História The Killer at School - 3 TEMPORADA - Capítulo 6


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 4.483
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá Killers!
Desculpem pela demora haha as aulas voltaram então vai ficar um pouco puxado postar nos dias certos, mas tentarei ao máximo.

Espero que gostem!
~Boa Leitura!

Capítulo 6 - Cadáver Ambulante


 

– Uma pista? – Amanda franze o cenho e questiona. – Mas que tipo de pista é essa?

– Eu não sei – Jéssica responde negando com a cabeça –, mas antes do Zack ser morto, o killer enviou um emoji para ele de uma bola de futebol americano e uma faca. Como se tivesse dando uma pista de quem seria sua vítima.

Gabriel permanecia calado com os olhos arregalados até finalmente dizer:

– Como se estivesse jogando com ele...

– Exatamente. – Jéssica conclui.

– Então, o que faremos agora? – Vitória então faz a pergunta que todos temiam.

– Eu preciso contar para o Jack. – Disse Jéssica.

– Quem é Jack? – Amanda pergunta.

– Meu parceiro de trabalho. Estamos cuidando da segurança do campus e ele precisa saber para nos ajudar. – Ela explica.

– Tudo bem. – Mike fala. – Faremos o seguinte então: vamos nos separar pela casa e procurar qualquer atividade suspeita. Assim que um de nós achar algo, avisa aos outros por mensagem.

– É um bom plano. – Gabriel concorda. – Só temos que pegar o número de todos.

Em seguida, eles pegam os celulares e vão salvando seus números um por um até que todos estejam com os contatos em seus dispositivos.

– Pronto. – Sarah conclui. – Agora é só torcer para achar esse psicopata antes que ele ataque a próxima vítima.

 

 

Amanda desce as escadas com um olhar assustado que ela tenta disfarçar ao máximo. Os olhares de todos ali estão em cima dela e aquilo só aumenta seu nervosismo.

Uma música toca em um volume razoável, deixando o ambiente tranquilo. Amanda segue entre as pessoas lá embaixo e atravessa um dos corredores até chegar no outro salão.

Seu celular toca e ela rapidamente atende.

– Onde você está? – Ela pergunta, levemente alterada.

– Eu vou chegar um pouquinho atrasado. – Andrew caminha pelas ruas do campus com um casaco de capuz preto. – Preciso resolver uns negócios antes.

– Tudo bem. Só não demore, por favor. Eu preciso de você aqui.

– OK. Não vou demorar.

Ele para em frente a uma enorme casa com os dizeres “Omega Chi Delta” e então desliga o celular.

– Vamos lá, Andrew. – Sussurra para si mesmo. – Você tem que fazer isso.

Ele atravessa o jardim rapidamente e corre até o outro lado da casa. Se encosta na parede e toma um pouco de fôlego antes de ouvir o celular vibrar em seu bolso.

– Porra! – Ele se assusta e rapidamente atende. – David? Conseguiu?

– Sim. – David está sentado em seu quarto de frente para o computador. – Achei a planta da Omega Chi Delta em um site antigo pra cacete da universidade.

– E aí? Onde acha que fica o quarto dele?

– Deixa eu ver aqui... – ele aperta os olhos para a tela. – O quarto maior da casa fica na ala norte. A quarta janela. A com a varanda. Era o quarto dos presidentes da fraternidade, então só pode ser esse.

– OK. Eu acho que estou vendo ele. – Andrew olha para o lado e vê uma varanda no alto do segundo andar. – Eu te ligo depois.

Andrew guarda o celular no bolso do casaco e começa a se aproximar de um dos canos presos à parede. Ele olha bem para os lados e então começa a escalá-lo o mais rápido que consegue. Ao chegar no alto, ele pula a barra da varanda e então começa a se aproximar da porta. Olha pela janela e vê o quarto vazio.

Com bastante cuidado, ele abre a porta e entra ali sem fazer nenhum barulho. Põe a mão no bolso de trás da calça e puxa um envelope. Abre e vê ali dentro uma foto que ele e David tiraram de Henry com Louis na lanchonete. Atrás da foto está escrito “boca fechada ou todos vão saber”. Ele devolve a foto ao envelope e ouve os passos se aproximando do quarto.

Os olhos de Andrew se arregalam e ele olha em volta, sem saber onde se esconder. Olha para a cama e corre até ela, se abaixando e tentando entrar ali embaixo.

– Merda! – Ele sussurra ao perceber que não cabe ali.

Fica de pé novamente e ouve as vozes cada vez mais próximas da porta.

– ...e então, como foi na festa das kappas? – É a voz de Henry.

Andrew olha para o closet do outro lado e corre o mais rápido que consegue até ele. Abre a porta no mesmo instante que a porta do quarto é aberta e entra ali dentro assim que Henry e Simon fazem o mesmo.

– Tinha muita gente. – Simon fala. – E muita bebida. Tirei várias fotos para o meu blog.

– Era de se esperar. – Andrew se aproxima da porta e através das aberturas estreitas nela, consegue ver os dois. – Não sei como ela não te expulsou de lá depois daquele teatro todo que fez aqui.

– Ela não vai fazer nada. Não tenho medo da Amanda. – Simon diz. – Nem dela nem daquele babaca do namorado dela.

Andrew engole em seco dentro daquele closet quente. Ele pensa em todas as coisas que pode dizer caso seja visto ali, mas nenhuma lhe parece coerente. Ele só precisa pensar num jeito de sair dali o mais rápido possível.

 

 

Dentro da viatura, Jackson observa pela janela os jovens espalhados pela mansão. Ele toma alguns goles de seu café e então olha para o outro lado da rua, onde um grupo de garotas estão paradas assistindo a festa.

Ao virar-se novamente para a outra janela, vê uma figura parando bem na sua frente.

– PORRA! – Ele exclama. – Que susto!

– O killer está aqui. – Jéssica diz, com seriedade.

– Quem?

– O killer, Jack! O assassino, a pessoa mascarada, o psicopata! Ele está aqui na festa. – Ela diz, desesperada.

– Do que você está falando? – Ele sai do carro em seguida. – Por que acha isso?

– Eu não acho. Eu tenho certeza. – Diz ela. – Eu reencontrei os meus amigos na festa de boas-vindas. Aqueles da foto que você viu.

– Eles estão aqui no campus?

– Sim. Eu fiquei muito feliz em revê-los. Mas enfim, ele nos mandou uma mensagem.

– Deixa eu ver a mensagem.

Jéssica pensa rapidamente em uma desculpa.

– Era uma mensagem programada. Apagou assim que lemos. Mas ele disse que vai matar uma pessoa nos próximos minutos.

– Porra. – Ele passa a mão na testa.

– Ele também nos mandou essa foto. – Ela lhe mostra a foto que recebeu. – Isso é uma pista da próxima vítima. Ele está jogando com a gente.

– Mas que tipo de pista é essa? – Ele franze o cenho. – Essa é aquela mulher do filme da bruxa e da bela adormecida, não é?

– É. Malévola. Mas eu não sei o que isso quer dizer. – Ela guarda o celular novamente. – Temos que ficar lá dentro de olho em todo mundo antes que o pior aconteça.

– Vamos lá.

Os dois então correm apressados de volta para a mansão.

 

 

20:12

 

O reitor Avery senta em sua mesa de frente com a ex-mulher, que olha ao redor, curiosa.

– Quanto tempo você pretende ficar aqui? – Ele lhe pergunta.

– Eu não sei. – Elizabeth Avery tem um tom de voz sereno e tranquilo, mas seu olhar é rígido e calculista. – Tudo vai depender de como as investigações prosseguirão.

– Eu entendo. – Avery levanta novamente e vai até o outro lado, voltando com dois copos e uma garrafa de bebida.

– Você e o seu Whisky. – Ela fala, balançando a cabeça e pegando um dos copos. O reitor lhe serve um pouco da bebida e ela toma um gole pequeno.

– Como estão as coisas em Seattle? – Ele pergunta após voltar a se sentar.

– Estavam ótimas até você me ligar e me contar que o nosso filho está desaparecido. – Ela explica, tomando outro gole. – Eu não consegui parar de pensar e então viajei pra cá o mais rápido que consegui.

– Não vão sentir sua falta lá?

– Não, eles vão ficar bem. – Elizabeth responde. – Meu objetivo agora é encontrar o Kenny.

– Acredite, é tudo o que eu mais quero. Mas a polícia já está envolvida.

– E eles já tiveram algum progresso?

Avery toma um gole e volta a olhar para ela.

– Ainda não. – Sua cabeça nega. – Eles estão tentando ver o que aconteceu através das câmeras de segurança. Tem dois policiais capacitados encarregados de investigar isso e tentar descobrir quem é o assassino por trás daquela máscara.

– Você já parou pra pensar que... – ela faz alguns segundos de silêncio antes de votar a falar – esse assassino...

– Não. – Ele corta. – Não diga uma coisa dessas. Ele está bem. Deve estar furioso e resolveu tirar uns dias de férias por enquanto que ainda é o começo do ano.

– Eu espero. – Ela termina o líquido em seu copo e coloca-o na mesa. – Mas eu te garanto que vou fazer de tudo para achar aquele garoto. Nem que seja a última coisa que eu faça.

Eles olham um para o outro com olhares ríspidos e então Avery assente com a cabeça.

 

 

20:50

 

Lisa caminha entre várias garotas que estão no segundo andar se arrumando. Todas usando longos vestidos elegantes e com penteados bonitos.

Ela olha para todas elas e então segue até virar o corredor e entrar em um dos quartos. Jolie está ali com Louis que segura um tablete nas mãos.

– E aí? – Louis pergunta para ela. – Como você vai fazer isso?

– Eu já sei como. – Lisa fecha a porta e se aproxima deles. – A votação das candidatas mais bonitas acontece através do site oficial das kappas. Todas que fizeram o cadastro estão lá para a votação e tudo o que eu tenho que fazer é redirecionar os votos da Vitória para outra garota. E no final, ela será eliminada.

– Uau. – Louis fala, surpreso. – Você é tão demoníaca, Lisa que eu até tenho medo do que você é capaz.

– Eu sou capaz de tudo, meu bem. – Ela pega um tablet em cima da cômoda e senta na cama entre eles.

– Uaaaau. – Jolie comenta. – Você é demais, amiga.

– Chegou a hora de tirar aquela sem-sal do meu caminho. – Ela então começa a mexer nas configurações do site com um meio sorriso no rosto.

 

 

Andrew continua ali dentro do closet, sentindo o suor descer pelo canto de sua testa. Henry e Simon conversam bastante e ele se sente sufocado a cada minuto que passa.

– Eu fiquei surpreso com o que você postou no UCLA da Depressão. – Henry comenta. – Sobre o passado da Amanda e do professor. Nunca que eu ia descobrir que eles tinham passado por tudo aquilo.

– Ninguém esperava por aquilo. Agora todo mundo conhece o passado assustador deles.

– Você é cruel, cara. – Os passos de Henry se aproximam do closet e nesse momento o coração de Andrew dispara. – Não tem pena de ninguém antes de postar aquelas coisas.

– Óbvio que não. Eu apenas posto a verdade, doa a quem doer. Além do mais, eu não sei porque as pessoas ficam tão nervosinhas quando sai alguma fofoca.

Henry faz silêncio, de frente para o closet e então Andrew nota a expressão dele mudar. Ele abre a boca algumas vezes, mas não diz nada de início. Após alguns segundos ele fala:

– As pessoas tem direito a terem segredos, Simon. – E se vira para o amigo.

Alguma coisa muda dentro de Andrew ao ouvir aquilo. Ele olha para o envelope em suas mãos e pensa consigo mesmo se devia mesmo estar fazendo aquilo.

 

 

Os olhos de Sarah e Eddy percorrem a multidão de pessoas que passam de um lado para o outro, tomando suas taças de vinho, completamente despreocupadas.

– Se eu fechar os olhos, posso me sentir naquela escola outra vez. – Eddy comenta.

– Eu também. – Sarah diz, respirando fundo. – Eu ainda não consigo acreditar que isso está mesmo acontecendo outra vez.

– Acho que ninguém está. E pensar que eu achei que teríamos paz dessa vez.

Uma pessoa começa a se aproximar delas por trás.

– Nada. – Diz Gabriel, fazendo as duas se virarem. – Nenhum movimento suspeito. Nenhum mascarado. Nada.

– Droga. – Sarah diz. – Como vamos achar esse psicopata aqui? Vai ser como procurar agulha no palheiro. Ele está muito bem camuflado.

– Isso está acabando comigo. – Eddy massageia a testa, preocupada. – Eu não quero mais continuar mentindo para o Jonas. Isso está acabando comigo. Nós nunca mentimos um para o outro e agora as coisas estão estranhas.

– Você ainda não contou nada para ele, né? – Gabriel questiona.

– Não. E não sei se vou contar. Eu tenho medo da reação dele.

– Tudo bem. – Sarah fala. – A gente pensa nisso depois. O nosso foco agora é tentar descobrir onde o killer está e quem é a próxima vítima dele.

– OK. – Gabriel pega o celular do bolso. – Essa imagem. É tudo o que temos.

– O que diabos a Malévola tem a ver com a próxima vítima? – Eddy pensa um pouco, trocando olhares com os dois.

– Vamos lá. Nós somos mais inteligentes que isso. Só temos que pensar rápido. – Gabriel disse. – Nosso tempo está passando.

– Vamos nos separar. – Sarah propõe. – Podemos cerca-lo e impedir que aconteça. Ele ou ela não é mais esperto que todos nós.

– Tudo bem então. Vamos lá. – Eddy fala antes de se afastar, seguindo em direção à sala de estar.

Gabriel caminha para o outro lado, se aproximando da cozinha e Sarah permanece no mesmo lugar, olhando cada um que passa.

– Amiga! – Uma voz surge ao seu lado. – O que está fazendo aqui?

– Sidney? – Sarah se vira para sua colega de quarto. – Eu que te pergunto. O que você está fazendo aqui?

– Ah, eu soube que ia ter bebida grátis e sempre que tem bebida grátis, eu apareço. – Ela ergue uma taça de champanhe para o alto. – Eu sempre apago na metade das festas, mas fazer o que né.

– Olha, – Sarah segura em seu braço e a puxa para o outro lado, onde não há ninguém. – Aqui não é seguro. Eu tenho quase certeza que o killer está aqui!

– É eu vi ele! – Ela exclama, fazendo Sarah arregalar os olhos.

– O que disse?!

– É. A gente já se pegou! Ele até que beija bem.

– De quem você tá falando, garota?

– Do Kim. Foi você que falou.

– Ai meu Deus! – Sarah respira fundo. – Eu disse killer! Killer! O assassino mascarado!

– Ah, e como você sabe disso?

– Eu só sei, tá legal. – Sarah olha em volta e depois fixa os olhos na amiga. – Olha, vai pra casa e eu te encontro logo. Não é seguro ficar aqui.

– Só mais uma taça e eu juro que vou.

Sidney passa por ela e se junta a multidão que caminha em direção a enorme sala de estar, onde Amanda chama a atenção de todos.

– Chegou o grande momento. – Ela diz, tentando sorrir. – Hora de conhecermos as nossas candidatas desse ano.

As garotas surgem, acompanhadas de aplausos e assovios de todos ali presentes.

– Vocês podem votar agora mesmo pelos seus celulares no nosso site. – Amanda fala. – Cada pessoa tem direito a um voto. Então, votem consciente e boa sorte a todas.

Vitória está ali entre elas, um pouco nervosa, mas ao mesmo tempo empolgada. Ela olha para Mike no final que abre um sorriso e assente para ela.

 

 

Jéssica aproxima seu walkie-talkie da boca e aperta o botão.

– Jack? Onde você está?

Dentro da mansão, o policial Jackson caminha nos corredores vazios do terceiro andar.

– Nenhum movimento suspeito por aqui. – Ele fala para ela. – Todos estão lá embaixo. Alguma coisa aí fora?

Jéssica caminha pelo jardim na entrada.

– Não. – Ela olha em volta, para as ruas desertas sem perceber que alguém se aproxima dela por trás com passos lentos. – Acho que ele está no meio da multidão lá dentro. Eu vou entrar e dar uma olhada e se eu vir algo eu te...

Jéssica vai ao chão com o golpe certeiro que recebe na cabeça e cai de cara na grama.

– Jéssica? – Jackson pergunta do outro lado. Está parado agora. – Está tudo bem? Ei?... Que barulho foi esse?!... Droga!

Ele guarda o walkie-talkie e agarra a arma em sua cintura em um movimento rápido e então corre dali desesperado.

 

 

21:55

 

Eddy passa por algumas pessoas na cozinha enorme e então retorna para a multidão de pessoas na entrada que votam com seus celulares.

– Ei! – Mike se aproxima dela. – Viram alguma coisa?

– Ainda não. Nos separamos para tentar achar alguma coisa, mas está difícil. Essa pessoa está bem escondida.

– Demais. – Mike olha ao redor. – Eu vou dar uma olhada lá em cima e já volto.

– OK.

Mike se afasta e então Eddy segue pela multidão se espremendo para poder passar. Se desculpa com as pessoas que esbarra e então sente seu celular vibrar no bolso.

Há uma nova mensagem:

“Seu cabelo está tão cheiroso”

Seus olhos se arregalam e seu coração dispara no peito ao ler aquilo. Eddy se vira rapidamente e nesse momento vê que todos estão com seus celulares em mãos. Seu corpo treme e ela engole em seco, assustada.

Nesse momento, quando uma mão repousa em seu ombro, ela grita e se vira.

– NÃÃOOOOOOOOOOO!!!

A atenção inteira é voltada para ela nesse momento. Para ela e para Gabriel logo atrás.

– Ei, sou eu. – Ele diz. – Está tudo bem. Calma.

– Meu Deus... – Ela leva a mão ao peito, ainda em pânico. – Eu... eu estou assustada.

– Vem, vamos sair daqui.

Os dois atravessam a mansão ainda sob os olhares estranhos e chegam à cozinha.

– Eu recebi uma nova mensagem. – Ela mostra o celular para ele. – Ele estava perto de mim, Biel. – Sua voz fica trêmula e o homem à sua frente fica tenso. – Ele está perto de nós...

 

 

– A votação está encerrada. – Amanda diz no topo das escadas, conseguindo todos os olhares novamente. – É hora de conhecermos as novas kappas!

Os aplausos recomeçam.

– Então, vamos lá. – Amanda segura o tablet em suas mãos. – A mais votada da noite foi...

Todos mantém os olhos grudados nela e tudo fica em silêncio.

– London Hayle! – Amanda diz e uma das garotas elegantes se aproxima com um sorriso enorme no rosto. Amanda lhe dá um abraço simpático e completa. – Seja bem-vinda, irmã.

A garota desce as escadas ao som dos aplausos e se junta às outras kappas que a aguardam lá embaixo onde é recebida com abraços.

– A segunda mais votada foi... – a mesma pausa dramática – Keyla Johnson.

Uma negra de cabelos cacheados abre um enorme sorriso alegre e abraça Amanda, que lhe diz a mesma coisa. Em seguida, ela se junta às outras lá embaixo.

Os nomes continuam, e a cada garota, Vitória vai ficando cada vez mais nervosa ali em cima.

 

 

Jackson sai da mansão e corre pelo gramado com a arma em mãos.

– Jéssica! – Ele grita.

Ao olhar para o outro lado, ele vê a mulher de dreads jogada no chão, desacordada.

– Merda! – Ele corre até ela e procura algum ferimento em seu corpo. – Acorda! Ei!

Jéssica abre os olhos com dificuldade e logo sente uma dor percorrer sua nuca.

– Porra! – Ela fica de pé com a ajuda do amigo. – Aquele filho da puta me acertou.

– Você está bem?

– Estou. – Ela passa a mão na parte de trás da cabeça. – Encontrou algum suspeito?

– Não. Todo mundo age normalmente.

De repente, os olhos de Jackson encontram algo no começo da rua que faz seu coração disparar no peito. Usando uma capa preta, luvas e a mesma máscara de borracha, uma pessoa olha para eles com uma faca na mão.

– Porra! Ali! Vamos!

Ele corre primeiro com a arma apontada para frente.

– Fique onde está! – Grita Jéssica, puxando sua arma também.

A pessoa mascarada pende a cabeça para o lado e então começa a correr.

– VAMOS! ATRÁS DELE! – Jackson grita e os dois partem pelas ruas desertas.

 

 

22:22

 

Os trovões são ouvidos, anunciando a chegada da chuva.

Amanda prossegue com os nomes e aos poucos, vão sobrando somente algumas garotas.

– Mônica Thompson. – Ela diz e uma asiática comemora, lhe dando um abraço e descendo as escadas ao som dos aplausos.

Amanda troca olhares com Vitória que mudou completamente a expressão.

– As outras que ficaram... – Amanda volta a falar, sem conseguir olhar mais para a amiga. – Eu sinto muito. Vocês foram desclassificadas.

Vitória engole toda aquela vontade de chorar que sente, mas seus olhos logo ficam vermelhos.

– Agradeço a todas pela participação e quem sabe vocês ganhem no ano que vem.

Vitória lembra de quando chegou a universidade, esperançosa. Lembra de se imaginar ali usando aquele broche e fazendo parte daquela fraternidade. A primeira lágrima rola pelo seu rosto.

– Eu sinto muito. – Amanda diz para ela enquanto Louis, Lisa e Jolie assistem tudo lá embaixo.

Vitória desce as escadas correndo e Lisa abre um sorriso quando a vê saindo da casa. Ela não consegue se controlar e começa a chorar muito enquanto caminha por aquele gramado.

A chuva começa a cair ferozmente sob ela que não se importa. Ela deixa a chuva molhá-la enquanto corre dali. Tira os saltos dos pés e segue caminhando pelas ruas até ouvir uma voz.

– Ei!

Ela se vira rapidamente, com os cabelos e a roupa completamente encharcados e vê uma garota parada ali.

– Você está bem? – Pergunta uma ruiva. A mesma ruiva que falou com ela quando chegou na universidade. – Lembra de mim? Lilly.

– Ah... eu lembro.

– O que está fazendo nessa chuva? Vem. Entra aqui!

– Eu... eu...

Lilly se aproxima dela.

– Tá tudo bem, vem comigo.

As duas então caminham em direção à mansão em frente com os dizeres Zeta Beta Zeta.

 

 

Jéssica e Jackson continuam a correr sem parar enquanto a chuva cai.

– Está vendo ele?! – Jéssica pergunta quando eles param no meio da rua.

– Não mais. – Jackson diz, ainda com a arma em mãos. – Pra onde será que ele foi?

Jéssica olha ao redor e pensa um pouco.

– Ele me atacou – começa ela –, fez você sair da casa e então nos despistou para deixarmos todos lá. – Jackson olha para ele. – Ele nos enganou para colocar seu plano em prática. Temos que voltar! Vamos!

Os dois então voltam correndo e ofegando em meio a toda aquela chuva.

 

 

Sarah atravessa a multidão eufórica e encontra Gabriel e Eddy.

– A Vitória saiu correndo daqui. – Ela começa falando.

– O quê? Por que? – Eddy questiona. – O que aconteceu?

– Ela não foi votada para ser uma das kappas e saiu arrasada. A Amanda não pôde fazer nada para ajuda-la. Foi tenso.

– Tudo só desanda. – Gabriel comenta. – E nada de encontrarmos o killer. Eu não consegui nenhuma pista pela foto.

– Eu também não. – Eddy fala. – O que vamos fazer?

Eles se olham novamente com expressões frustradas.

 

Uma pessoa caminha pelos corredores vazios até chegar em uma porta. Gira a maçaneta e a empurra, vendo as escadas. Ao tocar no interruptor, as luzes se acendem e mostra a adega de vinho.

 

– Vamos lá... – Gabriel continua falando. – Malévola... era uma personagem de um filme de fantasia onde era a vilã, certo?

– Certo. – Eddy e Sarah falam por igual.

 

A pessoa segue com passos lentos olhando para todos aqueles vinhos perfeitamente enfileirados como se fossem livros em uma prateleira.

 

– Qual era o nome da Bela Adormecida mesmo? – Eddy questiona.

– Aurora. – Sarah responde.

– Malévola amaldiçoa ela e depois... – ele é interrompido por duas garotas que entram na cozinha rindo.

– A Bela Adormecida já já vai dormir. – Uma delas fala e as duas riem.

Os três se olham por igual e então se viram para elas.

– Desculpe – Eddy começa – o que disseram?

– Ah, que a Bela Adormecida já já vai dormir. – Ela responde.

– E quem é a Bela Adormecida? – Gabriel pergunta.

 

A pessoa na adega seleciona uma garrafa de vinho sem perceber que uma pessoa desce as escadas lentamente com a faca em mãos.

 

– Ah, é uma garota que em toda festa fica bêbada e dorme. Todo mundo chama ela de Bela Adormecida. – Diz a outra garota. – Vimos ela agora a pouco procurando por mais bebida.

– Ai meu Deus. – Sarah arregala os olhos. – Não pode ser... onde a viram pela última vez?

– Ah, no outro lado. – Ela aponta.

– Temos que ir! – Sarah então corre dali o mais rápido que pode, sendo seguida por Gabriel e Eddy que abrem espaço por algumas pessoas.

 

A pessoa mascarada desliza a faca pelas prateleiras enquanto se aproxima da garota de costas que lê o rótulo do vinho que segura.

 

– É a Sidney! – Sarah fala, seguindo pelos corredores. – O apelido dela é Bela Adormecida!

– Bela Adormecida... Malévola... – Gabriel então entende. – Então era isso o tempo todo.

– Onde vamos encontra-la? – Eddy pergunta.

– Eu não sei, mas nós precisamos acha-la antes do killer.

 

Ao se virar, a garota se assusta com a figura mascarada diante dela e deixa a garrafa de vinho cair, se estilhaçando e espalhando todo aquele líquido avermelhado pelo piso.

 

Ao virar o corredor, Sarah esbarra em alguém e para.

– Me desculpa! – Ela fala para a pessoa que tombou.

– E aí, amiga! – E com um sorriso no rosto, Sidney fala. – Pra onde vai com toda essa pressa? Olha, achei mais bebida. – Ela ergue um copo cheio.

 

A pessoa mascarada olha então para a garota à sua frente que a encara com os olhos arregalados e assustados.

– Por favor... não. – Diz então, Jolie.

– Olá, Jolie. – A pessoa fala com a voz robótica. – Vamos brincar?

A garota corre o mais rápido que consegue para longe da pessoa mascarada que a persegue devagar.

– ME DEIXA EM PAZ! – Ela grita, olhando para trás.

A pessoa mascarada para, pega uma garrafa de vinho e joga com força na direção dela. A garrafa quebra em sua cabeça e ela logo vai ao chão.

– Não... não... por favor... – ela chora, no chão. A cabeça está virada, olhando para a pessoa que se aproxima lentamente com a faca em mãos. – Por favor... não faz isso... eu imploro...

– Fim de jogo pra você.

A faca é erguida para o alto e então afunda brutalmente em suas costas, fazendo a garota soltar um grito alto e agudo.

 

 

23:25

 

Amanda segue pela multidão e encontra Lisa.

– Eu preciso beber. Onde estão a Jolie e o Louis? – Amanda pergunta.

– Louis foi pegar mais petiscos na cozinha e a Jolie, mais vinho.

Nesse instante, tudo começa a fazer sentido na cabeça de Amanda. Ela não ouve mais nada. A foto que o killer enviou. Tudo fazia sentido.

– Há... quanto tempo ela saiu? – Amanda pergunta.

– Tem alguns minutos. – Lisa responde. – Está tudo bem?

– Não... – Ela diz, negando com a cabeça. – Não... não...

Amanda corre dali desesperada enquanto Lisa a segue.

– O que houve?! – Lisa segue perguntando enquanto ela corre pelos corredores.

Abre a porta da adega, desce as escadas e vê todo aquele vinho espalhado pelo piso. Caminha mais um pouquinho e então vê o corpo de Jolie coberto de sangue no chão e sem vida.

– Malévola... Angelina Jolie... – São as palavras que ela consegue falar – ...Jolie...

Lisa desce as escadas em seguida e para ao seu lado, vendo o corpo.

– AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHH!!! – Seu grito de pânico ecoa por toda a mansão.

 

 

Enquanto isso, uma pessoa encapuzada caminha por uma sala escura. Acende a luz e começa a se aproximar de um quadro preso na parede. Leva as mãos até o capuz e começa a removê-lo. Em seguida, se desfaz da máscara e fixa os olhos nas várias fotos que há ali.

Sua mão revestida pela luva preta, pega um marcador vermelho e finalmente risca um “X” na foto de Jolie que tem um sorriso enorme no rosto.


Notas Finais


Até logo 3:)


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