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História The Joker - Capítulo 29


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Notas do Autor


Fui editar o capítulo e consegui apagar ele kkkkkkk me perdoem ❤️

Capítulo 29 - Peace


Fanfic / Fanfiction The Joker - Capítulo 29 - Peace

Eu batia meu pé ritimado contra o piso do quarto, vez ou outra levava as mãos até os cabelos, tentando me controlar, ou arranca-los de uma vez.


Minha roupa estava ensopada, e a poltrona que eu estava sentado deveria estar do mesmo jeito. Mas nada importava.


Nada além dela.


Os batimentos eram fracos, a pele continuava pálida e fria. Ela ainda não havia acordado ou reagido de maneira alguma. Eu me sentia sufocado e angustiado, se dependesse de mim eu ia acordar ela na marra, mas sabia que não poderia.


- Estresse pós-traumático. - Foi tudo o que o Doutor disse após retirar o estetoscópio do seu peito.


- Como assim? - Perguntei enquanto observava seu corpo sobre a minha cama.


- Ela está mal, senhor Bieber. - Carl me olha de maneira seria ao dizer. - Seu físico está bem, mas por dentro ela está exausta. Seu cérebro simplesmente precisou apagá-la para tentar se recuperar de alguma maneira. – Ele diz e eu fecho os olhos tentando relaxar minha mente.


O caminho até a mansão foi intenso. Vale lembrar que eu quase estourei o motor do meu carro, e quase estourei uns 3 carros em que quase bati. Harley não respondia, e mal podíamos sentir seu coração bater. Assim que chegamos a mansão, meu médico particular já estava a espera -vantagens de ser quem eu sou- e desde então estamos os três aqui dentro. Não deixei que ninguém entrasse, o que causou alguns problemas, mas isso eu resolveria depois.


Precisei ajudar Carl induzir o vômito em Harley, para retirar de alguma forma toda a água que ela havia engolido, ou aquilo poderia parar em seus pulmões.


Foi estranho, muito estranho, segurar o pequeno corpo da minha Arlequina enquanto o doutor induzia a manobra da forma mais informal possível. E então lá estava ela vomitando na lixeira que eu havia pego do banheiro.


Eu não sabia porque ainda estava ali, eu poderia ter colocado sua amiga para ficar aqui, enquanto eu iria beber e fumar maconha acompanhado da minha deplorável companhia. Mas não.


Eu ainda estava ali.


- Essa mulher sofreu muito... E com todo respeito sei que o senhor tem parte com isso. - Encaro-o levemente irritado por sua audácia. - Ela precisa de paz! E eu não sei se esse ambiente está fornecendo isso para ela. - Ele diz receoso.


- Quando ela vai acordar? - Ignorei o que ele havia dito.


- Provavelmente só amanhã, ela vai ficar no soro durante as próximas 24h, certifique-se de que alguém se encarregue disso. Ela vai acordar no momento dela. - Ele começa a guardar seus instrumentos em sua pasta preta.


- O que é isso? - Pergunto assim que ele termina de assinar uma guia e me entrega.


- Um encaminhamento para um psiquiatra. - Encaro-o. - Olha senhor Bieber, eu sou clínico geral, mas com toda minha experiência posso garantir que esse quadro de estresse pós-traumático é só a pontinha do iceberg. - Ele diz e se levanta da beirada da cama.


- Se ela quiser ir, não vou impedi-la. - Digo e ele assente.


- Por hora, evite possíveis transtornos e momentos estressantes quando ela acordar. Deixe-a descansar. - Trocamos um aperto de mão breve e ele se retira do quarto, deixando eu, Harley e o imensurável silêncio.





Point of View - Harleen Frances Quinzel




A última coisa que me lembro foi da força que fui pega por uma onda, e eu ainda conseguia sentir o gosto da água salgada na minha garganta.  


Eu não me sentia bem, nem um pouco bem. Não estava com nenhuma dor pelo corpo ou algo do tipo. Doía por dentro, doía muito por dentro. E eu preferia ter morrido afogada.


Abro os olhos aos poucos e percebo tudo escuro, aos poucos identifico o quarto do Bieber com as luzes apagadas e todas as cortinas blackout fechadas. Eu não sabia o porquê, mas estava em sua cama.


Eu tinha acabado de acordar, mas mesmo assim me sentia exausta e pude confirmar isso ao me remexer sobre a cama. No meu braço direito havia um cateter ligado a uma bolsa de soro, a dorzinha desconfortável se fez presente antes que eu tentasse qualquer movimento. Eu sentia um gosto horrível e amargo na minha boca, e tinha até medo de descobrir o motivo. Me remexo sobre a cama em busca de uma posição menos desconfortável.


- Que bom que acordou. - A voz em meio ao escuro soa e eu praticamente pulo sobre a cama. Além da voz óbvia, reconheço a silhueta de Justin sentada eu uma poltrona a minha esquerda.


- Como eu vim parar aqui? Me deixa sair! - É a primeira coisa que digo, não consigo ver seu rosto por conta do escuro.


- Harley... - Ele começa, calmo, mas o interrompo.


- Eu não quero ouvir, por favor só me deixa ir pro meu quarto. - Engulo o bolo que se forma em minha garganta. - Eu vou trabalhar o dobro na estufa, vou treinar do jeito que você mandar, mas não faz nada comigo! - Eu imploro, e antes que eu perceba já estou em prantos.


Arranco o acesso com soro do meu braço e me levanto rapidamente, ele corre em minha direção, passo a mão da maçaneta mas antes que consiga abrir ele me segura.


- Harley me escuta. - Ele diz contra o meu rosto. Ele está a centímetros de mim e eu consigo sentir.


Antes que ele diga mais alguma coisa eu alcanço o interruptor, acendendo as luzes do quarto.


Olho para Bieber que tem uma aparência cansada, ele está com a mesma roupa de ontem. Seus braços firmes seguram os meus. Assim que seus olhos me encontram ele desvia o olhar.


- Olha pra mim! Você sente nojo de mim não é? - Digo exaltada. - Você não gostava de me ver chorando? Acha que eu nunca percebi todas as vezes que você conseguiu me atingir e ficou feliz com isso? Todos os sorrisinhos de canto e todas as vezes que seus olhos brilharam ao me ver humilhada aos seus pés? EU VI TUDO BIEBER! - Grito e me debato contra seus braços. - Porque você não quer me encarar agora? - Soluço alto e sinto minha cabeça latejar. Eu estava farta de tudo aquilo.


- Harley você não pode se estressar. São recomendações médicas! - Ele parecia se controlar para não perder o controle.


- Recomendações médicas... - Rio fraco. - Eu conheço as recomendações médicas, Bieber. Eu era uma esqueceu? - Seus olhos me encaram e eu não consigo identificar nada. - Eu tinha tudo... - Sussurro para mim mesmo.


- Eu não te obriguei a nada! - Ele me chacoalha e eu gemo de dor. - Tinha tudo? O que você tinha Harleen Quinzel? Um emprego em um manicômio de merda? Uma casa e um carro? Era isso que você tinha? Você não tinha amigos, nem família! Você não tinha nada de concreto só coisas materiais. VOCÊ É MUITO MAIS DO QUE ISSO PORRA! - Ele grita e me larga de maneira bruta.


- ERA TUDO QUE EU TINHA! ERAM AS MINHAS CONQUISTAS! - Abraço o meu corpo enquanto choro. Céus eu estava tão vulnerável.


- Você merece dominar o mundo inteiro, Harley! Eu não queria te fazer sofrer tanto assim, mas eu estou perdendo todo o controle que me resta. Eu não sei o que é estar sã há anos. - Ele abaixa a guarda ao dizer. - Eu não me reconheço a muito tempo... - Ele desvia seu olhar para algum canto do quarto.


- Dói tanto Justin... - Minhas pernas fraquejam e eu caio sentada no chão do quarto. Vejo seus pés correrem em minha direção ele se joga ao meu lado, me acolhendo de forma desajeitada, seus braços grandes e fortes me rodeiam e ele me aperta. Aquilo era o mais perto de um abraço que Justin Bieber conseguia chegar, não era carinhoso, ou afetuoso, era firme, firme o suficiente para entender o que ele queria dizer.


Ele estava ali.


E estava disposto a ficar.


Notas Finais


Capítulo BEM curtinho eu sei!! Mas como agora estou em quarentena e fazendo home office, terei mais tempo para atualizar então volto em breve! Eu prometo.

Comentem bastante!!!! lavem as mãos e fiquem em casa! Não é brincadeira, respeitem as ordens do Ministério da Saúde.

Amo vocês, volto em breve.

E lembrem-se desejo se torna rendição, e rendição se torna poder. 🤡


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