História The Kingdom - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias One Direction
Tags Drama, Medieval, One Direction
Visualizações 90
Palavras 1.125
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Adultério, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - Small Gesture.


  – Você está mais ágil.  – Zayn disse enquanto mantinha a postura, se afastando um pouco. 

  – Preciso estar preparado, não?  – dei um sorriso enquanto o atacava. 

Zayn era o meu amigo, por mais estranho que isso pareça. Eu não tinha muitos amigos, mas treinávamos desde pequenos. Seu pai era chefe do exército, uma das pessoas mais importantes que eu conhecia. Por isso, meu amigo de longa data era extremamente ágil, um soldado perfeito. 

E por ser um soldado perfeito, me ajudava a treinar para chegar ao menos perto. Era uma vergonha um príncipe não saber lutar, significava desleixo com sua própria nação. 

  – Ah, me desculpe não ter ido ao seu casamento, sabe como é. Chegamos ontem do Norte, já está tudo certo por lá. 

   – As tropas francesas recuaram? 

  – Sequer chegaram perto da gente, é o medo de me enfrentar.  – rimos  – mais forte Harry, você não está batendo em um pedaço de carne. 

– Eu não quero te machucar.  – agora estávamos frente a frente com espadas coladas uma na outra. 

– Parabéns pelo casamento.  – se esquivou, colocando sua espada contra minha garganta.  – ela é legal pelo menos? 

– Sim, porém ainda está muito assustada com tudo então tento ser o mais paciente possível.  

– Ela não é muito magra? Nossa, boa!  –  disse quando me esquivei de um golpe. 

–  Todo mundo fala isso, mas não é como se eu pudesse escolher... infelizmente não tenho o poder nisso.   – disse e me afastei, sentando no chão.

– Recebi um comunicado ontem que a família Real da Áustria está viva, estão recolhendo os cacos.   – Zayn limpou um pouco do suor em seu rosto e se sentou ao meu lado, olhando para as árvores que farfalhavam. 

  – Quem bom que a família dela está bem, pelo menos isso. Até agora não entendi muito bem o que aconteceu e muito menos perguntei, só de um homem chegar perto dela, ou até mesmo os guardas a assustam. 

– Foi algo traumático... chegamos lá e estava tudo destruído, o castelo estava devastado e com sangue seco por todo canto, os empregados sequer limparam. 

– Eu não sei quando ela vai falar...  – suspirei. 

– Você ainda tem esse lado emocional, não?  – riu e colocou a mão nos meus ombros. 

– Ela é apenas... diferente. E por mais estranho que isso pareça, agora somos casados. É para o resto da vida, Zayn. Imagine o inferno que seria se não nos déssemos bem.

– Virariam esse castelo de cabeça para baixo.  – rimos junto. 

– Príncipe Harold Edward Styles, o Rei solicita sua presença na sala do trono imediatamente.  – o mensageiro disse e saiu de imediato.

– Boa sorte.  – Zayn riu se levantando comigo.

– Obrigado, amigo. 

Entrei no castelo e subi os longos e cansativos lances de escada até a sala do Rei, sendo recebido com os guardas fazendo continência e anunciando minha entrada. 

  – O príncipe está aqui, majestade. 

  O barulho de minhas botas ecoavam e assim que entrei na sala, pude ver que a expressão no rosto de meu pai não era das melhores. A coroa brilhava tanto que quase escondia sua feição preocupada e tensa. 

– Harold, temos problemas. 

– O que aconteceu? 

– As tropas francesas... recebi informações que estão querendo voltar a Áustria. Se isso não acontecer, o ataque ao nosso reino é certo. 

– Mas o que eles querem com Katherine?! Na verdade, o que querem com a Áustria?!  – disse alto, já cansado de tudo aquilo.

– A pessoa que está no poder naquele lugar não é nada mais nada menos que Antoine Marquette. Recebi informações que ele matou o Rei para assumir o trono e está tudo um desastre por lá, pessoas voltaram a passar fome, os impostos são gigantescos e pior, o menino faz o que quer. Um moleque descontrolado comandando um Reino não é algo muito bom.

– E o que preciso fazer? 

– Precisa estar atento a tudo e todos aqui, e apoiar Katherine. Ela não pode saber de tudo isso, ficará pior do que já está.

– Tudo bem Majestade, farei como quer. Já está tomando medidas sobre esta situação?

– Me encontrarei com o chefe de exército essa tarde, fique com sua esposa, aproveite.  – disse carinhoso.

Naquele momento, senti como se fosse realmente meu pai. 

– Não se preocupe Harry, irei lhe chamar quando for preciso. 

Dei um sorriso enquanto me reverenciava e sai, fechando a porta atrás de mim e procurando Katherine pelo castelo.

Fui até a sala de jantar, seu antigo quarto, nosso novo aposento, a sacada, as escadarias escondidas e até mesmo o lago, mas não a achava em lugar algum. A essa altura do campeonato, minhas mãos suavam e mil coisas passavam pela minha cabeça.

Mas, ao ver a minha direita um corpo sentado ao meio de flores, cabelos negros como a noite esvoaçando, meu coração ficou mais calmo.

Não sei por quê, mas ficou.

Caminhei até lá e me sentei ao seu lado, mas isso não causou pânico algum nela, muito pelo contrário, já que sequer virou para me encarar. 

– Você me deu um belo susto. Passei as últimas horas procurando por você.  – ri fraco.

– Sei que tem muitas perguntas sobre mim Harold, gostaria de responder a todas. Não quero ser um fardo para você, mas aconteceu tudo tão depressa... 

– É a primeira vez que escuto você falar tantas coisas na mesma frase. Tudo tem seu tempo Katherine, quero respeitar o seu acima de tudo.

– Os gritos, os corpos caindo no chão, o sangue tocando na barra do meu vestido... eu lembro de tudo.  – sua voz parecia embargada.  – eu não tive tempo nem de chorar, fui jogava numa carruagem e quando dei por conta, estava aqui. 

– Quando você quiser me contar tudo o que aconteceu, eu estarei aqui. 

Meus dias ao lado de Katherine eram sempre os mesmos: nos encontrávamos para as refeições, passávamos alguns minutos falando sobre o dia de cada um e dormíamos, um virado de costas para o outro. Ela parecia sempre tão distante, mas agora parecia tão perto.

– Obrigada por me entender, Harold. 

– Vamos nos dar bem, certo?  

Ela chegou um pouco mais perto e encostou a cabeça em meu ombro. Não tive coragem de encará-la, mas senti meu coração bater um pouco mais rápido.

– Sempre, Harold. Por mais incrível que isso soe, confio em você, me sinto confortável. 

Eu não tive coragem de dizer tão simples palavras, mas com um peso enorme. Por isso, apenas manti para mim. 

"Eu também, querida."

Naquela noite ela chorou no meio da noite, acordou assustada e segurou em minha mão. Um gesto tão bobo, mas tão importante para ela que meu coração parou por um momento. Eu não diria pena, mas sentia compaixão. 

Apertando meus dedos com força, sua respiração descompassada batia contra meu peito. 

  – Ninguém vai te machucar, está tudo bem. Eu estou aqui.

Porém, disse aquelas palavras mais para mim do que para ela.

Uma promessa. Uma promessa que eu manteria até o fim. 



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