História The Key To My Reality (Jeon Jungkook) - Capítulo 8


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Namjoon (RM), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga)
Visualizações 33
Palavras 1.843
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Vocês ainda lembram de mim? Rsrs

Sim, faz um bom tempo que eu não apareço por aqui, e eu peço desculpas por isso; porém, estou passando por experiências novas na minha vida, e isso não está contribuindo para a minha inspiração. Eu não posso prometer que vou começar a postar com mais frequência aqui.



Bom, sem enrolar mais. Fiquem com o capítulo de hoje.





Música tema do capítulo : Run - BTS (BALLAD MIX) - Link nas notas finais.

Capítulo 8 - Chapter Seven - Run


Fanfic / Fanfiction The Key To My Reality (Jeon Jungkook) - Capítulo 8 - Chapter Seven - Run

   
Chapter Seven - Run

                       (Capítulo Sete - Corra)




    Segunda-feira


                        Seoul National University

 

      O barulho irritante de conversas soltas dos alunos que ali transitavam, deixava-me com uma dor de cabeça terrível. Sentia minha visão girar, enquanto o suor caía pelas minhas têmporas.

Somi, por sua vez, estava elétrica e falava sobre algo que não eu conseguia prestar atenção.

Bocejei, sonolenta. Não havia conseguido dormir ontem à noite por causa do maldito trabalho da faculdade. Logo, não consegui absorver absolutamente nada da matéria passada nesta manhã. Suspirei cansada, fazendo um som de batucado quando toquei a mesa com os dedos, entediada.

      — S/n, ouviu alguma coisa do que eu falei...?— Somi perguntou com um semblante cansado, e ao mesmo tempo desapontado. Neguei com a cabeça envergonhada. Ela soltou um suspiro desanimado, mas logo após sorriu gentilmente.

        — Tudo bem... — Assenti com a cabeça, ainda sem graça. Me abaixei para pegar minha mochila. Peguei meu celular do bolso dela e chequei as horas. Eram 11:34. Soltei o ar pela boca ao lembrar da tarde de trabalho que teria de lidar.

A semana só estava começando...


                          [. . .]



Apressei meus passos, indo em direção a saída da Universidade. Segurei a alça direita da mochila indo até o portão branco de ferro do Campus.

Todo o peso do cansaço caía sobre minhas costas. Toda a preguiça que tinha no mundo agora estava em meu ser. Sonhava com a hora que poderia finalmente deitar na minha cama, fechar meus olhos e apagar. Esquecendo assim todos os problemas.

O cheiro adocicado das flores amarelas adentrava pelas minhas narinas, me fazendo ter pequenos momentos de nostalgia da minha casa no Brasil. Eu me lembrava de quando ainda era uma criança inocente, que não sabia distinguir o bom e o ruim.

Ah... bons tempos!... 

Saio dos meus devaneios assustada quando sinto uma mão segurar meu pulso. Dou um leve pulo com o susto e automaticamente olho para a pessoa que me segurava. Pisquei atômica quando fitei as Orbes negras do dono da mão que me impedia me continuar meu trajeto.

      — Taehyung...?! — Meus lábios se entre abriram e seu nome saiu como um sussurro, seguido de uma exclamação. Entrei em um breve transe, como se minha realidade escapace do meu corpo apenas por uns instantes. — O que está fazendo aqui?! — Soltei-me do seu aperto, massageando meu pulso. Ele não chegava a apertar com força, mas também não colocava delicadeza no toque.

        — Eu vim falar com você. — Ele respondeu como se fosse óbvio, com um sorriso debochado em seu rosto esculpido e sem falhas. Seu semblante era furioso e suas íris emanavam fogo.

          — Não temos nada para conversar. — Ajeitei a bolsa nas minhas costas, deixando de encara-ló. Meu corpo tremia a sua presença, e querendo ou não, não estava nada confortável com a situação.

Não, eu não culpava-o por nada. Nunca tivemos nada, nem mesmo um toque mais íntimo. Claro que, ele tinha um compromisso comigo, e deveria ter o comprido; confesso também que fiquei arrasada quando ele não foi aquele restaurante, mas analisando a situação, foi apenas Ira momentânea.

Sendo sincera comigo mesma, eu nunca senti nada por ele além de atração física. E me sinto boba por não ter percebido isso antes, me sinto como uma adolescente que nunca havera tido esse sentimento tão inevitável. 

         — É claro que temos. — Kim pronunciou com uma voz de fúria. Me surpreendi quando sua mão pressionou novamente meu pulso, só que dessa vez, colocando toda sua força. Ele estava irado, e descontava todo o seu descontentamento em mim. — Não, não temos nada. Nunca tivemos. Você me provou isso quando não foi ao nosso encontro para ir para uma balada. — Agora era eu que estava zangada, mas não por me lembrar do que Taehyung havera feito comigo, mas sim por ele ainda insistir e ainda por cima me machucar. Queria bater minha cabeça na parede por ser tão idiota. Por não ter percebido quem Kim Taehyung era na verdade por de trás dessa máscara de Good Boy.

        — C-Como você sabe...? — Gemi de dor quando senti sua força contra meu dorso aumentar. Fechei os olhos, fazendo uma carta de dor. Virei meu corpo em sua direção, procurando toda a coragem que tinha para fazer o que eu estava planejando.

Bati meu joelho com força no meio de suas pernas, acertando seu membro. Seu corpo se curvou, dolorido. Ouvi seu grito sôfrego acertar meus ouvidos. Sua mão segurava o local que eu tinha acertado, sua expressão era de sofrimento. Sem esperar mais, corri do local, com os batimentos cardíacos acelerados e pregando.

Desculpa Taehyung, mas você mereceu.


                          [. . .]


Dois meses depois do ocorrido


Os dias passavam ligeiramente, sem eu nem ao menos perceber. Já faziam quase 60 dias em que aquele fatídico dia aconteceu. Desde então, nunca mais vi ou ouvi alguma notícia do Taehyung.

Às vezes, me pego pensando em como ele está. Além do mais, seis meses é o suficiente para você se apegar a uma pessoa. Comigo não era diferente. Eu amava as conversas doidas do garoto, seu jeito extrovertido era uma coisa que costumava me cativar. Mas é claro que tudo que eu pensava do acastanhado veio começar a desmoronar desde o dia em que descobri que ele te me deixado esperando no restaurante para foder com outra mulher.

Se ele não fosse um idiota, eu iria gostar de manter uma amizade com ele. Mas isso é uma coisa que está muito longe de acontecer.

      — Em qual planeta está? — Paro de pensar e fixo Jungkook, que estava ao meu lado. Seus cabelos estavam levemente ondulados e bagunçados, e caíam sobre sua testa. O suor saía de suas têmporas e sua pele brilhava por causa da luz que refletia. Ele estava cansado, igual a mim. — Eu só estava pensando em algo... — Jungkook assente, soltando um riso anasalado. Paro para observa-ló. Mesmo com o semblante cansado sua beleza ainda se faz presente. Seus traços marcantes me deixam sem fôlego. Seus sorrisos arrancam suspiros meus. —  Pode me esperar depois do trabalho? — Seu tom de voz saía com um certo temor e impaciência. Seu semblante era preocupado e, seus lábios faziam uma pequena linha de medo. — O senhor pode me dizer o por quê...? — perguntei divertida, sendo acompanhada por um sorriso descontraído e tímido do garoto. Suas bochechas agora tinham um tom avermelhado. Suas mãos foram até sua nuca e puxaram os fios do local. Eu secava cada movimento seu, minuciosamente. — Quero te levar a um lugar... — Ele me olhou, esperando minha resposta. Seu peito subia e descia rapidamente, sobre o tecido branco do uniforme da cafeteria.

       — Aish, se não quiser tudo bem, eu entendo!

       — Eu quero! — Exclamei nervosa, vendo seu semblante triste se tornar feliz e alegre. Ele sorriu abertamente, mostrando suas expressões faciais. Seu nariz enrugou igual a de um bebê, e sua risada soava como uma bela e suave canção, que fazia meu coração palpitar.

E mais uma vez, esse sentimento adentrava nas minhas veias, fazendo-me descobrir traços meus que nunca pensara em ter. A adrenalina presente no meu sangue fazia meu coração bater descontrolado. Minha garganta estava seca e a euforia deixava meu corpo trêmula.

Confesso que, no começo não admiti o que sentia. Mas de nada serviu. Sua lembrança dominava — e domina — minhas noites. Não queria confessar para mim mesma que sua voz soprada e doce fazia meus poros arrepiarem-se. Que apenas sua presença era capaz de colocar picos altos de dopamina em meu ser.

Querendo ou não, eu estava apaixonada.

Nesses dois meses que pude conhecê-lo melhor, prestei atenção em cada detalhe de sua personalidade.

No entanto, o mistério que o rondava nunca deixou-me totalmente confortável com ele. O ponto de interrogação que eu tinha sempre me despertava curiosidade e ao mesmo tempo medo. Medo de ter me apaixonado por alguém que não existia, medo da possível máscara colocada em sua face. Mas como Somi me aconselhou, deveria ter mais um pouco de paciência. Até porque, meu passado também é um segredo para ele.

        — Posso saber aonde você vai me levar? — O fitei, sorrindo. Meu tom era de provocação e de brincadeira. Seu semblante era o mesmo. — É segredo, princesa da nova geração. — Ele veio até mim, quase quebrando os espaços entre os nossos corpos. Seu hálito quente bateu contra minha orelha e eu senti uma onda de arrepios.

       — É segredo. — Arfei involuntária quando senti o toque de seus dentes puxar o nódulo da minha orelha. Um calor se alastrou pelas minhas entranhas e eu estremeci pelo contato.

Fazia tempo que não tínhamos esse contato mais "íntimo". Digo, sempre trocávamos carícias, mas não tão quentes quanto _aquela_ noite. Eu ainda sentia suas mãos pelas minhas curvas, explorando cada canto da minha cavidade. Sonhava no dia em que poderíamos ter mais um daqueles contatos.

Ou até mais.

Meu corpo todo clamava pelo o dele, a cada noite que se passava me sentia mais necessitada do meu calor se fundindo com o dele. Me chame de pervertida, mas eu precisava desse homem. O quanto antes.


                         [. . .] 


Enquanto Jungkook me guiava puxando minha mão, rumava para esse tal lugar que ele havia falado. Nossas risadas ecoavam pela rua quase desértica, enquanto corriamos. Sem nos importar com as outras pessoas ao nosso redor, é como se só existisse nós dois. Como se o resto do mundo não tivesse importância.

O odor de mato molhado, por causa da chuva que caíra pela tarde, adentrava nossos olfatos. Respirava aquele cheiro nostálgico, procurando de todas as formas lembrar-me daquele momento para sempre.

As folhas secas de outono agora estavam molhadas, o ar estava gélido. Meus cabelos voavam conforme o vento batia  em meus fios. Como uma linda dança lenta. Encarei de relance o garoto correndo. Ele tinha sorriso aberto em seus lábios vermelhos por conta do frio. Seus fios morenos estavam em compasso com os meus. Suas mãos quentes me aquecia do final da estação. Logo logo, o inverno viria, tornando as ruas de Seul brancas com a neve.

Olhei-o curiosa quando paramos em frente à um portal de um parque. Ele me puxou novamente, me fazendo entrar. Encarei o gramado verde molhado, sendo a única iluminação, a luz da lua e de alguns postes de luz na cor amarelada. O céu, depois de uma chuva intensa, agora estava repleto de estrelas. Suspirei o cheiro de grama molhada, o encarando como uma pergunta singela.

       — Confia em mim? — Sua pergunta me pegou de surpresa. O encarei de soslaio. Seus fios caíam sobre sua testa, quase sobre seu olho. Suas Orbis mostravam uma galáxia inteira. Senti suas palavras aquecer meu peito. Era incontrolável a explosão de sentimentos dentro de mim.

       — Confio.



Vamos correr, correr, correr, mais uma vez! Eu não consigo parar

Vamos correr, correr, correr, mais uma vez! Eu não consigo evitar

A única coisa que consigo fazer é correr


A única coisa que consigo fazer é amar você

                                   Run - BTS



Notas Finais


Primeiramente, eu peço desculpas pelo dois capítulos anteriores. Eu não estava bem o suficiente para escrever, mas mesmo assim, eu me forcei a isso. E acabou que saiu uma bela porcaria. Eu prometo que eu vou tentar melhorar em todos os aspectos.

Um spoiler para os próximos caps : Vou me aprofundar mais nas histórias dos personagens.


https://open.spotify.com/track/62DeqSXWw36b1jzGWozXFq?si=w-xJFIQiQ4qYTh19mAjCAQ

(Link da música tema do cap)


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