História The Kings of Winter - Interativa - Capítulo 4


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Palavras 3.307
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Fantasia, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Magia, Policial, Romance e Novela, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


GUESS WHO'S BACK!

Alô alô meu povo! Sorry pela enoooormee demora... Não tenho desculpas, eu relaxei mesmo depois da morte do meu avô em maio e minha depressão ficou um pouquinho mais hard e por isso fiquei com um bloqueio criativo. Mesmo assim pensar nessa fic e escrever é uma coisa que me ajuda muito e prometo que vou tentar arranjar um pouco mais de tempo para não demorar tanto assim, mesmo em época de vestibular!

Enfim, já atrapalhei e enrolei demais vocês...
Boa leitura!

Capítulo 4 - .capítulo um


 Todos estavam reunidos no grande salão do castelo onde um banquete em homenagem à princesa Jane Stark que mais uma vez regressou a sua casa e desta vez, trazendo seu filho mais velho. A comida era servida, mas Cregan quase não comia por conta de informações que havia recebido durante o dia. Jane estava sentada ao seu lado esquerdo, enquanto Arrana estava em seu lado direito. A coroa em sua cabeça sempre pesava, mas era nos momentos em que tinha que tomar decisões difíceis que ela parecia deixá-lo mais baixo de tanto peso que fazia.

 — O que lhe aflige irmão? – Jane perguntou sem rodeios como era de costume. Ela sempre sabia quando Cregan não estava bem e era praticamente impossível esconder algo dela.

 — Acho melhor não discutir isso aqui com muitos ouvidos perto de nós. – O rei respondeu olhando todo o salão. – Depois que acabar a celebração, vá até meus aposentos e eu e Arrana explicaremos tudo a você.

 Enquanto percorria os olhos pelas pessoas presentes, Cregan podia imaginar outra vida para ele e para os filhos, uma vida na qual ele poderia se dar ao luxo de ser menos sério e aproveitar cada momento com cada um deles. Às vezes chegava a pensar em abandonar a coroa, mas sabia que era o seu dever e não poderia simplesmente dar as costas para suas responsabilidades. Arrana pegou em sua mão por debaixo da mesa, como se estivesse falando que sabia o que ele estava pensando e que estaria sempre de seu lado. Os dois aprenderam a governar juntos e agora Cregan não imaginaria o que seria dele sem a esposa.

 Na ponta da mesa, Brandon Stark olhava para todos os lados para confirmar se ninguém estava o vendo dar o resto de sua comida para seu lobo, Fúria. O lobo estava debaixo da mesa e no meio das pernas do dono, lambendo suas mãos rapidamente como se soubesse que o que estava fazendo era errado. Distraído com as cócegas que sentia na palma da mão, Brandon nem percebeu quanto Alayne inclinou seu tronco até ele.

 — Melhor você parar com isso antes que a senhora nossa mãe veja. – Ela disse baixo, mas ainda sim firme, fazendo o caçula da família dar um pequeno salto na cadeira, arrancando uma pequena risada dela.

 — Não estou fazendo nada de errado. – Brandon se defendeu limpando a baba que tinha ficado na mão em suas vestes. – Só estou alimentando o Fúria. – Ele continuou tentando disfarçar a Allie somente se limitou a dar um sorriso e se colocar ereta na cadeira novamente.

 Sentado em sua frente, seu primo Brandon Umber, comia ao mesmo tempo em que tentava conversar com a irmã dele Selena, para resumir os anos que estiveram longe um do outro e Alayne nem se importava em disfarçar que estava olhando. O ano que passou em Última Lareira sendo protegida de sua tia, Allie se aproximou muito de Brandon e comparava o primo até mesmo com seu irmão Orion, embora os anos foram poucos em sua concepção. Ela queria poder falar que quando teve que voltar para Winterfell teve a mesma reação que Brandon e Selena tiveram, mas ela sentia-se mais confortável com os Umber do que com seus próprios irmãos.

 — Eu espero que você não tenha se comportado nem um terço como Alayne se comportou em Última Lareira. – Brandon disse para a irmã com um sorriso no rosto tentando provocar a prima. – Não vai acreditar no estrago que ela deixou atrás dela. – Ele disse antes de pegar seu copo levá-lo até sua boca para beber um pouco mais de vinho.

  — Na verdade irmão, ela já me contou tudo. – Selena falou com um pouco de ironia e se virou um pouco mais para o irmão. – Inclusive de suas pequenas aventuras juntos. – Ela continuou agora com um tom de voz mais baixo e riu junto com Alayne quando ele quase se afogou no vinho.

  — Acho melhor não querer me colocar contra minha prima. – Allie falou por último e brindou com Selena.

 Aquele breve momento parecia para Alayne como uma volta no tempo e finalmente não estava preocupada com os olhares dos pais em cima dela, a vigiando para ter certeza que não faria nada de errado. Naquele momento, era somente ela, Selena e Brandon. No entanto, sua fantasia momentânea acabou no momento em que virou seu olhar para seu pai que ria de algo que Lyanna disse para ele. Sua irmã estava de pé um pouco atrás do pai e compartilhava um sorriso com ele. Por toda a sua vida – ou pelo menos desde quando ela podia lembrar – sempre ficou atrás de Lyanna na visão de seu pai e por mais que aquilo doesse na princesa, nunca demonstrou sequer um pingo desse sentimento para o rei. Apesar da competição com a irmã, teve um momento na infância que Alayne percebeu que Lyanna não era a culpada por ser colocada num pedestal por Cregan e numa noite, sua irmã tinha ido aos aposentos dela e pedido desculpas. Mesmo sem perceber, Alayne fechou a cara e sua expressão mudou drasticamente, se concentrando no pouco vinho que tinha restado no copo. Assim que colocou o copo novamente na mesa, Brandon Umber a olhou como se soubesse o que estava acontecendo e Selena se concentrou em distrair Brandon Stark que já fazia perguntas sobre o que estava acontecendo e pedindo para lhe contarem sobre o assunto.

 — Está tudo bem Allie? – O primo perguntou genuinamente preocupado. – Há algo que eu possa fazer por você? – Ele perguntou querendo saber.

 — Se você conseguir fazer Alayne virar Lyanna somente por um momento já seria de grande ajuda. – Damon respondeu antes mesmo que Alayne pudesse falar algo. A princesa revirou os olhos para o irmão.

 — Como se você também não quisesse o mesmo. – Ela falou para debicar o irmão. – Orion diz que você é o que tinha mais inveja de Lya quando éramos crianças. – Alayne continua convencida e Damon somente dá um sorriso com desdém.

 Damon voltou para seu canto e quando olhou para frente percebeu que Jane não estava prestando atenção na pequena e um pouco conturbada conversa, agradecendo mentalmente por isso, já que tinha certeza que levaria um sermão por ter falado assim com Alayne. O lugar do seu outro lado estava agora vazio, lugar que Lyanna antes ocupava. No outro lugar estava Rowena, sua irmã que perdera a visão ainda criança, ela ria de algo na direção de seus pais, sendo acompanhada por Florence ao lado. Damon não conseguia pensar nada que não fosse sair daquela mesa e ir passear um pouco com Night, seu lobo. O que Alayne tinha dito era verdade, antes ele tinha muita inveja de Lyanna, ela tinha nascido depois e, no entanto conseguia mais atenção do que ele. Com o tempo a inveja passou, mas ele admitia que por causa disso se afastou mais dos irmãos e também dos pais. Parou de pensar somente em seus pensamentos quando ouviu o irmão caçula protestar para o pai que queria sair do salão.

 — Tem certeza que quer ir filhote? – Cregan perguntou.

 — As danças ainda nem começaram Bran! – Lyanna tentou animar o irmão, mas ele continuou com a mesma feição de tédio.

 — Quero ir dormir logo... Fiquei a tarde inteira brincando com Fúria e com Denys Glover, estou cansado. – Ele falou um pouco manhoso e Arrana logo tratou de fazer a vontade dele.

 — Está bem querido, só tome cuidado com as escadas! – A rainha falou tentando avisar o mais novo, mas ele já tinha saído com uma grande velocidade sendo seguido por Fúria. – Eu não sei mais o que faço com esse garoto.

 — Se acalme mamãe, Bran só tem um espírito mais selvagem. – Lyanna disse antes de dar um pequeno beijo na bochecha da mãe e sair para retomar seu lugar.

 — Talvez selvagem até demais. – Arrana falou um pouco mais baixo, mas Orion que estava sentado do seu lado ouviu e soltou uma leve risada.

 Lyanna sentou-se novamente, de frente para o pai e no meio de Damon e Rowena. Sua loba, Neve estava deitada perto de seus pés e notou que Serena – loba da irmã – estava sentada também debaixo da mesa, mas ela estava atenta a tudo o que estava acontecendo. Olhava para a irmã, lembrando-se do dia que ela tinha ficado cega. Até hoje Lyanna sentia que era culpa sua, que se tivesse ficado ao lado do pai como Rowena, a irmã teria sua visão intacta.

 — Lya! – Rowena a chamou. – As folhas da Árvore Coração...

 — Permanecem intactas Row. – A mais velha respondeu sem ao menos dar a oportunidade para que Rowena terminasse de perguntar.

 — Os sonhos estão mais frequentes. – Rowena comentou um pouco mais baixo, pois sabia que Damon estaria ouvindo e ele sempre dizia que eram apenas sonhos, nada de mais. Mesmo assim, ela sabia que o irmão estava errado. Os sonhos que tinha eram vislumbres do futuro, ela tinha certeza disso. Desde que tinha perdido sua visão, passou a ter as visões verdes, uma prova que os deuses nunca deixam algo passar despercebido, balanceando as coisas. Se ela tinha perdido uma visão, havia ganhado outra.

  — Devemos avisar o papai? – Lyanna perguntou um pouco preocupada, ela era uma das poucas que realmente acreditava nas visões.

  — E dizer o quê? – Damon perguntou atrás delas. – Que por conta de sonhos estranhos de Rowena ele deveria ter mais cuidado? – Ele continuou um pouco debochado enquanto Rowena abaixava seu rosto.

  — Na verdade, estou tentando entender porque você entrou numa conversa minha e da Row. – Lyanna o respondeu de forma ríspida, se tinha uma coisa que ela odiava era que debochassem da irmã. – Faça o que você faz de melhor e deixe-nos sozinhas com nossas conversas e nossas crenças.

 Depois da pequena discussão, Arrana notou que algo não estava certo na mesa, mas achou que não era hora para dar uma bronca nos filhos, não na frente dos vassalos. Thorys, que estava no outro lado de Rowena, apressou-se em puxar assunto com a irmã. Ele tinha ouvido o que as duas irmãs estavam conversando e ouviu também quando Damon entrou no meio. Particularmente, Thorys era muito devoto aos deuses e acreditava nos sonhos de Rowena. Lembrava-se do dia em que a irmã tinha contado do sonho pela primeira vez para ele e para Florence quando estavam os três sentados na Árvore Coração.

 — É isso. – Ela tinha dito após contar sobre os sonhos, acariciando Serena.

 — Então se as folhas da Árvore Coração começarem a cair, algo bem ruim vai acontecer com a nossa família? – Florence perguntou um pouco mais receosa, querendo que aquilo não fosse verdade.

 — Não é questão de “se” Flor, é questão de “quando”. – Thorys respondeu a irmã também tentando processar as informações. Ele sabia que se os deuses deram esse sonho para Rowena não era algo para se ignorar.

 — Então devemos contar para o senhor nosso pai. – Flor fala como se fosse a mais óbvia e fácil a se fazer, mas os dois irmãos ainda estavam com dúvida se o pai iria acreditar ou não.

 Se o que Rowena estava dizendo era verdade e os sonhos estavam cada vez mais frequentes, então queria dizer que o inverno estava chegando para os Stark e Thorys não negaria que está realmente preocupado com a família.  Por um momento no meio da conversa com a irmã, se pegou pensando se os Bolton não teria alguma coisa no meio dessa situação, não seria a primeira vez e com certeza nem a última.

 — Throys! – Ele despertou de seus pensamentos com Orion o chamando. O irmão mais velho estava em sua frente e entre sua mãe e Alina.

 — Ele nem estava prestando atenção na conversa. – Florence, que estava ao seu lado, disse. – Mamãe falou que nós vamos ficar de pé ao lado do papai quando ele começar a dar o último recado aos vassalos antes da dança.

 — Pena que Willas já está em seus aposentos. – Alina falou arrumando os talheres ao lado do prato. – Ele adora as danças.

 — Pelo menos ele gosta mais das danças nortenha do que das sulinas. – Orion disse tentando alfinetar a irmã gêmea.

 — Não comece Orion, não preciso de mais pessoas da família falando que troquei minhas origens por joias.

 Antes que Thorys ou mesmo Florence pudessem dizer algo, Cregan levantou-se e deu um olhar para que todos na mesa fizessem o mesmo e fossem ao lado dele. Os vassalos acompanharam o movimento e a música de fundo parou. O Rei do Norte esperou que sua família toda se posicionasse ao seu lado para começar o seu discurso.

 — Boa noite senhores e senhoras. – Ele começou com a voz potente que cobria o salão inteiro. – Muitos de vocês sabem que meu governo está a procura de uma relação um pouco mais aberta com os sulistas, minha filha mais velha Alina hoje é uma princesa da Campina também e meus agradecimentos por confiarem na decisão de participar do Torneio do Ninho da Águia são os agradecimentos dela. – Cregan disse e olhou para Alina, que confirmou com um aceno. – Sei que nem todos estão presentes aqui hoje e nem sei ao certo se vão estar presentes no Torneio, mas não podemos atrasar nossa viagem. Toda a comitiva do Norte partirá amanhã de manhã e meu filho Thorys será o Stark em Winterfell. – Ele fez uma breve pausa olhando com orgulho para o filho. – Para aqueles que ficarem, o obedeçam como se fosse o seu Rei, pois assim ele o será.

 — Agora, para concluirmos o banquete, iniciaremos as danças! – A Rainha Arrana anunciou com um sorriso no rosto. – Por favor, meus senhores e senhoras, sintam-se a vontade e descansem, pois teremos uma longa viagem.  – Assim que ela acabou de falar, a música começou mais uma vez. Orion, que estava ao seu lado, passou para frente estendendo sua mão.

 — Gostaria de me conceder sua primeira dança, senhora minha mãe? – Ele perguntou e obteve o sorriso dela como resposta.

 Cregan não queria muito dançar, mas deveria fazê-lo. Ele observou o filho e a esposa em direção ao meio do salão e esticou a mão para Lyanna, que prontamente aceitou. Logo, outras pessoas começaram a seguir o mesmo ato e a música se tornou cada vez mais presente.

 — Eu me lembro de quando você era pequena e tinha que subir nos meus pés para dançar comigo. – Cregan disse com um sorriso nostálgico. – E se eu não dançasse tinha que enfrentar a fúria da princesa. – Ele continuou dando um sorriso e girando a filha conforme a coreografia pedia.

 — Ainda bem que já sabia das consequências. – Lyanna brincou enquanto fazia os movimentos da dança. Após mais uma rotação, todos mudariam de parceiros e enquanto ela viu que seu pai ficou com Alayne, Lyanna deu de cara com Orion. – Monstro. – Ela o cumprimentou.

 — Centauro. – Ele respondeu na mesma moeda com um sorriso de lado.

 — Quando vai admitir que me ama mais do que todos? – Ela continuou na brincadeira. Os dois apesar de se darem bem, sempre trocavam farpas pelo favoritismo que ela tem por parte do pai e do favoritismo que ele tem por parte da mãe.

 — Somente quando admitir que serei um excelente rei para o Norte.

 — Caro irmão, eu prometo a mim mesma todos os dias que não mentirei para minha família. – Ela disse com um sorriso maior no rosto e Orion não evitou colocar um em seu rosto também. Orion tinha a impressão de que Lyanna estava mais bonita nessa noite, com um vestido púrpura e que destacava seus longos cabelos negros.

 — Hoje no treinamento você foi boa. – Ele falou sério dessa vez. – Só temos que treinar mais a sua linha de defesa. – Lyanna sorriu como um agradecimento e logo soltou mais uma pequena piada envolvendo o irmão.

 Alayne sentia-se no mínimo estranha por estar dançando com seu pai. Ela sempre estava preocupada em chamar a atenção dele anos atrás e agora ela praticamente nem liga para isso, quando as pessoas estão vendo pelo menos. A verdade era que Damon estava certo, ela daria tudo para ser Lyanna ao menos um dia e ouvir palavras sinceras do pai.

 As danças já estavam na metade quando Martin Cassel entrou no salão com uma feição pouco amigável e procurou o rei com os olhos. Assim que notou Cregan dançando com Arrana, Martin gesticulou para eles e o casal viu e entendeu o que ele queria dizer. Passaram pelo salão e chamaram Jane no caminho.

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 Bran estava sentado no chão do quarto enquanto Denys Glover estava na ponta dos pés na janela, ouvindo a música que vinha do salão. Denys tinha visto o príncipe sair do salão e imaginou que algo poderia estar errado, mas Brandon só queria sair de lá.

 — Você poderia estar dançando agora. – Denys falou saindo da janela.

 — Não queria estar dançando. – Brandon respondeu se levantando e indo para a cama.

 — A gente vai conversar sobre aquilo que aconteceu? – Denys perguntou um pouco ressentido por estar se lembrando do beijo dos dois em frente à Árvore Coração.

 — Eu não sei... Devemos mesmo conversar sobre isso ou somente deixar de lado? – Bran respondeu com outra pergunta e Denys deu de ombros.

 — Conversar sobre o que exatamente? – Alina perguntou da porta, dando um susto nos dois que quase pularam. – Desculpe, não era a minha intenção assustá-los. – Ela disse dando uma risada e entrando no quarto.

 — Vossa Alteza. – Denys fez a reverência.

 — Conversar sobre uma briga que a gente teve Alina. – Bran respondeu antes que pudesse parecer suspeito. Ele não sabia se poderia mesmo confiar nela, pois mesmo sendo sua irmã, Alina viveu mais tempo longe dele do que perto. Talvez ele conversasse com Florence.

 — É sempre bom conversar sobre isso, principalmente quando são amigos assim, pode até mesmo fortalecer a amizade de vocês. – Alina respondeu dando típicos conselhos maternos.

 — Acho que tem razão Lina. – Bran logo a respondeu, tentando fazer com que ela saísse logo de seus aposentos. Denys estava um pouco estático e só olhava para baixo. Não sabia mais o que falar, então deu apenas um sorriso sem mostrar os dentes e de alguma forma Alina entendeu que ali era a sua deixa.

 — Então vou deixá-los para que possam conversar. – A princesa falou indo em direção à porta. – Qualquer coisa, estou nos aposentos de Willas, tudo bem? – Ela perguntou e os dois meninos apenas responderam balançando a cabeça positivamente.

 Após Alina sair, Denys e Brandon se entreolharam e soltaram um suspiro aliviado. Agora eles teriam que tomar muito mais cuidado.

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 — Devo assumir que é algo relacionado aos Bolton já que eles não estão presentes? – Jane falou primeiro após a porta ser fechada por Martin Cassel.

 — Quando alguma coisa não se trata dos Bolton? – Arrana falou com um pouco de sarcasmo na voz. – Parece que nunca vão nos deixar em paz.

 — Diga Matin, o que aconteceu dessa vez? – Cregan perguntou, notando uma carta na mão do Mestre de Armas.

 — Vossas Majestades, Vossa Alteza. Nossos espiões confirmaram que Allister Bolton recrutou seus vassalos e a Casa Dustin rejeitou sem nenhuma explicação o chamado até Winterfell para ir até Forte do Pavor. – Martin falou abertamente e diretamente, mas Cregan não podia dizer que estava surpreso.

 — A pergunta é se é sábio deixar Winterfell aqui somente com Thorys. – Arrana falou. – Temo que Bolton se aproveitaria disso.

 — Ficarei aqui com ele então. – Jane respondeu antes de qualquer coisa e Cregan tentou protestar dizendo que ele ficaria. – Não. Você é o rei e deve estar no Vale para tentar arranjar mais forças para a nossa luta contra os Bolton. Ficarei aqui e cuidarei tanto de Winterfell quanto de Thorys. Vocês levarão meus dois filhos com vocês e vou mandar uma carta para Kael vir até aqui com mais soldados.

 — Agradeço minha irmã. – Cregan disse pegando nas mãos de Jane. – Temos que acabar com essa ameaça logo.

 — Os Bolton já nos tiraram muito Cregan, não podemos deixar que eles tirem ainda mais. Se eles não se atentarem ao lugar deles, infelizmente o Norte terá essa guerra que Allister parece tanto querer.


Notas Finais


Então guys, esse capítulo foi mais só uma introdução e eu só queria avisar que em cada capítulo vai ter um enfoque diferente em relação aos personagens.

Não ficou do jeito que eu queria, mas eu acho que ficou bom... Perdão qualquer erro de gramática, o capítulo não foi revisado.

Por favor, deixe suas opiniões e sugestões!
Beijinhos


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