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História The last - Imagine Park Jimin - Capítulo 42


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Notas do Autor


Boa Noite... Venho um pouco mais cedo hoje ^^ Não tanto, mas comparado aos outros... Haha
Segue mais um capitulo e boa leitura a vocês.

Beijos.
:*

Capítulo 42 - Trap


Fanfic / Fanfiction The last - Imagine Park Jimin - Capítulo 42 - Trap

 

Arimin On.

 

-Me arrependo de ter zoado do Jin. - Falei recuperando o fôlego.

Jimin apenas sorria, estava encostado na árvore e mantinha seus braços cruzados sobre seu peito.

-Não é tão difícil. - Ele falou.

Endireitei o corpo, todos acharam uma boa ideia eu aprender pelo menos o básico sobre como ser uma vampira, já que Ni Mira provavelmente planejava algo fazendo algum ritual sinistro com os corpos do clã do norte.

-Pra vocês que já nasceram assim não deve ser mesmo. - Sorri. - Correr é fácil, e muito legal alias, mas é difícil parar.

Jimin se aproximou e riu da minha reclamação.

-Não vou deixar você trombar em nada. - Falou e arrumou meu cabelo atrás da orelha.

Era estranho e bom ao mesmo tempo sentir o cheiro das coisas nitidamente. E não eram todas misturas, eu sabia da onde vinha cada cheiro. Por exemplo, alguma árvore bem distante nesse momento cheirava a goiaba e mesmo os outros cheiros estarem presentes, eles não se misturavam.

Ouvir também era bem diferente. Até mesmo o bater do coração de Jimin eu conseguia ouvir.

-Vou tentar mais uma vez. - Falei levando minha mão em seu peito.

-Ok. - Falou. - Se for trombar para parar eu te ajudo.

Apenas assenti com a cabeça e virei o corpo, respirei fundo e corri. Era de fato uma sensação incrível, o vento jogava meus cabelos e roupas para trás e mesmo naquela velocidade eu sabia para onde correr e não me perdia. Quando vi Jimin em pé, me preparei para parar. Derrapei meus pés na terra e senti meu corpo ir perdendo a velocidade, logo as mãos de Jimin em minha cintura me parou por completo.

-Viu só. - Ele sorriu. - Bem melhor que o Jin, devo confessar.

-Sim, dessa vez consegui ver perfeitamente o caminho. - Falei animada.

-Aos poucos você vai se acostumando. - Ele falou contornando minha cintura com os braços.

Segurei minhas mãos atrás da sua nuca.

-Não acharam nada que possa leva-los até o tio de vocês? - Perguntei.

Ele respirou fundo e negou com a cabeça.

-Somente o local onde foi feito o ritual. - Jimin respondeu.

Eu queria muito que o encontrassem. Isso livraria os meninos da punição. Aproximei meu corpo do dele e selei sua bochecha.

-Vão acha-lo, eu tenho certeza. - Falei.

-Eu espero. - Ele suspirou novamente.

Jimin ficou ali mais um tempo comigo, eu ainda precisava melhor muito na habilidade de correr, mas já estava progredindo bastante. Logo voltamos para a mansão, quando passamos pelo o portão vimos o pequeno Andy sentando na borda da piscina, mergulhava seus pés na água e chutava as gotas para cima sem parar.

-Você não se sente entranha perto dele? - Jimin perguntou ao meu lado.

Notei que ele também encarava o garoto distraído com a água.

-Estranha? - Perguntei. - Como assim?

-Ah, não sei como explicar. - Ele coçou sua nuca. - Eu me sinto um pouco estranho, não de uma maneira ruim, mas de uma maneira reconfortante.

Encarei o menino novamente, eu não havia parado para pensar sobre isso. Mas que eu tinha pegado um pequeno afeto por ele eu havia sim. Quando Andy nos viu ali, se levantou rapidamente e juntou suas mãos em frente ao corpo.

-Ele é muito educado. - Sorri para Jimin.

-Educado, porém desobediente. - Falou e saiu andando em direção à porta da entrada.

Caminhei em direção ao garoto, abaixei e tirei meus tênis. Sentei na borda da piscina e mergulhei meus pés assim como ele há minutos atrás.

-Sente aqui. - Bati ao meu lado.

Ele obedeceu e sentou, colocou seus pés na água e encarou seu reflexo na mesma.

-Você queria me pedir algo ontem Andy... - Falei depois de alguns segundos em silêncio. - O que queria?

Ele me olhou, piscou algumas vezes. Ele havia esquecido sobre isso?

-Não se lembra? - Perguntei sorrindo.

-Lembro. - Respondeu baixinho.

-E o que era? - Perguntei.

Ele voltou a encarar a água e respirou fundo.

-Eu iria te pedir... - Me encarou. - Daqui a três dias, você poderia não sair da casa?

Enruguei o meio das minhas sobrancelhas. Como assim não sair de casa?

-Por quê? - Perguntei confusa.

-Porque sim. - Ele respondeu. - No dia vinte e dois, poderia ficar em casa?

Cocei minha cabeça mais confusa. Bom, eu não havia entendido nada, mas se ele estava me pedindo para ficar em casa, que mal teria nisso? Afinal, um dia em casa não iria me matar.

-Tudo bem Andy, eu fico. - Sorri.

-Promete? - Perguntou.

Aquilo me tirou uma risada.

-Só se me disser por que não poderei sair. - Respondi.

Andy tirou seus pés da água e abraçou seus joelhos em frente ao corpo.

-Eu não posso te explicar, mas precisa confiar em mim. - Ele falou me olhando. - Se você ficar em casa nesse dia, as coisas serão diferentes.

Tirei meus pés da piscina, virei o corpo e cruzei as pernas no gramado. Ele continuou me encarando, esse garoto parecia algum tipo de vidente falando comigo e eu estava ficando cada vez mais perdida.

-Ok, você está me deixando confusa. - Falei para ele. - Como sabe que as coisas serão diferentes se eu não sair esse dia? E o que vai acontecer nesse dia? Porque está me dizendo essas coisas?

-Você faz muitas perguntas mesmo. - Ele sorriu olhando para baixo.

Enruguei o meio das minhas sobrancelhas.

-Ei, quem foi que te falou isso? - Sorri. - Eu vou matar o Jimin.

Andy sorriu e eu paralisei. Seus olhinhos se fecharam, quase sumiram e somente uma pessoa me fazia esquecer de todo o resto com um sorriso daquele. E era Jimin, mas Andy pareceu ter os mesmo traços em seus olhos.

-O que foi? - Ele perguntou parando de rir quando notou minha expressão.

Levei minha mão em seu rosto e passei meu dedo polegar levemente em seu olho. Seu rostinho ficou vermelho e ele se afastou.

-Eu... Eu vou entrar Senhora Arimin. - Falou e saiu correndo.

Levei minha mão até o meu coração, estava disparado. O que foi isso?

“Não se sente estranha perto dele?” Jimin falava sobre isso? Chacoalhei minha cabeça e fiquei em pé. Coloquei meus tênis e respirei fundo.

-Apenas ignore Arimin. - Falei batendo em meu rosto.

-Sempre falando sozinha. - Ouvi alguém dizer.

Virei o corpo rapidamente e encontrei Taehyung perto do portão.

-Tae! - Sorri e corri em sua direção, para a minha surpresa usei a velocidade vampiresca e por sorte ele me segurou antes de destruir aquele portão com o meu corpo.

-Meu Deus. - Falou sorrindo.

Ele me soltou e eu o abracei.

-Quanto tempo. - O soltei. - Voltou de vez?

Ele segurou minhas duas mãos e me encarou por alguns segundos.

-Quando me disseram que tinha se transformado, demorou para eu acreditar. - Falou sem me responder.

Apenas sorri, Tae foi para o norte quando eu ainda era humana. Com certeza enviaram a noticia a ele.

-E não, eu vou ter que voltar para o Norte. Vim apenas passar uma informação para os meus primos. - Falou e saiu andando.

Virei e o acompanhei.

-Ah sim. - Falei. - Provavelmente estarão na biblioteca.

-Como sempre. - Ele sorriu.

Quando passamos pela a porta, Tae caminhou em direção ao corredor que daria na biblioteca e eu em direção à escada. Quando cheguei ao topo dela, ele me chamou e eu virei para olha-lo.

-Ficou linda desse jeito. - Falou.

Aquilo me deixou com um pouco de vergonha, raspei a garganta e cruzei meus braços.

-Significa que eu não era antes? - Perguntei séria.

Ele arregalou seus olhos minimamente.

-Não, não foi isso...

Comecei a rir e ele parou.

-Brincadeira. - Falei e ele sorriu.

-Boba. - Falou. - Vou lá falar com eles.

Apenas assenti com a cabeça e ele sumiu da minha visão. Virei e continuei andando, no meio do caminho encontrei Hee e Haye sorrindo.

-Ali ela! - Hee falou.

-O que foi? - Perguntei.

-Venha. - Falou.

Deixei que me puxasse pela mão, ela entrou em seu quarto e depois que Haye entrou atrás, fechou a porta.

-Vou mudar seu visual. - Hee falou indo até o seu guarda-roupa.

Mudar meu visual? Olhei para as roupas que eu usava, um moletom verde e uma calça jeans branca. Bom, confesso que nunca imaginaria uma delas usando isso sem ser para dormir ou ficar em casa, mas o que tinha de errado em me vestir assim?

-Deve estar se perguntando por que mudaríamos o seu visual não é mesmo? - Haye se aproximou e pegou em minha mão. - Não tem nada de errado em como se veste, mas não podemos deixar outros clãs descobrirem que você era uma humana.

-Verdade, e nenhuma vampira se veste assim. - Hee falou jogando algumas roupas na cama. - Quando se acostumarem com a sua cara sendo uma vampira, pode voltar para as suas roupas.

-Faz sentindo... - Sorri. - Mas, todos viram Ni Mira no meu corpo, isso não significa que eles já sabem que eu era humana?

Ainda me lembro da noite que voltei para o meu corpo. Jimin gritou para os anciães sentirem a minha presença humana, e outra, eles sabem que eu sou a última geração humana deles, ou era.

-Sim, mas somente os anciães viram o seu rosto. Nenhum clã viu, e os que viram foram mortos pela Ni Mira. - Hee falou separando algumas peças de roupas que pegara.

-Entendi, então tenho que manter distancia dos anciães? - Perguntei.

-Por enquanto sim. - Respondeu. - Pronto, essa é perfeita.

Ela me esticou uma troca de roupa.

-Vista, se ficar bom te emprestarei mais. - Hee falou animada.

Aproximei-me da cama e tirei o meu moletom, éramos todas mulheres ali, não havia problema em me trocar na frente delas.

-Sua barriga não cresceu nada. - Hee falou.

Olhei para baixo e alisei minha barriga.

-Estou com poucas semanas ainda, vai demorar. - Sorri. - Talvez depois de dois ou três meses.

Vesti a calça jeans preta, uma blusa na mesma cor. Um coturno igual quando Ni Mira se apossou do meu corpo e um casaco longo como o deles. Virei o corpo e me encarei no espelho do guarda-roupa de Hee.

-Ual! Agora sim está parecendo uma vampira. - Hee brincou.

-Não sei por quê. - Haye resmungou do canto. - Eu gosto dos meus vestidos, se ela quiser...

-Não. - A cortei sorrindo. - Eu fico com essa.

Hee começou a rir e Haye me olhou indignada.

-Até você Ari? - Perguntou manhosa. - Pensei que gostasse dos meus vestidos antigos.

-São lindos. - Falei. - Mas não em mim.

Hee ainda ria, só ai notei que ela usava praticamente a mesma roupa que eu. Ainda me lembrava de seus vestidos coloridos quando cheguei à mansão deles. Mas como ultimamente eles estavam precisando sair muito, ela já meio que ficava pronta para caso precisasse.

-Precisa sair do século dezoito Haye. - Hee falou sorrindo. - Credo, odiei esse século.

-Eu amei. - Haye falou.

-Percebe-se. - Hee falou olhando o vestido da garota encolhida na cama.

As duas sempre eram boas comigo. No fim, eu acabei ganhando ótimas amigas.

 

Jimin On.

 

-Tem certeza? - Exclamei.

-Sim, o líder do clã pediu que eu avisasse o conselho rapidamente, mas como sei que são vocês que estão perseguindo o nosso tio, decidi vir pra cá. - Tae respondeu.

Tae veio nos contar que encontraram rastros do nosso tio no fim do bosque. E junto presenças desconhecidas que segundo o especialista deles se tratava de presenças que não faziam parte dessa dimensão e isso me levou a apenas uma conclusão, as pessoas do clã do norte que ela trouxera da morte já estavam andando por ai.

-O que vamos fazer Jimin? Acha que devemos ir atrás deles? - Kook perguntou se levantando.

Eu realmente não sabia o que fazer, nosso tio jamais deixaria rastros de propósito. Isso com certeza estava me cheirando uma armadilha.

-Talvez seja uma armadilha. - Falei. - Nosso tio nunca foi de deixar rastros.

-Mas não foram rastros comuns Jimin. - Tae falou novamente. - Era cabelo.

Todos encararam Taehyung confusos.

-Cabelo? - Hobi perguntou.

-Sim, encontraram cabelos dele.

Pode ser que ele tenha jogado alguns fios de seus cabelos de propósito, mas se tratando disso, talvez tenha sido um erro que ele deixou passar.

-Vamos então. - Fiquei em pé.

Todos imitaram o meu gesto, o quanto antes pegarmos nosso tio melhor.

-Aonde vão? - Ouvimos Hee perguntar ao entrar na sala.

Haye e Arimin entraram logo atrás, meus olhos pararam nela. Usava roupas diferentes, usava roupas como as nossas e eu adorei vê-la daquele jeito. Ela sorriu quando me pegou fitando-a.

-Tae nos trouxe informações sobre o paradeiro do nosso tio. - Kook se aproximou da noiva. - Então vamos seguir.

-Vamos com vocês. - Hee falou se referindo a ela e Haye.

- Não acho necessário. - Kook falou. - Vocês duas podem ficar aqui, protejam Arimin, Nabi e o nosso pequeno convidado.

Andy se encontrava no canto da sala, e nos encarava sem piscar.

-E o Jin. - Nam falou.

-Vamos leva-lo com a gente. - Falei e Nam me encarou preocupado. - Acho que ele precisa participar dessas missões. Será um bom treinamento para ele e caso ele sofra alguma coisa, estaremos lá.

Yoon e eu conversamos sobre isso ontem, Jin precisa aprender a lidar com as suas habilidades. Acredito que se ele estiver entre criaturas da noite e vampiros, ele saberá mais rápido qual presença pertence a quem.

-Eu tenho que treinar ainda, posso... - Arimin começou a falar.

-Nem pensar. - A cortei. - Não faz nem dois dias que você é uma vampira.

Arimin ainda passaria por todo o treinamento, mas no momento Ni Mira estava atrás dela e seria perigoso demais deixa-la sair.

-Vamos logo pessoal. - Tae falou.

Me aproximei de Arimin e selei seus lábios.

-Cuidado. - Ela falou.

Levei minha mão em seu rosto e alisei sua bochecha com o dedo polegar.

-Gostei da roupa. - Falei e ela sorriu.

Virei e acompanhei os meninos para fora da casa. Tae mostrou o caminho para nós, e quando chegamos ao lugar percebemos que o caminho se seguia para o Norte.

-Agora faz sentindo do porque o Norte ter visto rastros dele. - Hobi falou pensativo.

-Pois é, procuramos somente no bosque perto de casa. - Nam falou. - Jin fica perto de mim.

Jin sorriu para o namorado e o obedeceu.

-Vamos seguir. - Falei.

Fazia muito tempo que eu não ia para o Norte, mas nada mudava dos outros clãs, o bosque era igual e as presenças de criaturas ‘da noite’ escondidas também era possível sentir.

-Olhe! - Kook falou um pouco mais a frente.

Quando nos aproximamos, vimos o mesmo formato com as árvores, porém queimadas.

-Parece que esse ritual não deu certo. - Hobi falou.

-Que ritual? - Tae perguntou confuso.

-Encontramos o ritual para trazer vampiros dos mortos como marionetes no bosque do conselho ontem. - Hobi o respondeu. - As árvores estavam posicionadas dessa forma, mas não estavam queimadas...

-Significa que deu certo. - Tae falou para ele mesmo.

-Sim, mas porque Ni Mira faria de novo? - Yoon se aproximou de mim.

Me aproximei das árvores e fiquei tentando encontrar alguma resposta para aqueles questionamentos. Nada estava fazendo sentindo, a não ser...

-Um exército. - Falei e todos me encararam.

-Como assim? - Jin perguntou.

-É isso! - Kook exclamou. - Ela quer um exército de vampiros mortos. Haye falou uma vez que os mortos obedecem à pessoa que os trazem de volta.

-E esses morrem quando a pessoa que os trouxeram dos mortos morrer. - Nam emendou.

Cruzei meus braços, mas para quê Ni Mira iria querer um exército? Ela não tem poder suficiente para lutar sozinha?

-Ni Mira deve estar planejando uma guerra. - Yoongi falou.

-Mas porque trazer os vampiros dos mortos? Não era só ela conquistar a lealdade deles? - Jin perguntou.

-Não. - Respondi. - Ela nos odeia. Foram os vampiros que matou ela no passado, ela quer todos eles mortos.

Isso fazia todo o sentindo, o objetivo de Ni Mira é acabar com todos da nossa espécie. E ela vai começar por onde tudo acabou para ela.

-Jimin, tem alguém vindo. - Hobi virou.

Era a presença do nosso tio, ele surgiu entre as árvores. Estava um pouco sujo, parecia não tomar banho há semanas. Parou ali mesmo e nos encarou.

-O que estão fazendo aqui? - Perguntou.

Dei um passo à frente e coloquei minhas mãos no bolso do casaco.

-Procurando você. - Respondi. - Venha com a gente tio.

Ele deu um passo para trás e sorriu soprado.

-Pra quê? Vão me entregar novamente para o conselho, não vão? - Falou.

Realmente esse era o nosso objetivo, entrega-lo aos anciães e assim sermos livres das punições. Embora ele tenha nos criado desde criança, nos traiu sem remorso. Escondeu coisas horríveis da gente e quase matou uma inocente. Estava participando da crueldade de matar a própria espécie e fazê-lo deles zumbis escravos.

-O que está acontecendo com você tio? - Kook perguntou. - Você sempre cuidou da gente, como pode ter se perdido dessa maneira por causa de uma vampira de séculos atrás, que por sinal tem como objetivo se livrar da gente.

-Ela não quer matar os vampiros, mas eles querem mata-la! Ela está apenas revidando. - Hojoon falou irritado.

Ni Mira estava fazendo uma lavagem cerebral nele.

-Ela matou um clã inteiro tio! - Yoon falou. - Jimin e eu presenciamos isso!

-Mentira, ela disse que aquilo foi acidente. - Ele falou no mesmo tom.

-Tio... - Quando Nam foi falar, levantei a mão e ele parou.

Nosso tio já havia mergulhado de cabeça e tudo nas mentiras dela e acreditava nelas sem pensar duas vezes. Não tínhamos o que fazer, ele literalmente havia perdido a razão e estava cego por ela.

-Sempre o responsável. - Ele falou me encarando. - Sempre querendo ser o melhor do time.

Sorri soprado.

-Sabe que não vai conseguir me irritar. - Falei suspirando. - Você pode escolher tio, vai vir por bem ou por mal?

Primeiro que o fato dele ter vindo até nós por pura e espontânea vontade já havia me deixado em alerta, havia alguma coisa por trás daquilo e eu iria enrola-lo até saber o que estava planejando com aquilo.

-Eu sou o tio de vocês, deveriam me respeitar! - Ele falou irritado. - Eu fiz de tudo por vocês, eu criei vocês...

-Você mentiu pra gente a vida toda tio! - Kook parou ao meu lado. - Nos fez acreditar que nunca encontraríamos nossa geração humana, quando na verdade estava fazendo um ritual horrível para que Ni Mira voltasse.

Fechei minhas mãos em punhos dentro do bolso, eu não conseguia nem pensar naquilo. Os dias que Ni Mira esteve no corpo de Arimin foram os piores de toda a minha existência.

-Eu fiz pelo o bem da nossa família! - Rebateu irritado. - Vocês não enxergam as coisas boas que fiz por vocês! Tirando o episódio com a Nancy, eu fiz...

-O que disse? - Yoongi o cortou.

Nosso tio arregalou seus olhos e deu um passo para trás. Ele havia mencionado a Nancy?

-Que episódio com a Nancy? - Yoongi perguntou se aproximando.

-Não tem mais porque eu esconder isso. - Nosso tio suspirou. - Vocês sabem sobre isso, eu só apaguei da memória de vocês.

Aquilo nos deixou um pouco tensos, do que ele estava falando?

-Confesso que me arrependi dos meus atos naquela época. Mas no fim foi para o seu bem Yoongi. - Falou.

-O QUE VOCÊ FEZ?! - Yoongi gritou.

-Quando o pai da Nancy contou ao conselho sobre o relacionamento de vocês, ele não fazia ideia sobre as leis dos vampiros, e como você era o meu sobrinho, a ordem coube a mim.

Arregalei os olhos. Não, ele não pode ter feito isso. Tirei minhas mãos dos bolsos.

-Você... - Yoongi falou horrorizado.

-Sim, eu mandei queima-la! - Nosso tio falou por fim. - Eu fiz isso pelo o seu bem.

Um silêncio se instalou ali e somente o vento balançando as árvores era audível, como ele teve essa coragem? Ele sabia o quanto Yoongi iria sofrer com a morte dela e mesmo assim ordenou que a queimassem?

-O que você... - Yoongi deu um passo para trás.

-Eu não acredito que teve essa coragem tio! - Hobi exclamou indignado.

Olhei para o lado e vi as mãos de Yoongi tremerem, sangue escorria delas por causa de suas unhas. Seus olhos ficaram vermelhos e o nosso tio notou, pois deu outro passo para trás.

-Desgraçado. - Yoongi falou e correu em direção dele.

Nosso tio parecia fraco, pois não revidou quando Yoongi o jogou contra uma árvore bruscamente. Essa caiu para trás mostrando suas raízes completamente, Yoon foi para cima dele e deferiu golpes no rosto dele sem parar.

-Jimin, ele vai mata-lo. - Nam gritou para mim.

-Deixa ele. - Falei.

Yoongi procurou por séculos quem foi que mandou matar Nancy, e o pior disso tudo era que ele sempre esteve em baixo do nosso teto e não sabíamos disso. Ou melhor, sabíamos e ele nos fez esquecer.

-Mas precisamos dele vivo. - Kook falou.

Respirei fundo, caminhei em direção ao Yoongi e o puxei.

-Me deixe Jimin! Eu vou matar esse desgraçado! - Yoongi falou tentando sair das minhas mãos.

E eu queria deixa-lo fazer isso, mas o conselho precisava dele vivo ou não seriamos livres das punições. Nosso tio sentou com um pouco de dificuldade, seu rosto sangrava sem parar, mas aos poucos os cortes iam se fechando.

-Eu vou matar você! - Yoongi gritou para ele.

Nosso tio olhou para baixo e eu acompanhei seus olhos. Ele analisou o relógio em seu braço e aquilo me fez enrugar as sobrancelhas.

-Eu me arrependi Yoongi, mas saiba que eu fiz para o seu bem. - Falou se levantando de cima árvore.

-PARA O MEU BEM?! - Yoongi gritou. - EU QUASE MORRI SEM ELA SEU DESGRAÇADO!

Hojoon ficou em pé e se arrumou no lugar, do seu rosto escorria sangue, mas os ferimentos causados por Yoongi já haviam sido curados.

-Vocês nunca vão me entender. - Ele falou suspirando e olhou novamente em seu relógio.

-Porque olha tanto no relógio tio? - Perguntei.

Yoongi ainda estava ao meu lado e eu não soltei seu pulso. Seus olhos pulsavam a cor vermelha em puro ódio.

Hojoon arregalou seus olhos minimamente com a minha pergunta.

Ah não.

-Está ganhando tempo? - Perguntei e todos me olharam sem entender nada.

 

Arimin On.

 

-Mas eu achei que combina. - Nabi falou. - Você fica muito bem de preto.

Todas ali falavam sobre as roupas que Hee me fez vestir, estávamos no tapete da biblioteca e comíamos, ou melhor, Nabi e eu comíamos uma pipoca doce que Nabi fez enquanto ensinava Hee.

-Sim, ela ficou muito bem com essas roupas. - Haye falou em seguida. - Se bem que com os meus vestidos...

-Não começa Haye. - Hee a cortou. - Além de pesados, ela não gosta de vestidos.

-Não são pesados. - Ela falou. - Pelo contrário, são bem confortáveis.

Confortáveis? Haye usava um espartilho apertado, o que explicava sua cintura super fina. Aquilo para mim não parecia nada confortável.

-Sério? - Nabi perguntou. - Parece bem quente, se bem que no tempo que estamos agora é bom.

Todas sorriram, Andy estava no cantinho e prestava atenção em nossa conversa.

-Gosta de pipoca Andy? - Perguntei e o garoto me olhou rapidamente.

-Não, eu passo mau. - Respondeu.

Ah, já havia me esquecido disso, por sorte eu já comia normalmente e tive a oportunidade de continuar sem me sentir mau como eles, assim como Jin.

-Mas eu sempre quis saber como é o gosto dessas comidas. - Ele falou.

-Dá tempo ainda Andy. - Hee falou. - Você é jovem ainda e quando passar séculos e for igual a nós, vai se arrepender de não ter tentado.

Hee entendia muito isso, ela ama cozinhar e não pode sequer comer o que faz. Andy se arrastou pelo o tapete e se aproximou da nossa pequena roda. Esticou sua mão até o pote com as pipocas e pegou uma.

-Essa é doce. - Nabi falou para ele. - Bem diferente da salgada, se bem que eu acho que você não experimentou a salgada também.

O garoto levou a pipoca na boca e a mastigou. Ficamos olhando suas expressões ansiosas para saber o que iria achar. Ele engoliu e nos encarou.

-O que achou? - Haye perguntou em seguida.

-Bem diferente. - Respondeu. - Não sei com o que comparar, mas eu gostei.

-Vamos torcer para que não passe mau. - Falei sorrindo.

Não seria legal ele passar mau por causa da pipoca. Ele levou a mão novamente até o pote e pegou mais algumas na mão.

-Será que eles estão bem? - Haye perguntou chamando nossa atenção.

-Sim, Jimin está com eles. - Hee respondeu.

Jimin além de ser o mais forte entre eles, era o mais responsável. Mas mesmo assim eu me preocupava demais, tinha medo que algo pudesse acontecer com ele.

-Tomara que achem o tio de vocês. - Nabi resmungou, ela estava muito preocupada em relação à punição. Yoongi não se curaria tão rápido como os outros.

Andy não parava de comer as pipocas doces, Hee e Haye descobriram recentemente sobre o relacionamento de Nabi com Yoongi e ficaram muito felizes pelo o primo ter conseguido seguir em frente e esquecer Nancy.

-Meninas. - Ong entrou na biblioteca.

-O que foi Ong? - Hee perguntou.

-Não estão sentindo uma áurea estranha? - Perguntou olhando para os lados.

Andy largou as pipocas e encarou Ong no meio da sala olhando para os lados, estranhei a forma como ele também olhou para os lados. Aliás, ele também é um vampiro e pode sentir coisas.

-Não Ong. - Hee ficou em pé.

-Eu não sei, mas parece que alguma coisa ruim está se aproximando daqui. - Ong falou indo em direção à janela.

-Eu vou dar uma olhada lá em cima e você olha por aqui Hee. - Haye falou já sumindo dali.

Hee fez o que ela falou e saiu também. Nabi ficou em pé e se aproximou de mim.

-Acho que tentarei olhar também. - Falei.

Eu ainda não dominava minhas habilidades cem por cento, mas correr pela casa e olhar não parecia ser difícil.

-Não Ari, você não sabe como correr ainda. - Nabi falou pegando em meu braço.

Andy estava na janela junto com Ong e os dois conversavam alguma coisa. Pulei no lugar quando ouvi o grito de Hee no outro cômodo. Logo em seguida um barulho horrível, saí correndo e fui para onde ela havia ido. Não havia notado, mas estava correndo com a minha habilidade. Quando cheguei lá, a vi caída no chão e a parede onde trombara toda trincada.

-Hee! - Me abaixei ao seu lado.

-Saia daqui Ari. - Ela falou se sentando com dificuldade.

-O que houve? - Perguntei.

-É a Ni Mira. - Respondeu com dor. - Não deixa ela te encontrar. Vai logo!

Me levantei rapidamente e voltei para a sala, Nabi estava encolhida no canto e segurava Andy na sua frente.

-Ni Mira está aqui, vamos sair daqui. - Falei rapidamente.

-Você precisa fugir menina! - Ong falou desesperado. - Ela vai querer algo com você!

-Isso Ari! - Nabi gritou. - Corre!

Eu não queria sair dali e deixar os três sozinhos, mas eu precisava ir, meu filho corria perigo e eu não podia deixar nada acontecer com ele. Virei o corpo e sai correndo, quando me aproximei da porta ela foi estourada bruscamente.

Me afastei rapidamente e vi quando algumas pessoas entraram, levei minha mão no nariz. Fediam muito. Na frente estava Garry, arregalei os olhos, estavam mortos. Virei e saí correndo em direção à escada, todos vieram atrás de mim e no fundo me senti aliviada por não terem ido em direção à biblioteca.

Haye estava vindo de encontro no corredor.

-Haye, volta! - Gritei e ela parou assustada.

Quando viu aqueles vampiros mortos me seguindo, correu em minha direção e parou na frente deles, virei e a vi jogar alguns contra a parede. Ela lutava muito bem com aquele vestido.

-Haye!

-Vai logo Arimin. - Ela gritou. - Estou sentindo uma presença mais forte, deve ser a Ni Mira! Precisa sair daqui!

Eram muitos contra ela.

-Eu vou te ajudar! - Quando pensei em correr até ela, Hee surgiu do nada e derrubou uns cinco deles.

-Anda logo garota! Saia pela janela! - Falou alto sem me olhar.

Pressionei os lábios, do que adiantava ser uma vampira e não poder ajuda-las em nada? Eu precisava urgentemente saber usar minhas habilidades. Voltei a correr, derrapei nos corredor e fui até a varanda. Parei bruscamente quando avistei o ‘da noite’ da qual fiquei presa quando Ni Mira tomou meu corpo.

-Ni Mira? - Perguntei sentindo um pouco da falta de ar, o nervosismo me deixou completamente sem ar.

Aquilo sorriu ladino e endireitou seu corpo, os olhos azuis eram as únicas coisas que tinham cor ali.

-Pensou que estaria livre de mim? - Perguntou.

Dei um passo para trás, meu coração estava aceleradíssimo.

-O que quer de mim? Você já tomou o meu corpo! - Falei irritada.

Notei uma expressão confusa em seu rosto e ela se aproximou um pouco mais.

-Você é uma vampira agora? - Perguntou.

Levei minha mão até o peito e encostei-me à parede para me afastar dela. Como assim sou uma vampira agora? Ela não estava sentindo?

-Não consegue sentir? - Perguntei tentando esconder o meu nervosismo.

Ela suspirou irritada e olhou para o lado.

-Até mesmo isso aquilo tomou de mim. - Resmungou, mas eu consegui ouvir.

Aproveitei sua distração e tentei correr para a porta da varanda e fiquei surpresa quando fui mais rápida que ela. Bati o pé no parapeito e pulei, eu não sabia como cairia lá em baixo, apenas confiei.

-Maldita! - A ouvi gritar.

Caí entre as flores e logo a vi pular atrás de mim. Me levantei rapidamente e quando fui correr até o portão, senti meus cabelos serem puxados e eu fui arremessada para o lado com muita força, uma dor absurda tomou conta do meu corpo quando destruí o pilar da varanda de baixo com o corpo.

Caí entre os destroços e pressionei as pálpebras para não gritar de dor. Aquilo era insuportável. Tentei me sentar, mas alguma coisa em mim estava quebrado, isso era certeza. Isso era possível? Vampiros também quebram seus ossos?

-Devolva o que é meu! - Ela veio se aproximando.

-Eu não tenho nada seu... - Falei com dor.

-Você não, mas essa coisa na sua barriga tem. - Falou.

Arregalei os olhos e levei minha mão na barriga, o que ela queria com o meu filho? Me afastei com muito esforço, as cicatrizes estavam demorando um pouco para curarem por serem bem feias e até não me recuperar, não conseguiria levantar dali.

-Ficou maluca? - Perguntei ainda me afastando pelo o chão.

-Não! A pior coisa que fiz foi ter deixado essa coisa ai enquanto estive em seu corpo! - Falou irritada. - Ele tomou...

Quando ela foi falar um barulho ecoou do portão. Levantei o olhar e vi Jimin e os outros entrarem, seus olhos encontraram os meus. Ele os arregalou na mesma hora e veio correndo, Ni Mira vendo aquilo veio rapidamente a meu encontro e levou sua mão na minha barriga.

-Aaah! - Gritei quando ela tocou ali.

-MÃE! - Ouvi Andy aparecer de repente e jogar Ni Mira para longe com apenas um toque.

Ni Mira trombou com uma árvore e arregalou seus olhos para o garoto. Ela levou suas mãos no pescoço e parecia se afogar com alguma coisa, virou e sumiu. Levantei minha blusa e olhei para a minha barriga, ela estava cicatrizando aos poucos.

-Você está bem? - Andy abaixou na minha frente.

Olhei para ele... “MÃE”... Eu ouvi direito?

-Você me chamou...

Quando fui perguntar Jimin abaixou ao meu lado desesperado.

-Ari... - Falou.

-Eu estou bem. - Respondi encarando Andy em pé atrás dele.

Jimin suspirou e olhou para ele também, em questão de segundos ele avançou contra o garoto e o prensou contra a parede, não foi bruscamente, mas foi firme.

-Você a chamou de mãe! - Falou.

Arregalei os olhos, eu não ouvi errado?

-Eu... - O garoto falou levando suas duas mãos nas de Jimin que o segurava ali. - Eu não.

-Chamou sim, você chamou ela de mãe. - Jimin insistiu.

Meu coração começou a disparar. O que estava acontecendo?

 


Notas Finais


É isso, espero mesmo que estejam gostando.
Comentem o que estão achando, adoro ler as teorias de vocês e confesso que me surpreendo com algumas. :)
Até o próximo capitulo.

Beijos.


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