História The Imprisoned Wolf - Capítulo 12


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Gaasaku, Sasusaku
Visualizações 221
Palavras 4.995
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiiiii, meu caros e lindos leitores. Bom dia a todos!

Então, O capítulo de hoje traz algumas coisas novas ai que vai começar a ser abordado um pouco mais na fic daqui pra frente (Tem a ver com Itachi) e também traz algumas situações tensas rsrsr se é que entendem...Espero que vocês apreciem.

Ah, vou deixar no finalzinho do capítulo um pequeno spoiler do próximo capítulo, então já sabem né...leiam até o final, e me digam suas impressões.

Bjos e até mais!

Capítulo 12 - Capítulo XII


Fanfic / Fanfiction The Imprisoned Wolf - Capítulo 12 - Capítulo XII

Reunião da alcatéia uma hora antes do café da manhã...

 

– Meu alfa, o que pretende fazer quanto à cerimônia de logo mais. – Neji que está sentado logo depois de Naruto, na grande mesa redonda da sala de reuniões, o questiona. O tom de voz do lobo conhecido por ser bem centrado e calmo apresentava um leve teor de preocupação.

– Por que o questionamento? – Neji pareceu receoso em falar o que lhe vinha à mente aquele momento, apos ouvir a indagação do alfa..

– Sasuke – Naruto se pronuncia  – Estávamos comentando a respeito de tudo o que aconteceu, antes de você chegar.

– E qual é o problema? – O alfa questiona ainda sério.

– Keyte – Naruto pontua.

– O beta tem razão – Shikamaru acrescenta. – Se pretende esconder dela, como havia dito que faria, que Sakura é sua marcada, ela não poderia participar da cerimônia de logo mais. Não podemos manter o canal fechado para ela durante uma cerimônia, temos que estar todos ligados para que dê certo e se ela estiver presente acabara descobrindo sobre isso. Nós podemos mantê-la de fora de nossa ligação pessoal, mas diante de uma cerimônia não. – Ele conclui.

– Eu pensei sobre isso, já falei com minha mãe, ela vai sair hoje e disse que levaria Keyte com ela.

– Isso pode resolver temporariamente a situação, mas já pensou que talvez fosse melhor abrir o jogo com ela e dizer toda a verdade? – Itachi que estava sentado em um canto da sala sobre uma confortável poltrona se pronuncia pela primeira vez. Ele não sentava à mesa por uma questão pessoal, também não fazia questão de assumir sua dominância dentro da alcatéia, afinal ele passava mais tempo fora daquele lugar do que de fato presente entre eles. Seu semblante era sério e aparentava carregar uma leve reprovação diante da atitude do alfa e irmão.

– Já conversamos sobre isso, e eu já tomei minha decisão. Vou pensar em como resolver isso depois. – Sasuke pontua sem necessariamente olhar para o mais velho.

– Talvez depois seja difícil reverter a situação...

– Itachi – Sasuke o advertiu com seu costumeiro tom de voz.

– Sasuke – A voz do antigo alfa se faz presente no ambiente, Fugaku não era muito de interferir nas decisões do filho, mas naquele momento deu razão a Itachi e seu posicionamento. – Não acha melhor levar em consideração a opinião de Itachi?

– É algo temporário, eu vou resolver isso, só que em primeiro lugar preciso ajudar ela. Estou ligado a ela e sei que sua parte loba não irá resistir por muito tempo caso não façamos algo o quanto antes. Se eu expuser isso agora á Keyte vai acabar dificultando a recuperação de Sakura, Keyte faz parte dessa alcatéia, e se ela souber disso agora com toda certeza fará de tudo para atrapalhar na cerimônia. Não posso permitir que isso aconteça, não me peçam para por a vida da minha Ameris em perigo. – O alfa pela primeira vez expressa seus sentimentos diante de seus irmãos de alcatéia. Todos permanecem calados, admirados talvez por aquelas palavras terem saído da boca do alfa de forma tão espontânea. Naruto observou ali naquele instante que Sasuke na verdade estava preocupado e até mesmo machucado por dentro. Pois apesar dele esconder isso dos demais, o loiro conseguia ver sua real situação por de trás daquela aparente mascara que ele pôs sobre o seu rosto desde que sua Ameris o rejeitou. Aquilo doía, doía demais, e o loiro sabia disso.

Não era como se Sasuke tivesse desistido de se aproximar de sua marcada, não, ele não tinha como fazer aquilo, pois se cogitasse acabaria culminando em sua ruína, tanto dele quanto dela. Mas no momento teria que manter aquela posição para que nada desse errado, faria todo o possível para que Keyte não soubesse de nada por hora, nem que tivesse que retribuir a aproximação dela mesmo que seu corpo e seu lobo rejeitassem quaisquer contato com a loba.

 

~xxx~

 

A reunião estava prestes a acabar quando o mais velho se levantou de seu lugar, pôs as mãos nos bolsos da bermuda Jeans, e permitiu que uma lufada de ar resignado saísse de seus pulmões antes de deixar o local. O moreno sabia perfeitamente o que era meter os pés pelas mãos, e na sua opinião, Sasuke estava fazendo aquilo quando tomou aquela decisão. Ele melhor do que ninguém sabia as consequência de tomar atitudes como aquela. Pagava um alto preço até hoje por conta disso, e não queria ver o irmão sofrer do mesmo mal. Mas diante da situação e por não ter uma posição assumida dentro da alcatéia não poderia bater de frente com o alfa e dar início a uma luta boba de dominância. Ele já não tinha animo para aquilo.

Além de está preocupado com o irmão, também estava com Sakura. Depois que notou sua aparente preocupação com a menina de cabelos rosa acabou procurando o sábio assim que chegou à alcatéia. E depois de dizer ao velho homem tudo o que sentia em relação aquilo, o sábio o revelou que ele era na verdade uma espécie de guardião para Sakura.

– Guardião? – Perguntou ele ao velho homem na oportunidade.

– Sim meu jovem alfa...

– Não me chame assim – Ele se recusa a ser tratado daquela forma pelo homem. – Sabe que eu não sou um alfa.

– Pode até negar sua natureza dominante, mas ela nunca o deixará. – O homem pontua

– O que significa ser um guardião? E por que tenho essa ligação com ela? – Itachi muda o assunto, voltando a questioná-lo sobre o caso discutido.

– Nós magos, não sabemos muito sobre essa espécie em especial, os guardiões, só o que sabemos é que eles surgem quando alguém especial ligados à eles se preocupa com frequência com uma pessoa que está perto. Ou seja, alguém ligado a você está preocupado com o bem está dessa garota, e isso faz com que você queira protege-la.

Itachi sorrir das palavras do velho mago. Aquilo era impossível, ele não era ligado a ninguém e todos naquela alcateia sabiam disso e os motivos pelos quais aquilo acontecia.

– Eu preciso ir – Disse ele ao levantar de seu lugar aparentando completo desinteresse pelas palavras do homem. O velho mago meneou a cabeça permitindo que ele passasse em seu campo de visão.

– Já se passou muitos milênios meu jovem alfa, está na hora de voltar a acreditar que é possível ter...

– Eu já disse para não me chamar de alfa..– Ele corta as palavras do sábio. – E por favor ...peço que não comente nada disso com Sasuke. – Ele sai logo depois do local, deixando para trás o sábio, dentro da simples, mas bem arrumada casa, localizada em meio à floresta, olhando sua grande silhueta desaparecer em meio a neblina.

Itachi não entendia o que estava acontecendo com ele, ou de onde vinha ou o que era aquele sentimento em relação à Sakura,  e se recusava a acreditar nas palavras do sábio. Mas ele sabia plenamente que aquele sentimento não era atração ou algo do tipo. Tudo que ele sentia em relação à ela era a grande vontade de está perto dela e ter a certeza que tudo estava bem. Talvez isso tenha sido o motivo pelo qual desejou ajuda-la quando à viu jogada inerte no chão de um quarto a dias atrás, quando a seguiu até sua casa depois de vê-la em um bar.

Itachi era experimente, já havia se deparado com muitas situações e com muitas pessoas nas estradas que já trilhou durante seus três milênios de vida, nunca foi de se importar tão facilmente com estranhos que o pediam ajuda, mas em relação à Sakura, foi instintivo, quando deu por si já havia pego ela no colo e posto em seu carro. E o fato dele ter voltado a sua alcatéia depois de quase um ano longe deixava claro que algo, até então, inexplicável existia ali.

E com relação à seu irmão, no momento, ele não podia fazer nada. Não faria oposição à ele, e tão pouco o enfrentaria, mas havia decidido fazer o possível para que tudo se resolvesse. Nem que tivesse que mexer uns paizinhos para o irmão cabeça dura e a garota de cabelos cor de rosa se acertassem o quanto antes. Pois aquele não foi o único problema que eles discutiram aquela manhã.

Havia ainda o problema com a bruxa que rondava as terras próximas à alcatéia, e isso eles teriam que resolver o quanto antes. Caso contrário aquela guerra milenar não teria um fim.

 

~xxx~

 

Eu só queria tê-lo aqui comigo, pra não ter que suportar essa dor sozinha”

 

O dia amanheceu iluminado, os raios solares surgiram sobre a fresta da janela que nem notei que havia ficado entre aberta no dia de ontem, levantei da cama esticando a coluna de forma prazerosa. Aquela dor que no dia anterior havia me abatido parecia ter sumido do meu corpo, quer dizer, não completamente, mas pelo menos 80% dela.

Bom dia, Nala... Sussurrei.

A loba se espreguiçou e emitiu um baixo rosnado. Naquele momento eu percebi que o dia de ontem havia deixado ela mais debilitada do que eu imaginava. Fiquei preocupada e aquilo me fez saltar da cama correndo para o banheiro. Eu precisava me arrumar o quanto antes, hoje seria a cerimônia e o alfa havia dito pra que eu estivesse pronta cedo.

Permiti que aquela água morna caísse sobre o meu corpo levando consigo toda frustração por está naquela situação. Mas quer saber? Eu não perderia meu tempo pensando mais naquilo...eu só queria que Nala ficasse bem, e o resto, bom, eu não podia fazer nada quanto ao resto....então o certo a fazer naquele momento era esquecer tudo aquilo e me concentrar apenas nela.

Quando voltei ao quarto me vesti de pressa, pois quando olhei para o pequeno relógio arredondado prezo a parede notei que já era quase 7 horas da manhã.

Olhando as poucas roupas que eu tinha naquele momento, ainda dentro das malas, pois não tive como arrumá-las no pequeno guarda roupas no quarto ontem, optei por uma roupa simples e leve. Um short Jeans azul e uma blusinha amarela de manguinha, nos pés uma sandálhinha rasteira que Itachi havia comprado pra mim durante nossa viajem pra cá. Eu não costumava usar muito shortinhos curtos, pois minhas coxas por serem torneadas chamam bastante atenção, mas é que o dia estava tão claro que me vi tentada a ficar a vontade, pois seja lá como todo o processo de recuperação de Nala ocorresse eu tinha a plena ciência que não precisa de nem uma vestimenta formal, afinal estamos falando de lobos, não é mesmo? E pelo pouco que já notei, vi que as pessoas daqui não se importam em vestir poucas roupas.

Sorri com o pensamento ao lembrar dos garotos que me cumprimentaram quando cheguei.

Descendo para o andar de baixo meu estomago se contraiu ao sentir o maravilhoso cheiro de panquecas que exalava por todo ambiente. Segui o cheiro e me deparei com a matriarca Mikoto sozinha na cozinha empilhando varias panquecas sobre um prato fundo na mesa, enquanto outra estava no fogo.

– Eu ajudo a senhora – Me prontifiquei ao vê-la tão ocupada. Peguei a espátula que estava apoiada perto do fogão e virei a panqueca que estava na panela.

– Oh, minha querida não se preocupe... – Ela de pronto respondeu ao sorrir para mim.

– Não é nem um incômodo – Respondo retribuindo o sorriso dela.

Ajudei ela com as ultimas panquecas enquanto ela cortava algumas frutas pondo tudo dentro de uma grande vasilha. Quando terminou ela fez alguns sanduíches pondo todos em ordem sobre uma bandeja.

– A senhora sempre faz essa quantidade de comida? – Perguntei curiosa, afinal a mesa estava cheia.

– Sim! – Ela me olha por um estante e logo depois voltou para os sanduíches – Os meninos estarão todos aqui logo mais, inclusive seu amigo, e você sabe como lupinos comem muito, né? – Ela sorrir. Eu meneio a cabeça ao concordar.

Por um momento me senti mais aliviada em saber daquilo. Pelo menos eu teria Gaara ao meu lado daqui pra frente.

– E você?

– Eu? – Não entendi a indagação dela.

– Como você está depois do que..– Ela hesitou nas palavras, mas eu sabia exatamente o que ela iria perguntar. – Depois de ontem, do que aconteceu no almoço... – Ela concluiu depois de reformular a pergunta.

Pondo a ultima panqueca sobre o prato eu desliguei o fogo e pus a vasilha na pia derramando água para que ela esfriasse, eu permanecia de costas para ela enquanto ela ainda aguardava por uma resposta minha.

– Eu não quero atrapalhar a vida de ninguém aqui. – Suspirei pesadamente enquanto lavava a vasilha. Por mais que eu tenha dito que não me preocuparia mais com aquilo sei que é difícil, pois sei que todos querem saber o que eu penso e acho sobre o assunto, inclusive ela que é mãe do alfa, então conseqüentemente ainda teria que lidar com aquele assunto durante um tempo. – Não vou me intrometer na vida de seu filho, não acho justo e nem correto, sei que ele tem alguém e... – Me virei para ela no momento seguinte e encontrei-a me olhando com atenção e logo atrás de si uma figura masculina, o alfa. Não consegui concluir o que tive vontade de dizer, minha voz sumiu no momento que o vi parado ali. Seus olhos negros me olhavam com atenção, logo depois ele desviou os olhos para a mãe se aproximando dela, lhe deu um beijo sobre a testa desejando á ela um bom dia.

Eu permaneci em pé escorada na bancada da pia. Peguei um guardanapo que estava ali perto e me pus a enxugar minhas mãos que ainda estavam molhadas. Quando tornei a olhá-los ele me encarava.

– Bom dia, Sakura – Sua voz rouca soou no ambiente. Tive a leve sensação de sentir os pelos do meu corpo arrepiar. Aquele tom de voz era instigante. Mesmo que ele tivesse apenas me desejando um bom dia eu pude sentir a energia que me atingiu pelo simples fato de ouvir seu timbre matinal tão suave e desprovido de qualquer tipo de carga, soou límpido nos meus tímpanos e me fez sentir uma leve e boa sensação. E eu tinha que admitir... aquilo havia sido bom.

Bom dia garotão... Nala respondeu no meu subconsciente me fazendo revirar os olhos mentalmente para ela. Ela se arrepiou ao espreguiçar a coluna. Pelo menos agora ela parecia mais disposta. E eu fiquei mais aliviada ao notar aquilo. Quando ela se encontrava perto do alfa parecia recuperar suas forças.

 O que foi? Ela resmungou.

Garotão? Questionei momentos antes de responder ao alfa.

Qual o problema?...

– Bom dia...– Depois de cortar a ligação com Nala respondi, eu sabia que não adiantava dizer algo a ela. Nala estava ansiosa para se libertar, eu podia sentir isso, ela estava feliz e eu não tinha o direito de estragar aquilo. Depois da conversa que tivemos ontem eu disse a ela que não a impediria de fazer nada, mas deixei claro que não poderia me envolver com ele na situação em que estávamos. Ela pareceu ignorar meu comentário, pois não expressou preocupação alguma quando eu disse aquilo. E eu achei melhor esquecer o assunto.

– Preparada para logo mais? – Itachi surgiu no ambiente. E assim como Sasuke ele se aproximou da mãe e deu-lhe um beijo sobre a testa. Depois veio até mim pondo um braço sobre meu ombro e me desejou um bom dia. O alfa observava os movimentos do irmão com atenção, notei isso quando olhei para a direção que ele estava. Sua feição pareceu ter se contraído levemente. Mas antes que eu respondesse a indagação de Itachi Keyte surgiu na cozinha abraçando o alfa pelas costas de forma carinhosa. A reação dele foi imediata, ele enrijeceu a postura e logo depois abaixou as mãos dela que lhe encarou com o cenho levemente franzido por um momento.

– Bom dia querido – Ela sorriu para ele e aproximou o rosto do dele, acabei desviando o olhar em direção ao peito de Itachi. O mesmo percebeu e apertou levemente a minha mão me olhando nos olhos como se precisasse saber se eu estava bem, ou como se quisesse saber como eu estava me sentindo.

– Bom meus queridos, acho que podemos ir para a mesa – A matriarca interferiu ao se pronunciar atraindo a atenção de todos nós.

– Eu ajudo a por a mesa – Keyte se prontificou ao pegar uma das muitas bandejas que estavam sobre a bancada após afastar-se do alfa, olhou para mim e sorriu seguindo a matriarca logo depois.  Apenas retribui o sorriso de forma forçada e meneei a cabeça. Não desviei o olhar para o alfa, eu não conseguia, não sei por que, mas não consegui fazer aquilo.

– Vamos? – Itachi tocou levemente a base da minha coluna ao me guiar em direção a sala de refeições que todos já começavam a ocupar. O alfa seguiu a nossas costas enquanto nos dirigíamos para lá. Eu sentia minha pele queimar sobre seu olhar atento. Notei que ele me olhava quando o fitei pela lateral dos ombros de Itachi. Me recriminei mentalmente por ter feito aquilo. O que ele pensaria sobre esse meu gesto, afinal?

Que você se importa...  Nala respondeu.

Nala... quer parar...?   Repreendi a loba de longos pelos brancos que só se deu ao tralho de me mostrar seus caninos afiados antes de me ignorar completamente ao tornar a atazanar minha mente.

Já se perguntou o porquê seu coração tá acelerado? Ela novamente fala.

Não, eu não havia me perguntado aquilo. Mas de fato ela tinha razão. Ele estava acelerado e eu não conseguia controlar aquelas batidas insistentes por mais que eu tentasse.

Deve ser a fome... Respondo sarcástica.

Duvido muito... Ela resmunga.

Ao chegarmos à mesa Itachi puxa a cadeira ao seu lado para que eu possa sentar, agradeço e tomo o lugar. Todos os demais garotos começam a chegar também, logo eles também me desejam um bom dia de forma educada.

Passo os olhos em volta, mas não encontro mais o alfa presente. Todos já estão sentados esperando provavelmente ele sentar-se a mesa enquanto conversam entre si.

– Pensei que Gaara já estivesse por aqui – Comento à Itachi ao olhar em volta mais uma vez. – Sua mãe agora a pouco na cozinha me disse que ele estaria aqui no café. – Pontuo.

– Ah, é verdade – Itachi pareceu ter se lembrando de algo – Falei com eles agora a pouco a pedido de Sasuke, ele está vindo junto de Sai, não vão demorar a chegar por aqui. – Ele sorrir para mim virando-se parcialmente em minha direção. – Portanto, apressadinha, fique calma – Ele bagunçou meus cabelos me fazendo estufar as bochechas e comprimir os olhos para ele de forma engraçada, o que fez ele alargar o sorriso branco.

Um barulho semelhante a alguém tossindo nos fez despertar do momento de descontração. Olhando em volta percebi que todos agora estavam em pé. Itachi se levantou e eu o imitei. Mais a frente o alfa se aproximou da mesa juntamente do loiro que provavelmente era seu beta, a contar a forma imponente do mesmo e pelo fato dele parar na cadeira rente à do alfa, só que na lateral da mesa.

– Podem sentar – O alfa disse ao tomar seu lugar.

Notei que todos os garotos estavam sentados em ordem, no lado direito da mesa, provavelmente de acordo com a dominância deles. A cadeira do meio era ocupada pelo alfa, a segunda que já pegava o lado da mesa, pelo loiro cujo nome era Naruto, a terceira pelo cara de cabelos longos, Neji, era o nome dele, a quarta pelo que se apresentou a mim como Shikamaru, a quinta estava vazia, o que eu achei estranho, a sexta por Kiba, a sétima por Lee, a oitava por Shino, a nona por Kotetsu e por ultimo a décima por Chougi, o lupino fortinho. Do lado esquerdo, onde eu estava sentada perto de Itachi, estava também o pai do alfa, a matriarca e logo ao lado dela a loba de nome Keyte, depois dela Itachi e eu, ainda existia algumas cadeiras vagas depois de mim. Resumindo, a mesa era enorme. Eu só não entendi o porque Itachi não estava sentado do outro lado da mesa, já que ele era lupino e provavelmente tinha uma dominância e posição dentro daquela alcatéia, assim como todos os outros lobos.

Sai dos meus devaneios ao ouvir a voz grave do alfa novamente a ecoar no ambiente fechado.

– Antes de mais nada gostaria de dizer algumas coisas a todos – Ele desviou os olhos negros para mim por um instante antes de tornar a falar – Acho que todos já sabem que temos uma hospede nessa casa – Ele olhou para mim novamente, logo todos fizeram o mesmo. Tive vontade de me afundar na cadeira ao se fitada por tantos pares de olhos ao mesmo tempo. Sem saber o fazer ou como agir eu forcei um sorriso amarelo e apenas disse um oi a todos eles. Logo alguns dos meninos sorriram para mim. Mas cessaram os risos ao ouvir o alfa. – Sakura veio com Itachi, e nos prontificamos a ajudar ela da melhor forma possível. – Ele olhou para seus liderados que o fitavam com atenção. – Portanto, após a refeição da manhã vamos à clareira apresentar ela e fazer uma breve cerimônia para de alguma forma ajudar ela quanto a dificuldade com a parte loba dela. Acho que todos já estão cientes disso. – Ele concluiu e logo os demais assentem. – Certo...

– Eu fico grata  – Sinto a necessidade de dizer algo diante das palavras dele, apesar de tudo eu não era ingrata, tinha a plena ciência do que eles fizeram por Gaara e agora fariam por mim. – Por toda ajuda que estão me oferecendo, e por terem salvo Gaara, como eu disse, ele é alguém importante pra mim e que se talvez não fosse por ele eu não teria conseguido encontrar Itachi e talvez não tivesse chego até aqui a tempo. – Concluo me perdendo vagamente em pensamentos.

O alfa não diz nada apenas meneia a cabeça após me ouvir.

– Então, vamos comer...meu estomago está quase falando – Chougi comenta olhando com deleite para toda a comida sobre a mesa. Todos sorriram do comentário do lobo antes de começarem a se servir, inclusive eu que acabei deixando de lado todos aqueles pensamentos. Quando olhei para o alfa novamente percebi algo de diferente em seus olhos, parecia que ele compreendia perfeitamente o que eu quis dizer.

Nosso contato visual foi cortado quando a loba parceira dele o perguntou se ele estava se sentindo bem, pois seus olhos mantinham-se fixos em mim enquanto todos se serviam. Acabei desviando o olhar dele antes que ela me visse retribuindo aquele gesto. Ele não a respondeu, apenas balançou a cabeça em negativa e voltou sua atenção a seu café.

Vez ou outra eu me pegava olhando discretamente em direção à ele, e quando eu notava ele mover os olhos para cima eu abaixava a face. Me senti como uma droga de uma adolescente admirando seu amor platônico dentro de uma sala de aula.

O que estava acontecendo comigo?

Você...

Nala...  A repreendi antes que ela tecesse algum comentário maldoso.

 

~xxx~

Quando me levantei da mesa na intenção de levar a louça suja até a cozinha ouvi a voz de alguém no corredor que daria até aquela sala em que estávamos.

– Bom dia família – Logo um rapaz extremamente branco e sorridente surgiu na porta. Todos olharam para ele.

– Bom dia meu filho – A matriarca o recebeu com um largo sorriso ao se levantar para recepcioná-lo. Percebi que ela, embora não fosse mãe de todos, os chamava sempre de filho.

– Sai, junte-se a nós no café – O pai do alfa o chama.

O rapaz após sair do abraço da matriarca só então nota a minha presença parada de pé rente a mesa.

– Wou – Exclama ele me olhando dos pés a cabeça. – Quem é essa belezinha? – Ele pergunta.

– Ela tem nome – Minha atenção e de todos na mesa se volta para o alfa que o repreende no mesmo instante. Logo um barulho semelhante a um tapa me faz olhar para o rapaz novamente.

– Idiota, ela se chama Sakura – Parado ao lado do rapaz cujo o nome era Sai, estava agora Gaara que me olhava sorridente depois de ter acertado o cara ao lado.

Não pensei duas vezes antes de deixar tudo sobre a mesa e correr em direção a ele.

Seus longos braços se abriram para me receber de forma acalentadora. Não pude evitar que meus olhos transbordassem quando em fim senti o calor de seu corpo junto ao meu. Algo dentro de mim tremia de felicidade por te-lo ali comigo. Eu senti tanto medo de perdê-lo, e não sabia o que faria se algo tivesse acontecido a ele. Gaara era tudo o que eu tinha naquele momento para chamar de família.

– Ei...calma, eu to bem, eu to aqui. – Gaara massageia meus cabelos com umas das mãos enquanto a outra me envolve em seu abraço.

– Tive medo de nunca mais te ver de novo – Sussurro ao afastar parcialmente meu corpo do dele, enxugando com o dorso da mão as lagrimas que ainda escorriam sobre minha face. Gaara tocou meu rosto com ambas as mãos aproximando sua face da minha. Ele me olhou atentamente bem de perto e logo aquele sorriso sacana despontou de seus lábios. Aquele mesmo sorriso que era como a marca registrada dele. Aquilo me fez lembrar da ultima vez que estivemos juntos. Por um momento eu pensei que ele fosse me beijar, e aquele simples pensamento me fez sentir um arrepio no corpo, instintivamente o alfa me veio na memória, mas o que fez com que ele afastasse o rosto do meu não foi isso, mas um barulho alto de uma pesada cadeira arrastando sobre o chão de carvalho.

– Tenho que me retirar agora – Olhei para trás ainda perto do corpo de Gaara e o que vi no semblante do alfa daquela alcatéia me deixou sem palavras. Sua face estava completamente destorcida. Aquele mesmo rosto que não aparentava expressões fortes agora estava desfigurado pela insatisfação, clara e visível a todos.  Ele mexeu um pouco no celular que retirou do bolso de sua calça e logo depois tornou a olhar para nós. – Aproveite o café – Direcionou a palavra a Gaara que no mesmo instante se afastou de mim.

O olhei sem entender o porquê.

– Sasuke, o que houve? Aconteceu algo?  – Keyte perguntou ao vê-lo se afastar.

– Sim aconteceu – Ele parou e olhou para trás fitando a loba – Mas só eu posso resolver isso. – Seus olhos negros pararam sobre mim por um milésimo de segundo antes de voltar a se afastar. O lobo que havia chego com Gaara arqueou uma sobrancelha ao me olhar e logo depois se encaminhou a mesa seguido da matriarca.

O beta se levantou logo em seguida lançando sobre nós um discreto olhar antes de sair. Ouvi sua voz sumir no corredor enquanto ele chamava pelo alfa.

– O que será que pode ter acontecido? – A loba questiona a matriarca aparentemente preocupada.

– Não sei minha querida, mas creio que logo ele estará de volta. Não deve ter sido algo sério. – Ela tenta convencer a loba.

– Não sei não...nunca vi Sasuke agir daquela forma. – Ela pontua pensativa.

Sinto o toque de Gaara sobre o meu ombro, sei que ele sentiu algo quando o alfa direcionou a palavra a ele, seu olhar questionador deixava claro isso.

– Vem comigo... – Ele me puxa pela mão antes que eu possa dizer algo.

 

~xxx~

SPOILER (PRÓXIMO CAPÍTULO) 

 

Gaara parou rente a uma enorme arvore, cruzou os braços em frente ao peito e me olhou. Ele aguardava por uma explicação e eu sabia perfeitamente disso, mas...preferi me fazer de desentendida. Parecia que quanto mais eu tentava deixar isso de lado mais eu me via tendo que lhe dar com aquilo. E agora era a vez de Gaara querer saber sobre.

– O que? – Exclamei o ver ele espremer aqueles olhos verdes pálidos torcendo levemente o canto da boca ao me ouvir.

– Porque não começa do começo?

– Do que você ta falando?

– Sakura...

– Gaara... – Imito seu tom de voz, e isso o faz sorrir abertamente com aqueles dentes brancos e alinhados. Me aproximo dele novamente e lhe abraço. Ele não se afasta, apenas me recebe em seus braços.Eu amava o cheiro de Gaara, ele me reconfortava. 

– Não quer me contar nada? – Ele sussurra em meu ouvido provocando em mim uma sensação gostosa. Eu adorava Gaara, ele era uma ótima pessoa, e por mais que soubesse que existia algo a ser dito ele não me pressionava como provavelmente qualquer outra pessoa faria, ele sabia que uma hora ou outra eu diria tudo de livre e espontânea vontade. Ele me compreendia, sempre foi assim, e esse foi um dos motivos que nos levou a permitir que algo além de amizade acontecesse entre nós.

– N-Não... – Sussurro sentindo o hálito quente dele tocar a pele do meu o pescoço. Ao mesmo tempo em que eu odiava quando ele fazia aquilo, eu gostava. Gaara tocou a pele do meu pescoço com os lábios roçando ali levemente, fazendo um carinho que me fez ofegar.

– Sabe de uma coisa? – Ele morde levemente minha pele.

– Hum... – Murmuro com os olhos semicerrados.

– Tenho a mais absoluta certeza que ele arrancaria a minha cabeça se me visse fazer isso – O ruivo desponta um sorriso sacana ao beijar meu pescoço, só então me dou conta a quem ele se referia. O alfa. Tento me afastar para olhá-lo nos olhos, mas ele não permite.

– Seu, filho da.... – Os lábios dele cobrem os meus quando penso em xingá-lo e afastá-lo de mim. Eu estava confusa, pensei que ele me questionaria sobre o que aconteceu, mas diferente disso, ele pareceu não ligar para aquele fato. Seu corpo exprime urgência, seus lábios tomavam os meus com necessidade.

 O beijo dele estava diferente, eu notei isso ao sentir ele morder com força meu lábio inferior. Quando ele soltou minha boca apenas por alguns segundos, senti um leve gosto de sangue quando engoli a própria saliva. Suas mãos desceram para meus quadris, ele beijou meu pescoço com ânsia enquanto sussurrava meu nome vez ou outra dizendo o quanto sentiu minha falta....

Off...


Notas Finais


Então...sai correndo kkkkk

Bjos meus amores, até breve!


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