História The Judge - 1a Temporada - Capítulo 9


Escrita por: e GustAllen

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags O Juiz, The Knight
Visualizações 5
Palavras 2.183
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Policial, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Desculpem a demora. Estamos perto do fim. Fiquem ligados!!

Capítulo 9 - War


Fanfic / Fanfiction The Judge - 1a Temporada - Capítulo 9 - War

Depois do ataque da Shadow, ainda que minha casa tivesse virado cena de crime, dava pra morar lá. Agora, a partir do momento em que um chefe da máfia invade minha casa e comete um assassinato nela, não dá mais. Tive que ir para o apartamento de Mary Helen. Apesar de toda aquela porcaria, tive que ir trabalhar no outro dia. Precisava falar com o tal Roger Hardman pra saber o que ele sabia. E não conseguia parar de pensar que conhecia esse nome. Cheguei no escritório e o encontrei impecável. Ann tinha arrumado tudo. Fiquei surpreso. 1 hora antes do almoço, ouvi um barulho e de repente uma fumaça subiu no ar. Gás lacrimogêneo. Meus olhos ardiam. Fui pra baixo da mesa. Não enxergava direito, mas deu pra perceber que alguém se aproximou. 

 - Você é duro na queda mesmo, não é, Christopher? Não aprende a desistir. 

 Rider. Eu não sabia nada sobre ele, mas dava pra estranhar o fato de eu vê-lo duas vezes em menos de 24 horas, visto que ele nunca aparecia pessoalmente. 

 - Não to aqui pra satisfazer suas vontades - Eu disse, abaixado ainda por causa do gás.

 - Você vai testemunhar como eu vou destruir a sua vida. 

 - Você já a destruiu. O que ainda quer de mim?! 

 - Aquilo foi apenas o começo. 

O gás diminuiu um pouco. Foi a conta de eu levantar e tentar dar um soco nele, mas ele segurou minha mão e me deu dois socos no estômago e me jogou de novo contra o chão. Eu ainda estava meio atordoado por causa do gás, então não pude me defender. Me levantei e tentei acertar um soco nele de novo, mas ele se esquivou e me chutou para trás. O alarme foi disparado. 

 - Até breve, Christopher...

 Ele saiu. Imediatamente, liguei pro Scott e ele veio com 2 homens. 

 - O que houve aqui, amigo?

 - Rider. Ele disse que isso tudo foi só o começo. 

 - Vamos enviar uma proteção pra você. 

 - Não. Eu to no apartamento da Mary, o único lugar onde ele não atacou. Não deve saber que eu estou lá. E ele não parece saber do meu segredo. Nesse momento, aparece Roger Hardman. 

 - Dr Kenton? Ai meu Deus! Eu cheguei agora e vi a Polícia. O que houve? 

 - Eu fui atacado. Não poderemos conversar hoje, Sr Hardman. Marcamos para outro dia, ok?

 - Tudo bem, Dr, eu entendo. Até mais. 

 Ele saiu. Aquilo me atrapalhou. Ann voltou do almoço e viu toda aquela cena. 

 - Ai meu Deus, Dr Kenton, o que houve?

 - Depois eu explico. Vai pra casa, tire o dia de folga. Preciso de um tempo sozinho.

 Ela foi. Não falei nada com Mary Helen. Só fiquei no escritório o resto do dia. Procurei nas imagens das câmeras de segurança pra ver se descobria alguma coisa, mas não encontrei nada. As imagens tinham sumido. Como ele faz isso? Ai, droga... Eu não to seguro em lugar nenhum. Fiquei lá até mais tarde, umas 21:30. Não pretendia sair naquele dia. Mary Helen apareceu no escritório logo quando eu ia embora. 

 - Não sabe atender o celular? 

 - Eu não queria te preocupar. 

 - Bom trabalho. Você desligou  o celular e eu fiquei mais preocupada ainda. O Rider entra no seu escritório em plena luz do dia, te agride e você não me fala nada? 

- Não ia adiantar. Eu não descobri nada. Não queria te dar mais essa responsabilidade.

 - Que nada. Vamos pra casa. Fomos pro apartamento dela. Me deitei no sofá e liguei a TV. A notícia já passava na televisão, além de uma notícia de que meu amigo Grant tinha acabado com um mercado negro de armas em NY.

 - O que quer pra jantar? - pergunta Mary Helen.

 - Churros. - Vai jantar churros?

 - Foi você que perguntou o que eu queria.

 - Tá bom. Eu vou pedi delivery. 

  Depois de comermos churros até estufar, resolvi perguntar: 

 - Mary Helen, você já ouviu falar em algum criminoso, político ou alguém importante com o sobrenome Hardman?

 - Não que eu me lembre. Espere, você disse Hardman? 

 Ela pegou um Notebook que ela tinha e entrou no sistema da Polícia. Ela pesquisou e não encontrou nada.

 - Não encontrei, mas não me é estranho o nome.

 - Deve ser algum caso famoso que foi arquivado. 

 - Deve ser. Mas porque o interesse? 

 - O cara que eu ia atender hoje. Ele se chama Roger Hardman. Ele disse que tinha informações sobre o caso da Kelly. 

 - Jura? Estranho...

 - Pode também ser algum caso em que meu pai trabalhou.

 - Seu pai era policial? 

 - Cientista do exército. Mas tinha muitos inimigos. Ele era muito inconsequente. Há quase quatro anos, a gente brigou feio. Dias depois ele desapareceu. 

 - Desapareceu? 

 - Sim. Numa missão. Ninguém sabe o paradeiro dele. Ninguém nem sabe se ele está vivo. 

 - Meu Deus, Chris. Eu não tinha ideia. E isso não te incomoda?

 - Incomodar incomoda. Mas eu tive que aprender a lidar com perdas. 

 Ela passou o braço em volta do meu ombro. 

 - Não fale assim. 

 - Minha vida inteira foi de perdas. Minha mãe morreu quando eu nasci. Meu pai me criou do melhor jeito que pôde, pois me via como a última parte dela nesse mundo. Eu já deveria ter me acostumado. Se eu tivesse superado o que aconteceu, eu não estaria aqui, e não teria que colocar sua vida em perigo. 

 - Que nada. Eu sempre corri perigo. Eu não me importo em te ajudar. E se nada tivesse acontecido, eu não teria conhecido você.

 Eu tremi. Ela segurou minha mão. Eu correspondi o ato. Eu não sabia o que eu estava fazendo. O que estava havendo comigo? Quando eu estava perto dela, parecia que eu não tinha problemas. Eu saía de mim. Minha mente ficava leve. Quase que involuntariamente eu segurei o rosto dela com minha mão. Nos beijamos. Tenho certeza que meu corpo estava fazendo aquilo sozinho. Foi o melhor beijo que eu dei em alguém em 6 anos. E o único. Continuamos por alguns segundos até que ela parou.

 - Vou tomar um banho - Disse ela - descanse. 

 - Tá bom. 

 Fui pro quarto que ela me cedeu pra dormir. Tirei a camisa, fechei a porta e deitei na cama. Fiquei pensando no que Mary Helen disse. Era incrível o jeito que ela conseguia ser otimista nos piores momentos. Nem Grant Jones era assim. 20 minutos depois, ouvi a porta do banheiro dela se abrir. Ela bateu na porta do quarto. 

 - Entra.

 Quando ela entrou eu gelei. Ela estava só de toalha. Eu não conseguia dizer nada. Ela se aproximou de mim. 

 - Eu... 

 - Shh... - ela me interrompe, colocando o dedo em minha boca, segurando a toalha apenas com uma mão. Então ela solta a toalha. Caramba. Ela era linda. Ela tinha um corpo lindo. Eu arregalei os olhos. Dessa vez eu nem tentei dizer nada. Ela se inclinou e me beijou. Eu só consenti. Ela pôs a mão em meu peito. Nos deitamos na cama. Foi uma longa noite. No dia seguinte, acordamos ao mesmo tempo. Ela ia sair para trabalhar. 

 - Já ia sair sem se despedir? - Eu disse.

 - Me desculpe, estou em cima da hora. Até mais tarde. E vê se não luta com ninguém aqui. 

 - Hehe, pode deixar. 

 Quando ela saiu, eu me lembrei do que Stephan Van Dorr tinha dito: Samantha Green. Peguei o notebook de Mary Helen. Entrei no sistema da Polícia. Procurei o nome. Achei. Samantha Green era  secretária de uma escola. Houve uma chacina naquela escola. Coincidentemente as 14 pessoas que foram assassinadas, 9 professores e 5 alunos eram próximos de algum policial. Samantha testemunhou o crime e viu o rosto do assassino e então a Polícia a colocou no programa de proteção à testemunha e mudaram o nome dela pra... isso é mentira. Isso não existe. A menos que existissem duas... Me levantei e liguei rapidamente pra Mary Helen enquanto deixei o notebook mostrando uma foto de  Mary Ann Lonsdale, minha secretária. Quando Mary Helen chegou em casa, rapidamente pesquisamos sobre o endereço de Ann, ou Samantha, como era chamada. Pesquisamos mais a fundo também sobre o ocorrido na escola onde Samantha trabalhava. O assassino usava... adivinha? Um traje de motoqueiro idêntico ao de Rider. 

 - Mas como ela pode ser próxima de Rider, se por causa dele mudaram o nome dela? - Indaga ela. 

 - Pesquise sobre os policiais ligados às vítimas. Ela pesquisou. Todos estavam envolvidos em operações da Polícia contra a Infantaria. 

 - Meu palpite é de que ele tenha ameaçado os policiais para que parassem e eles não obedeceram, e ele pode ter mandado um dos "sósias" dele para eliminar os familiares na escola. 

 - E onde entra a Samantha nisso? 

 - Ela trabalhava na escola. Ele pode ter se aproveitado disso para ela obter os dados dos alunos e professores que ele buscava.

- Então eles já eram íntimos, certo? 

 - Correto. Ela pode ter se apaixonado por ele, ele pode ter se aproveitado disso pra colocar ela no jogo e fazer o trabalho sujo dele. E isso tudo também explica as atitudes suspeitas dela nos últimos tempos. 

 - E o que você vai fazer? 

 - Vou atrás dela. 

 - E qual vai ser a desculpa pra todas essas descobertas sobre ela? 

 - Quem disse que Christopher Kenton vai atrás dela? 

 - Ah, entendi. 

 - Eu sei onde ela mora. Vai dar tudo certo. 

- Eu espero que sim. 

 Coloquei meu traje e o equipamento e fui. Coincidentemente ela morava em Rockwell Gardens, mesmo bairro que Camilla Richers. Ela estava em casa, comendo. Quando ela foi levar o prato pra cozinha, eu desliguei a luz e a segurei, passando meu braço de um ombro para o outro nela. 

 - Não se mexa nem fale nada, se quiser se manter viva. 

 - Eu sei que não faz o seu estilo matar. 

 - Com relação à você estou começando a pensar nisso. 

 - Eu sei que você trabalha pro Kenton. 

 - E porque acha isso? 

 - Você só está investigando o caso dele. 

 Ai caramba. Nisso ela tá certa. Por que não deu ouvidos à Mary Helen? Ela tinha dito pra eu fazer isso não só por mim. Agora eu entendo. 

 - Isso não é verdade. Eu não sou um mercenário. Eu sou um justiceiro. 

 - Sabe, quando você surgiu, achei que fosse mentira - Disse uma voz atrás de mim. Rider - Mas quando você foi visto com o Cavaleiro enfrentando um tanque-vespa no meio da cidade em plena luz do dia, eu fiquei curioso, sobre que tipo de homem resolve se tornar algum tipo de herói. 

 - Não existem heróis. Só pessoas como nós, com problemas. 

 - Qual a sua relação com Kenton? Tem que ter alguma coisa.  

- Não é da sua conta - soltei ela - eu quero é você! 

 Parti pra cima dele. Dei uma voadora, mas ele se defendeu com o braço. Aterrissei e dei vários socos nele, e ele em mim. No meio da luta consegui ver Samantha fugindo. Empurrei o Rider para trás e corri em direção à ela, mas fui puxado por uma corda que parecia uma pistola de gancho. Caí no chão,  mas logo me levantei, quando a corda se soltou. 

 - Que foi? Achou que fosse uma ideia original sua? Gênios pensam igual. 

 - Você não é um gênio. Você é maluco! 

 - Eu sou maluco? Vejamos: Eu construí um negócio de alta magnitude sem ninguém saber quem sou eu, tudo isso com técnicas de negociação formais. Já você sai por aí caçando meus homens numa tentativa desesperada de me encontrar. Eu estou aqui agora, Juiz. 

 Joguei uma mesa nele. Quando ele tirou a mesa da frente dele, eu já estava dando um chute no peito dele, e em seguida um soco no rosto dele, que estava protegido pelo capacete. Ele então revidou com um soco em meu peito, e um chute no meu joelho. Eu me abaixei, mas não parei. Continuei atacando e me defendendo, até que ouvi uma sirene. A Polícia. Aposto que foi Samantha quem os chamou. Eles entraram na casa e apontaram armas. Não preciso nem dizer que  por se tratar do Juiz, meu amigo Scott estava lá. Ele olhava para mim, com admiração. Rider então soltou uma cortina de fumaça e desapareceu. Eu permaneci lá. 

 - Abaixem as armas! - ordenou Scott. Os dois policiais que estavam com ele abaixaram. 

 - O que houve aqui? - Ele me perguntou. 

 - O Rider. O verdadeiro. 

 - E você sabe onde ele está? 

 - Não. Mas sei que a namorada dele é a secretária de Christopher Kenton. Encontrem ela e encontrarão ele. 

 - Entendido. 

 Pulei a janela da casa e fui embora. Ele não ia parar. E eu ainda tinha que descobrir quem era ele, do contrário jamais o pegaria. Ele não sabe quem sou eu e eu não sei quem é ele. Mas eu vou pegá-lo. Custe o que custar.


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Em breve mais revelações


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