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História The Joestar Family - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Pandemônio Generalizado


Fanfic / Fanfiction The Joestar Family - Capítulo 2 - Pandemônio Generalizado

Pratos à mesa, taças preenchidas, talheres impecavelmente alinhados. A comida aromatizava o ambiente como se fossem incensos.

Os Joestars ocupavam os assentos em torno da mesa estreita, vestidos apropriadamente, simplesmente bestas indolentes momentaneamente apaziguadas, aguardando que alguém desferisse a primeira mordida, para que pudessem enfim se livrar das máscaras de cortesia. 

Além da música erudita que soava melancolicamente pelo ar, haviam cochichos e risadinhas por todos os lados. 

Caesar sabia que pelo menos 50% do escárnio sussurrado era dirigido a si e os outros 50% a Dio Brando. Ainda não estava conpletamente habituado como o outro loiro e muito menos era capaz de compreender a razão de tanta malevolência consigo. 

Suspirou e repousou a mão esquerda sobre a coxa de Joseph, estava prestes a avisá-lo que iria ao banheiro quando fora interrompido pela voz aguda de Elizabeth:


  — Então Joseph, querido, já se decidiu quando vai desistir dessa ideia ridícula pra finalmente casar com a Suzie? - sorriu superficialmente e bebericou um pouco de vinho.


  — Mãe, eu sei que você tá louca pra dar pro Caesar, mas eu já te disse que ele é meu. - apertou o noivo contra o próprio peito, depositando um beijinho no topo de sua cabeça. 


  — Olha bem como você fala comigo, garoto. - pôs a taça na mesa impondo certa força no movimento, fazendo com que o líquido oscilasse quase espargindo pela toalha.


  — Olha só, não sou eu quem tá tentando roubar o marido dos outros. - espalmou a mesa inclinando-se ferozmente, próximo o suficiente para sentir a respiração da mulher. 


  — Será que vocês não conseguem manter a classe por alguns minutos sem partir pra agressão? - Dio vociferou, assistindo à cena entretido. Segurava a taça de vinho entre dois dedos, decorando os lábios com um sorriso mordaz. 


  — Não acredito que tô recebendo lição de moral logo de você, sua Barbie de farmácia.- Elizabeth se redirecionou para Dio, sem afastar-se de Joseph. 


  — É. - Joseph concordou e cruzou os braços, também direcionando-se ao loiro. — Fica na sua, Brando. 


Dio expandiu o sorriso e sorveu uma pequena quantidade do vinho, apreciando o doce sabor alastrando-se rapidamente pela boca. Riu sarcasticamente e abriu os braços, como se declarasse o início da guerra.


  — Vocês entenderam errado, queridos. Eu quis dizer que vocês já deveriam estar rolando por esse chão irradiando o caos. - alçou a taça no ar, brindando inaginariamente áquele pandemônio.


Joseph não pensou duas vezes antes de atirar-se na mulher, com a agilidade de um felino atacando sua presa. Elizabeth revidou, mesmo colocando em risco as longas unhas que cultivara com tanto amor. 


A mesa antes perfeitamente acurada, agora encontrava-se em total anarquia. As primorosas porcelanas francesas voavam pelos ares, dispersando fragmentos por toda a sala. 

Josuke gravava a cena com o celular, torcendo ensandecidamente  pela vitória irmão. A cena remetia a um cirque des horreurs, tão cômica quanto qualquer tragicomédia Shakespeariana, irreal ao ponto de que todos esperassem a qualquer momento, surgiria alguém da platéia bradando "bravo" enquanto batia palmas.

Jotaro assistia ao show, inexpressivo, ao lado de Noriaki, que parecia mais preocupado com a segurança de sua afilhada, Jolyne. 

Do outro lado da mesa, Jonathan  vituperava o marido, extremamente enfurecido, a medida que tentava apartar aquela maldita briga. Dio por sua vez, pendia entre as pontas dos dedos um cacho de uvas, ao qual saboreava como um imperador degusta os bons frutos da guerra. 


   — Isso é o que eu chamo de reunião familiar. - riu-se como a bruxa má do conto de fadas.

 

Caesar gritava desesperadamente com as mãos entranhadas nos fios loiros, não sabia o que fazer, muito menos quem ajudar. Talvez devesse mesmo cogitar abandonar o barco e pular da prancha, afinal, não podia negar ser o principal causador de toda aquela desgraça. 


Aproveitando-se da catástrofe, Jolyne escapou facilmente do campo de visão dos pais.

Esgueirando-se pelas sombras furtivamente,  escondeu-se atrás da pilastra mais próxima de Giorno e o acertou na cabeça com uma ervilha. O rapaz deslizou a mão na nuca,  procurando pelo objeto que o atingira. Ao visualizar a ervilha esparramada pelo chão, evadiu-se sem precisar se preocupar se chamaria ou não atenção, afinal, considerando-se o excitante evento da noite, apenas a dona morte pregando uma peça seria mais inaudito que mãe e filho estapeando-se em cima da mesa de jantar. 

Bem, e infelizmente lá estava ela, planejando seu súbito vitupério. 


Obviamente, a balbúrdia havia se espalhado como uma pestilência pelos corredores da mansão. George, ouvindo os berros da ex mulher, saiu atabalhoado escada abaixo, tropeçando nos próprios pés. 

Viu a família toda em volta dos agentes de toda aquela comoção. 

De passo em passo, tentou aproximar-se para compreender o que diabos acontecia em sua casa. Centímetros mais perto, avistou Jonathan esgoelando-se tentando apartar dois animais enroscados um no outro. 

Sentiu um aperto no peito, não só de tristeza, a dor não era apenas metafórica. Era real, como se suas entranhas quisessem esmagá-lo. Despencou, com joelhos ao chão, levou a mão direita ao peitoral, sentindo o coração pulsar descomedidamente, prestes a saltar pela garganta. Alçou a mão no ar, tentando agarrar-se a algo a medida que sua consciência esvaía-se. A última coisa que vira antes de sucumbir à inconsciência fora Jotaro correndo em sua direção.

Quando o filho mais velho alcançou o pai, o corpo do homem já estava exânime, disperso ao chão. 

 

    — Jonathan, faça algo útil e pegue a chave do carro. - disse alto o suficiente para que o irmão ouvisse.


Ao defrontar-se com o pai desfalecido ao chão, Jonathan, movido pelo desespero foi em busca da chave. Teria tempo suficiente para fustigar Joseph depois. 


Entre os outros presentes no estupendo banquete,  Dio deliciava-se com a ideia de seu sogro morto, finado, mortinho da Silva, era o único que permaneceu à mesa, ainda com sua fiel taça de Cabernet Sauvignon, imaginando-se nu, coberto de ouro em seu mais novo palácio tropical de verão.


Jotaro passou pela porta principal da mansão com o pai nos braços, rumo ao carro que os levaria até o hospital. Ignorou os familiares desolados, e seguiu o caminho até a garagem onde Jonathan o esperava no Phantom lll da família. Nunca quis tanto arrebentar Joseph quanto naquele momento. E se o pai morresse? Não se considerava um homem ambicioso, mas... E se o velho não tivera tempo de finalizar o maldito testamento? 


Notas Finais


Nem todo mundo é 100% íntegro quando o véio tá pra morrer e não termina o testamento, Jotaro que o diga.
E aí meus caros, só no chi no sadame?
Até o próximo capítulo


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