História The Killer at School - 3 TEMPORADA - Capítulo 10


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Visualizações 3
Palavras 4.983
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá killers!
Mais um!
Espero que gostem!

~Sangrenta Leitura

Capítulo 10 - Estou em Todo Lugar (PARTE 1)


 

Amanda está deitada naquele mesmo sofá de couro confortável que ela fica todas as vezes que vai à terapia. Seus olhos giram junto com o ventilador de teto enquanto ouve a mulher falar.

– Então Amanda, como vão as coisas?

– Bom, pra começar, eu não fazia ideia que dava pra tanta coisa acontecer em tão pouco tempo. – Ela dizia. – Depois que eu reencontrei meus amigos, uma pessoa louca resolveu dar início a mais uma onda de assassinatos.

– É, eu soube. Vi a reportagem na TV. – Shonda fala. – Não sei como eles ainda continuam com o ano letivo. Deviam suspender logo.

– Pois é. Mas enfim, – Amanda se vira para olhá-la. – Aconteceu o processo de seleção das kappas e a Vitória estava entre as candidatas. Só que ela acabou recebendo poucos votos e foi desclassificada e ficou arrasada.

– Eu imagino.

– Eu queria muito ter feito algo, mas eu não podia. E é agora que começa a pior parte. Ela acabou ficando amiga da Lilly, você acredita?! Da Lilly! Aquela vaca sem sal está tentando me atingir.

– Amanda, lembra o que conversamos sobre a Lilly?

– Não alimente essa rivalidade – Amanda imita a voz dela. – Tá, eu até tento, mas ela parece que não ajuda. Ela me odeia! Ainda bem que é recíproco.

– Tudo bem. – Shonda faz algumas anotações. – Você já tentou conversar com a Vitória depois disso?

– Já, mas... eu não sei. As coisas parecem diferentes. Eu não sei explicar.

– Eu entendo. – A mulher assente. – As coisas mudam. Faz parte.

– Mas eu não queria que as coisas fossem assim. Queria que as coisas fossem como no tempo da escola. Tudo parecia mais fácil. Quer dizer, menos piores.

– É uma situação complicada.

– E pra completar tudo tem esse assassino à solta no campus e essa história do desaparecimento da tal da Ashley... – ela tentava lembrar do sobrenome.

– Ashley Dunhill. – Completa ela.

– Você a conhecia?

Shonda pôs o caderninho e a caneta em cima da mesinha e ajeitou os óculos no rosto.

– Sim. Ela já foi minha paciente.

– Sério? Você sabe alguma coisa sobre o desaparecimento dela?

– Não. E se eu soubesse, não poderia contar.

Amanda se ajeita no sofá e se curva pra frente.

– Mas o que você sabe sobre ela? – Ela pergunta, curiosa. – A polícia começou a investigar o caso e seria muito bom se você pudesse...

– Não. – A mulher interrompe. – Eu não posso falar nada sobre uma paciente.

– Uma paciente que desapareceu há um ano.

– Mesmo assim, eu ainda posso perder meu emprego. – Ela ajeita o cabelo e volta a falar. – Bom, por hoje é só. Até a próxima semana.

Amanda fica de pé e sai da sala um pouco insatisfeita. Shonda fecha a porta quando ela sai e então encosta as costas ali enquanto algumas lembranças retornam.

 

 

Nos fundos da biblioteca, Henry e Louis se beijam. Não há ninguém por ali naquele momento além dos dois.

– Como você está? – Henry pergunta quando eles se afastam.

– Eu estou bem. Ou sei lá, quase isso. – Louis ajeita o cabelo e respira fundo. – Está difícil ficar bem nessa universidade.

– Pois é. – Henry toca em seu rosto, mas Louis rapidamente afasta sua mão.

– Não borra minha maquiagem. – Ele diz e os dois riem baixinho.

– Eu queria tanto que não tivéssemos que nos esconder pra ficarmos juntos. – Louis fala. – Isso é um saco, sabia?

– É, eu sei. Mas precisamos continuar assim.

– Precisamos?

– É, Louis. Precisamos. Já conversamos sobre isso, por favor. Não quero voltar de novo nesse assunto.

– Tá legal, tá legal. – Ele assente. – Mas saiba que eu faço isso porque eu amo você. Se fosse outro garoto eu já teria gritado pra todo mundo.

Henry abre um sorriso.

– Você não tem medo? – Ele pergunta após alguns segundos de silêncio.

– Do quê?

– Desse assassino mascarado? Digo, ele pode estar em qualquer lugar e fazer o que bem quiser. Isso não te assusta?

– Um pouco. Eu sei me cuidar muito bem. Além do mais, tem mais carros da polícia aqui do que no Brooklyn. Eles estão fazendo a parte deles pra nos manter em segurança. Fica tranquilo. – Louis se aproxima dele e lhe dá um beijo rápido. – Nós vamos ficar bem.

– É, eu espero que sim.

 

 

 

8:46

 

Gabriel sai da cozinha pequena em seu quarto e caminha até a sala com duas xícaras de café nas mãos. Entrega uma a Jackson e a outra a Jonas e então se senta no outro sofá.

– Então. – Jéssica começa falando, tomando um gole do seu café. – Ela deixou a Ashley lá com a Lisa e os amigos e foi embora?

– Isso. – Jonas diz. – Ela me disse que estava em pânico e que não queria ter feito aquilo. Kate era uma pessoa boa, eu sei disso. Ela só estava com medo do que a Lisa pudesse fazer, então fez aquilo. Mas eu sei que ela se arrependeu.

– Então foi por isso que ela foi morta. – Gabriel diz então. – O killer está se vingando de todas as pessoas que fizeram algo à Ashley. Kate traiu ela e a entregou nas mãos da inimiga. Por isso ela está morta agora.

– Aos poucos tudo vai se encaixando. – Jackson comenta. – Como um maldito e assustador quebra-cabeças.

– Depois que ela voltou para a universidade, o que ela fez? – Jéssica pergunta após escrever alguma coisa em seu caderninho.

– Bom, – Jonas põe a xícara na mesinha e olha para todos eles – ela precisava contar para alguém e então lembrou de uma única pessoa que podia ajuda-la. O amigo dela, Thomas. Ela foi até o camarim do teatro onde eles estavam e contou tudo. Tudo mesmo. E ele saiu desesperado atrás da Ashley.

– Esse Thomas já me parece ser um grande suspeito. – Jackson diz.

– Espera um pouco. – Jonas diz. – Ele saiu da universidade e só voltou depois, completamente arrasado. E foi então que aconteceu. A casa onde ele morava estava em chamas. Thomas conseguiu tirar algumas pessoas de lá. Metade do seu rosto estava em chamas quando ele retornou para tentar salvar mais alguém. Foi tudo de repente. E ele morreu lá dentro.

– Meu Deus. – Gabriel fala. – Então... a Kate era a única pessoa que sabia de toda essa história.

– Exatamente. E ela não contou a ninguém além de mim. E agora vocês sabem.

– Eu queria invadir aquela casa das kappas, puxar aquela Lisa pelos cabelos e coloca-la contra a parede. – Jéssica fala.

– Calma, vamos com calma. – Gabriel pede. – Temos uma história e uma suspeita em mãos. Já é um grande começo. Agora só precisamos extrair dela toda a informação possível.

– Que se dane, nós não podemos perder tempo, Biel! – Jéssica exclama. – Aquela garota sabe de tudo daquela noite e pode ser morta a qualquer momento pelo killer. Não podemos deixar que ela morra sem nos dizer o que aconteceu e onde a Ashley está.

– Eu concordo com ela. – Jonas fala. – Não podemos nos dar o luxo de esperar. Temos um assassino a solta que vai continuar matando mais e mais. Imagina se ele descobrir que estamos tentando desmascará-lo... ele virá atrás da gente por estarmos no caminho dele.

Eles se olham e fazem silêncio.

– Tá legal. – Jackson também coloca a xícara na mesinha e se curva no sofá, olhando para cada um deles. – O que vocês sugerem então?

– Hoje a noite, na festa, – Jéssica começa – vamos interroga-la e fazer ela nos contar tudo o que sabe.

– Ótimo. – Jonas diz.

– Tudo bem então. – Gabriel diz por fim. – Vamos fazer desse jeito.

 

 

Em uma loja enorme de fantasias, Amanda caminha. Seus olhos percorrem cada centímetro e procura uma fantasia perfeita. Ao virar o próximo corredor, ela sente um gelo na espinha ao ver uma pessoa mascarada bem à sua frente.

– AAAAAAAAAAAAAAAAA! – O grito ecoa pela loja antes de Lisa tirar a máscara do rosto e começar a gargalhar.

– Calma, sou eu! – Ela diz, ainda vermelha de tanto rir. – Você se assusta muito fácil.

– Você é mesmo uma idiota, garota. – Amanda arranca a máscara das mãos dela e joga. – Eu não achei nem um pouco engraçado.

– ...tá legal... desculpa. – Lisa diz. – Você anda tão sem humor ultimamente. Cheia de segredinhos e tal.

– Ah, eu? – Amanda segue na frente. – Não está me confundindo com você mesma?

– Do que você está falando?

Lisa para de caminhar e Amanda a imita e se vira.

– Nada ué. Só que eu não sou a única com segredinhos por aqui e você sabe muito bem disso.

Lisa está um pouco boquiaberta, mas não diz nada de início.

– Eu não sei do que você está falando.

Amanda chega mais perto dela, sorri um pouco e conclui:

– Você sabe sim. E como você sabe.

Ela segue caminhando novamente, deixando a garota ali no meio do corredor.

 

 

10:20

 

O reitor Avery caminha pelos corredores do prédio apressado quando alguém surge em seu caminho.

– Bom dia, reitor Avery. – A garota ruiva fala com certa empolgação e um sorriso no rosto.

– Bom dia, Lilly.

– Então... o senhor lembra da festa fantasia que eu te falei?

– Ah, não. – O homem segue na frente e Lilly rapidamente o acompanha.

– O senhor me disse que ia pensar no assunto. Eu te disse com antecedência e é nossa primeira festa desde que voltamos. Não vejo problema nisso.

– Não vê problema? – Avery para e a encara. – Três alunos foram mortos, Lilly. E ainda não estamos nem perto de descobrir quem está por trás disso. Uma festa é um convite para um próximo assassinato. Esse é o problema.

– Nós vamos tomar cuidado. Tem policiais por aqui.

Avery coloca as mãos na cintura e olha ao redor para as pessoas que passam de um lado para o outro.

– Se alguma coisa acontecer... – ele chega perto dela – lembre-se que tivemos essa conversa e que eu te alertei. Eu lavo minhas mãos.

 

 

 

Simon entra em seu quarto, larga a mochila no canto e se joga em sua cadeira giratória de frente para o computador.

– Vamos lá... temos fofocas para atualizar – ele diz para si mesmo enquanto confere seu e-mail.

Entre eles, há um novo de uma pessoa anônima.

“Aqui está uma nova fofoca para o seu site idiota. Espero que faça bom uso dela. – Anônimo”

Ao ver a foto de Henry e Louis se beijando, ele fica boquiaberto.

– Ca-ra-lho.

 

 

19:00

 

A noite cai rapidamente e logo a mansão da Zeta Beta Zeta começa a se encher de pessoas cada vez mais. Todas fantasiadas e eufóricas. Da esquina podia-se ouvir a música agitada.

Amanda está parada em frente à mansão, fantasiada de Moana. Ao seu lado está Lisa, fantasiada de Cleópatra e Louis fantasiado de Pinóquio.

– Uma Moana patricinha, uma Cleópatra piranha e um Pinóquio gay. – Louis diz. – Estamos perfeitos.

– Vamos lá. Essa festa promete. – Amanda diz e então eles finalmente começam a atravessar o jardim, em direção a entrada.

 

A viatura da polícia para e a mulher de dreads sai junto com o Jackson que está fantasiado de Capitão Gancho.

– Qual é sua fantasia, afinal? – Ele pergunta.

– Eu sou a Cosima de Orphan Black. – Ela fecha a porta e então eles se aproximam do jardim.

– Boa noite, pessoal. – Mike fala se aproximando. Está usando o uniforme do time de futebol. – Não tive tempo de comprar uma fantasia, então não me julguem.

– Eu só quero acabar logo com isso. – Andrew diz, usando uma fantasia de Jack Skellington.

– E nós iremos. Se todos seguirem o plano. – Jonas está fantasiado de Morte e segura uma foice enquanto.

– Exatamente. – Jackson diz. – Agora vamos entrar. Ele já deve estar aí dentro aguardando a hora certa.

Eles se olham e adentram na mansão enorme e muito bem decorada onde todos dançam.

– Nossa, quanta gente. – Mike diz enquanto eles seguem pela multidão.

– O Biel está nos fundos com a Eddy e a Sarah. – Jéssica vê sua mensagem no celular e depois o devolve ao bolso.

Eles atravessam toda mansão até chegarem nos fundos, onde a grande maioria das pessoas estão dançando ao redor da piscina. Ao ver toda aquela gente, Jéssica tem um flashback.

Ela lembra do corpo de Feracus caindo do segundo andar e aterrissando dentro da piscina.

Pisca os olhos e volta a realidade.

– Achei vocês. – Gabriel se aproxima deles. Está fantasiado de Harry Potter e segura uma varinha na mão.

– Estão todos aqui? – Eddy, usando uma fantasia de bruxa, diz.

– Eu odiei minha fantasia. – Sarah fala, vestida de joaninha. – Foi o Biel que escolheu, af.

– Eu amei. – Jéssica ri e bate o punho no de Gabriel.

– Cadê a Amanda e a Vitória? – Assim que Mike termina de perguntar, as duas aparecem.

– Agora está todo mundo. – Gabriel fala. – Vamos lá. O plano que tivemos é bem simples, na verdade. Precisamos que todos se espalhem pela mansão e fiquem de olho e qualquer movimento suspeito que virem e assim que virem algo, avise aos outros.

– Ele vai tentar fugir – Jackson toma a palavra – e então terá duas opções: ou as ruas ou...

– A passagem de esgoto que fica embaixo do campus. – Amanda completa.

– O que? Eu nem sabia que tinha uma passagem de esgoto embaixo do campus. – Andrew fala, um pouco surpreso.

– É, nós também não. Mas começamos a pensar em como ele sempre surgia nos lugares e desaparecia num piscar de olhos. – Jéssica disse. – Ela passa por todas as fraternidades, pelos dois prédios e tem duas saídas.

– Eu não quero entrar no esgoto. – Vitória diz.

– Você não vai, eu vou. – Mike se voluntaria.

– Não. Nós também já separamos isso. – Jackson fala. – Eu cuido dessa parte enquanto vocês tentam encurralá-lo.

– E se ele tentar sair pela rua? – Sarah pergunta.

– Quatro viaturas da polícia estão esperando meu aguardo para o caso dele fugir. – Jéssica diz. – Só um comando nosso, e eles pegam ele antes que fuja.

– Uau! – Vitória diz. – Tudo parece perfeito.

– É perfeito. – Gabriel sorri. – Nada pode dar errado.

Ele olha para cada um deles.

– Um errinho sequer... e alguém pode acabar morto.

Eles assentem com a cabeça, um pouco nervosos, mas ainda determinados.

– Vamos lá. Vamos nos separar. – Ele fala.

– E procurar pistas! – Eddy diz, rindo. – Desculpa. Eu não podia deixar essa passar.

 

 

20:12

 

Amanda vai na direção de uma garota que caminha com um bandeja de bebidas nas mãos. Pega uma taça de champanhe e toma um gole.

Ao se virar, ela dá de cara com alguém familiar.

– Olha só quem resolveu aparecer. – Fênix Negra, ou Lilly, fala com um sorriso debochado no rosto ao lado de outras duas garotas.

– Olá, Lilly. – Ela fala, num tom igualmente debochado. – Bela festa.

– É, eu sei. Um pouco diferente das suas. Nessa não tem ninguém brigando, morrendo ou saindo chorando na chuva.

Amanda olha bem para ela, pronta para falar todos os palavrões que lhe vem à mente e então apenas sorri e dá de ombros.

– Eu não vou te dar esse gostinho, galinha ruiva. – Ela diz com a maior tranquilidade. – Se engasga sozinha com esse teu veneno. Até mais.

Ela toma o resto da bebida e segue caminhando.

 

 

Gabriel está no topo das escadas ao lado de Eddy e Jonas enquanto observam todos lá embaixo.

– Eu senti saudades disso. – Ele comenta, tomando um gole do champanhe. – Fora a parte do killer. – Ele corrige, sorrindo. – Sei lá. De estar em festas assim e usar essas fantasias idiotas.

– É. – Eddy diz. – Lembra da nossa primeira festa fantasia?

– Ah, eu lembro. Não acabou muito bem.

– Olha aquilo. – Jonas interrompe, apontando para uma pessoa usando capa preta e a mesma máscara do assassino. – Eu vou até lá. Temos que suspeitar de todo mundo.

Ele desce as escadas e fica logo atrás daquela pessoa. Gabriel assente para ele lá de cima e então volta a tomar um gole da bebida.

– Seria tão bom se pegássemos essa pessoa hoje. – Ele diz.

– Seria mesmo. E nós vamos. Temos que ser esperançosos.

– Ali! – Ele se vira e vê outra pessoa usando a máscara e a capa do assassino. – Eu vou ficar de olho naquela ali. Nos vemos depois e não esqueça, qualquer coisa, avise a todos.

– OK. – Ela assente enquanto ele começa a seguir a pessoa.

 

 

A música alta continua e todos dançam e pulam lá atrás enquanto são observados por uma pessoa mascarada que segura uma faca afiada nas mãos.

Após alguns segundos, ela entra de volta na casa e esbarra em alguém.

– Ei! Cuidado! – Vitória fala para ela e logo se encolhe quando a pessoa continua a encará-la.

Ela segue para fora, um pouco assustada e pega o celular.

“Tem uma pessoa usando a fantasia no primeiro andar. Está na cozinha. Vou ficar de olho nela.”

E então envia para todos de uma única vez.

– Como vai a busca? – Mike aparece na sua frente.

– Eu tô de olho naquela pessoa ali. – Ela olha para a pessoa que não para de encará-la.

– OK. Toma cuidado. – Mike sussurra. – Eu preciso mijar. Já volto.

– Tudo bem.

Mike passa pela pessoa na cozinha e segue entre a multidão. Nesse momento, Vitória vê Amanda.

– Ei. – A garota se vira. – Achou algum suspeito?

– Não. – Amanda responde friamente. – Uau. Agora você fala comigo, né?

– Do que você está falando? – Vitória franze o cenho.

– Não sei como a Lilly ainda não te impediu de falar comigo agora que vocês são bests.

– Meu Deus, para com isso. Parece uma criança com ciúmes.

– Talvez eu esteja mesmo com ciúmes. E aí?

– E aí que...

Ao olhar para o lado, Vitória vê que a pessoa mascarada não está mais ali.

– Droga. – Ela xinga. – A pessoa sumiu. Eu preciso encontra-la.

– Claro. Sempre arranjando uma desculpa. – Amanda fala quando ela se afasta. – Quer saber, eu não ligo mais e...

Ao se virar para sair, Amanda esbarra em alguém.

– Me desculpa. – Uma garota morena de olhos claros e sorridente fala. – Ah, oi! Amanda! Lembra de mim?

– Ah... lembro.

– Tínhamos aula de história juntas. – Ela fala. – Betty Susan.

Ao ouvir aquele nome, um flashback invade a mente de Amanda.

Ela está na escadaria da casa das kappas e Kenny se aproxima dela.

– Você acha mesmo que ele não trai você? – Kenny tem um sorriso no rosto. – Abre os olhos, Amanda. Você merece coisa melhor que ele.

– Você não sabe o que eu mereço. Você não sabe nada sobre mim!

– Eu sei sim. – Ele vai chegando mais perto. – Sei que o Andrew não merece uma garota como você. Já perguntou a ele sobre Betty Susan?

Ela pisca os olhos e volta a realidade.

– Ah... sim. – Amanda gagueja. – Oi. Eu lembro de você.

– Onde está o Andrew? – Ela pergunta. – Quase não o vejo mais.

– Ele está por aí. Eu vou atrás dele agora mesmo se me dá licença.

– Até mais.

E então ela sai dali com a cabeça girando de tanta informação.

 

 

Eddy caminha ao lado de Jéssica pela mansão, atentas a qualquer movimento. Elas passam pela entrada e chegam no jardim da frente.

– Procurar o killer em uma festa fantasia com vários idiotas usando a mesma fantasia que ele é como procurar agulha no palheiro. – Eddy diz.

– Não para de chegar mais gente. – Jéssica diz, vendo novas pessoas passando por elas e entrando.

– Meu Deus. – Eddy respira fundo.

– Você está me copiando, sabe disso né? – Jéssica questiona.

– O quê?

Jéssica olha para ela, sorri e então volta a falar.

– No segundo ano, na festa fantasia, eu fui fantasiada de bruxa para a festa e agora você está me copiando.

– Ah, tá certo. – As duas riem um pouco. – As coisas eram tão mais simples naquela época.

– Pois é. – Jéssica diz, olhando para as ruas e então fixa os olhos na amiga. – Você contou para o Jonas? Sobre o beijo?

– Não. – Eddy responde secamente. – Não vai acontecer de novo então... eu preferi deixar pra lá.

– Entendo.

– Não devíamos ter feito aquilo, Jéssica. Foi um erro.

– Um erro bom.

– Mas ainda assim um erro. E eu não quero mais vacilar com ele. Não mais.

– Eu sei, eu sei.

Elas ficam em silêncio por um segundo e então Eddy volta a falar.

– Eu vou entrar e procurar por ele. Nos vemos lá dentro.

– OK.

Jéssica assiste ela entrar na mansão e sem que ela perceba, abre um sorrisinho de canto.

 

 

Gabriel segue caminhando entre as pessoas sem tirar os olhos da pessoa mascarada que tira a máscara para tomar um gole da cerveja. É um garoto alto e forte que ele não lembra do rosto.

Nesse momento, seu celular vibra no bolso e ele o agarra rapidamente e lê a nova mensagem.

É uma pintura intitulada A Santa Ceia onde está Jesus e seus apóstolos em volta de uma mesa.

“Será que vocês acertam dessa vez?”, chega em seguida.

Uma mão toca seu ombro e ele sente o coração quase sair pela boca.

– Você recebeu? – Jéssica pergunta com o celular na mão.

– Sim. – Ele assente, olhando em volta. – Ele está nos dando outra pista de quem vai ser a próxima vítima...

– Mas o que isso significa? – Ela olha para a pintura em suas mãos. – Tem alguém chamado Jesus aqui ou...

– LISA!

Gabriel grita e então começa a subir as escadas correndo.

– Ei, espera! – Jéssica vai atrás dele. – Do que você tá falando?!

– É a Lisa! Ela é a próxima vítima!

– Por que?! – Jéssica segura em seu braço e os dois param.

– A Última Ceia é uma pintura de Leonardo Da Vinci. Da Vinci foi um grande pintor e sua obra mais famosa é Mona Lisa. – Jéssica fica boquiaberta. – Lisa. Ela é a próxima vítima. Vamos! Temos que avisar os outros!

– Você tá começando a ficar bom nisso. – Ela diz por fim.

 

 

Andrew está sentado na varanda do terceiro andar, fumando um cigarro enquanto olha para as estrelas no céu.

– Lembra quando ganhamos aquele jogo dos Heiarts nos segundos finais? – Mike, segurando uma cerveja, pergunta. Ele está curvado, olhando para as pessoas lá embaixo.

– Eu lembro. Cara, aquele jogo foi foda. Eu ainda estava namorando com a Holly.

– É. O que você tinha na cabeça?

Os dois começam a rir.

– Bons tempos.

– Tanta coisa mudou. – Andrew fala, soltando a fumaça do cigarro. – Eu fiz tanta merda nesses anos, amigo.

– Que tipo de merda? – Mike pergunta, curioso.

Andrew olha em volta e então para os olhos no amigo.

– Você tem que me prometer que não vai contar nada a ninguém. – Ele diz com um tom de voz diferente de tudo aquilo que Mike já ouviu. – Pelo menos não ainda.

– Você está me assustado. – Mike abre um sorriso nervoso.

– Tudo bem. Há um ano atrás... – o celular dele vibra no bolso e o de Mike também. Eles olham por igual e veem a nova mensagem de Gabriel. – Porra. Temos que achar a Lisa. Vamos!

 

 

Lisa e David estão no quarto andar da mansão, onde há pouquíssimas pessoas. Ele está usando uma fantasia bastante realista de zumbi.

– Eu acho que a Amanda está começando a desconfiar de alguma coisa. – Ela diz.

– Por que você acha isso?

– Hoje na loja de fantasias, ela disse várias coisas estranhas e me deixou muito nervosa. – Lisa caminha de um lado para o outro. – Eu não sei mais o que fazer. Eu acho que teremos que contar para...

– Não! – David a interrompe. – Não vamos contar nada pra ninguém. Vamos deixar como está.

– Até quando, hein?! Eu não aguento guardar isso por mais tempo.

Sem que eles percebam, a pessoa mascarada se aproxima de David por trás e quando Lisa a vê, é tarde. A pessoa segura a cabeça dele e bate contra a parede com força, fazendo ele desmaiar no mesmo instante.

– AAAAAAAAAAAAAAA!!! – A garota grita, em pânico. – Não! Por favor, não!

Lisa dá as costas e corre o mais rápido que consegue da pessoa que começa a caçá-la.

– ME DEIXA EM PAZ! – Ela vira o próximo corredor e pega um vaso de flores de uma mesinha de vidro e joga na pessoa que desvia, deixando o vaso se estilhaçar no chão.

A pessoa mascarada corre na direção dela e segura em seus braços, jogando-a com força contra a parede. Lisa bate a cabeça e solta um grito.

– Não me mata... por favor...

– Agora está com medo, vadia? – Diz a pessoa com uma voz robótica. – Não está se divertindo?

– Eu sinto muito... – Lisa chora. – Eu não queria ter feito aquilo...

– Então por que fez?

– Eu não sei... me desculpa.. me desculpa por favor...

Andrew e Mike surgem no final do corredor e veem toda a cena.

– ME AJUDA, POR FAVOR! – Ela grita ao vê-los.

– Solta ela, filho da puta! – Andrew corre na direção deles junto com Mike.

A pessoa mascarada empurra ela contra a mesinha de vidro que cai e se estilhaça. Em seguida, corre pelo outro corredor. Jéssica o espera com a arma apontada ao lado de Gabriel.

– NÃO SE MEXA! – Ela grita, com autoridade.

A pessoa recua, levantando as duas mãos para cima.

– Acabou, desgraçado. – Ela diz, conforme se aproxima.

Mike ajuda Lisa a se levantar. Seus braços e sua testa estão sangrando por conta do vidro e ela chora e treme sem parar.

– Parece que fomos mais espertos dessa vez, não é mesmo? – Gabriel fala com um leve sorriso.

– Larga a faca e vira de costas. – Jéssica ordena, sem baixar a arma. – Agora! Vai! Ou eu juro que atiro no meio dessa sua cara!

A pessoa mascarada começa a baixar as mãos e em um movimento rápido, avança na arma e a segura. Os dois começam a brigar pela arma e nesse momento, Gabriel intervém. Ele agarra a pessoa por trás, mas ela é mais forte. Se joga de costas na parede, batendo a cabeça dele e então tira a arma da mão de Jéssica com um único golpe.

A arma voa para longe e nesse momento, o assassino corre o mais rápido que pode para longe dali.

– FILHO DA PUTA! – Andrew grita antes de começar a segui-lo.

– Biel, você está bem?! – Jéssica pergunta para o homem que toca na parte de trás da cabeça e vê um pouco de sangue em sua mão.

– Estou. Não acredito que deixamos ele fugir.

– Ele não vai fugir. – Mike fala, seguindo Andrew pelo corredor.

– Jackson – Jéssica pega a arma do chão e fala com o amigo pelo celular. – Ele estava no quarto andar. Está descendo para aí. Fique esperto!

 

A pessoa mascarada segue pelo corredor, esbarrando em todas as pessoas que vê a sua frente. Andrew está logo atrás, correndo o mais rápido que pode.

– NÃO DEIXEM ELE ESCAPAR! – Ele grita. – SEGUREM ELE, PORRA!!!

Um dos membros da Kappa Tau Gama fantasiado de Peter Pan surge na frente de Andrew.

– Ei cara, está tudo bem?

– SAI DA FRENTE! SAI!

Andrew passa por ele e então desce as outras escadas, chegando no segundo andar. A pessoa mascarada está bem mais à frente. Ao virar o próximo corredor e chegar no topo da escadaria, Andrew congela com o que vê. Quase todas as pessoas ali usam a mesma capa e a mesma máscara do assassino e viram a cabeça por igual para olhá-lo.

– Puta merda – ele diz por fim.

 

 

Jackson encontra a porta que leva até o subsolo da mansão e entra sem chamar atenção. Ele desce as escadas e acende as lâmpadas, vendo tudo lá embaixo.

Ao chegar no final dos degraus, uma mão tapa sua boca e o puxa para o lado.

– Shh... – alguém sussurra em seu ouvido.

Ele se vira rapidamente e vê Amanda com os olhos arregalados.

– O que você está fazendo aqui?! – Ele pergunta.

– Cala a boca! – Ela sussurra e então aponta para frente, para onde uma pessoa mascarada caminha de costas. – Eu o vi vindo pra cá e o segui. Precisamos pegá-lo agora.

– Fica aqui. – Ele diz para ela. – Eu faço isso.

Jackson puxa a arma de trás da fantasia e começa a se aproximar devagar da pessoa de costas. Um passo errado faz barulho e logo a pessoa encapuzada se vira, exibindo sua máscara

– MÃOS PARA CIMA! – Jackson segura a arma com as duas mãos.

Em um piscar de olhos, a pessoa mascarada corre e Jackson faz o mesmo.

– VOLTA AQUI! VOCÊ NÃO TEM PRA ONDE FUGIR!

Jackson perde a pessoa de vista quando ela vira um corredor e então segue atrás dela. Tudo está em silêncio e de repente, a pessoa avança em cima dele e tenta pegar sua arma.

O homem negro é mais forte, empurra a pessoa no chão e aponta a arma para ela.

– Não se mexa... – Jackson diz pausadamente. – De joelhos e mãos para cima.

Amanda chega mais atrás e passa a assistir a cena.

O assassino levanta as mãos devagar e começa a ficar de joelhos. Rapidamente, sua mão encontra um dos interruptores e apaga as luzes.

 

 

Henry caminha perto da piscina com uns amigos e então nota que todos estão olhando para ele.

– Henry... isso é verdade? – Uma garota pergunta, se aproximando.

– O quê? Do que você está falando?

– Do vídeo que acabou de sair no UCLA Da Depressão. – Ela entrega o celular para ele. – Você ainda não viu?

Ele olha para a tela e vê Simon sentado em seu quarto.

– O babado de hoje pode deixar vocês todos um pouco surpresos. – Ele começa falando. – Eu tenho que admitir que não esperava por essa. Ele é meu melhor amigo, mas... como eu sempre digo... estou aqui para expor as fofocas, doa em quem doer.

Henry engole em seco com o coração disparado no peito.

– Sinto muito, Henry. – Ele fala. – Mas, olhem essa foto, galera.

E então surge a foto dele se beijando com Louis e ao erguer os olhos para frente novamente, ele vê todas aquelas pessoas com os celulares nas mãos, encarando ele.

 

 

No subsolo da mansão, tudo está escuro e silencioso.

– DROGA! – Jackson grita quando sente a pessoa encapuzada se jogar contra ele. Os dois começam a brigar mesmo sem enxergar nada. A arma voa longe e então Jackson solta um grito alto. – AAAAAAAAAAAA!!!

– JACKSON?! – Amanda grita antes de puxar o celular do bolso e ligar a lanterna.

O celular treme em suas mãos enquanto o feixe de luz ilumina o lugar. Ela aponta para a parede e então liga o interruptor novamente, vendo que a pessoa mascarada sumiu.

– Você está bem?! – Ela se ajoelha diante dele que está sentado no chão. – Ele te machucou?!

– É... talvez um pouco...

O homem fala com dificuldade e então lentamente se vira para ela e mostra a ela a faca presa em seu abdômen.

 

 

CONTINUA...



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...