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História The Joestar Family - Capítulo 1


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Notas do Autor


E aí rapaziada
Nunca escrevi nada sobre JoJo, fodase

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction The Joestar Family - Capítulo 1 - Prólogo

Há tempos a família Joestar não se reunia por completo, mesmo com todos os membros morando sobre o mesmo teto, havia uma série de motivos lógicos para que tal encontro não ocorresse pelo bem da política interna de boa convivência na residência. Era cunhada que odiava cunhado, irmão que detestava sobrinho, genro quase excomungado por sogro, entre outras incríveis demonstrações de "afeto". O que mantinha todos na linha segura de estabilidade familiar eram as desculpas para evitar todo e qualquer contato entre si. 

No entanto, aquela era uma semana deveras importante: George Joestar, o chefe da família, solicitou que todos se reunissem para discutir seu testamento.

Mesmo contrariados, ninguém ousou se contrapor, afinal, a última coisa a qual gostariam naquele momento seria ficar fora do espólio do velho Joestar, que segundo Joseph, já estava à beira da beira da morte. 


Os preparativos para a importantíssima reunião começaram logo cedo. As 7 da manhã, as empregadas da mansão já pareciam ter corrido uma maratona e mesmo exaustas, não havia tempo para descanso. 

O velho George estava sentado em uma das pontas da mesa e seu primogênito, Jotaro, sentado na outra. Todos sabiam que este seria o mais provável sucessor de George, mas ninguém queria abrir mão de suas próprias fatias do bolo. Qualquer pedacinho da herança, já seria suficiente pra não terem preocupações financeiras por um bom tempo. 

Jonathan e seu marido Dio adentraram juntos a sala de jantar. Se havia alguém agregado naquela família em quem os Joestar não confiavam, esse alguém era Dio Brando. O loiro, por sua vez, nem se importava com o que seus cunhados pensavam de si. Com os olhares voltados para sua blusa turtleneck justíssima, Dio se sentou ao lado de Jonathan que já estava acostumado com as excentricidades do marido. 

O loiro pegou uma taça, alçou a mão no ar e começou a balançar o objeto ensandecidamente.


  — Vinho, eu quero vinho. - deixou o objeto na mesa assim que viu uma empregada portando uma garrafa de vinho, correndo desesperada em sua direção. 


As mãos da garota tremiam e algumas gotículas de vinho acabaram por escorrer na parte exterior da taça. 

Jonathan, prevendo o xilique que Dio estava prestes a dar, pegou a taça rapidamente e a ergueu, propondo com um sorriso amarelo, um brinde a seu pai. 


  — Um brinde a este grande dia e ao grande homem que reuniu a família outra vez. - disse enquanto ouvia o chocar agudo das vidraças. Bebeu o vinho num gole só. Jotaro sempre o dizia que pra suportar um casamento de 18 anos com Dio era preciso estar bêbado 90% das vezes e extremamente bêbado nos outros 10%. Tinha que concordar com o irmão, mas mesmo assim, jamais seria capaz de trocar aquele loiro insuportável por ninguém. 

O fruto da insólita relação era um menino de cabelos loiros e tez clara, chamado Giorno. O garoto não demonstrava nenhum grau de anormalidade psicológica, levando em consideração a criação que tivera. Muito pelo contrário. Costumava ser calmo e deveras espertinho.

O rapaz loiro cumprimentou a todos polidamente e se sentou, em silêncio. Parecia ter se tornado uma parte dos móveis, e sabia que naquelas circunstâncias, era o melhor a se fazer. Tudo parecia civilizado por enquanto, mas logo, sabia que aquilo se tornaria um campo de guerra, afinal, aquela era somente a primeira refeição do dia e para Giorno, ficar em silêncio seria sua trincheira.

Joseph se sentou, com o celular em mãos. Não fazia nem questão de cumprimentar a família. Não queria compactuar com o ninho de cobras. Além disso, tinha coisas mais importantes para fazer, como por exemplo, acordar o pobre noivo, Caesar, com mensagens de texto e ligações. 

Josuke, o filho mais novo, foi o último a integrar a mesa. 

A família estava completa e ninguém havia trocado ameaças de morte, até então.

George pigarreou e deu batidinhas na taça de suco, que tilintou até que a sala estivesse em completo silêncio. 


  — Apesar das indiferenças, é um prazer ter meus filhos e netos presentes nessa bela manhã, à mesa, compartilhando uma refeição. Me aquece o coração ver o esforço que todos estão fazendo para não se digladiarem até a morte. - sorriu. — Um brinde à família. 


Repetiram as duas últimas palavras do homem em uníssono. Não sabia-se dizer, quem tinha o pior sorriso forçado, a cena era cômica.



O dia passou rápido, afinal, longe das orbes turquesa do velho George ninguém precisava fingir afeto e a política da boa convivência familiar voltava a vigorar. 


Dio havia acabado de sair do banho. Embrulhado em seu roupão preto de seda, o loiro falava ao telefone quando teve sua cintura agarrada pelo marido. Jonathan aproximou o rosto do pescoço desprotegido do outro e inspirou o aroma floral até que seu pulmão estivesse impregnado até as entranhas pelo cheiro. Seus dedos deslizaram pelo tecido liso com facilidade, da cintura do loiro até sua coxa esquerda. 

Os dígitos subiram outra vez, lentamente, dessa vez por baixo do pano, levantando superficialmente o robe a medida que suas mãos resvalavam pela tez robusta, porém macia. 


  — Com quem você tanto fala nesse telefone? - sussurrou rente ao ouvido do loiro que se contraiu todo ao sentir as mãos do marido chegando perto da zona de depravação corporal. Cobriu com o polegar a parte superior que captava sons do telefone e respondeu:


  — Caralho Jonathan, quando você tá resolvendo coisas de trabalho eu não posso nem respirar perto de você, se não tenho que aguentar você ralhando comigo. Sai. - empurrou o moreno e voltou a falar no telefone, extremamente focado na conversa.


Jonathan riu. Sentado na cama, tirou e arremessou a gravata azul no marido e em seguida, começou a desabotoar a camisa social devagar. 

Desacreditado, Dio olhou para o moreno e quase engasgou com a própria saliva quando fitou o marido se tocando enquanto olhava diretamente para ele e parecia estar sussurrando seu nome. Amaldiçoou até a última geração de Jonathan naquele momento. 


"O desgraçado tá sorrindo igual a uma puta barata" - pensou. Respirou fundo, e se aproximou, ainda falando no telefone. Usando o pé direito, afastou a mão do moreno das próprias partes íntimas e pisou na região. Levou o dedo indicador aos lábios enquanto sorria, indicando que queria silêncio e aquilo estava muito longe de ser um pedido. Nos momentos entre quatro paredes, tudo o que Dio Brando falava era ordem. 



Giorno estava em crise. Não sabia se podia contar com os conselhos da prima, Jolyne.

Encontrava-se em uma situação a qual nem sabia por onde começar a explicar aos pais. 

Dio era o de menos, mas sabia que Jonathan teria um surto ao saber que seu garotinho estava envolvido com a máfia e pior, que estava apaixonado por um delinquente ex presidiário. 


 — Bem, se eu fosse você, contaria logo pro seu pai, antes que ele descubra por conta própria. E sobre esse tal Mista, dá logo uma chave de bunda nele. É tiro e queda. - disse Jolyne, enquanto lia uma revista aleatória, balançando as pernas no ar.


  — As coisas não são tão simples assim, Jolyne. Meus pais são doentes, completamente imprevisíveis. Não tem como saber se eles vão me expulsar de casa ou me trucidar assim que eu contar. E minha relação com o Mista é tão inexistente quanto a sua com a Trish. - o garoto se jogou na cama com seu mp3, reproduzinddo as piores músicas do Backstreet Boys que tinha na playlist. 


  — Errado de novo, jovem Girino Giovanna. Eu chamei a Trish pra sair e ela me convidou pra uma festa na casa daquele gótico esquisito que namora seu capo. - jogou no primo a revista fútil cujo o título principal era "garotos mais bonitos do mês". 


  — Já pensou como vai fugir do seu pai? Acho muito difícil ele deixar você sair, principalmente pra uma festa na casa do Abbacchio. - aquele nome lhe trazia à memória instantaneamente a carranca que Leone fazia pra tudo. Torceu os lábios, formando um bico enquanto lembrava do gótico.


   — Eu tenho meus métodos pra controlar o velho. Só preciso me preocupar em driblar o Noriaki. - se levantou e parou em frente à porta. — Esteja pronto após o jantar e fique atento a qualquer barulho na janela, será meu sinal. Só saio daquela festa quando você encoxar esse tal Guido Mista. 





Notas Finais


As coisas vão começar a acontecer depois do tal jantar, meus caros. Isso é um mero prólogo.
Trish e Jolyne porque sim, shipp mais aleatório da história inteira.


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