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História The Killer (Interativa) - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


Hello, people! Tudo bem com vocês? Eu espero que sim.


Sim, eu demorei um mês e cinco dias para postar (novidade, não é mesmo?), mas cá estou eu com o fim desse caso.


Tenham uma boa leitura.

Capítulo 5 - Mensagens Perigosamente Sedutoras (parte final)


Detroit, Michigan

05 de junho de 2019

04:43 PM

 

 

 

– Alguém tem alguma teoria válida? – perguntou Max, já com a câmera ligada, gravando cada um dos agentes da UAC. – Eu não sei vocês, mas eu acredito que qualquer palpite é aceitável agora, até termos uma teoria muito mais plausível.

Todos estavam no salão de encontro que havia sido reservado para eles. Connor estava sentado no tapete, com as pernas em posição de índio, e parecia meditar, apesar de estar com ambos os olhos abertos, enquanto todos os outros estavam sentados em cadeiras e poltronas que se localizavam pela extensão do local. Nev estava de pé ao lado de Max, que agora parecia muito mais curioso com o caso do que o habitual.

– Ele parece se moldar perfeitamente para cada uma de suas vítimas – comentou Albert, e todos olharam para ele, tentando seguir seu raciocínio. – Pensei isso por conta do que o irmão da Keyla disse. Pra mim fez muito sentido.

– Então podemos classificar ele como um manipulador completo – concluiu Oliver, e todos da equipe assentiram. – Alguém mais tem algum comentário a fazer sobre o nosso elemento desconhecido?

– É ele mesmo nas fotos? – perguntou Jhonatan, ainda com certa confusão presente. – Quer dizer... É muito improvável ser aquele cara.

– Eu acho que é ele sim – murmurou Connor, e todos prestaram atenção nele, mesmo que ele não pareceu notar isso. – Como eu posso explicar? Usar uma casca mais de uma vez indica auto-confiança. Ou esse cara tem muita certeza de que ele é o homem mais bonito do mundo... Ou a falta de confiança em mostrar sua real aparência, porém confiante o bastante para usá-la mais de uma vez.

– Então esse é um dos casos em que o perfil não é 100% claro? – perguntou Nev, coçando o queixo de leve. – E que ele pode ser mais confuso do que aparenta ser?

– Podemos dizer que sim – respondeu Hell, olhando para suas próprias unhas. – Esse cara foi esperto em bloquear todas as pessoas com quem suas vítimas tinham contato. Se isso não for sinal de esperteza, eu, sinceramente, não sei o que mais isso poderia ser.

Ashley pareceu mais pensativa ainda, da mesma forma que Elias, o qual parecia ser o mais entediado do grupo naquele exato momento. Jasmine, a qual estava em silêncio há um bom tempo, encarou os dois apresentadores do programa, e decidiu lhes fazer uma pergunta que, ao seu ver, fazia muito sentido.

– Vocês descobriram algo? – perguntou Jasmine para Nev e Max, que assentiram.

– Encontramos o número do telefone – respondeu Nev. – Está registrado no nome de um cara chamado Rupert Watson. Pesquisamos o nome, e encontramos algo interessante.

– Conte mais – pediu Allyson, olhando para os dois homens e se ajeitando em seu assento.

– Achamos uma notícia envolvendo uma irmã que ele, aparentemente, tinha – respondeu Max, e todos os agentes estavam prestando atenção nas palavras do homem de cabelos grisalhos. – Evangeline Watson, a qual foi assassinada por um cara que ela conheceu na internet. E... bem... Quando olhamos a foto dela, percebemos que ela era muito parecida com as três garotas desaparecidas. Mesmo tipo de cabelo, cor dos olhos idêntica aos da Evangeline... Um padrão muito notável, se me permitem dizer.

Os agentes se olharam. Todos estavam até que surpresos com a informação que havia sido descoberta. Oliver se levantou e olhou para a sua equipe. Todos entenderam o que aquele olhar significava.

– Vamos falar com a polícia, e explicar toda essa história – disse Oliver, e os agentes assentiram, sem falar nada. – Tendo a ajuda da polícia, nós podemos achar aquelas moças, e vamos torcer para elas estarem vivas.

Assim, a equipe foi dividida ao meio, e metade dela foi quase que correndo para a polícia, enquanto a outra metade estava investigando mais sobre o suspeito que tinha vindo a tona nessa investigação toda. Connor acabou indo com o pessoal que foi até a delegacia mais próxima – no caso, Allyson, Jhonatan e Jasmine –, e torcia para que eles pudessem convencer a polícia local de que um crime havia sido cometido. Não sabiam se iriam conseguir convencê-los, mas não custava tentar, não é mesmo?

 

 

 

***

 

 

 

A equipe da UAC já estava procurando pelo suspeito, e suas mentes já estavam se cansando de tanto procurar onde não achavam nada, nem mesmo uma única evidência ou poeira sequer que pudesse levar ao suspeito. Elias e Connor já estavam com a paciência no limite, enquanto Albert e Hell pareciam mais empenhados do que nunca para achar o suspeito. Allyson prestava atenção nas coisas ao seu redor, da mesma forma que Jhonatan e Jasmine também prestavam atenção em todos os detalhes.

Depois de tanto procurarem, os detetives, em específico, se cansaram, e pararam de andar em uma rua pouco movimentada. Sentiam o fôlego sumir a cada segundo, por estarem andando há mais de uma hora e meia, quase duas horas exatas.

– Sério, isso já começou a encher o saco – murmurou Elias, enquanto a equipe descansava em uma área bem movimentada. – Quando nós vamos achar esse cara, que pode estar na puta que pariu do outro lado do estado, principalmente por ele saber que nós estamos caçando ele?

– Paciência, meu jovem e caro amigo – disse Connor, depois de ajeitar os próprios cabelos. – Nós estamos procurando há quase duas horas, eu sei... Mas precisamos manter a calma, para não perdermos o foco da missão. Se perdemos... Estaremos todos ferrados, e um possível seqüestrador em série vai sair em pune, e todos poderemos ser demitidos dos nossos cargos.

Enquanto eles descansavam, viram algo estranho. Um homem exatamente parecido com Rupert Watson, andando em passos rápidos e fracos, como se estivesse cansado. De fato, ele estava, e isso era muito mais notável do que se poderia pensar. Os cabelos estavam escondidos por conta de uma touca cinzenta, mas o rosto era o mesmo: nariz de tamanho médio, pele pálida, olhos castanhos escuros e uma grande cicatriz de corte no olho, e que parecia desaparecer com o tempo, mesmo que não fosse 100% invisível.

– É ele... – murmurou Jhonatan, enquanto olhava para o homem do outro lado da rua. – Galera, é ele.

A equipe olhou para o homem, e Connor e Oliver se encararam, logo indo até o homem, que os olhou com certa dúvida. Ele jurou sentir algo naquelas pessoas, e viu o que parecia ser uma espécie de arma na reta de cintura de dois deles. Eram armas... Isso foi mais do que suficiente para fazê-lo correr muito.

Na mesma hora, Connor começou a correr, e Elias correu atrás dele. Os dois agentes prestavam atenção em cada movimento que o suspeito fazia, e como ele se movia. Era rápido, mas tinhas altas probabilidades de cair, por conta do que parecia ser um ferimento no pé esquerdo, possivelmente o pé menos dominante. Então, resumindo todos os pensamentos de ambos os detetives, seria muito fácil capturá-lo, se ele tivesse apenas uma falha.

E essa falha chegou cinco minutos depois, enquanto eles corriam perto de uma biblioteca. O pé esquerdo do suspeito “falhou”, como se tivesse simplesmente falhado naquele exato momento, e isso o fez tropeçar e cair com tudo no chão, gemendo de dor quase que no mesmo momento que seu corpo sentiu o impacto. Connor sorriu, ao ver que seus cálculos estavam mais do que certos.

Em uma reação rápida, ele tirou as algemas do cinto da calça, e algemou o suspeito, apertando bem elas em seus pulsos, para que não houvesse nenhuma tentativa de fuga.

– Onde elas estão, Rupert? – perguntou Elias, se aproximando dos dois homens, e vendo que Connor estava apertando as algemas de Rupert, mesmo que não machucasse-o. – Onde estão as mulheres que você seqüestrou?!

– Eu não sei do que você está falando – murmurou Rupert, enquanto tentava conter os gemidos. – Por favor, me solte, eu não fiz nada.

– Então por que fugiu de nós? – perguntou Connor, apertando as algemas mais uma vez. – Meu caro, temos muito o quê conversar. E faremos isso na delegacia, para entendermos como você conseguiu capturar três jovens moças que se parecem muito com a sua falecida irmã.

– Não fale o nome dela, seu paspalho – disse Rupert, tentando se soltar, mas Connor não cedeu.

– Falo sim. E é um crime ofender um agente federal, meu amigo. Se você não for preso por esses crimes, então... Será preso por isso – Connor sorriu ao terminar a frase. – Anda, vamos logo. Temos um bom papo para conversar.

 

 

 

***

 

 

 

– Conte mais a respeito do que aconteceu para você sequestrar aquelas pessoas – disse Connor, enquanto se sentava, estando ao lado do delegado, que ouvia tudo com atenção, pois queria entender o que estava acontecendo naquele exato momento.

Rupert estava sentado em uma cadeira, com as algemas em suas mãos. Seus olhos estavam focados na mesa de ferro, enquanto os dedos de seus pés se moviam, tentando conter a ansiedade. Connor prestava atenção em todos os detalhes do suspeito, e o delegado tentava entender como aquilo era possível. Como um cara aparentemente normal poderia fazer aquilo com três mulheres? Principalmente quando elas se pareciam por a sua falecida irmã.

O suspeito olhou na direção de Connor, que nem piscava. Sua concentração era impressionante, e isso era notável.

– Você não entenderia, agente – respondeu Rupert, olhando nos olhos de Connor, que agora ajeitava o seu cabelo. – Já perdeu alguém que ama muito?

– Já perdi duas – respondeu Connor, cruzando as pernas e ainda olhando para Rupert. – Eu era bem jovem, mas me lembro do que aconteceu toda vez que tento dormir. Lembro do cheiro... Do chão em que eu pisei... Do frio... Lembro de tudo.

– Então você me entende. Sabe que a pessoa que me tirou a minha irmã deve pagar muito caro pelo que ela fez...

– Rupert, Rupert... – murmurou Connor, se levantando e andando ao redor da mesa em passos curtos e firmes, tentando intimidar o suspeito. – Existe uma diferença muito grande em ter justiça pelo seu ente querido, utilizando meios legais. Outra é você querer se vingar com as próprias mãos, utilizando isso para ferir pessoas física e psicologicamente. E foi isso que você fez a aquelas mulheres. Agora, eu vou perguntar apenas uma ver, e se eu perguntar de novo, não serei tão gentil... Onde estão as meninas?

Rupert riu baixo, e olhou para Connor com um sorriso maldoso.

– Por que eu contaria? – perguntou Rupert, enquanto Connor olhava pra ele com um olhar cheio de raiva, mesmo que ele estivesse se contendo ao máximo para não explodir naquele exato momento. – Elas podem estar mortas nesse exato momento, meu amigo.

– Eu acho que não – murmurou Connor, se afastando devagar. Ele se aproximou do vidro e sorriu. – Galera, procurem propriedades em nome desse filho da puta aqui. E procurem pelas meninas. Se elas estiverem vivas, batam três vezes no vidro quando voltarem. Agradeço.

Jasmine e Allyson se encararam, e assentiram uma para a outra. Rapidamente, elas saíram do local e foram correndo até uma sala onde a equipe estava. Hell mexia no celular, enquanto Oliver estava conversando com alguém por ligação.

– Connor disse para procurarmos as meninas nos locais que pertencem ao Rupert – disse Jasmine, e Oliver assentiu, murmurando algo na ligação.

– Quais as chances delas estarem vivas nesse exato momento, enquanto estamos tentando achar elas? – perguntou Ashley, bebendo um gole da água que tinha pegado minutos antes das meninas chegarem.

– Possivelmente 68% de chances delas estarem vivas, mas não bem – respondeu Albert, ajeitando os cabelos. – Mas, se formos bem realistas em toda essa situação e não ter um pingo de esperança... Eu diria que bem menos de 40% é o número estimativo de sobrevivência.

Segundos de silêncio surgiram, mas eles foram quebrados por Oliver, que olhou para a sua equipe com um olhar preocupado.

– Gente, o nosso analista acredita que o Rupert tenha uma espécie de armazém no nome dele – disse Oliver. – Ela acabou de passar o endereço. Todo mundo pra lá, agora!

 

 

 

***

 

 

 

A correria foi intensa. Agentes do FBI de um lado, policiais de Detroit do outro, mas todos com um mesmo propósito: encontrar as jovens, com vida. E todos eles foram para o que parecia ser um armazém.

Do armazém, vinha um barulho estranho. Era uma música alta, mas quem prestasse atenção iria notar que gritos femininos eram ouvidos. Os agentes do FBI logo entenderam que eram as meninas, e tentaram abrir a porta do armazém. Depois de quatro chutes, a porta cedeu, e um barulho alto foi ouvido, além da música e dos gritos.

No chão, estavam duas das meninas, mais precisamente Jane e Keyla, que tentavam se soltar. Danielle estava na janela, tentando abrir o vidro, mas parou ao ver os policiais. Os agentes foram correndo soltar as duas moças, enquanto um dos policiais ajudou Danielle a descer de onde ela estava.

– E agora? O que faremos? – perguntou Hell, depois de soltar as cordas que prendiam os pés de Keyla.

– Vou pedir para um policial bater no vidro da sala três vezes – disse Jasmine, logo se afastando do grupo e indo até um dos detetives da polícia local. – Pode pedir para um dos policiais na delegacia bater no vidro da sala de interrogatório três vezes?

– Três vezes? – ele perguntou.

– É o número de vítimas que foram encontradas vivas. Só peça isso, por favor.

O detetive assentiu, e se afastou, logo ligando para alguém na delegacia, fazendo o pedido da agente.

E, como era de se esperar, Connor ouviu as três batidas no vidro, sorrindo de orelha a orelha.

– Pode prender ele, delegado – disse Connor, sorrindo. – Ele seqüestrou as três, e pode ter certeza de que eu vou em paz. Tchauzinho para vocês, amores.

Connor se retirou da sala, ajeitando os cabelos e sorrindo de lado. Pelo menos um caso que não teve um final trágico, no seu ponto de vista.


Notas Finais


Então, chegamos ao final de mais um capítulo. O que acharam desse caso?


Gostaram? Odiaram? Por favor, me digam. Aceito dicas, críticas e conselhos para melhorar a história.


Até o próximo capítulo.


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