História The Imprisoned Wolf - Capítulo 25


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Categorias Naruto
Personagens Chouji Akimichi, Deidara, Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Karin, Kiba Inuzuka, Kizashi Haruno, Mebuki Haruno, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Rock Lee, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Contos, Gaasaku, Lobos, Sasusaku, Sobrenatural
Visualizações 392
Palavras 5.530
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiiii geeente, Nagami aqui...

Dessa vez nem demorei...já trouxe a continuação. E espero que gostem de mais esse capítulo! Quero agradecer brevemente ao comentários do capítulo passado (já estão todos respondidos) e também aos 422 FAVORITOOOOS , aaaaah gente muito obrigada por isso. Tô tão feliz que nem sei o que dizer.

Mas, quanto ao capítulo de hoje, espero que vocês gostem do que ele veio mostrar, que é logicamente sobre Gaara e Ino serem marcados, mas também tem algo que vocês vão entender o que de fato aconteceu para que Ino fosse embora a alguns anos atras. Bom, não pretendo dar spoilers aqui rsrsr mas espero que apreciem.

Boa leitura a todos.

Nos vemos nas notas finais!

Capítulo 25 - Cap - XV


 

Ela se aproximou um pouco mais dele, mas Gaara se encolheu entre o vão que estava. Espremendo o corpo de forma trêmula, nem parecia um homem adulto, seu gesto de medo era semelhante e de uma criança.

– Por favor, não me toque...não me toque, por favor.

O semblante da loira transmitia certa confusão, compaixão e preocupação.

Por que ele se negava a ser tocado por ela?

– Gaara, ela veio ajudar. – Sasuke sentiu a necessidade de se envolver. O ruivo parecia confuso. Ao redor dele uma poça de sangue começava a se formar. Era seu abdômen que sangrava. – Precisa sair daí. Ela é a Ino...

– Eu sei quem é ela...eu sei... – os olhos do ruivo marejaram – Eu sinto – afirmou – Até você mesmo sente, alfa. Não sente?

Sasuke anui com a cabeça. De fato, ele, e todos ao redor sentiam a ligação que estava tentando se estabelecer entre ele e Ino.

– Mas eu não quero machucar ela. Tira ela daqui, por favor.

– Você não vai me machucar. – Ino tentou tocar nele ao se aproximar um pouco mais, porém toda vez que ela fazia isso ele se encolhia fazendo o possível para se afastar dela.

– Se fosse você no meu lugar, se fosse a Sakura... – ele olhou para o alfa, seus olhos verdes tremiam – E se soubesse que poderia machucá-la por algum motivo do qual não tem controle, não iria querer que alguém a protegesse de si mesmo? – ele perguntou ao alfa.

Ino não soube o que dizer diante da atitude dele. Gaara tinha medo de machucar ela, havia algo acontecendo com ele que sabia não possuir controle, e por mais que a quisesse por perto, ele temia por ela. Ele só não queria machucá-la, mas caso fizesse isso por algum motivo, com toda certeza ele não se perdoaria.

– Eu iria querer exatamente isso. – Sasuke o compreendeu – Então nesse caso....– o alfa murmurou, e em seguida segurou Ino pela cintura a afastando dele enquanto ela se debatia para ser solta.

– Me larga alfa, por favor, me larga. Eu preciso cuidar dele. – suas mãos foram de encontro ao braço de Sasuke, e enquanto se debatia ela tentou afeta-lo com a mesma coisa que fizera ao beta quando esse tentou lhe impedir de se aproximar do ruivo.

E embora Sasuke tivesse sentindo os efeitos daquela energia ele não a soltou.

– Leve ela daqui! – ele a entregou ao beta que encarou a loira ao franzir o cenho.

– Não ouse usar seus dons em mim novamente. – ele adverte.

– Por favor, Naruto, me solta... – ela se agarrou nele. – Me deixa cuidar dele. – pediu de forma triste.

– Desculpa Ino, mas ordens são ordens.

– Não, não, por favor... – ela pedia enquanto era levada para cima novamente.

– Me ajudem aqui. – Sasuke pediu o auxílio dos demais garotos.

Eles ajudaram Gaara a se reerguer e o puseram novamente sobre a maca.

– Me prendam. – Gaara pediu ofegante.

Os garotos trocaram olhares com o alfa.

– Façam o que ele pede. – afirmou Sasuke.

Novas amarras mais resistentes foram postas sobre os pulsos e calcanhares de Gaara, o mantendo bem prezo na maca.

Eu acompanhava tudo o que se passava, estática, no mesmo lugar, desde que entrara ali.

Meu amigo acabava de encontrar sua marcada e eu não poderia me sentir mais feliz por isso.

Porém eu sabia que talvez para ele esse momento não tenha sido nada comparado ao que provavelmente sonhou. Ele tinha medo de machucá-la e isso o fez lutar contra todos os seus instintos que com toda certeza imploravam para sentir ela perto de si, e quem sabe talvez poder da-la um abraço até que todo aquele tumultuado sentimento e sensação dentro de seu peito se acalmasse um pouco mais....foi uma cena triste de ver, mas eu entendia a atitude dele perfeitamente. Ah, se eu entendia...

– Sakura, suba e tranqüilize Ino, diga a ela que poderá descer assim que terminarmos aqui. – o alfa solicitou em seguida, seu olhar foi de encontro a Gaara que acabou concordando com um menear de cabeça.

Segui rapidamente ao andar de cima onde as garotas já estavam ao redor de Ino.

Ser impedida de estar perto de seu marcado, com certeza é uma dor que eu conhecia. Me senti compadecida da situação dela, eu queria poder abraçá-la como todas as outras faziam, mas nem nos conhecíamos direito, e mais, eu tinha o papel de acalmá-la.

– Ino. – chamei por ela.

Seu olhar pouco avermelhado por conta do choro focou em mim.

– O Alfa pediu pra te dizer que logo mais você vai poder descer para ver a situação de Gaara. Para examiná-lo...

– Ele não tinha que ter me tirado de lá, ele não iria me machucar como todos pensam. – sua voz firme elevou-se indignada. E eu a entendia.

– O alfa fez isso por ele, entende? – me aproximei um pouco mais, Hinata que estava à frente dela me deu passagem – Gaara tem medo de perder o controle e te machucar. Você imagina como isso seria difícil para ele conviver?

– Ele não faria isso...

– Eu sei, eu também acredito que não. Mas meu amigo está numa situação delicada. Não é esse o momento para contrariá-lo. Se ele acha que ainda não é capaz de controlar seja lá o que é isso que está dentro dele, tente entender. E o ajude a ver que ele está errado. Você compreende o que quero dizer?

A loira pareceu pensar sobre as minhas palavras.

Ela anuiu com a cabeça ao concordar em baixa voz:

– Eu entendo...acho que entendo... – admitiu.

– Ele só quer o seu bem...só quer que fique segura. – me aproximei parando bem a sua frente – É isso que os marcados fazem, não é mesmo?

– É, – ela sorriu fraco, limpando um pouco das lagrimas em seu rosto delicado. – Eu acho que isso mesmo que eles fazem.

– Eu fico muito feliz por vocês, por ser você a pessoa que está ligada a Gaara. – falei com sinceridade, pois de fato tudo o que eu sentia era isso. E embora não a conhecesse perfeitamente eu acreditava que ela era uma boa pessoa, a magia que eu sentia vindo dela era limpa, não havia sentimentos ruins nela.

– Obrigada... – a aloira agradeceu gentil, me dando um sorriso mais leve, embora seus olhos ainda insistissem em molhar. – Eu não sei muito bem o que dizer diante disso tudo, mas eu sei que...o que senti quando vi ele, significa que ele é pra mim alguém especial que...que embora não conheça perfeitamente, eu sempre soube... – ela hesitou ao olhar de relance para Hinata – eu sempre imaginei que ele era uma ótima pessoa. – corrigiu parcialmente sua fala.

– E ele é, acredite! – afirmei ao sorrir.

– Nossa... – Tenten exclamou – Isso ta parecendo cena de novela.

Todas sorriram.

– É verdade! Quem diria que a garota problema, conhecida por arrasar corações, estaria ligada justamente ao lobo vermelho. – Termari comentou ao espremer os olhos em direção a Ino e sorrir com o canto dos lábios. Aquele tipo de sorriso desafiador e taxativo que só ela possuía. Mas Ino sabia que era apenas uma brincadeira.

– Eu não me lembro desse apelido... – Ino a empurra pelos ombros, devolvendo a afronta. – Aliás, pelo que me lembro, a garota problema aqui era você que negava o que sentia por seu marcado. – Ino sorrir maldosa.

– Sinto muito, mas esse posto já não me pertence. – ela sorriu vitoriosa, e em seguida me encarou. Ino fez a mesma coisa.

– Ah, não acredito que até mesmo você fez isso...

Levei alguns segundos para me tocar que eu estava sendo o centro das atenções.

– Ah... – exclamei pega de surpresa. – E-eu...tive meus motivos... – tentei justificar o fato de não ter aceitado Sasuke como meu parceiro logo quando o conheci.

– É! Com Sakura foi diferente, na verdade a situação dela era semelhante a minha, não tem nada a ver com o fato de não admitir seus sentimentos, Temari. – Hinata me defendeu. – Ninguém merece encontrar o marcado e saber que ele tem outra na vida. – ela bufou ao me abraçar pelos ombros. Hinata me entendia perfeitamente, eu e ela estávamos nos tornando boas amigas.

– Não ferra, nem que eu soubesse que ele tinha outra, eu faria ela sumir da vida dele num piscar de olhos. – Ino afirmou decidida – No que é meu ninguém toca. – ela ergueu o queixo de forma altiva.

– Hum... – Tenten caiu na gargalhada – Já chegou botando moral. Tenho pena do lobo vermelho, ele terá um grande problema pela frente para manter suas garras no lugar, não é, caçadora?

Ino revirou os olhos ao sorrir da fala da irmã.

O momento tenso havia se tornado descontraído graças às conversas e os assuntos em comum compartilhados. Eu tinha a sensação que aquelas garotas sempre fizeram parte da minha vida.

– Por falar sobre isso, onde está Amaya? – a loira pergunta em seguida.

– Ela viajou, pediu ao alfa permissão para passar um tempo longe com uma das matilhas subordinadas a nossa alcatéia. – Hinata esclarece. – Parece que vão passar uma temporada de férias no sul.

– Hum... – a loira murmura ao me olhar de relance.

– E você, Sakura?

– O que tem eu?

– Vai permitir que ela continue sobre os domínios de seu alfa? – Ino me encara séria.

Não entendi o intuito da pergunta dela, mas Nala me alertou em seguida.

“Ela está te provocando, quer te conhecer de verdade” Nala comenta. “Quer saber sobre sua dominância, mas deixa comigo garota, deixa que eu faço isso.” “Eu gostei desse loba”

– Você sabe... – ela sorriu ao prosseguir – Meu primo é um homem muito lindo, qualquer mulher que esteja com ele não o esquecerá facilmente. Então não é...

– Talvez você não saiba quem eu sou de verdade. – Nala tomou o controle da ligação, seus olhos se tornaram visíveis a loira – Sou descendente de um alfa, e minha dominância excede a de alguns lobos machos dessa matilha. E outra – me aproximei um pouco mais dela – Eu não precisei em momento algum pedir a ele para deixá-la, pelo contrário, ele veio até mim.

– Eu acho que eu gostei de você, Sakura. – ela sorriu satisfeita.

– O papo de loba dominante já terminou? – Naruto comenta ao se fazer ser visto por todas.

Meu rosto se torna parcialmente vermelho ao me dar conta de que ele ouviu minha fala. Eu não queria demonstrar o meu ciúme pelo alfa tão abertamente a outros machos Lycans. Pois eu sabia que isso era apreciado por eles como algo gostoso de admirar. Afinal, não eram só os machos que sentiam aquele ímpeto quanto ao cuidado excessivo com o parceiro.

 – Ino, o alfa te chama no sótão. – ele fez um sinal com a cabeça, indicando a ela que deveria acompanhá-lo até lá embaixo.

– A gente conversa melhor depois. – ela passou por mim, seguindo o loiro.

– A nossa família está ficando completa de novo. – Hinata parou ao meu lado, suspirando feliz – Só falta agora Itachi regressar definitivamente ao lar.

Ao ouvi-la me lembrei que já fazia alguns dias que eu não falava com ele. Itachi tinha me deixado seu contato caso eu precisasse de sua ajuda para algo. Na verdade aquele gesto dele foi mais como uma forma de dizer que mesmo longe ele se preocupava comigo. E pensar sobre isso me fazia refletir sobre a possibilidade dessa família um dia de fato ficar completa.

Será que isso seria possível?

Eu tinha ciência do que ele sentia em relação a esse lugar, e os motivos deles para ficar longe. 

Existiam ainda muitas coisas para serem concertadas por aqui, nessa família, na minha família, e eu esperava um dia poder ajudar em algo.

Sasuke me dissera que essa semana haveria a primeira reunião geral dos membros da alcatéia, após minha chegada na matilha, e que nela seriam discutidas todas as situações pendentes que precisavam ser vistas. Eu iria participar ao lado do alfa como sua parceira, e estava ansiosa para saber como todas essas questões ficariam, porque também diziam respeito a mim, e a possibilidade de regressar a minha antiga matilha.

 

~xxx~

Ino desceu ansiosa seguindo os passos do beta bem de perto.

Todos os garotos a olhavam curiosos, enquanto ela observava o ruivo deitado na maca um pouco mais a frente.

– O quê? – ela olhou de relance a todos eles – Perderam alguma coisa? Viram um fantasma? – resmungou incomodada.

– Já podem subir, Ino agora vai tratar da situação de Gaara e precisa de espaço. – Naruto tomou a atitude de falar.

Todos em seguida se retiraram, exceto o loiro e o alfa.

– Eu preciso que meus equipamentos sejam estalados aqui, eles provavelmente estão chegando, a transportadora disse que não demoraria. – ela informa.

– Eu recebi a ligação deles agora a pouco, disseram que chegam daqui a 15 minutos. Você vai precisar de algo a mais? – Naruto pergunta.

Mas antes que ela responda Sasuke se pronuncia.

– Seus materiais de primeiros socorros estão aqui. – ele aponta para uma mesinha de alumínio perto da maca, onde uma bolsa está aberta. – Eu e Naruto ficaremos com os demais, se precisar de algo é só chamar, e quanto aos equipamentos assim que chegar nós desceremos para proceder com a instalação.

– Tudo bem! – ela agradeceu ao alfa, pela atitude de dar espaço a ela para finalmente falar com Gaara a sós.

Depois que ambos subiram a loira se aproximou da maca. Seus passos hesitantes em instantes cessaram quando o alcançou. 

– Já pode abrir os olhos. – ela pede ao ruivo, que os mantém fechados.

Gaara tomba o rosto na direção da voz feminina, e lentamente permite mais uma vez apreciar a bela visão de sua marcada. Ele havia ficado extasiado com tamanha beleza. Sentiu-se um homem de sorte por ser ela a pessoa ligada a ele.

– Você parece um anjo de tão perfeita.

– E você está igual um fantasma de tão pálido... – ela brinca ao sorrir.

Embora a brincadeira, seu rosto adquiriu uma tonalidade rosa devido o elogio dele.

Gaara retribui seu sorriso ao admitir que não estava em seu melhor momento. Havia perdido muito sangue e por conta disso sua recuperação estava lenta de mais. 

– Não deveria ter me tirado daqui aquela hora... – Ino suspira pesado, analisando com cuidado os ferimentos do ruivo. Seu coração batia comprimido dentro do peito.

Admitiu para si que embora tivesse revivido esse momento várias e várias vezes na própria mente, não conseguia controlar o tremor nas mãos por vê-lo daquela forma.

– Não posso me dar o luxo e talvez permitir que você se machuque no meio desse processo todo.

– Você nunca me machucaria! – ela o olha com confiança, depois de abaixar o pano que havia levantado para inspecionar o abdômen dele.

O ruivo não diz nada por um tempo, apenas se permitiu perder-se em meio ao olhar intenso da loira.

– Como pode ter tanta certeza? – ele a indaga.

– Eu sei! Eu sinto... – seus olhares mais uma vez se prendem numa massa magnética que não os permite se desviar.

Ela não precisava ser clara ao ponto de dizer a ele que sabia exatamente como tudo iria acontecer, mas ela de fato sabia que ele jamais a machucaria.

– Depois que você subiu...

– Depois que eu fui arrastada, você quis dizer... – ela corta fala dele.

– É! – ele sorrir ao reformular sua fala – Depois que você foi levada pra cima, enquanto me prendiam de volta aqui, eu fiquei me perguntando o porquê disso tudo.

– Disso tudo? – ela o olha curiosa.

– Sim...eu não acho que mereça alguém tão linda assim na minha vida. – ele confessa.

E embora Ino não admitisse em alta voz, seu coração bateu acelerado ao ouvir ele dizer isso.

 – Você deve ter sido um bom menino, e o papai Noel resolveu te presentear. – ela brinca, arrancando do ruivo um sorriso aberto e que permitiu a ela se encantar ainda mais por ele. O sorriso de Gaara não era um sorriso comum, como esses que se ver na maioria das pessoas. Ele era cheio de significados e provocações, e perceber isso agradou a loira.

– É, talvez eu tenha sido mesmo... – ele murmura retribuindo mais uma vez aquele sorriso dela, que mentalmente já havia intitulado, de perfeito.

– Então...nós vamos ter tempo para conversar mais sobre isso, em outro momento. – ela mudou o foco do assunto – Agora eu vou examinar você, e limpar seus ferimentos. Quero ter certeza que eles irão cicatrizar bem até a chegada dos meus equipamentos.

– Acho que vai demorar pra fechar, eu sinto que não está cicatrizando com a velocidade que deveria.

– Isso é porque você perdeu muito sangue, mas não se preocupe, eu vou cuidar disso. Logo eles sumiram....

– O que pretende fazer?

– Eu posso agilizar o processo de cura, esse é um dos meus dons, meu caro lobo. – ela segue até a mesinha ao lado, depois de passar rente a Gaara deslizando dos dedos sobre sua bochecha. A pele do ruivo formigou devido o breve contato.

Ela estava o provocando, e ele sabia disso. A personalidade dela o agradou bastante.

Ino parecia ser uma mulher decida, e que sabia o que queria da vida. Não usava meias palavras e já tinha deixado claro que o que ele sentia era recíproco.

– Depois de limpar seus ferimentos, eu vou pôr as mãos abertas bem próximas dos que são mais profundos, e vou incentivar o tecido lesionado a se reestruturar.

– E como vai fazer isso?  – ele a indaga enquanto ela passava uma solução sobre o tecido lesionado. Alguns gemidos de dor partiam dele enquanto ela fazia isso. Ino tomou todo o cuidado para que ele não sentisse tanta dor.

– Assim... – ela se aproximou de volta e abaixou o tecido até a cintura do ruivo. Gaara se remexeu no lugar ao vê-la fazer aquilo. Em seguida ela aproximou as mãos e permitiu que sua magia tocasse a pele dele. No início o ruivo sentiu uma dor o atingir, mas logo depois foi substituída apenas por um leve ardor. E não demorou muito para perceber que sua pele e seus músculos estavam se regenerando numa velocidade absurda, até mesmo para um Lycan.

– Nossa... – exclamou surpreso, enquanto observava ela fazer aquele processo em todos os ferimentos mais graves. O alívio que ele sentiu após isso foi imediato.

– Está se sentindo melhor?

– A dor...ela sumiu. – ele ergue a cabeça para olhar mais uma vez seu abdômen, agora em perfeito estado. – O-Obrigado! – agradeceu ternamente.

Ino apenas anuiu com a cabeça e sorriu.

Em seguida seus olhos voltaram a focar o corpo do ruivo. Com uma das mãos ela tocou com a ponta dos dedos a pequena cicatriz do abdômen. Gaara não disse nada, mas permitiu que ela deslizasse os dedos macios por todo o dorso de seu corpo.

Gaara ainda não conseguia lhe dar com aquelas sensações novas que estava sentindo, e o cheiro da loira impregnado em suas narinas estava à beira de entorpecê-lo.

– Não faz isso, Ino...– pediu ofegante – a aloira parou com os dedos na altura do peito musculoso e o olhou satisfeita. Ela adorou saber o efeito que seu toque causava nele, mesmo que essa não tenha sido sua real intenção.

– Eu estou te examinando...

– Não, não está não...

– Estou sim...

– Não, não está... – ele insistiu, certo de que ela queria o provocar.

– Então me diga, o que eu estou fazendo?

– Está me...me provocando....sabe que meu corpo nesse momento pede por você. Sabe que ele precisa de você pra concluir nossa ligação.

– E você tem medo disso?

– Não, na verdade não. Eu quero isso tanto quanto você. – admitiu.

– Então porque me pede pra parar?

– Porque não estou em condições de te manter segura, caso...caso todas essas sensações me façam perder o controle. Você pode ter curado minhas feridas externas e internas, mas sei que ainda existe algo dentro de mim que nem sei exatamente o que é, e que pode a qualquer momento me controlar por completo. Então quero que entenda que enquanto isso não for resolvido eu não posso permitir que isso evolua.

– Está me rejeitando...? – Ino o lançou um olhar incrédulo.

– Não, não é nada disso. Eu jamais faria isso. – Gaara esclareceu de imediato – É só que...não quero correr o risco de algo acontecer com você.

– Você não vai me machucar, Gaara. Confia em mim. – ela pediu.

– Ino...

Naruto tomou o lugar logo em seguida, Ino bufou insatisfeita, pois não conseguira fazer o que desejava. Por outro lado o ruivo se sentiu aliviado pela intromissão.

– Ino, seus materiais...

– O que foi? – ela respondeu incomodada, sem ao menos deixar que Naruto terminasse sua fala.

– Calma ai ...– ele se defende –, eu só vim dizer que seus equipamentos chegaram.

Ela suspirou ao se virar na direção dele.

– Mande descer, vou iniciar agora mesmo os procedimentos.

O beta retornou ao andar de cima para solicitar que descessem tudo.

Ela tornou a se virar para o ruivo.

– Se o problema é realmente esse, vou resolver de uma vez por todas isso.

– Como você tem conhecimento dessas coisas?

– Eu sou uma médica, sabia?

– O alfa me disse, mas pergunto com relação a minha situação. Como você sabe que pode resolver?

– É complicado tentar te esclarecer tudo isso agora, mas em suma, o que posso dizer é que eu sabia que um dia precisariam da minha ajuda nesse sentido. Acho que você sabe da guerra fria que nós seres místicos enfrentamos ao longo dos tempos. Não é?

– Sim, sei bem... – Gaara comenta ao recordar de sua infância destruída graças os confrontos entre espécies.

– Essa foi uma das razões pelas quais me ausentei daqui por um tempo, entre outras coisa é claro. – ele notou um certo incomodo na voz dela ao falar aquilo.

– Então você resolveu se aprofundar no assunto porque sabia que precisariam de você?

– Sim, foi por isso mesmo. Você não é o primeiro Lycan a passar por controle genético.

– Controle genético?

– Sim, isso foi o que ela fez com você quando o levou preso.

– O alfa te contou sobre isso?

– Ah, claro, eu precisava saber para poder te ajudar... – ela desconversou – Agora deixando isso um pouco de lado, eu preciso que você descanse um pouco enquanto arrumo tudo por aqui, tá bom? Quero resolver essa situação porque preciso que meu marcado pare com essa mania de achar que vai me machucar a todo o momento. – ela sorriu.

– Me desculpe por isso, mas não posso correr o risco. – ele fala sincero.

– Embora isso me chateie eu entendo a sua postura e...fico feliz que se importe comigo e com meu bem estar.

– Não teria como ser diferente, não é?

Ino se aproximou do rosto do ruivo, observando atentamente a perfeita linha que desenhava seus lábios. A beleza dele a deixava momentaneamente envolvida.

– Não, não tinha! E você sabe o por quê?

– Por quê? – ele perguntou afetado por conta da aproximação dela.

– Porque você está caidinho por mim, louco e desesperado pra me tocar, pra me marcar com seu cheiro, com sua essência. Eu sinto, eu vejo seu lobo rugir dentro de si, pedindo por meu contato, por minha presença. – o provocou, sorrindo maliciosa rente aos lábios dele.

Quando o ruivo pensou em avançar contra os lábios dela ela rapidamente se afastou, ouvindo um resmungar insatisfeito dele.

– Mas acho que você pode esperar um pouco mais, não é? – ela se virou em seguida se afastando dele com um sorriso vitorioso nos lábios.

– Atrevida... – ele resmunga ao vê-la sumir nas escadas.

– Eu ouvi isso... – ela responde ao longe.

Ele sorrir ao revirar os olhos.

 

~xxx~

A aproximação entre Ino e Gaara foi gradual, mas obviamente foi bem mais rápida do que a minha e a do alfa. No mesmo dia em que eles se encontraram, o que é absolutamente normal dada a ligação de alma que existia entre eles, ambos deixaram claro que desejavam aquela aproximação. Porém Gaara como o super-protetor que sempre foi, queria resolver aquela situação antes de mais nada. Ele jamais se daria ao luxo de ter ela por perto se não tivesse antes a certeza que poderia mantê-la bem e segura ao seu lado.

Ino demonstrou ser uma excelente profissional de sua área de atuação. Enquanto ela o preparava para passar pela reversão de controle genético, que era como intitulavam cientificamente aquele tipo de quadro, Sasuke me contava como ela desenvolveu o estudo que veio a ser usado contra as táticas de guerra que a aquela bruxa usava atualmente para dominar a mente de seres distintos e de varias espécies, que tinha como intuito dominar e destruir as poucas matilhas que ainda resistiam às tentativas de dominação dela.

– Está preparado? – ela se aproximou da maca onde Gaara estava, passou uma das mãos pelos cabelos pouco desgrenhados do ruivo e em seguida tocou a lateral do rosto dele com delicadeza.

Gaara anuiu vagamente, com os olhos aparentemente pesados por conta do sedativo que teve que tomar.

– Eu confio em você. – ele sussurra.

– Ótimo! – ela sorri terna – Então agora relaxe, você vai apagar por algum tempo, mas não se preocupe, eu vou estar ao seu lado o tempo todo, não vou sair daqui. Quando você acordar vai se sentir melhor, eu prometo. – ela aproximou o rosto dele e depositou um selinho na testa de Gaara que sorriu fraco, e logo em seguida foi envolvido pelo sono forçado.

Nesse momento eu me aproximei da maca, enquanto ela desamarrava as mãos dele.

– Eu sou leiga nesse assunto... – toquei o ante braço do ruivo que jazia desacordado – E queria que me dissesse algo, mas tem que ser sincera. – pedi.

– Pode perguntar o que quiser... – ela terminou o que estava fazendo parando do outro lado da maca.

– Gaara realmente vai voltar ao normal? Digo, ele de fato vai ficar livre disso? – toquei o pulso do ruivo onde marcas de incisões ainda podiam ser vistas – Ele não vai mais sofrer com esses descontroles?

– Ele vai ficar bem, pode ficar tranqüila, o que aconteceu com Gaara pode ser desfeito. Na verdade ele teve sorte de ser regatado a tempo pelo alfa, se tivessem feito todo o processo de manipulação genética com ele, seria um pouco mais difícil reverter esse quadro. Mas não é o caso dele... – ela esclarece.

– Fico aliviada em saber disso...

– Eu também...eu também... – ela suspira deixando os ombros magros relaxarem depois de analisar um dos monitores ao seu lado. Na mente, tortuosas possibilidades lhe afligiam o interior, porém ela as guardava somente consigo.

– Ino, eu tava pensando... – olhei de relance para o alfa que estava um pouco mais atrás, e ele me incentivou a continuar...

– Diga... – ela exclama no momento que me volto para ela novamente.

– Eu vou no centro da cidade esse final de semana junto com as garotas, e queria saber se você e Gaara não queriam vir conosco? É que Sasuke insistiu em me fazer comprar algumas roupas novas, e também um aparelho telefônico. Ele diz que eu preciso disso pra mantermos contato caso precise me deslocar para longe sem ele por perto... – me debrucei vagamente sobre a maca pondo a mão lado dos lábios, como se você cochichar algo para ela – Ele quer na verdade me rastrear quando não estiver comigo – confessei revirando os olhos e ela sorriu olhando rapidamente para Sasuke por cima do meu ombro.

– É o que os marcados fazem, não é? – ela fala a mesma coisa que eu houvera dito a ela anteriormente na nossa primeira conversa.

– É, é isso que eles fazem! – admiti, sorrindo junto a ela.

– Bom, Sakura...por mim tudo bem. Só terá que convencer Gaara quando ele acordar.

– Ah, isso será fácil.

– Você acha? Do pouco que já vi, posso dizer que ele não é alguém fácil de lidar.

– Nisso você tem razão, Gaara é um cabeça dura, mas eu sei o que fazer para convencer ele.

– É? – ela ergue uma sobrancelha ao me olhar sorrindo.

– É claro, basta eu falar a ele que você vai comigo que com toda certeza ele aceitará.

– Isso é golpe baixo... – ela admite.

Dou de ombros, enquanto sorrimos juntas.

 

Alivio era a palavra de definia a minha atual situação, enquanto eu via a questão que envolvia Gaara ser resolvida. Ino não saiu do lado de dele nem por um momento, ela ficou ali como prometera, até que ele finalmente acordou.

O beta, Shikamaru e Neji estavam junto ao alfa e eu, sentados nas poltronas um pouco mais afastados de onde Gaara seguia sobre análise. Conversávamos amenidades enquanto Ino permanecia vagamente debruçada sobre a maca, observando atentamente o ruivo. Vez ou outra meus olhos caiam sobre ela e sua expressão pouco preocupada. Ela não houvera saído dali nem mesmo para ver a situação de Chougi e Sai, esses que ainda estavam de repouso no andar de cima. Ela informara que só subiria quando todo o processo de Gaara terminasse, mas desconfio que seus motivos para adiar sua subida se desse por outra razão.

Um dos equipamentos ligados a Gaara por vários acessos apitou alertando que algo havia acontecido. Nossa atenção se voltou à loira no momento em que ela se pôs a retirar todos os acessos ligados a ele. Fiz menção de levantar para ir até ela, mas Sasuke segurou minha mão me fazendo sentar novamente ao seu lado. Olhei para ele e voltei meus olhos para frente novamente no exato momento em que vi Gaara despertar.

O sorriso da loira era enorme, enquanto segurava o rosto do ruivo entre as mãos.

– Vamos... – Sasuke fez sinal com a cabeça para que todos se retirassem.

Ela conseguiu, finalmente, ele estava livre de todo aquele tormento que por um momento fez ele até mesmo querer se isolar deixando tudo para trás. Gaara já não precisava ir embora, agora ele tinha todos os motivos para ficar bem ali, onde nesse exato momento estava. Abraçado junto a sua marcada.

 

~xxx~

Sua primeira reação foi querer abraçá-lo forte e sentir o calor do corpo dele lhe envolver. Fazer aquilo que lhe foi negado no primeiro momento desde que o viu no chão daquele sótão.

Naquele dia, ou melhor, no pequeno calendário feito a mão, que tinha preso na porta de seu guarda roupa havia somente uma marcação futura. E era exatamente o dia em que esse momento se tornaria realidade.

Desde o dia que resolveu ir embora Ino sabia que voltaria para viver esse momento. E isso só foi possível saber por conta do fato da pequena Hima acidentalmente ter lhe revelado seu futuro.

Ela viu tudo o que antecederia seu encontro com seu marcado. Ela viveu dia após dia sabendo exatamente o que viria a cada novo amanhecer. E mesmo que o temor lhe abatesse ela optou por encarar cada momento que viveria. Ela experimentou na pele uma tentativa de abuso, porém não desistiu. Ela vivenciou suas dificuldades quando ingressou no ramo cientifico, porém não desistiu. Ela lutou contra todas as expectativas negativas dos avanços tecnológicos e científicos, para se permitir chegar até o dia em que finalmente descobriria o fator monocelular que poderia ser usado para reverter mutações genéticas, e não desistiu. Porque sabia que esse momento só seria possível se conseguisse concluir suas pesquisas.

Hima poderia até ter lhe mostrado seu futuro, mas ela sabia que ele só viria a acontecer se lutasse por ele. Porque em seu futuro predestinado, ou melhor, na visão em que a pequena Hima lhe mostrara, Gaara morreria pela falta do tratamento adequado. E foi por esse motivo que ela decidiu ir embora anos antes da chegada dele. Foi por ele que ela decidiu partir, pois a vida dele estava em suas mãos e ninguém, exceto ela, sabia disso.

– Eu consegui... – seus olhos verdes transbordaram quando finalmente se deu conta de tudo – Eu consegui... – seus braços finos envolviam o pescoço do ruivo enquanto fungava baixinho e sussurrava a mesma frase repetida vezes.

Embora ela soubesse que provavelmente ele não entenderia o que aquela curta frase significava para ela, Ino só queria poder externar aquele sentimento que estava preso na altura de seu peito. Era como uma espécie de alivio seguida da melhor sensação que já sentiu na vida. A sensação de estar nos braços dele. De seu parceiro. E não só por alguns poucos momentos como foi em sua visão. Mas agora, por um tempo que ninguém poderia definir.  

Ela poderia de certo afirmar que foi ali que sua vida passou a fazer sentido. Pois todos os anos que se passaram, para ela foi, como se não estivesse vivendo, mas apenas sobrevivendo. Contando os anos, os dias e as horas para finalmente encontrá-lo.

 

~xxx~

– Vocês estão sentindo? – a matriarca comenta com uma das mãos encima do peito. Em seu rosto um ar de compaixão podia ser visto. – Eles estão se aceitando. – ela sorrir feliz, se referindo à magia de aceitação que sentíamos vindo de Gaara e Ino, que ainda estavam no sótão.

O ex alfa afaga os ombros da esposa com gentileza a envolvendo em seguida com os braços ao entorno de sua cintura.

– É lindo e tão encantador, não é? Mais um casal se formando na nossa matilha. – Tenten comenta. Neji ao seu lado a abraça com carinho depois de depositar um beijo na ponta do nariz arrebitado da parceira.

– É... – uma voz grave soa dos altos da escada. – É lindo mesmo, encantador... – Sai se pronuncia, e desce as escadas lentamente, até onde todos se encontram.

Sua expressão é indecifrável, pelo menos pra mim. Não sei exatamente se aquilo era rancor, inveja, ou um simples incômodo pelo fato de agora saber que aquela que um dia foi algo íntimo para ele, agora estava envolvida eternamente com outro lobo. Ligada a Gaara.

O sarcasmo em seu tom de voz era evidente.


Notas Finais


Então....espero que tenham gostado pessoal.

Eu não quis aqui nesse primeiro momento demonstrar nada tão intenso e carnal entre eles, como aquelas tensões sexuais que vemos geralmente quando essas ligações entre Lycans acontecem em fanfics. Porque acredito que esse não era momento certo...ok? Mas espero que tenham apreciado da mesma forma.

Obrigada mais um vez por ter lido até aqui. Em breve estarei de volta!

Beijos da Nagami.


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