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História The Ideal Girl - Imagine Vernon (Seventeen). - Capítulo 25


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Notas do Autor


Boa leitura❤

Capítulo 25 - It's still us.


Fanfic / Fanfiction The Ideal Girl - Imagine Vernon (Seventeen). - Capítulo 25 - It's still us.

Meus olhos estão firmes sob os de Vernon, esse que parece surpreso com minha presença mas que não diz nada enquanto cruza os braços sob o peitoral, jogando o peso para uma das pernas enquanto espera afim de ouvir o que tenho a dizer.

Não sei quando o rosto do rapaz se tornou tão chamativo para mim ou quando seu queixo fino pareceu tão fino e marcado a ponto de que me roube a atenção, também me pergunto sobre seus olhos serem tão intensos a ponto de me prender em meu próprio corpo, fazendo com que eu seja apenas uma física confusa e sem qualquer pretensão de ser algo além de uma física imóvel em meio ao seu quarto, sob o tapete de cor clara fincado ao chão. Também não entendo quando meus olhos recaem sob seus lábios e parecem se conectar com o tom avermelhado que os mesmos carregam de forma não intencional, não sei, eu juro que não sei quando tudo isso passou a ser um grande atrativo para mim, só sei que agora eu me sinto completamente vulnerável e extasiada, como se afetasse algo que fica localizado do lado esquerdo do meu peito de forma esmagadora, quero imediatamente ignorar a pressão que sinto bem ali.

Sinto como se as palavras fossem um peso imenso em minha garganta mas sou incapaz de dizer o que preciso pois sinto algo estranho agora, olhando para Vernon. Não sei, não mesmo quando me permiti sentir o frio imenso que sinto na barriga ou quando foi que minhas mãos decidiram molhar-se com suor de meu corpo, eu não me lembro de ter corrido ou feito qualquer atividade que me deixe de tal maneira e começo a acreditar que ultimamente nem mesmo meu corpo responde aos meus comandos, nem meu coração, que bate acelerado apenas de estarmos assim. Frente a frente, olho a olho, silêncio a silêncio. Os últimos dias foram tão estranhos e distantes entre nós que agora, pareço ter alimentado-me apenas da vontade de provar algo a Vernon quando na realidade, eu nunca precisaria provar algo a alguém mas para ele…. Eu sinto necessidade.

As coisas passaram tão rápido que me deixam confusa quanto a quantidade de vezes que pude Vernon de forma clara no campus, sem qualquer interrupção ou algo do tipo e minha resposta é: Não sei. Eu verdadeiramente acredito que nos últimos dias eu não tenha conseguido ver mais que as madeixas de Vernon por entre as muitas físicas do pátio e nem mesmo o fato de estudarmos na mesma sala ajudava em algo se formos avaliar que, eu estava sempre ocupada com Joshua devido nossas investigações enquanto Vernon parecia sempre fugir de qualquer que fosse a interação comigo e começo a achar que, por isso pareço tão desequilibrada e sem resquícios de coragem para fazer o que vim fazer aqui. Depois do distanciamento, a aproximação se parece um mar profundo de dificuldade e obstáculos imaginários.

- Sou todo ouvidos - A voz firme de Vernon me puxa com força para fora dos pensamentos e preciso piscar algumas vezes para voltar a realidade. Respiro fundo em uma tentativa de ganhar um pouco mais de confiança e finalmente dizer tudo o que descobri, e consigo mesmo que minhas mãos estejam completamente trêmulas indicado que, é mais difícil do que imaginei.

- Joshua e eu - Antes que eu possa dar seguimento ao que tenho a dizer, ouço Vernon soltar um barulho em reprovação do fundo da garganta, assim como apertar ainda mais os braços sob o peitoral, mas se mantém calado - Joshua e eu investigamos algumas pessoas essa semana - A expressão do garoto vai de irritação a um divertimento sem qualquer resquício de humor em segundos, não consigo acompanhar suas mudanças repentinas, mas consigo identificar o quão patética é a cena de seu deboche evidente.

- Não sabia que estavam na FBI agora - Preciso revirar os olhos assim que as palavras em tom de deboche escapam da boca de Vernon e apesar de não entender bem o motivo, é mais que notável o tamanho descontentamento que o rapaz sente. Minha mente bagunçada o suficiente leva-me ao pensamento de que o fato de eu ter me juntado a Joshua seja o real motivo por trás de tanto sarcasmo, mas uma outra parte bem gigante e mais realista explode de pensamentos contrários, negando completamente qualquer afirmação fora de possibilidade.

- Ficaria grata se você pudesse ficar quieto, pelo menos um pouco - Minha frase sai firme e faz com que o rapaz é quem revire os olhos agora, soltando um suspiro longo antes de arquear as sobrancelhas. A verdade é que tudo já parece imensamente complicado e o fato de Vernon usar e abusar do cinismo faz com que as coisas se tornem ainda pior. - Joshua e eu estivemos em busca de algumas pistas sobre o que aconteceu - Digo devagar para me fazer entendida e assim que um assentir de cabeça surge em minha direção, sei que posso continuar a contar o que foi descoberto - Nossa primeira desconfiança foi Mina, mas nenhum de nós dois temos intimidade com ela e você sabe.. ela me odeia - Reviro os olhos - Então fomos pelo caminho mais rápido.

- Soo Ah? - Balanço a cabeça positivamente para o rapaz, agradecendo por ele ser inteligente o suficiente para entender antes mesmo de ouvir as palavras saírem de minha boca.

- Joshua tinha um lance com ela, foi mais fácil dele conseguir arrancar informações dela - Completo, recebendo um olhar confuso do rapaz que parece ter perdido a sagacidade utilizada há momentos atrás. Decido que usar os meios da fala direta será mais proveitoso e compreensível para ambos. E é isso que faço. - Soo Ah escutou uma conversa minha com Sue no refeitório na segunda e decidiu que espalhar tudo ajudaria a melhor amiga dela a ficar com você - Vernon pisca os olhos algumas vezes, confuso com toda história. Seu olhar vislumbra dúvidas, culpa e um certo receio. Não sei sobre o que cada um representa ou sobre qual situação cada sentimento que consigo identificar é atribuído, mas sei que tudo parece muito estranho para ele, assim como é para mim.

- Então foi Soo Ah? - O rapaz indaga confuso bagunçando os fios de cabelo com a destra enquanto sibila algumas palavras que não sou capaz de compreender, mas me permito apenas assentir - Para ajudar Mina? - Balanço a cabeça positivamente mais uma vez, vendo o rapaz arregalar os olhos antes de dar um passo a frente, em minha direção como se estivesse em um modo completamente automático, sem saber muito o que pensar. Me afasto com um passo para trás em total reflexo e pavor. Não consigo estar perto, não consigo, não consigo suportar as inúmeras sensações nervosas que tomam meu corpo com essa aproximação e odeio a sensação de não ter controle sobre mim mesma, e decreto que sentir tontura e falta de ar com o fato de dividirmos poucos centímetros entre nós não está na lista de coisas que são saudáveis para o meu estado psicólogico. Meus olhos procuram pelos de Vernon em total pavor e descubro um rosto curioso, pensativo e sem qualquer esboço de uma reação que me dê alguma pista do que ele acha disso tudo - E o que nós vamos fazer?

E de repente, o mundo cai sob minha cabeça ali, com a insinuação de um "Nós".

Sinto que retrocedi umas três casas no jogo psicológico no qual pareço estar presa e não tenho qualquer chance de vencer tudo isso. Não quero ficar mais encucada do que já estou e o fato de que eu me sinto completamente vulnerável sobre Vernon faz com que eu fique exatamente assim, encucada, nervosa, com medo e tonta. Estou tonta, ainda mais que antes, completamente chocada com o "Nós" mesmo que não haja qualquer intenção por trás disso, mesmo que não haja qualquer pedido ou promessa por trás das suas palavras e começo a pensar que estou tão mexida com os acontecimentos que não consigo pensar em algo que faça sentido, ou em algo que não faça meus sentimentos parecerem um emaranhado gigantesco de fios que se enrolam de maneira impossível de resolver. É assim que me sinto. E essa não sou eu, se fosse eu, já teria mandado o garoto a minha frente ir procurar o que fazer e simplesmente ter dado um belíssimo dedo do meio para Mina enquanto chuto uma bola no meio da cara dela, seguindo para Soo Ah.

- Não há nós nisso Vernon - As palavras deslizam para fora de minha boca de maneira que nem sinto, apenas me deixa o gosto amargo. Sinto que me tornei uma grande covarde nas últimas semanas e dar abertura para que Vernon diga que há um "Nós" para resolver essa situação faz parecer como se tudo estivesse perdido para mim e meus sentidos, como se apenas isso fosse o suficiente para causar-me inquietações no coração. E é. - Só existe o que eu vou fazer, você eu não sei.

- Me desculpa, ok? - Antes que eu mesma consiga sentir o peso de minhas palavras, sinto o das de Vernon, nossos olhos se encontram rapidamente e uma batalha interna se inicia ali, no momento em que me questiono sobre o que seria seu pedido de desculpas, mesmo que eu já saiba bem o motivo. Vejo o movimento dos ombros do rapaz em um subir e descer que denuncia uma tentativa de respiração funda.

- Porque está me pedindo desculpas? - Cruzo os braços sob o peito e esbanjo um sorrisinho ladino, esperando por alguma retratação de sua parte mas sinto que minha tentativa de tornar as coisas mais fáceis apesar de tudo, só torna tudo em uma grande confusão interna para ele a julgar por sua leve bagunçada de cabelo, ainda com os olhos sob os meus.

- Por achar isso tudo muito estranho, primeiramente - O rapaz inicia, um passo é dado em minha direção e eu preciso recuar mais uma vez - Estava esperando que não tivesse outra pessoa envolvida nisso, descobrir que Soo Ah e Mina estão nisso me deixa confuso.

- Você pode perguntar a Joshua se quiser, ele pode explicar melhor que eu - Sinto uma irritação corroer alguns dos sentimentos de momentos atrás apenas de imaginar que, Vernon ainda desconfia de mim e a opção que tenho é oferecer as palavras de alguém que saiba de tudo e que tenha sua confiança - Eu não seria capaz de ment..

- Me desculpe por desconfiar de você também - Minhas palavras entalam na garganta e são engolidas a seco, completamente surpresa com o pedido de desculpas direcionado a mim cortando e dando fim a toda a minha tentativa de faze-lo entender a verdade. Pois ele já havia entendido - Eu fiquei tão chocado com o fato de tudo ter vazado pelo campus que não consegui raciocinar direito, apenas eu, você, Joshua e Sue sabíamos disso.

- E achou que foi eu.. - Murmuro, recebendo um acenar positivo de sua parte.

- Me desculpe por isso - O rapaz diz baixinho, ainda encarando-me nos olhos. Não consigo raciocinar dessa maneira, não aqui, não assim, com o ar tão carregado do perfume de Vernon, não com um cômodo repleto de seus pertences e que carregam tanto de sua personalidade difícil assim como a minha, e é por isso que não me julgo ou me martirizo por assentir concordando em desculpa-lo e no fundo, sei que não precisaria de muito para desculpa-lo mesmo que eu não entendesse o motivo por trás disso, mesmo que ainda houvesse uma ponta de magoa- Por favor..

- Está desculpado, Vernon - Lanço-lhe um sorriso fraco, dando alguns passos para trás antes de me virar afim de pular a janela novamente para ir embora, já que Sue estava a me esperar. - Espero que as coisas estejam resolvidas agora - Sinto um peso assim que as palavras saem e o pensamento de que nada está resolvido dentro de mim se faz presente, e quando ouço os passos de Vernon em minha direção, sua mão agarra meu pulso e me vira de maneira bruta, sinto que as coisas estão bem longe de estarem resolvidas.

Nossas físicas se chocam imediatamente e sinto que vou cair a qualquer momento. Quero me afastar pois sinto que minhas forças foram para o além e todo o resquício de sanidade que ainda possuía, foi para o lixo desde o dia em que aceitei essa maluquice achando que seria algo produtivo para alguém. Estou com o rosto bem próximo de seu peitoral, os olhos arregalados enquanto analiso os poucos centímetros que nos afastam e o ar nem parece ter espaço para rodar por ali e tudo parece extremamente perigoso na situação emocional que me encontro, estou em total surto e não consigo me sentir como a mesma S/N de tempos atrás e isso me assusta, mesmo que me faça sentir… viva.

Suas mãos agarram minha cintura e acaba com qualquer espaço que tenha entre nossas físicas, obrigando-me a aninhar meu rosto em sua pele coberta pela camisa escura que veste, carregada do aroma amadeirado de seu perfume. Estou ficando maluca, sem dúvidas.

- Apenas me escute, eu preciso te dizer algumas coisas - Ouço sua voz baixa e minhas mãos abraçam sua física em um ato não pensado e me ponho a pensar que na realidade estar assim nessa posição tão íntima é um mero detalhe depois de tudo o que passamos nos últimos dias, desde realizar seu desejo de estar abraçado em frente ao mar, até a noite em que ficamos juntos na grama de sua casa de campo - Isso tudo é assustador para você e para mim também, ok? Eu também não esperava que ficaria tão mexido com isso tudo, mesmo que eu já soubesse que teria um fim algum dia - O rapaz respira fundo e engole seco - Mas eu não esperava sentir isso tudo que sinto agora, estou completamente nervoso aqui abraçado com você, meu estômago não para de embrulhar e não sei o que está acontecendo comigo, mas tudo ficou horrível depois de toda essa briga porque me sinto amargurado e sufocado com isso tudo. Os últimos dias foram péssimos e nem foi por conta dos comentários idiotas que voltei a ouvir - Sinto seus músculos ficarem tensos sob minha física e um suspiro sôfrego escapar por seus lábios como se estivesse a lutar com algo interno, algo difícil - As coisas mudaram para mim desde o dia em que você aceitou entrar nessa loucura de namoro - É uma confissão. Sei que é uma confissão pelo tom baixo de sua voz e pela maneira como seu peito desce e sobe de maneira nada calma.

Estou consternada após o que foi dito e preciso apertar os braços um pouco mais ao redor de sua física, lutando para não desviar os olhos a procura dos seus e acabar por destruir o pouco de calmaria que existe aqui, mesmo depois de todo esse furacão de informações. Mas falho, antes mesmo que eu possa continuar a contar mentalmente meus motivos pelos quais não posso desviar os olhos, eles já procuram pelos de Vernon de maneira possessiva e desesperada, a procura de uma explicação ou ajuda que faça com que meu coração parar de esmurrar meu peito, mas a cena do rapaz a me encarar de maneira vulnerável faz com que eu me sinta ainda mais perdida e afetada.

Inúmeras coisas são ditas no silêncio dos nossos olhares e sinto que, não há nada mais verdadeiro que isso. Estou apavorada com tanta proximidade mas em momento algum penso em me afastar, já fomos longe o suficiente para fingir que agora as coisas podem voltar a seguir o rumo que deveria, e agora não sei mais qual caminho certo, qual rumo ou decisão deveria tomar porque esqueço de tudo no momento em que nossos rostos se aproximam em uma lentidão exagerada como se o receio fosse o maior dominante de toda situação, e é.

Quando nossos lábios se encostam em um selinho demorado, meu corpo estremece em resposta enquanto meus braços são jogados sob o pescoço do rapaz em uma tentativa de aproximação maior. Esqueço de tudo, da ponta de magoa, das desconfianças, das brigas, de todos. Minha mente parece um grande nada, um vácuo enorme, como se nada ao meu redor tivesse sido verdade absoluta, como se as coisas não existissem e fossem apenas coisa de minha mente muito ilusória.

Sinto os lábios quentes de Vernon moverem-se contra os meus e suas mãos apertarem minha cintura firmemente, fazendo com que nossas físicas se juntem ainda mais como se procurassem ser apenas uma. Sua língua passeia por cada centímetro de minha boca de forma quente, deliciosa, como se fosse algo a explorar enquanto meu peito explode nos mais diversos sentimentos, um nervosismo é idenficado por mim e ao mesmo tempo me sinto confortável ali, na bolha que criamos.

Somos nós dois, fora de qualquer rótulo, fora de qualquer que seja o comentário. Somos Vernon e S/N, sem qualquer pressão, sem qualquer entendimento do que está acontecendo mas ainda somos nós, somos nós nos beijando sob o tapete claro de seu quarto, somos nós repletos de confusões, dúvidas, medos e sentimentos que não conhecemos, somos eu e Vernon a nos sentir diferente do que sempre fomos mas ainda somos nós.

Ouço o barulho alto de uma buzina lá fora e mesmo sabendo que se trata de Sue, demoro a desgrudar dos lábios de Vernon, segurando seu rosto por entre as mãos antes de nos fazer distância outra vez, totalmente tonta.

- Preciso ir, Vernon - Digo imediatamente, caindo na real. Nós havíamos nos beijado, no meio de toda essa loucura. Não espero que o rapaz me diga algo pois na realidade, meu coração bate tão forte que tenho certeza de que não conseguirei ouvir nada sem desmaiar aqui e é por isso que me afasto imediatamente, indo em direção a janela da qual entrei.

- Você volta? - A pergunta paira entre a gente, fazendo com que o ar se torne pesado. Eu volto? É o que me pergunto.

Antes que eu consiga analisar a pergunta que me faço mais algumas vezes, balanço a cabeça de forma positiva ainda de costas pois na realidade, ir embora deixou de ser uma opção desde aquela noite na casa de campo. Ou até mesmo, antes disso.


Notas Finais


Reta final de The ideal girl, nosso casal se acertando.. espero que estejam gostando❤
Para quem quiser conversar, trocar comentários sobre as fanfics e tudo mais me sigam no Twitter(@AstroAna2) vou interagir mais por lá e dar previsões sobre os dias em que as fanfics vão ser atualizadas!!!
Grande beijo e até mais❤


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