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História The Invisible Princess - Capítulo 7


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Notas do Autor


Olá! Eu definitivamente estou perdendo o controle de TIP mas estamos aqui. Rolou um bloqueio de leve, mas quando desegatou ficou tão grande que precisei dividir o que eu esperava escrever pra esse capítulo pra ele ficar do tamanho regular dos outros. Isso significa que a próxima atualização deve não demorar muito (mas não vou trabalhar com datas, mas logo). Chega de papo e vamos de capítulo! Fiquem com Ben Solo!

Capítulo 7 - Capítulo 6


Reyline Holdo Palpatine dominava os pensamentos de Benjamin Organa Solo como ninguém nem nada havia dominado antes. Isso já estava bem claro para Armitage Hux (que estava tão distraído quanto ele, para falar a verdade). O sentimento por ela era intenso, passar algumas horas por dia com ela era a razão de sua ansiedade diária e ele ficava mais do que feliz ao trocar mensagens, ensinar (e ela estava sendo uma ótima aluna, mesmo com todas as inseguranças). Dançar com ela foi... espetacular e ele estava prestes a beijar ela até ser interrompido por Sheev. Ela era linda, uma companhia maravilhosa e esse dito trabalho de "babá" tinha sido a melhor coisa que tinha acontecido a ele. Não havia sido nada do que ele esperava. Ao desabafar tudo isso a Leia, ela só riu e disse amor.

 Amor? Ben sinceramente achou que era imune ao dito amor.

Até conhecer Rey.                                           

Ficou prestes a cancelar o jantar com Han e ir ao jantar na embaixada, mas se ele fosse, seria apresentado como príncipe. Bem, não era a hora. Eventualmente ele teria que contar, mas tinha tanta coisa na cabeça de Rey e ela saber que ele tinha uma coroa com certeza não era prioridade. E ele precisava mesmo conversar com Han Solo.

O maior problema entre Han e Ben era o fato de que ele não era o maior interessado em herdar a Falcon, para o grande desgosto do pai. Ele adorava voar, mas preferiu política mesmo sem ter direito a coroa, o que causou uma série de brigas entre eles. As expectativas eram imensas e bem, ele fez o que quis. Han não aceitou bem e eles se afastaram quando ele saiu do Exército e escolheu fazer o mestrado em Ciências Políticas com ênfase em gestão de conflitos. Se relacionavam pelas aparências, não era de bom tom que a família real tivesse em conflito (mesmo que bem, tem um família antes de real, como ele sempre falava para a mãe). Honestamente, ele não conversava direito com o pai a quase quatro anos e o pedido da mãe era quase um ultimato, ele tinha que reconhecer. Não que Han fosse um mal pai, ele não era. Sempre fora seu herói, ele o ensinou a voar, ensinou que a realeza não era tudo e sempre desejou o melhor para ele. Ele simplesmente não compreendia que bem, ele não podia herdar o grande império que o pai construiu e nem a irmã, que tinha suas obrigações como futura monarca do país.

Eles não iam conversar sobre isso essa noite, foi uma das condições que fez a mãe e aparentemente o pai tinha aceitado. Mas quatro anos sem uma conversa sincera com o pai tinha sua razão para o nervosismo. Felizmente não iam a um lugar muito sofisticado, não era a cara do pai, mas foi fechado para os dois. Han havia mandado um motorista, então seguiu para o lugar em um tédio sem fim. Armitage e Rey estavam envolvidos no baile, a irmã estava ocupada e ele nunca fora um cara de muitos amigos. Acabou entretido em um jogo qualquer no celular até que o carro parou. Agradeceu ao motorista e viu que estava em um lugar típico para o pai, isto é, cervejas e comida oleosa. Han Solo nunca mudava quando se tratava disso, por mais real que o consorte de Alderaan fosse hoje em dia. Isso deu a Ben um bom pressentimento sobre o encontro.

Ao entrar no local, o ambiente tocava Talking Heads, uma banda que Han gostava muito. Ele engatava uma conversa animada com o funcionário do balcão e nem percebeu a aproximação do filho até ele se sentar e o funcionário perguntar o que ele desejava.

– Se eu ainda conheço meu filho, Baze, ele quer uma cerveja e uma porção de batatas com calabresa e bacon por enquanto. É isso, Ben?

– Sim, Han. Você vai acompanhar?

Com uma risada e apontando a caneca em sua mão, ele não demorou a afirmar.

– Eu já comecei Ben. Baze é um cara legal, não dava para ficar conversando sem bebida.

– Você não muda.

Han rapidamente se despede de Baze e parte para uma mesa, com Ben o seguindo obedientemente, o que fez lembrar de sua infância correndo atrás do pai em muitos hangares (e até mesmo quando conheceu o avião projetado em sua homenagem). Se sentaram um de frente para o outro até que um silêncio desconfortável se instalou. O orgulho era uma característica dos homens Solo. Porém como Han o convidou, preferiu por si encerrar o silêncio naquela noite.

– Como você está Ben?

– Terminei o mestrado, trabalhando um tanto, aconselhando Exegol e Alderaan. Está tudo bem por enquanto.

– Sua mãe comentou um trabalho de babá.

– Eu fui dramático. Estou orientando a princesa de Exegol, a filha de Qui-Gon. Ensinando política, etiqueta, essas coisas chatas de família real. Ela tá se formando engenheira aeronáutica, tá aprendendo agora sobre tudo, aparentemente nem ele nem tia Amilyn quiseram contar pra ela que ela era princesa.

– Engenharia Aeronáutica, sim? Sua mãe me disse. Amanhã vou na Universidade falar algumas coisas.

– Eu sei, ela me disse e eu vi alguns cartazes quando fui lá. Uma boa foto, inclusive.

– Ela disse? – Han riu, prestando um pouco mais de atenção no filho, principalmente no brilho dos olhos quando ele falava dela.

– Ela gosta muito de você, na verdade.

Cortando a conversa, Baze chega com duas canecas de cerveja, repondo a de Han e entregando uma a Ben tal como a porção de batatas com calabresa e bacon (que Leia com certeza daria uma bela dose de repreensão em ambos). Han se adiantou em pedir seus favoritos cheeseburguers acompanhados por mais batatas (Leia com certeza odiaria tudo isso) e Ben seguiu o pedido do pai, que fez Baze gargalhar comentando quanto pai e filho pareciam (acompanhado por um rubor em suas orelhas felizmente escondidas pelos seus cabelos).

– A princesa disse que você gosta muito dela também.

– Mamãe está exagerando. – Ela não estava exagerando na verdade, mas bem, era melhor assim. –

– Ela costuma exagerar mesmo. Mas o brilho nos seus olhos não mente, garoto.

– Ela é uma mulher muito boa. Mas ela é mais nova que eu e definitivamente não está interessada.

– Veremos, garoto, veremos. Mas vamos falar sobre outra coisa. Você não para em Alderaan por um tempo e sua mãe sente sua falta, nem vou falar da Kay. E muito por minha culpa. Eu já entendi que você não quer seguir negócio na Falcon e vou respeitar isso. Mas depois de tudo que aconteceu conosco, com Snoke, bem... Sentimos sua falta.

Snoke. Um dos piores momentos de sua vida, com certeza.

Anthony Snoke, um famoso consultor político na Europa. Apareceu do nada e resolveu alguns problemas quase que impossíveis de praticamente todos os lugares que ele conhecia. Ben rapidamente se aproximou do homem, interessado em saber como ele conseguia tais feitos. Não era nada bonito nem nada correto. Trapaça, jogo sujo, suborno e quase ele mesmo estaria ao lado dele em uma prisão federal longe de tudo isso. Ele conseguiu se livrar com ajuda da mãe, principalmente, mas todo o jogo mental de como Ben era realmente aquele que deveria herdar Alderaan e até mesmo conseguindo informações confidenciais do próprio país em favor a Snoke havia fragilizado a todos. Foi quando Han defendia tanto que Ben deveria estudar para herdar a Falcon e não estar estudando tanta política.

Ele não se arrependia de estudar política, mas doía pensar em tudo isso. Por isso ele aceitou de bom grado um papel de consultor de estado (que ele as vezes duvidava que realmente merecia) de Palpatine e se afastou de todos, pelo o menos fisicamente. Ele viu o olhar decepcionado da mãe quando soube que ele estava envolvido e nem mesmo buscar destruir Snoke o fez se sentir bem novamente para ficar sempre em família e não quando ele era extremamente obrigado. Ele tinha culpa e não queria ser de forma alguma um peso na vida de Leia decepcionada com ele e um Han igualmente decepcionado por suas escolhas. Mesmo com o clima melhorado por ligações, o olhar tirou muitas das suas noites de sono por se questionar se tudo aquilo tinha valido a pena. Claramente não valeu a pena. Não mesmo.

– Sentimos sua falta, garoto. Só queremos você em casa. Nós não ligamos mais para o que aconteceu, você não deixou de ser nosso filho por isso. E o lugar do nosso filho é em casa. Vá para Alderaan depois do baile de independência. Sua mãe quer lhe dar um local no conselho oficialmente, todos lá sabem que você vem aconselhando ela. E aconselhando muito bem, pelo que vem me dizendo. Só volte, Ben.

Ele engoliu em seco, nervoso com o que o pai falou. Não pareceu ser um discurso falso. Nem nada forçado pela mãe, ele conhecia o tom do pai quando as palavras eram repassadas por Leia. Pareceu tão verdadeiro que o deixou sem reação. Ele não sabia o que falar, um Han ansioso olhava para ele e ele só pode agradecer o timing que Baze teve ao trazer as porções pedidas um pouco antes. Enquanto Baze servia, ele (talvez para criar coragem) entornou a caneca com a cerveja. Depois que a mesa foi servida e a caneca dele foi levada para ser reposta, Han começou a comer e ele percebeu que essa fora uma deixa pra ele pensar. Han sabia bem que Ben era dado a silêncios e ele agradeceu mentalmente que o pai não tivesse esquecido isso. O acompanhando, começou a comer os cheeseburguers juntamente com as batatas. Estava tudo muito bom e um rápido pensamento sobre como Rey ia gostar daquilo passou na cabeça de Ben.

Era inevitável não pensar nela em certas situações.

Logo desviou o pensamento e tentou organizar o que passava em sua cabeça enquanto devorava os lanches. Ele entendia quando o pai o trazia em locais como esse, mesmo com a fortuna que ele tinha devido a Falcon e com o status real adquirido com o casamento com Leia. Ele veio de uma família humilde e lutou bastante (mesmo com os conflitos que ele sabia que tinha rolado entre ele e tio Lando devido a Falcon, mas tudo devidamente resolvido) para ter o que teve. Conheceu Leia e definitivamente não foi um amor a primeira vista.

Antes mesmo de terminar de comer, num repente de coragem, largou o lanche e respirou fundo. Se ele não falasse agora, ele definitivamente não sabia quando conseguiria falar.

– Eu definitivamente não fui um bom filho. Você esperava uma coisa, mamãe não esperava as merdas que eu fiz. Não mereço ficar lá. O mínimo que eu posso fazer por Alderaan é aconselhar a mamãe e eu já cansei de repetir isso pra ela. Fui e mesquinho a troco de absolutamente nada. E nem mereço vocês. Ainda fico pensando nas merdas que eu fiz as vezes, sabe. O olhar de decepção da mamãe não fez valer nada disso e ela ter conseguido fazer que eu não ficasse tão evidente nessa loucura, eu nunca vou ser capaz de agradecer. Eu realmente acho que ficar longe é melhor, não faz vocês todos lembrarem disso toda a vez que vocês me vem. E nem faz tanto tempo que fui em Exegol, fui pro aniversário da Kay.

– Você não ouviu nada do que eu falei, garoto? Sua mãe não liga mais pra isso, sua irmã não liga mais pra isso, eu não ligo mais pra isso. Todos nós podemos errar. Eu já errei muito, sua mãe também. Kaydel é uma das pessoas mais teimosas que eu conheço e vai errar muito também. Eu sei de que você é capaz e está na hora de você mostrar isso na sua casa, Ben. Não precisa me responder agora, sua mãe me disse que você vai ficar responsável pela princesa até o baile da independência. Pense, vamos estar todos aqui. Você volta conosco, qualquer coisa. Não vou te pedir nada agora, mas pense.

Ben assentiu, e pra tentar não pensar muito sobre tudo isso agora, voltou a comer. Ele teria tempo para assimilar sobre isso mais tarde. Sabia que o que faria o clima melhorar seria as muitas histórias do pai, então resolveu perguntar sobre o que planejava para a palestra de amanhã, que Han prontamente começou a falar. Até que no meio da conversa, com mais uma reposição de cerveja feita, ele parou repentinamente o assunto e perguntou a Ben.

– A sua garota... Ela não estuda em Coruscant?

– Ela não é minha garota. Mas sim, Rey estuda em Coruscant.

– Ela ainda não é sua garota, seus olhos não mentem, garoto. Ficam idênticos a sua mãe, fique sabendo. Mas leve ela amanhã, faço questão de falar com ela.

– Larma e Pryde não querem que eu vá lá. Depois que descobriram que ela é princesa sempre tem imprensa por lá, felizmente seu nome fica pouco ligado ao da família real, principalmente com a mamãe usando o Organa ainda. Ela ainda não sabe que eu sou príncipe, então.

– Ela ainda não sabe? Garoto...

– Tem muita coisa na cabeça dela, com toda razão no mundo. Eu ficaria assim se me contassem com 20 anos que eu tenho que herdar um país. Tá funcionando bem assim, mas eu vou contar.

– Conte logo.

Ben deu uma risada de nervoso, mas concordou.

– Eu vou avisar pra ela falar com você sim?

– Você tem uma foto dela? Quero ver se reconheço minha futura nora amanhã.

– Pai!

– É bom ouvir você me chamando de pai de novo. Sinto mesmo sua falta, pequeno caçador de estrelas.

Ele só pode engolir em seco e tentar ao máximo não chorar na frente do pai. Ele tinha 27 anos, deuses. Mesmo que não quisesse, preferiu pegar o celular e procurar uma das fotos que tinha com Rey enquanto lanchavam e ela pegava seu celular por ter uma câmera melhor que a dela, segundo ela, pra bater algumas fotos. E ele não conseguia apagar nenhuma. Escolheu uma do dia do quase beijo, quando esperavam o lanche no Drive Thru. Passou o celular para o pai, que depois de algum tempo olhando, concluiu.

– Ela definitivamente parece com o pai. E é muito bonita, parabéns garoto. Vou procurar ela amanhã com certeza, mas fale pra ela me procurar de qualquer forma. Faço questão de conversar com ela.

– Eu vou falar sim, não se preocupe.

Com Han entregando o celular de volta, ele percebeu que a hora estava avançando e com tanta informação (e emoção) na cabeça resolveu que era de bom tom se organizar para voltar para a Embaixada. O jantar já estava finalizando, com certeza. Ele sabia que Rey ia dormir lá, mas ela provavelmente estaria recolhida já, sabendo bem quão cansativo aquele dia tinha sido para ela, fora os compromissos que ela tinha no dia seguinte.

– Eu acho que já vou, pai. Tá ficando tarde e você tem compromisso amanhã. Eu vou pensar, prometo. Quando é sua viagem de volta?

– Vou amanhã mesmo, a princesa marcou alguma coisa em Alderaan e exige minha presença, você conhece a mãe que tem.

– Eu imagino. Abrace todo o mundo por mim.

– Vou fazer isso sim, quer que eu chame o motorista? Vou conversar umas coisas mais com Baze enquanto ele leva você, não vamos para o mesmo rumo.

– Pensei que você estava na embaixada de Alderaan.

– Eu não, eu não. Só quando venho com sua mãe mesmo.

– Ela tá sabendo disso?

– Você acha que eu consigo esconder alguma coisa dela, garoto? Nós dois sabemos que não.

Ele deu uma risada sincera e se levantou e abraçou o pai. Um abraço sincero, que a tempos ele não se sentia assim. Amado. No lugar certo. Han retribuiu o abraço e quando se separaram, deu um tapinha no rosto de Ben.

– Só pense meu filho. É um pedido do seu velho.

Ele assentiu e levou o filho até a porta. Antes de sair, Ben acenou para Baze que deu um aceno caloroso e nem percebeu ao certo quando estava de volta a embaixada devido as mil coisas que estavam na sua cabeça aquele momento. Seus pais o queriam de volta, mesmo com tudo aquilo. Ele estava apaixonado (não adiantava mentir para si mesmo, era pior, ele sabia), era tanta coisa acontecendo. Ele definitivamente entendia os temores de Rey (e ele nem estava descobrindo aos 20 que era príncipe herdeiro de um lugar). Ao descer do carro e agradecendo novamente ao motorista. Ao descer do carro, suas emoções realmente vieram a tona e com passos fortes ele entrou no lugar, que felizmente só tinham conhecidos. Resolveu partir para os jardins, pensando que uma boa dose de ar puro faria bem para o acalmar. Nem percebeu que Hux e Rey conversavam, mas logo percebeu a proximidade do amigo.

– Ben? Tá tudo bem?

– Eu não sei, Armie. Mas não foi ruim nem nada, só foi inesperado.

– Se precisar de alguma coisa, Ben, tu sabe que não precisa nem pedir.

– Obrigada, Armie. Eu só preciso pensar por enquanto, vou te contar o que aconteceu, não se preocupa.

Ele nem ao menos percebeu a aproximação de uma terceira pessoa, mas ao percebeu ficou desnorteado com a beleza dela. Um vestido branco e uma maquiagem discreta, mas linda. Havia uma coroa na cabeça dela e ele nem conseguia descrever quão linda ela tava.

– Ben? Tá tudo bem? Não esperava te ver hoje ainda.

Ela estava linda e preocupada com ele. Ele não merecia aquela mulher, deuses.

– Não foi um dia fácil, Rey. Desculpa o susto e essa entrada brusca.

– Deu tudo certo com seu pai?

– Prefiro não falar disso agora, mas consegui que você converse com ele amanhã.

A expressão de surpresa positiva de Rey era a coisa mais linda do mundo, definitivamente. Ele mataria para ver essa expressão todos os dias no rosto dela. Ele precisava ver isso mais de perto, precisava beijar aquela boca logo. Ele não percebeu Hux se afastar, naquele momento ele só tinha olhos para ela.

– Rey querida... Você está bem? Eu posso mandar uma mensagem para ele e desmarcar se você não está confortável...

– NÃO! Claro que não, eu só não sei como reagir a isso... Obrigada, Ben. Isso incomodou você?

– De forma alguma, eu achei que você fosse gostar e bem, ele já sabia de você. Ele está curioso na verdade.

– Como assim? Já sabia de mim?

– Minha mãe o assegurou de colocar a par que você é uma estudante de engenharia, Rey.

– Nossa... Eu estou sem palavras. Mas Ben, tá tudo bem?

Sim, definitivamente naquele momento estava tudo bem com ele. Era impossível não ficar bem quando ele estava tão próximo de Rey.

– Agora, estou. Com certeza. Mas talvez fique mais agora, espero que me desculpe.

Não dava mais para ele se segurar. Ele precisava beijar aqueles lábios. Mesmo com o salto que ela usava, ele se abaixou e colocou suas mãos na nuca de Rey. Tocou os lábios dela e felizmente foi retribuído. Ele torcia que ele não precisasse ser desculpado, principalmente quando aquilo havia ficado tão intenso que foi impossível evitar uma ereção. Ele olhou com ela com uma intensidade que pudesse transmitir quanto ele queria aquela mulher incrível na sua frente, de todas as maneiras que fossem possíveis. Ela tinha o coração dele a disposição e ele queria que ela soubesse disso. Ela precisava saber disso e ele a informaria de bom tom. Em seus 27 anos de vida, aquilo com certeza tinha sido um dos melhores momentos da vida dele. Tudo graças a Rey Holdo, a princesa de Exegol e de sua vida (que sua mãe e sua irmã o desculpassem).

– Ben Solo, eu espero que você retire o pedido de desculpa por esse beijo incrível que você me deu.

– Estou sob suas ordens, Rey. Me permita que eu faça isso de novo, por favor.

Falou essa frase final um tom mais baixo, e eles já estavam falando baixo. Dessa vez foi ela que se aproximou e ele definitivamente não merecia aquilo. Ele morreu e foi pro céu, era a única explicação possível. Aquilo era o paraíso e ele nem merecia estar lá. Encerrou o beijo acariciando as bochechas de Rey em um tom carinhoso.

– Você está mesmo tudo bem com isso, Rey?

– Eu seria idiota se não estivesse, Ben. Eu queria isso a algum tempo, realmente.

– Eu posso dizer o mesmo. Você é perfeita, Rey. Como foi seu dia?

– Agora não tô nada interessada em dizer como foi meu dia. Mas queria muito me sentar e tirar esse salto de novo.

– De novo?

– Estava conversando com Armitage antes de você chegar e tirei o salto.

– Sobre o que?

– Não só Rose, por incrível que pareça. Ele deve ser um ótimo amigo pra você.

– Ele é, te garanto. – E selou os lábios com os de Rey. – Eu realmente queria muito te carregar agora mas é melhor não. Você já quer deitar? Pelo que nós dois sabemos você tem compromisso pela manhã.

– Eu não quero, mas deveria. Sinto que aguentaria outro jantar desse, mas sem os saltos se o final fosse outro beijo seu.

Ben deu um sorriso sincero com a declaração, e em um sussurro respondeu.

– Não precisa passar por outro jantar para ganhar um beijo meu. Faço questão de entregar todos que você quiser, mas você deveria mesmo descansar. Eu sei bem como estás ansiosa por amanhã.

– Você me leva no quarto?

– Com certeza. Lidere o caminho.

Ele sabia que era um convite inocente, raios, ambos estavam de modo literal na casa do avô dela mas essa seleção de palavras fez ele sentir coisas. Ao perceber que no salão, diferente do jardim que havia apenas os dois, ela resolveu não dar a mão a ele, preferindo se manter discreta. Ele ainda era instrutor dela, ela era princesa a duas semanas. Foi algo pouco pensado mas definitivamente importante. Mas Hux percebeu os lábios deles levemente inchados e deu um sorriso malicioso na direção de Ben. Eles realmente tinham muito o que conversar. Não demorou muito para chegarem no quarto que Rey estava, bem luxuoso devido sua posição mas felizmente longe do quarto que seu avô deveria estar.

– Chegamos, então. Boa noite Ben.

– Boa noite Rey. Descanse. Eu não vou levar você amanhã mas podemos marcar alguma coisa se você não estiver terrivelmente cansada.

– Espero ficar falando com você.

– Você vai estar falando comigo, com certeza.

Colou novamente os lábios com o dela em um beijo que rapidamente se aprofundou mas que não demorou muito. Eles se separaram e ela com um sorriso lindo (todos os sorrisos dela eram lindos para ele) acenou um tchau e entrou no quarto, fechando a porta em seguida. Ele se encostou na parede e respirando tentou organizar suas emoções para ir para seu quarto, finalmente. Tinha muito o que pensar, nos beijos, na conversa com o pai e conhecia Armitage o suficiente pra saber que ele não ia o incomodar agora. Amanhã pela manhã com certeza, mas agora não. Ele precisava de um banho, de uma cama confortável e tentar não estragar tudo com todos novamente. Era isso que Ben Solo precisava.


Notas Finais


E aí? Fortes emoções pro príncipe de Alderaan nesse capítulo. Me digam o que vocês estão achando e se quiserem conversar mais sobre podem me procurar no @mandiocaney no twitter. Até logo (espero eu)!


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