História The Land of Hope and Glory - Capítulo 1


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Categorias Guardiões da Galáxia, Os Vingadores (The Avengers), Thor, X-Men
Personagens Anthony "Tony" Stark, Dr. Bruce Banner (Hulk), Dr. Henry "Hank" McCoy (Fera), Drax, o Destruidor (Arthur Douglas), Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), Gamora, Groot, Heimdall, James "Logan" Howlett (Wolverine), Jane Foster, Jean Grey (Garota Marvel / Fênix), Loki, Natasha Romanoff, Personagens Originais, Peter Quill (Senhor das Estrelas), Professor Charles Xavier, Rocket Raccoon, Scott Summers (Ciclope), Steve Rogers, Thor, Visão
Tags Drama, Guerra Infinita, Loki, Loki Laufeyson, Mitologia Nórdica, Romance, Thanos, Viking
Visualizações 393
Palavras 3.226
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Obrigada por se interessar! <3
A fic terá poucos capítulos e ainda estou me decidindo se deixo a classificação em 18 ou abaixo para 16. Hm.
A imagem de capa sempre terá o personagem do ponto de vista.
Boa leitura! <3

Capítulo 1 - Agnes a Berserker


Fanfic / Fanfiction The Land of Hope and Glory - Capítulo 1 - Agnes a Berserker

E lá estava eu no campo de batalha, o ano era 850 e pelas barbas de Odin, como eu odiava ter nascido após a conversão. 

Meu povo cedeu a aqueles tais padres uma década e meia antes do meu nascimento, mas papai e seu exercito ainda lutavam em nome de Odin e isso me enchia de uma determinação quase mágica, o que fazia de mim uma das melhores berserkers que a Dinamarca viu. Eu era princesa, Agnetha Horiksson a Bela, filha de Horik o Velho, mas por ser fruto de uma amante desaparecida mal era vinculada a família real, até meus primos possuíam mais bens, mas eu compensava em fama e respeito em batalha. Para meus breves 18 anos eu era fabulosamente rápida e provia de uma força sobre-humana, o que ao final de uma viagem rendia-me quase sempre o maior número de abates inimigos. Mas para o rei ainda não bastava, sua fé estava fadada ao esquecimento assim como seu reinado estava ao fracasso, nossos deuses não mais nos atendiam e isso o fez tomar medidas inescrupulosas, rendendo-se ao único deus em que não se podia confiar. 

Por Hel! Horik, todos sabem que não se pode confiar no deus da trapaça.

Antes daquela batalha pré anunciada Horik o Velho pediu ajuda a Loki, o deus da trapaça: " Grande Deus de Asgard, meu reinado depende desta batalha. Dei-me a vitória." papai implorou. " Hun, onde está sua oferenda?" o deus rebateu com desdém. O rei estava tão desesperado e já não fazia aquilo há tanto tempo que não se recordara da oferenda, um ato tolo para um rei, foi então que uma luz caramelizada brilhou em sua mente imunda; "Ofereço-lhe minha melhor guerreira, minha própria filha, Agnetha a Bela.". Loki não se interessou em minha beleza ou minha força, o deus interessou-se na covardia do humano em lhe oferecer a própria filha, então aceitou. Veria até onde o descaso do pai iria, possuía um prazer masoquista em testar o amor de pais por suas crias.

Ele foi ao campo de batalha naquele dia, em 850, eu estava duelando contra um brutamontes quando o vi despencar do céu, seu sorriso era sádico e brincalhão marcado por suaves linhas de expressão em seu rosto pálido. O impacto contra a grama manchada por sangue jogou os inimigos longe, deixando-os inconscientes e debilitados, a vitória mais rápida que eu vira desde então. Um a um todos se curvaram diante ao deus e eu ajeitei minhas armadura antes de fazer o mesmo, como os deuses abandonaram Midgard antes de meu nascimento aquela era a primeira vez que eu via um e me perguntei se os demais seriam tão grandiosos... Bonitos. Papai foi o primeiro a levantar-se e mancar até Loki, o asgardiano o olhou dos pés a cabeça e revirou os olhos antes de vasculhar o exército com seus olhos azuis e as mãos agarradas atrás das costas.

Essa era a parte onde o sonho se tornava pesadelo, quando eu começava a implorar para acordar, mais de mil e cem anos depois e eu ainda não havia superado a perversidade daquele... Ser. Mas para a minha surpresa - não posso dizer sorte - o tempo parou em meu sonho e só havia uma pessoa capaz de fazer tal coisas.

- Charles. - Joguei a espada no chão, relaxando o corpo dolorido. - O que é tão importante que fez você entrar em meu sonho?

- Desculpe o incomodo. - O professor surgiu ao lado de papai em sua tipica cadeira de rodas. - Lembra-se do sonho que me relatou há alguns meses? Temo que seja outra premonição.

- Meus sonhos sempre são reais Charles, ou lembranças do passado ou acontecimentos do futuro. - Cruzei os braços. - Então... Thanos está mesmo vindo?

- Acho que suas lembranças não são o melhor ambiente para essa conversa. - Charles deu a volta em Loki, analisando-o. - O tempo realmente muda as pessoas... Vá ao instituto assim que acordar, estaremos esperando-a. Até logo, Agnes.

Hun? Ele disse "estaremos"?

Acordei assim que Charles deixou minha mente, aquelas invasões me deixavam exausta, devido aos meus poderes psíquicos ele tinha certa dificuldade em fazer tais coisas e isso cansava a ambos. Deixei a cama meio sonolenta e me arrumei, um vestido preto com jaqueta e botas da mesma cor eram o suficiente para não aparentar que havia acabado de acordar, meu cabelo era um caso a parte, não importava o que eu fazia, ele sempre acabava solto e volumoso, os cachos eram tão rebeldes quanto eu em minha fase de ouro. Arrumada, com o básico na bolsa e as chaves do carro em mãos parti rumo ao Instituto Xavier para Jovens Super Dotados, uma mansão localizada no topo da cólica da Avenida Greymalkin Lane, que ficava à pouco menos de uma hora de viagem da minha casa, eu morava em Salem Center há quatro décadas, a família Xavier apoiou-me secretamente durante o pequeno incidente em 1800 e fiquei feliz quando soube que Charles se mudaria para a mansão, eu o conhecia desde bebê.

Quando cheguei a mansão soube que a coisa era séria, havia um jatinho pequeno no jardim, assim como alguns carros blindados, um carro antigo e uma moto, fora o carro popular dos anos 80 todos os outros possuíam o logo Stark. Como não pensei nisso antes? Vingadores. Logan me recepcionou na porta e o segui mansão adentro.

- Escuta aqui Caramelo. - Logan começou seu resmungo, chamando-me pelo apelido. - O cara de Nova York tá lá na sala de reuniões com aqueles metidos da TV. Se controla.

- E o que acha que vou fazer? Desintegrar ele? - Revirei os olhos, enfiando as mãos nos bolsos da jaqueta.

- É que você contou que não vê ele há mil anos. Você é esperta garota, mas não sabemos nossa reação até darmos de cara com nossos medos. - Ele suspirou. - Temos muito em comum Caramelo, só não quero te ver fodida igual eu.

Logan e eu nos conhecíamos há cem anos, fomos aliados em algumas guerras e inimigos em outras, nada fora do profissional até notarmos que não envelhecíamos como os outros, nem nos machucávamos tanto quanto, então viramos amigos. Ele e Charles eram os únicos que conheciam minha história e eu, assim como Charles, eramos os únicos a conhecer a fundo o passado do Logan, ou melhor, James.
Apreciei a preocupação do baixinho em relação ao meu emocional e sorri para ele em agradecimento, em momentos assim não precisávamos de palavras. Enfim chegamos a sala de reunião e antes mesmo de abrir a porta eu já podia ouvir o caos que estava lá dentro, Logan fez a gentileza de abrir uma pequena brecha entre as portas para evitar olhares curiosos de todos os alunos acordados, entramos e os heróis mal notaram nossa presença.

- E ainda se dizem defensores da Terra. - Logan bufou.

- Senhores, senhores, por favor. - Charles pediu psiquicamente, calando a todos, que enfim notaram-me. - Essa é Agnes Hankson. Agnes, esses são os Vingadores, creio que já os conheça devido a seus feitos, esses são os Guardiões da Galáxia; Drax, Groot, Rocket Raccoon e Star Lord.

- Charlie disse que você tem premonições e uma delas nos envolveu. - Tony Stark tomou a palavra apreensivo, eu não sabia que aquele homem sabia o que era aquilo. - E nós morríamos...

- Você morria. - O interrompi, ele estava preocupado com a própria morte, sabia que havia um motivo para estar apreensivo! remexi as mãos dentro dos bolsos e dei os ombros, indiferente. - Na visão vocês estavam caídos em um campo florido, não eram todos... Mas os que estavam caídos eram os pilares, também haviam as filhas de Thanos. Por que elas não estão com vocês? Elas também estavam caídas.

- Gamora morreu na sua premonição?! - O tal Star Lord arregalou os olhos. - Isso só pode ser mentira!

- Quando eu era criança ouvia histórias sobre a crença do meu povo, eles contavam sobre o fim dos tempos, quando a grande serpente sairia das profundezas e engoliria os deuses até só restar a destruição. Então depois viriam novos tempos de paz, não existe paz sem o caos, morte sem o nascimento, desde que você tenha vivido a morte é a única certeza. Nós cantávamos sobre isso... - Sorri aérea, escorando as costas na parede. - Sobre morrer com dignidade e servir a Odin em Asgard, bons tempos.

- Odin está morto. - Uma voz em tom rúnico e sério me despertou, não precisei procurar muito para encontrar um homem alto, forte e de cabelo loiro curto. - E Asgard destruída. Xavier nos contou que você possui mais de mil anos, mas não imaginei que fosse uma viking.

- Uma berserker. - Sorri abertamente, orgulhosa como sempre. Eu já sabia que Odin estava morto, Strange havia me contado semanas atrás. - É uma honra conhece-lo, deus Thor.

- Apenas Thor, por favor, travaremos essa batalha juntos, Agnes a Berserker. - O loiro aproximou-se e ergueu a mão, meus olhos brilharam quando a apertei, colocando-a entre nossos rostos.

- Ótimo, mais uma criatura incivilizada, mas e daí? Quem precisa de cérebro quando se tem músculos para lutar contra Thanos?

Aquela voz teve o pior efeito que eu podia esperar, frio no estômago, um embrulho suave seguido de ondas de choque. Meu corpo me traiu de forma pior que meu pai, maldito corpo! Eu conhecia aquela voz e por isso preferi não procura-la, me limitando a afastar-me de Thor e voltar a parede fria.

- Charles, eles sabem sobre...? - Perguntei ao professor, que negou com a cabeça. - Me fez vir até aqui as três da madrugada para confirmar minha visão... E só?

- Imaginei que não aceitaria ajuda-los sem conhece-los primeiro... Além de... Desconfiar de certos acontecimentos passados. - Ele ergueu uma sobrancelha e eu revirei os olhos. " Por favor Charles, eu não deixaria o planeta ser destruído só por uma magoa da adolescência." Resmunguei em sua mente. - Perdão Agnes.

- Tudo bem, Logan pensou o mesmo. - Dei os ombros, ignorando a confusão nos olhares dos heróis. - Bem... Por onde posso começar?

Então contei o por que de viver tanto, não, eu não era uma mutante. Mamãe era uma criatura cósmica da quinta dimensão, ela estava prestes a morrer e antes decidiu conhecer a Terra, mamãe fascinou-se com a liberdade humana e a beleza natural do planeta, mas o que mais a encantou foi papai, rei Horik. Mamãe pretendia morrer na Terra, destruindo-a junto a sua forma física em uma super nova, mas quando nasci ela mudou de ideia, retornando a quinta dimensão e me deixando para viver onde ela tanto admirou. Então, resumidamente e de forma simples, sou um hibrido, metade humana e metade cósmica, se eu me dedicasse aos treinamentos passados por anciões em um templo que conheci séculos possuiria todos os poderes que Thanos buscava nas jóias do infinito, mas assim como mamãe eu apreciava a simplicidade da vida humana. Como o dom do gene x avançado que torna os alunos de Charles mutantes, o que nasceu comigo está em mim e tenho controle superficial do básico, como os poderes psíquicos, teleporte e as premonições, além da longevidade, regeneração e força sobre-humanas.

Para o meu alivio os heróis não tiveram muitas duvidas sobre minha explicação, a não ser por Bruce que estava intrigado com o fato de minha mãe ser uma entidade cósmica. Eu me ofereci para que Charles vasculhasse minha mente em busca de mais peças do futuro, quem sabe teríamos mais informações que pudessem nos dar vantagem sobre Thanos e evitar tantas mortes, eles pareciam mesmo preocupados com as mortes. Steve puxou uma poltrona para que eu me sentasse e assim fiz, aguardando que o professor se aproximasse e tomasse meu rosto em suas mãos.

- Isso pode doer um pouco. - Ele avisou.

- Oh, não me diga. - Murmurei de olhos fechados. - Estou pronta.

E sem mais cerimonias Charles me levou a premonição, que era mais uma visão distorcida da realidade. Estava tudo como me lembrava, os corpos caídos, as flores amarelas manchadas de sangue, os guerreiros chorando, outros caindo e os mais persistentes avançando exaustos. Uma forte pontada incomodou minha cabeça e eu soube que Charles estava tentando ir mais fundo naquela visão, mas não havia para onde ir, voltando a realidade.

- Não há o que ver. - Ele suspirou frustrado.

- A não ser que eu veja mais que isso. - Comentei massageando a nuca. - Acha que consegue intensificar meu controle psíquico?

- Seus poderes vão além dos meus Agnes, não sou capaz de destrancar o que bloqueia seu controle.

- Talvez Loki seja. - Thor sugeriu inocentemente. - Quando o assunto é entrar na mente das pessoas, meu irmão é o melhor.

- Isso foi um elogio? Oh, estou comovido, meu irmão. Mas tenho que concordar que talvez possa libertar os poderes de vidência da midgardiana. - Loki disse despretensiosamente, naquele tom indiferente com um toque de sarcasmo que eu me lembrava. Ele se aproximou e Charles recuou com a cadeira para que o deus pudesse ajoelhar-se a minha frente. - Vejamos o que você guarda, Agnes a Berserker.

- Não!

Meu grito estremeceu o chão, mas era tarde demais, ele já havia tocado minha testa, enterrando as pontas dos dedos nos meus cachos.

" - Tsc, olha só você. Não aguentou uma única noite, tão frágil, mal consegue se mover. Midgardianos são mesmo fracos, ainda bem que seu povo esta morrendo, me sinto rebaixado ao saber que meus devotos tem como melhor guerreira uma garotinha fraca. - Ele cuspia as palavras com desprezo. - Irei matar Horik por me fazer descer a Midgard a troco de migalhas... Ou melhor... - Sorriu. - Irei lhe devolver assim como está, vamos ver qual será a reação do papaizinho. Será que ele vai se enfurecer com o que fiz a você? Oh não... Tenho certeza que não, ele vai te desprezar por não satisfazer seu deus. Midgardiana fraca.

Eu chorei, sentindo as lágrimas descerem de encontro ao sangue."

Então tudo apagou. 

E reacendeu em um campo aberto com montanhas ao fundo, estava muito frio mas o Sol ainda brilhava, provavelmente algum pais escandinavo. Antes que eu pudesse reconhecer o lugar uma nave surgiu entre as nuvens, era grande demais para aterrissar, cobria toda a claridade dos quilômetros que o campo possuía, uma porta lateral abriu e dela pularam Thanos e suas filhas algemadas, além de uma criatura cinza.  Eles ficaram parados por poucos minutos até um comboio da S.H.I.E.L.D. surgir, carros, motos, helicópteros e tudo o que a organização possuía de artilharia para uma missão ranking S+, Fury saiu de um dos carros e aproximou-se armado com tecnologia alienígena, ameaçou Thanos com seus avisos de cuidado - que eu conhecia muito bem - e consequentemente foi esmagado pelo conquistador. Os soldados demoraram a reagir e não era para menos, Thanos jogou o corpo esmagado de Fury como uma latinha de refrigerante, meu estomago embrulhou com a cena, dava para ver as marcas dos enormes dedos roxos afundadas nos ossos do homem morto. 

Quando o primeiro soldado reagiu tudo escureceu de novo. E voltei a realidade.

- Então? Viu algo? - Thor perguntou ansioso ao irmão, mas para a surpresa de todos, incluindo a minha, Loki levantou-se e deixou a sala sem dizer nada. - O que aconteceu?

- Ele... Não se lembrava... - Sussurrei para mim. - Charles, pode me dar um intervalo?

- Claro Agnes. Descanse um pouco. - O professor sorriu compadeceste. - Está tarde, todos devem estar cansados, meus alunos ficarão felizes em leva-los aos quartos de hospedes para que descansem. Agnes poderá contar o que viu durante o café da manhã. Até lá, descansem.

- Não podemos esperar! - Star Lord serrou os punhos.

- Vocês viram como meu irmão saiu. - Thor tomou a palavra. - Nunca o vi assim, seja lá o que ele e Agnes viram, é sério demais para discutirmos em uma madrugada.

E após séculos me senti orgulhosa em venerar o deus do trovão.

A verdade é que eu havia perdido completamente o sono, não pela visão envolvendo o Fury mas sim pelo que Loki viu, ou melhor, recordou. Quando o ouvi falar de mim com tanto desdém acreditei que se lembrasse daquele dia, tolice a minha, ele havia deixado tão claro que eu era desprezível que eu deveria supor que cairia no esquecimento. Me senti burra, a mais burra de todas! Em alguma época da minha vida cheguei a superar a humilhação que passei nas mãos do deus da trapaça, mas quando o vi na TV tudo voltou como um cataclismo e me senti burra por ceder aos traumas do passado. 

Fui à cozinha em busca de água ainda inerte em meus pensamentos, estava decidida em engolir minhas mágoas e desconta-las durante a batalha, era assim que eu fazia nas guerras, era assim que eu vencia todas. Ou quase todas... 

- Agnes. - Saltei ao ouvir meu nome, se eu não soubesse que infarto estava na minha lista de coisas impossíveis para o meu corpo, teria acreditado sofrer um. Virei-me e encontrei Natasha apoiada no balcão de mármore. - Assustada?

- É uma reação comum. - Respondi dando as costas e enchendo um copo com água. - Eu sei o que pretende, mas não precisa tentar tirar informações, eu as darei assim que amanhecer. E... Você precisa descansar Natasha, sua gravidez será de risco após o sexto mês, talvez férias após a batalha contra Thanos a ajude a evitar as complicações.

- G-gravidez? Está tentando me enganar para esconder algo? - A ruiva segurou firme meu ombro, virando-me para encarar seu olhar desconfiado. - Não tente me enganar Hankson.

- Já estou enganando, é Horiksson. - Sorri serena. - Eu posso sentir a energia que a vida emana e você está emanando dois tipos diferentes de energia, sinal de gravidez. Também tive uma pequena visão do seu futuro, apenas o suficiente para vê-la recebendo o diagnóstico de gravidez de risco. Sinto muito, espero que você possa mudar isso.

- O Bruce... Estará ao meu lado? - Sua expressão tornou-se apreensiva e temerosa, deixando o objetivo inicial de lado.

- Ele já está dentro do seu ventre, Natasha. 

- Não tente me eng...

- Não é porque não estou sendo clara que estou a enganando... Você me entendeu

Não tive coragem de encara-lá após aquilo, peguei meu copo e segui para o quarto. Tomei a água em poucos goles, não sentia sede, mas a tensão e ansiedade me fez buscar algo para descontrair. Não deu certo. Tirei a jaqueta, as botas e me joguei na cama, maldita hora que pedi para descansar! Era óbvio que eu não iria descansar! Mesmo aceitando a morte, eu não conseguia suportar ver como as pessoas ainda sofriam com ela, principalmente quando envolvia inocentes, no caso de Natasha uma vida que ainda surgiria. Afundei a face no travesseiro e como que por milagre, adormeci, infelizmente para mais uma visão, apenas a primeira das muitas que tive em poucas horas de sono, Loki realmente libertou meus poderes.

Quando acordei e assimilei o que havia visto tive apenas uma certeza. Eu precisava ajuda-los de verdade, se todos estavam determinados a dar tudo de si eu também deveria estar.


Notas Finais


Obrigada por ler o primeiro capítulo. <3


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