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História The Kissing Booth - Jeon Jungkook - Capítulo 3


Escrita por: 2jack

Notas do Autor


faz dez mil anos que não apareço eu sei
é que aconteceu tanta coisa maluca
que eu simplesmente sumi
fiquei muito doente e tals
mas agora estou de volta
vamos só ver até quando sksksksk

bem espero que vocês possam aproveitar o novo capitulo

Capítulo 3 - Capítulo - 3


Fanfic / Fanfiction The Kissing Booth - Jeon Jungkook - Capítulo 3 - Capítulo - 3

Capítulo 3

 

Mas a pessoa que estava me segurando não me colocou no chão. Observei os degraus da escada passando por baixo de mim enquanto me levavam pra cima. Minha palma começou a ficar úmida. Não podia ser Hee. Ele não estava vestindo uma camisa verde. Estava? Talvez estivesse... Não, tinha certeza de que não estava. Hee estava de vermelho. Eu não sabia quem estava usando uma camisa verde. Mas, seja lá quem fosse, essa pessoa era muito forte, ainda mais considerando que eu estava me debatendo como se fosse um animal selvagem. 

Até que fui largada sobre algo macio. Um colchão! Era isso. 

Endireitei o corpo e me sentei, cruzando as pernas sob o corpo da melhor maneira que consegui. - Jeon Jungkook – reclamei, quando percebi que ele me olhava com cara de poucos amigos. - Você é um estraga-prazeres! Eu estava me divertindo muito! 

- Você estava quase arrancando a roupa. Descanse um pouco. Só por uns vinte minutos. 

- Não! - gritei, fazendo beicinho. - Não seja chato. Eu quero ir nadar pelada na piscina! 

Ele fez que não com a cabeça, com um sorriso malandro no rosto. 

- Por mais que isso seja tentador, acho que é melhor você ficar aqui um pouco. Pelo o menos até ficar mais sóbria. 

Suspirei, voltando a afundar nos travesseiros. Em seguida, voltei a me erguer até sentar de novo. - Você vai me deixar aqui sozinha? 

- Não. Não confio em você o bastante para achar que vai ficar aqui no quarto. 

- Você não confia em mim? Por que não? Eu sou a melhor amiga do Hee. Você me conhece desde sempre! Devia confiar mais em mim. 

Jungkook balançava a cabeça negativamente enquanto ia até a porta. Ele fechou e girou a chave na fechadura. 

Ergui uma sobrancelha conforme ele voltava, sentando-se em uma cadeira e ficando de frente pra mim. 

Mas, como no estado em que me encontrava, sabia que aquela ideia era ridícula. 

- Você não está bêbado? - perguntei. 

- Nem tanto. 

- Ah, por quê? Esta é a sua festa. Você pode fazer qualquer loucura! 

- Acho que você já estava fazendo bastante loucura por nós dois. 

- Desculpe – disse, um pouco emburrada. - Eu não queria estragar sua noite. 

Jungkook riu de mim. Arrastei-me até a beirada da cama e balancei as pernas de um lado pro outro, sentando sobre as mãos. 

- Jungkook... 

- Sim? 

- Por favor, você pode trabalhar na barraca do beijo com a gente? 

- Não. 

- Por favor...? - implorei, pulando naquele colchão esponjoso. Uau. Era praticamente uma cama elástica ou algo do tipo. Assim como a cama de Hee. - Por favor, por favor, por favorzinho? 

- Não. 

- Por que não? - choraminguei. - Você é um sem graça! 

- Porque não quero ficar na barraca do beijo. Simples. 

- Mas por quê? 

- Porque eu não quero. 

- Por favor. É... acho que tem alguma coisa a ver com o câncer. Ou então é pelos golfinhos. Essa palavra é engraçada, você não acha, golfinhos? Golfinhos... gol...fi...nhos tipo, rima com goles de vinho. 

- Eu não vou trabalhar na barraca do beijo, não importa para quem ou para onde vá o dinheiro. 

Eu me levantei e me aproximei, agachando-me bem diante dele. Estávamos tão próximos que nossos narizes quase se tocavam. - Nem mesmo por mim? 

Ele acenou negativamente com a cabeça. Em seguida... - Cara, o seu hálito está mal. Quanta vodca você tomou, S/A? 

- Não sei. Era Dixon que estava servindo. 

Ele suspirou. - Aqueles caras... Juro que... 

- O que foi? 

- Nada. 

- Está bem, não me conte, então. - Levantei-me com um movimento brusco e cambaleei para trás, sentindo o quarto rodar ao meu redor e ficar cinza e embaçado nas beiradas – Acho que vou vomitar. 

Jungkook já estava me levando para o banheiro e fez com que eu me abaixasse diante a privada, bem a tempo de vomitar tudo que tinha dentro de mim. 

Depois que terminei e senti que as ânsias haviam passado, deitei-me nos azulejos frios do chão frio, com a cabeça encostada na beirada da banheira. Senti um copo de água fria encostar nos meus lábios, e ele me fazer beber aquilo. 

- Desculpe, me desculpe, Jungkook, de verdade - eu disse, com a voz chorosa. Sentia-me nojenta agora, depois de vomitar. - Me desculpe. Eu não queria estragar sua festa. 

- Você não estragou minha festa, S/A. 

Fiz que sim com a cabeça, vigorosamente, mas parei com aquilo quando comecei a me sentir enjoada de novo. - Estraguei, sim. Por favor, me desculpe! 

- Está tudo bem - riu Jungkook – Acalme-se. 

Fiz uma careta e o soquei no peito. Uau. Que peito duro. Aposto que ele tem a barriga de tanquinho também, com seis gomos. Talvez até mesmo oito gomos, pelo que conheço sobre Jungkook. Ou dez! Será que isso existe? É possível... Se existisse, com certeza, Jungkook seria assim. 

Interrompendo aquela tagarelice interior, eu disse:  - Não ria de mim. 

Ele riu mais alto e me puxou para ficar de pé. Eu quase caí, e então ele colocou um braço ao redor da minha cintura para me dar apoio. Depois de me ajudar a voltar pra cama, ele me deixou cair sobre suas cobertas. 

- Volto daqui dez minutos para... 

Eu já estava dormindo. 

...

A luz do sol tentava atravessar as cortinas, mas aquele ainda era o brilho fraco do início da manhã, e a claridade fez com que o quarto ficasse azul-escuro. Fechei os olhos outra vez, tentando aconchegar a cabeça no travesseiro macio e almofadado. Me encolhi ainda mais embaixo do edredom grosso. 

Era bem quente e confortável. E tudo cheirava a... alguma coisa que ficava entre o cítrico e o amadeirado. Seja lá o que fosse, era um cheiro delicioso. Tinha certeza de que já havia sentido aquele cheiro antes, em alguém... 

Eu me levantei com um movimento súbito, assustada. 

Meu quarto não tinha aquele cheiro. Minha cama não era tão confortável. E o meu quarto não tinha cortinas azuis. 

Então... onde diabos eu estava? 

Olhei ao redor. Havia algo de familiar em tudo... Mas eu definitivamente nunca havia estado ali antes. Levantei as cobertas e vi que estava usando uma camiseta de homem, grande demais pra mim, uma camiseta cinza sem nada de especial. Ela tinha o mesmo cheiro dos travesseiros. 

Eu ainda estava com todas as minhas roupas íntimas, entretanto. Um bom sinal. 

Levantei-me da cama com cuidado. Que diabos havia acontecido na noite passada? Tentei espremer a memória, mas não conseguia lembrar de nada. Lembrava-me vagamente de ter dançado na mesa de sinuca. Será que eu realmente havia bebido tanto assim? 

Estava com um gosto na boca tão horrível quanto a dor de cabeça que sentia. 

Provavelmente devo ter vomitado. Lembrava de alguém segurando meus cabelos. Deve ter sido Hee; ele certamente cuidaria de mim. 

Mas onde eu estava? 

Fui na ponta dos pés até a porta do quarto e coloquei a cabeça pelo vão da porta. Praticamente chorei de alívio ao ver que estava na casa de Hee e Jungkook. Provavelmente havia apagado no quarto de Jungkook. Mesmo depois de tantos anos, eu nunca havia entrado no quarto dele. 

Um momento... Por que eu estava no quarto de Jungkook? Por que não em um dos quartos de hóspedes? Ou no quarto de Hee? 

Voltei para cama, com a cabeça latejando com tanta força que achei que não ia conseguir passar muito tempo em pé, e olhei para o despertador. Eram somente oito e meia da manhã. Esperando poder curar a ressaca com mais algumas horas de sono, voltei para baixo das cobertas, inalando o cheiro de Jungkook. 

Bem quando eu estava prestes a mergulhar na inconsciência outra vez, a porta se abriu lentamente, fazendo as dobradiças rangerem. 

Meus olhos olhos se abriram imediatamente, e meu olhar cruzou com o de Jungkook. Ele estava sob o vão da porta, somente com uma toalha ao redor da cintura, presa sem muita firmeza. Seu peito e o abdômen ainda estavam úmidos com as gotas de água, e seus cabelos pretos pingavam. 

Minhas sobrancelhas se ergueram. Seis gomos naquele tanquinho. Quem imaginaria? 

Não consegui evitar de enrubescer com o modo pelo qual ele conseguiu fazer meu coração disparar, simplesmente olhando pra mim. 

- Desculpe – disse, com a voz baixa. - Não queria acordar você. 

- Está tudo bem -  eu disse, com a voz um pouco rouca. Limpei a garganta, mas até mesmo aquele barulho fazia minha cabeça doer. - Acabei de acordar. 

- Certo. E a ressaca, como está? 

Respondi com uma careta que fez Jungkook rir. - Você não faz ideia. Eu não sabia que tinha bebido tanto. 

- Você tomou um porre de vodca, disso eu sei – disse ele, sentando- se na beirada da cama. Meu coração se descontrolou. Será que ele não podia ter pegado uma camiseta ou um jeans antes de vir falar comigo? 

- Como assim você sabe disso? Quando foi que me viu? 

- Quando você estava a ponto de arrancar a roupa na mesa de sinuca diante alguns dos rapazes pra ir nadar pelada – disse ele, casualmente, olhando-me de lado com aqueles olhos castanhos escuros brilhantes. 

Imaginei se ele era capaz de ouvir meu coração aos pulos. Provavelmente. Esperava não estar mais com o rosto vermelho, pelo menos. Isso seria bem constrangedor. 

Meu queixo caiu quando finalmente assimilei as palavras. - Oh, meu deus. Diga que eu não fiz isso. 

- Não, não chegou a fazer. Tive que tirar você de lá. 

Fiquei boquiaberta, com as bochechas ardendo, e cobri o rosto com as mãos, olhando para ele por entre os dedos - Não consigo acreditar que fiz isso. 

- Então... 

- Obrigada. Por me impedir. Esta manhã seria bem vergonhosa. 

- Ah, você acha? - rebateu ele, ironicamente, mas com um sorriso. - Você vomitou, também. Só pra lhe informar. 

- Como assim? Na frente das pessoas? 

Meu deus, isso está ficando cada vez pior!, pensei, quase em pânico. 

- Não -  disse ele, balançando a cabeça respingando água em mim. - No meu banheiro. Eu estava tentando evitar que você fizesse papel de idiota ou que se machucasse. 

Gemi, sentindo-me humilhada – Desculpe por ter dado trabalho. Lamento muito, Jungkook. Não queria que você perdesse a festa nem nada do tipo... 

Ele deu de ombros. - Está tudo bem. Não foi nada. 

Bufei. - Claro, mas acho que nós dois sabemos que ter que cuidar de mim não foi a parte mais memorável da sua noite. 

- Não foi tão ruim -  disse ele, depois de um momento, e sorriu outra vez. 

Não era um daqueles sorrisos tortos. Era um sorriso real, genuíno, que mostrava a covinha em sua bochecha esquerda e fazia com que os olhos se enrugassem um pouco nos cantos. Era uma expressão contagiosa; tive que sorrir de volta pra ele. 

- Bem, obrigada, Jungkook. - Não consegui evitar uma provocação, enfatizando seu nome. 

- Sempre que precisar, S/A. 

Ele estendeu o braço para bagunçar meus cabelos, e quando me movi para empurrá-lo acabei caindo e puxando-o por cima de mim. Jungkook era bem pesado. Não tinha um único quilo de gordura sobrando no corpo, mas uma musculatura forte e incrível. Que estava me esmagando. 

Mas eu havia sido apanhada por aqueles olhos brilhantes. Ele também não fez menção de se afastar; simplesmente ficou me encarando. 

Antes que aquilo se transformasse em uma competição para ver qual dos dois conseguia encarar o outro por mais tempo, encontrei a voz outra vez. - Jungkook... - sussurrei. 

- Sim? - disse ele, com a voz no mesmo tom. 

- Você está me esmagando. 

Ele piscou os olhos, como se estivesse tentando voltar para a realidade. Em seguida, disse: - Ah, é mesmo. Merda. Desculpe. 

Levantou-se outra vez, segurando a toalha ao redor da cintura - não sei o que teria feito se ele deixasse a toalha cair. Não S/A! Não se atreva a seguir por esse caminho! Cala a boca! Pare de pensar! 

Ele me ofereceu a mão e eu me levantei também. A camisa que estava vestindo mal passava da minha bunda, e eu me senti extremamente constrangida. 

- Ah... quando foi que me troquei? - perguntei, puxando a barra da camiseta pra baixo. 

- Voltei pra ver como você estava e você acordou. Começou a tirar o vestido porque não queria amassá-lo, como disse, e aí peguei uma camiseta pra você usar. - Ele deu de ombros e coçou a nunca brevemente. 

Pisquei, com meu cérebro processando lentamente a informação. - Então... você me viu... só com roupa íntima... - por favor, diga que não! Por favor, diga que não... 

Os lábios dele se retorceram; ele estava fazendo força para evitar um sorrisinho. - Bem... 

- Oh, meu Deus. - Enterrei o rosto nas mãos.  

- Desviei o olhar, juro. 

Ri da resposta dele, dizendo: - Ah, não se preocupe com isso... - Mas, por dentro, sentia o sangue correndo e rugindo nas minhas orelhas. O Rei dos Joguinhos desviando o olhar? Muito convincente. 

- Hee está lá em baixo preparando o café da manhã, se você quiser comer. - Suas palavras saíram aos tropeços, como se ele estivesse tentando mudar de assunto. 

Minha barriga decidiu roncar em resposta, o que causou risos em nós dois. - Maravilha. 

Fui andando para o andar de baixo, fechando a porta do quarto de Jungkook atrás de mim. Soltei a respiração, mesmo sem perceber que estava prendendo, e me encostei na porta. 

- Oh, meu Deus -  respirei, conversando comigo mesma. Achei que havia superado completamente a fase em que me sentia atraída por Jungkook. Mas depois daqueles cinco minutos – ele só com a toalha e eu com a sua camiseta, e ele caindo em cima de mim... meu coração simplesmente não se acalmava! 

Era ridículo. Eu sabia que Jungkook nunca me viu como nada além daquela menina irritante que era a melhor amiga do seu irmão. Tinha certeza de que, para ele, eu não era nada mais do que isso. 

Mesmo assim... 

Caí pra trás subitamente quando a porta que estava atrás de mim desapareceu. Estatelada no chão, pisquei os olhos quando vi Jungkook, que agora usava uma cueca boxer. 

Comecei a rir. - Você usa a cueca do Homem de Ferro! 

Ele abaixou os olhos para olhar pra si mesmo, como se precisasse de uma confirmação visual daquele argumento. Vi um tom rosado brotar nas suas bochechas, e a única coisa que consegui pensar foi: Fiz Jeon Jungkook corar! 

Ele estava sorrindo como se não se importasse com aquilo e, em seguida, piscou o olho para mim dizendo: - Você sabe que acha essa cueca irresistível, S/A. 

Será que é tão óbvio? 

Levantei- me até ficar em pé outra vez e puxei a barra da camiseta para baixo, o máximo que consegui. Ainda com um sorriso bobo por saber que eu havia feito corar, desci as escadas e fui até a cozinha. 

- S/N, S/N, S/N - suspirou Hee quando deixei o corpo cair em uma cadeira diante da mesa de bar. - O que é que vou fazer com você, minha amiguinha stripper que morre de vontade de nadar pelada? 

Que tal algo para comer no café da manhã? - respondi, cheia de esperança. 

Ele riu e voltou a se concentrar no fogão, jogando mais bacon na frigideira. - Cada coisa que faço por você... 

 

 

 


Notas Finais


Bem gente
foi isso
até a proxima
beijos no kokoro
se cuidem


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