmin disse. Você já dormiu com a Azuya, vocês tem uma família. Seus sobrinhos veem vocês como mães! Vocês são praticamente casadas! Que diferença faz a nossa permissão? – A morena perguntou sem entender nada. 

- Se a família da noiva não for de acordo eu tenho que derrotar cada membro que é contra a... 

- Pode casar com ela! Você tem nosso consentimento e benção. – As três disseram ao mesmo tempo sem quaisquer pensamentos nisso. 

- Eu nem terminei de explicar. – Sati rodou os olhos guardando o anel. – Mas se aceitam, eu agradeço. Agora só falta falar com a Hina, e tudo estará ajeitado. Sonya já aprovou ontem a noite quando chegamos em Vale. 

- Temos total confiança que a Hina também vai te dar a benção dela. – Jasmin disse. 

Quem seria louco de dizer não a Sati? Ainda mais se ela fosse seguir a tradição e lutar contra quem fosse contra? Weiss adorava Sati, e sabia que era uma mulher centrada, mas não duvidaria que a mulher iria com tudo que tinha para derrotar a oposição. Principalmente se tratando de Azuya. 

- Você perguntou a Summer? – Cana ajeitou se ao lado de Jasmin. Encostando se contra o ombro de sua esposa. Envolvendo seu braço ao redor do braço de Jasmin. E segurando sua mão com a outra. Institivamente Jasmin cobriu a mão de Cana com a sua mão livre. 

Weiss apenas observou o casal. Aparentemente Cana estava mais propensa a carinho quando estavam sozinhas. 

- Sim... - A ex comandante olhou sem entender para a dupla. - Por que vocês nunca fazem isso na frente da Hina e da Azuya? – Sati perguntou sem entender. 

- O que? – Weiss olhou sem entender para a dupla. 

- Desde que conhecemos elas há tanto tempo e elas sabem de nossa história conturbada, não me sinto confortável. – Cana respondeu apoiando o queixo no ombro da loira. 

Isso era ridículo! 

- Isso é ridículo! – Sati deu voz a seu pensamento. 

- Você já falou com a equipe dela? – Jasmin resolveu desviar o rumo da conversa. – Tenho certeza que também fazem parte da família dela. 

- Você quer saber se eu falei com Lili. – Era claro que ela aparentava ser o maior obstáculo de Sati no momento. – Ela disse algo como. “Eu não te perdoou e nem gosto de você, mas suas marcas deixam claro que vocês se amam. E certamente da mesma forma que eu amo a Sonya, eu não vou me meter entre vocês. Não quero que ninguém se meta entre mim e a Sonya.” – A ex comandante respondeu. 

- Ela foi sensata.  Você deveria dar mais crédito a sua irmã, Jasmin. – Cana sussurrou beijando a mandíbula de sua esposa com carinho. 

- Sério! Quem é você o que fez com a Cana? – Weiss perguntou abismada com a mudança de comportamento da morena. – Achei que você tivesse medo de ser eletrocutada por deixar a Jasmin muito feliz. 

- De fato, mas nesse nível de carinho, ela consegue manter a carga. – Cana disse por fim. 

- Entendi. – Weiss murmurou ainda um pouco confusa com toda essa situação.  

E pensar que quem era conhecida por tentar manter a pose de durona fosse Sati. Cada híbrido dragão com suas manias. Ela ficaria quieta sobre isso. Não estava fazendo mal a ninguém. 

Pelo menos ela achava que não. 

- Sati. – Weiss chamou pela caçadora. – Por que você fez tudo aquilo na mina? – Ela perguntou com o cenho franzido. – Eu sei que sua fama não é por nada. Apesar de terem falado que a maior parte são invenções, mas por que? 

- O medo pode manter pessoas vivas, Weiss. – Sati respondeu séria.  

- Por que você teve que ser a pessoa que aterrorizaria as outras? Por que não outra pessoa? – A princesa estava sem entender. 

 - Você sabe Weiss, existe muitas formas de proteger uma pessoa. Formas que estão além do imaginado, e que muitas vezes psrecem ser apenas uma invenção. Me tornar isso foi uma forma de proteger alguém. – Sati suspirou olhando par ao céu. 

- Como assim? – A híbrido dragão estava confusa. 

- Meu irmão Sabar, ele era para ter a minha fama, ser quem eu sou. Ele, no entanto, não podia o fazer. Ele era um homem forte, mas não nasceu para guerra. Ele foi obrigado a ir mesmo assim. Em sua primeira batalha ele perdeu um braço. – Sati deu um sorriso amargo. 

- Você fez isso por ele? 

- Lutar sempre foi algo em qual eu fui boa. Então para mim não tinha importância. Eu sabia que a vida de milhares de pessoas estava em minhas mãos. Então eu falei com meu pai e tomei o lugar de Sabar no campo de batalha. Todos sabiam que ele morreria se saísse novamente. Então eu tomei seu lugar. Eu não o queria morto. – A ex comandante olhou para Weiss. – Eu não me arrependo de nada disso. 

- Isso ficou claro. – Weiss respondeu. – Se você fez essas coisas por causa de seu irmão, para protege-lo. Mantê-lo vivo, então não tem porque se arrepender. 

- Nós sempre fomos uma família unida. Até mesmo Samir. Eu não sei em qual momento as coisas mudaram para ele. Talvez foi quando eu neguei sua presença no exército. Eu não fiz isso porque ele era fraco, e sim para protege-lo. O peso de tirar vidas, de aterrorizar pessoas, desmembrar famílias. Eu não queria que nenhum deles sentisse isso. – Ela engoliu nervosamente. 

- Acho que não é só isso, não é, Sati? – Cana ergueu uma sobrancelha. 

- Houve um dia que minha mãe disse. “Sati, você não pode ser a filha que eu tive. Aquela linda princesa de olhos âmbares. Eu não posso ter dado a luz a você. Você já não é minha princesa, e sim uma máquina de matar. Um monstro. E eu não posso ter dado a luz a um monstro.”  

- Ela disse isso? – Weiss olhou surpresa para Sati. A ex comandante respirou fundo e assentiu. 

- Por isso eu não queria Samir no exército. Minha mãe não precisava sentir que mais um de seus filhos se tornasse um monstro. Uma máquina de matar. Eu podia suportar tudo sozinha e proteger a todos. – Havia um brilho forte em seus olhos. 

- Isso explica muita coisa, Sati. – Weiss murmurou. – Mesmo com o seu sacrifício seu irmão fez o que fez. Sinto muito. – Ela franziu o cenho. 

- Você não precisa se lamentar. Eu escolhi protege-los mesmo que eu me machucasse e me destruísse em troca. Eu escolhi esse caminho por achar ser o mais certo, mesmo Shams entendeu isso quando eu expliquei. Ele lamentou que eu tivesse que o fazer, mas alguém tinha que fazer, e eu escolhi isso. Ninguém me obrigou. – A ex comandante sorriu. 

- E o que você fez hoje? Você não tem mais sua família para proteger. – Jasmin perguntou séria. 

- É ai que você se engana. Eu tenho coisas que eu quero proteger, e fazer aquilo apenas mostrou que eu ainda sou o demônio Primrōs. A única coisa que mudou é que eu não preciso ser ele o tempo todo. Apenas quando necessário. – Ela piscou com um olho. 

Weiss observou o sorriso triste da mais velha. O demônio de Primrōs... 

Weiss sabia bem o peso de tirar uma vida, mas foi necessário. Eles teriam matado Ruby se ela não o fizesse. Ela conseguia entender isso. Ela faria tudo de novo se fosse para manter a jovem loba faunas bem e saudável. Ainda que odiasse a ideia de tirar vidas. 

Talvez o sentimento de Sati para o povo e a família fosse o mesmo. 

Ainda que não gostasse da ideia de sair matando, Sati teve que fazer para proteger a quem amava. Ainda mais se levar em conta que as pessoas atacavam seu reino. Eles precisavam se defender.  

E ao longo de sua pesquisa sobre Primrōs. Sobre o que descobriu ouvindo de Summer, Glynda e Ozpin. Primrōs nunca atacou nenhum reino vizinho. Ele vivia pacificamente. Apenas indo para guerras quando alguém ousava ataca-los. Que por sua vez era bem frequente. 

- Você disse que eles atacavam Primrōs por causa de suas riquezas. Isso quer dizer que suas minas em Vacuo são constantemente atacadas? – A híbrido dragão perguntou preocupada. 

- Não. Uma propriedade privada não pode ser tomada por um reino ou coisa do tipo. Além disso, grupos mercenários não são tão bons assim quanto parecem. E por não serem fortes e nem terem armas de boa qualidade para lutar eles não atacam. – A mulher explicou. 

- Além disso, é de conhecimento de todos que Sati tem um relacionamento com Azuya. O fato da Sati estar envolvida romanticamente com um híbrido dragão assusta e muito. Mesmo que a Sati não a use como uma arma, muitos sabem que se fizerem algo terão a fúria de Azuya. – A morena deu de ombros. 

- Tem isso também. Eu nunca usaria a Azuya para esse fim, na verdade, se algo acontecesse eu iria derretê-los pessoalmente. – Sati deu de ombros.  

- Por que quando você diz isso, mesmo que seja brincadeira, eu acho que é sério? – Jasmin coçou a nuca visivelmente atormentada. 

- Porque eu não estava brincando? – Sati respondeu como uma pergunta. – De qualquer forma, vamos ir à praia! O dia está bonito, e eu ouvi de alguém que nossa Weiss não sabe nadar. Eu vou te ensinar a nadar, aprendi com os melhores. – Se gabou. 

- Não me diga que aprendeu com sereias. – Cana rodou os olhos se levantando. 

- Claro que sim. – Sati respondeu com um sorriso debochado. 

- Lá vai ela fazer piadas novamente. – Jasmin riu se levantando. – Você não vem Weiss? – A loira se virou para a mais nova. 

- Vou ficar mais um pouco. Ainda estou cheia do almoço. – Weiss respondeu. – Vão vocês, quando eu estiver bem para ir vou encontra-las lá.  

- Tudo bem então. – Jasmin deu de ombros e o trio se afastou tranquilamente. 

Weiss suspirou observando as três mulheres caminharem para longe. Logo sumindo de sua visão quando dobraram a esquina da casa. 

- Você pode sair agora Blake. – Weiss disse olhando para cima. 

A gata faunus estava em um dos galhos da arvore. Ela deu um sorriso presunçoso antes de pular para o chão. Caindo elegantemente de pé na frente de sua companheira de equipe. 

- Não era minha intenção bisbilhotar. Eu já estava aqui antes. – Ela se explicou antes de se sentar ao lado de Weiss. 

- Nós não levamos em conta o lugar que estávamos. – Weiss deu de ombros. 

- Agora eu entendo as cicatrizes delas. – A gata faunus suspirou. – Eu sei que não posso dizer a ninguém. Pode ter certeza que de mim, ninguém ouvirá nada. – Blake se comprometeu a ficar de boca fechada. Weiss apenas sorriu para a amiga. 

- Não somente sobre Jasmin e Cana. Mas sobre tudo que a Sati contou depois. – Pediu fazendo a morena rir. 

- Eu não vou dizer nada sobre o pedido de casamento da Sati. – Blake continuou a rir. – Para alguém tão sem regras quanto ela, você pensaria que não iria ligar para as tradições.  

Com isso Weiss tinha que concordar. Porque Sati tinha a mania de sempre ditar as regras, e nunca obedecer as regras dos outros. Era no mínimo engraçado ela ser tão apegada as tradições de Primrōs a ponto de seguir suas regras. 

- Você tem razão Blake. – Weiss concordou. 

- Eu estava preocupada com você. Depois do que a Yang disse hoje de manhã. E da noticia do seu irmão ter sido morto. Fico feliz em ver que você está bem agora. – A gata faunus deu um pequeno sorriso. 

- Yang me pediu desculpas, e sobre Whitley. Não há nada que eu possa fazer. Não éramos assim tão próximos. – Weiss respondeu tranquilamente. – Obrigada, Blake. – Ela sorriu e colocou a mão no ombro da morena.  

- Disponha Weiss. – Blake respondeu colocando sua mão sobre a da amiga. 


Notas Finais


Proximo é com a Suzu...
Sério, meu braço tá me matando de dor...

Um detalhe, tecnicamente na história o solstício de verão já passou, mas vendo que Vacuo fica na parte Sul do continente, eu pensei em fazer como se fosse o hemisfério Sul onde o solstício de verão acontece no dia 21 de dezembro. O correto é que em Mistral dia 21 de dezembro é solstício de inverno. A força do hábito faz Sati dizer solstício de verão.

Kissus
Se cuidem


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