História The King's Concubine - Capítulo 3


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Chenle, Haechan, Jaemin, Jeno, Jisung, Johnny, Mark, RenJun, Taeyong, Ten
Tags Abo, Johnhyuck, Lemon, Markhyuck, Marksung, Nct, Nct Dream, Nomin, Renle, Romance, Taeten
Visualizações 89
Palavras 2.534
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Harem, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá pessoas, tudo bem?
Chegando com mais um capítulo pra vocês, espero que gostem, boa leitura!

Capítulo 3 - Confuso


JiSung poderia afirmar com todas as letras o quão impressionante era o castelo da família Lee de Goguryeo. Era uma bela construção que formavam seis andares cravados em uma montanha. Janelas amplas e todo feito de pedra e madeira sem perder as características tradicionais de um castelo da região. Era simplesmente magnífico. Se a paisagem contasse como agrado para a estadia, JiSung sentia que ali poderia não ser tão ruim.

Fora guiado por damas da corte assim que a carruagem parara em frente a uma porta vermelha. Seguira por corredores iluminados pelas enormes portas de treliças que permaneciam abertas para arejar. Por dentro o lugar era ainda maior do que poderia imaginar. Não que não estivesse acostumado a morar em um castelo grande. Mas definitivamente o castelo principal de Goguryeo era bem maior que o de Silla – tal como o reino.

Passaram ao lado de uma sala que exalava um delicioso cheiro de flores e soltava um gostoso vapor.

- É a sala de banho principal – uma das damas sussurrou baixinho para o jovem - existem várias termas dentro dessa montanha, por isso o palácio foi construido aqui. Elas mantém o lugar quente no inverno e proporciona bons banhos..

-Uau! – o jovem exclamou admirado

- com sorte o rei lhe deixa tomar banho em uma delas se você se comportar.

Entraram então em um novo salão. Era amplo e no meio havia um tapete felpudo com várias almofadas coloridas envolvidas em seda, dispostas para quem quisesse se sentar nelas. Havia cavaletes de pintura, instrumentos tradicionais e uma prateleira com livros. Também havia uma mesa ampla cheia de pergaminhos e tinta onde aparentemente alguém poderia escrever e ler materiais.

-Aqui é o salão das concubinas. Aqui você poderá ter suas lições e aprender como agradar seu rei. Pode optar por um talento também. O rei MinHyung gosta de ser entretido. Algumas das meninas pintam, outras cantam e tocam Gayageum… existem as que dançam e as que recitam poemas. Você pode escolher o que quer aprender e se especializar. - a dama da corte mais velha disse com a voz baixa e cansada – Aquelas portas são dos quartos. São apenas seis. Rei MinHyung não gosta de manter muitas concubinas. Você pode ocupar a última porta da esquerda. O quarto está vazio… acomode-se e descanse da viagem, amanhã suas lições começam.

JiSung assentiu com uma reverência para a dama. Seguiu para a porta que lhe fora indicada e entrou no cômodo fechando a porta atrás de si logo em seguida. O quarto não era tão amplo quanto o seu próprio em casa. Mas também, não podia esperar que o tratassem como sua real linhagem. Ali naquele castelo desconhecido no reino rival, ele seria tratado como um Gisaeng qualquer e não como o príncipe que era. Teria de se acostumar com aquilo. Respirou fundo tentando conter quaisquer lágrima que viessem a querer escorrer por seu rosto. Tinha que ser forte e manter-se digno até surgir a oportunidade de fugir dali.

Sentou-se na cama que estava disposta no canto direito. O colchão não era ruim, então chegou a conclusão de que MinHyung mantinha suas concubinas com um mínimo de luxo. Normalmente ele teria não mais que um colchão fino no chão.

Ao lado da cama havia uma penteadeira com alguns instumentos que JiSung não fazia sequer ideia de pra que serviam. Ele mal sabia se vestir sozinho, sempre tivera ajuda de vários servos. Teria que começar a aprender. Mais próximo da janela havia um baú. Curioso, o jovem o abriu deparando-se com várias peças de roupa feitas de seda e sentiu o rosto ruborizar. Eram trajes menores muito transparentes e o garoto sentia-se quente e envergonhado só de se imaginar usando algo impróprio como aquilo.

MinHyung dava luxo á suas concubinas e aparentemente queria cenas eróticas e pervertidas em troca. Deuses, como se manteria puro até o final dessa aventura?

Sentou-se novamente na cama e deixou os dedos correrem pelos lençóis de tecido macio. Com cuidado removeu o hanbok do próprio corpo e deixou-o caído num canto. Deitou-se na cama usando apenas seus trajes menores e cobriu-se com o lençol e a manta. Optou por descansar até o dia seguinte. Precisaria de energias para resistir.

 

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O dia amanhecera com uma paz que era quase inacreditável. JiSung despertara sozinho pela primeira vez desde que fora tirado de casa. Fez a cama da melhor forma que conseguiu e se vestiu novamente procurando estar o menos desajeitado possível. Procurou na penteadeira por um pente, e com cuidado ajeitou os cabelos. Correu os olhos pelo quarto novamente absorvendo seus detalhes. Puxou uma das gavetas da penteadeira encontrando então um instrumento deveras familiar. Sorriu . Teria pelo menos um passatempo por ali. Retirou a pequena caixa de linhas coloridas, a almofada de agulhas e o passador. Bordaria algumas peças quando tivesse um tempo a sós.

Ouviu-se então batidas na porta. Uma moça de hanbok cor-de-rosa e cabelos muito negros sorriu de forma amistosa assim que abriu a porta. Mas sua expressão logo mudou para uma de surpresa.

-Oh meus deuses! És um rapaz! - ela exclamou ainda impactada. Mas logo em seguida o sorriso brotou em seus lábios novamente e ela entrou afobada no quarto puxando o menor pelas mãos delicadas e trazendo-o até o salão das concubinas. - Você é muito bonito… como se chama? É um ômega, certo?

- J-JiSung… me chamo Park JiSung… e… a-ainda não sou classificado…

-Oh! Ainda não teve um cio, que coisa fofa! - uma outra garota se aproximou analisando o rapaz- de fato você é muito bonito. Eu já estava assustada com a ideia de um garoto por aqui, mas MinHyung escolheu bem...- ela sorriu maliciosa – aposto que você foi caro… quanto MinHyung pagou por você?

-Não seja indiscreta, NaYeon – outra garota girou os olhos nas orbitas e suspirou – vai constranger a carne nova. Olá, Jovem JiSung... sou Yeri, sou a favorita do rei e estou encubida de ensinar a você os primeiros passos. Claro que nunca vai ser tão bom quanto eu, mas é preciso que saiba o mínimo pra não perder a cabecinha, não é mesmo?

-Pare de assustar o menino! - a garota que perguntara o preço de JiSung exclamara com a voz esganiçada – Não dê tanta importância pro que ela diz, Dongsaeng, sou NaYeon, e a garota que te chamou é HyeYeon… Além de nós existem mais duas meninas, Momo e JooHyun… mas elas estão visitando a família essa semana.

-Visitando?

-Sim! Não ache que isso aqui é ruim…- HyeYeon sorriu amistosa – o Rei MinHyung nos trata muito bem. Nos dá comida, roupas, presentes, é sempre cuidadoso conosco e quer nosso bem estar. Eu sou muito agradecida estar aqui. Eu vivia numa casa pobre e meu pai queria me vender para uma casa de concubinas. No leilão um dos eunucos me comprou e disse que eu seria do rei. Recebi treinamento e agora cumpro meu dever. Não é tão ruim quanto parece aos olhos de fora. A maior parte do tempo nem precisamos ir ao quarto dele… só vamos quando ele nos solicita. No restante do tempo podemos ficar aqui na sala comum ou passear pelo jardim reservado a nós. Se nos comportamos bem podemos visitar nossas famílias uma ou duas vezes ao ano.

-Agora venha comer alguma coisa – NaYeon conduziu o mais jovem até a mesa que estava abastada com o café da manhã. - Precisa se alimentar bem… o Rei nos quer saudáveis para entretê-lo.

-Hum… - o mais jovem mordeu os lábios – ele sempre solicita vocês? E… sempre as viola? - perguntou constrangido. Afinal a ideia de ir para a cama de uma pessoa que não era seu marido o apavorava imensamente.

-Ele normalmente solicita a Yeri por mais vezes. – NaYeon respondeu o questionamento – mas ele ocasionalmente solicita outras de nós… e sim, ele nos viola… somos concubinas, JiSung, é o nosso ofício. Entregamos nosso corpo ao rei para que ele possa saciar-se. Afinal, ele é um Alfa…

-Quer dizer então que ele também vai fazer o mesmo comigo? - o menino engoliu um seco – e-eu…

-Não se apavore… é virgem, certo? - NaYeon perguntou e observou o mais novo assentir – provavelmente você não vai ser solicitado até ter seu cio, não acho que MinHyung vai arriscar deflorar um alfa… pode ser estranho… mas quando esse momento chegar não precisa se apavorar. MinHyung não costuma ser agressivo ou nos machucar… ele sabe bem o que faz, você só precisa deixar que ele se satisfaça. Mas já vou alertando que ele não é de todo delicado. Ele é um alfa afinal e gosta de comandar. Você só precisa se lembrar de duas coisas quando estiver na cama com ele: Não o toque sem permissão e nunca em hipótese alguma tente beijá-lo. Somos concubinas e não devemos tocá-lo a não ser que ele nos mande. E profanar os lábios do rei seria um pecado enorme, ele é limpo e sagrado… somos apenas concubinas… lembre-se disso e tudo vai ficar bem…

 

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- O REI MINHYUNG RETORNOU COM SEU NOIVO, O PRÍNCIPE DONGHYUCK DE BAEKJAE! - Ouviu-se um grito vindo de um dos guardas reais. Logo em seguida todos os empregados do castelo passaram a correr afobados em todas as direções. JiSung apenas sentiu seus braços sendo puxados pelas outras concubinas, e estas o arrastaram até a entrada principal do castelo.

Puseram-se em fila, um ao lado do outro. YeRi mais próxima á porta e JiSung mais distante por ser o mais novo. Assim que a carruagem teve sua porta aberta, toda a comoção de pessoas se curvou 90º em respeito ao rei.

JiSung ousou levantar a cabeça por um breve segundo e contemplar o porte imponente do rei que agora descia as escadinhas do veículo. A forma como o sol batia em sua pele dava a ele um ar ainda mais poderoso. JiSung mal se deu conta que encarava o rei de forma extremamente admirada. MinHyung era de fato muito bonito.

E foi então quando o rei percorreu os olhos pelos expectadores como se procurasse alguma coisa. E ao avistar o jovem concubino de olhar vidrado em si, lá no longe da fila de suas garotas, ele não conseguiu não sorrir. Seu lobo se remexeu dentro de si de forma ansiosa, o motivando a correr na direção do menor e agarrá-lo de forma firme.

Não tinha como negar, se JiSung era belo sujo e oriundo, agora que estava limpo, bem vestido e com as bochechas coradas ele era ainda mais estonteante. O rei involuntariamente deixou um rosnado de incômodo escapar. Seu lobo o colocaria em loucura se não se aproximasse do jovem não classificado. Mas ainda sim, ele era rei e precisava mostrar-se superior. Fechou as mãos em punho firme e só relaxou quando sentiu uma mão gentil tocar-lhe o braço e o cheiro doce de rosas do campo invadir-lhe o olfato.

-Está tudo bem, Majestade? - a voz melodiosa de DongHyuck tirou o mais velho de sua imensa concentração em encarar o pequeno concubino. Que dando-se conta de que encaravam-se mutuamente corou imensamente e escondeu o rosto com as pequenas mãos. Mark abafou uma risadinha com a visão deveras fofa e virou-se para o noivo.

-Estou bem, DongHyuck. Só estou feliz de retornar a minha casa… vamos entrar, precisamos de uma bela refeição e de descansarmos em nossos aposentos.

-Preciso de fato concordar com vossa majestade – DongHyuck riu-se – estou deveras exausto.

 

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-Uau! Mas o que foi aquilo, Park Jisung? - a voz animada de HyeYeon soou assim que retornaram ao salão das Gisaengs. - O rei mal chegou e mal tirava os olhos de você!

-N-Não sei d-do que está falando.. e-ele estava olhando p-para você não pra m-mim…

-Pare de se fazer de sonso! - NaYeon cutucou o mais novo com a ponta dos dedos – tava mais que na cara que ele olhava pra você. Acho que ele realmente ficou interessado, é por isso que ele te escolheu como concubino! JiSung, você é um rapaz cheio de sorte! Aposto que vai servi-lo muitas vezes!

-Será que finalmente a chata da Yeri vai perder o posto de favorita? - HyeYeon sussurrou para que só os dois presentes ouvissem.

-Pare com isso, Hye… eu não vou ser favorito nem nada… nem sou classificado ainda e… sei lá… não sei se gosto da ideia de me entregar pra alguém que não é meu marido…

-Mas você nunca vai ter um marido, JiSung. - NaYeon o fitou com um olhar triste. Sabia como o mais novo se sentia, ela tivera anteriormente o mesmo pensamento. - Você é concubino do rei. Vai serví-lo, satisfazê-lo e ele será seu alfa para toda vida… ou até que ele se canse e te liberte. Mas pense que ele é como seu marido… ele te alimenta, te cuida e compartilha intimidade contigo… não é de todo ruim, as responsabilidades chatas serão todas do príncipe de BaekJae…

-É, JiSung, não é tão ruim – HyeYeon passou as mãos delicadas pelo cabelo do outro lhe fazendo um afago – é como um marido sem marca e sem obrigações de esposa…

-Acontece que não consigo ver o lado bom disso – o mais jovem confessou – eu não quero ser uma desonra pra minha família e ser um não marcado…

-Infelizmente, pequeno, nós não temos escolha… somos apenas servos… mas com o tempo você se acostuma com isso… logo você aceita… foi assim comigo também…

JiSung deu de ombros meio chateado, pediu licensa ás suas sunbaes e entrou em seu próprio quarto. Precisava de um tempo para organizar sua própria cabeça. Pegou uma agulha e um tubo de linha colorida e retomou ao bordado que fazia em uma faixa de seda. Aquilo era bom para ocupar sua mente.

Sentia-se um bocado apavorado agora que o Rei MinHyung tinha retornado. Haviam grandes chances de agora que fora levado e instalado em Goguryeo que o soberano não cumprisse sua promessa de entregar-lhe aos pais e que o usasse como gisaeng, afinal aqui eram as terras dele e ele tinha total poder aqui.

Mal percebeu quando sentiu as lágrimas escorrendo pelo rosto. Não queria ser um indigno. Não queria ter saído de casa naquele dia e se aventurado, queria ter obedecido seu pai, ficado em seu quarto realizando suas lições, queria ter aceitado seu destino como príncipe de Silla. A essa altura queria até mesmo já estar sendo cortejado por um príncipe de um reino aliado e prometido em casamento…

Príncipe… Casamento… BaekJae…

O Príncipe de BaekJae era noivo do rei MinHyung…

MinHyung era noivo… ele iria se casar…

Por que aquele pensamento agitava algo dentro de si que o fazia querer arranhar as paredes em ódio? Sentiu algo ferver dentro de si, como uma ulcera. Que tipo de sentimento era aquele? Mal deu-se conta que rosnava para o pano em suas mãos e que chorava ainda mais. Por que estava sensível daquele jeito? Deveria ser estresse pela situação e saudades dos pais, certo? JiSung tentou convencer-se disso nos minutos seguintes até que ouviu batidas em sua porta.

-Park Jisung – a voz rouca de um dos eunucos do rei soou por trás da porta – O Rei MinHyung solicita sua companhia em seus aposentos. Apronte-se e esteja lá o mais breve possível. Vossa majestade não tolera esperar.


Notas Finais


E então pessoas? Gostaram?
Não se esqueçam de favoritar a fic e de deixar um comentário, viu?
Até a próxima! See Ya!


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