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História The Kingdom of Two Crowns - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Yo.
Prazer em conhecer vocês, eu sou a Ka$hi. Essa é a primeira história que eu posto com essa conta, espero que aproveitem. A inspiração para essa história foi um pouco por causa daquele jogo "Kingdom two crowns" e um pouco por causa de uma fanfic maravilhosa que li. O nome é "(In)substituível" da @PotatoDeMitw. Recomendo que leiam! Vejo vocês lá embaixo para algumas explicações sobre o universo em que tudo na fanfic se passa.

Capítulo 1 - O primeiro badalar: Duas crianças


Esfregava as mãos uma na outra, nervoso. Seus olhos negros não conseguiam se manter longe daquele quarto, aonde sua amada lutava para dar à luz. Ouvia os gritos de dor dela, e as parteiras acudindo-a. O Rei Levi suava frio, pedindo à Deus que tudo ocorresse bem. Quase correu para dentro daquele quarto de tão impaciente, mas foi impedido por seu conselheiro e melhor amigo, Zaguetti.

– Acalme-se, meu rei. Sei como é difícil, mas essa luta é somente dela. – Com um sorriso gentil, o conselheiro de cabelos cacheados confortou seu melhor amigo.

O rei suspirou, sabia que o conselheiro estava certo, mas não podia evitar. O seu amigo havia se tornado pai no último ano, então sabia o quão afligido o Rei se sentia.

– Seu menino já tem um ano agora e ele se chama Felipe, certo? – Levi perguntou, tentando desviar-se da ansiedade que tinha.

– Sim, espero que dele se torne amigo de seu filho, ou filha. – sorrisos se estampavam nos rostos daqueles homens. Quando eram meninos sempre sonhavam sobre como seria este momento. – Quem sabe, se for menina, nós não façamos um arranjo de casamento? – Sorriu ladino o conselheiro, ao ver o olhar de reprovação do Rei.

– Se seu filho for tão traquina quanto você, creio que minha filha não cairia jamais nos encantos. Sem falar que, tenho certeza de que será um menino. – Sorriu ao lembrar-se da conversa que teve com um sacerdote depois de descobrir que a sua esposa estava grávida.

– Oh, vossa majestade foi conversar com o sacerdote então? – Sorriu também. – Eu lhe disse que não suportaria ficar sem nenhuma pista.

Quando o Rei foi responder, ouviu um choro vindo do quarto aonde sua esposa se encontrava. Quase desmaiou. O melhor amigo riu, tanto pela reação do Rei, como de alegria.

– Acredito que pode ir ver a rainha e vosso herdeiro agora, meu rei.

Levi não podia nem mesmo responder o melhor amigo, apenas acenou com a cabeça. Então, trêmulo, ajeitou as suas vestes caras e brilhantes decoradas com as esmeraldas de seu país. Suspirou, enrijecendo sua postura e andando em passos duros até o quarto. Os guardas tiveram de se conter para não rir do Rei, que apertava os lábios e suava frio de nervosismo. Deram passagem para ele, que abriu a porta lentamente.

A imagem que viu ao abrir aquela porta esculpida à mão por artesãos, o fez chorar pela primeira vez em anos. Lágrimas felizes. Sua mulher estava com um semblante cansado, deitada na cama forrada de cetim. Segurava o filho como se fosse algo quebradiço, frágil. As mãos delicadas traçavam um carinho cuidadoso e cheio de amor pela bochecha do recém-nascido.

O coração dourado do Rei batia acelerado pela felicidade indescritível que sentia. Flores cresciam involuntariamente em suas mãos. A última vez em que ficou tão feliz ao ponto de usar seu poder ser perceber, foi em seu casamento. Se aproximou devagar da cama, sendo parabenizado pelas parteiras que deixaram o quarto com reverências.

Sentou-se na beirada, ao lado da esposa e deu-lhe um beijo carinhoso na testa. O bebê o olhava curioso, como se quisesse saber quem era. Os olhos do Rei deixavam escapar lágrimas quentes, enquanto ele sorria para o pequeno.

– Tarik... Esse é o papai! – A mãe sussurrou carinhosa para criança, que riu como se entendesse o que ela disse.

O bebê queria esticar os braços para o Rei, que o pegou com cuidado. Levi fez flores crescerem entre a sua barba, o que fez com que Tarik desse um sorriso. Segurando-o em seu peito, o Rei pegou uma das minúsculas mãos de seu filho, e o fez tocar nas flores. O olhar da criança era curioso, enquanto sorria sem parar. Seu pai o ajudou a segurar um lírio azul em sua mãozinha, e o bebê ficou a olhando com os seus olhos brilhando ainda mais. Parecia ter gostado da flor.

Levi devolveu a criança para esposa, ciente de que ambos deveriam descansar. A mulher soltou um suspiro, cansada. Porém, muito feliz. O homem a cobriu com o lençol branco, dando um beijo carinhoso em seus lábios. Em seguida, como se seu filho fosse feito de vidro, acariciou a bochecha dele com um dedo.

– Deve descansar, Astrid. Foi uma brava guerreira hoje, mas ainda terá lutas pela frente. – A mulher sorriu. Sabia o quanto o marido gostava do significado de seu nome “guerreira" ou “força”.

– Sua guerreira precisa de um escudo, meu rei. Fique aqui comigo... - pedia-lhe como um cachorrinho abandonado. – Estou cansada e provavelmente vou pegar no sono em breve. Temo que algo possa acontecer ao nosso filho.

O rei a olhou compreensivo, era o primeiro filho que Astrid concebia. O casal passou por dificuldades para ter uma criança, visto que a base elementar de seus poderes é distinta. Astrid estava, no mínimo, exaurida por completo.

– Certo, deixe-me apenas falar com o conselheiro Zaguetti. Estarei aqui em alguns minutos. – Vendo o sorriso vitorioso da esposa, o Rei balançou a cabeça rindo um pouco, antes de deixar o cômodo.

O conselheiro estava o esperando, com as mãos atrás das costas e um sorriso gigante. O rei não pode deixar de alargar o seu sorriso também.

– E então? – O conselheiro perguntou animado, esquecendo das formalidades que deveria manter no castelo.

– É um menino! Um menino tão lindo que não parece real. Astrid com certeza caprichou. – O rei respondeu tão animado quanto. – ele tem os olhos negros como os meus, mas que brilham como os de Astrid. São como um raio luminoso em meio a uma noite de tempestade. A pele dele é branca como a de minha amada mulher, e desde hoje ele me parece sorridente!

Parecendo dois adolescentes animados, deixaram de lado a formalidade de seus cargos e se abraçaram apertado, dando alguns tapas leves nas costas um do outro.

Três meses antes, país do calor.

Os gritos de dor daquela maldita mulher irritava os ouvidos de Bryan. O rei questionava-se como demônios a mulher com quem teve o casamento arranjado não conseguia fazer o único papel que tinha. Trazer-lhe logo um herdeiro. Suspirou, sentindo seus cabelos esquentar. Não queria incendiar as cortinas, então afastou-se da grande janela.

Quando finalmente ouviu o choro de sua criança, caminhou já estressado para o quarto aonde o parto estava sendo realizado. Abriu a porta agressivamente, quase a arrancando do lugar.

A mulher ainda tinha as lágrimas em seus olhos e respirava com dificuldade pela dor. O rei gritou para que as parteiras se retirassem de sua presença. Olhou com um certo desgosto para sua esposa, esperava que ela fosse mais capaz do que aquilo.

Então, seus olhos brilharam ao ver aquela criança nos braços da mulher. Era um bebê saudável, aparentemente tinha nascido com um bom peso. Sem hesitar, foi até aquela criança e pegou-a. Levantou o menino até a altura de seu rosto, com os olhos ainda brilhando. Mas não era um brilho de amor.

– Você vai ser o pilar principal da minha estratégia, garoto. Nós iremos fazer a cabeça de Levi rolar pelas suas mãos, em meu nome. – então uma risada sádica saiu do fundo de sua alma, assustando a mulher que o assistia.


Notas Finais


E aí, querem uma continuação pra isso? Sinceramente, nem eu sei o que esperar disso tudo.

Vocês devem ter percebido algumas coisas que precisam de explicações durante o capítulo. É pra isso que essa parte serve.

Isso tudo se passa em um universo alternativo, ou seja, os países e localização geográfica, bem como culturas e línguas são diferentes das reais. O tempo no qual essa história se passa é quase idêntico à época medieval. Ou seja, nada de tecnologia avançada, muito menos medicina.

Como as pessoas são "super humanos", que nascem com poderes, achei que seria legal fazer com que mesmo o nascimento fosse algo bem diferente. Como vocês puderam ver, os bebês podem abrir os olhos e enxergar poucos minutos depois de nascerem. Isso porque não são seres humanos comuns. Os bebês na vida real levam algum tempo até enxergar bem, mas com esses carinhas é diferente.

As crianças também conseguem se lembrar das coisas que aconteceram a si desde quando eram pequenos bebês. Tipo, eles têm uma "super memória". Achei que seria interessante adicionar isso para alguns problemas que virão no decorrer da história.

Certo, agora sobre a base elementar dos poderes que foi citado. Eu pensei em usar essa lógica com base no fato de que pessoas com certos tipos sanguíneos não podem ter filhos. Ou, eles nascem com uma certa deficiência. Para pessoas que têm a base elementar diferente é muito mais complicado ter filhos. São necessários muitos sacrifícios vindos do casal. A mulher tem grandes chances de morrer durante a gravidez ou parto. Ou seja, a mamãe fictícia do nosso Tarik é realmente uma guerreira.

As bases elementares são Fogo, Água, Terra, Vento e Raio. Parece coisa de anime shounen, fazer o quê. Dessas bases podem surgir muitos poderes diferentes. O pai do Pac, por exemplo, tem poderes de fazer qualquer tipo de planta germinar de seu corpo. A base elementar dele é Terra, visto que as plantas nascem da terra. Fácil né? Já a mãe de Pac, tem o poder de chuva. Ela pode criar chuvas em um grande espaço geográfico, fazer uma pequena nuvem de chuva de seu transporte e criar chuvas ácidas. Porém, não é uma chuva tempestuosa. É uma chuva tranquila, aquela que nos faz querer sair para se molhar, sabe?

Cristo, isso tá gigante, ninguém vai ler.
Se você leu até aqui comenta alguma coisa sobre o Mike. Porque vai ficar impossível de ler se eu começar a falar sobre ele.


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